sábado, 13 de julho de 2013

Fonte de Água Viva


 


“Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos” (Jr 17,7s).

Confiar no Senhor Deus, Deus de toda consolação, de amor inestimável, misericórdia infinita. Deus que é poder supremo e nos nutre com sua graça. A Palavra acima nos convida a confiar e confiar naquele que é plenitude; plenitude da graça, do amor, da justiça, da fidelidade.

 Longe de Deus somos como espinheiros numa terra árida e poeirenta. Somos como que intocáveis, pois na secura e vazio da alma, somos suscetíveis de ferir quem se aproxima e nos toca. Somos inférteis, ou então produzimos frutos amargos e travosos. Assim é a vida daqueles que ao invés de Deus confiam em si próprios, julgando-se autossuficientes, numa atitude de extrema soberba. São como a figueira improdutiva do Evangelho segundo Lucas, cap. 13,6.

A palavra em Jeremias que abre esta reflexão nos mostra claramente que se quisermos frutificar e frutificar sempre faz-se necessário entregar-se inteiramente a Deus. A Palavra nos atesta que se estivermos enraizados junto à fonte de água viva (Deus na Santíssima Trindade) teremos tudo que Ele nos oferece: o refrigério, o conforto, a segurança, as virtudes, enfim a felicidade autêntica que só podemos encontrar nele.

Voltando à figueira de Lucas 13, a partir do versículo 7 o senhor do campo tencionava derrubá-la pois ela era infrutífera; o agricultor interveio e argumentou que ela poderia dar figos se bem cuidada. Esta figueira nos representa; com os cuidados devidos, regada no tempo a na medida certa ela poderá frutificar. Irrigando-nos com a água viva, o Espírito Santo, encontramos Jesus, o Filho, que apresenta e oferece o regaço acolhedor do Pai Eterno. Daí se poderá fruir no coração frutos de amor, de esperança e de justiça. 

 

 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ibope do céu


  Falando de ibope e medida de audiência ou sintonia, falemos dos métodos que levam alguém ou uma emissora a ter mais gente a ouvi-la e com isso, faturar mais, já que ninguém é de ferro e quer ganhar dinheiro. É bem isso que os índices de audiência significam. Temos XY milhões de ouvintes, por isso veicular mensagens por meio de nós significa vender melhor (marketing). Nós oferecemos um market (mercado) vasto, de XYZ milhões de ouvintes. Nosso preço para isso é $$$$$.

 

Começa por aí o perigo de usar tais palavras sem uma explicação bem clara a todo o que ouve. Marketing, traduzido seja como for, sempre significará mercadejar, enaltecendo o próprio produto e dourando a pílula para que mais gente compre. Marketing da fé, por mais voltas que demos acaba sempre no projeto de saber entregar a mercadoria bem embalada de maneira atraente para ganhar mais adeptos. Foi o que Jesus não fez em várias ocasiões. Ele daria cólicas de susto a qualquer diretor de marketing que se metesse a dirigi-lo.

 

Afinal que diretor de marketing aceitaria que seu dirigido dissesse que segui-lo dava em cruz e sofrimento? Que fosse embora quem não quisesse ouvi-lo? Que não adaptaria palavras para agradar? Que não veio para os bonzinhos e sim para os pecadores?  Que as prostitutas iriam para o céu mais depressa que os chefes religiosos? Que supermercado rejeita um cliente ou o manda procurar outro? Jesus não dosava as palavras para ganhar clientes nem adeptos. E provavelmente jamais mentiria sobre números. E não ensinaria a seus discípulos que eles eram os maiores e melhores e que seriam vitoriosos aqui, agora, já. É inimaginável Jesus pregando correntes de prosperidade aos negociantes... Ou dizendo que um time venceria se tivesse mais adeptos dele. Quando dois arrojados e ingênuos discípulos admitiram que gostariam dos primeiros lugares, perguntou se tinham estômago para aguentar as
 
consequências de tal responsabilidade. Fama e glória não eram com ele. Não veio dar dinheiro nem prosperidade. O marqueteiro muitas vezes mente e ilude o comprador. Jesus jamais faria isso!

 

No céu não vai valer o marketing das igrejas nem o do mundo. Vai valer a caridade e ponto final! Um dos perigos da igreja eletrônica é olhar demais os dígitos e acabar adaptando o discurso a eles. Jesus também já falou o que acha de pregadores que movem céus e terras e fazem qualquer negócio para fazer mais adeptos (Mt 7,21 e Mt 23,15). Elogio é que não foi...

