Mostrando postagens com marcador Divulgação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Divulgação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O maior encontro de Formação da RCC do Brasil está chegando!


No próximo ano, de casa nova, o Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios (ENF) vai acontecer na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP) durante os dias 24 a 28 de janeiro de 2018. Milhares de pessoas estão sendo esperadas para esse grande evento. Está chegando! Falta pouco para esse grande momento.
O objetivo da mudança do local é para atender a todos os participantes, visto que nas últimas edições, a RCCBRASIL atingiu o número máximo permitido de inscrições para o local. Com isso, muitos carismáticos não puderam participar do evento devido as limitações do espaço.
Em 2018, o ENF acontecerá na Canção Nova, que também tem um número limite de participantes, por isso, é muito importante que os interessados se inscrevam. Na Canção Nova as vagas também são limitadas!
O Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Morais tem o dobro do espaço anterior, porém, por orientações de segurança, o ENF 2018 também não poderá ultrapassar essa capacidade. Por ser um encontro fechado, todas as medidas necessárias devem ser tomadas para segurança e comodidade dos participantes.
Adiante-se, garanta a sua vaga!
Mas, você que não poderá viajar para Cachoeira Paulista nesse período vai poder acompanhar o ENF por meio dos canais oficiais da RCCBRASIL. A TV Canção Nova não irá transmitir o encontro, mas, a RCCBRASIL vai realizar transmissões ao vivo dos diferentes momentos, além de toda cobertura no Portal e redes sociais oficiais do Movimento. 
Prepare-se! Vem aí mais um grande momento de formação e partilha da Renovação Carismática Católica. Inscreva-se clicando aqui. Mais informações acesse www.rccbrasil.org.br/enf.



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Se há um povo que reza com toda fé, são vocês carismáticos


A missa de encerramento do Jubileu de Ouro foi realizada na manhã do domingo (02/07), na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. E teve como celebrante Dom Alberto Taveira, assessor eclesiástico da RCCBRASIL, e concelebrante Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida.
Em sua homília Dom Orlando enfatizou a alegria de acolher os carismáticos na casa de Maria, “celebrar o Jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, no dia de São Pedro e São Paulo e junto com os 50 anos da RCC é uma grande graça. Se aqui estamos no Santuário Mariano, é porque também somos todos Santuário do Espírito Santo”.
Meditando sobre a liturgia afirmou a importância de ser um homem cheio do Espírito, “Pedro estava sob a guarda de dezesseis soldados, porque quem tem o Espírito Santo é perigoso”. Também relatou a importância da devoção mariana, “aqui também tivemos um escravo acorrentado, mas na presença de Nossa Senhora elas caíram. Na presença de Maria todas as correntes caem”.
“Assim como São Paulo a RCC possui uma coroa da glória pelos seus 50 anos de existência, e junto a ela também recebem uma grande corrente de graça”, explicou Dom Orlando. Também ressaltou muitas virtudes dos carismáticos, como por exemplo a vivência do despojamento que leva a ter uma fé madura. Afirmou que a RCC não defende um movimento, mas parte da experiência do profundo amor de Deus e essa tem sido sua missão.
“Vocês devolveram a bíblia Católica para a Igreja e se há um povo que reza com toda fé, são vocês carismáticos. Rezam pelos outros, rezam pela conversão do povo”. Também falou sobre a vivência concreta do ser perdoado e perdoar, e explicou que é isso que faz com que os membros da RCC sejam testemunho vivo da misericórdia de Deus.
E finalizando a homília frisou que umas das grandes missões da Renovação é viver o ecumenismo, “a RCC começou com os nossos irmãos de outras denominações, por isso tem a missão de ser ecumênica”.


Portal RCC Br





sábado, 4 de março de 2017

O Espírito descerá sobre ti


O "século da Igreja", como foi muitas vezes definido o século XX, já se iniciará sob o signo de uma necessidade: o desejo da presença criadora e libertadora do Espírito Santo.[1]
Em 9 de maio de 1897, o Papa Leão XIII publicou a Encíclica Divinum Illud Munus, sobre o Espírito Santo, "lamentando que o Espírito Santo fosse pouco conhecido e apreciado, concita o povo a uma devoção ao Espírito.
Passadas algumas décadas e convocado solenemente no dia 25 de dezembro de 1961, através da Constituição Apostólica Humanae Salutis, a vida da Igreja contemporânea ficará profundamente marcada pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).
Teve o Concílio o mérito de recolher e direcionar vozes proféticas do século XIX, que buscaram redescobrir a integridade e o ministério da Igreja, bem como movimentos na primeira metade do século XX, entre eles: Movimento Litúrgico, Movimento Bíblico, Movimento Ecumênico, etc., e que traziam um desejo comum: "renovar a vida da Igreja e dos batizados a partir de um retorno às origens cristãs".[2] Para seu promotor, o Papa João XXIII, o Concílio deveria ser uma "abertura de janelas" para que um "ar novo e fresco" renovasse a Igreja.
Depois de quatro etapas conciliares, o Papa Paulo VI encerrou o Concílio Ecumênico Vaticano II em uma cerimônia ao ar livre, na Praça de São Pedro, no dia 8 de dezembro de 1965.
Tendo também sido qualificado como o Concílio do Espírito Santo, "O Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes como o mesmo João XXIII havia desejado e ardentemente pedido” e, embora a dimensão carismática jamais deixasse de existir na realidade e na consciência eclesial, sobretudo na Lumen Gentium, em seu primeiro capítulo, o Vaticano II nos torna manifesto esta realidade não como algo secundário, mas como fundamental. Segundo este documento a Igreja é intrinsecamente carismática.
Não se havia passado um ano sequer ao término do Concílio, quando em 1966 começou a despontar o fenômeno religioso chamado Renovação Carismática. Não sendo, pois, um acontecimento isolado, podemos localizar a Renovação Carismática como um dos desdobramentos da evolução da espiritualidade pós-conciliar. A Renovação Carismática Católica, ou o Pentecostalismo Católico, como foi inicialmente conhecida, teve origem com um retiro espiritual realizado nos dias 17-19 de fevereiro de 1967, na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA).
Na perspectiva do Cardeal Suenens, João XXIII estava consciente de que a Igreja necessitava de um novo pentecostes e acrescenta: “Agora, olhando para trás, podemos dizer que o concílio, indicando a sua fé no carisma, fez um gesto profético e preparou os cristãos para acolher a Renovação Carismática que está se espalhando por todos os cinco continentes”.[3]
A Renovação Carismática apareceu na Igreja Católica no momento em que se começava a procurar caminhos para pôr em prática a renovação da Igreja, desejada, ordenada e inaugurada pelo Concílio Vaticano II.
Pentecostes não é da RCC, mas fomos chamados a colocar em destaque esta graça. Quando Deus chama uma expressão, Ele a dota de uma especificidade que precisa ser exercitada para que haja coerência com o querer de Deus. Quando fugimos disso, perdemos a razão de ser como o sal que perde o sabor. Se vivermos fiéis a esta vocação nossa cidadania cristã será completa. Não podemos, pois, fazer de conta que somos carismáticos, e vivermos na alternativa, na superficialidade. No entanto, se formos fiéis a esta vocação aí sim haverá sentido em orarmos em línguas, falarmos em profecia, porque conhecemos e experienciamos aquilo que dá consistência a todas estas coisas.
A experiência do BES dá sentido, dá-nos a razão de ser. É uma experiência fundante. Quando nossos Grupos de Oração saem desta visão, passam a ser um grupo de reza, uma reunião de partilha, e não foi para isso que fomos chamados, embora sejam coisas boas. Para sermos testemunhas eficazes de Jesus nos tempos de hoje, precisamos desta experiência; para aqueles que não a tiveram, a descoberta maravilhosa deste Deus; para os que já a tiveram, uma repleção. Esta experiência não nos dá um poder de glamour, mas um poder espiritual para testemunhar Jesus Cristo, mesmo preso e chagado. Testemunhá-lo com poder é nosso papel. O Espírito que vem em Pentecostes é para todos, sem distinção de pessoas. Não vem só uma vez, mas no próprio Livro dos Atos dos Apóstolos há várias efusões do Espírito. Há pessoas com resistências para com esta experiência, há outros que acham que já a tiveram e na verdade não.
Precisamos interceder para que este Espírito apareça e aja em nós de forma visível. A experiência de Pentecostes não se esgota naquela primeira experiência pessoal. O Senhor quer nos dar mais Espírito Santo. “O mundo precisa de santos e vós sois tanto mais santos quanto mais deixardes que o Espírito Santo vos configure à Pessoa de Jesus Cristo. Eis o segredo da efusão do Espírito, caminho de crescimento proposto por vossos Grupos de Oração e vossas comunidades” (Papa João Paulo II). Para ter mais Jesus Cristo é preciso ter mais Espírito Santo.
Desejamos olhar para a Virgem Maria e aprender dela a docilidade ao Espírito Santo. Sabemos que, na justa medida, nós também queremos fazer com que Jesus nasça no coração das pessoas, pela Evangelização. Para tanto, sabendo que a graça concedida à Renovação Carismática Católica é que sejamos “apóstolos do Batismo no Espírito Santo”, buscamos a fidelidade à recomendação do Papa Francisco, de que levemos adiante este apostolado, para o bem da Igreja.
O Jubileu de Ouro da Renovação Carismática Católica, a ser celebrado em Roma, junto com o Papa Francisco, na Solenidade de Pentecostes deste ano de 2017, tem conduzido nossa reflexão e nossa oração na direção de “Um novo Pentecostes para uma nova Evangelização”. A Virgem Maria, com sua docilidade aos planos de Deus, acolheu o dom do Espírito Santo para a Encarnação do Verbo, esteve de pé aos pés da Cruz, acompanhou a primeira Comunidade Cristã no testemunho de Cristo Ressuscitado e esteve no Cenáculo, orando, preparando e acolhendo o dom do Espírito Santo. Por isso, para preparar a desejada renovação da graça do Pentecostes, a Renovação Carismática Católica do Brasil terá como tema deste ano de 2017 a palavra do Anjo Gabriel dirigida à Nossa Senhora: “O ESPÍRITO SANTO DESCERÁ SOBRE TI” (Lc 1, 35).
Neste ano de 2017 somos chamados, como intercessores, para interceder por toda a humanidade, pedindo a Jesus a graça do Batismo no Espírito Santo para todos.
Deus os abençoe!
Núcleo Nacional do Ministério de Intercessão


