sexta-feira, 21 de agosto de 2020

I Cor 15,19-28 – ESPERANÇA



P
aulo testemunha que devido a realidade da ressurreição de Jesus Cristo e da certeza de nossa própria ressurreição, sua fé não era inútil nem vazia.
            A Palavra nos lembra e de certa forma exorta a olharmos para frente, visando um futuro além do horizonte material. Pessoas fazem provisão para o amanhã, cadernetas de poupança, não é assim? Desta maneira buscam garantir o futuro da família, dos filhos e de si próprio. Devemos pensar no futuro não simplesmente como o dia de amanhã, o futuro imediato, mas sim pensar no futuro como eternidade. Porque haverá um dia, quando caírem todas as nossas imperfeições – assim esperamos – estaremos diante de Deus e O veremos tal qual Ele é! Veremos então, o que olho nenhum viu e ouvido nenhum jamais ouviu! (Estas são palavras da escritura, não minhas; vêem portanto do coração, não da mente). Em vista do exposto, nossa caderneta de poupança deve ser espiritual não material, nossos tesouros devem estar no coração, não no cofre.
            Deus nos criou perfeitos como Ele mesmo, à Sua imagem e semelhança. Mas o pecado nos desfigurou. Em Adão perdemos a imortalidade e a graça original; vaidade, orgulho, soberba, auto suficiência e desobediência geraram o pecado e com o pecado a dor, o sofrimento, doenças, morte.  Mas veio alguém que tudo venceu, inclusive triunfou sobre a morte. Com Adão vieram o pecado e a morte, com Cristo a graça santificante e a vida eterna. Em Adão abundou o pecado, em Jesus a graça é superabundante!
            Tem gente que sabe que algo é errado e mesmo assim, faz. Nada importa, para esses tudo é permitido, tudo convém. São amantes do pecado, capazes de lutar para ganhar o mundo, mas não se disponibilizam para Deus. Querem tudo do mundo e perdem a graça da salvação. O cristão não é, não deve e nem pode ser assim. Nossa esperança reside naquele que morreu e ressuscitou para nos salvar e garantir a eternidade junto ao Pai Celeste. Vivamos intensamente nossa fé, vivenciemos com fervor a Boa Nova de Cristo para alcançarmos a salvação e podermos adentrar um dia o Santo dos Santos. Como nos diz São João Bosco: “Vivamos como se cada dia fosse o primeiro, único e último de nossa vida.”
            Haveremos, um dia, de ver Deus face a face. Enquanto não chega esse dia, vivamos nossa obscuridade com fé, enxergando-O como que através de um véu, à contraluz. Vivamos de modo que quando advir a hora, possamos adentrar o Santo dos Santos e permanecermos resplandecentes com Ele na eternidade. Amém!







sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Ct 2,1-4 – Igreja Noiva de Deus



J
esus gostava de ensinar por parábolas. Fazia parte de sua pedagogia, seu método de ensino. Parábolas são pequenas estórias com um fundo moral. Através das parábolas Jesus transmitia a sua verdade. Algumas parábolas de Jesus eram simples, de fácil entendimento, outras muito difíceis; e isso tinha um propósito. Para os que estavam próximos, seus discípulos, o próprio Jesus as explicava. Por isso dizia: “a vós será dado o entendimento das parábolas, aos outros porém, estes ouvirão e não entenderão”. Refere-se aos que estão longe dele, afastados e não querem aproximar-se.
            Em nossa reunião semanal o Senhor mostrou, em visão, uma vela apagada e virada para baixo. Discernimos que isso significava apagamento da fé e distanciamento de Deus, da igreja. Estamos arrefecendo nossa fé, esfriando nosso ardor. Urge retornar ao primeiro amor, às promessas do batismo. É preciso, repito, retornar ao primeiro amor; ajoelhar-se diante do Santíssimo; abraçar a cruz. Reavivar a chama, soprar as cinzas sobre a brasa; sim, há uma brasa viva sob as cinzas. Deus não nos chamou à toa! Por isso Ele nos deu essa Palavra do livro dos Cânticos como uma parábola para nós.
            O livro Cântico dos Cânticos é um belo poema de amor. Retrata o amor entre homem e mulher, mas podemos ver também como o amor de Deus por seu povo, de Cristo por sua Igreja. O noivo, o próprio deus; a noiva, a Igreja. Ao lermos o versículo 4 (...) Numa casa onde se bebe vinho em sinal de amor. Onde o vinho é oferecido e o pão repartido? Na Eucaristia, presença real de Jesus que se doa a cada um de nós por puro amor. Na igreja nos reunimos para louvar a Deus, para receber os sacramentos, para avivar a chama do amor, para receber e apresentar Jesus ao mundo. Entretanto, tantos católicos perdem a identidade cristã, esfriam a fé, esquecem as promessas do batismo. Quantos católicos estão bebendo dos dois cálices! E não refiro aqui à idolatria das falsas doutrinas – isso é outro assunto – refiro-me às coisas do mundo mesmo. Quantos deixam a Igreja, deixam de participar das atividades comunitárias para ficar em casa refestelados em suas poltronas vendo TV, assistindo novelas. Quantos trocam a missa por futebol, por churrasco. Por isso, “...acorda tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará” (cf. Ef 5,14). Volte para a casa de Deus, como diz S. Paulo: “A Igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade”. (cf. 1 Tm 3,15). Que Igreja é essa? Não é a Igreja Protestante, eles não estavam lá. É a igreja de Paulo, nossa Igreja! A Igreja Católica Apostólica Romana, presente na face da terra desde aqueles tempos.
            Desperta, levanta-te, afasta-te dos mortos pelo pecado, reacende a chama, coloca-te à luz de Cristo! Amém.   