     Pe. Zezinho (Texto extraído do site canção nova)

 

 

                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 6 de julho de 2013

Fé – Certeza do que não vemos




A fé é uma energia espiritual e uma iluminação interior que nos capacita a crer com toda certeza em Jesus Cristo e em tudo que ele revelou. Porque cremos que Jesus é verdadeiro, cremos no Pai, no Espírito Santo, na vida eterna, na existência do céu e do inferno e em todas as outras verdades que Jesus nos revelou. Cremos porque ele disse, e pronto!

Porque Deus é espírito puríssimo e porque nós também temos um espírito, e sabemos que no espírito não há matéria, concluímos que existem duas realidades espirituais. Estas são reveladas de forma especial e segura pela fé.

São Paulo nos diz: “A fé é o fundamento da esperança; é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados” (Hb 11,1-2).

Pela fé cremos firmemente na existência e no amor do Pai, do filho que é Jesus e do Espírito Santo. Porque cremos em Deus, cremos em todos os lindos segredos que ele nos revelou. Por isso cremos em muitas realidades que não vemos, porque ele revelou a nós. Não vemos o nosso espírito, mas cremos e sabemos que ele existe e que nos anima, nos mantém vivos e que continuará vivo após a nossa morte. Não vemos Jesus ressuscitado na Eucaristia ou na comunidade reunida, mas cremos e sabemos que ele ali está. Não vemos o céu e o inferno, mas cremos e sabemos que eles existem, porque Jesus nos revelou. Não vemos os nossos falecidos que já partiram para eternidade, mas cremos e sabemos que eles existem, que vivem numa outra dimensão, na vida eterna que se inicia com a morte.

Pela fé no Deus Uno e Trino, nós podemos ter certeza absoluta a respeito de todas as realidades que não vemos, as quais foram reveladas pela bondosa misericórdia do Deus que nos ama com amor eterno e quer nos dar a vida junto a si, na glória do céu.

Neste Ano da Fé queremos aprofundar e solidificar ainda muito mais nossa vida de fé, a fim de vivermos uma vida santa e cheia de boas obras, para um dia alcançarmos o convívio do Pai, do Filho e do Espírito Santo na glória celeste.

(Pe. Alirio Pedrini)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Livre Exame


                      “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.” (2Pedro 1, 20-21)
                        O livre exame consiste de forma falsa na afirmação errônea de que cada pessoa pode pegar sua Bíblia e interpretá-la com lhe convém. Este é o fraco argumento protestante para que eles nunca admitam que estejam errados. É só pararmos para pensar: se o mundo fosse todo ao livre exame, cada um interpretando do jeito que quiser o que aconteceria? Confusão! E os protestantes são mestre nisso. Imagine como seriam as leis. Pois bem, se as leis do mundo não são assim, A Palavra de Deus muito menos.
                       “Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras. Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiam da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios. Mas crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele a glória agora e eternamente.” (2Pedro 3, 15-18)
                       Acabamos de ler uma das várias passagens que negam o livre exame inventado pelo protestantismo contra A Igreja. Por sua vez, todos os protestantes se dizem inspirados pelo Espírito Santo, mas é só pensarmos: dois pastores têm duas “interpretações” completamente diferentes de um mesmo versículo, qual dos dois está certo? Por mais lamentável que pareça os protestantes pensam: os dois. Como se o Espírito Santo fosse contraditório, como se Deus não soubesse o que fala e que quer de nós. 
                      “O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação.” (1Tessanonicenses 1,5)
                     