sábado, 21 de janeiro de 2017

Carta do Ministério Fé e Política em defesa da vida

Amados irmãos em Cristo Jesus!


“... a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo, que se entregou por nossos pecados, para nos libertar da perversidade do mundo presente, segundo a vontade de Deus, nosso Pai, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (Gal. 1, 3-5).
Mais uma vez, dirigimos a palavra aos irmãos carismáticos em um grave momento de crise em nosso país. Durante muito tempo o povo brasileiro acostumou-se com as crises financeiras, mas, ao que tudo indica, parece que agora estamos sendo levados a conviver com uma constante crise política, moral, ética e de escândalos sem fim. Interessante recordar as palavras que o Ministério Fé e Política dirigiu ao povo da RCC em 16 de março de 2016:
“... De fato, não é diferente entre nós carismáticos. Com os últimos acontecimentos políticos noticiados pela imprensa brasileira, a indignação torna-se presente, uma forte inquietação suscita em muitos o desejo de protagonizar uma reação explícita e terminam por sugerir todo o tipo de mobilização aos líderes do Movimento. Neste contexto, é importante reconhecer que é lícito indignar-se com a corrupção e com toda mazela resultante do trato com a coisa pública. Contudo, é preciso recordar que pela fé acreditamos que não são as armas humanas que estão vencendo este combate – é Deus mesmo que se põe à frente abrindo caminhos”.
Agora em 04 de dezembro de 2016, novamente nos vemos diante de situações não menos desafiadoras e graves que as anteriores. Muito se questiona a respeito de um posicionamento oficial da RCC quanto às manifestações de rua. Como sempre, nossa referência permanece em Jesus e nas orientações da Igreja. Neste contexto, é preciso recordar que em sua NOTA EM DEFESA DA VIDA, a CNBB reafirmou a incondicional posição da Igreja em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. E fez um apelo: “Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção” (Nota da CNBB de 01/12/2016).
Nesse contexto, um texto de Pe. Luiz Carlos Lodi escrito em 12/04/16, intitulado “Muita marcha e pouca oração”, permitirá lançar luzes às nossas reflexões. Ele dizia:
“... Em 13 de março de 1964, o presidente João Goulart (Jango) discursou em um comício feito na Central do Brasil, Rio de Janeiro, pleiteando uma reforma estrutural profunda (‘reforma de base’) que só poderia ser obtida mediante uma nova Constituição. ‘Nem os rosários podem ser erguidos como armas’, disse ele contra os que se opunham à reforma. Horas antes do discurso, o presidente assinara dois decretos: um permitia a desapropriação de terras numa faixa de dez quilômetros às margens de rodovias, ferrovias e barragens; outro transferia para o governo o controle de cinco refinarias de combustíveis que operavam no país.
No dia 19 de março de 1964, dia de São José, patrono da família, houve em São Paulo a grandiosa ‘Marcha da Família com Deus pela liberdade’, em reação ao discurso de Jango. A marcha foi concebida pela freira paulista Ana de Lourdes, neta do jurista Rui Barbosa. Seria uma ‘Marcha de Desagravo ao Santo Rosário pela ofensa que tinham constituído as palavras de Goulart na Guanabara’. O nome ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’ acabou sendo sugerido pela deputada Conceição da Costa Neves. A multidão, estimada entre 500 e 800 mil pessoas, certamente portava faixas e cartazes, gritava palavras de ordem, mas não faltou a oração. Era época em que o padre irlandês Patrick Peyton fundara o movimento Cruzada do Rosário em Família, com o lema ‘a família que reza unida permanece unida’. O povo partiu da Praça da República e dirigiu-se à Praça da Sé, onde Padre Peyton celebrou a Santa Missa pela Salvação da Democracia. Convém ressaltar a importância das mulheres na marcha. Grupos como a CAMDE (Campanha da Mulher pela Democracia) e a União Cívica Feminina (UCF) estiveram presentes na organização da grande passeata. Pedia-se a Deus a salvação do Brasil ameaçado pelo comunismo, a preservação da família e da liberdade.
No dia seguinte, 20 de março, o general Castelo Branco, chefe do Estado Maior do Exército, exprimiu sua preocupação com o discurso de Jango em uma carta circular:
São evidentes duas ameaças: o advento de uma Constituinte como caminho para a consecução das reformas de base e o desencadeamento em maior escala de agitações generalizadas do ilegal poder do CGT. As Forças Armadas são invocadas em apoio a tais propósitos.
[...]
Várias Marchas da Família com Deus pela Liberdade foram realizadas em outras cidades até o final de março de 1964.
Em 31 de março, o general Olympio Mourão Filho resolveu partir com suas tropas, do Estado de Minas Gerais, para o Rio de Janeiro, e de lá para Brasília, sem encontrar qualquer resistência. João Goulart fugiu para Porto Alegre e, de lá, exilou-se no Uruguai. A Revolução foi efusivamente comemorada pelo povo, com novas Marchas da Família com Deus pela Liberdade, desta vez chamadas ‘Marchas da Vitória’.
No dia 2 de abril de 1964, no Rio de Janeiro uma gigantesca Marcha de cerca de um milhão de pessoas partiu da Praça da Candelária e foi até a Esplanada do Castelo.
Mais de cinquenta anos depois, o povo brasileiro vai às ruas para protestar.
[...]
Essa imensa multidão, porém, anda errante ‘como ovelhas sem pastor’ (Mt 9,36). Grita contra a corrupção, os desvios de verba, o aumento de impostos, o enriquecimento ilícito dos governantes, a inflação alta, o aumento do desemprego, a recessão da economia, mas não se veem mais terços nas mãos, nem um líder religioso como Padre Peyton que conclame o povo à oração.
Ouvi o clamor do meu povo (cf. Ex 3,7) – Uma massa informe é diferente de um povo organizado. Uma multidão revoltada é diferente de um ‘exército em ordem de batalha’ (Ct 6,10). Uma marcha de pessoas que apenas sabem gritar ‘Fora, Presidente!’ é diferente de um grupo de discípulos unidos a Maria rogando perseverantes pela vinda do Espírito Santo (cf. At 1,14).
Para que Deus possa dizer de nós o que disse a Moisés – ‘o clamor dos filhos de Israel chegou até mim’ (Ex 3,9) –  é preciso que também nós clamemos a Ele. Clamemos junto com seu Filho, cujo sangue é mais eloquente que o de Abel, ‘porque o sangue de Abel pedia a morte do irmão fratricida, ao passo que o sangue do Senhor obteve a vida para seus perseguidores’. Clamemos junto com Maria Santíssima, de quem Jesus disse olhando para nós: ‘Eis a tua mãe’ (Jo 19, 27). Elevemos ao céu muitas vezes as palavras com que o anjo Gabriel a saudou – ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo’ (Lc 1,28) – e as palavras com que Isabel, cheia do Espírito Santo, recebeu Maria em sua casa: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre’ (Lc 1,42).”
Mais do que nunca, o discernimento da Renovação Carismática Católica para o atual momento aponta para a oração. Assim, o Conselho Nacional da RCCBRASIL orienta o povo carismático a prosseguir em unidade e perseverança em nossa missão de orar, mantendo equilíbrio e coerência para atuarmos com maturidade nas decisões, que como cidadãos, estão sujeitas ao foro íntimo. Ou seja, cada um deve avaliar as circunstâncias e riscos para a sua tomada de decisão como cidadão, visando garantir uma manifestação em defesa da vida humana, desde a sua concepção, com integridade e segurança.
Acima de tudo, acreditamos que Nossa Mãe Maria está ao nosso lado levando as nossas súplicas pelo Brasil a Jesus.
 Que Deus nos abençoe a todos!
Ministério Fé e Política RCCBRASIL- Conselho Nacional RCCBRASIL


