domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL 2011

"E deu a luz seu filho promogenito e envolvendo-o em faixas, reclinou-o em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria" (Lucas 2,7)


Não havia lugar para eles... Na noite de Natal em muitos lares, inclusive lares cristãos, comemora-se tudo, só não celebra-se a vinda do Senhor ao mundo, a encarnação da Palavra Divina. Não seja assim em nossas casas.

O G.O. Jesus Misericórdia e Paz deseja a todos os irmãos, amigos e leitores deste blog, um santo e alegre Natal. Que sejam inundados da graça, paz e harmonia que só Jesus pode dar na plenitude.
Desejamos a vocês e seus familiares um Santo, Abençoado e Feliz Natal!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nem só de pão vive o homem


Nessa época percebemos uma grande agitação nas pessoas, um burburinho nas ruas, as lojas repletas. O consumismo é acelerado, desenfreado para muitos.  Tudo em nome dos festejos de fim de ano. Natal e réveillon se fazem presentes, presentes se fazem no Natal.  As ceias de Natal e passagem de ano são imprescindíveis; os mimos, as lembrancinhas, importantíssimos. Daí a agitação das pessoas, o burburinho das ruas; nos bairros comerciais o transito  normalmente intenso cotidianamente, torna-se caótico nos meados do mês de dezembro.

É o espírito do Natal, dizem. Será? Pessoas apressadas se esbarram, se atropelam, ao invés de um pedido de desculpa se irritam, se xingam; nas lojas disputam (quase aos tapas) os últimos itens de promoções e ofertas; no transito, buzinaço, falta de polidez ao volante, pressa irracional. Para que? Para ter uma noite serena no Natal e alegre no ano novo? Para alguns. Para muitos, muitos mesmo, serão noites de bebedeira e de excessos (por conta da bebida). Para outros, tristeza e abatimento. Tristeza proveniente de lembranças dolorosas do passado que sempre vem à tona nestas datas. Pra que chorar, pra que sofrer, se há sempre um novo amor, há sempre um novo amanhecer... diz uma canção popular. Porem, sem refutar a letra da canção, dizemos aos que sofrem, aos que choram; pra que chorar, pra que sofrer, se há alguém que enxuga tuas lágrimas, há alguém que te conforta, há alguém que é capaz de te restituir a alegria. Esse alguém tem nome, nome que é acima de todo nome; nome que ao ser simplesmente pronunciado com doçura e fé no coração, é capaz de nos proporcionar paz, harmonia, cura interior. Esse nome é Jesus. Jesus o dono das festas de fim de ano. Natal pelo motivo óbvio; ano novo, porque Ele é Senhor de tudo, inclusive do tempo.  

   Pois é. Rabanadas, chester, tender, bacalhoada, salada de frutas, uma taça de vinho, presentes. Temos direito a tudo isso, mas não nos esqueçamos do motivo real da festa, Jesus Cristo. Ele mesmo nos disse: Nem só de pão vivemos nós.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Correção de Pai


Dt 8,1-6  
Este povo somos nós. É nossa vida, nossa caminhada retratada nesta passagem bíblica. Quem não se reconhece aí? Eu me reconheço. É nossa história!
            V.1 – Ouvir, ouvir e principalmente obedecer a Deus, vivenciar a fé; vivenciar a fé é experimentar verdadeiramente o evangelho; é visitar os enfermos, os incapacitados de ir a igreja; é dar conforto, uma palavra amiga a quem lamenta a perda de um ente querido; é abrir-se ao perdão, não guardando rancor nem mesmo de possíveis inimigos; é respeitar as diferenças, seja entre irmãos do mesmo e também de outros credos; é saber acolher com respeito e piedade os pecadores.
            V.2-3 – Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus... Lindo! Vejamos o que diz o profeta Amós em Am 8,11 (...) Nunca em todos os tempos tivemos tanta sede e fome de Deus quanto agora. Apesar de toda iniqüidade, de todo pecado que grassa no mundo, a humanidade se ressente de Deus, anseia por sua presença. Às apalpadelas o homem busca Deus e tendo em conta o tamanho da messe e dos poucos operários, nosso Deus suscita entre nós profetas; homens e mulheres que o anunciem, que falem Dele e por Ele. Aquele que recebeu o chamado de Deus tenha coragem, tenha ousadia e O proclame, pois o mundo precisa conhecê-lo.
            V.4-5 – Complementando estes versículos vejamos o que diz Sb 11,9s e 1Cor 11,31s. Não se trata, pois de castigo, mas de correção de pai. Deus nos quer salvos e para isso nos corrige o rumo, nos coloca nos trilhos, mesmo que para isso use de severidade, seja rigoroso. Às vezes deixando-nos cicatrizes, como na estorinha a seguir: Um menino brincava a beira de um lago e resolveu entrar na água para refrescar-se. A seguir, um crocodilo jogou-se na água e nadou rapidamente em direção a criança. A mãe do menino, vendo a fera, correu para a beira do lago, gritando para seu filho sair da água. O menino tentou sair, mas o crocodilo abocanhou seus pés ao mesmo tempo em que sua mãe segurava-lhe os pulsos. Um embate cruento seguiu-se; de um lado a fera tentando arrastar o menino para o fundo do lago, de outro a mãe decidida a resgatar seu filho. O crocodilo dando-se por vencido desistiu e largou o menino. Valera o esforço daquela mãe. Mais tarde no hospital, as pessoas queriam ver os ferimentos nas pernas do garoto, mas este, orgulhoso mostrava a todos os pulsos, também muito machucados:        Vocês estão vendo? Isso foi porque minha mãe me segurou com força, cravou as unhas em mim para que o crocodilo não me devorasse!
            Nós podemos nos identificar com esse menino. Também temos muitas cicatrizes; às vezes cicatrizes de um passado doloroso, algumas muito feias e que causam profunda dor; mas algumas feridas e cicatrizes foi porque Deus se recusou a nos deixar, Ele estava nos segurando! Se hoje o momento é difícil, talvez seja porque Deus está lhe segurando, cravando suas unhas em você para não lhe deixar ir. Deus faz o necessário para não perder você, mesmo que para isso tenha que lhe deixar cicatrizes. As cicatrizes deixadas pelo crocodilo, esteja certo disso, Ele vai tirar, mas as Dele Ele deixará, para lembra-lo que são para sua salvação.
            V.6 – Obedecendo ao Senhor. Seguindo o caminho que Ele nos aponta, o caminho onde ele nos colocou ao tirar-nos da boca do crocodilo. Aceitando Jesus como Senhor e Salvador, seremos dignos da morada que Ele preparou para nós. Que seja assim.
Carlos Nunes

