sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal do Senhor


Neste dia especial, em que toda a Igreja celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhemos o testemunho da Palavra de Deus a respeito deste acontecimento que transformou a história da humanidade:

"...José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: 'Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor'." (Lc 2,4-11)

Por isso hoje celebramos a eterna solidariedade do Pai das Misericórdias que, no seu plano de amor, quis o nascimento de Jesus, que é o verdadeiro Sol, a Luz do mundo. Este não é um dia de medo e nem de desespero, é dia de confiança e de esperança, pois Deus veio habitar no meio de nós, e assim encher-nos da certeza de que é possível um mundo novo. Solidário conosco, Ele nos quer solidários neste dia de Glória que refulge ao redor de cada um de nós!
Sendo assim, tudo neste dia só tem sentido se apontar para o grande aniversariante deste dia: o Menino Deus! Presépios, árvores, enfeites, banquetes e os presentes natalícios representam os presentes que os Reis Magos levaram até Jesus, mas não são estes símbolos a essência do Natal. O importante, o essencial, é que Cristo realmente nasça em nossos corações de uma maneira nova, renovadora, e que a partir daí, possamos sempre caminhar na sua luz solidária deste Deus Único e Verdadeiro, que nos quer também solidários uns com os outros!
Vivamos com muita alegria este dia solidário, que o Senhor fez para nós!

Um Santo Natal para você e para a sua família!

(Fonte: Pascom-S. Brás)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!






Louvor. Encerramento das atividades em 2010.


Feliz Natal e 2011 cheio de alegrias no Senhor!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Máximas & Provérbios (2)

Natal é Deus Pai se revelando a nós, através Jesus Cristo seu Filho.

Procuremos amar quem menos merece, porque normalmente são os que mais precisam de amor.

Devemos ter paciência para amar os imaturos, coragem para amadurecer e medo de apodrecer!

O tempo passa e ficamos cada vez mais perto do limiar, fora do tempo, onde só existe o sempre e o tempo não passa: a eternidade.

Advento: recordar o passado, viver o presente e aguardar o futuro. Passado, a Encarnação do Verbo; presente, caminhar com Cristo; futuro, a Parusia de Jesus.

Purgatório é uma preparação para o encontro com aquele que é santo por natureza e diante do qual não pode haver imperfeição.


Desconhecer a Palavra de Deus, a Bíblia, significa desconhecer o próprio Deus, pois Ele se revela na Palavra!

Na Eucaristia, o pão sustenta o homem, Jesus sustenta a alma.

O amor que nos cura não é tanto o amor que recebemos; é mais o amor que damos.

Diante da injustiça e da traição há duas opções: vingar-se e ser feliz por um pouco de tempo, ou perdoar e ser feliz o tempo todo.

Não importa se a placa de sinalização esteja colocada sobre um pau podre ou um poste enferrujado, o importante é o sinal. Mesmo sendo homens e pecadores como todos, os sacerdotes são representantes de Cristo e portadores da graça sacramental.

A liberdade foi conquistada em Cristo, porém sair do cativeiro depende de nós.

Para encontrar o caminho da santidade devemos fazer o que Deus quer e querer (e aceitar) o que Deus faz.

Vivemos e existimos no tempo, mas nossa meta e vocação é a eternidade.

A providencia divina não é inimiga da previdência humana.

O pecado vem quando deixamos de buscar a alegria, a felicidade, o prazer, no Criador e buscamos tudo isso nas criaturas.

Tudo que fazemos na vida ecoa na eternidade.

Mais vale, Senhor, um pouquinho de prestigio junto a Ti (o que é tudo) do que um grande prestigio junto aos homens (o que é nada).

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Capitão


Eu gosto de contar estórias, elas enriquecem uma pregação; aliás, isso fazia parte da pedagogia de Jesus: Ele gostava de ensinar através de parábolas. – Eis a estória:
Um barco, um grande navio repleto de passageiros navegava placidamente em alto mar, quando repentinamente foi atingido por uma violenta tempestade. Os passageiros em pânico rezavam, gritavam, desesperavam-se. Num canto, uma pequena menina brincava tranqüilamente, sem se incomodar com a tormenta nem com os demais passageiros. Um homem inconformado com a calma daquela criança, interpelou-a: Menininha, você não teme a tempestade? – Não. – Mas o navio vai afundar, todos vamos morrer. – Não, não vai acontecer isso não. – Porque tanta certeza? – Meu pai é o capitão deste navio!
A garotinha confiava inteiramente em seu pai e nós confiemos em Deus, nosso Pai eterno, que esta no comando do grande barco que é a nossa vida! Não devemos ter medo, pois nada é impossível para Deus, não devemos sentir tristeza, dúvida, pois nada é impossível para Deus. Ele nos livra dos leões que rugem em torno a nós e tentam nos devorar. Ele nos livra das tempestades do dia a dia, enfim, Ele é a nossa força, o nosso refúgio. Abram o coração e deixem-se amar por Deus, deixem-se amar e também amem, amem como Deus ama vocês. Confiem, confiem sempre, como a menina da estorinha. Deus está no comando da sua vida.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Por que estamos divulgando o filme “Aparecida, o Milagre?”


O padre comilão. A beata reprimida. Uma relação de troca supersticiosa com os santos. Filmes, novelas e diversos outros tipos de produções retratam a fé católica de forma caricata, como as descritas acima. Dificilmente encontramos nossa religião retratada de forma respeitosa, de acordo com aquilo que a doutrina prega.
Muitos podem se perguntar por que estamos divulgando com tanto vigor o filme “Aparecida, o Milagre”. O motivo é este: o longa tem o mérito de mostrar este aspecto da nossa fé, a devoção a Maria, de maneira coerente com o que a Igreja apresenta.
Nossa preocupação, no entanto, é maior do que apenas fazer uma simples propaganda do filme. Nossa idéia é promover uma catequese sobre Maria, pois, infelizmente, muitas pessoas ignoram seu verdadeiro papel ou atribuem a mãe de Jesus “poderes” que ela não tem; confundem títulos, multiplicam Nossas Senhoras, pois não sabem que ela é uma só, que recebe muitos nomes; tem uma relação supersticiosa com sua imagem.
Este filme, além de falar ao nosso coração, sobre nossa Mãezinha amada, é uma oportunidade para esclarecermos sobre aquilo que a Igreja professa sobre a mãe de Jesus. Com isso, podemos ter uma fé mais madura.
O filme “Aparecida, o Milagre” traz na sua essência a devoção dos brasileiros junto a Senhora Aparecida, imagem encontrada no fundo barrento do rio Paraiba do Sul. Os milagres realizados por sua intercessão e a forte identificação com a imagem de barro, negra, popularizaram esse título de Maria, proclamada a padroeira do Brasil.
http://www.rccbrasil.org.br/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sofrimento não é de Deus


Sabemos que o mundo não é perfeito. Não o mundo idealizado e criado por Deus, mas o mundo deturpado, corrompido, aviltado pelo homem instigado pelo maligno. Por isso a dor e o sofrimento nos acompanham como uma nuvem sombria que não poucas vezes nos alcança e nos envolve. No entanto, ao ser acometido pelo mal não devemos nos desesperar; entreguemos nosso sofrimento a Deus, ofertando-o, como aquilo que falta ao sofrimento de Cristo para nossa redenção. Isso não significa conformismo, é na verdade resignação, ou seja, estar animoso mesmo na tribulação. Ter animo sabendo que a dor é passageira. “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações, pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade comprovada produz a esperança” (Rm 5,3-4).
O Senhor Deus de toda consolação nos conforta, para que com sua força possamos nós consolar aqueles que sofrem e que muitíssimas vezes não têm onde se apoiar.
Diante da dor e do sofrimento é costume de muitos dizer: é vontade de Deus. Que imagem distorcida trazemos de Deus em nosso coração! A verdade é que não agrada a Deus o sofrimento do mundo. Quando dizemos que o sofrimento é vontade de Deus, estamos dando uma desculpa para continuarmos instalados em nosso egoísmo, apegados a nossos bens, nosso imobilismo, nossas idéias. Não, Deus não quer o sofrimento. A via crucis não é obra sua, mas nossa. Se tirarmos do mundo as consequências das nossas ações, o que é causado pelo nosso coração; coração tantas vezes cheio de ódio, ganância, libidinoso, apegado ao ter e ao poder, sobraria o que é do Senhor: alegria, bondade, perdão, fidelidade, amor irrestrito.
O que estamos fazendo? Ficamos esperando, parados debaixo da nuvem, rezando para que ela não desabe sobre nós? Ou, rezando, nos movemos, nos desinstalamos e procuramos abrigo para não sermos atingidos pela tempestade? Mova-se, desfaça-se do excesso de carga, deixe no seu coração apenas o que é do Senhor: um fardo leve, suave, sem arestas; um coração como o dele próprio, manso e humilde.

sábado, 27 de novembro de 2010

Quem se interessa pela vida de um criminoso?