                   “A nossa pregação não provém de erro, nem de intenções fraudulentas, nem de engano. Mas, como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações.” (1Tessalonicenses 2, 3-4)
                       Existem mil denominações protestantes e cada uma tem sua própria “interpretação” do Evangelho, qual estaria então certa? Agora sim, sabendo o que Paulo Apóstolo quis dizer com ‘intenções fraudulentas’. Engraçado é que para os protestantes todas as mil estariam certas, menos A Igreja Católica, a única Igreja Cristã que não acredita em interpretações contraditórias.
                      “Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolheu, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis.” (1Tessalonicenses 2, 13)         
                      Então, meu caro amigo, estamos estudando aquilo que é verdadeiramente A Palavra de Deus, algo perfeito, sem mancha, sem erro, sem engano, sem mil interpretações. Será mesmo que Deus ficaria feliz se cada um ler A Palavra e ‘interpretar’ do jeito que lhe convém? Pense, eram os fariseus que não entendiam nada e se julgavam doutores...            
                     “Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corrompam os vossos pensamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo.” (2Corintios 11, 3)
                      Será mesmo que uma pessoa que prega essa tal de livre interpretação para somente acreditar no que lhe convém está agindo com sinceridade com Cristo? Bem, digamos que a serpente mostrou à Eva o seu livre exame. Então vejamos: 
                    Estou admirado por estardes a abandonar tão depressa Aquele que vos chamou por meio da graça de Cristo, para aceitardes outro Evangelho. Na realidade, porém, não existe outro Evangelho. Há somente pessoas que semeiam confusão entre vós e querem deturpar o Evangelho de Cristo. Maldito aquele que vos anunciar um evangelho diferente daquele que vos anunciamos, ainda que sejamos nós mesmos ou algum anjo do céu. Já vos dissemos antes e agora repetimos: Maldito seja quem vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes. Porventura procuro a aprovação dos homens, ou a aprovação de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se procurasse agradar aos homens, não seria servo de Cristo. (Gálatas 1, 6-10)
                     Assim deixamos claro que Deus nunca aprovará as várias interpretações. Não existe outro Evangelho. Não há nada de diferente (muitos sentidos) no Evangelho de Cristo. Um só é O Senhor, uma só é A Palavra e uma só é A Interpretação (O Sagrado Magistério).

domingo, 30 de junho de 2013

Ser ou não ser


De longa data conhecemos pessoas que aparentam ser o que não são. Nos dias de hoje parece que o número de pessoas assim aumentou consideravelmente. A ditadura da moda, o exemplo (muitas vezes mau exemplo) das celebridades, a necessidade de inserção em um grupo, o orgulho, enfim inúmeros motivos são responsáveis pelo acréscimo no número de pessoas insatisfeitas consigo mesmas. Em verdade, tipos assim são pessoas com baixa autoestima. Quero ser moderno e antenado, então visto o que está na moda sem perceber que esta ou aquela roupa não me cai bem; quero imitar meu “ídolo”, então me visto, corto o cabelo e me comporto como ele (ou ela). Por medo da solidão procuro a todo custo juntar-me ao grupo tal e tal, e deste modo faço tudo aquilo que o grupo me induz, não importando se para o bem ou para o mal. O orgulho também faz parte desse rol: fulano de tal é bom no que faz, mas sou melhor que ele; daí, mais que imitá-lo, irei superá-lo.

Assim deixamos de sermos nós mesmos para sermos o outro, ou o que imaginamos do outro. A vida seria um teatro, nosso espaço um grande palco onde representaríamos cada qual nosso papel; seriamos personagens de um mundo irreal. Infelizmente é assim mesmo. Deveríamos ser o que somos, no entanto pretendemos ser aquilo que idealizamos. Como consequência recrudescem os casos de traumas emocionais, angústias, rejeição, frustrações, até mesmo doenças depressivas.

Isso acontece quando deixamos nosso “eu” para sermos o “eu” do outro; quando deixamos de viver nossa vida para viver a vida do outro. Não refiro aqui à imitação das virtudes nem o seguimento dos bons exemplos e dos testemunhos edificantes. Não; refiro-me a cópia dos trejeitos, das atitudes (não importando se dignas ou não), da trajetória do outro.  Preciso ser igual e se possível melhor a qualquer custo, não importando mais nada. Assim o interior se deteriora, adoece, míngua, esvazia-se. O “eu” interior fenece, vive-se uma ilusão; por isso as frustrações, as crises de identidade, a depressão. 

Somos o que somos e nada mais. Sou bonito; bom para mim. Sou feio; assumo minha feiura numa boa. Sou gordo, sou magro; sou alto, sou baixo; sou popular, sou desconhecido; sou extrovertido, sou tímido; sou rico, sou pobre... etc...etc.

Somos imagem e semelhança de Deus. Deus É aquele que É. Porque não sermos como Ele? Afinal somos Sua imagem, semelhantes a Ele. Eu sou quem sou, você é quem é;  você não é o outro, o outro não é você. Sejamos autênticos, vivamos nossa vida e não a vida do outro. Jesus veio ao mundo como Salvador, mas também foi mestre; o mestre dos mestres. Deixou-nos lições de vida e amor ao próximo. Esse sim, vale imitar em tudo.