sábado, 8 de agosto de 2020

Tobias 3 – Pecado e Conseqüências



T
obit clama a Deus e o Louva por sua bondade e justiça, apesar de suas tribulações (Tb 3,1-6). Tobit sofria as conseqüências do pecado. Não tanto de seu pecado pessoal, mas dos pecados do mundo, dos pecados de seu povo. Como hoje em dia sofremos também as agruras, não somente de nossos pecados, mas do pecado que assola o mundo, suas mazelas, maldade, falta de amor. Também nós, como Tobit, devemos reconhecer que acima de tudo isso, nosso consolo, fé e esperança estão em Deus e seu infinito amor.
            Deus nos ama apesar do que somos e fazemos. Ele nos criou para a perfeição, à sua imagem e semelhança. Mas o pecado nos desfigurou; por vontade própria nos afastamos do Criador e perdemos a graça, rejeitamos o amor de Deus, trocando-o pelo pecado.
            O pecado surgiu com a desobediência, insuflado pelo diabo em forma de serpente, como relatado no Gênese. Com o pecado veio ao mundo a dor, o sofrimento, a doença, a morte. O mundo é pecador por causa do diabo. Não que as pessoas estejam endemoniadas, não é isso; porém o diabo influencia, espalha suas armadilhas e nós, ingenuamente caímos nelas, nos deixamos seduzir por seus engodos. Ele é um predador, um caçador e nós, sua caça, suas vitimas. O diabo sutilmente infiltra-se entre nós e nos apanha em nossas fraquezas, capturando-nos. Mas Jesus é nosso Salvador e vem em nosso socorro, pois Ele já nos resgatou com seu sangue (Cl 2, 13ss). Jesus já rasgou a carta condenatória na qual o diabo nos acusa.
            Devemos aceitar e reconhecer a remissão oferecida por Jesus, através o arrependimento e o pedido de perdão, a fim de nos reconciliarmos com Deus. Devemos buscar a confissão, não somente a confissão direta a Deus na intimidade de nosso coração, ao reconhecermo-nos pecadores, como também a confissão sacramental, para que tenhamos reconhecidamente o perdão de Deus através do sacerdote. Devemos sim, buscar a confissão sacramental, onde encontra-se o perdão, a cura das angústias e a libertação das cadeias do pecado. Como ouvi certa vez numa pregação do Prof. Felipe Aquino: “O confessionário é o único tribunal do mundo onde confessamos-nos culpados e saímos inocentes”.
            O Senhor nos fala em profecia: “Filhos, quero vos colocar em meu colo. Quero afagar vossa fronte, afagar vosso coração. Vos dou a paz. Vos dou o que procurais no mundo e não encontrais, porque só Eu posso dar. Despojai-vos das coisas exteriores, vinde para meus braços. Vossas lágrimas, vosso sofrimento, não me aprazem. Vinde para meus braços”. O pecado só te faz sofrer, só te causa angústia e desolação. Por isso Deus te quer junto a Ele. Só Ele tem o que você precisa, só Ele pode te livrar do pecado. Só junto dele podemos resistir às tentações. Por isso Ele pede que deixemos as coisas exteriores. Coisas exteriores são as coisas do mundo, tudo aquilo que precisa e deve estar fora de nossos corações. Amém. . 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

