quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Se calarem nossa voz


 Zapeando o televisor vi e ouvi estarrecido trecho de dois programas; o primeiro, com a presença de vários adolescentes incentivava o uso livre de preservativos (a famigerada camisinha). No outro uma mulher fazia aberta apologia ao aborto. O estarrecedor não foi tanto o conteúdo dos programas em si – já tão corriqueiros na TV – porém o fato de serem veiculados em emissoras consideradas educativas e uma delas pública. 

A desmoralização das virtudes (castidade, abstinência), a cultura da morte (aborto, eutanásia), os contra valores (adultério, homossexualismo), são de forma ora sutil, ora despudoradamente, apregoadas nos meios de comunicação, notadamente a televisão. Isto já soa como normalidade, embora imoral. O que na realidade nos choca (nós cristãos, nós que buscamos o caminho da verdade, nós que sonhamos viver num mundo melhor), é o patrulhamento das mentes com a condenação sumária dos que pensam diferente, ou seja, os que prezam os valores morais, a ética, a justiça, o direito à vida.

A liberdade de expressão e certos direitos só existem para esta ou aquela minoria que se diz perseguida e/ou discriminada. Aí então pululam aproveitadores que se dizem quilombolas (gente que nem ao menos sabe o que foi um quilombo), pseudo negros de plantão (gente de pele clara, que se declara negro porque tem um bisavô mulato, só e tão somente para se aproveitar do sistema da reserva de cotas nas universidades). Por aí vai o “tirar vantagem”, a famosa lei de Gerson. Isso não é o pior, é na verdade um caso de abuso de direito e desonestidade. O pior é tentar inculcar na mente da população que aborto é um direito da mulher, que homossexualismo é algo natural e expressão de amor, que certas drogas deveriam ser descriminalizadas, que adultério é aceitável, notadamente o masculino, já que o homem por natureza teria tendência poligâmica e a mulher pelo principio da igualdade teria o direito de pagar na mesma moeda. Quanta leviandade!

Liberdade de expressão e alguns direitos só existem para alguns, repito. Quem pensar diferente, quem navegar contra a maré, quem nadar contra a corrente, quem falar ou agir de maneira contrária é perseguido, acuado, execrado. Por isso pessoas de bom senso que intrepidamente ainda se dispõem a tomar posição contra a insanidade moral que grassa na sociedade, são tachados de preconceituosos; por isso a Igreja, reserva moral da sociedade, é vilmente atacada; por isso homens e mulheres, cristãos ou não, que defendem os bons costumes e a moral são impiedosamente calados, sendo-lhes tirado o direito de opinar. É a cruel ditadura das minorias. É a praga (praga mesmo!) do politicamente correto.

Querem nos amordaçar. Que importa? “Tenho que falar, tenho que gritar, ai de mim se não o faço...” E mesmo que consigam calar a nossa voz, as pedras falarão. 





sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Autocontrole


  Autocontrole, o que é? É controlar a si próprio, é dominar-se.
    
  Muitas pessoas se deixam dominar por suas paixões, suas vontades muitas vezes prejudiciais a si e aos outros. Não dominam seus impulsos e com isso fazem o que bem entendem sem se importar com as consequências. Então vemos pessoas irascíveis, grosseiras, inconvenientes, até mesmo perversas. Quando não medimos nossos atos nos transformamos nesse tipo de gente; gente mal-educada, inconveniente, antipática.
   
  Daí a importância do autocontrole; moderação é a chave, pensar antes de agir, nada fazer no impulso, sob a emoção do momento.
    
  Autocontrolar-se é fácil? Por nosso próprio esforço não é nada fácil. Geralmente nossos impulsos interiores são mais fortes que a própria consciência. A nossa vontade ou impulso interior dominam, por isso as pessoas impulsivas são também chamadas voluntariosas, os que agem por capricho pessoal ou vontade própria (vontade, em latim voluntas). Autodomínio, autocontrole, como dissemos não é fácil de executar, mas não é impossível. Autocontrolar-se é como vimos anteriormente, avaliar as consequências de nossos atos antes de fazê-los, assumindo as consequências; é pensar e repensar se é viável fazê-lo antes de agir; ou seja, controlar nossas emoções, nossos impulsos; é controlar nossa voluntariedade.
    
  Sabemos que o autocontrole por si não é fácil, sabemos também que apesar de difícil não é impossível. O que fazer então para conseguirmos esse domínio sobre si mesmo, se e quando nossa vontade própria, o que chamamos impulso interior tende a prevalecer? Sendo simplista -  e de certo modo é simples assim -  basta entregarmos nossa vontade, nosso pensar, nosso agir, ao Espírito Santo. Submetendo nossa vontade ao Espírito Santo estaremos entregando a Ele o controle de nossa vida, todo nosso ser e em consequência nossa vontade, nossa impulsividade. Vivamos no Espírito, sob ação do Espírito, caminhemos no Espírito e agiremos de acordo com o Divino Espírito Santo.
   