 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

CNBB faz pronunciamento oficial sobre manifestações populares


Na última sexta-feira (21 de junho de 2013) os bispos que estavam reunidos em Brasília na reunião do Conselho Permanente da CNBB emitiram uma nota sobre as manifestações populares que estão ocorrendo em todo o País nos últimos dias.

 


Ouvir o clamor que vem das ruas

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passam o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”

Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de nossos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.

Brasília, 21 de junho de 2013                                                                                                                                 
 
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB
 


 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Sagrada Tradição



                     Assim como sabemos, não há nada que A Igreja prega que esteja fora da Bíblia, toda a doutrina, toda a catequese, tudo o que A Igreja acredita, fala e ensina está profundamente ligada a Bíblia. Não há uma única palavra da Igreja que não seja fundamentada na Palavra de Deus.

                      Porém, sabemos que A Sagrada Escritura levou um decorrer de um mil anos para ser escrita. Somente finalizada mais de cem anos depois de Cristo. E tornou-se um conjunto de livros posteriormente. Também sabemos que A Bíblia era copiada a mão por monges durante 15 séculos e em latim, até o surgimento da tipografia (impressão de textos). Então, durante todo esse tempo, um espaço de mais de 3 mil anos, até que A Bíblia fosse impressa e traduzida para outros idiomas além do latim, as pessoas não possuíam A Bíblia, mas somente A Igreja.

                     Durante todo esse tempo os ensinamentos, a catequese, a doutrina eram transmitidos oralmente de geração em geração. Temos o grande exemplo das Cartas de Paulo Apóstolo. Primeiro vinha à missão, o anuncio do Evangelho (oralmente, já que as cartas foram escritas antes dos Evangelhos), e posteriormente o envio das cartas para um acompanhamento espiritual. Assim, A Sagrada Tradição se fundamente através dos tempos e se comprova na Palavra de Deus que, vinha sendo inspirada pelo Espírito Santo mediante As Cartas Apostólicas.    

                      "A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus enquanto redigida sob a moção do Espírito Santo". Quanto à Sagrada Tradição, ela "transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a Palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos para que, sob a luz do Espírito de verdade, eles, por sua pregação, fielmente a conservem, exponham e difundam". 81

                      Assim como, sempre existiu uma forma de magistério, também sempre houve uma conduta da tradição. Que por sua vez, a antiga tradição foi substituída pela Tradição Apostólica. Toda a história da Igreja Primitiva, seus santos e mártires.

                     “Ouvi isto, anciãos, estai atentos, vós todos habitantes da terra! Aconteceu uma coisa semelhante em vossos dias, ou nos dias de vossos pais? Narrai-o a vossos filhos, vossos filhos a seus filhos, e estes à geração seguinte!” (Joel 1, 2-3).

                     "Elas (Escrituras Sagradas e Tradição) estão entre si estreitamente unidas e comunicantes. Pois, promanando ambas da mesma fonte divina, formam de certo modo um só todo e tendem para o mesmo fim." Tanto uma como outra tornam presente e fecundo na Igreja o mistério de Cristo, que prometeu permanecer com os seus "todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28,20). 80

                     “Dai resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso, ambas (Escrituras Sagradas e Tradição) devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência.” 82

                           Um pequeno exemplo da eficácia da Tradição: em algum lugar na Bíblia diz que o peixe é o símbolo dos cristãos? Não. Cristo multiplicou os peixes duas vezes, a maioria dos apóstolos era pescadores. Mas, em nenhum lugar da Bíblia fica declarado que o peixe é o símbolo do cristianismo.

                     “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.” (João 21, 25)

                     “A Tradição da qual aqui falamos é a que vem dos apóstolos e transmite o que estes receberam do ensinamento e do exemplo de Jesus e o que receberam por meio do Espírito Santo Com efeito, a primeira geração de cristãos ainda não dispunha de um Novo Testamento escrito, e o próprio Novo Testamento atesta o processo da Tradição viva.