At 23,6-11 – PERSEGUIÇÃO



E
ncontramos aí Paulo diante do grande conselho sendo julgado; não que tivesse cometido algum crime, mas simplesmente porque anunciava Jesus Cristo e a ressurreição. Paulo que fora o grande perseguidor de Jesus e seus seguidores, tornara-se também cristão e de perseguidor passou a perseguido. Devemos nós fazer como Paulo, não importando os obstáculos, nem mesmo o sofrimento de sentir-se perseguido, devemos em qualquer circunstância anunciar Jesus. Em outra passagem dos Atos dos Apóstolos vemos Pedro e João felizes após serem libertados da prisão. A alegria deles porém não era em função da liberdade, estavam contentes por haverem sido injuriados, afrontados por pregarem a doutrina de Jesus. Pedro e João assumiram a bem aventurança, quando Jesus disse no sermão da montanha que bem aventurados seriam aqueles que sofressem perseguições por seu nome, pois grande seria a recompensa para esses na eternidade. Disse também Jesus em Jo15,20: “O servo não é maior que o senhor. Se me perseguiram, hão também de vos perseguir.”
            A perseguição que observamos aí ainda era pouco frente ao que viria, quando o Império Romano deixasse de tolerar o cristianismo e praticamente o declarasse inimigo de estado. A perseguição dos imperadores Nero, Domiciano, Diocleciano, foi cruel e sanguinária, ao longo de pelo menos três séculos. Os cristãos eram decapitados, crucificados, esfolados vivos, jogados as feras, queimados, mas não se intimidavam, não renegavam a fé. Não adiantava matar, pois o sangue dos mártires era semente de novos cristãos!
            Hoje não corremos risco de morte ao anunciar a Palavra, ao menos onde vivemos não somos proibidos de falar de Deus ou de Jesus, apesar de também sofrermos perseguições. Somos perseguidos pelos ouvidos, pela língua e ainda assim temos medo. Aqueles homens e mulheres eram perseguidos pela espada e não se calavam. Nós, por covardia, timidez ou mesmo comodismo, deixamos de anunciar, de evangelizar. Quantas vezes a oportunidade de evangelizar se apresenta e por timidez, por medo de parecer ridículo, deixamos de anunciar Jesus. Alguns dizem não saber como fazer, não conhecerem nada e outras desculpas... Mas para evangelizar não é necessário ser doutor em teologia ou bíblia, basta se abrir a ação do Espírito Santo.
            Nossa fé, nossa doutrina, ou seja, a Igreja, já nasceu perseguida. Primeiro pelos fariseus quando ainda era uma seita de origem judaica, depois pela influência do paganismo, pelo império romano, pelas heresias, pela reforma protestante, pelas filosofias materialistas, pelo iluminismo, mais recentemente pelo comunismo, pelo agnosticismo e tantas mais que apareçam. Mas tudo isso ruiu, caiu, dividiu-se ou desapareceu e a Igreja continua de pé, firme, inabalável há mais de dois mil anos! É a verdade bíblica: “... e sobre esta pedra construirei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela.” Glória a Deus! Não somos uma igrejinha qualquer, a nossa igreja foi concebida aos pés da cruz, com o sangue de Cristo, surgiu em Pentecostes e foi regada, fertilizada com o sangue dos mártires! Não importa o quanto possamos vir a ser perseguidos, somos felizes por sermos cristãos católicos e estarmos na renovação carismática. Como disse um bispo Tcheco duramente perseguido pelo regime comunista: “ Quando fazemos a obra de Deus, fazemos muito; fazer a obra em oração faz-se mais ainda e sofrer pela obra de Deus é tudo. “ Amém.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Ag 2,10-19 – Povo Impuro Oferta Impura



 E
sse texto reflete bem a situação atual. O mundo em que vivemos, a igreja, não a instituição, mas a igreja peregrina que somos nós, povo católico que caminha neste mundo. Quantos católicos supostamente praticantes, ao menos se dizem praticantes, estão com o coração cheio de ódio, ressentidos, com sentimentos e pensamentos vingativos. Quantos católicos se deixam influenciar pelas coisas mundanas, estão contaminados por falsas doutrinas. Quantos aceitam o espiritismo, idéias reencarnacionistas; coisas completamente opostas a nossa doutrina, à Palavra de Deus.
            Relendo o versículo 13, refletimos que de nada vale ofertar um coração sujo, manchado a Jesus. Ele não aceitará. Ele pedirá que você se reconcilie com o irmão, com a sã doutrina, com os ensinamentos bíblicos. É preciso converter-se, mudar o caminho, mudar radicalmente o rumo de sua vida. É necessário entrar na vida nova, agir na vida nova, viver a vida nova que é a graça de Deus acontecendo na sua vida, na minha vida, na vida de todos nós. Diz a Palavra que todo aquele que disser que Jesus Cristo é o senhor, será salvo com toda sua casa. Sabemos que há pessoas simples, com um devocionismo ingênuo que talvez nunca tenham dito que Jesus é o seu senhor e salvador, mas expressam isso com gestos, com esperança, com fé perseverante. Enquanto outros, assoberbados, clamam em alta voz que Jesus é o senhor. E só. Muitas vezes é um clamor vazio, mera formalidade e eles pensam que apenas isso os leva ao céu. Enquanto aqueles outros não dizem com os lábios, sim com o coração; eles estão conquistando seu lugar no paraíso.
            Os versículos 15 e 18 citam a reforma do templo. O grande templo não é a construção de pedra, mas o templo de carne: nós, templos vivos; nosso coração, morada do Espírito Santo. O profeta Ezequiel no capitulo 36 de seu livro nos diz que o Senhor nos lavará com águas puras que nos limpará de toda imundície, de toda abominação. Tirará do peito nosso coração de pedra e colocará um coração de carne. Abra as portas do seu templo – que é você próprio – e deixe o Espírito Santo lavá-lo com suas águas puras, lavar todo o seu ser, para que Jesus venha e faça morada em seu coração; que converta o seu coração num sacrário vivo. Reconstrua, reforme seu templo, aceite Jesus como único senhor e salvador. O demônio põe no coração de muitos que Jesus é só mais um entre tantos “curandeiros”, mais uma força poderosa do universo, etc. e etc. Mentira! Jesus é único, Jesus é, foi e sempre será o caminho, a verdade e a vida. Jesus cura, salva e liberta. Cura com o poder do Espírito Santo, salva pelo seu sangue derramado e liberta pela Palavra. Só Jesus, só Jesus.
            Quando você for a igreja fazer a sua oferta – não a oferta material, mas o   coração – dê a Jesus um  coração puro, imaculado como o   de Maria, ou como o de  uma criança. E se ocasionalmente você trilhou outros caminhos que não os do Senhor, peça perdão. Peça perdão agora, já, neste instante. Depois procure um padre e faça uma boa confissão.  Busque o sacramento da penitência, da reconciliação, graça de Cristo concedida a nós através da Sua Igreja. Amém.
   