domingo, 11 de dezembro de 2011

A oração de Jesus


Depois de ter tratado alguns exemplos de oração no Antigo Testamento, convido-vos hoje a olhar para a oração de Jesus. Esta atravessa todos os momentos da sua vida, guiando-o até ao dom total de Si mesmo, segundo os desígnios de Deus Pai. Jesus é o nosso mestre de oração. Mas, quem O ensinou a rezar? O seu coração de homem aprendeu a rezar com a sua Mãe e a tradição judaica. Mas a sua oração brota duma fonte secreta, porque Ele é o Filho eterno de Deus, que, na sua santa humanidade, dirige a seu Pai a oração filial perfeita. Assim, olhando para a oração de Jesus, devemos nos perguntar: Como é a nossa oração? Quanto tempo dedicamos à nossa relação com Deus? Hoje, num mundo frequentemente fechado ao horizonte divino, os cristãos estão chamados a ser testemunhas de oração. E é através da nossa oração fiel e constante, na amizade profunda com Jesus, vivendo n'Ele e com Ele a relação filial com o Pai, que poderemos abrir, no mundo, as janelas para o Céu.
(Papa Bento XVI)


sábado, 3 de dezembro de 2011

Palavras de Sabedoria


Fazendo uma leitura mais atenta do livro do Eclesiastes, observamos que Coélet (o Eclesiastes) era um homem até certo ponto pessimista, mas ao mesmo tempo de profunda religiosidade. Via com olhos críticos o ambiente que o cercava, sem no entanto perder a esperança e sabia que a solução de todos os problemas da humanidade só poderiam vir de uma única pessoa: Deus. Vejamos o trecho Ecle 7,5-14(...).

            V.5: “E melhor ouvir...”-Não deixemos nos envolver por elogios fáceis. Muitas vezes uma critica bem colocada, bem dirigida, nos edifica, nos corrige, nos faz endireitar. Ao passo que um elogio, muitas vezes falso, nos envaidece e pior, nos faz permanecer no erro.

            V.7: “A opressão torna...”-Os presentes corrompem o coração. Quantos são “comprados” por presentes, mimos, elogios!

            V.8: “Mais vale...”-Deus olha com muito mais atenção e complacência para aquele que sabe ser paciente, que tem fé, que não se abala com facilidade; para quem persevera esperando o tempo da graça acontecer. Já o orgulhoso é auto-suficiente, pensa que não precisa de ninguém, nem de Deus!

            V.9: “Não ceder...”-Irritação, ressentimento, falta de perdão, desamor... O rancor é responsável por diversas doenças, desde as de fundo emocional como as do corpo. O testemunho de fiéis e a própria ciência reconhece que doenças como artrite, hipertensão arterial, úlceras gástricas, depressão, têm entre outros fatores, origem em distúrbios emocionais. E nós sabemos que falta de perdão, mágoa, provocam esses e outros males.

            V.10: “Não digas jamais...”-Vivamos o hoje, vivamos o agora. Deus não quer ninguém preso ao passado nem demasiadamente preocupado com o futuro. Passado é passado, o que passou passou e o que há de vir só Ele sabe.  Passado são apenas lembranças, boas que podemos reviver na memória ou más, que lutamos para esquecer. Deus nos quer santos agora, para vivermos o futuro na eternidade. Vide v. 14.

            V.13: “Considerai a obra de Deus...”-Deus é eterno, suas leis são eternas, seus mandamentos são eternos. Essa onda de ataques a Igreja, alegando que a Igreja é retrógrada, que vive no passado, é atitude que quem vive no erro e quer se desculpar. A sociedade muda, mas Deus e sua Palavra são imutáveis, assim como as leis e a doutrina da Igreja, depositária do legado divino. Pecado era pecado ontem, é pecado hoje, será pecado amanhã e será pecado sempre, até o fim dos tempos.