  Na carta de S. Paulo aos gálatas, capitulo 5, versículos 16-18, o apostolo nos afirma que se nos deixamos guiar pelo Espírito Santo não estamos submissos a lei. Isto não significa que estamos acima da lei, mas que sob a ação do Espírito jamais descumpriremos as leis, sejam divinas ou humanas. Deixemos então que o Espírito Santo nos controle, e assim ele nos orientará, nos encaminhará na direção correta. A isto podemos chamar autocontrole.




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Ensine às crianças o valor das coisas, não o preço


Se não somos felizes com o que temos, também não seremos com o que nos falta
Ensine as crianças a serem felizes, não a serem ricas. Faça-as saber que o valor de uma pessoa não está no que ela tem ou deixa de ter do lado de fora, mas no que ela tem por dentro. Ensine-as a desenvolver boas estratégias e habilidades que as ajudem a compreender quem elas são no mundo.
Essa educação em valores e em emoções apoiará seus sucessos como pessoas e como sociedade. Assim, se uma criança sabe estabelecer limites e respeitar a si mesma, saberá fazer o mesmo com os demais.
Por isso, se quisermos colher, teremos que semear o campo e tentar evitar dar valor ou protagonismo a alguma coisa sem fazer valer princípios moralmente adequados.
Para isso poderemos aproveitar seu desconhecimento e não danificar sua inocência; por exemplo, para uma criança que ainda não compreende a administração do dinheiro, tem mais valor uma pequena moeda do que uma nota. Por quê? Porque as moedas a divertem, podem rodar, elas podem simular uma compra, etc.
Ou seja, as crianças ficam felizes com tudo aquilo que lhes proporcione carinho, diversão e apoio. Somos nós que ensinamos a elas que o valor está no preço e não nas intenções, nas possibilidades ou no carinho.
Como é evidente, geralmente fazemos isso sem querer, com o simples gesto de dar mais importância ou relevância a aquilo que julgamos mais importante, bonito ou divertido.
Em definitiva, o objetivo é que a criança compreenda que as pessoas são as que têm o protagonismo de sua vida, não seus pertences. Do mesmo modo, elas deverão entender que o importante por trás de tudo que tentam fazer é a intenção e o esforço.
Portanto, para alcançar tudo isso, temos que conseguir que entendam o que é o esforço, o que são as boas intenções.

Ser feliz tem pouco a ver com o material
É difícil não cometer erros pelo caminho quando vivemos em um mundo que se move muito bem quando se trata de dinheiro. Entretanto, partimos do princípio de que todos nós queremos que as nossas crianças sejam felizes.
Assim, como a felicidade real se consegue com carinho, com experiências compartilhadas, com amor e com compreensão, o essencial é que ajudemos as nossas crianças a dar tudo de si para que compreendam que as recompensas estão no seu interior.
Oferecemos a vocês algumas ideias simples para estimular que aprendam desde pequenos o valor das coisas:
1. Elaborar uma caixa de tesouros das ruas
É muito importante que a criança tenha uma caixa com coisas que lhe chamam a atenção nos seus passeios pela rua, pelo parque ou pelo bosque. Ou seja, a ideia é que elas possam ter um lugar para guardar aqueles pauzinhos, pedras, pinhas, folhas, flores que tenham chamado sua atenção e que lhes parecem atraentes.
Neste sentido, isto os ajuda não só no nível sensorial, mas também no cognitivo. Elas podem fazer artesanatos, construir contos ou histórias, inventar jogos… São luxos ao alcance de suas mãos.
2. Quando tiver que dar um presente, que seja manual
Estamos tão acostumados a ir à loja para comprar o que for, que já nem sequer fazemos postais ou cartões de aniversário. Os trabalhos manuais nos ajudarão a acabar com esse vício tão materialista, premiando sempre o esforço através da gratidão e da felicidade de outros.
3. Personalizar nossas coisas com um selo pessoal
Elaborando um selo pessoal conseguiremos que cada coisa seja única e insubstituível. Ou seja, quando um brinquedo se quebra, o que irá substituí-lo não poderá significar o mesmo.

