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terça-feira, 27 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Amor e perdão, uma feliz combinação
Todos nós, combatentes, deveríamos trazer sobre a nossa farda esta
frase: 'Amor e Perdão'. Não pode faltar amor nem perdão na vida do combatente
do Senhor. O amor e o perdão caminham lado a lado. A natureza humana e a
nossa tendência para o pecado nos levam a agir de forma contrária à vontade de
Deus. Muitas vezes, não conseguimos encarar os acontecimentos na visão
do amor. O joio que o inimigo semeia, no meio dos filhos de Deus, é o desamor e
a recusa em dar o primeiro passo para perdoar.
O perdão é um ato de vontade e, se não lutarmos para sair de nós mesmos, se não deixarmos de lado o nosso orgulho para ir ao encontro dos nossos irmãos, perderemos tudo e todos. A lei do amor precisa triunfar em nossa vida, em nossa casa, em nossa família. Quantas famílias, casamentos e comunidades cristãs estão sendo destruídos pela falta de perdão! Precisamos entender: o perdão é a chave que nos devolve a unidade e que nos conduz a uma vida no amor.
Não podemos nos deixar levar pelos sentimentos. Os nossos sentimentos nos arrastam e nos levam a fazer o que não devíamos. A nossa luta é espiritual, há em nós forças que nos levam ao perdão; mas existem também forças nos segurando, nos prendendo, nos amarrando e escravizando, dizendo 'não', impedindo-nos de perdoar. Jesus, no entanto, quer nos dar a vitória do perdão. Perdoar é um presente de Deus, é uma porta de graças. Sempre teremos necessidade de perdoar. Quantas vezes devemos perdoar? É preciso perdoar sempre! Assim como temos dificuldade em perdoar as pessoas, elas também sentem a mesma dificuldade em perdoar as nossas faltas.
O perdão é um ato de vontade e, se não lutarmos para sair de nós mesmos, se não deixarmos de lado o nosso orgulho para ir ao encontro dos nossos irmãos, perderemos tudo e todos. A lei do amor precisa triunfar em nossa vida, em nossa casa, em nossa família. Quantas famílias, casamentos e comunidades cristãs estão sendo destruídos pela falta de perdão! Precisamos entender: o perdão é a chave que nos devolve a unidade e que nos conduz a uma vida no amor.
Não podemos nos deixar levar pelos sentimentos. Os nossos sentimentos nos arrastam e nos levam a fazer o que não devíamos. A nossa luta é espiritual, há em nós forças que nos levam ao perdão; mas existem também forças nos segurando, nos prendendo, nos amarrando e escravizando, dizendo 'não', impedindo-nos de perdoar. Jesus, no entanto, quer nos dar a vitória do perdão. Perdoar é um presente de Deus, é uma porta de graças. Sempre teremos necessidade de perdoar. Quantas vezes devemos perdoar? É preciso perdoar sempre! Assim como temos dificuldade em perdoar as pessoas, elas também sentem a mesma dificuldade em perdoar as nossas faltas.
A partir do momento em que decidimos perdoar, somos
curados e restaurados no amor, recuperamos a alegria e a paz. Quando perdoamos,
não estamos fazendo papel de bobo, não estamos compactuando com o erro dos
outros. Ao contrário: perdoar é algo muito concreto. É como quando se perdoa
uma dívida. Você sabe que a dívida existe, que determinada pessoa deve para
você tal quantia; você não é nenhum cego, nenhum “trouxa”. Você sabe de tudo,
mas, de olhos abertos para a realidade, você perdoa aquela dívida.
Veja: a dívida existe, mas você perdoa.
Perdoar é algo nobre. Não se prenda a coisinhas: salve sua vida. Procure vencer o seu orgulho. Perdoe a todos, perdoe por tudo, perdoe sempre. O perdão faz crescer o amor entre as pessoas, e todo o corpo de Cristo, que é a Igreja, ganha com isso. Muitas vezes, não recebemos as bênçãos do Céu, porque não perdoamos. Deus quer nos abençoar, mas, se estivermos fechados ao perdão, a graça não acontecerá. O nosso coração precisa estar aberto ao perdão para que a graça de Deus seja abundante em nossa vida.
Perdoar é algo nobre. Não se prenda a coisinhas: salve sua vida. Procure vencer o seu orgulho. Perdoe a todos, perdoe por tudo, perdoe sempre. O perdão faz crescer o amor entre as pessoas, e todo o corpo de Cristo, que é a Igreja, ganha com isso. Muitas vezes, não recebemos as bênçãos do Céu, porque não perdoamos. Deus quer nos abençoar, mas, se estivermos fechados ao perdão, a graça não acontecerá. O nosso coração precisa estar aberto ao perdão para que a graça de Deus seja abundante em nossa vida.