O homem é chamado a uma plenitude que se estende para além das dimensões de sua existência terrena. A grandiosidade desta vocação revela o sublime e precioso valor da vida humana, que mesmo sendo temporária, trata-se de uma realidade sagrada, que deve ser vivida com responsabilidade e levada à perfeição no amor pela graça da doação a Deus e aos irmãos (EV 2). Qualquer ameaça a este dom divino reverte-se em um potencial ataque ao Cristo, e consequentemente à sua esposa, a Igreja.
No Brasil, as investidas mais comuns contra a dignidade do ser humano se dão por meio da relativização dos valores cristãos e da intenção declarada em mudar o conceito social acerca da vida e das relações entre os homens (EV 4). Os melhores exemplos destas atitudes estão nas insistentes tentativas de certos movimentos políticos na legalização do aborto, da eutanásia e até mesmo da pena de morte. Esta realidade deixa flagrante a cultura de morte vigente na sociedade brasileira atual.
Diante desta conjuntura, não é raro ligar a televisão em noticiários e ver os apresentadores exaltando os policiais que matam traficantes, assaltantes e afins. Nas rádios, é comum ouvir os comunicadores desejando ardentemente a morte de delinqüentes e repetindo o ditado popular “Bandido bom é bandido morto”. Até mesmo no cinema brasileiro este triste cenário é revelado; o filme Tropa de Elite 2, que entrou em cartaz há pouco tempo, mostra uma cena em que o protagonista, o aclamado Coronel Nascimento, é aplaudido de pé por várias pessoas ao entrar em um restaurante após liderar uma operação na qual muitos presos rebelados foram mortos. No entanto, a fala mais chocante do personagem e que denota toda a mentalidade cruel e segregadora entranhada no contexto social atual é proclamada no início do longa, quando Nascimento diz que “matou muita gente, mandou muito vagabundo para a vala (sic) e não sabe exatamente porque fez isso, mas foi a sociedade que o treinou dessa maneira”.
Para um católico, é muito triste estar inserido em um cenário como este. É possível mudar este panorama? Sim. De que jeito? Inicialmente é preciso lutar contra este pensamento excludente e desagregador. É dever de todo cristão lembrar que Jesus jantava à mesa com os pecadores e evangelizava os publicanos cobradores de impostos. Fica claro e latente ao ler os Evangelhos o quanto o Cristo ia atrás dos afastados de Deus e os reunia como parte de seu povo, ao invés de separá-los e condená-los. Se São Paulo tivesse que ser executado por causa das inúmeras mortes que o apóstolo foi responsável antes de se converter ao cristianismo, a Igreja Católica perderia simplesmente o maior missionário de sua riquíssima história.
Ações conjuntas nas mais variadas esferas são necessárias para mudar radicalmente esta situação. No entanto, nenhuma medida terá eficácia se não for realizada sob a luz do Evangelho, visando sempre a defesa da vida. A Pastoral Carcerária mostra um exemplo de ação válida para a formação de uma cultura de valorização da dignidade humana, mas não pode ser um trabalho isolado da Igreja. Os católicos precisam ter a consciência de que precisam evangelizar, difundir os princípios éticos e morais cristãos e buscar a inclusão dos mais necessitados financeira e moralmente.
O apelo divino enfatizado na Campanha da Fraternidade 2008 (Escolhe, pois, a vida – Dt 30,19) urge nos corações para ser anunciado. Como está escrito no Documento de Aparecida, mais do que nunca esta é a hora dos cristãos serem missionários da fé e verdadeiros propagadores de uma cultura de vida e valorização da dignidade humana na sociedade.
Luiz Eduardo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Máximas & Provérbios

Imagens são sinais que nos lembram onde Deus agiu!

Muitos serão chamados, poucos escolhidos. Muitos são chamados; escolhidos são aqueles que abrem o coração e dizem sim a Deus.

Fé é deixar Deus acontecer em nossa vida. Fé é deixar Deus ser Deus e agir.

Uma das artimanhas do inimigo é fingir-se de morto; Dizer que não existe. Desse modo ele domina facilmente os incautos

Se um simples banho te renova, te faz sentir outra pessoa, imagine a água viva que é Jesus inundando o teu coração, todo o teu ser!

Fé significa segurar-se em Jesus diante das dificuldades, persistindo nas Suas promessas mesmo quando ainda não se vê o seu cumprimento.

Você não pode impedir que pássaros voem sobre você, mas pode impedir que façam ninho em sua cabeça. A tentação é inevitável, mas cair em tentação é evitável.

A justiça de Deus é a misericórdia, não a lei.

Razão é que se peça só razão; justo que se peça só justiça. A razão de cada um indica o que ele quer ser; a justiça de Deus dirá se está certo ou errado.

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O Natal começa quando celebramos a vinda do Salvador, mas só se completa quando O encontramos em cada irmão, em cada irmã.

A despeito do que o mundo venha a nos oferecer, de bom ou ruim, que a nossa esperança e felicidade repousem em Deus nosso Senhor, pois Ele é o dono de nossas vidas.

Para muitos, um grão de areia é uma pedreira; para outros um grão é um grão, uma pedra uma pedra; mas para Deus uma pedreira é menos que um finíssimo grão de areia.

Nos Evangelhos sinóticos, Jesus institui a Eucaristia de modo formal. Em João, Jesus a institui na essência.

Se Nossa Senhora é o que é, foi porque ela creu na Palavra de Deus. Se os santos de nossa Igreja são o que são, foi porque creram na Palavra de Deus. Nós
seremos o que viermos a ser de bom, se crermos na Palavra

O confessionário é o único tribunal no mundo onde declaramos nossas culpas e somos absolvidos.

O bom pastor procura resgatar as ovelhas desgarradas. O mal pastor procura arrebatar para si ovelhas de outro rebanho; na verdade este não é pastor, é ladrão.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fé-Caridade-Intercessão

Caridade apoiada na fé, ou de outro modo, a fé como sustentáculo da caridade. O que é fé? Fé é o fundamento da esperança, é acreditar naquilo que não podemos ver. A vivência da fé nos traz entre outras coisas, a caridade. Podemos expressar a fé em três dimensões: crença (crer que algo existe e/ou é verdadeiro); confiança (crer, confiar e esperar) e fé carismática (crer, confiar e esperar na certeza do cumprimento da promessa).
Definindo caridade podemos dizer que caridade é o sentido de comunhão com Cristo e com os irmãos em Cristo que a fé instaura no coração do fiel. Desta fé repleta de amor, espera-se uma orientação prática da vida moral e fraterna. Fé, esperança, caridade (ou amor). No fim subsistirá apenas o amor. E a caridade só pode subsistir no amor e pelo amor. Caridade sem amor pode ser tudo, menos caridade. Devemos ter compaixão pelos irmãos que sofrem, mas acima de tudo amor, para que a caridade seja verdadeira. Ver 2 Jo 4-6 .
Porque você faz caridade? Para ganhar pontos com Deus? Se for só por isso você não é caridoso, é mercenário. Mas lembre-se, Deus não faz barganha com ninguém! São Paulo em 1 Cor 13 nos diz que de nada vale dar tudo aos pobres, nada vale nem mesmo oferecer-se em holocausto, falar a língua dos anjos e tudo o mais se não tiver amor. Seremos como sino que repercute, só faz barulho e nada mais.
Temos que viver a parábola do bom samaritano, que ensina a caridade completa, verdadeira, sem limites. Oferecer ajuda ao irmão caído, ferido, necessitado. Acolhe-lo, tratar de suas feridas, entrega-lo aos cuidados do Senhor; no mínimo orar por ele. Temos que lhe oferecer nossa montaria, que é a fé; leva-lo até a hospedaria, que é a igreja; utilizando os “denários” que são nossos talentos, os carismas. Devemos ter aí o cuidado de não sermos como os levitas, quando inventamos desculpas para não servir.
Em Lc 8,1ss vemos as mulheres que seguiam Jesus e lhe provia das necessidades materiais. Jesus apesar de Deus, filho de Deus, era o Verbo encarnado, ou seja, também homem como nós. E do mesmo modo que nós, necessitava de alimento e vestuário. Hoje a Igreja, corpo místico de Cristo, também necessita de provisões. Estas provisões são proporcionadas através das doações, ofertas e principalmente do dizimo. Se fossemos fiéis no dizimo como Deus é fiel a nós, as obras sociais e caritativas da igreja seriam muito maiores.
Por fim falemos de intercessão. Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica a respeito da oração de intercessão: “A intercessão é uma oração de pedido que nos conforma de perto com a oração de Jesus. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens, dos pecadores sobretudo. Ele é capaz de salvar de modo definitivo aqueles que por meio dele se aproximam de Deus, visto que ele vive para sempre para interceder por eles (Hb 7,25). O próprio Espírito Santo intercede por nós... pois é segundo Deus que Ele intercede pelos homens (Rm 8,26s).
Interceder, pedir em favor de outro, desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa da de Cristo; é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora não procura seus próprios interesses, mas pensa sobretudo nos outros ( Fl 2,4) e reza mesmo por aqueles que lhe fazem mal”. (CIC 2634-36).
Na Bíblia vemos Abraão interceder por Sodoma e Gomorra; Moisés ao descer do Sinai, interceder pelo povo, no episódio do bezerro de ouro; também durante a murmuração e inconformismo do povo, quando Deus envia serpentes para os ferir, Moisés intercede e Deus manda construir a serpente de bronze, que seria penhor de salvação e prefiguração do Cristo Crucificado, nosso Salvador. O Evangelho de João nos mostra Maria intercedendo pelos noivos, quando faltou o vinho nas bodas de Caná.
Oremos uns pelos outros, intercedendo sempre em favor dos que sofrem neste mundo conturbado.
carlos Nunes

sábado, 13 de novembro de 2010

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia!
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e erros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais...”
E o bem comportado executivo? O “cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice...
Puro aborrecimento e cansaço!
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou “um saco!”
Outro dia, vi um jovem reclamando que seu banco on-line demorava a demonstrar o saldo e aí eu me lembrei da fila dos bancos de outrora, balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e deletar em seguida, sem sequer ler o título, já que era longo demais...
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus, para os amigos, para a família...Para o que realmente importa!
A paciência está em falta no mercado, quase em extinção e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes e ansiolíticos está cada vez mais em alta.
Pergunte a alguém, "ansioso demais" onde ele pretende chegar? Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta ...
E você? Onde quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Para quem? Seu coração irá agüentar? Seus pulmões suportarão?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio ou de AVC o mundo irá parar? A empresa na qual você trabalha fechará as portas? As pessoas que você ama deixarão de viver?!? Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...Reflita...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia completará o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência... Inexoravelmente!!!
A Providência Divina decide quem você encontra na vida... Suas atitudes decidem quem fica!

Nota: esta postagem é publicação de mensagem recebida por e-mail.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ENJ 2010


O grupo de oração recebe jovens participantes do Encontro Nacional da juventude da RCC.

Junior, de Roraima e Emerson, do Tocantins, visitaram o G.O. e ministraram conosco os momentos de oração, proclamação da Palavra e deram testemunho de sua conversão. Deus seja louvado pelos nosso jovens!