sexta-feira, 17 de julho de 2020

I Reis 8,33-39a - Comunidade Hoje



N
a primeira pregação foi passada com muita sabedoria, com inspiração do Espírito Santo, pela nossa irmã de fé Betinha, a vida das primeiras comunidades cristãs. Também eu fui convidado a passar, a exortar, a vivência dessa comunidade hoje.
                É bem verdade que os tempos são outros, a realidade hoje é diferente da realidade do tempo dos apóstolos. Naquele tempo as noticias se propagavam lentamente; hoje com o progresso das comunicações, se a semente do mal é plantada na China, amanhã ou quem sabe ainda hoje, ela chega ao Brasil. O mundo está globalizado. Mas só na economia. A globalização só existe economicamente, quanto ao ser humano existe o individualismo; o mundo prega e propaga a disputa, a competição. O homem para chegar ao topo, ser o primeiro, há que derrubar o outro, pisar em cima, usa-lo como degrau para alcançar o topo. Neste mundo egoísta dois colegas de trabalho sorriem, confraternizam, porém nos bastidores conspiram um contra o outro, tramam a derrubada do outro, porque almejam o mesmo cargo, a mesma gerência, a mesma diretoria. Deus quer isso? Não!!! Ele quer a união; Ele quer que sejamos unidos num só coração, o coração de Jesus, o sacratíssimo coração de Jesus. Jesus, homem e deus. Jesus que detinha como homem todo o poder concedido pelo Pai, Jesus que poderia fazer tudo sozinho, mas quis precisar dos homens, formou um grupo, uma comunidade: seus discípulos, os apóstolos que foram seus sucessores formando novas comunidades. Paulo é um grande exemplo; formou comunidades cristãs em Colossos, Filipos, Tessalonica e outras.
                A RCC quer reviver hoje as comunidades ao molde da Igreja primitiva. Comunidade de fé não é coisa do passado, é p’rá hoje, p’rá agora!
                Lendo Reis 8,33-39a, observamos parte do discurso de Salomão na consagração do templo de Jerusalém ao todo poderoso Javé. É uma exortação à oração; demonstra o poder da oração, mormente a oração em comum. O v. 38 quando diz: “Se todo o povo orar...” evidencia a oração comunitária.
                 Quando um só fiel, um só filho de Deus, muitas vezes enfraquecido, abalado na fé, ora sozinho, quase sempre encontra um céu de bronze onde a oração retine, reflete e não chega a Deus. Se porém ele ora em grupo, o céu se abre, o bronze se transforma num véu diáfano e a palavra chega ao trono de Deus. Aí, a oração recebida por Deus volta em forma de bênçãos e de graças.
                Existe um ditado popular que diz: “Cada um por si e Deus por todos”. Ë cristão? Não. É egoísta. Já, “um por todos e todos por um”, pode ser adotado por nós, porque somos um em todos e todos em um, centrados em Cristo Jesus, como a Igreja: O corpo místico do Senhor, do qual fazemos parte na comunhão e na unidade.
                Sós somos fracos para combater o inimigo. Juntos somos imbatíveis pelo poder do sangue de Jesus. Tomando um pequeno graveto, qualquer criança pode quebrá-lo com facilidade. Tomando três ou mais é necessário certo esforço para quebrá-los. Se tomarmos um feixe com centenas, é impossível quebrá-los com as mãos; nem o homem mais forte do mundo consegui-lo-ia.
                Mesmo que o irmão esteja na dor, angustiado, em duvida, atribulado, ao buscar o auxilio do próximo na comunidade de fé, certamente encontrará um ombro amigo, conforto moral, palavras de sabedoria. Em oração, ouvirá palavras de ciência que revigoram, palavras proféticas que animam, que revivem a fé abalada.
                Dir-se-á: Havia monges que viviam sós, isolados, porém felizes sentindo a presença de Deus. É verdade. Mas estes eram homens fortalecidos na fé, altamente espiritualizados, que se isolavam, buscavam o deserto para se colocar a escuta de Deus e buscar discernimento. Depois retornavam ao convívio dos demais e construíam mosteiros, criavam irmandades, enfim, formavam comunidades.
                As idéias expostas nos mostram a importância da Igreja como aglutinadora, como comunidade, especialmente os grupos de oração. Por isso devemos rezar juntos, interceder juntos e jejuar juntos, para nosso crescimento e crescimento do irmão.
                Quanto à ajuda mútua, lembremo-nos da batalha dos hebreus contra os amalecitas. Enquanto Moisés do alto do monte mantinha os braços estendidos em oração, seu povo vencia a batalha; quando, porém, fatigado, seus braços pendiam, seu povo também cedia ao inimigo. Moisés então sentou-se numa pedra; Aarão e Hur sustentando os braços de Moisés, os mantinham erguidos e assim a batalha prosseguiu até o aniquilamento de Amalec.
                Assim é a comunidade de fé: auxiliando-se mutuamente, um orando com e pelo outro. Amem.
  