Dela é preciso distinguir as "tradições" teológicas, disciplinares, litúrgicas ou devocionais surgidas ao longo do tempo nas Igrejas locais. Constituem-nas formas particulares sob as quais a grande Tradição recebe expressões adaptadas aos diversos lugares e às diversas épocas. É à luz da grande Tradição que estas podem ser mantidas, modificadas ou mesmo abandonadas, sob a guia do Magistério da Igreja.” 83

                     A Sagrada Tradição fecha assim, A Santa Trindade da fé: O Caminho, que é anunciado pela Sagrada Palavra; A Verdade que é proclamada pelo Sagrado Magistério e; A Vida, que é pregada pela Sagrada Tradição.

domingo, 23 de junho de 2013

Obedecer a Deus antes que aos homens



A relação da Igreja com o mundo representa-se pelo diálogo

A "barca de Pedro", confiada a ele por amor do próprio Cristo, navega pelos mares da história, mesmo quando estes se mostram agitados (Cf. At 5,27-41; Jo 21,1-19). Os dias que vivemos revelam a grandeza atraente e contraditória do pluralismo de ideias e comportamentos, deixando, muitas vezes, confusas nossas mentes. Se de um lado bandeiras descritas como expressões de um estado laico ou da liberdade das pessoas são içadas com força cada dia maior, observamos, com honestidade, que este mesmo estado pode até criminalizar aqueles que desejam assumir comportamentos coerentes com a fé professada, relegando ao nível privado suas convicções, proibindo-lhes fermentar com o bem o ambiente social e cultural. As constituições dos diversos países asseguram direitos iguais, mas parece que alguns grupos da sociedade se consideram "mais iguais", negando justamente a quem tem raízes cristãs a possibilidade de viver coerentemente, considerando seu comportamento conservadorismo e bloqueio ao que chamam progresso da civilização.

Os cristãos entraram em contato com as diversas culturas, corajosos por serem positivamente diferentes e para melhor! As primeiras
perseguições, cujos sinais se encontram nos Atos dos Apóstolos, a chamada "diáspora" - dispersão - fez com que o sangue dos mártires se tornasse semente de cristãos. Passaram as culturas que pretendiam eliminar os que professavam a fé cristã e esta permaneceu. Sucederam-se gerações de cristãos, todos convocados dentre os pecadores e não do meio dos justos, mas suas falhas e pecados não conseguiram acabar com a Igreja de Jesus Cristo.

 

O século passado, tempo que ainda é nosso, foi dos mais ferozes na perseguição à fé, como constatava o Beato João Paulo II no grande jubileu do ano dois mil. Naquela ocasião, convidou todos os cristãos a tomarem consciência da grandeza do testemunho de homens e mulheres que derramaram o sangue pela fé. E Papa Francisco, numa homilia do dia seis de abril, sobre a coragem para testemunhar a fé, que não se negocia e não se "vende a quem oferece mais", assim se expressou: "Para encontrar os mártires não é necessário visitar as Catacumbas ou o Coliseu; os mártires estão vivos, agora, em muitos países. Os cristãos são perseguidos por causa da fé. Em alguns países não podem usar a cruz, pois são punidos se o fazem. Hoje, no século XXI, a nossa Igreja é uma Igreja de mártires".

Ficaremos então imóveis, certos e orgulhosos de que os outros galhos da árvore cairão e nós seremos os vitoriosos? Sabemos que esta não é a atitude correta, pois queremos proclamar com a palavra e a vida que Deus ama a todos os seres humanos de nosso tempo maravilhoso e contraditório, destinatário dos bens da salvação.

Retomei com alegria a Encíclica
"Ecclesiam suam", de Paulo VI, encontrando propostas muito atuais e inspiradoras que iluminam nosso argumento. Esta é a hora da Igreja aprofundar a consciência de si mesma, embora saibamos que nunca seu rosto mostrará toda a sua perfeição, beleza e santidade. Ela tem necessidade de se renovar e emendar os defeitos. Urge uma profissão de fé vigorosa, convicta e sempre humilde, semelhante à do cego de nascença: "Creio, Senhor" (Jo 9,38). Ser cristão é viver a consciência de uma "iluminação" que alumia a vida terrena e torna capaz de dirigir-se, como filho da luz, à visão de Deus.

A Igreja não pode ficar imóvel e indiferente, pois não está separada do mundo. Seus membros estão sujeitos à influência do mundo, de que respiram a cultura, leis e costumes. Se, por um lado, a vida cristã, como a Igreja a defende e promove, deve preservar-se de tudo quanto pode enganá-la, profaná-la e sufocá-la, vencendo o contágio do erro e do mal, por outro, a vida cristã deve não só adaptar-se às formas do pensamento e da moral, que o ambiente terreno lhe oferece e impõe, quando forem compatíveis com as exigências essenciais do seu programa religioso e moral, mas deve procurar aproximá-las de si, purificá-las, vivificá-las e santificá-las, o que lhe impõe revisão constante de vida, para dispor o espírito dos cristãos para obedecer a Cristo. Aqui está o segredo da sua renovação, sua conversão e seu exercício de perfeição, o "caminho estreito" (cf. Mt 7,13).