Façamos a oração de São Francisco pedindo a Deus a
graça de perdoar sempre: "Senhor, fazei de mim um instrumento de
vossa paz! Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu
leve a perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida,
que eu leve a fé. Onde houver erros, que eu leve a verdade. Onde houver
desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a
alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz! Ó Mestre, fazei com que eu
procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado, pois é dando que se recebe, é perdoando, que se é
perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna!
Não se sinta humilhado ao dar o primeiro passo para
o perdão. Muito pelo contrário: você é vencedor, porque teve a coragem de
perdoar primeiro. Nunca espere que os outros deem o primeiro passo. Dê você e
verá a grande libertação que Deus fará em sua vida. Quando nos humilhamos
diante dos homens, crescemos diante de Deus e Sua graça é superabundante em nossas
vidas! Esta é a vitória do combatente: amar e perdoar, uma feliz
combinação. O amor nos leva a perdoar, e o perdão nos faz crescer no
amor.
Monsenhor Jonas Abibquarta-feira, 21 de maio de 2014
O extermínio de inocentes na Bíblia
“Amar os inimigos, orar pelos que o perseguem” (Mt 5, 39,44)
A violência que aparece no AT está de acordo com o sentimento e a moral
da época. Deus age conforme o nível e o entendimento do homem. Também não
podemos tomar todos os relatos de violência ao pé da letra, algumas vezes é
apenas figura de linguagem e não realidade. É ainda D. Estevão Bettencourt, no
seu livro “Para entender o Antigo Testamento” (Ed. Lumen Christi, RJ), quem nos
ajuda a entender essas cenas de violência que nos assustam.
O extermínio dos inimigos (hérem, anátema) se baseava num grau de cultura
pouco evoluída e também numa concepção religiosa estranha para nós hoje. Não se
esqueça que Abraão foi tirado da Mesopotâmia pagã que acreditava que os astros
eram deuses. Neste contexto, cada povo julgava que, na guerra a honra dos seus
deuses estava em jogo; uma derrota militar representava vergonha e escárnio
para os deuses da nação vencida, assim como a vitória significava triunfo da
divindade.
Aqui na nossa América Central, os maias e astecas faziam milhares de
sacrifícios humanos aos deuses, especialmente nas pirâmide do México. Os
inimigos vencidos eram sacrificados aos milhares aos deuses porque eles
acreditavam que o deus da tribo vencedora devia ser honrado com este
sacrifício. Essa carnificina horrorosa só acabou quando os missionários católicos
trouxeram o cristianismo para o México a partir de 1526.
Assim, os deuses dos povos vencedores julgavam que deviam ser
religiosamente sacrificados e imolados, por um ato de extermínio total, os
homens, as famílias, as cidades, os haveres, do povo vencido. O uso era tão
comum que não somente os semitas, mas também os germanos faziam o mesmo. O
escritor Tácito dizia que “Os vencedores devotaram a Marte e Mercúrio o
acampamento inimigo, voto este, em virtude do qual são entregues ao extermínio
cavalos, homens e tudo que pertence aos vencidos.” (Annales, 13,57)
Portanto, esta prática era muito comum na Antiguidade antes de
Cristo; era o rosto mais duro do paganismo. Os gauleses, por exemplo, queimavam
as presas ou as atiravam aos lagos. A Bíblia mostra outros exemplos disto (2Cr
32,14; Is 37,11; 2Rs 14,11).
Esta praxe era familiar aos antigos, normal para eles, e Deus respeitou
isto nas suas relações com Israel, até poder mudar este costume devagar, de
forma que o povo pudesse entender; foi mudando esta realidade, até que Jesus a
modificou completamente no Sermão da Montanha. Mas foi necessário um processo;
de outra forma o povo não entenderia a Revelação de Deus, e talvez o
rejeitasse por completo.
Para os hebreus o extermínio dos inimigos se tornava religiosamente
necessário e imperioso: este povo e ele só, possuía a verdade da fé, para um
dia transmiti-la ao mundo; portanto, era de sumo interesse na história sagrada
que Israel não deixasse corromper a sua religião. Então, não havia outro jeito
a não ser separar Israel do convívio dos outros povos pagãos, por causa da
influência e prejuízo que isto causaria a fé de Israel.
Dentro da mentalidade do Antigo Testamento pode-se dizer que o reino das
trevas (Satanás) triunfava sobre o reino da luz toda vez que o povo judeu era
vencido por seus inimigos. Os inimigos de Israel eram tidos como inimigos de
Javé (Num 10,35; Ex 17,16). O povo judeu achava que o próprio Deus exigia o
hérem (Js 10,40).