O ENJ acontecerá de 12 a 15 no Maracanãzinho, Rio de Janeiro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Confiança


"O profeta Habacuc acabara de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele, quando um anjo do Senhor apareceu e arrebatando-o, levou-o a Babilônia, até a cova dos leões onde se encontrava Daniel e este tomou a refeição levada a ele. Após, Habacuc foi levado de volta pelo anjo"(cf. Dn 14,32-37) Podemos comentar esta Palavra sob dois aspectos: do ponto de vista de Habacuc e do ponto de vista de Daniel. Vemos aí Habacuc tirado dos seus afazeres cotidianos para servir a Deus. De certa maneira é o que ocorre conosco; somos chamados a servir ao Senhor nos grupos de oração. Sob a ótica de Daniel, observamos que este, apesar do grande problema por que passava, confiou plenamente em Deus. Daniel fora atirado na cova dos leões, porque? Porque não aceitou adorar falsos deuses. Forçado, não renegou o verdadeiro Deus. Por isso foi perseguido, difamado, injustamente condenado e atirado a leões famintos. Leões que comiam diariamente cordeiros e carne humana, mas que não foram alimentados nos dias que precederam a entrada de Daniel no covil das feras. Daniel porém confiou em Deus, no Deus que o criou, no Deus que sabemos se fez homem , pregou sua Palavra de Vida, nos mostrou o caminho, morreu por nós numa cruz e ressuscitou para nossa redenção e nos dar a eternidade. Daniel não se deixou abater pelo desânimo e confiou. Não reclamou, não gritou, sequer murmurou ou pensou negativamente. Ao contrário, apesar da situação extremamente difícil, apesar de tudo indicar que era o fim, ele creu, confiou e esperou no Senhor. Atirado às feras, não foi devorado; faminto, Deus lhe proveu alimento; por fim, após seis dias o rei o recolheu e lhe restituiu a liberdade.
Isto significa para nós que os filhos de Deus, os verdadeiros cristãos, os católicos fiéis, não devem temer ser atirados às feras. Que sejam pacientes e esperem em Deus, como Daniel esperou pacientemente. Soframos as demoras de Deus, pois Ele nos prepara o melhor; Ele nos conhece profundamente e só nos dá o que é bom e na medida da nossa necessidade. Vivamos a fé e a confiança de Daniel. O Salmo 93(94), versiculo 18 diz: “Quando penso: vacilam-me os pés, sustenta-me, Senhor, a vossa graça”. Se escorregarmos, se vacilarmos, se resvalarmos nossos pés na beira do abismo, sabemos que Deus nos ampara e Sua Palavra nos conforta.
Não temer, confiar, confiar sempre, eis a mensagem tirada para nós desta Palavra do livro de Daniel.

domingo, 31 de outubro de 2010

A Lectio Divina


A expressão Lectio Divina significa leitura de Deus. Segundo S. Gregório Magno, a arte de estudar o coração de Deus. O Concilio Vaticano II cita o texto de Sto. Ambrósio: “Lembrem-se que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da oração, a fim de que se estabeleça um colóquio entre Deus e o homem. Pois com Ele falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (Dei Verbum,25). Lectio Divina, que quer dizer também leitura orante, indica a prática de leitura da Bíblia, que nos faz alimentar a fé, a esperança, o amor e compromisso cristão.
Para a prática da Lectio Divina é necessário certos requisitos: 1) Ambiente favorável; é preciso silencio, principalmente silencio interior. 2) Pureza de coração; só um ambiente propicio não é suficiente, faz-se necessário um coração puro e apaixonado por Jesus e pelas escrituras. 3) Desprendimento e docilidade; devemos recorrer à Bíblia não com interesses, mas com espírito de entrega, de disponibilidade ao que o Senhor irá pedir-nos. 4) Espírito de oração; busquemos as escrituras não por entretenimento, nem somente para estudo, mas em atitude de humilde oração.
Há quatro degraus, ou etapas na Lectio Divina: leitura, meditação, oração e contemplação. É um processo dinâmico em que cada etapa coexiste e atua junto as outras de modo sinérgico. 1) Leitura: conhecer, respeitar, situar. A leitura bíblica deve ser perseverante e diária. É ponto de partida, não chegada, pois nos prepara para a meditação e o dialogo com Deus. Deve ser feita criteriosamente e com atenção. 2) Meditação: ruminar, dialogar, atualizar. A leitura nos mostra o que diz o texto; a meditação nos mostra o que o texto diz para nós, o atualiza, nos situa no contexto da mensagem. 3) Oração: suplicar, louvar, recitar. A oração, a partir da meditação, pode iniciar-se com uma atitude de adoração silenciosa ao Senhor; a partir daí desenvolve-se nossa resposta à Palavra de Deus. Esta resposta pode ser um louvor, agradecimento, suplica, perdão, ou mesmo a recitação de um salmo. 4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação é o ultimo degrau da Lectio Divina. Mas não é o fim; na verdade é o patamar para um recomeço. Contemplar é a capacidade de perceber a presença de Deus em tudo, na história, em nós, na criação e criaturas. “A leitura busca a doçura da vida bem aventurada, a meditação a encontra, a oração a pede e a contemplação a saboreia. A leitura leva comida sólida a boca, a meditação a mastiga e rumina, a oração prova o seu gosto e a contemplação é o gosto da doçura já alcançada” (Guigo).
A seguir sugerimos um método prático para a leitura orante da Palavra, constituído dos seguintes passos: 1) Invocar o Espírito Santo. 2) Ler o texto de forma lenta e com atenção. 3) Silencio interior, lembrando a leitura. 4) Ler de novo, observando bem o sentido de cada frase. 5) Meditar a leitura, rezando o texto e respondendo a Deus. 6) Atualizar a palavra, ligando-a com a vida. 7) assumir um compromisso a partir da mensagem pessoal recebida.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Doação de sangue


Carissimos irmãos e irmãs,

você de idade entre 18 e 65 anos, acima de 50 Kg, boa saúde, faça um gesto de amor:

doe sangue.

Jesus doou todo o sangue por nós. Doe um pouco do seu.

Quem precisa agradece.

Deus o abençoe.



domingo, 24 de outubro de 2010

Temor a Deus


Eclesiástico 1,11-22

A leitura proposta fala de temor ao Senhor. Haveremos de ter medo de Deus? Deus quer que tenhamos medo dele? Vejamos o que diz o dicionário; temor = medo . O dicionário também diz: temor = respeito, reverência, zelo, escrúpulo. É neste sentido que devemos temer a Deus, ter respeito, reverência a seu nome, zelo, dedicação a sua palavra.
Temor a Deus é um dos sete dons infusos, aqueles que recebemos ao ser batizados. Dons infusos, diferentemente dos dons carismáticos, são dons dados para ascese pessoal, servem para crescimento individual, enquanto os carismas são dons de serviço, servem para crescimento e edificação da comunidade, da igreja. Com referencia ao temor a Deus, ver o Catecismo da Igreja Católica no 1303 e 2144.
O que vemos nos remete aos primeiros mandamentos: “Amar a Deus sobre todas as coisas “ e “Não tomar seu Santo Nome em vão”. Se temermos a Deus, acataremos seus mandamentos e se acatarmos seus mandamentos, estaremos sendo tementes a Deus. Preocupações com coisas vãs, banalidades, coisas sem importância, mundanas, deixam Deus de lado, abafam os dons e corremos com isso sério risco de ceder às tentações e cair em pecado. O pecado nos afasta de Deus, diz a sua Palavra em Isaias 59,1s. O mundo acusa a Igreja de retrógrada, de estar submetida a leis e mandamentos ultrapassados, que o mundo mudou, etc, etc, e outras baboseiras mais. Mas lei é lei; quanto mais a lei de Deus que é irrefutável e imutável. As leis humanas podem ser mudadas e revogadas a qualquer tempo, basta a canetada de um legislador qualquer, mas a lei de Deus é eterna, as leis da natureza e os mandamentos de Deus valem a qualquer tempo, ontem, hoje e sempre. Um objeto que tenhamos a mão ao ser solto cairá ao chão, como cairia no tempo de Moisés e cairá se for solto daqui a mil anos, pois todos estamos sujeitos a lei da gravidade. A gravidade é uma lei da natureza e portanto imutável, irrevogável! Desobedecer a Deus, desrespeitar seus mandamentos e portanto não temer a Deus, era pecado desde 40 séculos atrás, é pecado hoje e será pecado daqui a 40 séculos!
Quando criança eu gostava de olhar o céu estrelado; era lindo ver o céu coberto de estrelas. Hoje, devido às luzes da cidade e a poluição não se vê estrelas como antes. Mas as estrelas não se mudaram, continuam lá como no meu tempo de criança. Não as vemos porque a camada de poluição impede que suas luzes cheguem a nossos olhos. Assim é nosso relacionamento com Deus, a poluição do nosso pecado impede que o olhar de Deus nos alcance. Precisamos renunciar ao pecado, temer a Deus, destruir a barreira, para nos tornarmos visíveis a Deus e sermos alcançados pela graça e misericórdia divinas.
Deus nos ama e apesar do nosso pecado não deixa de nos amar. Nos ama a tal ponto que enviou Jesus para morrer por nós, para lavar com seu sangue os nossos pecados. Jesus, Deus com o Pai e o Espírito Santo, Jesus, Deus na Trindade Santa. Que o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, nos ilumine, nos mova na direção daquele que por sua morte e ressurreição nos conduz a vida eterna, ao Pai justo e misericordioso.
Retomando a Palavra nos vv. 11 a 13, vemos aí uma promessa, uma linda, uma belíssima promessa. Apossemo-nos dessa promessa, vivamos, experintemos essa Palavra, testemunhemos nosso temor ao Senhor e assim possamos servi-lo e adora-lo até que essa promessa se cumpra em nós.