            Por fim contaremos uma estorinha que fala de um homem que se julgava sábio e a quem faltou sabedoria e discernimento dos desígnios de Deus. Esse homem era religioso, conhecia a palavra de Deus, mas na verdade não a entendia como deveria ser entendida; interpretava-a a seu modo, de acordo com sua conveniência. Ele, como todos nós, carregava a sua cruz – estava de acordo com a Palavra de Deus quanto a cada um tomar sua cruz e seguir Jesus. – Mas não se conformava com a dimensão da sua cruz, achava-a grande e pesada demais, ele não merecia tanto. Clamou a Jesus para ameniza-la. – de acordo com a passagem em que Jesus diz que, o que pedirmos em seu nome o Pai nos dará. – Assim fez Jesus, diminuindo consideravelmente o tamanho e peso da cruz. Mas o homem não ficou satisfeito e pediu a Jesus para diminui-la mais ainda. Jesus o atendeu outra vez. Assim foi pedindo, pedindo, até carregar uma minúscula cruz, uma cruzinha. E sorridente, caminhava em meio a outros que arrastavam cruzes enormes.  Ia assoberbadamente pensando: “Esses são pecadores, estão longe de Deus, carregam essas cruzes porque são conformados e não buscam Jesus. Eu não, eu sou abençoado, eu gozo da amizade de Jesus, tudo que eu peço ele faz. Aliás, ele tem que fazer; ele prometeu...” 






Fim da jornada. Um fosso imenso e profundo os separa de um vale verdejante, onde Jesus, cercado de anjos, os espera de braços abertos. Todos lançam suas cruzes sobre o fosso e as usam como ponte. O homem que se julgava especialmente abençoado, frustrado, não tem o que usar como ponte, pois a cruz que carrega é pequena demais. Ele não alcançou a terra prometida. Esquecera-se daquela outra passagem bíblica; a que Jesus diz que nem todo aquele que diz Senhor Senhor entrará no reino dos céus.














quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Deus dos Vivos 4


Viver com Cristo


                     “O que desejo e espero é não fracassar, mas, agora como sempre, manifestar com toda a coragem a glória de Cristo em meu corpo, tanto na vida, como na morte. Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas, se eu ainda continuar vivendo, poderei fazer algum trabalho útil. Por isso é que eu não sei bem o que escolher. Fico na indecisão: meu desejo é partir dessa vida e estar com Cristo, e isso é muito melhor. No entanto, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver.” (Filipenses 1, 20-24)

                     O apóstolo Paulo deixa uma evidência de que Cristo será glorificado por ele tanto na vida como na morte, glorificando Jesus após a morte, e que chega estar em meio um dilema: viver é em Cristo e morrer é lucro. Como poderia alguém viver em Cristo nesta vida e ter a morte como lucro? O mesmo apóstolo não sabe o que é que deve fazer ficar nesta vida e evangelizar ou partir para outra vida e estar com Cristo.

                     Agora eu pergunto: será que o maior de todos os apóstolos, o homem que escreveu mais de um terço do Novo Testamento, sendo que suas cartas são a continuação do Evangelho, aquele a quem foram revelados tantos mistérios da nossa fé, dos quais muitos estão escondidos até hoje, não saberia se os mortos dormem ou estão acordados? Será que Paulo Apóstolo iria querer morrer para dormir, sendo que o mesmo disse que a morte é lucro e que é infinitamente melhor que esta vida?

                     Não nos resta dúvida, não existe sono após a morte. Mesmo porque pensem neste pequeno trecho de tamanha sabedoria:

                     “Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo.” (Hebreus 9, 27)

                     O julgamento particular vem logo após a morte, é impossível que depois do julgamento os mortos durmam. Se dormissem não haveria razão para julgamento, pois todos dormiriam bons e maus. É tudo uma simples questão de pensar: enquanto Henoc (Gn 5, 24) e Elias (2Rs 2, 1- 11) foram arrebatados ao céu, não conheceram morte, portanto são iguais aos anjos e não podem estar dormindo. O mesmo acontece com Melquisedec (Hb 7, 4 –10) Paulo diz que o sacerdote está vivo.

                     Portanto, todos estes personagens estão vivos porque Deus é Deus dos vivos. Assim, como todos os que morrem não ficam inconscientes e os que são dignos fazem parte com Deus estão no céu. Nenhum morto para este mundo pode estar dormindo.