sábado, 11 de julho de 2020

I Mac 1,33-37 – SECULARISMO



A
bordaremos o tema secularismo vs. Religião. O que vem a ser secularismo? Secularismo é o mundo em oposição a Igreja. É o ateísmo que confronta a religiosidade. Tudo que o mundo prega que contraria a existência de Deus. Mas o que somos sem Deus? O homem se esquece que Deus sem o homem continua Deus, e no entanto o homem sem Deus é nada.
             O texto do livro de Macabeus nos mostra Jerusalém tomada por Antioco Epifanes, um rei de origem macedônica, um dos herdeiros do império de Alexandre o Grande. Lembra-nos também a apostasia de alguns judeus aliados ao opressor.
            Hoje nos deparamos com um mundo semelhante ao descrito, virado de pernas para o ar, cercado de toda sorte de iniqüidades, oprimido pelo mal. O mundo criado por Deus para nosso deleite, transformado em fonte de pecado. Mundo que por causa da nossa desobediência, como Jerusalém, foi entregue ao inimigo.
            Às vezes somos considerados “chatos”, falamos sempre a mesma coisa, batemos na mesma tecla, advertimos sobre os mesmos perigos; mas não podemos calar ante a iniqüidade; devemos denunciar sempre, assim Deus quer que façamos. Lembremo-nos do rolo queimado, em Jeremias 36. O rolo contendo as profecias contra Joaquim, rei de Judá, que mandou queimar o rolo. Porém Deus suscitou a Jeremias que providenciasse outro rolo, ao qual foram acrescentadas novas profecias. De nada adianta tentar deter os desígnios de Deus, simplesmente os ignorando ou calando a voz do profeta.
            Nos dias de hoje, lamentavelmente, jornais populares exaltam atitudes erradas, mormente da juventude. Psicólogos incentivam sexo, infidelidade, adultério e até, mesmo que veladamente, o aborto! Propagam escandalosamente falsas doutrinas, esoterismo. Deturpam deliberadamente a imagem da Igreja, enfatizando o misticismo, as crendices populares, nunca a verdadeira doutrina. Somos bombardeados constantemente por uma rede de desinformação!
            Diz o versículo 33: (...). A muralha que nos cerca é o pecado, a desobediência, tudo que nos afasta de Deus. Quem pactua com o mundo ajuda a levantar essa muralha. Se você meu irmão pactua com o mundo, deixa-se levar, propaga o que o mundo oferece, com certeza você está se cercando, se afastando de Deus.
             O mundo oferece muitos caminhos; coisas que trazem dor e morte. Sempre haverá dor nas coisas do mundo, mas não é por saber disso que iremos nos desesperar. O homem bom, justo, procurará levar consolo, tirar a dor; o homem mau a espalhará e a levará consigo aonde quer que vá e o homem tolo, egoísta, nem mesmo a notará, a não ser em si próprio. Mas o mau, assim como o tolo e o homem bom não vieram do nada e não estão sozinhos; vieram de Deus e estão numa multidão juntos, partilhando o mesmo mundo. O homem mau, quase sempre não sabe que é mau e deve portanto, ser perdoado todos os dias.
            Deus não nos obriga a nada, somos livres para escolher nosso caminho; Deus não nos obriga a servi-lo, não nos obriga sequer a segui-lo. Somos livres até para pecar. É certo que Deus não fica feliz com nosso pecado, pelo contrário, nosso pecado ofende a Deus. Quando pecamos ferimos o coração de Jesus; crucificamos Jesus a cada dia com o nosso pecado. Mas mesmo assim ele não nos obriga a nada! Ele poderia mudar tudo, a hora que quisesse, quando quisesse, como quisesse, mas não o faz. Porque nos ama; e porque nos ama nos deixa livres para escolher o caminho.
            A permissão divina para tudo que acontece é um grande mistério e não nos cabe buscar o entendimento. Mas não devemos esquecer que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus.
            O mundo está aí, vivemos nele; estamos no mundo, mas não somos do mundo, ou ao menos não devemos ser. Somos de Cristo, somos diferentes! Vamos lutar para transformar o mundo, vamos faze-los iguais a nós. Amém.
(sinopse de pregação)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Mt 8, 28-34 – Expulsão dos Demônios