Carlos Nunes

domingo, 17 de outubro de 2010

Perseverança na provação


Perseverança significa firmeza, insistência, e provação é a fé colocada a prova através da tentação ou tribulação. Nossa fé pode ser posta a prova pela dor e sofrimento e/ou pelas tentações que nos são apresentadas.
O mundo em que vivemos parece estar longe daquilo que a fé nos assegura; o mal, o sofrimento, as injustiças, a morte prematura, tudo parece contradizer a boa nova, abalar a fé e tornar-se uma tentação para abandonarmos o caminho. O texto biblico Tg 1,12-18
vem falar de tentações, provação quanto a resistência ao pecado, dos perigos do descaminho. Resistir às tentações, firmeza, pois quem se afasta de Deus cai nas garras do inimigo. Enquanto Deus leva a salvação, o inimigo arrasta para o abismo!
Assim como não podemos impedir que pássaros nos sobrevoem, não podemos evitar as tentações; contudo do mesmo modo que podemos impedir que pássaros façam ninhos em nossas cabeças, podemos impedir que a tentação nos vença e instale o pecado em nós. Deus nos criou como primícias, como obras primas, no entanto quantas vezes nos sentimos fracos, desamparados, nossa fé abalada; não entendemos como alguém que amamos, ou nós mesmos, temos que sofrer. Parece que Deus se afastou, que caminhamos sem sua luz. Mas não ficaremos assim para sempre; em algum momento Ele se revelará a nós. Precisamos confiar em sua bondade e fidelidade, principalmente quando tudo parece apontar para outro caminho.
No livro do Eclesiástico em Eclo 2,1-6 o senhor vem nos falar de perseverança mesmo na dor, na tribulação. A tribulação leva à paciência, a paciência à esperança e a esperança à fé, fé firme e inabalável. Jó é o melhor exemplo bíblico daquele que vive e resiste às provações.
Deus enviou Jesus, seu filho, não como um profeta impetuoso, não como o Messias guerreiro. Enviou como o servo sofredor, que se doou até o fim; aquele que nos amou e se entregou por nós, fiel ao Pai até a morte e morte de cruz! Nos regatou ao preço de seu sangue; cruz, fonte de graças. Quem é Jesus para você? Em Mc 8,29 Ele pergunta: “e vós quem dizeis quem sou?” O que significa abraçar a cruz? A cruz que se abraça é mais leve que a cruz que se arrasta. O cristo, Messias crucificado, requer seguidores crucificados. Você assume a cruz na sua vida?
Hoje, agora, deixe o Espírito Santo conduzi-lo até a cruz, lá onde seu coração pode ser curado e sua mente renovada. Abra-se, ouça ao menos o sussurro suave do Espírito Santo lhe trazendo encorajamento, correção. Confia, obedeça, e Ele lhe conduzirá da morte para a vida.
Carlos Nunes

domingo, 10 de outubro de 2010

Ágape


Mesmo que você não se sinta amado, mesmo que você se sinta desprezado, abandonado, solitário, perdido, saiba que há alguém que te ama muito; te ama com um amor tão grande que não tem medida. Amor imenso, escandaloso. Escandaloso a nossos olhos, porque é incondicional, nada pede em troca, não é excludente. Um amor assim nenhum ser humano é capaz de dar e poucos compreendem. Aliás, nem é necessário compreender, basta sentir. Como sentir algo tão grandioso? Como sentir algo tão maravilhoso?
Para sentir e experimentar o amor de Deus, basta se abrir à Sua Palavra. Basta crer e crendo se deixar envolver.
“E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que criou, Jacó e te formou, Israel: Nada temas, pois te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás e a chama não te consumirá. Pois Eu Sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá por compensação. Por que és precioso a meus olhos, por que eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica tranquilo, pois estou contigo” (Is 43,1-5a).
“Pode uma mulher esquecer-se daquele que ela amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela esquecesse, Eu não te esqueceria nunca” (Is 49,15).
“Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará e jamais meu pacto de paz vacilará, diz o Senhor que se compadeceu de ti” (Is 54,10).
“De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor” (Jr 31,3).
E finalmente, 1Jo 4,7-8, a máxima que coroa esta reflexão: “Carissimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

sábado, 2 de outubro de 2010

Anúncio do Evangelho


No tempo de Jesus na terra, o exército romano havia conquistado todo o mundo conhecido, para glória de César e enriquecimento do império. Jesus veio ao mundo para conquistar os corações para o reino de Deus. E continua fazendo isto até hoje e quer servir-se de nós para dar continuidade a sua obra. Para isto Deus nos deixou a sua palavra, as sagradas escrituras.
A Palavra de Deus é alimento da alma, bússola para nosso caminho e como a própria bíblia diz, lâmpada para nossos pés; é archote que ilumina nossa jornada. A Palavra de Deus é nossa arma; é espada de dois gumes que separa a medula da carne, que penetra fundo os corações, trazendo não morte, mas gerando vida. Diz-se por aí que a bíblia do católico tem cheiro de mofo – fica no fundo da gaveta junto a papéis velhos – e a bíblia dos protestantes cheira a desodorante – fica embaixo do braço. Bíblia não tem cheiro. Aliás, se Deus tivesse cheiro, a bíblia teria o cheiro de Deus. A bíblia tem que ter aspecto de usada; quanto mais usada, mais Deus fala ao leitor. Quero aqui dar um testemunho: Tenho um amigo que sofria de insuficiência renal crônica e precisava se submeter a tratamento de hemodiálise em dias alternados; enquanto a máquina filtrava e depurava seu sangue durante uma manhã inteira, ele não perdia seu tempo, não deixava o tempo passar lendo revistinhas ou jornais. Ele ganhava tempo com a Palavra de Deus, lendo a bíblia. Enquanto a máquina limpava e purificava seu organismo, a Palavra de Deus limpava e purificava a sua alma!
A bíblia fechada é um livro como qualquer outro; aberta, é a boca de Deus falando ao leitor. A bíblia não é simplesmente um livro que conta a história de um povo, a vida de Jesus ou dos apóstolos. A bíblia nos apresenta a revelação divina ao longo da história, através dos patriarcas, dos profetas, e que culmina com Jesus, o próprio Deus encarnado. O Evangelho não são só palavras impressas em folhas de papel, tampouco é simplesmente uma boa nova; o Evangelho é revelação! Como tal deve ser lido; em atitude de reverencia, de oração.
A palavra chega até nós pelos olhos quando lemos a bíblia, pelos ouvidos, quando ouvimos uma pregação, passa pela nossa mente e vai ao coração, onde frutifica e tem o efeito de mudar a nossa vida. Mas não deve ficar guardada, deve refluir até nossos lábios e ser proclamada, passada a outros que necessitem de conversão. Temos que anunciar Jesus, pregar a sua palavra. Para isso temos que ser íntimos de Deus, ter fé inabalável, perseverantes na oração e principalmente falar a verdade, pois iremos anunciar a verdade, o caminho e a vida.
O melhor exemplo de pregador é o próprio Jesus. Ele anunciou com maestria o reino de Deus. O segundo é Paulo, o grande divulgador do Evangelho. Paulo não só proferiu a palavra verbalizada, como a palavra escrita; a maior parte do Novo Testamento é obra de Paulo. Depois Pedro, que pregava com simplicidade. Era direto e objetivo; com poucas palavras convertia multidões.
Para Deus não há tempo. O tempo é uma invenção humana e o homem se tornou prisioneiro do tempo. Muitos pregadores caem na armadilha do tempo, supondo que boa pregação é pregação longa, demorada. Há belas pregações em 1 hora, como há belas pregações em 10 minutos. O que importa não é a extensão, mas o conteúdo da pregação e que o ouvinte possa assimila-la.
Deus nos convoca para anunciá-lo e quer de nós uma resposta. Quando digo nós, não refiro-me somente a quem está ministrando, refiro-me também a assembléia dos grupos de oração , da comunidade, do povo de Deus. Convide alguém que esteja afastado da igreja a vir à missa e depois lhe fale de Jesus. Visite um doente, ore por ele, fale a ele do amor de Deus, independentemente da situação difícil em que ele possa se encontrar. Não tema, não se acanhe em anunciar Jesus às pessoas. Eu, você, nenhum de nós é capaz de mudar o mundo, mas podemos – e temos o dever de faze-lo – mostrar, apresentar aquele que tudo pode mudar, que faz novas todas as coisas: Jesus Cristo.

Carlos Nunes

sábado, 25 de setembro de 2010

Caridade-Dom maior


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade sou como o bronze que soa, ou como o cimbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda ciência, mesmo que tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens aos pobres e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!” (1Cor 13,1-3).
Se não tiver amor de nada valho. Na vulgata lemos “caritatem”, de caritas: amor. Na versão grega dos setenta o termo é “agaphn” (ágape), que significa amor incondicional, amor pleno. Muitos confundem caridade com o gesto de doar algo a alguém. Dar esmola a um mendigo, ajudar materialmente aos mais carentes, alimentar um faminto, etc. Isto faz parte da caridade, mas não é caridade na acepção plena da palavra. (“Ainda que entregasse todos os meus bens aos pobres...se não tiver caridade de nada valeria”).
Portanto, se não houver amor, se a doação não se efetiva por amor e com amor, não é caridade; embora gesto louvável, não é caridade, é filantropia. Não há caridade sem amor. Aliás, seria uma contradição, pois caridade e amor são a mesma coisa.
Outro ponto importante é doar amorosamente sem esperar nada em troca; “a caridade é paciente, não busca seus próprios interesses, tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta”. (cf. 1Cor 13, 4-5.7). Caridade não é “toma lá dá cá”, caridade é amor, e amor incondicional (ágape). Alguém que promova doações de cestas básicas ou serviços sociais comunitários visando granjear fama, poder ou mesmo retorno financeiro, nem mesmo é filantropo, muito menos caridoso.
Caridade então é amar, amar, amar. Partilhar, doar e se doar sem interesse próprio, e esperar, não para si, não uma contrapartida, mas a esperança de ver a alegria e a felicidade do próximo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Católicos do Brasil

Católicos do Brasil, atenção!

Caros irmãos em Cristo, precisamos ficar atentos ao processo de descristianização que tem ocorrido no continente europeu. Na América, o cristianismo ainda é a religião predominante e o Brasil é considerado o maior país católico do mundo. Temos alguns pontos de muita preocupação.

O primeiro deles é que essa “febre anti Cristo” que está acontecendo na Europa, pode chegar também ao nosso continente e, pior ainda, pode chegar bem antes do que a gente pode imaginar. O segundo ponto, também muito preocupante, é a queda do número de católicos para outras religiões cristãs, como as evangélicas e (até mesmo) as espíritas. Isso já é considerado um fato. O número de católicos no Brasil é reduzido a cada ano.O terceiro ponto, tão preocupante quando os demais, é que a grande maioria daqueles que se dizem “Católicos”, não são praticantes da religião. São aqueles que se dizem católicos, mas que só entram na Igreja em dia de casamento ou batizado.

Amigos, esses três pontos são alarmantes. Precisamos nos unir para mudarmos essa realidade e não deixarmos que a nossa igreja entre em decadência aqui no Brasil Mas aí pensamos: o que eu posso fazer pra mudar essa história?