Chaves para ensinar o valor do esforço
– A criança deve “merecer” os prêmios. Não é adequado comprar por comprar (ou dar por dar) simplesmente porque gostamos deles, porque eles nos pedem isso ou porque gostam daquilo. Cada coisa deve adquirir um significado positivo, além do material.
– Dê o exemplo. Se as crianças virem que você se esforça e que valoriza aquilo que tem, compreenderão que isso é algo positivo e o assumirão mais facilmente.
– Recompense seu esforço; ou seja, incentive o empenho e dê importância para cada pequeno ganho. Nesse sentido, devemos enfatizar cada pequena decisão através da qual elas assumam o esforço como a via para conseguir aquilo que querem.
– Assinale aquelas situações que forem mais claras nesse sentido e faça-o diariamente. Ou seja, simplifique os valores e coloque-os como protagonistas sempre que puder. Assim, a criança poderá se identificar com eles e isso as ajuda a transportar os aprendizados para elas mesmas.
– Sempre é positivo incorporar contos e histórias, pois são ferramentas muito úteis na hora de implementar valores. Eles as fazem refletir e adequar seus sentimentos a elas mesmas e ao mundo real.
Lembre-se de que, se não somos felizes com o que temos, também não seremos com o que nos falta, pois o verdadeiro valor e a melhor recompensa estão naquilo que pertence à nossa essência e que se guarda no armário do nosso coração.




sábado, 3 de fevereiro de 2018

Mal Secreto


 “Se a cólera que espuma, a dor que mora na alma e destrói cada ilusão que nasce, tudo o que punge, tudo o que devora o coração, no rosto se estampasse; / Se se pudesse o espírito que chora ver através da máscara da face, tanta gente que talvez inveja nos causa, então piedade nos causasse! / Tanta gente que ri talvez consigo guarda um atroz, um recôndito inimigo, como invisível chaga cancerosa! / Quanta gente que ri talvez existe cuja única ventura consiste em parecer aos outros venturosa!” (Mal Secreto-Raimundo Correia).
Com este soneto começo esta reflexão. Ele nos revela com crueza, o individuo extremamente orgulhoso que oculta, ou tenta ocultar, o mal que lhe assola e corrói sua alma. Aquele que necessita de cura interior, mas não admite que está emocionalmente afetado. Quantas pessoas são assim; escondem uma dor, mas de certa forma deixam transparecer que algo há de errado em suas vidas; externam uma felicidade que não existe, uma alegria aparente, ostentam um sorriso quase constante, como que plasmado em seus rostos, porém são altamente irascíveis, ou vivem se gabando, ou são propensos a momentos – muitas vezes prolongados – de profunda melancolia. 
Aí se abre a janela na qual o ministro de cura enxerga algo de errado nesta pessoa. Mas aí também reside a dificuldade de aproximação, pois este é dissimulado quanto a seu sofrimento intimo. Também a irritabilidade, a mania de grandeza e mesmo a tristeza que às vezes surge, são empecilhos. O mau humor provocado pela irritabilidade impede uma abordagem serena a qualquer assunto. A gabação também não dá abertura; geralmente a pessoa é tomada de soberba e não dá atenção quando se trata de problemas de si mesmo, desvia, sai pela tangente e muda de assunto. Quanto ao estado melancólico, surge a dissimulação; diz que não é nada, vai passar e realmente, aparentemente logo passa, pois este é tomado de uma fingida aparência de normalidade: o sorriso reaparece, o bom humor retorna e tudo parece bem. Parece...
A olhos humanos essas pessoas não têm jeito. Jamais seriam curadas. Mas para Deus nada é impossível. O grande entrave é que na grande maioria dos casos, esses nossos irmãos não reconhecem seu mal e não se abrem à cura divina. E sabemos que Deus não age contra nossa vontade; portanto se muitos não são libertos de males é por que no fundo, não querem ser curados.   
Qual a solução? Perseverança. Estas pessoas, por não reconhecerem seus traumas, suas carências, não buscam a cura interior. Se de forma espontânea, o ministro de cura oferece oração, a resposta mais freqüente que se ouve é: não preciso de oração! Ora, todos nós, mesmo saudáveis, precisamos sempre de oração.
Sabemos que a missão às vezes é árdua, mas pelo amor ao Senhor, aos irmãos e ao serviço, não desanimamos e não desistimos desses que necessitam demais (embora não admitam) da Misericórdia Divina. Nossa arma nesse combate é a oração pedindo o aquebrantamento dos corações endurecidos, o toque de ternura das mãos chagadas de Jesus, a ação suave, porém contundente do Espírito Santo; enfim a ação transformadora de Deus nas vidas desses irmãos para que se abram a restauração.
Que o mal não seja mais secreto, a dissimulação desapareça e os traumas se revelem para que, desejando ardentemente a cura, Deus venha agir e livrá-los definitivamente de todo o mal.