Mas é bom notar que mesmo praticando o extermínio dos inimigos, Israel o
fazia de maneira muito menos cruel do que os outros povos, como os assírios,
moabitas, etc. Essas passagens mostram a maneira cruel dos pagãos tratar os
vencidos (cf. Am 1,3; 2,3; 1,13; Os 14, 1; 2Rs 8,12; 2Rs 25,7; Na 3,10 ).
Portanto, o hérem praticado por Israel era atenuado; e assim, Deus já dava a
entender ao povo que era imperfeito (cf. Dt 20,10-18; Dt 21, 10-14; Jz 21,13;
2Sm 20,14-22; 2Sm 8,2; 1Rs 20,31).
É claro que houve excessos de crueldade por parte de alguns chefes
judeus; e isto não estava de acordo com a vontade de Deus (1Sm 27,8-11; 1Cr 22,
8-10; 28,3). E Deus repreendeu o povo algumas vezes pela crueldade de alguns
chefes israelitas e os punia (cf. Os 1, 4ss; 1Rs 9,2-10; 2Rs 10,1-17 ).
Um outro fator a explicar a violência da Bíblia é o fato de que os povos
antigos por serem nômades, pastores, eram coletivistas e, não como hoje,
individualistas. Não havia o “cada um para si” de hoje. Então, uma pessoa da
comunidade que era ferida, atiçava a ira de toda a tribo, que reagia com
violência, não apenas contra o agressor, mas contra a sua nação ou tribo.
Em tudo isto vemos a paciência de Deus na sua tarefa de educar o povo.
Às vezes encontramos no Antigo Testamento, especialmente nos Salmos,
palavras onde o autor sagrado deseja o mal e até a morte aos inimigos.
São frases que, a principio nos assustam, ofendem a consciência do cristão.
Algumas delas são paixão desregrada, e não são propostas pelo Espírito
Santo.
Muitas, porém, não são condenáveis; têm significado bom, até hoje
válido. Para entendê-las, e preciso entender que os autores sagrados, ao colocar
uma causa perante o Senhor, não o faziam a título pessoal, reivindicando
direitos particulares, próprios, mas advogavam os interesses do bem, da justiça
ou da verdadeira religião; sua causa se identificava com a de Deus, e os seus
inimigos vinham a ser também os inimigos de Deus.
Com esta mentalidade, e na defesa de Deus, costumavam pedir com
rigor o castigo dos adversários. Não podia haver compatibilidade entre o bem e
o mal, entre o reino de Deus e o do pecado; e o homem justo devia desejar
completa ruína a toda instituição que se opunha a Deus.
Quanto aos termos com que as imprecações são formuladas, elas pertencem
ao vocabulário oriental, dado às hipérboles e ênfase. São muitas vezes
tiradas diretamente da linguagem militar ou do direito de guerra de
outrora. É o que dá tanta crueldade às frases imprecatórias.
Para entender a verdadeira intenção do autor sagrado, é preciso descontar o que
essas fórmulas tem de hiperbólico e convencional.
Ao ler a Bíblia devemos ver nas imprecações a expressão do desejo de que
a justiça seja feita, os abusos coibidos; entendendo-as como dirigidas contra
os males e o Mal, não contra os maus; mas contra o pecado e contra o
reino das trevas.
O cristão tem por lei “amar os
inimigos, orar pelos que o perseguem” (Mt 5, 39,44). No entanto, sem desprezar
o amor aos homens, ele deve, como Jesus, odiar ao pecado e o reino de Satanás;
deve desejar sua extirpação completa. É isto mesmo que deseja o salmista;
então, ao rezar os Salmos imprecatórios, tenha em vista os vícios e as
instituições inimigas do reino de Cristo, todas as instituições e seitas que se
esforçam por disseminar o erro e o pecado no mundo. É contra isto que
devemos proferir os Salmos imprecatórios.
Prof. Felipe Aquino
Prof. Felipe Aquino
domingo, 18 de maio de 2014
Ativismo
Muitas vezes sob o pretexto de servir a Deus executamos
tarefas – até extenuantes – com o real intuito de aparecer diante dos outros:
“Vejam como ele é dedicado! Não mede esforços para trabalhar, para ajudar nos
serviços paroquiais!” Essa é na verdade a intenção; chamar a atenção para si,
ser reconhecido, elogiado. Contudo, não devemos generalizar; há casos e casos.
Outras tantas vezes, pessoas realmente dedicadas trabalham com afinco, porém
discretamente, na reta intenção de auxiliar, de diligentemente executar as
tarefas sob seu encargo.
Estes últimos, em verdade executam o que pontualmente lhes
aparecem e que sejam concernentes com sua missão e ministério na igreja. Os
primeiros, porém, procuram avidamente o que fazer, na intenção de liderar os
trabalhos, recebendo assim “os louros e a glória” por um possível trabalho bem
feito. Infelizmente é nossa realidade. Muito de Marta, nada ou quase nada de
Maria. A recíproca é verdadeira; há Marias nada Martas (ver Evang. Lucas
10,38-42).