- Podemos atuar na catequese. As crianças são o futuro da nossa religião. Devemos cativá-las, tornar o estudo interessante para elas. É preciso darmos uma base sólida para nossas crianças e adolescentes.
- Pais, pratiquem a religião em casa com seus filhos. Torne sua casa, “a casa do Senhor”. Rezem juntos, conversem juntos com o Senhor. Ensinem aos seus filhos a importância do amor. É com o exemplo da família e na família que tudo o que se aprende é praticado.
- Jovem, mostre que você é diferente. Não caia na idéia dos outros. Convide seus amigos a participar da Missa, dos grupos de jovens, dos eventos de sua paróquia. Não se entregue.
- No trabalho, dê o exemplo. Viva como um cristão. Não participe de fofoquinhas, de intrigas, que normalmente acontecem no ambiente de trabalho.
- Muita oração e atenção, como o Senhor disse: “vigiai e orai”.
- Muito estudo. Precisamos compreender nossa religião. Dedicação e disciplina para estudar e entender a Sagrada Escritura. A Igreja Católica oferece diversos cursos, de longo e curto prazo. Valem muito à pena.

Enfim, quero destacar a democracia, que é um bem precioso que temos em nosso país. Precisamos saber votar. Escolher candidatos do bem, cristãos católicos, que irão lutar em nome do povo por leis que respeitem a vida, o amor, o bem comum e que lutem contra as drogas, o aborto, a promiscuidade e a liberação do uso de armas. Não se esqueça: a vida é uma luta diária. Católicos, vamos fazer a diferença!


Maria Martha
http://fideicognitio.wordpress.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Jesus Salvador




Todos sabemos do amor que Deus tem por todos nós. Todos conhecemos seu amor, sua misericórdia, sua compaixão. Mas eu digo sempre: nunca é demais falar do amor de Deus. Mas muitas vezes nós renegamos esse amor com nossa desobediência, nossos erros. Nos afastamos de Deus e aí construímos uma barreira, uma parede que nos separa de Deus e sua misericórdia, Assim optamos pelo pecado: e o que ganhamos com isso? Nada; só perdemos. Perdemos a vida, perdemos a comunhão dos santos. Porque como diz S. Paulo, primeiro em Romanos, depois em Corintios: O salário do pecado é a morte e os iníquos não herdarão o reino dos céus.
Mas será que isso é uma sentença definitiva? Pequei estou condenado, não tenho mais salvação? Não; até porque Deus é justo e Ele quer a nossa salvação. Ele não quer que nenhum de nós se perca
Vamos voltar no tempo, lá nos primórdios do povo de Deus: O AT diz que o povo hebreu quando pecava e se arrependia, oferecia a Javé um sacrifício expiatório; matava um cordeiro como oferta para remissão dos pecados. E se o arrependimento era sincero, se havia o firme propósito de não mais pecar, o sacrifício era aceito e o perdão concedido. Agora a grande noticia: Deus, Ele próprio, ofereceu o último sacrifício, o sacrifício perfeito para remissão de toda a humanidade: Jesus, seu filho unigênito, nosso salvador. Jesus que já existia desde sempre, que se encarnou e veio ao mundo; nos apresentou a sua proposta, a Boa Nova da Salvação! Como diz João no Evangelho, capitulo primeiro, primeiros versículos: No principio era o Verbo, o Verbo era Deus, e o verbo se fez carne e habitou entre nós. Dos braços de Maria aos braços da cruz a salvação nos foi oferecida. E só Jesus é capaz de fazer isto por nós, como está escrito em Atos 4,12: "Em nenhum outro há salvação, porque debaixo dos céus nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos". Nenhum outro nome foi dado"... E esse nome é Jesus, Jesus de Nazaré, Jesus filho de Maria!
Tomemos a pericope em Colossenses cap.2, versos 13-14: “Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão de vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando definitivamente o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente ao encravá-lo na cruz”. Esse documento era a carta que nos condenava, é a folha corrida dos nossos pecados! É como uma ficha criminal; o criminoso tem uma ficha onde estão relacionados todos os seus crimes. E a nossa ficha foi rasgada, foi pregada na cruz e lavada com o sangue de Jesus, o cordeiro perfeito, sem mácula. A questão é, o sacrifício de Jesus foi suficiente, não precisamos fazer nada? Se fosse tão simples assim, o Senhor me permite o trocadilho, Ele não precisaria ter pregado, bastaria ser pregado... na cruz. Repetindo: Ele não precisaria ter pregado o Evangelho, bastaria ser pregado na cruz. O preço maior Ele pagou, um preço de sangue, mas nós temos que fazer a nossa parte, temos que ser merecedores. Como fazer isso? Temos primeiro que querer; é preciso escolher a salvação. Depois aceitar o senhorio de Jesus ressuscitado em nossas vidas, ou seja, ter fé, confiança e ação. Crer e crer é acreditar e pôr em prática aquilo em que acreditamos. Se você tem fé e exerce essa fé você está se convertendo. Cada dia em que você renova essa conversão é um passo dado em direção à salvação, em direção a Jesus.
Resumindo, Jesus é o único caminho para a salvação, porque debaixo dos céus nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. Basta querer e fazer como Ele nos ensinou. Como disse Maria com toda simplicidade: Fazei tudo aquilo que Ele disser.


Carlos Nunes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nosso Aniversário


Estamos no mês de aniversário. Dezenove anos de grupo de oração. Dezenove anos de evangelização com poder e sob a inspiração do Espírito Santo. Nestes dezenove anos muita gente boa passou neste grupo, tanto na assembléia como no núcleo de serviço. Entre tantas, não podemos nos esquecer de Ana Cândida, a Dona Ana que este mês também faz aniversário; dois anos de vida nova na eternidade. Dona Ana foi a fundadora do grupo de oração e até o fim de sua vida entre nós, exerceu forte liderança com sua presença marcante e carismática (no sentido amplo da palavra). Muitos dos servos que passaram pelo grupo de oração são filhos espirituais de Dona Ana. Fica aqui nossa homenagem a essa mulher de personalidade e temperamento fortes, mas alma extremamente caridosa.
Em comemoração antecipada, ontem dia 13 (o aniversário é no dia 17) vivemos uma tarde de louvor maravilhosa, com a presença do Padre Antônio José da Paróquia N.S. de Fátima, Méier. Pe. Antônio José pregou a Palavra na unção do Espírito Santo e ao final ministrou uma oração de cura, pela qual muitos foram curados de suas mazelas, enfermidades do corpo e da alma, e libertos pelo poder do nome de Jesus. Encerrando a tarde tivemos o momento de confraternização, onde partilhamos nossa ceia de aniversário, entoamos o cântico de parabéns com as bênçãos do Senhor e cortamos nosso bolo, significativamente decorado com a figura de Jesus Misericordioso.
Parabéns Grupo de Oração Jesus Misericórdia e Paz! Local da Paz do Senhor, onde a Graça de Deus acontece e Pentecostes é experimentado. Saudamos também nossa coordenadora Margarida, mulher de Deus que dirige este grupo de oração com suavidade, mas com autoridade outorgada pelo Espírito Santo.

Convidamos voce do Rio de janeiro a nos visitar: Rua Andrade Figueira-158- Madureira.

domingo, 12 de setembro de 2010

Naum 2,1-5 – A Derrota do Opressor



Quando explicamos uma pericope é necessário situar essa palavra no contexto em que ela se passa. Deve se levar em conta o momento histórico e a situação do povo e/ou dos personagens envolvidos. Daí então se tira a Palavra Rhema, ou seja, a mensagem de Deus para nós no momento atual. O livro do profeta Naum nos mostra a destruição de Nínive, que representava o Império Assírio, o qual oprimia todos os povos da Ásia Menor. A Palavra nos mostra a alegria do povo de Israel por se ver livre de tão cruel opressor.
Quem nos oprime hoje? O mundo com seus falsos valores; o diabo com suas tentações. O v.2 diz: (...). Destruidor: o inimigo, o tentador. O inimigo procura colocar empecilhos a nossa vida espiritual; procura afligir-nos com tentações, opressões, obsessões, excessos; tenta induzir-nos a uma vida desregrada, busca desenfreada do prazer, do ter, do poder, da ambição desmedida, da ganância... Por conta disso devemos estar atentos, alertas. Principalmente devemos tomar cuidado com o nosso linguajar, pois todas as vezes que murmuramos contra Deus, quando lançamos imprecações, quando amaldiçoamos, quando falamos palavrões, afastamos os Anjos de Deus; os anjos retiram-se. – Da mesma forma como na oração com poder no nome de Jesus expulsamos os demônios, afugentamos os anjos com palavras de maldição! – Aí o inimigo toma o lugar deles. Cuidado, muito cuidado com o que dizemos. Diz a Palavra de Deus em Mt 15,10: O mal é o que sai da boca do homem. O inimigo é como o leão que ruge pronto a nos devorar, diz Pedro em sua carta primeira; portanto devemos estar sempre vigilantes, revestidos da couraça da justiça, do evangelho da paz e da espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.
O v.1 fala do mensageiro que traz a noticia da queda do opressor. Fala daquele que traz a boa nova da esperança. Quem hoje nos traz esta palavra, nos traz a promessa de libertação e da cura de todos os males, é Jesus. Jesus Cristo Nazareno, Jesus Salvador, Jesus filho de Maria. Jesus, a maior prova do amor de Deus; Jesus, a sublimação, a consumação do amor de Deus Pai pelos homens. Quando aceitamos a salvação, a redenção que Jesus nos trouxe e nos oferece, quando nos deixamos impregnar da presença do Espírito Santo, quando procuramos os irmãos a fim de partilhar os dons recebidos, aí então teremos derrotado o opressor.
Somos produtos do meio em que vivemos. Se pactuarmos, se compartilharmos o que o meio nos oferece, estaremos inseridos nele e faremos parte dele. No entanto, se nos apartarmos, se rejeitarmos o que nos é oferecido, estaremos nele mas não faremos parte dele. Este deve ser o procedimento do cristão: estar no mundo e não ser do mundo.