                     “Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá  definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.” 997

                     Enquanto as passagens que Nosso Senhor diz que ressuscitará os mortos no último Dia? Bem, o Magistério da Igreja nos orienta dizendo que, após o julgamento individual os mortos são destinados ao Céu, ao Inferno ou ao Purgatório somente em alma, pois o corpo fica no túmulo. No Dia do Juízo Final, Nosso Senhor ressuscitará a todos de corpo e alma, Assim como Nosso Senhor ressuscitou de corpo e alma: Lc 24, 36 –43; Jo 20, 19 –20; Jo 20 26 –29. Então os homens serão destinados ao Reino de Deus ou ás trevas eternamente de corpo e alma.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Deus dos Vivos 3


A Vida é Eterna


                     “Nós sabemos: quando a nossa morada terrestre, a nossa tenda, for desfeita, recebemos de Deus uma habitação no céu, uma casa eterna não construída por mãos humanas. Por isto, suspiramos neste nosso estado, desejosos de revestir o nosso corpo celeste, e isso será possível se formos encontrados vestidos, e não nus. Pois nós, que estamos nesta tenda, gememos oprimidos: desejamos ser não despojados, mas revestidos com uma veste nova por cima da outra, de modo que o que há de mortal em nós seja absorvido pela vida. Aquele que nos formou para este destino é Deus, o qual nos deu a garantia do Espírito. Por essa razão, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que enquanto habitamos nesse corpo, estamos fora de casa, isto é, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão. Sim estamos, repito cheios de confiança, e preferimos deixar a mansão deste corpo para irmos morar junto do Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe.”

(2Corintios 5, 1-9)

                     Nesta passagem não é preciso se esforçar muito para entender que para deixar esta tenda precisamos morrer. E logo após revestiremos outra morada, cheios de confiança e ansiosos por esta partida para morar junto do Senhor. Sabemos que, se vamos morar com Cristo, é porque muitos já habitam esta casa celestial, ou então, o Senhor estaria dormindo. Ansiosos para deixar este corpo, morrer, para ir morar junto do Senhor. Quem iria querer a própria morte senão para algo maior? Vivos ou mortos deve existir um esforço em agradar o Senhor. Então, os mortos para este mundo, também se esforçam em agradar o Senhor.   

                     “Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”Mas o outro o repreendeu: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma pena?”Para nós, é justo sofrermos, pois estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar”. Ele lhe respondeu: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23, 39-43)

                     No trecho, Jesus garante a São Dimas, o bom ladrão, que ainda naquele dia estariam juntos no céu. O primeiro santo da Igreja reconhece seus pecados, arrependido clama a misericórdia que vem em imediato. Mais uma vez Nosso Senhor demonstra que a vida não tem seu fim em um sono do corpo ou em um adormecer da alma. O corpo humano após a morte permanece na terra, mas a alma volta-se para Deus. Assim diz o Catecismo:

                     “A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a "forma" do corpo ; ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza.” 365                                                                                                 “A Igreja ensina que cada alma espiritual é diretamente criada por Deus  - não é "produzida" pelos pais - e é imortal : ela não perece quando da separação do corpo na morte e se unirá novamente ao corpo na ressurreição final.” 366










sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jesuítas


Neste belo poema de Castro Alves, uma homenagem aos jesuítas, que evangelizaram o Brasil. Desbravadores de uma terra desconhecida e insólita, fizeram do Brasil uma nação católica.



Jesuítas


 Quando o vento da Fé soprava Europa,

Como o tufão, que impele ao ar a tropa
  Das águias, que pousavam no alcantil;

Do zimbório de Roma — a ventania

O bando dos Apost'los sacudia
  Aos cerros do Brasil.





Tempos idos! Extintos luzimentos!
O pó da catequese aos quatro ventos
Revoava nos céus...
Floria após na Índia, ou na Tartária,
No Mississipi, no Peru, na Arábia
Uma palmeira —Deus!




O navio maltês, do Lácio a vela,
A lusa nau, as quinas de Castela,
Do Holandês a galé
Levava sem saber ao mundo inteiro
Os vândalos sublimes do cordeiro,
Os átilas da fé.




Onde ia aquela nau?—Ao Oriente.

A outra? — Ao pólo. A outra? — Ao ocidente.

Outra?— Ao norte. Outra? — Ao sul.

E o que buscava? A foca além no pólo;

O âmbar, o cravo no indiano solo

Mulheres em 'Stambul.





Grandes homens! Apóstolos heróicos!...

Eles diziam mais do que os estóicos:

"Dor, — tu és um prazer!

"Grelha, —és um leito! Brasa,—és uma gema!

Cravo,— és um cetro! Chama, — um diadema

Ó morte, — és o viver!"





Outras vezes no eterno itinerário

O sol, que vira um dia no Calvário

Do Cristo a santa cruz,

Enfiava de vir achar nos Andes

A mesma cruz, abrindo os braços grandes

Aos índios rubros, nus.








Eram eles que o verbo do Messias

Pregavam desde o vale às serranias,

Do pólo ao Equador...
E o Chimborazo arremessava aos ares
O nome do Senhor!...




 (Castro Alves – Espumas Flutuantes)






Castro Alves







































 
  





sábado, 12 de novembro de 2011

Cracolândia


É doloroso observar as cenas que vemos diariamente nas ruas em torno a nossa paróquia. Nas ruas de nosso bairro vemos com frequência pessoas, jovens e crianças na maioria, desfigurados pelo consumo do crack. São pedintes, que mendigam – não para comer, mas para se drogar. Agentes sociais do município os recolhem, mas eles sempre retornam, voltando a mendigar, a se drogar, a se prostituir, até mesmo cometer pequenos furtos. A maioria das pessoas os olham com repugnância, os têm como amaldiçoados e assim eles são tratados.

