sábado, 20 de outubro de 2012

Família- Ninho de amor


 
O amor é fundamental e imprescindível para a boa formação do caráter e da personalidade de uma criança e depois, do adulto.  Aliás, é por isso que no projeto divino para a felicidade terrena do ser humano, Deus criou a família para ser um “ninho de amor”, onde o casal venha a se unir por amor e a viver uma longa vida de amor, e para que os filhos venham a esse ninho de amor para receber muito amor desde a concepção até a maturidade.  Quando a família é um ninho de amor, os pais e os filhos são mais sadios, felizes e realizados. Quando a família é desajustada, quando os pais não se amam ou vivem em constante discórdias ou até violências verbais ou físicas, são todos infelizes, tanto os pais como os filhos. Os mais prejudicados  porém são os filhos.

Nos planos do grande amor de Deus para cada ser humano se encontra  o desejo    d’Ele de fazê-lo feliz já na vida terrena,  e depois  divinamente feliz na outra vida, que será definitiva. Deus sabe que o ser humano só se realiza de fato quando se realiza no amor. Por isso Deus criou os laços de sangue para unificar as pessoas numa mesma família para que nela se criem os laços de amor. Por esse raciocínio compreendemos  porque Deus quer a união indissolúvel do casal.  Só a união estável com a vivencia do amor fiel e indissolúvel  é capaz de gerar um ninho de amor para que o próprio casal e os filhos  possam viver numa verdadeira atmosfera de amor.  E só esse amor pode fazer o ser humano feliz, realizado e uma personalidade bem formada.

A desagregação da família que assistimos hoje, a disseminação dos contra valores  da família com a exaltação dos vícios que a destroem, as leis que facilitam as separações, os divórcios,  mais uniões, a união de pessoas do mesmo sexo, tudo isso agride a família, a desestabiliza,  a destrói. Como consequência vemos as pessoas cada vez mais com problemas pessoais que revelam a infelicidade, as irrealizações, os mais diversos traumas, a depressão disseminada e presente até em adolescentes e jovens, problemas que exigem recursos a psico terapias e a medicações psiquiátricas. Uma família desajustada é uma “fábrica” de pessoas infelizes e doentes.

Toda essa constatação deveria levar os governantes, os formadores de opinião, os dirigentes da sociedade, os professores e mestres, as religiões e as igrejas a priorizarem a formação de ótimas famílias, como garantia de pessoas mais felizes, de uma sociedade mais favorável à realização de seus componentes. Mas o que vemos é o contrário.

Bons casais que vivem e cultivam o amor fiel e indissolúvel são a garantia de famílias “ninho de amor”. Famílias ninho de amor são a garantia de filhos ajustados, realizados e felizes. Casais com filhos felizes são a certeza de uma sociedade melhor, mais feliz.

Se o casal é religioso, se compreende a importância de Deus na vida dos filhos, e eles procuram levar um “Deus de amor” ao coração dos filhos, estes são evangelizados na “igreja doméstica”  e passarão a integrar a comunidade católica. Essa participação levará os benefícios das riquezas espirituais da Igreja para esses filhos.

A Igreja leva a sério a formação de boas famílias para que sejam “igrejas domésticas”. Mas também se empenha para dar melhor formação religiosa para as crianças que consegue atingir com suas pastorais. Formando famílias ninhos de amor e igrejas domésticas, a Igreja está dando a melhor contribuição para que a sociedade também seja muito melhor.
De artigo do Pe. Alirio Pedrini.
 

 

 

 

 

sábado, 13 de outubro de 2012

Familia - geradora de vida


Fomos criados e existimos como pessoas porque nos comunicamos uns com os outros. Temos mente, coração, voz, para nos relacionarmos entre si. Somos seres sociais e como tal, nascemos para viver em comunidade. E a primeira comunidade, formadora de nossos valores, é a família.

Deus nos criou homem e mulher para juntos povoarmos a terra: “Deus criou o homem à sua imagem; criou o homem e a mulher. Deus os abençoou; frutificai – disse ele – e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn1, 27-28a). O matrimônio, união física e sentimental entre homem e mulher formando um casal, é o inicio de uma nova família: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24). Assim começa uma nova família, família idealizada por Deus e aceita de modo natural e incutida em nós ao longo do tempo e da história da civilização. Não há outro meio de ser família, mesmo que alguns tentem perverter a moral desvirtuando o conceito básico de família. A estrutura familiar começa assim desde sempre.