Carlos Nunes

sábado, 4 de setembro de 2010

Para onde ir


Nos dias de hoje o mundo nos oferece muitos caminhos. Como diz a letra da canção: “Hoje o mundo oferece caminhos demais; você chora, você ri e não se satisfaz...” Caminhos esses muitas vezes (muitas mesmo!) tortuosos e altamente perigosos. Caminhos que, na maioria das vezes, levam à morte, à perdição. Morte no sentido amplo da palavra: corporal, e pior, da alma. Morte corporal, física, pois são caminhos literalmente perigosos. Morte da alma, pois quando o perigo não é material, é transcendental, ou seja, induz ao erro, leva ao pecado. E o pecado, sabemos, leva à morte, morte da alma, segundo São Paulo na carta aos romanos cap. 6, verso 23.
Para onde ir? Continuando a canção: “... Hoje seus passos se perdem na estrada, nem sempre você tem chegada...” O que fazer então? A mesma canção dá a resposta: “... Entregue seu caminho a Deus; entregue seu caminho a Deus!” Eis a solução, eis a resposta; somente Deus nos oferece caminhos límpidos, caminhos retos, caminhos iluminados, caminhos seguros. Os caminhos de Deus convergem para um só, uma única via: Jesus de Nazaré, Caminho, Verdade, Vida. Vereda que ao ser conhecida, percorrida, leva à vida verdadeira, a eternidade. “Desde então muitos de seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. Então Jesus perguntou aos doze: ‘quereis vós também retirar-vos?’ Respondeu-lhe Simão Pedro: ‘Senhor a quem iríamos nós? Só Tu tens palavras de vida eterna’.” (Jo 6,67-68).
A quem você quer seguir? Os discípulos ingratos que abandonaram Jesus, pois não aceitaram sua doutrina e preferiram os caminhos de morte e destruição, ou como Pedro e os demais apóstolos, seguir Jesus e os caminhos de vida plena e abundante, a vida na eternidade?

sábado, 28 de agosto de 2010

Oferta a Deus

Na passagem bíblica em Ezequiel 45,1-4 Deus nos fala de partilha. A partilha da terra; partilha da terra após a volta do exílio. Não é a divisão da terra prometida às tribos de Israel, como citado no livro de Josué. Aqui se trata da redistribuição individual a cada membro das tribos. E uma porção de terra foi reservada em oferta a Deus para construção do templo, da casa do Senhor. Por essa Palavra ele nos pede, ele deseja que reservemos algo para ele!
E Deus pede o que? Deus pede nosso tempo, o dizimo, caridade, um cantinho do nosso coração. Um cantinho do nosso coração no mínimo! Porque na verdade devemos ser inteiramente de Deus, pois somos templos vivos do Espírito Santo. E Deus preenche todos os espaços de seus templos. Então, temos que ser totalmente de Deus; Deus nos quer por inteiro, não uma parte de nós. O que somos devemos ser todo de Deus, o que temos ou fazemos devemos dedicar parte a Deus. Até nesse contexto, se aprofundarmos a reflexão, veremos que Deus é dono de tudo, ele apenas nos empresta, nos cede, nos permite usufruir.
Falemos um pouco sobre dizimo: dizimo não é simplesmente dinheiro para a igreja; é para a obra do Senhor, para manutenção da casa de Deus. É um preceito bíblico e um dos mandamentos da Igreja. Não devemos confundir com oferta, coleta. A oferta é complemento, é adicional às necessidades materiais da Igreja.
Caridade: não é somente dar esmolas, ajudar por pena, dó, ou visando um beneficio posterior. Caridade é amor, é doar com amor e por amor, sem esperar retribuição. Como diz São Paulo em 1 Cor 13: “De que adianta eu doar tudo aos pobres, eu dar meu corpo para ser queimado, se eu não tiver amor. Serei como sino que retine, como bronze que soa...” Caridade sem amor é caridade vã, aliás nem é caridade, é mera filantropia.
Quantos de nós não temos tempo para Deus. Dedicamo-lhe o que sobra, o resto do nosso tempo, às vezes nem isso; nada damos a Deus. Temos tempo para ler jornais, revistas, conversar fiado, ficamos horas diante da televisão e não somos capazes de dedicar trinta minutos – quinze minutos que sejam – para ler a Bíblia, para meditar a Palavra de Deus, para orar ou rezar o terço. Esquecemo-nos que Deus vela por nós vinte e quatro horas por dia. Se você não consegue manter-se em sintonia com Deus enquanto realiza suas tarefas do cotidiano, procure dedicar um tempo ao Senhor; trinta minutos no mínimo, não do que sobra, mas um tempo dedicado exclusivamente para dialogar com Deus.
Sejamos fiéis em nossas ofertas como Deus é fiel em suas dádivas. Finalmente, podemos dizer que esta Palavra também fala do céu. Deus reservou um cantinho para cada um de nós no paraíso. Como diz Jesus em Jo 14,2: “A casa do meu Pai tem muitas moradas. Vou e preparar-vos-ei um lugar”. Nosso lugar, nosso cantinho, não importa se um palácio ou uma casinha modesta, está reservado no céu. Cabe a nós viver de modo que sejamos merecedores de ocupar este lugar. Vivamos dignamente, vivamos com Jesus no coração, busquemos a santidade para que no momento derradeiro, ao findar nossa jornada possamos receber a chave e adentrarmos nossa morada eterna.
Carlos Nunes

terça-feira, 24 de agosto de 2010

RCC


A Renovação Carismática Católica – RCC - é uma maneira de ser Igreja Católica Apostólica Romana, a partir da efusão, ou batismo no Espírito Santo de Deus. Por intermédio de métodos renovados, a RCC prega a Boa Nova de Cristo Jesus, principalmente através da oração e da ação. Tem por princípio básico viver a caridade ensinada e testemunhada por Jesus.
"Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo". (Atos 1,8)
A Renovação Carismática Católica vem em auxílio das necessidades da Igreja. É uma nova manifestação da misericórdia de Deus para com seus filhos.
Tendo em vista que o ser humano afasta-se com muita facilidade da ação divina, o Senhor Deus vem em nosso auxílio, com uma nova efusão do Espírito Santo.
A Renovação Carismática Católica nada mais é do que a Igreja dos primeiros tempos, onde era constante o uso dos carismas do Espírito Santo. Com o passar dos tempos, foi-se deixando de lado a prática desses carismas, que nos foram dados para a prática da caridade. Até mesmo o doador desses carismas,
nosso Santificador, passou a ser pouco mencionado.
O Espírito Santo é a força motriz da nossa fé. É Ele quem nos revela Jesus, e quem nos desperta para as coisas de Deus.Não podemos separar a Trindade, exaltando apenas o Pai ou o Filho. O Pai Criador, o Filho Redentor e o Espírito Santificador devem estar juntos e presentes em nossa vida espiritual. A Trindade forma um elo indissolúvel. Isto significa que é preciso deixar Deus Trino agir em nós. É o Espírito Santo quem nos revela Jesus, que por sua vez
nos leva ao Pai. O Espírito Santo é Deus agindo em nós.
A célula da Renovação Carismática Católica são os Grupos de Oração. Através deles os fiéis têm a possibilidade de um crescimento efetivo na sua vida espiritual. Igreja é comunidade, por isso é um grande erro afirmar que o crescimento espiritual se faz individualmente.
Normalmente, os Grupos de Oração promovem reuniões de louvor, Batismo no Espírito Santo,pregação, entre outros, que ajudam o crescimento espiritual, pelo conhecimento da fé e orações especiais, que nesses momentos são mais intensas.
A Renovação Carismática Católica segue uma espiritualidade própria, baseada na experiência de Deus, através do batismo no Espírito Santo e no uso dos carismas em prol do benefício de todos os fiéis.
Seu objetivo principal é atrair os católicos não praticantes, mostrar a eles a grande riqueza que é a nossa Igreja. É tida como porta de entrada para uma religiosidade mais profunda. O importante é o sopro de Deus, que desperta
algo novo em nós e dá um novo sabor as coisas divinas.
Não é uma Igreja dentro da Igreja. É a Igreja em movimento. É o resgate da Igreja nascente, tão novo quanto antigo.

O que é a Renovação Carismática Católica?

O movimento carismático, que nestes últimos anos está congregando milhões de fiéis no Brasil e no mundo inteiro, é marcado pela vinda do Espírito Santo no Pentecostes, narrada nos Atos dos Apóstolos, cap. 2, quando os discípulos de Jesus, após Sua
ascensão, estavam reunidos no Cenáculo, todos com muito medo. Entre luzes e fragores, desceu sobre eles o Espírito Santo sob forma de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. A partir disso, aqueles homens rudes transformaram-se, encheram-se de novo ânimo, saíram às ruas e praças e começaram a evangelizar.
Dom das línguas, entusiasmo, renovação, dom da cura, louvor, são alguns dos carismas do Espírito Santo que sempre acompanharam os evangelizadores. E acima de tudo, uma experiência de conversão a Jesus, mas não de uma conversão simplesmente baseada na aceitação dos dogmas da fé, mas de conversão fruto de uma experiência pessoal com Jesus Cristo, o Deus vivo, que invade a vida e transforma todo o ser.

A Renovação Carismática repete, hoje, o que aconteceu com os apóstolos naquele dia do Pentecostes por obra do Espírito Santo. Porque foi somente com o Pentecostes que os apóstolos compreenderam o que significavam aquelas línguas de fogo, aquele vento impetuoso, aquele dom das línguas, aquela possibilidade de, ao pronunciar o nome de Jesus, poder dizer a um aleijado: levanta-te e anda!
O mesmo acontece hoje: o Espírito Santo precipitou-se sobre a Igreja como naquele tempo e está repetindo os prodígios de então!

A Renovação Carismática Católica, portanto, é:

Recriar a atmosfera espiritual das primeiras comunidades cristãs, para a qual o Espírito Santo não era uma abstração teológica, mas vida, força, orientação, entusiasmo;
Redescobrir um tesouro oculto na alma desde o nosso Batismo: uma fonte de água viva que deve ser utilizada e aproveitada ao máximo;
Descobrir Cristo vivo, íntimo, cujas palavras adquirem um significado novo e surpreendente;
Reabastecer o coração com novas energias que se chamam paz, alegria, força, otimismo;
Reencontrar o gosto pela oração e o amor pelos sacramentos;
Viver uma vida de intimidade com Deus, sob a direção do Espírito Santo.
E dentro desse espírito de conversão total, passam a ter muita importância a participação na Eucaristia, a adoração do Santíssimo Sacramento, a devoção a Nossa Senhora com a reza do terço, a oração e os cânticos de louvor, de agradecimento e de pedido a Deus Trindade.