Ativismo exagerado não é bom. Uma espiritualidade intimista
sem vinculo comunitário, também. “Ora et labora” assim deve ser; vida de oração
e ação concreta sempre que necessário. Orar e trabalhar, trabalhar orando; ser
como Marta sem deixar de ser como Maria e vice versa. Há pessoas cujo carisma é
o trabalho, o ativismo; isso é bom, mas não se deve esquecer a oração e que se
tenha em mente que todo trabalho em ambiente eclesial, nas capelas, na paróquia
ou em instancias superiores, deve ser feito para honra e glória do Senhor e não
para engrandecimento pessoal. Lembrar sempre que igreja não é ONG nem firma
empresarial.
Trabalhar, trabalhar, num ativismo desenfreado sem vida de
oração não é ser pertença à igreja. Rezar, somente rezar sem compromisso
comunitário, e aí se insere as frentes de trabalho concreto, também não é ser
pertença à igreja.
Essa reflexão parece um contra-senso – rezar demais é bom ou
ruim? Trabalhar na e para a igreja é bom ou ruim? Parece incoerência, mas não
é. Simples: rezar, só rezar, egoisticamente pedindo só para si sem pensar no
próximo, sem compromisso com a comunidade de fé a qual pertence, é estar longe
da comunhão entre irmãos. Do mesmo modo que trabalhar, só trabalhar pensando em
granjear “fama e poder”, é também estar longe da comunhão fraterna.
Se não houver Maria de Betânia, não haverá ninguém para
ouvir Jesus; se não houver Marta, não haverá ninguém para preparar o local para
receber Jesus. Sejamos Marta e ao mesmo tempo Maria: Arrumemos a casa para
receber e ouvir Jesus. E essa casa não seja apenas a igreja de pedra (o
templo), principalmente seja a igreja viva – nosso coração.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
A Vida Eterna – O reino dos Céus III
“Eis
uma verdade absolutamente certa: Se
morrermos com ele, com ele viveremos.” (2 Timóteo 2, 11)
Verdade, é um fato que não há
mentira. Absoluto, é um fato que não existe outra forma. Certo, é um fato que é
claro, preciso, exato e que não erros. Juntando os três é simplesmente
perfeito. Morremos com Ele e assim com Ele vivemos.
“Cada um de nós, entretanto,
recebeu a graça na medida em que Cristo a concedeu. Por isto diz a Escritura: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos,
cumulou de dons os homens (Sl 67,19).
Que quer dizer subiu? Quer dizer que primeiro desceu aos lugares mais baixos da
terra. Aquele que desceu, é o mesmo que subiu acima de todos os céus, para
plenificar o universo.” (Efésios 4, 7-10)
Junto A Ascensão de Nosso Senhor, todos os mortos que na graça e na
amizade com Deus partiram desta vida em busca da terra prometida, alcançaram a
glória eterna, foram levados pela mão de Nosso Senhor até o Reino dos Céus.
“Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os
mais infelizes de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos como
primeiro fruto dos que morreram. De
fato, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos.
Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos receberão a vida.
Cada um, porém, na sua própria ordem: Cristo, como primeiro fruto, depois,
aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda.” (1 Corintios 15, 19
–23)
A passagem é muito clara, se recebemos o pecado através de Adão, por sua
vez, recebemos a vida eterna por Cristo, com Cristo, em Cristo. Ele foi o primeiro,
abriu o céu para que todos nós entrarmos. Cristo não ressuscitou simplesmente
para nos mostrar a salvação, mas também para nos provar que existe uma vida
após esta vida.
“Hoje vemos como por um espelho,
confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então
conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.”
(1 Corintios
13, 12)
No Reino de Deus, estaremos face a face com a
glória eterna, na sabedoria infinita da graça de Deus, nos conheceremos
plenamente, encontraremos a felicidade perfeita, o amor total de Deus e o
conheceremos assim como Ele nos conhece.
“Em razão de sua
transcendência, Deus só poder ser visto tal como é quando Ele mesmo abrir
seu mistério à contemplação direta do homem e o capacitar para tanto. Esta
contemplação de Deus em sua glória celeste é chamada pela Igreja de "visão
beatifica".