O

 episódio narrado em Mateus 8 espanta não só pelo fato dos porcos se atirarem ao mar, mas principalmente, por realçar a realidade da possessão demoníaca.  Embora nem todo mal venha diretamente do diabo, sabemos que muita coisa ocorre por influencia direta ou indireta dele. Conforme Apocalipse 9, enquanto esperam o julgamento final os demônios gozam de relativa liberdade para exercerem sua ação maléfica na terra. O que eles fazem possuindo seres humanos, suscitando doenças, insuflando ao pecado. Eles tentam nos invadir, nos atormentar. Como e porque isso ocorre? Por causa de nossos pecados não confessados, devido ao nosso padrão errado de conduta, desvios de comportamento, pelos pecados do dia a dia que insistimos em não abandonar, os “pecadinhos de estimação”. A solução? Jesus. Jesus de Nazaré, o filho de Maria Santíssima, porque como vimos na leitura, os demônios a ele se submetem. Seu poder é imenso e esse poder é conferido a Nossa Senhora e aos anjos de Deus. Em nome de Jesus podemos também nós, devidamente preparados, repreender os espíritos malignos.
            O homem busca incessantemente formas de vida no espaço, em outros planetas. A frase “não estamos (ou não queremos estar) sós no universo”, move esta busca. Nem precisa tanto, nem precisa buscar longe, há formas de vida inteligente entre nós, seres invisíveis a nossos olhos carnais: anjos e demônios. Eles existem em grande número, são velocíssimos – ouso afirmar, por serem puro espíritos, incorpóreos, que deslocam-se a velocidade da luz. Daí advém seu poder, o conhecimento prévio de fatos, a capacidade de captar sons inaudíveis ao ouvido humano. Satanás, a primitiva serpente, foi lançado a terra, foi banido devido a seu imenso orgulho, sua arrogância desmedida. E na queda arrastou consigo uma multidão de anjos que o serviam. Agora, condenados, são os espíritos malignos, os demônios, que atormentam a humanidade. A solução? Jesus. Nosso Senhor Jesus Cristo, o nome acima de todo o nome. Jesus, cujo sangue é bálsamo para nós, mas que é repelente mortal para o maligno e seus asseclas. Pois pelo sangue derramado por Jesus na cruz fomos lavados e remidos,  enquanto o inimigo foi definitivamente derrotado.
            Em Sb 2,24 diz: “Foi por inveja...” Onde a influência do demônio se faz presente? Onde podemos identificá-lo?   Na crença de que a felicidade só se encontra nas coisas materiais; na concupiscência da carne, ou seja, na compulsão sexual, nos desvios mórbidos de comportamento; na auto suficiência, quando se prescinde de Deus; no egoísmo, no egocentrismo, na frieza, crueldade, falta de amor; onde o nome de Jesus é usado com ódio deliberado, causando divisão; onde o evangelho é distorcido, falsificado, deturpado, mutilado. Quanto a estas últimas assertivas, o próprio Jesus afirma: “Quem está comigo ajunta, quem não está comigo espalha”.Diz também Jesus: “Muitos virão em meu nome, lobos em pele de cordeiro, farão prodígios e seduzirão até mesmo alguns dos eleitos”.– “Nem todo que diz senhor, senhor, entrará no reino dos céus”.
            O Senhor na sua Palavra nos adverte e ensina a combater o inimigo de Deus e de nossas almas. Através Pedro nos exorta a sermos vigilantes e orantes, pois o inimigo é como um leão que ruge, pronto a nos devorar. É necessário então estar atentos. Através Paulo em Efésios 6, nos fornece as armas necessárias ao combate. A nossa luta não é contra a carne e o sangue, sim contra o príncipe das trevas, os anjos caídos, os espíritos maus dos ares. Aí vai uma advertência; muitos não acreditam na existência do demônio como um ser real. E essa é exatamente uma das maiores artimanhas do diabo: fingir-se de morto, negar a própria existência, pois desta forma ele invade os corações dos desprevenidos e incautos. Nossas armas nessa luta incessante são a couraça da justiça, o capacete da salvação: a fé no sangue poderoso de Jesus; o cinturão da verdade, as sandálias da humildade: por ser orgulhoso e soberbo, o maligno não suporta a simplicidade, a humildade, a pureza; por fim a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
Enquanto aguardamos o retorno glorioso de Jesus, como São Paulo, combatamos o bom combate. Amém. 

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Salmo 132 – Fraternidade



F
raternidade é a união ou convivência como verdadeiros irmãos. É a harmonia entre as pessoas. É a vivência no amor, solidariedade, caridade mútua.
         Quando falamos de amor vem à lembrança os vários tipos de amor, ou as várias formas de amar: o amor carnal, entre um homem e uma mulher; amor paterno/materno, dos pais pelos filhos; amor filial, o que sente os filhos pelos pais; fraterno, amor entre irmãos, sejam de sangue ou na fé , amizade; e finalmente o maior de todos, o ágape, o amor perfeito, o amor de Deus, o amor que Deus tem por nós. Se juntamos o amor fraternal ao amor ágape, olhamos o irmão como Deus nos olha, amamos como Deus nos ama. Diz a Palavra: “Como amar a Deus que não vemos, se não amamos o irmão a quem vemos?”
         Fraternidade lembra comunidade; comunidade lembra comunhão, participação em comum (comum + unidade). União de pessoas com os mesmos objetivos: evangelizar, promover a caridade. São as comunidades organizadas, tais como: Fraternidade Toca de Assis, Comunidade Shalom, Comunidades de Renovação, entre outras. Essas organizações podem ser comunidades de vida – quando vivem juntos, partilhando e dividindo tudo, ou de aliança – quando partilham somente seus ideais e objetivos. Alguns atributos porém são comuns a ambos os tipos de comunidades: a união fraterna, a dedicação intra comunitária, consagração ao serviço do Senhor e à unidade da Igreja.
         Em At 2,42.44-47 é mostrada a vida das primeiras comunidades cristãs. Podemos viver como os primeiros cristãos, como o povo retratado em Atos? De certa forma sim. As comunidades cristãs católicas vivem praticamente assim, sejam comunidades de vida ou de aliança. Nós, guardadas as devidas proporções, também podemos imitar as primeiras comunidades. Se atendermos ao chamado de Deus, nos dedicarmos ao serviço, praticarmos a caridade e solidariedade, estaremos a nossa maneira, sendo como eles. O objetivo prático da Renovação Carismática é que nos tornemos semelhantes à igreja primitiva; se não comunidade de vida, ao menos de aliança.
          O livro do Eclesiastes 4,10 cita: “Se um cair o outro o levanta. Mas ai do que estiver só; não haverá quem o levante”. União fraterna, todos unidos num só coração. Esse coração, como o corpo místico de Cristo: a Igreja, a real, a verdadeira, a maior comunidade fraterna a qual todas as outras estão subordinadas. Em louvor pela fraternidade, leiamos o Salmo 132(133) (...)... Amém.