O vento sopra onde quer - disse Jesus - e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai; assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito”.(Jo 3,8).

















sábado, 21 de agosto de 2010

Magnificat


Magnificat, anima mea Dominum
Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humillitatem ancillae sue ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenes, timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis suis.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis, et divites dimisit inanes.
Suscepit Israel puerum suum: recordatus misericordiae suae.
Sicut locutus est patres nostros, Abraham et semini eius in secula.
(Lc 1,46-55)

domingo, 15 de agosto de 2010

Único Caminho

Deus servia-se dos povos vizinhos como instrumento de punição ao povo de Israel. Punição, não castigo, pois como fora dito anteriormente Deus não castiga, Deus adverte, Deus permite a tribulação como lição e forma de provação.
O capitulo 18 do livro de Isaias, fala do reino da Núbia – Os núbios dominaram o Egito durante longo período, na 25ª dinastia egípcia. Eles buscavam aliança com os israelitas contra os Assírios, que os ameaçava. Isaias exortava o povo de Deus a não se aliar a povos pagãos; que confiassem no Senhor dos Exércitos, que o Senhor os livraria de toda ameaça. Ou seja, a única e efetiva aliança era a aliança com Javé.
Hoje o mundo nos diz: todos os caminhos levam a Deus. E muitos de nós, ingenuamente, acreditamos. Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim. Quem disse isso? Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará nas trevas. Quem disse isso? Jesus, Jesus Cristo. E quantos Jesus Cristo existem? Um, um só! Então só há um caminho! Senhor, a que outro eu iria se só tu tens palavras de vida eterna... disse Pedro a Jesus. Diga você também meu irmão: Senhor, a que outro eu iria? Só tu ns palavras de vida eterna...
Em Mt 6,24 diz Jesus...(...). Não se pode beber o cálice da salvação e ao mesmo tempo a taça de veneno! Não se toma impunemente o corpo e sangue do Senhor na sagrada Eucaristia e depois vai bater tambor num terreiro de macumba; seguir caminhos opostos é impossível.
Em nossa reunião de núcleo, enquanto buscávamos discernimento para a Palavra dada (Isaias 18), a atenção de uma serva do grupo de oração foi despertada para o versículo 4 . Não foi à toa, pois Deus não nos chama a atenção por nada. Este é o ponto central da mensagem de Deus para este momento. Eis o que diz o v.4: ...(...). Do alto de seu trono de glória Deus derrama amor, misericórdia e sobretudo justiça. Tenhamos abertura de coração para a Palavra, de modo que sôbre nós caia a suavidade da misericórdia e não o peso da justiça divina. Isso porque: v.5...(...). Você quer ser colhido antes de amadurecer? Quer ser cortado rente e arrancado pela raiz? Ouça, acolha, e mais que tudo, viva a Palavra. Indo até o v.6...(...). Se você se sente abandonado, ou melhor, se você se deixou abandonar por Deus, o inimigo vai tomar conta de você e você poderá servir de pasto aos abutres. Mas Deus não quer isso, ele jamais nos abandona. Deus quer nossas almas a seu lado, não ardendo no fogo eterno do inferno. Ele quer nos salvar; para isso nos enviou Jesus que morreu e ressuscitou por nós, Jesus, o Cordeiro de Deus, o cordeiro imolado, nossa páscoa.
No inicio foi afirmado que nem todos os caminhos levam a Deus. Renuncie ao que não é de Deus. Renove em seu coração a renúncia ao mal caminho, aos caminhos tortuosos que porventura você tenha trilhado. Entregue seu caminho a Deus. Porque Deus é bom, justo, maravilhoso, mormente àqueles que nele confiam e entregam-se de coração.
Carlos Nunes

domingo, 8 de agosto de 2010

Palavra da Igreja


Falas de João Paulo II à Renovação Carismática: “Como não dar graças pelos preciosos frutos espirituais que a Renovação gerou na vida da Igreja e de tantas pessoas? Quantos fiéis leigos - homens e mulheres, jovens, adultos e anciãos – puderam experimentar na própria vida o maravilhoso poder do Espírito e dos seus dons! Quantas pessoas redescobriram a fé, o gosto pela oração, a força e a beleza da Palavra de Deus, traduzindo tudo isso num generoso serviço a missão da Igreja! Quantas vidas mudaram de maneira radical! Por tudo isto, hoje, juntamente convosco, desejo louvar e agradecer ao Espírito Santo”.– À RCC na Itália, 04/04/1998.
“No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos cansei de invocar: Vem ó Espírito Santo! Vem! Vem !” – 14/03/2002.
“A Igreja e o mundo têm necessidade de santos, e nós somos tanto mais santos quanto mais deixamos que o Espírito Santo nos configure com Cristo. Eis o segredo da experiência renovadora da ‘efusão do Espírito’, experiência típica que caracteriza o caminho de crescimento proposto pelos membros de vossos Grupos e das vossas comunidades”.– L’Osservatore Romano, 30/03/2002.
“Graças ao movimento carismático, tantos cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, têm redescoberto Pentecostes como realidade viva e presente na sua existência cotidiana. Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um renovado salto de oração, de santidade, da comunhão e de anúncio”.– 29/05/2004.
Eis um verdadeiro reconhecimento pontifício da identidade da Renovação Carismática Católica, bem como um mandato e direcionamento ao movimento: apostolado da efusão do Espírito Santo e difusão da cultura de Pentecostes.

sábado, 31 de julho de 2010

A BATALHA



Não nos deixemos enganar. A guerra midiática travada contra a igreja ao redor dos escândalos sexuais de alguns sacerdotes não é uma batalha pela moralidade, nem uma preocupação com a castidade dos menores envolvidos (...).
É extremamente significativo que as mesmas pessoas que rasgam as vestes diante dos escândalos sexuais de padres não façam nada para tutelar a pureza dos menores. Mas, ao contrário, apóiam a distribuição gratuita de camisinhas e lubrificantes sexuais aos nossos filhos, nas escolas publicas e postos de saúde. Trata-se da mesma corja que patrocina programas de deseducação sexual em TVs abertas alardeia como “direitos sexuais” as depravações da moda. Não posso crer que esses lobos ferozes, que em sua maioria leva uma vida muito distante da castidade cristã, tenham se transformado milagrosamente em uma legião de anjos da guarda que zelam pela pureza de nossos filhos. Diria que mais se parecem com aqueles abutres que rodeiam um animal ferido e que fazem o possível para lhe abreviar a agonia, a fim de tirar proveito o quanto antes de sua carcaça.
E a vitima quem é? Um punhado de padres pedófilos? Não, mas sim o sacerdócio católico.
Não nos iludamos. Esta reação em massa não se explica apenas como um empreendimento humano. São Paulo nos lembra que não é contra a carne e o sangue que lutamos, mas contra os espíritos malignos espalhados pelo espaço. (cf Ef 6,12).

Pe. Paulo Ricardo – Arquidiocese de Cuiabá.

domingo, 25 de julho de 2010

Nossa Casa Nossa Benção

Nós que louvamos e servimos a Deus na Renovação Carismática Católica ajudemos a construir nossa sede nacional, a nossa casa de formação! É tempo de construir e reconstruir. "...Se voltardes a mim, se observardes os meus mandamentos e os praticardes, mesmo que estejais deportados as extremidades do céu, vos reunirei ali, vos farei retornar ao lugar que escolhi para estebelecer nele a morada do meu nome." (Nee 1,9)

Amor de Deus e Salvação



Meu irmão, minha irmã, tome sua Bíblia. O que você tem nas mãos não é um simples livro. Você tem nas mãos a Palavra de Deus, a Palavra Viva do Deus Vivo. As verdades incontestáveis da Sabedoria Divina; a marcha da Revelação Divina através da história da humanidade. É também um manual de vida, com ensinamentos que nos levam ao caminho da retidão moral e da justiça. Ao longo dos aproximadamente três mil anos em que foi escrita, Deus se apresenta a humanidade e nos oferece o caminho da salvação: Jesus Cristo.
Abra sua Bíblia no Salmo 103(104); vamos ler do versículo 5 ao 16 (...)... Eis um hino de louvor à criação. Deus nos criou por amor; criou o Universo para que servisse de suporte a Terra; criou a Terra para que servisse de pedestal a sua obra-prima: nós. Deus não nos criou porque estivesse só, não; Deus nos criou porque amava, ama e nos amará sempre. Nos criou à sua imagem e semelhança; imagem porque somos reflexos de sua vontade, semelhança porque fomos criados para sermos perfeitos e se não o somos é por culpa nossa, que desobedecemos e perdemos a pureza original. Quando os primeiros seres humanos, Adão e Eva, caíram em tentação e pecaram desobedecendo a Deus, perderam a intimidade que tinham com ele. Ao longo do tempo o homem vem pecando, se penitenciando, sendo perdoado – por pura misericórdia – mas cai de novo, muitas vezes tropeçando na mesma pedra. Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa de suas abominações, mas Deus salvou Lot e sua família. O dilúvio cobriu a terra, mas Deus salvou Noé e os seus. O povo hebreu estava cativo no Egito e Deus suscitou Moisés a libertá-los; mas o povo era renitente, teimoso; pecava por idolatria e murmuração, mas Moisés intercedia por eles e Deus os perdoava. Mais tarde, o povo escolhido sacrificava animais em holocausto expiatório para se livrar dos pecados e se o arrependimento era sincero, Deus os perdoava, não pelo sacrifício em si, mas pela contrição do coração. Contudo, já não havia arrependimento, os sacrifícios se tornaram mera formalidade, sem o firme propósito de renunciar verdadeiramente ao pecado e Deus irritou-se. Em Is 1,11 Deus diz: “De que me serve a multidão de vossas vitimas?” Deus quer o coração do homem, o teu coração, o meu coração. Deus quer nos perdoar, nos salvar e para isso ofereceu a si mesmo em sacrifício, o último sacrifício de sangue, o sacrifício perfeito: Jesus, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! Jesus foi para a cruz para nos salvar e já nos salvou. Pelo sangue precioso de Jesus fomos lavados de todo o pecado. Mas... Há um porém: é preciso que desejemos a salvação, que sigamos Jesus, até mesmo no calvário se necessário; que assumamos nossa dependência a ele, que nos submetamos a seu senhorio. Jesus morreu e ressuscitou por nós. Ele não está mais na cruz nem no sepulcro; está vivo no meio de nós. A ressurreição de Jesus é garantia que existe a eternidade esperando por nós.
Por amor fomos criados, por amor somos perdoados e por amor fomos remidos. Sejamos merecedores da Salvação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