sábado, 10 de dezembro de 2016

Papa Francisco adverte quem é o anticristo


O site ACI Digital informou hoje (11/11/2016) que na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu contra a tentação de construir ideologias a partir do amor cristão e da religiosidade; ideologias nas quais não se reconhece a mensagem evangélica do amor de Deus pelo homem.
Um amor que não reconhece que Jesus veio em Carne, na Carne, não é o amor que Deus nos comanda. É um amor mundano, é um amor filosófico, é um amor abstrato, é um amor pequeno, é amor soft. Não! O critério do amor cristão é a Encarnação do Verbo. Quem diz que o amor cristão é outra coisa, este é o anticristo! Que não reconhece que o Verbo veio na Carne”.
O Papa advertiu contra as ideologias: “as ideologias sobre o amor, as ideologias sobre Igreja, as ideologias que tiram da Igreja a Carne de Cristo. Essas ideologias escarnecem a Igreja! ‘Sim, eu sou católico; sim, sou um cristão; eu amo todo o mundo com um amor universal’. Mas é tão etéreo. Um amor é sempre dentro, concreto e não para além desta doutrina da Encarnação do Verbo”.
O Santo Padre sublinhou que “esta é a nossa verdade: Deus enviou o seu Filho, se encarnou e fez uma vida como nós. Amar como Jesus amou; amar como Jesus nos ensinou; amar com o exemplo de Jesus; amar, caminhando na estrada de Jesus. E a estrada de Jesus é dar a vida”.
A única maneira de amar como Jesus amou – indicou o Pontífice – é sair continuamente do próprio egoísmo e ir a serviço dos outros”. O amor cristão “é um amor concreto, porque concreta é a presença de Deus em Jesus Cristo”. “A Igreja é a comunidade em torno da presença de Cristo, que vai além”, assegurou.
O protótipo do amor cristão é o amor de Cristo por sua noiva, a Igreja. “Quem quer amar não como Cristo ama sua noiva, a Igreja, com a própria carne e dando a vida, ama ideologicamente”, afirmou Francisco. “Fazer teorias e ideologias, também propostas de religiosidade que retiram a Carne de Cristo, que retiram a Carne à Igreja, vão além e arruínam a comunidade, arruínam a Igreja”.
Se começarmos a teorizar sobre o amor, chegaremos à transformação da vontade de Deus”, disse o Santo Padre. “Chegaremos a um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja e a uma Igreja sem povo. Tudo neste processo de escarnecer a Igreja”.
Evangelho comentado pelo Papa Francisco:
Lucas 17,26-37
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.


domingo, 3 de abril de 2016

Autoridade vaticana põe um fim no debate sobre divorciados: não podemos negociar ensinamentos de Cristo



Segundo o site ACI Digital, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, colocou um fim no debate sobre a situação dos divorciados em nova união dentro da Igreja e a possibilidade de que comunguem a partir de uma proposta dos bispos alemães durante o Sínodo da Família.

Em uma entrevista concedida esta semana ao jornal Kölner Stadt-Anzeiger, de Colônia, a autoridade vaticana descartou que a Igreja possa reinterpretar os ensinamentos de Cristo sobre o matrimônio.

O Cardeal também negou que haja uma “batalha” dentro do Vaticano acerca deste tema e explicou que o Cardeal Walter Kasper – que promove há vários anos a comunhão para divorciados em nova união – já se retratou por ter usado uma metáfora que sugeria tal enfrentamento.

“Não é possível negociar o ensinamento de Jesus Cristo. E este ensinamento é, depois de tudo: o que Deus uniu, o homem não separa. Não pode haver nenhum compromisso nisto”, sublinhou o Cardeal Müller e logo esclareceu que não podemos “como seres humanos converter a clara palavra de Deus em algo vago. Uma sólida aproximação pastoral é o contrário da relativização das palavras de Cristo”.

A autoridade vaticana reiterou que para o Papa Francisco a situação dos divorciados em nova união na Igreja não se limita a comunhão, mas pede sua integração na vida eclesiástica, “cujo último passo pode constituir a comunhão, depois de um processo de conversão e arrependimento se cumprirem com pré-requisitos geralmente válidos”.

“Não é possível um segundo matrimônio ou um segundo esposo, enquanto viva o anterior, segundo a interpretação católica das palavras de Jesus”, indicou o Cardeal Müller e adicionou que “a Igreja não é capaz de dissolver ou suspender um matrimônio válido e verdadeiramente sacramental”.

Neste sentido, precisou que “o Papa e todos nós queremos evitar cuidadosamente que as pessoas se afastem da Igreja como comunidade de salvação. Existem outras formas – teologicamente válidas e legítimas – de participar da vida da Igreja. A comunhão com Deus e com a Igreja não está só constituída pela recepção oral da Eucaristia”.

O Prefeito foi questionado especificamente a respeito da proposta que os bispos alemães, liderados pelo Presidente do Episcopado, Cardeal Reinhard Marx, apresentaram no Sínodo da Família a fim de permitir que os divorciados em nova união comunguem “olhando cada caso” e segundo sua consciência.

O Cardeal Müller explicou que isto seria possível somente “quando os esposos – como o Papa João Pablo II recordou o permanentemente válido ensinamento da Igreja sobre o matrimônio em sua Exortação Apostólica “Familiaris Consortio” (1981) — vivem juntos como irmão e irmã”.