Na verdade são filhos de Deus, irmãos nossos. Irmãos rebeldes, desprovidos até de consciência, pois esta já foi consumida pelo crack; no entanto, são nossos próximos, irmãos afastados que merecem nosso amor, nossa compaixão e não o desprezo com que normalmente são tratados.  Muitos pensam e até dizem, ironicamente: se você pensa assim, leve-os para sua casa. Quiséramos nós ter uma grande casa onde pudéssemos acolhê-los, cuidar deles, como o bom samaritano. Na impossibilidade, tratemos deles como seres carentes, necessitados de amor e não merecedores de desprezo e ódio. Na impossibilidade de acolhê-los num abrigo, cuidar de sua saúde física e mental, ao depararmos com um deles, ao ser abordado com um pedido de esmola, não os ignoremos, ofereçamos-lhes um lanche, uma refeição. Caso não aceitem (infelizmente é muito comum a negativa, pois querem mesmo é o dinheiro para adquirir a droga), rezemos então, para que um dia sejam alcançados pela luz de Cristo. Assim não nos omitimos, fazemos a nossa parte, o que está a nosso alcance.   

Infelizmente quem poderia ao menos amenizar a situação não o faz. A autoridade policial que deveria reprimir sistemática e diuturnamente o comércio ilegal das drogas, de certa forma se omite. Aí as “cracolândias” se espalham Rio de Janeiro afora. A implantação das UPP’s privilegiam as áreas turísticas (zona sul e entorno do Maracanã). Seria a solução, junto é claro, com os centros de recuperação de dependentes químicos.


Enquanto isso não vem, se não vem, acolhamos esses irmãos machucados, feridos, maltratados, discriminados, na medida de nossas possibilidades. Nossa possibilidade, nossa real possibilidade é oferecer a eles um coração amoroso, misericordioso, compassivo; é apresentar a eles aquele que tudo pode, aquele que é ilimitado: Jesus. Jesus Cristo, nome acima de todo nome, aquele que é, foi e sempre será.  

domingo, 6 de novembro de 2011

O Deus dos Vivos 2


O Deus de Abraão, Isaac e Jacó


                     “Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.” (Mateus 22, 30-32)

                     Portanto, Deus é Deus dos vivos e não dos mortos. Mas se Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, então porque disse ser Deus de Abraão, Isaac e Jacó, se estes já estavam mortos quando Deus disse isso a Moisés? E por que Nosso Senhor o repetiu no Evangelho milhares de anos depois? Ora, ou Deus é contraditório em dizer que é Deus dos vivos e falar nome de mortos, ou Abraão, Isaac e Jacó estão vivos, porque Deus é Deus deles, Deus dos vivos.

                     “Jesus respondeu-lhes: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus. Mas quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés como Deus lhe falou da sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Êx 3, 6)? Ele não é Deus de mortos, senão de vivos. Portanto, estais muito errados.” (Marcos 12, 24-27)

                     Os saduceus não acreditavam na ressurreição, não entendiam como poderia as pessoas trem uma vida após a morte para este mundo, e testam Jesus com uma pergunta. A resposta de Nosso Senhor é clara ao afirmar que existe a vida logo após esta vida e que Deus não tem motivos para deixar pessoas dormindo porque Ele é Deus dos vivos e não dos mortos. Ele é Deus dos acordados, ressuscitados, vivos, Deus é Deus da vida. Deus nos deu a vida, e não teria um porque nos tirar desta vida, senão para nos dar algo melhor.

                     “Jesus respondeu: ‘Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados. Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele’.” (Lucas 20, 34 –38)

                     Desde que está que há dois termos: o século futuro e a ressurreição, os santos não poderiam estar inconscientes. Porque, os que serão julgados dignos do século futuro já passaram por um julgamento individual. Por sua vez, Moisés revelou na passagem da sarça ardente que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, ao chamar o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Portanto, Abraão, Isaac e Jacó só podem estar vivos.




sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Deus dos Vivos


A Transfiguração

                     Muitos fiéis confundem o uso das palavras sono da morte e despertar da ressurreição. O que queremos esclarecer é que a palavra dormir se usa no sentido de estar morto, e a palavra despertar se usa no sentido de ressuscitar. Por exemplo: conhecemos a árvore pelos frutos. Sendo que a árvore é a pessoa e os frutos são suas ações. Do mesmo modo: desperta tu que dormes, quer dizer: ressuscita tu que estás morto. Os mortos não podem estar inconscientes na comunhão com Deus, estão acordados, mas mortos para este mundo.                    

                     “Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém. Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia. Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!... Ele não sabia o que dizia. Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor. Então da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o! E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto.” (Lucas 9, 28-36)

                     A transfiguração de Nosso Senhor é prova concreta de que Moisés e Elias estão na glória de Deus. Estão vivos, e não mortos, estão acordados e não dormindo. Sabemos que Moisés morreu, por outro lado, Elias foi arrebatado ao céu, (cf. 2 Reis 2, 1-18). Sendo que, Moisés estando com Elias e o mesmo não conheceu morte, foi assunto ao paraíso, então Moisés não pode estar morto ou dormindo. Mesmo porque ele apareceu para Nosso Senhor na glória e conversou com o mesmo.