sábado, 20 de junho de 2020

Ez 1,4-14 – VISÃO DO CARRO DE JAVÉ



E

zequiel descreve uma visão de Deus, uma visão da glória de Deus. No Antigo Testamento Deus se apresentava em visões esplendorosas ou através forças da natureza, ventanias, tempestades, raios e trovões, a chamada teofania. Assim vemos em Ex 19,18, no Sinai; monte Horeb, quando Deus se apresenta pela primeira vez a Moisés, na sarça ardente. Apesar da descrição detalhada de Ezequiel é difícil imaginar o que ele tenha visto. Deus não pode ser descrito; é impossível à nossa inteligência compreender a divindade. Diante da grandeza de Deus, cabe a nós aceitar humildemente, sem discutir. Deus é Deus e ponto.
            Hoje não podemos falar de Deus sem falar do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deus único na Santíssima Trindade. Javé, Emanuel, Ruah. Javé, o Pai que nos criou; Emanuel, Deus conosco, o Filho que nos redimiu e Ruah, o sopro divino, Espírito Santo que nos consola, nos molda, nos conduz a santidade. Deus uno e trino, único Deus que se apresenta em três pessoas distintas. Grande mistério que talvez venhamos a entender quando, terminada a nossa jornada, estivermos frente a frente com Ele. Aí sim, ao caírem todas as nossas imperfeições o veremos tal qual Ele é.
            Somos frutos do amor de Deus. Com amor, no amor e por amor fomos criados. No entanto, apesar do amor do Pai, perdemos a graça santificante e aí Deus mostrou outro grande atributo: a Divina Misericórdia. Se por amor fomos criados, pela misericórdia somos perdoados. Disse Sta. Faustina: “Nosso pecado é uma gotinha de orvalho no oceano da misericórdia de Deus”. Deus nos ama tanto, tem tanta compaixão de nós, que nos deu seu filho único, Jesus, para morrer em nosso lugar. Assim a salvação veio a nós. Então Jesus, que sendo parte integrante de Deus, desceu de sua glória e veio até nós em carne, humilhando-se e humildemente se dá ainda hoje. Pois se Ele se fez carne e pisou nosso chão, hoje se faz pão e se nos dá a cada eucaristia. Sua presença também se faz sentir através o Espírito Santo que infundido em nós, nos move, nos transforma, nos mostra toda a verdade, a verdade libertadora contida na Palavra de Deus.
            Deus é amor e na infinitude de seu amor se dá a nós na sua Palavra, na Eucaristia e na efusão do Espírito Santo. Mesmo que você não se sinta amado pelas pessoas, pelo seu próximo, saiba, há um amor maior envolvendo você. É o amor do Pai que lhe perdoa, o amor do Filho que lhe cura, liberta, que lhe remiu numa cruz, o amor do Espírito Santo que lhe conduz a santificação. Deus lhe ama com um amor imenso, tão grande que é inimaginável. Deus lhe ama, deus nos ama como ninguém jamais amou e há de amar. Amém.    
Sinopse de pregação