O entrevistador recordou à autoridade vaticana que o Cardeal Marx considera irreal esperar que os casais convivam em abstinência sexual. E o Cardeal Müller recordou que “isso foi o que também pensaram os apóstolos quando Jesus lhes explicou a indissolubilidade do matrimônio (Mt 19, 10). Mas, o que parece impossível para os seres humanos é possível pela graça de Deus”.






sábado, 19 de março de 2016

Que o Espírito Santo seja mais conhecido e mais honrado


“Quem, ó Santo Padre, pode fazer com que o Espírito Santo seja mais conhecido e mais honrado, senão o Vigário de Jesus sobre a terra (...). Portanto, Santo Padre, somente o senhor, pode fazer com que os cristãos retornem ao Espírito Santo, para que o Espírito Santo retorne a nós, abata o domínio do demônio e nos conceda a desejada renovação da face da terra”. É com essa ousadia de profeta que Elena Guerra se dirige ao Santo Padre Papa Leão XIII e inicia o grande marco, dos últimos séculos, da graça de Pentecostes sobre a face da terra.
Convencida pelo próprio Espírito Santo, a Beata Elena escreve cartas ao Papa Leão XIII, a fim de difundir na Igreja uma maior atenção ao culto e devoção a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Expressões inspiradas por Deus no coração da freira Italiana, essas cartas foram recebidas pelo Papa, que instaurou um novo tempo para a Igreja, um benefício para todo o mundo, especialmente para, o movimento que nasceria muitos anos depois, a Renovação Carismática Católica. O pedido da beata, levou o Papa a consagrar o século XX ao Espírito Santo.
Cheia de profetismo, as cartas da apóstola do Espírito Santo, depois de mais de um século em que foram escritas, chegam até os dias atuais. E mesmo tantos anos mais tarde, esses escritos convidam cristãos, de todo o mundo para um retorno ao Cenáculo.
O livro “Escritos de Fogo” reúne as correspondências entre a Beata e o Papa Leão XIII. Em 13 cartas, esse livro traz um apelo a fim de tornar o Espírito Santo mais conhecido e amado, documentando a nova abertura da Igreja para a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Esse livro, é uma parte que, indiretamente,  documenta a história da Renovação Carismática com esse conteúdo profético que faz parte da raiz desse Movimento.
Tenha em suas mãos esse material que desperta o desejo pela vida no Espírito Santo e de uma constante efusão de Pentecostes. Nele, você encontra  a possibilidade de conhecer, um pouco mais, o apelo de Deus ao coração da Beata Elena Guerra, suas inspirações e essa parte da história da nossa Igreja.
Adquira o livro Escritos de Fogo - a correspondência profética entre a Beata Elena Guerra e o Papa Leão XIII sobre o Espírito Santo do Pe. Eduardo Braga (Pe. Dudu). Faça seu pedido acessando a loja virtual da Editora RCCBRASIL, ou pelo e-mail rccshop@rccbrasil.org.br. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Sede Nacional - uma forma de construir o sonho do Senhor


Construir o sonho de ter uma casa, de fazer aquela viagem em família, comprar o carro, casar, se formar na faculdade, ou qualquer outra coisa... Vários são os sonhos que vão sendo construídos na vida de cada um, porém, nas mãos de Deus, esse sonho passa a ser um projeto, consagrado ao próprio Senhor e que Ele mesmo cuidará de providenciar.
A Sede Nacional é esse projeto, que foi sonhado por Deus, sonhado por toda a RCCBRASIL e passa pelas mãos dos colaboradores, que ajudam a torná-lo real. Desde 2009, já temos esse local para literalmente construí-lo. É a terra que o Senhor deu para a RCC e, a partir de lá, toda a família carismática tem trabalhado para edificar a Nossa Casa, Nossa Benção. Muitas pessoas têm contribuído e lutado para ver essa casa erguida. Maria Ivone Ferreira Ranieri é uma dessas pessoas. A presidente do conselho da RCC da Arquidiocese de Londrina (PR) é colaboradora desde os primeiros anos em que Deus inspirou a RCC para construção.
Ao longo da história do movimento, a RCC já teve alguns locais que serviam de sede, como em Brasília (DF), Itajubá (MG), Sorocaba (SP) e Pelotas (RS). Mas sempre no coração, houve o desejo de uma casa permanente. No ano de 2005, foi lançado para a Renovação de todo o Brasil o projeto de construção de um Centro Nacional de Formação, em Brasília. Mas, com o passar do tempo, foi-se percebendo a necessidade de construir mais do que um Centro e sim uma estrutura que comportasse o Escritório Nacional, um centro administrativo e um local de eventos. Desde essa época, no ano de 2006, Maria Ivone contribui com a construção de uma sede. De lá até hoje, nunca parou de colaborar e ela foi, várias vezes, surpreendida pelas promessas de Deus: “o Senhor nos deu uma promessa, que quem se desprendesse materialmente para a construção da Sede, Ele faria o mesmo na vida pessoal de cada um”, conta Maria Ivone.
Em outubro de 2009, o Senhor falou ao conselho nacional: “Coragem, não tenham medo. Erguerei muralhas de fogo em torno de vocês para proteger o que precisa ser construído, e também reconstruirei as muralhas (as que desabaram) na vida de cada um (...). A partir daí, a construção começou e a graça de Deus tem sido testemunhada por muitas pessoas que ajudam nessa obra e têm a própria vida reconstruída por Ele. Maria Ivone, conta as graças que recebeu nesse período, “Nós não podemos impor condições para Deus, mas Ele pode nos fazer promessas e foram muitas graças recebidas... Se Deus dá graças materiais, imagina as espirituais?” completa a semeadora.
Ela conta que na diocese dela muitas pessoas, ao contribuírem, foram vendo as graças de Deus acontecendo e os testemunhos começaram a estimular outras pessoas para se tornarem semeadoras. “Deus é o dispensador de graças especiais, nós apenas acolhemos”, comenta Maria. Há alguns anos, Londrina é a diocese que mais participa do Projeto Semeando a Vida no Espírito.

Você também pode fazer essa experiência de ser um semeador da Vida no Espírito colaborando com a construção da Sede Nacional na cidade de Canas (SP), que é sonho de Deus para toda a família carismática. Você pode se cadastrar aqui ou encaminhar os seus dados para o e-mail sedenacional@rccbrasil.org.br. Para mais informações, ligue para o Escritório Nacional da RCCBRASIL no telefone  (12) 3151-4155, no WhatsApp (12) 98258-0024 ou entre em contato conosco pelo atendimento online.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Diocese nos Estados Unidos estuda o caso da “hóstia que sangra”


Segundo o site ACI (30/11/15), a diocese do Salt Lake City nos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre um fato que chamou atenção dos fiéis. Uma hóstia consagrada devolvida ao celebrante da missa, e posta em um copo d´água, ainda não se dissolve, e dentro dela é possível ver marcas de sangue. O caso está ficando conhecido como a “hóstia que sangra”.
No último 27 de novembro, a diocese de Salt Lake enviou à imprensa uma declaração sobre a “hóstia que sangra”, que se encontrava na Igreja de São Francisco Xavier.
O canal KUTV de Utah assinala que um sacerdote dessa igreja deu a hóstia consagrada a um menino para que comungasse e um parente disse ao presbítero que o pequeno não tinha feito sua primeira comunhão – ou não era católico – e por isso a devolveu.
A hóstia logo foi colocada em água para que se dissolvesse como costuma fazer-se nestes casos de acordo com as normas litúrgicas.
Entretanto, a hóstia não se dissolveu e ainda, depois de alguns dias, apareceram nela manchas vermelhas, talvez de sangue. Alguns sugerem que poderia tratar-se de um milagre, enquanto outros afirmam causas naturais para o acontecimento.
O fato é que o Administrador Diocesano do Salt Lake City, Mons. Colin F. Bircumshaw, designou uma comissão ad hoc de “indivíduos de distintos campos para investigar o tema”. O grupo inclui cientistas e pesquisadores.
“O processo já está em marcha e os resultados serão feitos públicos”, indicam as autoridades da diocese.
A hóstia que é objeto da investigação está sob custódia do Administrador Diocesano. “Diferentemente do que assinalam os rumores, não há planos de expô-la publicamente ou para a adoração”, precisa o texto.
A declaração, que leva a assinatura do Mons. M. Francis Mannion, Presidente do Comitê de investigação, assinala ainda que “qualquer que seja o resultado da investigação, podemos usar este tempo para renovar nossa fé e devoção no maior dos milagres: a presença real de Jesus Cristo que se dá em cada Missa”.



domingo, 6 de dezembro de 2015

“Tomo posse da Benção de hoje”, um diário espiritual para fortalecer a vida de oração