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Rocha Firme


Pessoas mal informadas ou mal intencionadas, ou ambos, atacam de forma vil a Igreja. Atiram pedras, lançam setas e destilam seu veneno como se pudessem contra ela. Nos dois mil anos de sua história tentaram de tudo: perseguição cruenta, heresias, cizânia, calunias e tudo que se possa imaginar. E a Igreja firme, impoluta. Tudo o mais ruiu, esfacelou-se, soçobrou. O Império Romano deixou de existir – Tu vencestes ó Galileu (Imperador Juliano). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos (Tertuliano). – A reforma protestante deu no que deu: divisões, divisões e divisões. Do comunismo o que sobrou? Apenas alguns políticos anacrônicos. Mas a perseguição continua.

De maneira infame acusam a Igreja de obscurantista e retrógrada, de cruel e até de assassina.   Mal informados, que busquem aprender para saber do que falam; aí provavelmente mudarão de opinião. Rever talvez o enfoque histórico, para mudar um pouco o que os livros de história nas escolas tentam pregar. Aprende-se que a Igreja Católica é arcaica, violenta, graças às Cruzadas, a Inquisição, e o impedimento das ciências. Pura balela. Se soubessem que a Igreja foi a maior promotora das artes e ciência, sendo responsável pela abertura de universidades como Oxford, Sorbone, Coimbra, entre outras; que os islâmicos assolaram a Europa durante a sua expansão, sempre contra a Igreja Católica; que os protestantes promoveram verdadeiro morticínio com fogueiras e degolas aos que não aceitavam trocar de religião, talvez compreendessem mais a Santa Igreja Católica e a difícil missão de passar por todas essas dificuldades, e se manter.

 Infelizmente muitos são mal intencionados, maldosos e a estes interessam tão somente fomentar o descrédito contra a Igreja Católica. Gente de mentalidade abortista, pregadores da cultura da morte, favoráveis a união civil de homossexuais, a promiscuidade sexual entre os jovens, a desagregação da família, a corrupção dos valores morais. A estes interessam desacreditar a Igreja e seus representantes. Apontam a metralhadora giratória e saraivadas de mentiras são disparadas.

Supõem que a Lei de Deus (os mandamentos bíblicos) e a doutrina da Igreja (os preceitos baseados na sagrada escritura) sejam volúveis como as leis humanas e que poderiam ser mudados ao sabor das veleidades contemporâneas. Pecado é pecado hoje como era há quatro mil anos. As leis naturais não podem ser revogadas. Um objeto seguro pelas mãos vai ao chão ao ser solto; assim acontecia nos tempos de Moisés e continua acontecendo hoje. A lei da gravidade não pode ser alterada por uma canetada jurídica, tampouco as leis de Deus.  

A perseguição continua e a Igreja continua de pé, assentada em rocha firme. E assim permanecerá até o fim dos tempos, quando o Senhor virá resgatá-la; virá resgatar a Igreja e todos os que estiverem em sintonia com ela (Aqui refiro-me aos irmãos separados que vivem a essência do amor cristão) ou seja, os verdadeiros cristãos.

Continuam investindo contra ela, como quixotes contra moinhos de vento. De nada valerá; a Igreja está assentada em rocha firme. Ela não é simples instituição humana, é constituída pelo próprio Cristo. Ela é o próprio corpo de Cristo, sendo Ele mesmo a cabeça desse corpo místico. “Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado no céu e tudo que desligares na terra será desligado no céu”.(Mt 16,18s).     

Os mal informados que se informem. Os mal intencionados sejam alcançados pela misericórdia de Deus.   





sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

SER FELIZ


Diz a letra de uma bela canção popular: "A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve; precisa que haja vento sem parar. A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor; brilha tranquila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor".
Belíssima poesia; no entanto não condiz com a felicidade cristã. Nossa felicidade não é efêmera como sugerem os versos da canção. Nossa felicidade não é baseada em fatos, pessoas ou coisas - se bem que isto possa concorrer para sermos felizes - não como fundamento, mas de maneira completiva.
A felicidade real não vem de fora, brota do coração pela presença viva de Jesus em nosso interior. Somos felizes quando temos Cristo Jesus no coração. Pois Jesus nos confere sua Paz, sua Alegria, seu Amor, sua Amizade. Quem tem Jesus tem tudo, portanto é feliz. A Palavra de Deus em Lc 12,31 e Mt 6,33 nos diz: "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua Justiça e todas as demais coisas vos serão acrescentadas".
  Busquemos o Senhor; deixemo-nos conduzir pelo Divino Espírito Santo para que voando levemente, não por um vento qualquer de vã doutrina, mas pelo sopro da brisa suave do Espírito de Deus, sejamos realmente felizes. Felizes para sempre.



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Eis o mistério da fé!