                     “Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais. Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus. E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.” (Mateus 17, 1-9)

                     Uma simples hipótese de que Moisés e Elias acordaram somente para conversar com Nosso Senhor e depois voltaram a dormir, não seria nada relevante nos propósitos bíblicos e, também somente algumas pessoas serem dignas de entrar no Reino ressuscitadas não caberia nos planos da salvação. Poderia falar-se que Moisés está na glória porque foi santo. Mas e o bom ladrão? (cf. Lc 23, 39-43) Se analisarmos as passagens poderemos constar que: Moisés e Elias conversavam sobre a paixão de Cristo, estando eles na glória, sabiam o que estava para acontecer, então não poderiam estar dormindo. Estavam em alma transfigurada e não em corpo. Por isto, Pedro não sabia que eles não precisavam de tenda. E Nosso Senhor adverte os discípulos para que não contem a ninguém antes da sua ressurreição. 




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Bússola Dourada


 Começou a exibição do filme A Bússola Dourada nos cinemas brasileiros.
 O filme foi baseado no livro de Philip Pullman, chamado 'HIS DARK MATERIALS', tradução aproximada: 'Seus trabalhos nas trevas'. Philip Pullman, admitiu no ano de 2003, 'Meus filmes são a respeito da Morte de Deus', e mais tarde admitiu que seu objetivo é que as crianças de todo mundo 'decidam contra Deus e o Reino dos Céus'.

Ele ainda disse, que a 'Religião Cristã é um poderoso e convincente erro, e declarou que a maneira de alcançar todo mundo é escrever livros para as crianças', e desta forma contaminar toda uma geração.

Na Inglaterra, seus livros são mais populares do que Harry Potter, a série sobre o menino que pratica bruxarias, e os livros de Pullman estão começando a ganhar força principalmente nos EUA.

Entre outras coisas, o filme, assim como na história original, retrata um mundo paralelo no qual criaturas chamadas 'daemons' levam a alma das pessoas...repare a palavra daemons...é uma corrupitela da palavra demons em inglês, ou seja, demônios...
Como era de se esperar, o mal nunca vem mostrando sua verdadeira face,e o filme é cheio de efeitos especiais bonitos de se ver, trazendo a atriz Nicole Kidman, para atrair o público e a mídia..Mas por trás de toda beleza cinematográfica, está uma mente inspirada pelo diabo,para causar dano nas mentes de milhões de crianças. Além disso, o filme mostra que os bonzinhos tem cara de mal e os maus tem cara de bonzinhos, bonitos, mostrando que nem sempre o que é feio ou monstruoso é ruim e nem sempre o que se diz bonito, belo é bom.... invertendo os valores... também o filme ensina a criança a mentir, uma mentirinha só não tem problema.... diz um personagem do filme....
A Igreja Católica já se manifestou contra o filme, reconhecendo sua perversidade, e temendo que as crianças ao assistirem ao filme, queiram ler os livros de Pullman, cujo conteúdo é ainda mais perverso.

Desta forma, estamos pedindo aos verdadeiros cristãos que, NÃO ASSISTAM, E NÃO DEIXEM SUAS CRIANÇAS ASSISTIREM A ESSE FILME, para que o mesmo se torne um FRACASSO DE BILHETERIA no Brasil.

POR FAVOR DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS.
(Matéria recebida por e-mail)


domingo, 30 de outubro de 2011

Em quem confiar?


Nossa proteção está no nome do Senhor que fez o céu e a terra, diz o salmista em Sl 123,8. Quantos de nós colocamos nossa esperança, contamos com a proteção e o socorro nas pessoas ou até mesmo em talismãs e mandingas. Não queremos dizer com isso que não podemos nem devemos contar com o auxilio – prestimoso – dos irmãos; é claro que sim. Mas acima de tudo contamos com a benevolência divina para que esse auxilio seja eficaz. Não podemos colocar única e exclusivamente nossa vida nas mãos de outros; somente nas mãos do Senhor.

E quanto ao uso de medalhas e crucifixos? Se não forem usados como amuletos, nada demais. Estes apetrechos podem ser naturalmente usados como ornamento e/ou símbolos de fé. De modo especial o crucifixo, que nos faz lembrar o sacrifício de amor que Jesus Cristo fez por cada ser humano, por cada um de nós. Usados como amuletos ou talismãs no intuito de livrar de males, de nada servirão; terão desvirtuado o seu uso, que repetindo, são sinais de nossa fé, nada além disso,

Para nos proteger dos perigos deste mundo devemos ser prudentes, cautelosos, evitar situações de risco. Contar com a proteção divina, mas com os pés no chão, afinal não por Deus a prova, diz a Bíblia em Mt 4,7: “não tentarás o Senhor teu Deus”. Assim disse Jesus ao ser interpelado pelo demônio, quando este lhe desafiou a saltar do alto de uma torre, citando a Palavra em Sl 90,11-12: “Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; eles te protegerão com as mãos, com cuidado para não machucares teus pés nalguma pedra.”