Sono, cansaço, desmotivação, dificuldade para leitura, falta de compreensão e muitas outras coisas aparecem, bem na hora de ler as Sagradas Escrituras! Pensando nessas dificuldades, a Comissão Nacional de Formação da RCCBRASIL preparou para todas as pessoas que desejam uma maior intimidade com a Palavra de Deus uma ferramenta que serve de orientação para a escuta aprofundada da Palavra no dia-a-dia.
“Tomo posse da benção de hoje – o poder da Palavra de Deus em minha vida” é um diário espiritual que pode ser um auxílio para os servos terem uma vida de oração com maior disciplina e assiduidade. Ele visa fazer o leitor se aprofundar no conhecimento ao Senhor, pela oração e pela Palavra.
São 365 dias para meditação da Bíblia pela “Lectio divina”, forma de leitura orante da Palavra, que passa por quatro fases: leitura, meditação, oração e contemplação.  Esse exercício surgiu na Idade Média e até hoje é a base para todos os outros modos de leitura; sobre ela, Monge Guido II (1173-1180) dizia: “buscai na leitura e encontrareis na meditação; batei pela oração e encontrareis pela contemplação”.
Além disso, o diário possui orientações para práticas espirituais como o sacramento da confissão, obras de misericórdia, jejum e adoração eucarística, a fim de ajudar a crescer na graça e conhecimento ao Senhor. “Tomo posse da Benção de hoje – o poder da Palavra de Deus em minha vida” é um instrumento para exercícios espirituais e para se alimentar bem desse alimento salutar, que é a Sagrada Escritura.
Com um roteiro de meditação programado para cada dia, o diário oferece ainda preces  para fixação da palavra de Deus e orações necessárias para intimidade com o Senhor, como oração de cura interior, autolibertação, consagração ao Espírito Santo, oração pela família, campanha do Jejum de Daniel e oração , exame de consciência antes da confissão, entre outras.
Faça a experiência, conheça o diário espiritual “Tomo posse da Benção de hoje”. Ele será uma ajuda para perseverar na leitura da Palavra de Deus e vai servir de auxílio para a fidelidade da oração pessoal. Adquira pelo telefone (12) 3151-4155 ou pelo e-mailrccshop@rccbrasil.org.br. Você também pode fazer o seu pedido acessando a loja virtual da Editora RCCBRASIL



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O intercessor torna-se o assessor confiável, o tenente de Deus


A intercessão sempre esteve presente na vida da Igreja. Temos exemplos de intercessores que vão desde a Virgem Maria até você, que pode ser intercessor do seu Grupo de Oração.  Quando se está orando, o orante está ligado diretamente a Deus. Contudo, nem sempre ele tem plena convicção disto.
Segundo Cyril John, presidente da Comissão de Intercessão da RCC internacional, “o intercessor deve orar, vislumbrando o resultado de sua oração, antes mesmo de iniciá-la”. E ressalta que se deve interceder com fé lembrando que toda oração obtém uma resposta do Senhor.
No livro, “Rezar erguendo mãos santas – O poder da Intercessão Profética”, Cyril John observa que temos a uma tendência eminente de concentrar apenas na própria força, conhecimento e recursos e nos esquecemos de recorrer ao Senhor.
A intercessão profética esclarece o carisma de intercessor. Interceder profeticamente é a “intercessão em conformidade com os fardos que estão no coração de Deus”. Pois isso Cyril exorta a todos para priorizarem a intercessão, de acordo com as intenções que são de vontade do Senhor e não dar como mais importante as intenções que estão nosso coração.
O autor ainda ressalta que, se queremos cooperar para como os Planos de Deus, é preciso que se ouça a voz de Senhor e se clame pelas intenções às  quais Deus deseja. Mas para que isso seja alcançado é preciso uma postura condizente, tirando o peso dos pensamentos e ansiedades e se colocar realmente esvaziado para estar disponível às inspirações vindas do Espírito Santo.
Quer compreender ainda mais sobre a intercessão e como você pode colaborar para os planos de Deus? Adquira o livro do Cyril John, “Rezar erguendo mãos santas – O poder da intercessão profética”, através nos nossos canais de atendimento. Para comprar, entre em contato pelo telefone (12) 3151-4155 ou pelo e-mail: rccshop@rccbrasil.org.br.

(do portal RCC.Br)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

As chaves para o Reino


Mais um testemunho interessante na vida de Dr. Scott Hahn, ex-pastor convertido ao catolicismo.
Eu era um católico recém-convertido, e estava orgulhoso da minha descoberta.
Tinha acabado de apresentar um trabalho num seminário de doutorado sobre o Evangelho de Mateus, e achava que essa obra era importante e inédita, bem como, sabia que abordava a verdade. Até esmo a inesgotável sessão de duas horas e meia de questionamentos do meu professor e colegas estudantes tinha deixado a mim e à minha tese ilesos.
Qual era o assunto do trabalho? Eu demonstrava que o relato de Mateus no qual Jesus dá “as chaves do reino” para Pedro, estava relacionado com o obscuro oráculo de Isaías sobre a transferência das “chaves da Casa de Davi”. O que Jesus conferia a Pedro, ou seja, a autoridade sobre a Sua Igreja, correspondia ao que o rei de Isaías tinha conferido a Eliaquim, ao fazê-lo primeiro-ministro do reino de Davi. Em ambos os casos, havia um encargo tanto de primazia como de sucessão. Quando tal pessoa deixasse aquele cargo, outro tomaria o seu lugar e, seu sucessor, gozaria da mesma autoridade que o seu antecessor.
Estudiosos anteriores, tanto protestantes quanto católicos, tinham percebido a citação de Isaías. E você não precisa ser um estudioso para perceber que Mateus está cheio de citações e mais citações, alusões e referências, do Antigo Testamento.
Contudo, eu senti que tinha tido um novo ponto de vista, ao ver como esta citação ajudava a compreender o significado da intenção de Jesus em Mateus. Como dito, esta passagem representava Jesus como o novo rei Davi e, a Igreja, como o reino restaurado de Davi.
Foi essa conclusão e outras semelhantes, que me levaram a me tornar um católico. Agradeci a Deus por esta graça, mas também me parabenizei por ter realizado um trabalho acadêmico tão impressionante. Meus colegas e meu professor também estavam impressionados, mas isso não chegava nem a metade da grande impressão que eu estava de mim mesmo.
Porém, não passou muito tempo depois, e eu encontrei de novo essas mesmas duas passagens bíblicas, num ambiente que eu dificilmente esperava encontrá-las.
Foi o que ocorreu na Missa do 21º domingo do Tempo Comum. A primeira leitura era tirada de Isaías, capítulo 22, o mesmo oráculo obscuro que eu havia estudado em detalhes no meu trabalho acadêmico. É uma passagem tão estranha que eu jamais esperava ouvi-la dentro da Liturgia. E, logo em seguida, poucos minutos depois, o sacerdote proclama o Evangelho segundo Mateus, cap. 16, o episódio em que Jesus entrega as chaves a Pedro!
Perguntei a mim mesmo: quais eram as chances dessas duas leituras das Escrituras serem lidas numa mesma Missa? Eu me senti como se tivesse ganhado uma gincana bíblica.
Somente mais tarde, descobri que as leituras que ouvimos na Missa não são escolhidas por um santo acaso. A minha interpretação inovadora de Mateus, capítulo 16, era a interpretação que os católicos, há anos, ouviam na Liturgia, e não apenas ouvintes acadêmicos, mas trabalhadores, comerciantes, e os mais pobres dos pobres.
Faz mais de vinte anos desde que me converti ao Catolicismo, e tive essa mesma experiência, várias e várias outras vezes, na Missa.
Domingo após domingo, a Igreja nos dá uma padronização das interpretações bíblicas, mostrando-nos como as promessas do Antigo Testamento foram cumpridas no Novo. E a Igreja nos apresenta as Escrituras da mesma forma que os escritores do Novo Testamento faziam; e, eles aprenderam isso com Jesus.
Os evangelistas interpretaram o Antigo Testamento como a história da salvação, o suave desdobramento do plano misericordioso e compassivo de Deus para com os diversos costumes da raça humana, numa aliança familiar – na família de Deus, que adora e vive no Seu reino.
Certamente foi aquela promessa da filiação divina que me cativou e me segurou, por todos esses anos, quando pela primeira vez, eu fui em busca de razões para crer, quando fui em busca do significado mais profundo do Batismo da Igreja.
“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus… em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3,3.5).
Eu aprendi com meus primeiros professores que o Batismo nos faz Cristão. É uma unção que faz com que Cristo possa conferir a realeza a um mendigo como eu. Mais do que isso, é essa realeza que Ele quer que todos compartilhemos com quem encontramos, especialmente, com aqueles que nos são mais hostis. Sempre com mansidão e respeito. E cheios de esperança.
Trecho retirado do livro: Razões Para Crer, Scott Hahn – fonte: cleofas.com.br