Qual não ser tua glória e tua
felicidade: ser admitido a ver a Deus, ter a honra de participar das alegrias
da salvação e da luz eterna na companhia de Cristo, o Senhor teu Deus (...)
desfrutar no Reino dos Céus, na companhia dos justos e dos amigos de Deus, as
alegrias da imortalidade adquirida.” 1028
“Na glória do Céu, os
bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus em relação
aos outros homens e à criação inteira. Já reinam com Cristo; com Ele
"reinarão pelos séculos dos séculos" (Ap 22,5).” 1029
sábado, 10 de maio de 2014
O que será semeado será colhido
A vida e a semente são semelhantes:
estão sempre carregadas de surpresas. Quem pode
medir a força escondida numa semente? Quem pode medir
o que exatamente se passa em cada coração humano? Há um
mistério! Tanto o
coração como a maior semente que exista
cabem na palma da mão, mas sua força
e seus segredos são incomensuráveis, imensos,
infinitos. A semente mais ínfima tem
dentro de si uma decisão: tornar-se um
arbusto ou uma grande árvore, como o eucalipto
conhecido nosso. Você conhece a semente
de eucalipto? Procure conhecê-la e se
surpreenderá!
Nós
somos como a semente, dotados por Deus de uma
capacidade que não dá para medir. Nós ainda acreditamos
pouco em nós mesmos e em Deus. Ainda somos insuficientes
em nossas decisões. Por isso, Jesus vem nos dizer:
"O Reino de Deus é como um grão de
mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas
as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna
maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão
grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua
sombra" (Mc 4,31-32).
Nós
paramos de sonhar muito cedo. Jesus não, sonhou sempre
e continua a sonhar e apostar em nós, e nós continuamos
insuficientes em nossas apostas sobre nós
mesmos. Se a criança acredita que é a semente que irá
nascer e frutificar amanhã, ela não tem medo de o
tempo passar. Os adultos ficam com medo do amanhã e não vivem o tempo de agora. Não estendem galhos e ninguém se abriga
em seus ramos. A verdade é que precisamos renascer junto com o sol de cada
manhã e ter a mesma esperança da aurora,
que aposta que o dia vai amanhecer. Não
semeamos e queremos colher. Quem semeia
tem esperança, acredita, aposta e, se
não nascer, fica feliz por ter plantado; se nascer e crescer e não der frutos, fica contente pelos galhos terem produzido sombra e,
por isso, nunca deixa de plantar.
Para os adultos, vale a grande experiência da vida, e esta
poderá ajudar outros a semear. Se não
semeio, não posso reclamar que não houve
colheita. Portanto, semear é necessário,
para que amanhã eu seja capaz de colher o
que foi semeado. Por isso, é bom escolher a semente que será semeada.
(Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R.)
terça-feira, 6 de maio de 2014
Depressão tem cura?
Depressão significa buraco. O Vaticano fez um
congresso sobre esse assunto, porque eles estão preocupados com esse mal. Eu li
o resumo do congresso e vi que são 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem
com esse mal. Precisamos tratar desse povo. A medicina cuida do corpo e Deus
cuida da alma. E a depressão é uma doença mais da alma que do corpo. E quem
cuida da alma é o psicólogo e a religião. Essa enfermidade tem cura e a cura
tem três caminhos:
- Procure um médico psiquiatra, ele pode dar
remédio;
- É preciso um psicólogo para saber como se
comportar diante das situações difíceis;
- O tratamento tem de ser físico e espiritual.
Não tenha medo de procurar os três tratamentos. A
depressão é muito difícil de ser diagnosticada. Uma pessoa deprimida pode
apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida,
excesso de trabalho. Essas são causas. Mas o que ela sente? Muitos podem ser os
sintomas da depressão, como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, autoestima
baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca,
insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelo, entre
outros. O importante é saber que esse mal tem cura. Deus nos deu os psicólogos
e temos também a família. Esta tem de cercar a pessoa e não deixá-la no buraco.
Todos têm de se juntar e se unir.
Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não
importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco. Tem de
ajuntar pai, mãe, irmãos, namorado, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um
sorvete… Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e vagarosamente. É um ato
de amor e caridade – e a família é importantíssima. O deprimido tem de agir
contra esse mal, ou seja, reagir, não pode se entregar à tristeza. Ele precisa
cultivar a alegria e lutar para sair do buraco em que se encontra.
Como sair da depressão? Você tem de ver o valor
que você tem. Só assim não ficará no fundo do poço. Só fica nesse local quem
não dá valor a si mesmo. Você acredita que você é obra de Deus? Então, por que
você deixa a obra d’Ele no buraco? Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma
obra de Deus!
A primeira coisa que um deprimido tem de entender
é que ele tem valor, que ele é alguém muito importante para Deus. Quando
louvamos ao Senhor, damos voz e sentimentos a este mundo. Por que Jesus morreu
na cruz? Por causa dos macacos, das galinhas? Não. Ele entregou a vida na cruz
por causa de você, do valor que você tem. E Ele o ama individualmente. Nenhum
de nós tem a mesma impressão digital, pois Deus não quis nos fazer em série,
mas individualmente. A história do mundo é a história de cada um de nós. Ele
sabe o meu nome, a minha angústia, a minha dor.