Há outra atitude, que a Igreja deve tomar: o seu contato com a humanidade. O cristão está no mundo sem ser do mundo (Jo 17,15-16), porém, distinção não é separação, indiferença, temor ou desprezo. O tesouro de salvação (Cf. 1 Tm 6,20) é fonte de interesse e de amor por todos. A guarda e a defesa do patrimônio da fé não são os únicos deveres da Igreja, mas também a difusão, a oferta, o anúncio: "Ide, pois, ensinar todos os povos" (Mt 28,19). Este impulso da caridade se chama diálogo, com que a Igreja se faz palavra,
mensagem e colóquio.

O diálogo está no plano de Deus. Religião é enlace entre Deus e o homem, e a oração o exprime em diálogo. Deus tomou a iniciativa do diálogo! A relação da Igreja com o mundo, sem excluir outras formas legítimas, representa-se pelo diálogo. O próprio Paulo VI propôs um roteiro para entabular o contato com o mundo. Quem quer dialogar tem propósito de urbanidade, de estima, de simpatia e bondade, exclui a condenação prévia e a polêmica ofensiva. Quem dialoga sabe que não pode separar a própria salvação do interesse pela salvação alheia e anseia por difundir a mensagem que oferece.

O colóquio é arte de comunicação. Para vivê-lo, o
diálogo supõe e exige clareza. Pede também mansidão, aprendida na escola de Cristo (Mt 11,29). O diálogo não é orgulhoso nem ofensivo. A autoridade lhe vem da verdade que expõe, da caridade que difunde, do exemplo que propõe; não é comando, não é imposição. O diálogo é pacífico, evita os modos violentos, é paciente e generoso. Para ser levado adiante supõe confiança. Produz confidência e amizade, enlaça os espíritos numa adesão ao bem, que exclui qualquer interesse egoísta. Enfim, ele é entabulado na prudência pedagógica, que atende às condições de quem ouve (Cf. Mt 7,6), exigindo tomar pulso da sensibilidade alheia e modificarmos nossas pessoas e modos, para não sermos desagradáveis nem incompreensíveis.

É na escola do diálogo que se realizará a união da verdade e da caridade, da inteligência e do amor. Esta é uma estrada de obediência ao mandato do Senhor! A cada cristão caberá a tarefa de concretizá-la diante dos desafios atuais.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

 

 

 