Podemos aqui relatar testemunhos diversos de ambas circunstancias: gente que deliberadamente assumiu riscos contando com a proteção divina, se julgando imune por conta disso e no fim descobriu da pior forma possível que tentar a Deus não é uma boa coisa. Também há casos de gente que involuntariamente colocou a vida em risco e com certeza, por ação de Deus, contou com livramento de maneira prodigiosa. Daí podemos afirmar com toda certeza, que nosso socorro, nossa proteção está em Deus criador de tudo e de todos, no entanto, devemos fazer nossa parte. Afinal, não estamos imunes ao mal só por sermos cristãos, em verdade somos imunes aos efeitos do mal, quando confiamos em Deus e aceitamos seus desígnios.  


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jdt 2,1-6 – FÚRIA DO INIMIGO


Na leitura observamos Nabuconosor, por orgulho, extrema vaidade e vingança, tramar uma guerra com o fim de assolar a terra inteira. Podemos a partir daí traçar um paralelo com Lúcifer (o demônio, Satanás), que foi lançado à terra – conforme vemos na passagem de Ezequiel 28,14-17, ao qual atribuímos à sublevação e a queda de Lúcifer e seus seguidores. Esses seres também por orgulho e prepotência, por ousarem desafiar Deus, foram lançados à terra (Ap 12,7-9) e assola-nos com sua maldade.

            Vemos no livro de Judite que por uma mulher, Judite, foi dada a vitória ao povo de Deus contra Holofernes e seu exército. Assim como por uma mulher nos foi trazida a salvação, Jesus, que dos braços de Maria aos braços da cruz nos apresentou, mostrou, apontou e ofereceu o caminho, a verdade e a vida plena e abundante.

            O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos parágrafos 414-415 diz o seguinte: “Satanás ou o diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus e seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

            Constituído por Deus em estado de justiça, o homem, instigado pelo maligno, desde o inicio da história, abusou da própria liberdade. Levantou-se contra Deus, desejando atingir seu objetivo fora Dele”.

            Pedro, chefe da Igreja, o primeiro pontífice, também nos adverte em I Pd 5,8 que o inimigo está em torno de nós, nos ronda, nos observa esperando o momento oportuno para nos atacar... Contudo não devemos ter medo do diabo, ele é forte, mas não pode com Deus, Ele tem força, mas seu poder é limitado. Pela cruz e pelo sangue, pela ressurreição de Jesus ele já está derrotado. 

             Satanás é prepotente, orgulhoso, por isso não suporta a humildade, não resiste à humildade. Não resiste à Virgem Santíssima por ela ser humilde. Maria soube ouvir, calar, obedecer. Por sua extrema humildade, docilidade, amor a Deus, obediência a Santa Palavra, Maria tem o poder de pisar a cabeça da serpente!

            Além da humildade diante de Deus, como resistir às investidas do inimigo contra nós? Não permitindo que o pecado nos invada. Impedindo que o rancor e o ressentimento instalem-se em nosso coração. Não nos deixando influenciar pelos contra-valores do mundo. Evitamos o inimigo vivendo a Palavra de Deus, amando e perdoando; renunciando verdadeiramente a todo mal, às falsas doutrinas, a toda obra do maligno. Se vivermos uma vida de oração, em sintonia com Deus, certamente o inimigo não tomará conta de nós. Ele poderá até mesmo nos assediar, nos tentar, nos aborrecer e incomodar, e realmente o fará, porém nunca, nunca irá nos oprimir! Jesus está conosco e com Jesus somos mais que vencedores.

            Finalizando, voltemos ao catecismo: “No último pedido, mas livrai-nos do mal, o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo sobre o Príncipe deste Mundo, sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente à Deus e a seu plano de salvação”. (CIC # 2864 – citação sobre o Pai Nosso).
            Entreguemo-nos de corpo e alma a Deus, para fugir dos tentáculos e das garras do maligno, que assolam e influenciam o mundo.    

sábado, 22 de outubro de 2011

Senhorio de Jesus


 Is 22,21-25.- Podemos comentar este texto sob três aspectos: no contexto histórico, onde temos a subida e queda de Eliaquim, mordomo do palácio real. No aspecto teológico, segundo o ponto de vista da Igreja, os vv. 22s são referência a Pedro, conforme Mt 16,19. Em último, analisemos o texto como palavra rhema, mensagem de Deus dirigida a nós especialmente para este momento particular.

            O v. 22 nos remete a Ap 3,7 que fala diretamente do Messias, de Jesus, o que abre e fecha todas as portas. Jesus tem todas as chaves menos uma: a chave do nosso coração. Esta nos foi confiada pelo Pai em sua infinita misericórdia, no momento da criação. Porém se entregarmos a chave do nosso coração para Jesus Ele nos abre para a santidade e nos fecha para o pecado.

            Talvez vocês conheçam a estória do homem que recebeu a visita de Jesus em sua casa. O tal homem arrumou a sala, trocou o tapete, etc e etc. No dia e hora marcada Jesus compareceu à casa do homem. Este recebeu Jesus com a cerimônia de um bom anfitrião ao receber uma visita ilustre, mas ficou só nisso. Ele impediu que Jesus visitasse os outros cômodos da casa, pois lá estavam vestígios de seus pecados. De repente ouviram batidas a porta; era o diabo querendo entrar. O dono da casa em vão tentava livrar-se dele, até que Jesus interveio e expulsou o inconveniente visitante. Talvez vocês achem estranho a tentativa do diabo querer entrar numa casa onde Jesus estivesse presente. Mas o dono da casa não abriu a casa toda para Jesus. Jesus ficou confinado a um canto da sala de visitas; o resto da casa foi vedado a Jesus e por isso o diabo se achava no direito de reinvidica-la para si.