A família é por natureza e vocação, geradora de vida. Não só de vida biológica, mas também de vida espiritual. No seio da família os valores da vida cristã (para os cristãos naturalmente) são formados. Da união carnal de nossos pais nascemos para a vida material, mas da união fraterna, do testemunho de amor, do ensino continuado por ações e por palavras, somos formados para a convivência com outros seres humanos. Da união do “eros com o filos” somos o que somos. Mas quando se soma o “ágape” nos tornamos ainda melhores. Quando junto à ética e moral universalmente aceitas para a convivência salutar, se junta a ética e moral cristã através dos ensinamentos bíblicos e catequéticos, nos tornamos cidadãos melhores.  Quando filhos são gerados e criados no amor, preparados para a vida e educados na fé, não são criados para o mundo, são criados para Deus.

No entanto, nos tempos modernos a família é aviltada, ignorada. O conceito de família é deturpado. Fala-se em “novas famílias”, “casais modernos”, “casamento aberto”, tudo isso para justificar conceitos modernosos onde se diz que casamentos e famílias tradicionais são instituições falidas. Como falidas se são idealizações de Deus? Deus é perfeitissimo, infalível, irrefutável!

Na sociedade erotizada de hoje busca-se tão somente a satisfação pessoal em detrimento do sentimento e do anseio do outro; amor é a posse transitória do corpo do parceiro. Existe uma cultura que deturpa o relacionamento homem-mulher. A maioria dos relacionamentos são vazios, desprovidos de afetividade e ternura e que duram somente enquanto houver atração física. Não tem mais “sex-appeal” não tem mais amor; o tempo passou, a beleza se foi, o amor também.  São relacionamentos egoístas, onde não se enxerga o outro como um ser amado, respeitado, contemplado no sentido amplo do que seja contemplação; mas sim como mero objeto a ser usado e descartado. Usou, enjoou, jogou fora. Daí a família aviltada, deturpada, vilipendiada.

Existem organizações e institutos, a grande mídia divulga, que lutam pela preservação das baleias, das florestas, do meio ambiente, dos direito humanos, entre outros. A mídia divulga e enaltece. Mas quando se trata de preservar os valores morais, a família tal qual ela é, a ética e a verdade milenar, as grandes e poderosas organizações midiáticas se omitem ou, pior, não poucas vezes atacam e denigrem aqueles que defendem tais valores, particularmente à Igreja. É a inversão dos valores, o certo pelo errado, a aversão pela intolerância e por aí vai. Se somos contra a promiscuidade sexual, somos retrógrados, temos pensamentos arcaicos, ainda estamos no século passado; se não aceitamos o homossexualismo, somos homofóbicos, intolerantes; se lutamos contra as drogas, somos caretas e antiquados. O que chamam de retroação, intolerância, fobias, caretice, é na verdade coragem. Coragem de nadar contra a corrente, de enfrentar as mentiras e ciladas de gente sem escrúpulos que querem a todo custo impor sua vontade usando de maneira vil e covarde, pessoas muitas vezes carente e sofridas, como massa de manobra.  Deus nunca dorme, mas Satanás descansa e até tira férias, pois tem quem aqui trabalhe por ele.      

Sejamos defensores dos valores universalmente aceitos e incutidos desde o inicio na memória subjetiva da humanidade. Sejamos defensores principalmente daquilo que aprendemos desde nossa infância de nossos pais, professores, catequistas: a convivência fraterna; a aceitação do diferente, mesmo que não concordemos com o fator de diferença; o diálogo franco e cordial, num debate de idéias e não de posições; enfim, sejamos educados como nos formaram nossos pais na primeira sociedade, na comunidade primária, onde fomos gerados para a vida e para Deus: a família.
(Carlos Nunes)
 

 

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ninguém merece ser sozinho


O seu coração sabe disso, porque certamente já experimentou o amargo sabor da solidão.
 (Texto de Padre Fábio de Melo)
 
É no encontro com o outro que o eu se afirma e se constrói existencialmente. O outro é o espelho onde o eu se solidifica, se preenche, se encontra e se fortalece para ser o que é. O processo contrário também é verdadeiro, pois nem sempre as pessoas se encontram a partir desta responsabilidade que deveria perpassar as relações humanas.
 