Quando Jesus Cristo morreu na cruz, Ele não
carregava somente seus pecados, mas suas angústias e dores. Ele já venceu suas
tendências, por isso você não precisa ficar deprimido por causa dos erros, pois
Deus é “louco” de amor por você. Só o amor é mais forte que a dor e a morte.
Olhe para a cruz e você verá o quanto Deus o ama. Você quer a prova de que Deus
o ama? Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele
deixa as 99 para buscar você. Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga
as outras e vai buscar você. Diga para sua depressão: “Eu não morrerei nesta depressão,
porque sou filho de Deus – e filho de Deus não pode morrer no buraco!”
Não podemos abaixar a cabeça para a depressão. Se
você perdeu um namorado e está com essa enfermidade, não olhe para o barulho do
mar, olhe para Cristo. Para Deus não existe “beco sem saída”. O Todo-poderoso
está pronto para mover o céu a fim de que seu milagre possa acontecer, mas Ele
não move uma palha para fazer aquilo que você pode fazer.
Prof. Felipe Aquino
sábado, 3 de maio de 2014
As Lições da Águia
Alejandro Bullón, no livro “A Sós Com Jesus”, faz uma
bela reflexão, mais ou menos assim:
Disse o profeta Isaías que “aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; dá-lhes asas de
águia. Correm sem se cansar, vão para frente sem se fatigar” (Is 40,31).
Por que será que o Profeta se espelha na águia para falar
da força dos homens e mulheres que confiam em Deus?
É porque a águia é uma ave especial desde a sua origem. Um
frango está pronto para ser vendido com três meses. Águias não, elas levam,
como no caso da Águia Real, até um ano para voarem sozinhas.
Os autênticos cristãos são como águias: podem levar tempo
para amadurecer, aprofundar nos mistérios de Deus, e depois viver toda a vida
no alto, segundo essas verdades colhidas sob o sol da penitência, da meditação
e da oração.
Os pássaros de modo geral voam em bandos. Águias não, sempre
estão sozinhas, no máximo em duas. Ficam lá no alto, olhando o azul infinito. E
tem olhos inigualáveis; conseguem enxergar detalhes a longa distância. E quando
querem tomar uma presa, dão um voo rasante inigualável.
Também para o cristão o poder vem do alto de onde ele
enxerga bem todas as coisas com os olhos do Espírito Santo; e muitas vezes tem
que ficar sozinho, rejeitado, por causa de seus princípios. Muitas vezes é
considerado “careta”, fora de moda, obscurantista, isolado. Geralmente, as
pessoas acham que o cristão anda na contramão da vida. É porque, como São João
avisou, “o mundo jaz no maligno”. Os que voam alto não podem ser compreendidos
pelos que vivem em baixo, porque não têm a visão do alto, de todas as coisas;
só enxergam o rasteiro. E quando alguém não é compreendido é temido, então,
criticado e condenado. É normal.
Você sabe aonde vão as águias quando a tormenta vem? Elas
não se escondem. Ao contrário, abrem suas enormes e robustas asas, que podem
voar a uma velocidade de até 90 km/h, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as
nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos, podem ter uma extensão de
30 a 50 m, mas lá em cima brilha o sol.
Nessa luta terrível contra as tempestades elas perdem
algumas penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente.
Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas
voam vitoriosas e em paz, lá em cima, sob um sol a brilhar.
As águias também morrem, mas ninguém acha um cadáver de
águia. Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir,
procuram o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam
aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para
morrer elas são extraordinárias.
Todos os dias temos desafios a enfrentar, mas lembre-se:
descanse no Senhor, suba às alturas com Ele, e não tenha medo da tempestade, do
isolamento e da crítica. Passe tempo com Ele e depois parta para a luta,
sabendo que além daquela tormenta brilha o sol.
(Fonte: cleofas.com.br)
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Dias Santificados – Preceitos
Conforme o Código de Direito Canônico, tempos sagrados, são
aqueles que, por disposição da autoridade eclesiástica, se destinam de modo
especial ao culto divino e à santificação própria. São os chamados dias de
festa e dias de penitência. E somente a Santa Sé é competente para instituir e
abolir os dias de festa e de penitência comuns para toda a Igreja. Ao bispo
diocesano compete estabelecê-los, unicamente para um dia ou dias determinados,
só ocasionalmente. Já as Conferências Episcopais podem abolir ou transferir
para o domingo algumas festas de preceito, com prévia aprovação da Sé
Apostólica.