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Sagrado Magistério



                        Em primeiro lugar temos que observar que as Escrituras Sagradas nunca foram a única fonte de fé. E que para interpretar A Palavra de Deus é preciso autoridade que foi dirigida a Moisés e depois aos doutores da Lei. 
                      “Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse: Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem.” (Mateus 23, 1-3)
                      Nosso Senhor ensina que o povo deve obedecer tudo que esta espécie de magistério fariseu fala, mesmo que os fariseus não façam o que falam.
                     “Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.” (Mateus 18, 18)
                     “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.” (João 16, 12-15)
                      Desta forma, Cristo Jesus institui O Magistério da Igreja, assim a autoridade com a ação do Espírito Santo para que O Magistério tenha a interpretação da Palavra de Deus. Muitos dogmas descritos na Escrituras Sagradas são de difícil compreensão. Naquele tempo, muitos não entenderiam como A Virgem concebeu, por exemplo. Por isto, O Magistério se encarrega, através da autoridade concedida pelo próprio Cristo, de conduzir o povo de Deus, para a forma correta de interpretar a sua Palavra.
                     “O próprio Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Instituiu-a, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade: Para apascentar e aumentar sempre o Povo de Deus, Cristo Senhor instituiu em sua Igreja uma variedade de ministérios que tendem ao bem de todo o Corpo. Pois os ministros que são revestidos do sagrado poder servem a seus irmãos para que todos os que formam o Povo de Deus... cheguem à salvação.” 874
                     “Mas graças sejam dadas a Deus, que nos concede sempre triunfar em Cristo, e que por nosso meio difunde o perfume do seu conhecimento em todo lugar. Somos para Deus o perfume de Cristo entre os que se salvam e entre os que se perdem. Para estes, na verdade, odor de morte e que dá a morte; para os primeiros, porém, odor de vida e que dá a vida. E qual o homem capaz de uma tal obra? É que, de fato, não somos como tantos outros, falsificadores da palavra de Deus. Mas é na sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus.” (2Corintios 2, 14-17) 
                      Entenda que, a missão é unicamente ao Magistério Sagrado interpretar A Bíblia, dar veracidade aos milagres extraordinários, reconhecer sinais como os segredos de Fátima, o Santo Sudário, canonizar Santos. E assim conduzir o povo de Deus em linha reta.
                      Se assim não fosse, o povo poderia caminhar cada um para um lado, não havendo comunidade e união, comunhão. Com o termino das Escrituras Sagradas, chamada A Bíblia, é o Magistério da Igreja que conduz o povo de Deus para A Verdade. Não que esse Magistério intervenha com novos rumos, mas sim á luz de Deus pela própria Palavra.
                     “Desde o início, Jesus associou seus discípulos à sua vida revelou-lhes o Mistério do Reino, deu-lhes participar de sua missão, de sua alegria e de seus sofrimentos. Jesus fala de uma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que o seguiriam: “Permanecei em mim, como eu em vós... “Eu sou a videira, e vós os ramos” (Jo 15,4-5). E anuncia uma comunhão misteriosa e real entre o seu próprio corpo e o nosso: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,56).” 787
                     “Ouvirás com teus ouvidos estas palavras retumbarem atrás de ti: É aqui o caminho, andai por ele, quando te desviares quer para a direita, quer para a esquerda.” (Isaías 30, 21)
                      Esta é a função ordenada por Nosso Senhor ao Sagrado Magistério, fazer o papel de distinguir A Verdade em relação aos vários acontecimentos, sinais e manifestações do cristianismo. Não deixar que o povo de Deus se desvie da Verdade que é Deus, apontando a jornada, sendo a voz que torna o povo um só rebanho. 
                     “É em Igreja, em comunhão com todos os batizados, que o cristão realiza sua vocação. Da Igreja recebe a palavra de Deus, que contém os ensinamentos da “lei de Cristo”. Da Igreja recebe a graça dos sacramentos, que o sustenta "no caminho". Da Igreja aprende o exemplo da santidade; reconhece a figura e a fonte (da Igreja) em Maria, a Virgem Santíssima; discerne-a no testemunho autêntico daqueles que a vivem, descobre-a na tradição espiritual e na longa história dos santos que o precederam que a Liturgia celebra no ritmo do Santoral.” 2030
                     “Serão eles o meu povo, e eu o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um mesmo destino, a fim de que sempre me reverenciem, para o seu próprio bem e de seus descendentes. Com eles firmarei pacto eterno, por cujos termos não cessarei mais de lhes proporcionar o bem, e no coração lhes infundirei o temor para que de mim não se venham a afastar.” (Jeremias 32, 38-40)
                      Sendo assim, o Sagrado Magistério, formado pelos bispos e liderado pelo Bispo de Roma sucessor de Pedro Apóstolo, exerce o pastorado de apascentar o santo e pecador povo de Deus. A Igreja que é santa e povo que é santo e pecador.
                     “O Povo de Deus tem características que o distinguem nitidamente de todos os agrupamentos religiosos, étnicos, políticos ou culturais da história: Ele é o Povo de Deus: Deus não pertence como propriedade, a nenhum povo. Mas adquiriu para si um povo dentre os que outrora não eram um povo: "Uma raça eleita, um sacerdócio régio, uma nação santa" (1Pd 2,9). A pessoa torna-se membro deste povo não pelo nascimento físico, mas pelo "nascimento do alto", "da água e do Espírito" (Jo 3,3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. Este povo tem por Chefe (Cabeça) Jesus Cristo (Ungido, Messias); pelo fato de a mesma Unção, o Espírito Santo, fluir da Cabeça para o Corpo, ele é "o Povo messiânico”. A condição deste povo é a dignidade da liberdade dos filhos de Deus: nos corações deles, como em um templo, reside o Espírito Santo. "Sua lei é o mandamento novo de amar como Cristo mesmo nos amou.". É a lei "nova" do Espírito Santo. Sua missão é ser o sal da terra e a luz do mundo “Ele constitui para todo o gênero humano o mais forte germe de unidade, esperança e salvação." Finalmente, sua meta é "o Reino de Deus, iniciado na terra por Deus mesmo, Reino a ser estendido mais e mais, até que, no fim dos tempos, seja consumado por Deus mesmo".” 782
                      Porém, O Sagrado Magistério não se vê apenas conduzindo o povo de Deus para o caminho que lhe aprouver, o Magistério se baseia na Palavra, é iluminado pelo Espírito Santo e se refere pela Sagrada Tradição para saber o que o povo de Deus se propôs a fazer após a finalização das Escrituras Sagradas. A partir de estudos teológicos e históricos, o Magistério diz A Verdade revelada por Deus segundo A Tradição.