Você, em sua pouca idade, vive um dos momentos mais belos da vida. Você está experimentando o ponto alto dos relacionamentos humanos, porque a juventude nos possibilita ensaiar o futuro no exercício do presente. Já me explico. Tudo o que você vive hoje será muito importante e determinante para a sua forma de ser amanhã.
 
Neste momento da vida, você tem a possibilidade de estabelecer vínculos muito diversificados. Família, amigos, grupos de objetivos diversos, namorados e namoradas. Principalmente esses últimos, que não são poucos. Namora-se muito nos dias de hoje, porque as relações humanas estão cada vez mais instáveis e, por isso, menos duradouras. Parece que o amor eterno está em crise.
 
 
Quando paramos para pensar um pouco, chegamos à conclusão de que o problema está justamente na forma como estabelecemos os nossos relacionamentos.
 
O grande problema é que geralmente investimos todas as nossas cartas naquela pessoa nova que chegou. Ela passa a centralizar a nossa vida, consumindo nosso tempo, nossos afetos, nossos pensamentos e nossas energias. Tudo passa a convergir para ela e, com isso, vamos reduzindo o nosso círculo de relações. O outro vai tomando tanto nossa atenção que, aos poucos, até mesmo a família vai sendo esquecida.
 
Porém, quando esquecemos de cultivar estes vínculos que até então faziam parte de nós, vamos criando lacunas afetivas dentro do nosso coração. É nesse momento que a confusão acontece, pois todas as necessidades começam a ser preenchidas pela pessoa enamorada.
 
Com o passar do tempo, ela começa a carregar um fardo muito pesado, pois passou a exercer a função de pai, mãe, irmão e amigo, quando na verdade ela é apenas um namorado, ou namorada.
 
Cada forma de amor no seu lugar!
 
 (copiado do site RCC/RJ)

domingo, 7 de outubro de 2012

Eu e minha casa serviremos ao Senhor


A frase é de uma das maiores personalidades do século XX, Mahatma Gandhi, que conduziu seu país, a Índia, assim como muitos outros, a encontrarem o caminho da independência e da democracia, através da não violência ativa: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Viver para servir! Proposta desafiadora, fonte de realização para todos os seres humanos, caminho de felicidade. Parece-nos encontrar aí uma das muitas Sementes do Verbo de Deus plantadas na sabedoria e na prática religiosa da humanidade, pois a própria Palavra Eterna do Pai encarnada, Jesus Cristo, mostrou a que veio, abrindo perspectivas novas para seus discípulos e para toda a humanidade: "Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar a vida por resgate de muitos" (Mc 10,45). Jesus Cristo veio ao mundo para fazer a vontade do Pai, para servir.

O Antigo Testamento reporta a história de Josué, a quem foi dada a tarefa de introduzir o Povo de Deus na Terra prometida. Como havia acontecido na chamada Assembleia do Sinai, quando Moisés, em nome de Deus, pediu ao povo, conhecido pela sua cabeça dura, a definição de rumos, diante da Aliança estabelecida, também em Siquém se reúnem todas as tribos de Israel (Js 24,1-18). A escolha de Josué, em nome de toda a sua família, é muito clara: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”! Nas diversas etapas da história da Salvação, retorna a provocação positiva que toca no mais profundo da liberdade humana. Trata-se de escolher o serviço a Deus, optar pela fidelidade à sua Palavra, cumprir seus mandamentos, assumir a missão confiada àquele povo escolhido. A resposta do povo de Deus a Josué é decidida: “Nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus” (Js 24,18). Durante os séculos que se seguiram, continuamente o Senhor enviou emissários que o chamaram de novo à fidelidade!

Veio Jesus, chamou discípulos, começou uma nova forma de viver, do meio deles escolhe apóstolos, cria relacionamento diferente, acolhe crianças, chama justos e pecadores, derruba barreiras culturais e religiosas, abre a estrada da fraternidade. Também o Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, entra no maravilhoso jogo de provocação à liberdade humana. Depois das primeiras etapas da pregação do Reino e da constituição de uma nova comunidade de irmãos, os chamados evangelhos sinóticos pede aos discípulos uma definição: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Cf. Mt 16,13-20; Mc 8,27-30; Lc 9,18-21). Já o Evangelho de São João, no texto que a Igreja proclama no vigésimo primeiro Domingo do Tempo Comum (Jo 6,60-69), traz uma pergunta altamente provocante, após a multiplicação de Pães e o Discurso de Jesus sobre o Pão da Vida: “Vós também quereis ir embora?” Vem de Pedro a resposta que continua a ressoar pelos séculos: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus!” Os discípulos aprenderam a seguir Jesus, a partir da fé professada naquele que é o Santo de Deus, Messias, Cristo, Filho de Deus. A Igreja não se cansará de proclamar a mesma fé em Jesus Cristo, até o fim dos tempos.