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A identidade católica em meio ao diálogo inter-religioso



 “A Declaração ‘Dominus Iesus’ da Congregação para a Doutrina da Fé nos 15 anos da sua publicação (2000-2015)” foi a primeira palestra da 24ª edição do Curso Anual dos Bispos do Brasil, proferida na manhã do dia 27 de janeiro, pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano, Cardeal Angelo Amato.
Orientado pelas diretrizes do Concílio Vaticano II, nas comemorações de seus 50 anos, o conferencista discorreu sobre a relação da Igreja Católica com as outras religiões e as circunstâncias para a salvação daqueles que não são batizados.
O documento base usado pelo Cardeal Amato foi a Declaração “Dominus Iesus”, da Congregação para a Doutrina da Fé, subscrita pelo então prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), e pelo secretário, arcebispo Tarcisio Bertone, publicada há 15 anos (6/8/2000). O documento afirma, primeiramente, que a salvação é para todos (universal) e defende a relação inter-religiosa, com a ressalva de se manter, incondicionalmente, a identidade católica.
Para o cardeal, apesar das críticas que a Declaração recebeu, ela “não bloqueou ou condicionou negativamente os diálogos ecumênicos e inter-religiosos, mas realçou-os a partir de uma precisa e reafirmada identidade”. Ele explicou que a “Dominus Iesus” não propôs uma nova doutrina, mas recolheu e organizou indicações do magistério do Vaticano II e da “Redemptoris Missio” acerca da unicidade e da universalidade salvífica de Cristo e da Igreja.
Salvação dos não cristãos
O conferencista abordou a legítima preocupação da Declaração quanto à salvação dos não cristãos, das pessoas não batizadas, mas honestas, compassivas, de consciência reta. Os textos conciliares falam de uma ação divina, invisível, mas real e eficaz, a fim de que os não cristãos possam alcançar a fé e vir a contatar com o mistério pascal por vias secretas e no modo que só Deus conhece.
Entre as vias mediante as quais Deus oferece a todos a possibilidade de ascender a Cristo e à Igreja, explicou o Cardeal Amato, estão a ordenação à Igreja, como sacramento universal de salvação, a obediência à reta consciência, o fazer o bem e evitar o mal, a adesão à verdade e a coerência entre fé e vida.
“Estas indicações conciliares permitem superar a falsa imagem de um cristianismo autoritário e arrogante e de uma Igreja fechada perante aqueles traços de verdade e de bondade presentes fora desta. O mistério redentor de Cristo tem valência universal e de um modo misterioso, mas real, alcança as mentes e os corações não só dos batizados, mas de todos os seres humanos. Se os meios de salvação são oferecidos com abundância na Igreja, também fora desta não faltam vias através das quais Deus atrai as almas à graça e à fé”, destacou o cardeal.
Clareza doutrinal e pastoral
Na conclusão, o Cardeal Amato destacou a importância do diálogo inter-religioso e da missão da Igreja de proclamar o Evangelho, convidando as pessoas à conversão e ao Batismo. Disse da necessidade de uma reeducação teológica para o acolhimento do magistério, como herança dos padres da Igreja e dos grandes teólogos de todos os tempos e, sobretudo, é o modo de agir dos santos. “A “Dominus Iesus”, continua, é hoje, mais que nunca, um válido apelo de clareza doutrinal e pastoral, como base da catequese, da nova evangelização e da “missio ad gentes”, pontuou o Cardeal Amato”.

Fonte: ArqRio.org



quarta-feira, 20 de maio de 2015

TL - origens





Nós criamos a Teologia da Libertação, afirma ex-espião da União Soviética
 
Ion Mihai Pacepa, que foi general da polícia secreta da Romênia comunista antes de pedir demissão do seu cargo e fugir para os EUA no fim da década de 70, um dos maiores “detratores” de Moscou, concedeu entrevista a ACI Digital e revelou a conexão entre a União Soviética e a Teologia da Libertação na América Latina. Entre outras coisas ele diz:
“Soube que a KGB teve uma relação com a Teologia da Libertação através do general soviético Aleksandr Sakharovsky, que foi conselheiro e meu chefe até 1956, quando foi nomeado chefe do serviço de espionagem soviética.
Em 26 de outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, chegaram à Romênia para as chamadas “férias de seis dias de Khrushchev”. Khrushchev queria ser reconhecido na história como o líder soviético que exportou o comunismo à América Central e à América do Sul. A Romênia era o único país latino no bloco soviético e Khrushchev queria envolver os “líderes latinos” na sua nova guerra de “libertação”.
Sakharovsky era uma imagem soviética dos anos quentes da Guerra Fria. Ele ocasionou a exportação do comunismo a Cuba (1958-1961); ele manipulou de maneira perversa a crise de Berlim (1958-1961) criou o Muro de Berlim; a crise dos mísseis cubanos (1962) e colocou o mundo na beira de uma guerra nuclear.
A Teologia da Libertação foi de alguma maneira um movimento ‘criado’ pela KGB de Sakharovsky ou foi um movimento existente que foi exacerbado pela URSS?
O movimento nasceu na KGB e teve um nome inventado pela KGB: Teologia da Libertação. Durante esses anos, a KGB teve uma tendência pelos movimentos de “Libertação”. O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (FARC), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro; o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB com o apoio de “Che” Guevara; e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), criado pela KGB com ajuda de Yasser Arafat, são somente alguns movimentos de “Libertação” nascidos em Lubyanka – lugar dos quartéis-generais da KGB.
O nascimento da Teologia da Libertação em 1960 foi a tentativa de um grande e secreto “Programa de desinformação” (Party-State Dezinformatsiya Program), aprovado por Aleksandr Shelepin, presidente da KGB, e pelo membro do Politburo, Aleksey Kirichenko, que organizou as políticas internacionais do Partido Comunista.
Este programa demandou que a KGB guardasse um controle secreto sobre o Conselho Mundial das Igrejas (CMI), com sede em Genebra (Suíça), e o utilizasse como uma desculpa para transformar a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária na América do Sul. O CMI foi a maior organização internacional de fiéis depois do Vaticano, representando 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países.
A KGB começou construindo uma organização religiosa internacional intermédia chamada “Conferência Cristã pela Paz”, cujo quartel general estava em Praga. Sua principal tarefa era levar a Teologia da Libertação ao mundo real. A nova Conferência Cristã pela Paz foi dirigida pela KGB e estava subordinada ao respeitável Conselho Mundial da Paz, outra criação da KGB, fundada em 1949, com seu quartel geral também em Praga.
Durante meus anos como líder da comunidade de inteligência do bloco soviético, dirigi as operações romenas do Conselho Mundial da Paz (CMP). Era estritamente KGB. Em 1989, quando a URSS estava à beira do colapso, o CMP admitiu publicamente que 90 por cento do seu dinheiro chegava através da KGB3.
Como começou a Teologia da Libertação?
Eu não estava propriamente envolvido na criação da Teologia da Libertação. Eu soube através de Sakharovsky, entretanto, que em 1968 a Conferência Cristã pela Paz criada pela KGB, apoiada em todo mundo pelo Conselho Mundial da Paz, foi capaz de manipular um grupo de bispos sul-americanos da esquerda dentro da Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín (Colômbia).
O trabalho oficial da Conferência era diminuir a pobreza. Seu objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso motivando os pobres a rebelar-se contra a “violência institucionalizada da pobreza”, e recomendar o novo movimento ao Conselho Mundial das Igrejas para sua aprovação oficial. A Conferência de Medellín alcançou ambos objetivos. Também comprou o nome nascido da KGB “Teologia da Libertação”.
A Teologia da Libertação teve líderes importantes, alguns deles famosas figuras “pastorais” e alguns intelectuais.
Recentemente vi o livro de Gutiérrez “Teologia da Libertação: Perspectivas” (1971) e tive a intuição de que este livro foi escrito em Lubyanka. Não surpreende que ele seja considerado agora como o fundador da Teologia da Libertação. Porém, da intuição aos fatos, entretanto, há um longo caminho.


quarta-feira, 4 de março de 2015

O Batismo no Espírito Santo como experiência fundante

Transcrição, na íntegra, da pregação de Michelle Moran, então presidente do ICCRS, feita durante o ENF 2015, em 22/01 na cidade de Aparecida/SP.

