sábado, 31 de julho de 2010

A BATALHA



Não nos deixemos enganar. A guerra midiática travada contra a igreja ao redor dos escândalos sexuais de alguns sacerdotes não é uma batalha pela moralidade, nem uma preocupação com a castidade dos menores envolvidos (...).
É extremamente significativo que as mesmas pessoas que rasgam as vestes diante dos escândalos sexuais de padres não façam nada para tutelar a pureza dos menores. Mas, ao contrário, apóiam a distribuição gratuita de camisinhas e lubrificantes sexuais aos nossos filhos, nas escolas publicas e postos de saúde. Trata-se da mesma corja que patrocina programas de deseducação sexual em TVs abertas alardeia como “direitos sexuais” as depravações da moda. Não posso crer que esses lobos ferozes, que em sua maioria leva uma vida muito distante da castidade cristã, tenham se transformado milagrosamente em uma legião de anjos da guarda que zelam pela pureza de nossos filhos. Diria que mais se parecem com aqueles abutres que rodeiam um animal ferido e que fazem o possível para lhe abreviar a agonia, a fim de tirar proveito o quanto antes de sua carcaça.
E a vitima quem é? Um punhado de padres pedófilos? Não, mas sim o sacerdócio católico.
Não nos iludamos. Esta reação em massa não se explica apenas como um empreendimento humano. São Paulo nos lembra que não é contra a carne e o sangue que lutamos, mas contra os espíritos malignos espalhados pelo espaço. (cf Ef 6,12).

Pe. Paulo Ricardo – Arquidiocese de Cuiabá.

domingo, 25 de julho de 2010

Nossa Casa Nossa Benção

Nós que louvamos e servimos a Deus na Renovação Carismática Católica ajudemos a construir nossa sede nacional, a nossa casa de formação! É tempo de construir e reconstruir. "...Se voltardes a mim, se observardes os meus mandamentos e os praticardes, mesmo que estejais deportados as extremidades do céu, vos reunirei ali, vos farei retornar ao lugar que escolhi para estebelecer nele a morada do meu nome." (Nee 1,9)
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Amor de Deus e Salvação



Meu irmão, minha irmã, tome sua Bíblia. O que você tem nas mãos não é um simples livro. Você tem nas mãos a Palavra de Deus, a Palavra Viva do Deus Vivo. As verdades incontestáveis da Sabedoria Divina; a marcha da Revelação Divina através da história da humanidade. É também um manual de vida, com ensinamentos que nos levam ao caminho da retidão moral e da justiça. Ao longo dos aproximadamente três mil anos em que foi escrita, Deus se apresenta a humanidade e nos oferece o caminho da salvação: Jesus Cristo.
Abra sua Bíblia no Salmo 103(104); vamos ler do versículo 5 ao 16 (...)... Eis um hino de louvor à criação. Deus nos criou por amor; criou o Universo para que servisse de suporte a Terra; criou a Terra para que servisse de pedestal a sua obra-prima: nós. Deus não nos criou porque estivesse só, não; Deus nos criou porque amava, ama e nos amará sempre. Nos criou à sua imagem e semelhança; imagem porque somos reflexos de sua vontade, semelhança porque fomos criados para sermos perfeitos e se não o somos é por culpa nossa, que desobedecemos e perdemos a pureza original. Quando os primeiros seres humanos, Adão e Eva, caíram em tentação e pecaram desobedecendo a Deus, perderam a intimidade que tinham com ele. Ao longo do tempo o homem vem pecando, se penitenciando, sendo perdoado – por pura misericórdia – mas cai de novo, muitas vezes tropeçando na mesma pedra. Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa de suas abominações, mas Deus salvou Lot e sua família. O dilúvio cobriu a terra, mas Deus salvou Noé e os seus. O povo hebreu estava cativo no Egito e Deus suscitou Moisés a libertá-los; mas o povo era renitente, teimoso; pecava por idolatria e murmuração, mas Moisés intercedia por eles e Deus os perdoava. Mais tarde, o povo escolhido sacrificava animais em holocausto expiatório para se livrar dos pecados e se o arrependimento era sincero, Deus os perdoava, não pelo sacrifício em si, mas pela contrição do coração. Contudo, já não havia arrependimento, os sacrifícios se tornaram mera formalidade, sem o firme propósito de renunciar verdadeiramente ao pecado e Deus irritou-se. Em Is 1,11 Deus diz: “De que me serve a multidão de vossas vitimas?” Deus quer o coração do homem, o teu coração, o meu coração. Deus quer nos perdoar, nos salvar e para isso ofereceu a si mesmo em sacrifício, o último sacrifício de sangue, o sacrifício perfeito: Jesus, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! Jesus foi para a cruz para nos salvar e já nos salvou. Pelo sangue precioso de Jesus fomos lavados de todo o pecado. Mas... Há um porém: é preciso que desejemos a salvação, que sigamos Jesus, até mesmo no calvário se necessário; que assumamos nossa dependência a ele, que nos submetamos a seu senhorio. Jesus morreu e ressuscitou por nós. Ele não está mais na cruz nem no sepulcro; está vivo no meio de nós. A ressurreição de Jesus é garantia que existe a eternidade esperando por nós.
Por amor fomos criados, por amor somos perdoados e por amor fomos remidos. Sejamos merecedores da Salvação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