Após a Ressurreição e Ascensão de Cristo e o Pentecostes, foi chamado aquele que, perseguidor implacável, veio a ser Apóstolo das gentes. É o próprio Paulo que conta, numa das narrativas de sua conversão, a pergunta que brota no coração de todas as pessoas que se encontram com Jesus Cristo: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 22,10) A graça do apostolado continua a se multiplicar na Igreja. Quantas pessoas são chamadas a servir ao Senhor no anúncio da Boa Nova da Salvação, nos ministérios e serviços existentes nas Comunidades Cristãs! Que profusão de carismas suscitados pelo Espírito no coração da Igreja, através dos quais as palavras do Evangelho são postas em prática e “lidas” nas inúmeras obras de caridade e de serviço existentes em toda parte! E como não reconhecer a beleza do serviço prestado por homens e mulheres, adultos e jovens, que desempenham a missão de catequistas em nossas Paróquias?

São todas pessoas que experimentaram a graça do seguimento de Jesus e não podem se calar. São leigos e leigas que nos serviços internos da Igreja, nas inúmeras frentes de trabalho apostólico e na caridade, podem dizer com o Apóstolo São Paulo: “Anunciar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho!” (1 Cor 9,16). Por isso fixam os seus corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Com todas estas pessoas, agradecemos a Deus pelo mês dedicado às vocações. Em sua conclusão, temos o direito e o dever de acolher as novas e muitas vocações para o serviço ao Senhor e à sua Igreja.
(Dom Alberto Taveira Corrêa- Arcebispo de Belém/PA - Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL)
   

 

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Mistério da Encarnação


Humildade é assegurada pela majestade, fraqueza pelo poder, mortalidade pela eternidade. Para pagar o débito de nosso estado pecaminoso, a natureza que é incapaz de sofrimento se juntou àquele que é capaz de sofrer. Assim, paralelamente com a cura de que necessitamos, único e o mesmo mediador entre Deus e o ser humano, o homem Jesus Cristo foi capaz de morrer em uma natureza e incapaz de morrer em outra. Ele que é o verdadeiro Deus, era antes do nascimento na completa e perfeita natureza de um verdadeiro homem, integro em sua própria natureza, integro na nossa. Por nossa natureza nos exprimimos, significamos que o Criador nos fez desde o inicio e nos tomou para si mesmo, a fim de nos restaurar.

            Ele assumiu a natureza de um servo sem marca de pecado, ampliando a natureza de nossa humanidade sem diminuir sua divindade. Ele esvaziou-se; ainda que invisível, tornou-se visível; ainda que criador e senhor de todas as coisas, escolheu ser um de nós, homens mortais. Entretanto, isso foi a condescendência da compaixão, não uma perda da onipotência.

            Assim, o filho de Deus entra nesse mundo medíocre. Desce do trono dos céus, apesar de não se separar da glória do Pai. Ele nasceu em nova condição, por um novo nascimento. Invisível em sua própria natureza, tornou-se visível na nossa. Fora do nosso alcance, escolheu vir dentro do nosso alcance. Existindo antes do tempo começar, começou a existir em um momento do tempo. Senhor do universo, escondeu sua infinita glória e assumiu a natureza de um servo. Incapaz de sofrer como Deus, não se recusou a ser um homem, capaz de sofrimento. Imortal, escolheu ser sujeito as leis da morte. Ele que é verdadeiro Deus, é também verdadeiro Homem.

            Um só e a mesma pessoa – isso deve ser repetido sempre – é verdadeiramente o filho de Deus e o filho do homem. É Deus devido ao fato de que “no começo era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, a Palavra era Deus”.Ele é homem, graças ao fato de “a Palavra fez-se carne e habitou entre nós”.  


(de uma carta de São Leão, o Grande)


Somos gratos a esse Deus maravilhoso que assumiu a nossa fraqueza, humildemente desceu do seu trono de glória e tornou-se como nós. Sofreu as nossas dores, sentiu nossas ansiedades e angústias e por fim, doou-se, esvaziou-se até o fim, por nós.