Essas palavras que o sacerdote pronuncia logo após a consagração do pão e do vinho, resumem toda a essência da Santa Missa. Ela é a celebração do mistério da fé, o ápice de toda devoção cristã.

Quem não entendeu o sentido profundo da Missa ainda não compreendeu o sentido profundo do cristianismo e da salvação que Jesus veio trazer aos homens.
A maioria dos batizados não gosta de participar da Missa?
Para uns ela é apenas uma longa cerimônia; para outros, um hábito sociológico, “um peso necessário”, uma obrigação de consciência ou apenas um exercício de piedade. Uns não gostam da Missa porque não gostam do padre que a celebra; outros, porque não gostam do sermão, ou porque a música não está boa, etc. E, assim, ficam apenas no acessório e se esquecem do Essencial.
A Missa é a celebração máxima da fé, porque nela o “mesmo” Sacrifício de Cristo no Calvário se faz presente, se “atualiza”, para que cada um de nós, pessoalmente, e em comunidade, possa em adoração, oferecer o Cristo ao Pai, pela salvação da humanidade.
A Liturgia reza que quando celebramos a Paixão do Senhor sobre o altar, “torna-se presente a nossa redenção”.
Deus, que na Sua misericórdia tinha muitas maneiras de restaurar a humanidade, escolheu esse meio de salvação para destruir a obra do demônio; não recorreu a Seu poder, mas à Sua justiça. Era justo que o demônio só perdesse seu domínio original sobre a humanidade sendo vencido no mesmo terreno onde venceu o homem. Cristo o venceu como homem, com a sua morte e ressurreição; destruindo a morte e a dominação do demônio sobre a humanidade.
É isto que celebramos na Missa; a Vítima Santa se torna presente sobre o altar, agora de maneira incruenta, para salvar, hoje, a humanidade.

Cristo mais uma vez oferece ao Pai o seu Sacrifício perfeito. E a redenção é aplicada a cada um de nós que comunga o Corpo imolado e ressuscitado de Jesus.
Carregando em Si todos os pecados dos homens, de todos os tempos e de todos os lugares, Jesus ofereceu ao Pai um Sacrifício perfeito.
O Pai aceitou essa oblação do Filho amado e, pela ressurreição, garantiu o Seu perdão à humanidade pecadora.
Por Jesus ressuscitado, a humanidade volta a Deus e caminha para a sua ressurreição.
Jesus ressuscitado é a garantia do triunfo dos que n’Ele crêem.
Por Ele todas as criaturas voltam redimidas para Deus, na Sua oblação que se faz perpétua através da Santa Missa.
No santo Sacrifício, o Calvário (o mesmo) se faz novamente presente. As ações de Jesus não se perdem no tempo, porque Ele é Deus, são teândricas; isto é, humanas e divinas.
O pão e o vinho oferecidos representam todo o universo e toda a humanidade que Cristo oferece ao Pai com todas as suas chagas, trabalhos e dores. Ali depositamos também a nossa vida e o nosso ser oferecendo-os também a Deus para fazer a Sua vontade.
Na consagração do pão e do vinho, Jesus – pelos lábios do sacerdote (qualquer que seja ele) – transforma a matéria no Seu Corpo e Sangue.
Pela celebração da Santa Missa, o mundo volta reconciliado para Deus e somos salvos. Ali, cada batizado, cada membro da Igreja, oferece a Deus Pai o Sacrifício perfeito de Seu Filho Jesus. Por isso, não há oferta mais agradável a Deus; não há oração mais completa em mais eficaz.
A Missa é o centro da fé, é o cerne do Cristianismo, é o coração da Igreja, é o centro do universo.

Nela o Senhor nos dá a comungar o Seu Corpo e Sangue. Ele vem morar em nós para ser nosso Alimento e Remédio.
Ele vem a nós para ser o alimento da caminhada, a força contra o pecado, e para transformar nossa vida de homem em vida de filho de Deus.
Pela Eucaristia, Cristo vem para em nós viver e amar os outros e para fazer de nós Seus discípulos e transformadores do mundo pela Sua presença e graça. Quando comungamos, nós nos tornamos, de fato, membros do Corpo de Cristo, unidos a todos os irmãos do céu e da terra. E a redenção do mundo! Nunca compreenderemos totalmente a magnitude da Santa Missa…
Ela é a fonte de onde nos vem a salvação. Por ela, a cada dia, Cristo salva a humanidade.
Quando entendermos bem o significado da missa, a consequência imediata será o desejo de participar dela todos os dias…     

Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O Mundo em que Vivemos


Estará o mundo perdido? Pelo que vemos nas manchetes dos jornais e TV parece que sim. Desastres naturais e tragédias humanas povoam o noticiário: furacões, terremotos, inundações, acidentes de transito, atentados terroristas, seqüestros, jovens matando e morrendo por quase nada... e assim noticias idênticas se repetem num circulo vicioso.