É maravilhoso poder falar com vocês imediatamente após a fala do Papa. O Papa Francisco nos deu a direção e, agora, nós temos a responsabilidade de fazer isso acontecer. O Jubileu não é um ponto de chegada, mas é um momento para nós celebrarmos. E todos vocês, como líderes, têm uma responsabilidade: Quem vocês vão levar junto com vocês para o Jubileu? Não se trata de nós juntos fazermos uma festa, mas se trata de um mundo conhecer a obra transformadora de vidas que o Espírito Santo realiza. Todos nós temos um trabalho a fazer, portanto.
Uma das coisas que eu faço como parte da minha responsabilidade, eu tenho a oportunidade de me encontrar com o Santo Padre com frequência, e todas as vezes em que eu me encontro com o Santo Padre, eu quero que vocês saibam que levo toda a Renovação Carismática do mundo inteiro dentro do meu coração. Então vocês estão se encontrando com o Santo Padre com muita frequência.
Nesta manhã, eu quero refletir com vocês sobre o coração da Renovação Carismática Católica que é a experiência do Batismo no Espírito Santo. Em Pentecostes de 2008, nós estávamos reunidos na praça de São Pedro e o Papa Bento XVI falou conosco muito claramente sobre o Batismo no Espírito Santo. E ele disse: “Que nós possamos redescobrir a graça de ser batizados no Espírito Santo. A alegria e a beleza de sermos batizados no Espírito Santo”. Vamos lembrar-nos do nosso Batismo e do nosso Crisma e vamos pedir à Maria para ter um novo Pentecostes para nós. Vamos difundir e espalhar a graça de Pentecostes para todo o mundo.
Ele não estava falando só sobre a Renovação Carismática Católica e acho que temos que ouvir isso com nossos ouvidos muito abertos. Porque o que o Papa Bento estava fazendo era nos lembrar de que o Batismo no Espírito Santo não era só para os carismáticos, mas para toda a Igreja. Ele estava nos fazendo pensar sobre os Sacramentos do Batismo e do Crisma. Isso é uma coisa que nós carismáticos fazemos com frequência, nós nos lembramos da graça do Batismo e seguimos com a força do Sacramento do Crisma.
Bento XVI estava nos lembrando de que nós temos que ficar em expectativa pelo novo derramamento do Espírito e estarmos prontos para nos mover de acordo com a direção do Espírito. Nessa ocasião em que vocês puderam ver no vídeo hoje de manhã, no estádio olímpico, no ano passado, o Papa Francisco falou muito claramente e, desta vez, para a Renovação Carismática Católica: “Eu espero que vocês partilhem com todos na Igreja a graça do Batismo no Espírito Santo”. “EU ESPERO QUE VOCÊS”. Quem se sente
convidado com o Papa? Todos nós. E qual é a nossa tarefa? Partilhar com todos a graça do Batismo no Espírito Santo.
Então eu poderia perguntar para vocês: “o que vocês fizeram até agora?”. Desde que o Santo Padre nos pediu para fazer isso, o que nós temos feito? Tenho certeza de que nós fizemos muitas coisas. Mas, esta manhã eu quero motivá-los para fazerem mais, buscarem mais. Isso resultou numa Renovação Carismática enfraquecida, sem visão e sem força. Tenho de certeza que isso não se aplica ao Brasil. Mas, que quero partilhar com vocês o que acontece em nossa família ao redor do mundo.
Em algumas partes do mundo têm se dispendido muita energia na construção de estruturas, construindo estruturas e deixando que a parte organizacional tome um papel importante. Quero dizer para vocês que estruturas são importantes, mas o Santo Padre nos advertiu sobre o perigo da organização excessiva. A imagem que eu gosto de usar para descrever isso é: se nós pensarmos no Espírito Santo como fogo, eu já estive na Austrália muitas vezes, e, no verão, eles têm um grande problema com o fogo que pega na vegetação. Quando começa o incêndio, a madeira está muito seca e o fogo começa a se espalhar e gradualmente ele fica fora de controle. É muito perigoso, é caótico, é um grande problema. Sem as estruturas necessárias, quando as pessoas são batizadas no Espírito Santo e o fogo está queimando, esse fogo pode ser espalhar, mas também coisas caóticas podem acontecer. As pessoas podem acabar deixando a Igreja, acreditarem em heresias, fazendo a sua própria vontade em nome de Deus. Então, sim, nós precisamos das estruturas. Mas, se as estruturas forem muito pesadas, nós acabamos extinguindo o fogo.
No ano passado, eu estive no Peru e nós fizemos lá nosso programa de treinamento de liderança. Numa noite, nós fizemos nossa oração fora, em torno de um campo de fogo. Nós nos reunimos em torno daquele fogo e, então, um dos homens daquele grupo. E agora eu não quero dizer que só os homens têm a tendência de super organizar as coisas, mas alguns dos homens disseram: “Vamos construir esse fogo”. Então eles começaram a colocar muitas toras de madeira sobre aquela fogueira e gradualmente o fogo ia se apagando. Daí uma pessoa disse: “É porque o fogo não consegue respirar”. Então eles abriram aqueles pedaços de madeira e houve uma ignição. Acho que isso é uma imagem muito boa de como devemos pastorear o Batismo no Espírito Santo. Sim, nós precisamos de estruturas. Com certeza, as pessoas precisam das lideranças, mas nós não precisamos controlar, nem conter o Espírito Santo, porque, se nós fizermos isso, nós vamos extinguir a graça da Renovação Carismática. Acho que vocês entenderam, aleluia!
Em algumas partes do mundo, nós nos afastamos tanto do nosso fundamento, que as pessoas estão fazendo Seminários de Vida no Espírito, mas não estão sendo batizadas no Espírito Santo. Mas, eu me pergunto por quê? O Espírito Santo parou de agir? Não. O Espírito Santo se extinguiu, morreu? Não! Então,
por que as pessoas não estão sendo batizadas no Espírito Santo? Talvez vocês possam responder essa pergunta para mim. Eu acho que isso tem a ver com o fato de que como líderes nós não temos sido fiéis ao nosso fundamento e nós não estamos nos movendo com aquela fé expectante que tínhamos no início. Nós temos que voltar à simplicidade do início da Renovação Carismática Católica. Existem alguns Grupos de Oração que eu visito e nem tenho certeza de que eles ainda são Grupos de Oração carismáticos. Tem pessoas cantando, dançando, talvez alguém até faça uma leitura da bíblia e as pessoas rezam. É um bom Grupo de Oração, mas não é um Grupo de Oração carismático.
Nesses tempos em que estamos fazendo nossa jornada rumo ao Jubileu, nós temos que nós perguntar: “Nós somos carismáticos?”. Os nossos Grupos de Oração estão se movendo nos carismas? Nós estamos vendo coisas novas no Espírito? Nós estamos nos aprofundando em nossa vida de oração? Nós estamos sendo mais eficientes e eficazes em nossa evangelização? Estes todos são pontos importantes para nós refletirmos.
Me lembro agora de Atos 19, quando Paulo chega em Éfeso, ele pergunta para as pessoas: “vocês receberam o Espírito Santo quando foram batizados?” e vocês lembram que as pessoas disseram: “nós nem sabíamos que tinha o Espírito Santo”. Penso que existem pessoas na Renovação Carismática Católica que não conhecem toda a dimensão da graça do Batismo no Espírito Santo. Meus amigos, nós temos uma grande tarefa para cumprir, nós temos que nos revigorar, refrescar. Nós temos que fazer com que nossos Grupos se tornem jovens novamente. Nós precisamos de um novo Pentecostes, para uma nova evangelização.