Assim,
na Igreja Universal, temos os seguintes dias de festa ou dias de preceito, além
do domingo, no qual se celebra o
mistério pascal e que deve ser observado como festa primordial de preceito:
Natal, Epifania, Ascensão, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe
de Deus e sua Imaculada Conceição, e sua Assunção, São José, Santos Apóstolos
Pedro e Paulo, e Todos os Santos. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
com a aprovação da Santa Sé, estabeleceu como festa de preceito (no Brasil): Natal (25/12), Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (variável: quinta feira após
o domingo da Santíssima trindade), Santa
Maria Mãe de Deus (01/01) e sua
Imaculada Conceição (08/12). As outras festas de preceito foram
transferidas para o domingo de acordo com as normas litúrgicas. A festa de
preceito de São José foi abolida, permanecendo a sua celebração litúrgica.
Nestes
dias de festa, os cristãos católicos têm a obrigação de participar da missa; e
devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a
Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da pessoa humana.
É esta a forma de santificar os dias de festas, como um preceito que está em
vigor na Igreja, desde os seus primeiros tempos.
sábado, 26 de abril de 2014
Uma fé viva vence a superstição
Vi ou ouvi, não lembro quando, a frase: quando a chama da fé
enfraquece, acende a lâmpada da superstição. Fé é a iluminação interior que nos
faz crer naquilo que não vemos e/ou ainda não aconteceu. Superstição é
crendice, ideia falsa a respeito do sobrenatural. Pela fé, nós cristãos cremos
e aceitamos a encarnação da Palavra Viva, Jesus; também pela fé cremos que sua
morte de cruz é penhor de salvação para todos; cremos na sua ascensão aos céus
e no seu retorno. Ainda pela fé, nós católicos acreditamos na presença real de
Jesus na Eucaristia. Portanto, Jesus e seu sacrifício salvífico são o centro da
fé cristã.
Nós católicos cremos também na intercessão dos santos e
dos anjos, mas isso não invalida a premissa de que Jesus Cristo é o único
mediador entre Deus e os homens. Isso porque essa intercessão passa por Jesus,
ou seja, é efetuada em nome e através de Jesus; de outra forma seria ineficaz,
na realidade impossível. Jesus é a ponte que faz chegar ao Pai a súplica dos intercessores,
sejam os santos no céu ou nós na terra.
Aqui está de maneira super resumida o âmago da nossa fé. Não
é questão dogmática nem doutrinária, é pura e simplesmente questão fundamental
da fé cristã. O que estiver fora disso intrinsicamente é contrário aos
ensinamentos da Igreja.
A superstição onde entra? Já mencionamos aqui a respeito dos
folhetos contendo correntes de oração, novenas às almas aflitas, orações
(ditas) poderosas – não de intercessão, mas de atuação efetiva de santos
populares – deixadas na matriz paroquial. Quando as encontro, rasgo-as e jogo
no lixo. Certa vez ao fazer isso, fui interpelado por alguém que deixara tais
correntes; com paciência e afabilidade, apesar de certo destempero inicial da
pessoa, expliquei-lhe que aquilo não era o modo adequado de culto, aproveitando
a ocasião para anunciar o querigma. Tal pessoa acalmou-se, ouvindo com atenção
a explanação que culminou numa catequese básica.
Por que relato este episódio? Porque muitas pessoas não
conhecem sequer o básico, os fundamentos da fé. Sua fé é fraca, incipiente; não há luz
suficiente, apenas um lusco fusco. Aí então, como diz o ditado, a lâmpada da superstição
se acende e acende forte. O tipo de superstição comentado é apenas o mais leve.
Há piores, totalmente contrários à doutrina da Igreja, tais como a crença em
horóscopos, benzedeiras, quiromancia, cristais energéticos, sem citar as falsas
doutrinas.
Amados irmãos e irmãs, nos esforcemos para aprender ao menos
o mínimo necessário para professar a nossa fé com autoridade e segurança.
Sejamos íntimos da Palavra de Deus na leitura diária da Bíblia, aumentando
assim a intensidade da fé; consultemos regularmente o CIC (Catecismo da Igreja
Católica) para conhecer melhor o que nos ensina a Igreja a respeito dos dogmas
e da escritura sagrada. Assim a chama
da fé é intensamente aumentada, iluminando mais e mais nosso coração, nossa
mente, e apagando de vez a lâmpada da superstição.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Leigos no Coração da Igreja
Na
evangelização, uma parceria que dá certo é o trabalho dos sacerdotes e dos
fiéis leigos. Sem nunca competir, mas em espírito de cooperação e unidade, os
leigos podem chegar aonde nós padres não podemos. Estão presentes em realidades
que, muitas vezes, não alcançamos, por isso são uma ferramenta importante na
ação evangelizadora.