Por outro lado os atos de generosidade e amor, fraternidade e ternura, solidariedade e compaixão têm pouca, quase nenhuma divulgação. Atitudes preservacionistas com relação à natureza ainda são noticia, porém o que se faz para preservar a vida em todos os sentidos, valorizar o ser humano e não o “ter humano”, não repercutem na mídia.

Atividade vulcânica, furacões, tremores de terra, tempestades e diversas manifestações climáticas, são fenômenos naturais aos quais o homem com toda ciência e tecnologia a seu dispor não consegue controlar. No entanto, o comportamento humano, a ética, a moral, podem e devem ser controladas.

Tal controle não se refere ao domínio sobre o outro, a privação do livre arbítrio, da auto determinação e liberdade individual. Refere-se, outrossim, à educação, ao enquadramento nas leis, respeitando-se obviamente os direitos do cidadão.  Educação não somente nas escolas, mas principalmente nos lares. A família deve ser a grande formadora de cidadãos livres, honestos e solidários. Uma criança amada e amparada, educada segundo os princípios morais universais – aqueles formulados desde o principio do mundo, vigentes hoje e até o final dos tempos – será certamente um adulto cumpridor das leis, ético, fraterno, respeitador e amoroso.    

Não, o mundo não esta perdido. Está apenas doente. Apesar de todos os males da humanidade, da degradação dos costumes, do aviltamento dos valores, da corrupção moral, ainda subsiste gente boa no mundo; muita gente, graças a Deus! Gente que valoriza as instituições, família, igreja. Gente que vê no próximo um irmão e não uma ameaça, um rival. Gente que ama com o mesmo amor com que é amado: o ágape, o filos, o hesed. (respectivamente: amor de Deus Pai; amor filial, fraterno; amor doação). O mundo não está perdido. Está doente, mas tem cura.




sábado, 30 de dezembro de 2017

Viver o Querigma


Conhecemos o amor de Deus. O incomparável e infinito amor que só pode vir do coração inigualável do Pai Criador de tudo e de todos. Assim fomos criados, nessa fonte inesgotável de amor, pois que Deus é o próprio amor. Porém há um porém – assim mesmo com pleonasmo e tudo – muitos de nós não conhecemos ou não queremos aceitar esse amor e assim nos desfiguramos. Nos desfiguramos porque rejeitamos, desse modo, nossa condição de semelhantes e imagem do Criador.
A causa maior dessa distorção é oriunda do pecado. Pecado, que por definição é a transgressão às regras e preceitos; regras e preceitos estabelecidas por Deus, da mesma forma que os pais estabelecem regras e limites para os filhos. Pois bem, desobedecemos, transgredimos, erramos o alvo às vezes até mirando no que julgamos certo, enfim, pecamos.  E com o pecado nos afastamos da graça, repudiamos na verdade a graça. Deus faz chover copiosamente sua graça sobre todos, porém o pecado é como um guarda chuvas aberto. Se nos arrependemos, é como se fechássemos a umbrela e a graça divina nos envolve e inunda. A Bíblia diz que onde o pecado é abundante é superabundante a graça. 
Basta o arrependimento e confissão dos pecados para sermos perdoados? De certa forma sim. Como de certa forma? Porque o arrependimento e confissão são condições, mas isso só é possível porque alguém carregou por nós as nossas iniquidades, traições, nossos erros, faltas, nossa presunção, orgulho, ingratidão, nossas mazelas. Sobre ele pesou o castigo que nos salva; espoliou principados e potestades, venceu a morte, triunfou sobre todos pela cruz: “Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente ao encrava-lo na cruz” (Colossenses 2,13-14).
Temos convicção através da fé, esse dom que nos faz crer mesmo sem ter visto, que Jesus na cruz salvou a todos. A fé em Jesus Salvador é primordial, mas a fé em si só não basta, é preciso vivê-la, experimencia-la. Viver a fé é fazer a vontade do Pai por Jesus. Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo; doar-se, entregar-se sem reservas ao Senhor; perdoar e ter a humildade de pedir perdão; despojar-se, aceitar a cruz quando esta se fizer presente; por fim, render preito de gratidão e reconhecimento, louvando a Deus em toda e qualquer circunstância. Assim mudamos o rumo de nossa vida iniciando o processo de conversão, que deve ser renovado dia a dia.
Tudo isso, a fé carismática, a conversão diária, a submissão ao senhorio de Jesus, só é possível pela ação do Espírito Santo. Quando nos abrimos a ação do Espírito Santo; quando nos deixamos moldar, ser conduzidos, ser iluminados pelo Espírito, tudo muda; somos renovados, nos tornamos novas criaturas e como novas criaturas aceitamos o senhorio de Jesus em nossa vida e com fé e atitude nos convertemos. 
Convertidos, mais apropriadamente, a caminho da conversão total que é a santidade, é necessária a inserção numa comunidade de fé. A pertença a um movimento eclesial, uma pastoral, um serviço na paróquia, enfim, desinstalar-se do comodismo e servir a Deus na Igreja do Senhor, anunciando-o, fazendo seu santo nome conhecido e amado. Diz o Senhor a seus amados: A messe é grande e os operários são poucos.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Natal