sábado, 15 de junho de 2013

Oração oficial da JMJ Rio2013


Ó pai, enviaste o teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele e n'Ele, proclamassem a boa Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que precisa a Igreja no terceiro milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua verdade com o fogo do Teu amor, envia Tua luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um novo mundo.
Amém!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Sagrada Palavra


           

         
  “Omnis Scriptura divina unus liber est, et hic unus liber est Christus, "quia omnis Scriptura divina de Christo loquitur, et omn is Scriptura divina in Christo impletur” - Toda a Escritura divina é um único livro, e este livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo.” 134

                     “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1, 1-4. 14)

                      O Verbo Divino é a essência, a fonte, a inspiração da Palavra. Esta Palavra revelada é Trinitária em si, Uma que, se remete em atos. Em cada versículo encontramos Deus, o autor e consumador da vida, da verdade, do mundo. Seguindo A Palavra encontramos O Caminho por inspiração do Espírito Santo.

                     “A unidade dos dois Testamentos decorre da unidade do projeto de Deus e de sua Revelação. O Antigo Testamento prepara o Novo, ao passo que este último cumpre o Antigo; os dois se iluminam reciprocamente; os dois são verdadeira Palavra de Deus.” 140

                     “Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.” (2Pd 1, 21)

                      Assim sendo A Palavra é a principal fonte de fé, graça e glória de Deus. A Palavra é O Caminho com todas as suas inscrições. O Evangelho de Cristo do início ao fim dos tempos revelado ao povo de Deus e vivificado nos tempos antigos para que hoje, possamos evangelizar conforme as obras do Cordeiro transcritas em palavras.

                     “Deus é o autor da Sagrada Escritura. "As coisas divinamente reveladas, que se encerram por escrito e se manifestam na Sagrada Escritura, foram consignadas sob inspiração do Espírito Santo". "A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, eles têm Deus como autor e nesta sua qualidade foram confiados à própria Igreja.” 105

                     “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” (2Timóteo 3, 16-17)

                      Deus revelou A Palavra ao mundo para que os homens o conhecessem profundamente, no estudo e na prática da catequese. Para que assim os homens não se esquecessem das leis que regem o amor estabelecido pelo próprio Deus para a salvação do mundo.

                     “A Igreja recebe e venera como inspirados os 46 livros do Antigo e os 27 livros do Novo Testamento.” 138

                     “Tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho.” (Salmos 119, 105)

                      A Palavra se constitui então de, 73 livros, divididos em capítulos e versículos plenamente inspirados pelo Espírito Santo de Deus que agiu através das mãos de muitos homens de várias épocas, culturas e idiomas diferentes.

                      Porém, A Palavra de Deus não foi dirigida ao mundo para que os filhos de Deus ficassem á mercê da sorte, sem entenderem as Escrituras Sagradas. Por isto, Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu O Sagrado Magistério da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, para que este mostre ao povo de Deus O Caminho.

 

 

sábado, 8 de junho de 2013

ETERNIDADE




 

Essa é a hora

Por muito adiada

Inevitável agora,

Ela é chegada

 

Nada pode me impedir,

Nada pode me deter;

Tenho que partir,

Não posso permanecer

 

Diante de mim

Alonga-se uma estrada,

Que será assim

A trilha de minha jornada.

 

Lá bem distante,

Onde o céu encontra a terra,

Onde por um instante

A paz encontra a guerra

 

Pois é o limiar,

A terra de ninguém;

Não se precisa rezar

Nem dizer amém.

 

Lá não há matéria,

Tudo são nebulosas;

Não existe miséria,

A existência é fabulosa.

 

Momento de vibrações

Bem sincronizadas

Todas as emoções

Podem ser apagadas

 

Não há tempo

Não há hora

Não há dia nem momento

De hoje ou de outrora

 

Existe sim muita luz

Sempre brilhante

E que reluz

A todo instante. 

 

(Rutemberg Souza de Araújo)

 

O tempo passa e ficamos cada vez mais perto do limiar, fora do tempo, onde só existe o sempre e o tempo não passa: a eternidade.