Oh Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, eu vos louvo por terdes vindo habitar entre nós para revelar o amor de vosso Pai!












terça-feira, 2 de outubro de 2012

Papiro sobre "esposa de Jesus" é falso


Vaticano, 28 de setembro de 2012 (ACIDIGITAL)- O jornal vaticano L'Osservatore Romano (LOR) assegurou que o papiro do século IV apresentado dias atrás em uma conferência no qual se afirma que Jesus teria tido uma esposa, é falso.

Em um breve artigo assinado pelo diretor do LOR, Giovanni Maria Vian, o jornal afirma a partir do seu título "De qualquer forma, uma falsificação", que o papiro analisado pelo perito italiano em língua copta, Alberto Camplani, professor de história do cristianismo da Universidade Sapienza de Roma não é fidedigno.

Essa casa de estudos foi um dos organizadores do congresso no qual realizou-se o anúncio da descoberta da inscrição da pequena parte de papiro de 3,8 x 7,6 centímetros.

Camplani assinala que "à diferença de outros papiros não foi descoberto em uma escavação, mas provém de um mercado de antiguidades, e requer a adoção de precauções, que excluam que este se trata de uma farsa".

O papiro em questão leva a frase "Jesus lhes disse, minha esposa" e foi apresentado pela investigadora do gnosticismo Karen L. King, da Universidade de Harvard, quem há anos tenta demonstrar uma tese feminista sobre um papel mais relevante das mulheres nas origens do cristianismo afirmando que os Apóstolos eram 11 homens e Maria Madalena.

Esta tese a mesma sugeriu em um livro titulado "As imagens femininas nos Evangelhos" que foi descartado por um prestigioso papirólogo alemão quem ao receber o manuscrito do texto assinalou que "não tenho mais o mínimo interesse neste texto por sua falta de seriedade".

Sobre o papiro do século IV, que circulou nos meios de comunicação com o questionamento do celibato de Jesus e portanto para os sacerdotes da Igreja Católica, o perito Camplani recorda ainda que a mesma King não acredita que ele seja uma prova de que Jesus esteve casado.

"Trata-se de expressões totalmente metafóricas, que simbolizam a consustancialidade espiritual entre Jesus e seus discípulos, que são ampliamente difundidas na literatura bíblica e na literatura cristã primitiva", explicou.

Por sua parte, Giovanni Maria Vian ressaltou que Karen L. King preparou toda uma estratégia para anunciar seu descobrimento "sem deixar nada ao azar: meios americanos foram advertidos e houve uma roda de imprensa prévia com King para preparar a exclusiva mundial, que, entretanto, foi posta em dúvida pelos especialistas".

Vian indica ademais que uma série de razões consistentes fazem pensar que o papiro é uma "torpe falsificação, como tantas que chegam do Oriente Médio".

"Fica uma imagem, absolutamente implausível, de uma leitura do fenômeno gnóstico, tendenciosa e infestada de uma ideologia contemporânea que não tem nada a ver com os fatos históricos do cristianismo antigo nem com Jesus. Em resumo, trata-se, em todo caso, de uma falsificação", conclui Vian.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24218

 


 


 




 
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Jesus é Senhor


O título Senhor (Adonai, em hebraico), passou a ser substituído pela palavra grega KYRIOS no Novo Testamento.  E como verificamos nos textos citados acima, passou a ser conferido também a Jesus Cristo.

Em sua missão profética, observamos que Jesus deu provas maravilhosas de que de fato é o SENHOR:

a) Sobre a Natureza: No Evangelho de São Marcos 4, 35-41, observamos o relato da tempestade acalmada, onde Jesus dá ordens ao vento e ao mar que se acalmem, verificamos assim que Jesus tem autoridade sobre a natureza.

b) Sobre o demônio: Em Marcos 5, 1-20, observamos a passagem de Jesus pelo território dos gerasenos, onde havia um possesso, que ao perceber a chegada de Jesus vai ao seu encontro e diz: “Que queres de mim, Jesus Filho do Deus Altíssimo?”