O Natal se aproxima. O comércio já prepara as ofertas de natal, as lojas se enfeitam, a TV divulga anúncios visando as vendas natalinas. Tudo respira natal; o consumismo é intensamente incentivado. Já se ouvem as musiquinhas de natal; “gingou béu, gingou béu...” e o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo onde está que não se fala? Cadê o nosso Natal?
Não há muito tempo, ainda se armavam presépios nas praças, as lojas eram ornamentadas com motivos verdadeiramente natalinos. Mesmo no meio comercial havia Natal. Hoje em dia os ornamentos nos mostram renas, carruagens, duendes, “papais noéis” estilizados. Mostram um natal diferente, também estilizado, ou seja, deturpado.
O Natal de Jesus foi substituído por um consumismo desenfreado. A ceia em família foi substituída por festas onde a oração e a moderação no comer e beber deram lugar a comilança e bebedeira sem limites.
Infelizmente constatamos que muitos que se dizem cristãos católicos aderiram ao natal mundano. Trocam Jesus por Papai Noel, o cálice de vinho por latas e latas de cerveja, a Missa de Natal pela confraternização entre amigos e o que é pior, muitos optam pelas baladas em plena noite de Natal.
Como, porém, em plantas espinhentas nascem belas rosas, ainda há quem em meio a isso tudo ainda comemore o legitimo Natal, com Missa e ceia em família, ainda que trocando presentes e também confraternizando com os amigos (que a bem da verdade não constituem erro).
Talvez tenha chamado atenção a diferença em alguns parágrafos das grafias natal e Natal. Não, não foi erro de digitação.     




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Os sacramentos são fontes de bênçãos para nossa vida

Façamos uma reflexão sobre a importância dos sacramentos na nossa vida

Toda bênção é louvor de Deus e pedido para obtermos seus dons. Em Cristo, os cristãos são abençoados por Deus, o Pai “de toda a sorte de bênçãos espirituais” (Ef 1,3).
Esse trecho da Carta de São Paulo nos anima a observamos a importância dos sacramentais na nossa vida. Eles têm grande valor de santificação e consagração, pois Deus derrama sobre o homem sua bênção. O Senhor quer nos abençoar por intermédio da Igreja, quer abençoar nossa casa, nossos objetos, pois onde existe a bênção de Deus o diabo não pode tocar.

Compreenda os sacramentos
Primeiramente, vamos entender o significado dos sacramentais:
“A santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja. Pelos sacramentais, os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida” (Catecismo da Igreja Católica – CIC § 1667).
Os sacramentais não conferem a graça em si, à maneira dos sacramentos, mas são caminhos que conduzem a ela, ajudando a santificar as diferentes circunstâncias da vida. Eles despertam nos cristãos sentimentos de amor e fé.
Resgatando o sentido da bênção
“Os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos, mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem à cooperação com ela. “Para os fiéis bem dispostos, quase todo acontecimento é santificado pela graça divina que flui do mistério pascal da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, do qual todos os sacramentos e sacramentais adquirem sua eficácia. E quase não há uso honesto de coisas materiais que não possa ser dirigido à finalidade de santificar o homem e louvar a Deus” (CIC §1670).