XXIX Congresso Nacional da RCC

Servos do G.O. no Congresso Nacional da RCC
Expominas - Belo Horizonte-MG

Servos do G.O. e Eugenio Jorge










segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vivendo Pentecostes


Estamos voltando do XXIX Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica, realizado em Belo Horizonte, MG. Vivemos lá a graça de um novo pentecostes. Na realidade a continuidade de uma graça perene. Em 2010 o tema do congresso foi “Proclamai a Palavra, anunciai a Boa Nova”. Mais que exortação, uma ordem: proclamai, anunciai (imperativo); não é proclame, anuncie (um pedido). Portanto ao retornarmos a nossas casas, nossas comunidades, nossas paróquias e grupos de oração, temos o dever de aprimorar, reavivar, consolidar nossos ministérios, sejam de pregação, ensino ou formação. Ensinar e formar novos servos através catequese profunda. Pregar querigmáticamente, no intuito de evangelizar prioritariamente os batizados que vivem de forma pagã, e a partir daí todo o resto: “...sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra” (At 1,8b).
Que os frutos desse congresso nacional da RCC permaneçam em nós. Indo além, que gerem novos frutos. Este congresso mal terminou e já deixa saudades. Esperamos ansiosamente o trigésimo. Deus seja louvado.

domingo, 11 de julho de 2010

Deus nos trata com justiça



Abordaremos a equidade. Equidade significa justiça; justiça natural e aqui, justiça divina. Deus trata cada um segundo seus méritos, ou seja, conforme nosso merecimento. Leiamos Sab 16,1-10 (...).
O que lemos nos remete ao livro do Êxodo, as dez pragas do Egito.
As tribulações acontecem, não por vontade de Deus, não são enviadas por Deus como castigo, mas para nos advertir. As tribulações acontecem porque muitas vezes nos afastamos de Deus e nos tornamos vulneráveis. Isso não significa que não teremos tribulações se estivermos com Deus, até porque caminhar na fé não é estar vacinado contra os males do mundo. Não podemos nos esquecer que Jesus para ser glorificado teve antes, que passar pela cruz. E muitos de nós seremos provados na tribulação! Tribulação, dores, decepções, todos teremos, mas se estivermos vivendo nossa fé em Cristo Jesus, o mal pode até afetar nosso corpo, pode até mesmo afetar nossa mente, mas nunca vai afetar nossa alma, nunca a nossa alma! Ao passo que estando longe de Deus, vivendo e gostando do pecado, o mal irá “torcer”a nossa alma, machucar, dilacerar a alma e a dor nos atingirá profundamente. Por isso é muito importante que creiamos naquele que se fez homem e deu a vida por nós; verteu seu sangue por mim, por você, por todos.
Pela cruz, Cristo nos salvou, pela cruz Cristo remiu o mundo inteiro, pela cruz fomos libertos do pecado. Jesus morreu na cruz humano e ressuscitou glorioso, divino. Pelo sangue de Jesus a cruz foi transformada de instrumento de suplicio em símbolo de salvação.
O versículo 6 diz: (...). Isto tem um significado muito importante. O que é para nós a serpente de bronze? Ela prefigura Cristo na cruz. Olhe para a cruz e veja o penhor da nossa salvação.
Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua casa, diz a Palavra e a Palavra de Deus é verdadeira. Mas será tão simples assim? Jesus nos salvou, pela fé somos justificados, mas temos que viver a fé, viver na fé, viver pela fé. Temos que nos colocar debaixo da cruz e deixar que o sangue de Jesus goteje em nossa cabeça! Mas como? Jesus foi crucificado há dois mil anos atrás... Mas ele esta vivo, ele está no meio de nós e oferece todos os dias sua carne e seu sangue. É preciso que abramos nosso coração e entreguemos a Jesus para que ele faça morada plena em nós. O crucificado nos salvou, o ressuscitado quer nos curar e libertar!
Carlos Nunes

domingo, 4 de julho de 2010

Coroa Indestrutível

Perdemos a Copa do Mundo. E daí? É só um jogo. Jogos nem sempre nos são favoráveis; às vezes ganhamos, às vezes perdemos, por mais que nos julguemos melhores e talvez até sejamos. Mas mesmo se ganhássemos o último jogo, chegaria o dia em que, fatalmente, seriamos derrotados nesta ou em outra Copa. Então o que importa verdadeiramente é lutar por algo que seja definitivo, que jamais nos será tirado, a coroa indestrutível de que nos fala o Apostolo Paulo em sua carta aos corintios, cap. 9, versos 24 e 25: “Nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o premio. Correi pois, de tal maneira que consigais. Todos os atletas se impõem muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível”. Esta é a coroa final, o troféu da glória eterna.
Esse troféu só podemos conquistar com uma vida em Cristo, segundo moção do Espírito Santo. Não é um jogo, é uma corrida de obstáculos onde não há adversários, há companheiros; não há ninguém a vencer (Nossa luta não é contra a carne e o sangue... - cf Ef 6,12), há irmãos a compartilhar. O adversário, o verdadeiro inimigo a vencer não é nosso próximo; está em nós mesmos (a concupiscência) e a nos afrontar, as investidas do maligno. Portanto, guardemos a fé, caminhemos firmes, passos largos na via traçada para nós, caminho, verdade, vida: Jesus de Nazaré. Como Paulo, possamos também dizer: “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7).
Copas do Mundo podem ser roubadas. Surrupiadas sorrateiramente pelo apito de um árbitro tendencioso ou literalmente furtada (cadê a Jules Rimet?). Mas a coroa da vitória em Jesus ninguém nos tira, pois em Cristo somos mais que vencedores.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pontífice


No dia 19 de junho aconteceu o encerramento do Ano Sacerdotal. Durante este tempo houve um grande esforço, em toda a Igreja, para uma renovação profunda da graça da ordenação sacerdotal no coração de todos os sacerdotes. Retiros espirituais, orações especiais pelos sacerdotes, pregações, pronunciamentos, artigos e livros escritos sobre a importância, a santidade, a grandeza e a necessidade imprescindível dos sacerdotes na vida do povo de Deus.
Sacerdotes são homens e como tal, sujeitos a tentações, quedas, ao pecado; assim, nem todos são santos, no entanto o padre é constituído para ser um bom pastor, a fim de pastorear as ovelhas que não suas, mas de Jesus. Não importa se a placa de sinalização esteja colocada sobre um pau podre ou um poste enferrujado, o importante é o sinal. Mesmo sendo homens e pecadores como todos nós, os sacerdotes são representantes de Cristo e portadores da graça sacramental. O sacerdote no efetivo exercício de sua missão é o embaixador da corte celeste, o digno representante de Cristo. Esta autoridade foi conferida a Pedro por Jesus, e por extensão a todos os apóstolos. O Papa, sucessor em linha direta de Pedro e os Bispos, legítimos sucessores dos apóstolos delegaram esta autoridade a seus auxiliares, os presbíteros. “Em verdade todo pontífice é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Sabe compadecer-se dos que estão na ignorância e no erro, porque também ele está cercado de fraqueza. Por isso, ele deve oferecer sacrifícios tanto pelos próprios pecados, quanto pelos pecados do povo. Ninguém se aproprie desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4).
O Ano Sacerdotal termina, mas os sacerdotes prosseguem, reanimados a gastar gratuitamente suas vidas para pastorear o povo de Deus. Todo enriquecimento espiritual de cada sacerdote ocorrido ao longo do Ano Sacerdotal, ocorrerá no transbordamento de toda espécie de bênçãos para o bem de todos os católicos por eles servidos.

domingo, 27 de junho de 2010

A Salvação

Jesus... Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual podemos ser ser salvos. (cf. At 4,12)

sábado, 19 de junho de 2010

Memorial de Sacrificio




A leitura bíblica de Ez 46,1-6 descreve prescrições para uma cerimônia ritual. Em dias determinados haveria sacrifícios, holocaustos; a tudo isso o povo era convocado a comparecer. Transpondo para os dias atuais, podemos comparar – guardando naturalmente as devidas proporções – com nossa missa dominical. Deus poderia nos ter dado a passagem do Evangelho onde Jesus institui a eucaristia, ou a passagem de Atos dos Apóstolos em que a comunidade se reunia no primeiro dia da semana para celebrar a ceia do Senhor, a fração do pão. Mas Ele nos deu essa Palavra e com um propósito: Ele quer nos mostrar que o sacrifício da missa é um preceito, é lei!
A Santa Missa é a rememoração do Evangelho; vida, paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus, o cordeiro sem mácula, que se doa a cada missa. Jesus, presente na Palavra proclamada, com presença real na Eucaristia, presente nos corações de cada fiel que efetivamente participa da celebração eucarística. Jesus, homem e Deus, de quem diz Sto. Agostinho: “Jesus era tão homem que não parecia Deus, e ao mesmo tempo tão Deus que não parecia homem”.
Jesus enquanto homem teve ações corriqueiras como qualquer um de nós, menos o pecado. Nunca foi político, revolucionário, ou instigador das massas populares; foi profeta. Portanto não temos que nos preocupar com o Jesus histórico, sim com o Jesus divino, o Emanuel, Deus conosco. Jesus histórico deixemos com os historiadores e suas especulações. Há alguns até que tentam provar que Jesus nunca existiu. Argumentam que historiadores de renome na antiguidade não citam Jesus; e quando há citações fora da bíblia (esta para eles não conta) dizem que são documentos e escritos fraudados. A falta de fé endureceu seus corações e cegou-lhes a alma. Graças a Deus por Jesus não ser citado simplesmente como um personagem histórico, pois por certo sua doutrina seria totalmente deturpada. Por sabedoria e previdência divina isso não aconteceu.
Certa vez Jesus perguntou aos apóstolos: “Que dizem quem sou?” Pedro respondeu: “Tu es o Cristo, filho do Deus vivo”.Ele pergunta o mesmo a vocês agora. Para vocês quem é Jesus? Em várias passagens bíblicas Ele mesmo dá respostas: Para aqueles que ainda não conhecem Jesus, Jo 10,10.(...). Para quem vive nas sombras do pecado, Jo 8,2 (...). Para quem já deu o primeiro passo, Jo 14,6 (...). Para quem confia, assumiu um compromisso com Deus, Sl 22 (23),1. Finalmente, como S. Paulo em Gl 2,20 (...). Aquele que se entregou inteiramente a Jesus. Para este Jesus é o centro de sua vida, o Senhor absoluto de tudo, ouve e obedece a Deus; tem vida de oração. É comprometido com a igreja, os sacramentos, à comunidade. Se assim formos, totalmente dependentes de Deus, seremos merecedores de toda graça. Então, quando batermos à porta estreita, esta se abrirá e seremos recebidos por Maria, que com um sorriso, nos tomará pela mão e nos levará até Jesus na glória eterna.
Carlos Nunes