Observamos assim, que Jesus tem autoridade sobre os demônios, pois, para isso, Ele se manifestou conforme nos ensina I João 3, 8: “Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio”.

c) Sobre as enfermidades: Em seu ministério Jesus curou muitas pessoas.  O Evangelho de São Marcos 6, 56 nos diz: “Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos”. Jesus tem autoridade sobre as todas as doenças.

d) Sobre seu próprio corpo: O texto do Evangelho de Mateus 14,22-36, nos relata Jesus caminhando sobre as águas, contrariando várias leis da física; Jesus nos mostra aqui que possui autoridade sobre seu próprio corpo.

e) Sobre a morte: No Evangelho de São João 11,1-44, verificamos uma ação extraordinária de Jesus, a ressurreição de Lázaro que já estava morto há quatro dias. Nesse texto, Jesus nos revela que possui autoridade sobre a morte.




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Senhor Deus (Oração)


 






        Senhor Deus concedei-nos neste momento de abandono e aridez interior a graça de sempre Te louvar. Não nos deixeis pecar por vazio interior, na busca de novas emoções; mas conservai-nos contritos e silentes aguardando a Tua voz que sempre vem com poder e glória. Tua voz é revelação de cura para momentos de dor e abandono; e Teus ouvidos são a certeza de que podemos falar, pedir e receber. Teus olhos estão voltados para os justos de coração, alma e pensamento.

        Dai-nos a graça de nunca afastar-nos de Ti.



                                               Amém.





Por Marco Aurélio R. Nunes




sábado, 22 de setembro de 2012

Amizade


        Amizade não conhece distancia, não é interesseira, não traz desejos escondidos e mesquinhos de aproveitamento pessoal. Os amigos são provados pelo fogo das adversidades. Nunca podemos desconfiar e nem nos envergonhar deles, mesmo que errem ou se encontrem nas situações mais vergonhosas, eles são e serão sempre nossos amigos, dos quais damos testemunhos com amor e afeto.

         O amigo assume e carrega seu amigo em todos os momentos da vida porque ele faz parte da sua história, do seu cotidiano, do seu caminho. A verdadeira amizade é um grande tesouro que guardamos a sete chaves.

         A beleza da amizade nos seduz e encanta embora saibamos que poucos são os nossos verdadeiros amigos. A melhor definição de amigo é encontrada no Evangelho, quando Jesus, com sabedoria e austeridade de palavras, diz: “Não há maior amor que dar a vida pelos amigos”. Entre amigos não se dá só presentes, mas se dá amor e vida. Jesus, nosso melhor amigo, não nos deu “coisas” para serem guardadas, deu o melhor de si: carne e sangue, vida plena em abundancia.

         A amizade nasce quando eu compreendo o outro e acolho os seus problemas. Quando formos capazes, como Jesus, de dizer aos amigos: “Eu vos chamo amigos por que vos revelo tudo que ouvi do meu Pai”, aí então poderemos começar a acreditar que somos amigos de verdade e não simples conhecidos, colegas e camaradas que encontramos pela vida. 

         A Bíblia nos diz: “Se teu amigo for constante, ele te será como um igual e agirá livremente com os de tua casa. Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade. Separa-te daqueles que são teus inimigos e fica de sobreaviso diante de teus amigos. Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade da sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante”. (Eclo 6,11-17).

         Enfim, amizade é ver nosso rosto resplandecer nos olhos do amigo.



(De texto de Rita de Cassia de Jesus Dias - Com. Canção Nova)





domingo, 16 de setembro de 2012

Noite Vazia



Conheço pessoas que segundo elas próprias, só funcionam à noite. Na verdade esses notívagos são insones, em grande maioria, devido a preocupações, problemas insolúveis, questões existenciais. Não conseguem dormir a noite, passam o dia sonolentos e portanto, indispostos para os afazeres cotidianos, dessa forma tornando-se improdutivos durante o dia. Alguns de maneira pragmática aproveitam a insônia para por em ordem as tarefas pendentes, já que à noite lhes é propicia ao trabalho, devido à falta de sono – aparentemente estão mais bem dispostos. Só conseguem dormir pouquíssimas horas na madrugada e pensam que necessitam somente desse breve período de sono.  

Outros tantos não têm nada a fazer e passam a noite num imenso vazio. Não rendem o suficiente durante o dia, não trabalham à noite, não dormem. Veem TV, ouvem rádio, leem, navegam na web; tudo de modo disperso, sem atenção, como verdadeiros autômatos. Noite vazia, coração vazio, mas mente cheia. Cheia de pensamentos vãos, fuga da realidade, pensamentos mórbidos. São pessoas pessimistas, irritadiças, irascíveis; enfim, sofridas e mal humoradas.

