sexta-feira, 21 de julho de 2017

Àqueles que zelam pelas coisas de Deus nada faltará


“Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, porque nada faltará aos que o temem. Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada” (Sl 33).
Quero lhes falar, hoje, sobre o temor ao Senhor, pois isso toca ao meu coração.
Meus pais sempre me ensinaram que devemos temer a Deus, mas não no sentido de medo propriamente dito, pois o temor verdadeiro é aquele que respeita, que não faz algo de errado, porque não quer machucar quem ama, e é este o temor que o Senhor nos pede. Um temor de respeito, de santidade, de querer fazer o que é justo. É isso que Deus espera de nós.
Ao ler esse trecho do Salmo, refleti que àqueles que zelam pelas coisas de Deus nada faltará, mas não é a abundância que muitos pregam, mas é o amor, a esperança, a paz, a alegria… Deus dará o material também, mas o essencial Ele nunca deixará faltar.
Meus irmãos, para ser de Deus há uma grande exigência, mas há também uma grande recompensa, que é o céu. Não teremos aqui na terra todas as alegrias, porque o melhor está reservado para aqueles que temem a Deus no céu.
Deus nos abençoe.
Seu irmão,

Wellington Jardim (Eto)
Cofundador da Comunidade Canção Nova  

sábado, 15 de julho de 2017

Como combater a preguiça espiritual?

Como toda doença, antes de se saber como curá-la, é preciso identificar a sua causa.
O Catecismo da Igreja se refere à preguiça da seguinte forma:
Outra tentação, cuja porta é aberta pela presunção, é a acídia (também chamada ‘preguiça’). Os Padres espirituais entendam esta palavra como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligencia do coração. ‘O Espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Quando mais alto se sobe, tanto maior é a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria. Passa a ter mais confiança, a perseverar na constância. (CIC, §2733)

A vida de oração do cristão pode ser marcada por dois excessos: a presunção e o desânimo. O primeiro excesso faz com que a pessoa julgue ter alcançado o grau máximo de comunhão com Deus, ou seja, já se considere santa. O segundo está relacionado à aridez espiritual. Acontece quando “… o coração está desanimado, sem gosto com relação aos pensamentos, às lembranças, aos sentimentos, mesmo espirituais” (CIC,§2731) e a pessoa acaba prostrada, sem forças, desanimada.
A presunção, em última instância, é a mãe da preguiça espiritual. Jesus sempre insistiu na necessidade de o cristão estar acordado, vigilante, esperando pela volta do seu Senhor. A presunção, juntamente com sua filha, a preguiça, acaba com essa vigilância. Quem nela se acomoda corre o grande risco de perder-se.


O cristão é alguém que precisa manter-se acordado, alerta, enquanto o mundo dorme. É como uma pessoa tem os pés cravados no chão e não subsiste num mundo de fantasia, de sonhos, de faz-de-conta. Uma pessoa que sabe que para alcançar a salvação, para manter a sua fé, precisa estar sempre alerta, sempre vigilante, ou seja, tem consciência de que deve lutar para não dormir.
A fé exige um esforço porque existe uma tendência no homem de sair da realidade e entrar nas falsas promessas de felicidade contidas em cada tentação, em cada pecado. Por isso, é uma luta a vida do homem sobre a terra (Cf. Jó 7,1).

A preguiça espiritual deve ser combatida com a ascese, a vigilância e o cuidado do coração que exerce sobretudo na oração, no ouvir a Deus, deixá-lO falar, mesmo quando o ouvir não seja agradável.
Retirado do livro: “A Resposta Católica”. Padre Paulo Ricardo. Ed. Cléofas e Ecclesia


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Vinde, Espírito Criador!


Estamos celebrando a grande Solenidade de Pentecostes, onde recordamos a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e Nossa Senhora, que estavam reunidos no cenáculo. Nesse evento, podemos perceber o efetivo cumprimento da promessa: "Depois de tudo isso, derramarei o meu espírito sobre todos os viventes. E, então, todos os vossos filhos e filhas falarão como profetas: Os anciãos receberão em sonho suas mensagens e os jovens terão visões" (Jl 3,1). Ou ainda como escutamos na liturgia do domingo passado, da Ascensão do Senhor: "Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra”(At 1,8).
O Senhor derramou o Espírito Santo para que os discípulos pudessem ser autênticas testemunhas, anunciando Jesus Cristo em todos os cantos da terra. Ele não quer que nós fiquemos parados olhando para o céu (cf. At 1,11)! O Espírito Santo nos dá a coragem e a ousadia para anunciarmos o nome de Jesus Cristo por onde quer que estejamos. Esse é o estado de missão que a Igreja tanto nos pede.
Se olharmos a Sagrada Escritura, enquanto não receberam a Força do Alto, os discípulos permaneciam trancados, com medo (cf. Jo 20,19). Podemos concluir então que os discípulos não receberam o Espírito Santo porque eram fervorosos, mas se tornaram fervorosos porque receberam o Espírito Santo! Esse é o segredo para nós: Viver uma vida segundo o Espírito!
Pentecostes é, além disso, considerado o acontecimento fundacional da Igreja Católica. Em uma de suas pregações, o Frei Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, apresentou duas linhas de força do Pentecostes: "Todos ficaram cheios do Espírito Santo" (At 2,4) e "...todos nós os escutamos anunciando as maravilhas de Deus em nossa própria língua." (At 2, 11).
Estamos em plena festa do Jubileu de Ouro da Renovação Carismática no mundo. "A RCC é um dos grandes sinais do despertar do Espírito e dos Carismas na Igreja. A experiência do Espírito Santo em Pentecostes levou a Igreja a descobrir a figura de Jesus e seus ensinamentos. O Paráclito, prometido por Jesus, conduz os discípulos à 'verdade plena' sobre o Pai e o Filho."
Quando Jesus enviou o Espírito Santo, conforme havia prometido, deu uma ordem a seus discípulos: "Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." Essa missão para todos nós, batizados no Espírito Santo: Sermos testemunhas do Senhor, em todos os cantos da terra, anunciando com intrepidez Sua Palavra e andando conforme o Espírito (cf. Gl 5, 25).
 Pe. Heldeir Gomes Carneiro

Coordenador Nacional do Ministério Cristo Sacerdote