Nós precisamos estar revestidos, a todo momento, da graça santificadora que nos vem por meio dos sacramentais. Precisamos resgatar, em nossa vida, o verdadeiro sentido da bênção, pois com ela somos revestidos por Deus contra os ataques de satanás. O diabo não quer que sejamos portadores dela [bênção] nem que a recebamos.
Todos nós podemos ser portadores da bênção do Senhor, nossa vida precisa ser transformada em bênçãos, as quais devem ser transmitidas para as pessoas que estão ao nosso derredor. “(…) todo batizado é chamado a ser uma bênção e abençoar. Eis por que os leigos podem presidir certas bênçãos; quanto mais uma bênção se referir à vida eclesial e sacramental, tanto mais sua presidência deve ser reservada ao ministério ordenado (bispo, presbíteros – padres – ou diáconos)” (CIC § 1669).
O alcance das bênçãos
Contudo, precisamos diferenciar no que se refere a bênção conferida pela Igreja, que tem efeito duradouro e o efeito sobre objetos ou lugares. “Certas bênçãos têm um alcance duradouro: têm por efeito consagrar pessoas a Deus e reservar para o uso litúrgico objetos e lugares. Entre as destinadas às pessoas, não as confundir com a ordenação sacramental – figuram a bênção do abade ou da abadessa de um mosteiro, a consagração das virgens e das viúvas, o rito da profissão religiosa e as bênçãos para certos ministérios da Igreja (leitores, acólitos, catequistas etc.). Como exemplos daquelas que se referem a objetos, podemos citar a dedicação ou a bênção de uma igreja ou altar, a bênção dos santos óleos, de vasos e vestes sacras, de sinos etc” (CIC § 1672). Os objetos são, por exemplo, artigos de devoção consagrados pela Igreja: velas, palmas, crucifixos, medalhas, terços, escapulários, imagens do Senhor, da Virgem e dos santos.
Também o exorcismo é uma forma de sacramental conferido por uma autoridade constituída pela Igreja usado em caso de possessão diabólica. “Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do batismo. O exorcismo solene, chamado ‘grande exorcismo’, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isso pela autoridade espiritual que Jesus confiou à Sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar, antes de celebrar o exorcismo, se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença” (CIC § 1673).
Os sacramentais são expressos também por uma grande devoção popular, um sentido religioso da piedade cristã que acompanha a vida sacramental da Igreja, como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a «via-sacra», o Rosário. As formas autênticas de piedade popular são favorecidas e iluminadas pela luz da fé da Igreja. “Sim, Senhor, a salvação vem de vós. Desça a vossa bênção sobre vosso povo” (Sl 3,9).

   Fonte: formacao.cancaonova.com

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Lc 17,11-19 – Ir ao encontro do Senhor


Encontramos aí um ato de gratidão. Dez leprosos foram a jesus precisando de cura. Jesus na sua imensa misericórdia os atendeu; após Jesus instrui-los, conforme se afastavam percebiam que estavam sendo curados. Quantos voltaram para agradecer? Somente um e era samaritano...
Vemos então que os dez foram ao encontro de jesus por interesse e só um, movido por amor e gratidão, voltou a Ele. Esse permaneceu com o Senhor; os outros alcançaram a graça e voltaram as costas para Jesus.
 Este episódio bíblico retrata exatamente nosso comportamento nos dias atuais; verifica-se isso notadamente em nossos grupos de oração. Cotidianamente muitos andam vazios, alguns praticamente com somente o núcleo, raríssimos frequentadores na assembleia; alguns – poucos na verdade – em virtude da falta de zelo e unção dos componentes, mas isso é exceção, a maioria é formado por servos ungidíssimos e mesmo assim os grupos permanecem vazios. Vazios até se anunciar a presença de algum pregador famoso   que atue no ministério de oração por cura. Nesse dia o G.O. enche, a igreja por maior que seja torna-se pequena para conter a assembleia. O que podemos concluir daí? O povo de Deus está doente (a maioria de nós realmente precisa de cura em diversos níveis), ou muita gente só quer ver e/ou conhecer o padre ou o leigo famoso e até mesmo ‘idolatrado’.  Depois tudo volta ao normal, grupo de oração com poucos frequentadores, reunido num cantinho da igreja ou numa sala paroquial. Na multidão da reunião anterior quantos foram curados e quantos voltaram, ao menos para agradecer? Poucos, pouquíssimos, talvez nenhum tenha retornado para agradecer como o samaritano.
Sabemos que Deus se deixa encontrar; em verdade Ele vem a nosso encontro e nós, quase sempre, nos esquivamos Dele. Muitos O procuram por interesse, em busca de uma graça, cura, emprego, entre tantas necessidades e carências. Até conseguem e depois? Tchau!  Infelizmente essa é a realidade, somos fiéis de meia tigela, cristãos apáticos, católicos de mentirinha. Quantos respeitamos as orientações da Igreja, obedecemos aos preceitos bíblicos, vivenciamos a doutrina católica? Poucos, somente aqueles que seguem fielmente a Tradição, a Palavra e o Magistério da Igreja, ou seja, os católicos praticantes (os que obedecem) e os atuantes (os que difundem).
Portanto, deixemo-nos encontrar por Jesus – que está sempre perto de nós – e o sigamos. Não busquemos somente a graça, os prodígios e milagres, mas o autor de tudo isso. Sigamos Jesus em qualquer circunstância, diante da alegria ou da tristeza, do choro ou do regozijo, Ele é nosso amparo, nossa força, nossa esperança. Tomemos a decisão de busca-lo, encontra-lo e segui-lo, onde Ele for, até a cruz se for preciso.