Trabalho noturno é normal em alguns casos: plantões médicos e policiais, turnos em fábricas, vigilância, etc. Porém nos casos acima, ambos não vivem situação normal, carecem de tratamento médico e indo além, necessitam de muita oração, principalmente aqueles que passam a noite num grande vazio existencial. Esse oco só pode ser preenchido pelo Espírito Santo. Espírito Santo que vivifica, reanima, que ilumina, norteia, que conduz, dirige a vida daqueles que a Ele se entregam e se deixam guiar.

Caríssimo(a), se você se encontra nessa situação e não procurou assistência médica, não deixe de fazê-lo. Mas também procure assistência espiritual, buscando um grupo de oração, buscando o sacramento da penitencia/reconciliação fazendo uma boa confissão. A oração de cura interior é de grande eficácia; tanto quanto, ou mais, que as pílulas para dormir. Sabemos que os problemas ditos insolúveis, não são tão insolúveis assim; tudo tem solução. Pode não ter para nós, mas para Deus tudo é possível! As preocupações deixarão de existir, pois com o auxilio prestimoso do Espírito Santo tudo será posto em seu lugar no devido tempo. Quanto a questões existenciais, Deus dá sentido à vida quando a Jesus, guiados pelo Espírito Santo, nos entregamos. 

Não haja mais noites vazias; que elas sejam plenas da presença de Deus num sono suave e restaurador. Que seja assim. 


sábado, 8 de setembro de 2012

E O VERBO SE FEZ CARNE


Milagre Eucarístico de Lanciano

Há mais de 12 séculos deu-se grande e prodigioso milagre eucarístico na Igreja Católica.

            Por volta do ano 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de S. Lagonziano os monges de S. Basílio e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo seu conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro corpo de Cristo e o vinho o seu verdadeiro sangue. Mas a graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.

            Foi quando certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela dúvida, após proferir as palavras da consagração, ele viu a hóstia converter-se em carne viva e o vinho em sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural.

            Até que em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse: - “Ó bem aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos nossos olhos. Vinde irmãos e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a carne e o sangue do nosso Cristo muito amado!”

            Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo.

             A partir de 1713 até hoje, a carne passou a ser conservada numa custódia de prata e o sangue num cálice de cristal.

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre a partir de 1574, veio juntar -se o pronunciamento da ciência moderna, através minuciosas e rigorosas provas de laboratório. Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

ü  A carne é verdadeira carne.

ü  O sangue é verdadeiro sangue

ü  A carne é do tecido muscular do coração (Miocárdio, endocárdio e nervo vago).

ü  A carne e o sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) e pertencem a espécie humana.

ü  Coincidência extraordinária: É o mesmo tipo de sangue encontrado no Santo Sudário de Turim.

ü  Espanta: Trata-se de carne e sangue de uma pessoa viva, vivendo atualmente, pois o sangue é o mesmo como se tivesse sido tirado naquele mesmo dia, de um ser vivo.

ü  No sangue foram encontrados além das proteínas normais, os seguintes minerais: cloretos, fosfatos, magnésio, sódio e cálcio.

ü  A conservação da carne e do sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos a ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um mistério extraordinário.


            Antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos frades um telegrama nos seguintes termos: “E o Verbo se fez Carne”.          

É assim que o milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que “Comei e bebei todos vós, isto é o meu corpo que é dado por vós”, mais do que uma simples simbologia, como possa parecer, é o sinal divino de que no sacramento da comunhão está o alimento do nosso espírito, da nossa fé, da nossa esperança nas promessas de Cristo para a nossa salvação.

“Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.(Jo 6,55).





sábado, 1 de setembro de 2012

Batismo no Espírito Santo e o Papa


Que significa receber o selo do Espírito Santo? Significa ficar indelevelmente marcados, indelevelmente mudados, significa ser novas criaturas. Para aqueles que receberam esse dom, nada mais pode ser como antes. Ser batizados no Espírito significa ser incendiados pelo amor de Deus. Beber do Espírito (cf. 1 Cor 12,13) significa ser refrescado pela beleza do plano de Deus sobre nós e o mundo, e tornar-se por sua vez, uma fonte de frescor para os outros. Ser selados com o Espírito Santo significa, além disso, não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor.
(Bento XVI – 20 de Julho de 2008 – Sidney/Austrália)