Leigos bem formados e conscientes de sua identidade cristã fecundam as diversas realidades da vida secular onde estão inseridos, a partir de seus lares até o trabalho, o comércio, a política, entre outros. Evangelizam pelo seu testemunho de vida, que fermenta toda a massa com a força do Evangelho.
Leigos bem formados e conscientes de sua identidade cristã fecundam as diversas realidades da vida secular onde estão inseridos, a partir de seus lares até o trabalho, o comércio, a política, entre outros. Evangelizam pelo seu testemunho de vida, que fermenta toda a massa com a força do Evangelho.
"Homens da Igreja no coração do mundo" – homens e mulheres batizados, atuantes, influenciando a vida do mundo, transformando realidades e construindo comunhão pela retidão de sua vida, pela luta constante do dia a dia para serem melhores uns para os outros.
"Homens do mundo no coração da Igreja" – pessoas de carne e osso, plenamente humanas, sintonizadas com o tempo presente, porém, orientadas por valores cristãos e alimentadas pelo Evangelho. Pessoas que, permanecendo no mundo e acompanhando sua transformação, continuam firmes na orientação de Deus e na vivência do Evangelho.
Como o fermento, que, sem aparecer, tem a força de fermentar toda a massa, os fiéis leigos contribuem diretamente para a construção do Reino de Deus, a partir de realidades muito concretas. São verdadeiros discípulos e missionários do Evangelho, promotores da vida e comunicadores dos valores evangélicos.
Reconheço, com alegria e humildade, que muito do que pude fazer, na minha vida pastoral como sacerdote, aconteceu graças à saudável parceria com diversos leigos – homens e mulheres, jovens solteiros e diversos casais –, que aceitaram o desafio de serem, no mundo, uma extensão da missão da Igreja para a construção de um mundo novo. A Canção Nova é uma prova concreta dessa parceria que dá certo. Você pode somar com a nossa missão ou também na sua paróquia, com o sacerdote que aí está. Certamente, vocês farão juntos muito mais.
Deus seja louvado pela vida de todos os fiéis leigos, pois eles são um dom de Deus e um instrumento eficaz para a ação da Igreja. Chegar aonde nós padres não conseguimos chegar e ser uma testemunha viva do Evangelho, eis uma linda missão com um vasto campo de ação: o mundo.
Com minha bênção, Monsenhor
Jonas Abib - Fundador da Comunidade Canção Nova.
sábado, 19 de abril de 2014
Busque o reconhecimento de Jesus!
É muito triste um discípulo de Jesus querer ser aplaudido e reconhecido,
porque anuncia o Senhor!
”É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o
escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e
ela é completa. É necessário que Ele [Jesus] cresça e eu diminua” (João 3, 29-30).
João, aquele que é o precursor do Senhor, mostra e aponta para nós qual
é o sentido do discipulado e da espiritualidade daquele que segue Jesus e O
reconhece como Senhor e Salvador. Convém que o Senhor cresça e, à medida que
Ele cresça, que nós diminuamos, que nós desapareçamos; e que somente Ele
apareça por nosso intermédio. Depois São Paulo diz: ”Já não sou eu que vivo, é
Cristo que vive em mim!”
Meus irmãos, nós, muitas vezes, no caminho do Senhor, buscamos
reconhecimento, aplausos, dignidade, títulos e tantas outras coisas. É muito
triste um discípulo de Jesus querer ser aplaudido e reconhecido porque anuncia
o Senhor! É muito triste a cultura em que se vive para o anúncio do Reino de
Deus, quando, muitas vezes, pregadores se fazem de ídolos; quando, muitas
vezes, cantores e pessoas que vivem para anunciar o Reino de Deus aparecem mais
do que o Senhor.
Não, nós não podemos permitir que o nosso nome, a nossa pessoa e o que
nós fazemos sejam mais importantes do que o nome de Jesus! Não podemos virar
ídolos nas mãos e na boca do povo, Jesus, o Senhor, fugiu disso. E nós
que somos Seus discípulos não podemos ceder a esta terrível tentação, que o
próprio demônio levou Jesus a querer ser seduzido por ela: a tentação do poder,
a tentação do prazer, de ser exaltado, reconhecido e louvado entre as pessoas.
Quando nós nos aproximamos de Jesus, quando a nossa espiritualidade com
Ele é concreta, o que menos importa é o nosso nome; e o que mais importa é o
nome de Jesus e o Reino de Deus. Muitas vezes, o nosso nome vai ser apedrejado,
desprezado. Louvado seja Deus à medida que não tenhamos títulos nem
reconhecimento por aquilo que fazemos. Louvado seja Deus quando
anunciamos o Seu Reino e Jesus passa ser amado e nós desaparecemos.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo (Sacerdote da Comunidade Canção Nova)
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