XXIX Congresso Nacional da RCC

Servos do G.O. no Congresso Nacional da RCC
Expominas - Belo Horizonte-MG

Servos do G.O. e Eugenio Jorge










segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vivendo Pentecostes


Estamos voltando do XXIX Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica, realizado em Belo Horizonte, MG. Vivemos lá a graça de um novo pentecostes. Na realidade a continuidade de uma graça perene. Em 2010 o tema do congresso foi “Proclamai a Palavra, anunciai a Boa Nova”. Mais que exortação, uma ordem: proclamai, anunciai (imperativo); não é proclame, anuncie (um pedido). Portanto ao retornarmos a nossas casas, nossas comunidades, nossas paróquias e grupos de oração, temos o dever de aprimorar, reavivar, consolidar nossos ministérios, sejam de pregação, ensino ou formação. Ensinar e formar novos servos através catequese profunda. Pregar querigmáticamente, no intuito de evangelizar prioritariamente os batizados que vivem de forma pagã, e a partir daí todo o resto: “...sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra” (At 1,8b).
Que os frutos desse congresso nacional da RCC permaneçam em nós. Indo além, que gerem novos frutos. Este congresso mal terminou e já deixa saudades. Esperamos ansiosamente o trigésimo. Deus seja louvado.

domingo, 11 de julho de 2010

Deus nos trata com justiça



Abordaremos a equidade. Equidade significa justiça; justiça natural e aqui, justiça divina. Deus trata cada um segundo seus méritos, ou seja, conforme nosso merecimento. Leiamos Sab 16,1-10 (...).
O que lemos nos remete ao livro do Êxodo, as dez pragas do Egito.
As tribulações acontecem, não por vontade de Deus, não são enviadas por Deus como castigo, mas para nos advertir. As tribulações acontecem porque muitas vezes nos afastamos de Deus e nos tornamos vulneráveis. Isso não significa que não teremos tribulações se estivermos com Deus, até porque caminhar na fé não é estar vacinado contra os males do mundo. Não podemos nos esquecer que Jesus para ser glorificado teve antes, que passar pela cruz. E muitos de nós seremos provados na tribulação! Tribulação, dores, decepções, todos teremos, mas se estivermos vivendo nossa fé em Cristo Jesus, o mal pode até afetar nosso corpo, pode até mesmo afetar nossa mente, mas nunca vai afetar nossa alma, nunca a nossa alma! Ao passo que estando longe de Deus, vivendo e gostando do pecado, o mal irá “torcer”a nossa alma, machucar, dilacerar a alma e a dor nos atingirá profundamente. Por isso é muito importante que creiamos naquele que se fez homem e deu a vida por nós; verteu seu sangue por mim, por você, por todos.
Pela cruz, Cristo nos salvou, pela cruz Cristo remiu o mundo inteiro, pela cruz fomos libertos do pecado. Jesus morreu na cruz humano e ressuscitou glorioso, divino. Pelo sangue de Jesus a cruz foi transformada de instrumento de suplicio em símbolo de salvação.
O versículo 6 diz: (...). Isto tem um significado muito importante. O que é para nós a serpente de bronze? Ela prefigura Cristo na cruz. Olhe para a cruz e veja o penhor da nossa salvação.
Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua casa, diz a Palavra e a Palavra de Deus é verdadeira. Mas será tão simples assim? Jesus nos salvou, pela fé somos justificados, mas temos que viver a fé, viver na fé, viver pela fé. Temos que nos colocar debaixo da cruz e deixar que o sangue de Jesus goteje em nossa cabeça! Mas como? Jesus foi crucificado há dois mil anos atrás... Mas ele esta vivo, ele está no meio de nós e oferece todos os dias sua carne e seu sangue. É preciso que abramos nosso coração e entreguemos a Jesus para que ele faça morada plena em nós. O crucificado nos salvou, o ressuscitado quer nos curar e libertar!
Carlos Nunes

domingo, 4 de julho de 2010

Coroa Indestrutível

Perdemos a Copa do Mundo. E daí? É só um jogo. Jogos nem sempre nos são favoráveis; às vezes ganhamos, às vezes perdemos, por mais que nos julguemos melhores e talvez até sejamos. Mas mesmo se ganhássemos o último jogo, chegaria o dia em que, fatalmente, seriamos derrotados nesta ou em outra Copa. Então o que importa verdadeiramente é lutar por algo que seja definitivo, que jamais nos será tirado, a coroa indestrutível de que nos fala o Apostolo Paulo em sua carta aos corintios, cap. 9, versos 24 e 25: “Nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o premio. Correi pois, de tal maneira que consigais. Todos os atletas se impõem muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível”. Esta é a coroa final, o troféu da glória eterna.
Esse troféu só podemos conquistar com uma vida em Cristo, segundo moção do Espírito Santo. Não é um jogo, é uma corrida de obstáculos onde não há adversários, há companheiros; não há ninguém a vencer (Nossa luta não é contra a carne e o sangue... - cf Ef 6,12), há irmãos a compartilhar. O adversário, o verdadeiro inimigo a vencer não é nosso próximo; está em nós mesmos (a concupiscência) e a nos afrontar, as investidas do maligno. Portanto, guardemos a fé, caminhemos firmes, passos largos na via traçada para nós, caminho, verdade, vida: Jesus de Nazaré. Como Paulo, possamos também dizer: “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7).
Copas do Mundo podem ser roubadas. Surrupiadas sorrateiramente pelo apito de um árbitro tendencioso ou literalmente furtada (cadê a Jules Rimet?). Mas a coroa da vitória em Jesus ninguém nos tira, pois em Cristo somos mais que vencedores.