Vamos voltar por um momento para o evento de Pentecostes em Atos 2. Lembrem que Pentecostes era uma festa judaica. Então eles se reuniam para celebrar essa festa que fazia memória das leis sendo dadas a Moisés no monte Sinai. Então nós temos que ler Atos 2 juntamente com Êxodo 19. Santo Agostinho, em uma de suas homilias, observou que se passaram 50 dias entre a saída do Egito e o recebimento das tábuas da lei no monte Sinai. Então, se passaram também 50 dias entre o sacrifício do cordeiro, Jesus Cristo, e o recebimento do Espírito na festa de Pentecostes. Agora que nós nos aproximamos do nosso 50º aniversário, penso que nós precisamos ficar em atitude de expectativa. Penso que nós podemos viver uma experiência nova com o Espírito Santo. A mensagem é a mesma no livro do Êxodo 19, 10, o Senhor disse: “preparem-se, aprontem-se”. Em Atos 1, 4, aos apóstolos é dito que eles devem esperar pela promessa do Pai. Hoje o Senhor diz para nós: “estejam preparados, aprontem-se, fiquem na expectativa, fiquem atentos à minha palavra”. Estejam preparados para mais daquilo que o Pai prometeu.
No monte Sinai, houve uma manifestação de Deus. Trovões, raios, trombetas, fumaça, fogo, mas somente Moisés estava lá na montanha, ele estava acompanhado de Aarão e ele era o mediador entre o povo e Deus. Em Atos 2,
Deus se manifesta. Há fogo, vento, a sala se move, mas não há mediador. O Espírito Santo diretamente repousa sobre cada pessoa. O Batismo no Espírito Santo é pessoal. Todos precisam de um Pentecostes pessoal. E o nosso Batismo no Espírito Santo nos permite viver agora toda a grandeza da graça do batismo. Se nós pudéssemos realmente entender isso, o mundo seria transformado. Deus, através do Espírito Santo, quer transformar o mundo através de mim e através de você. No dia de Pentecostes, a promessa de Deus foi cumprida: Joel 3, 1 – “Eu derramarei o meu Espírito sobre todos os seres humanos”. O Senhor derramou o seu Espírito. Amém? Onde Ele derramou o Espírito? Em mim, em você, em todo mundo. Nós temos que ajudar as pessoas a verem o que Deus fez. Nós temos que ajudar as pessoas a receberem o que Deus fez. Nós temos que assumir nosso lugar nesse novo tempo, nesta nova era do Espírito Santo. Nós temos o Espírito Santo dentro de nós. É daí que temos o tema deste nosso Encontro, nós vivemos sob a lei do Espírito de graça. Quero, portanto, motivá-los para abrirem os seus corações para receberem mais daquilo que Deus já fez. Para cada dia receberem mais das graças do seu Batismo e do seu Crisma, mas que também estejam abertos para as novidades do Espírito Santo.
Vejam, o Espírito não foi dado no dia de Pentecostes para nós termos uma experiência espiritual. A vida no Espírito não quer dizer que é uma experiência. O Espírito não foi derramado no dia de Pentecostes para que nós fôssemos curados. O Espírito não foi dado em Pentecostes para que nós pudéssemos ter dons carismáticos. Essas coisas são muito importantes. Mas, em primeiro lugar, o Espírito foi derramado no dia de Pentecostes para formar um povo que fizesse aliança com Ele. Pentecostes começou uma nova era: a Igreja, onde Deus tem levantado pessoas do Espírito. E não são somente pessoas da Renovação Carismática, mas eu creio que nós temos uma responsabilidade especial, por causa daquilo que nós já vimos, já ouvimos, por causa do que nos vivemos. O Senhor nos chama a sermos testemunhas até os confins do mundo. Então precisamos constantemente clamar para ter mais do Espírito Santo.
No I Coríntios 1, 4-7, Paulo parabeniza a comunidade. Ele diz: “eu nunca deixei de agradecer por vocês. Eu agradeço a Deus por vocês terem sidos abençoados de tantas maneiras e agradeço a Deus porque o amor a Jesus Cristo é forte entre vocês.” Mas depois, em I Cor 3, 1, Paulo diz: “eu não consegui falar com vocês como a pessoas do Espírito”. Eu peço a Deus que quando Ele olhar para a Renovação Carismática, Ele se alegre. Eu espero que o Senhor ache que aquilo que nós fizemos foi bom. Mas eu não gostaria que Ele dissesse: “Vocês não são espirituais”. Eu não gostaria que Ele dissesse: “vocês são imaturos no Espírito”. Eu não gostaria que Ele dissesse: “vocês são líderes, mas vocês não trabalharam para que se difundisse para o mundo essa graça”. Então o convite para nós esta manhã é “voltem”! Voltem para aquela base aquele, aquele fundamento soberano da Renovação Carismática. Voltem
para a graça do Batismo no Espírito Santo. E quando eu digo “voltem”, eu não quero que vão para trás. Nós não somos pessoas que estão voltando para trás, nós estamos nos movendo para frente. Talvez nós tenhamos que redescobrir esse nosso fundamento para que nós possamos nos mover com uma nova força.
Em novembro de 2013, um grupo de líderes de todo o mundo se reuniram na Terra Santa para escutar o Senhor nessa nossa jornada rumo ao Jubileu. Em um daqueles, dias nós fizemos uma peregrinação a Jerusalém e nós tínhamos a esperança de podermos nos reunir no local do Cenáculo. Mas o Cenáculo é um dos lugares santos que não é cuidado pelos franciscanos. A polícia é que controla aquela área. Então, vamos até o Cenáculo e temos que passar por ele, não podemos ficar lá. Nós éramos 160 pessoas e nós chegamos lá com uma visão no nosso coração. Nós queríamos ficar lá no Cenáculo. Meu marido estava lá com o seu violão e o policial disse “sem violão”. Então nós nos perguntamos: o que vamos fazer? E o policial disse: “Ah! Vão, vão...” e nós fomos com o violão. Quando nós temos um violão, nós temos um Grupo de Oração e nós tínhamos que nos mover rapidamente no Espírito. Então muito rapidamente começamos a rezar. Éramos pessoas de muitas diferentes línguas, então nós oramos na linguagem do Espírito. E nós ficamos lá, naquele lugar que não pode ficar muito tempo, por mais de uma hora. Creio que aquela foi uma reunião de oração profética. Líderes carismáticos de diferentes línguas, de todas as partes do mundo, reunidos no Cenáculo. Numa certa altura, o policial foi lá ver o que estava acontecendo. Ele entrou lá no Cenáculo e ficou olhando, nós rezamos ainda mais alto em línguas. E o policial saiu. Vejam, quando nos movemos no poder do Espírito Santo, nada pode nos impedir.
O que Deus nos falou no Cenáculo? Certamente o que Ele disse a cada um de nós foi “recebam um novo Pentecostes pessoal. Não somente para você mesmo, mas para todas as pessoas que você representa”. Eu creio que, naquele dia, o Brasil recebeu um novo Pentecostes. Aleluia! Mas, nós temos que nos apropriar desse novo Pentecostes, nós temos que recebê-lo. A última palavra profética que nós ouvimos lá no Cenáculo foi: “Eu derramarei o meu Espírito, e derramarei o meu Espírito, e derramarei o meu Espírito. Eu vou derramar o meu Espírito abundantemente e perpetuamente até que tenha sido realizado aquilo que eu desejo”. Vocês acreditam que o Senhor está derramando o seu Espírito? Vamos ficar de pé. Nós vamos rezar pedindo mais do Espírito Santo. Há um novo refrigério que o Senhor quer nos dar hoje. Nós não vamos pensar mais nas bênçãos de ontem, nós queremos um novo toque do Espírito. Vamos orar no Espírito para receber mais do Espírito!
Senhor, dá-nos o novo do teu Espírito, dá-nos o teu refrigério. Senhor, renova-nos no poder do teu Espírito, transforme as nossas vidas. Traga a novidade para dentro da tua Igreja, Senhor. Traga conversão para o nosso mundo, que a Tua Palavra vá até os confins do mundo no poder do Espírito Santo, amém!