            Quantos de nós somos como o homem da estória. Não adianta abrir só um cantinho do coração para Jesus, temos que abrir o coração por inteiro! Não adianta entregar somente uma área de nosso ser a Jesus, temos de entregar todas as áreas. Não adianta dar um pedacinho de nós, temos de nos doar totalmente a Jesus! Há pessoas que têm Jesus no coração e ainda acreditam em horóscopo, por exemplo; têm Jesus, mas continuam a ceder às tentações do mundo, são escravas da TV, deixam de ir a igreja, mas não deixam de ver a porcaria da novela! Não é mentira nem exagero, é assim mesmo. Aceitar o senhorio de Jesus é assumir o compromisso com Jesus na totalidade, seguindo e servindo Jesus plenamente. Não é ficar em cima do muro; ou se é de Jesus ou se é nada, não há meio termo. Sê quente ou frio, mormo Ele te vomitará, diz a Palavra de Deus.

            Quando o eu, nosso ego, é o centro de nossas vidas e Jesus está do lado de fora ou confinado em um cantinho qualquer, somos dirigidos pelo ego, pela carne, resultando em frustrações e decepções e como conseqüência sofrimentos. No entanto, se Jesus está no centro, se Jesus é o centro de nossas vidas, somos controlados por Ele, através do Espírito Santo e crescemos em graça, somos fortalecidos e apesar das dificuldades que possam advir, não haverá frustrações, pois no fim a vitória é certa; com Jesus somos mais que vencedores.

            Aceite o senhorio de Jesus na sua vida. Ele se doou numa cruz por você. Ele morreu para que você pudesse viver. Ele preferiu morrer por você a viver sem você. Oremos: Senhor Jesus entrego-me a vós, fazei de mim o que quiserdes. Aceito tudo de vós. Deponho minha alma em vossas mãos. Entrego-me a vós com todo amor do meu coração, sem medidas, com confiança infinita. Sois meu Senhor e meu Deus. Amém.
(Carlos Nunes)


 

sábado, 15 de outubro de 2011

Ditadura da impiedade


O mundo tenta nos impingir seus contra-valores. Infelizmente muitos de nós (cristãos) caímos nas armadilhas do politicamente correto, dos direitos das (auto intituladas) minorias, do relativismo, das imposições da grande mídia. Quanto ao politicamente correto, não podemos confundir polidez com tolerância, com anuência. E é o aceitar tudo, a conivência, isso é o que prega o tal politicamente correto. É correto aceitar o erro? E o direito das “minorias”? Existem disposições constitucionais que privilegiem este ou aquele? Não somos todos iguais perante a lei? Homossexuais, indígenas, todos nós, temos nossos direitos como pessoas, como cidadãos. Porque alguns arvoram a si direitos exclusivos? É auto discriminação. Discriminação não no sentido usual, mas o querer ser diferente no intuito de fazer-se o “coitadinho”, o incompreendido e daí tentar auferir vantagens.

O relativismo quer nos fazer crer que nada é constante; tudo muda, evolui conforme as circunstancias, os modismos. Assim, não existe pecado, pois o que era velho passou, a Igreja é arcaica, seus valores não são mais aplicáveis, o mundo mudou e por aí vai... Porém há leis e Leis. Da mesma forma que as leis naturais, a lei de Deus é imutável, pois ELE É ontem, hoje, amanhã e sempre!

Então, os grandes meios de comunicação vêm e apregoam que tudo é normal e opcional. Opção sexual seria um direito, o homossexualismo nos é empurrado goela abaixo como coisa normal. Desde quando? Deus nos criou homem e mulher, não homem-mulher ou mulher-homem. A própria natureza distingue o sexo em todo animal e em algumas espécies vegetais. Quem julgamos ser, para arrogantemente subverter a natureza, tentando modificar simplesmente por que assim nos é conveniente, seus princípios eternos?

Em Isaías encontramos essa revelação: “Ai daqueles que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal. Ai dos que fazem das trevas luz e luz em trevas, que tornam doce o amargo e amargo o que é doce”. (Is 5,20). Vivemos num país e num mundo onde essas palavras reveladoras do profeta Isaías se tornam cada vez mais uma realidade vivida, defendida, publicada e até transformada em normas de vida, em leis governamentais e até constitucionais. A morte de fetos congelados para fins de pesquisa; o tremendo infanticídio provocado pelas leis que aprovam e patrocinam o aborto; as guerras desencadeadas por interesses econômicos e ganâncias de poder; as leis que aprovam as uniões homossexuais; a corrupção política e econômica; toda falta de ética e moral no desempenho de funções publicas e profissões, bem como todo tipo de pecados de natureza pessoal, como adultério, homossexualismo, prostituição, vícios morais e outros tantos, são um grande mal, mas considerados um “bem”; são as trevas, mas agora consideradas “luz”; são tidos como modernismos, conquistas da sociedade; são o amargo do mal, agora defendido como o “doce”de uma vida de progresso.