sexta-feira, 12 de junho de 2020

Ez 34 – O Amor de Deus



É

 com grande alegria que venho anunciar uma mensagem de amor.        
                O livro de Ezequiel cap. 34, versículos 11 a 16 nos diz...(...). Vemos aqui a palavra de Deus através o profeta, falando ao seu povo; povo que estava disperso após a queda de Jerusalém. Êle promete junta-los novamente, tratar deles, cura-los um a um. Era um povo pecador, infiel e por isso passava tribulações; mas Deus não se esqueceu deles, por amor e só por amor resolveu salva-los.
                Esse povo hoje somos nós. Somos nós! Nós que estamos espalhados por esse mundão afora, cercados de toda espécie de iniqüidade. E Deus vem ao nosso encontro, nos convida a si.
                E na presença de Deus viemos falar do amor imensurável que Êle nutre por cada um de nós. Esse amor derramado constantemente como chuva de bênçãos!Um amor difícil de ser exprimido em palavras. Não é como o amor humano, egoísta, “toma lá dá cá”, não; não, o amor de Deus é puro, é perfeito. Difícil de ser definido, mas facilmente sentido, com certeza.
                Olhe para a cruz; eis aí a grande prova de amor: Fazer-se carne e morrer por cada um de nós, pelos nossos pecados. A morte e ressurreição de Jesus são a nossa esperança de vida eterna; é a certeza que existe um paraíso esperando por nós.Isso é amor, isso é amor!
                Deus nos olha como somos, como estamos, não se importando se somos ricos ou pobres, se sou pecador e vocês santos. Êle nos vê com o mesmo olhar de amor. Como está na Palavra em Sab 6,7 (...). Assim é nosso Deus, um Deus justo, misericordioso, não um Deus que castiga.
                Toda vez que o inimigo rouba uma alma, do céu rola uma lágrima, cai uma lágrima. Deus não se satisfaz com a condenação do pecador. Um pai não fica feliz com a morte de um filho e uma alma perdida é a morte de um filho para Deus; um filho rebelde, mas um filho amado. Por outro lado quando Deus resgata um pecador, há uma grande festa, como aquela do filho pródigo. A parábola do filho pródigo representa muito bem o amor misericordioso de Deus. O pródigo é a ovelha perdida, tresmalhada, ferida, que o Pai acolhe e cura. O irmão que ficou, embora não percebesse, esteve o tempo todo no colo do Pai; era a ovelha gorda, cevada, que o Pai vela dia e noite. Deus te ama, Deus me ama, Deus nos ama...
                Não sei da sua situação, não sei se você está passando por um momento de alegria ou de aflição, não sei. Mas tenho certeza que você já sentiu a presença de Deus na sua vida; já teve a experiência vivida de Deus. Glória! Se eu fosse dar testemunho de tudo que Deus tem feito em minha vida, um dia inteiro seria pouco, porque Deus faz maravilhas o tempo todo, todos os dias, todos os momentos, a cada instante!
                Para ilustrar esse amor vamos falar de Paulo; Saulo que virou Paulo: o apostolo S. Paulo. Saulo era um matador, um perseguidor de cristãos. Êle esteve presente e apoiando o apedrejamento do mártir Estevão. Por sorte, nosso Deus é bom e justo. Nosso Deus não é cruel nem vingativo, porque senão Saulo continuaria sendo Saulo, morreria Saulo e seria condenado; estaria ardendo no castigo eterno. Mas... Deus é amor e Saulo foi transformado de perseguidor no maior propagador da mensagem de Cristo. Foi o segundo maior pregador; o primeiro é o próprio Jesus.
                Paulo mudou simplesmente porque quis? Numa bela manhã acordou bem humorado e resolveu ficar bonzinho? Cansou de ser o vilão e virou herói como nos filmes? Não, claro que não. Foi pela misericórdia de Deus; Deus tinha um plano de amor para Paulo. Deus tem um plano de amor para vocês, Deus tem um plano de amor para mim; Êle me resgatou e me colocou aqui para falar do seu amor; desse amor que sentimos na pele, que respiramos... Esse amor que se manifesta em nós pela ação do Espírito Santo. Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito, quando nos enchemos do Espírito Santo nos enchemos também do amor de Deus e esse amor eflui do nosso coração. Efluir é transbordar, é derramar. E esse sentimento não pode ficar guardado só p’rá mim: “é meu, ninguém tasca”. Não! Eu tenho que repartir, dividir entre os irmãos.
                Muitas vezes vamos encontrar o irmão afastado de Deus, magoado, ferido; como se estivesse embaixo de um guarda chuvas, impedindo que o amor de Deus chegue até êle. Temos que abraçar esse irmão, dividir o amor que temos com êle, para então êle fechar o guarda chuvas e deixar a graça de Deus acontecer na sua vida.
                Amados, vamos ser felizes distribuindo amor. Vamos sorrir vendo o sorriso do irmão. Amém.
(sinopse de pregação)

sábado, 6 de junho de 2020

Dn 14,32-37 – CONFIANÇA - sinopse de pregação



P
odemos comentar esta Palavra sob dois aspectos: do ponto de vista de Habacuc e do ponto de vista de Daniel. Vemos aí Habacuc tirado dos seus afazeres cotidianos para servir a Deus. De certa maneira é o que ocorreu conosco; fomos chamados a vir até aqui e servir ao Senhor, auxiliando este grupo de oração. Sob a ótica de Daniel, observamos que este, apesar do grande problema por que passava, confiou plenamente em Deus. Não viemos aqui falar de nós, portanto abordaremos o assunto falando de Daniel e sua extrema confiança.
      
      Daniel fora atirado na cova dos leões, porque? Porque não aceitou adorar falsos deuses. Forçado, não renegou o verdadeiro Deus. Por isso foi perseguido, difamado, injustamente condenado e atirado a leões famintos. Leões que comiam diariamente cordeiros e carne humana, mas que não foram alimentados nos dias que precederam a entrada de Daniel no covil das feras. Daniel porém confiou em Deus, no Deus que o criou, no Deus que sabemos  se fez homem , pregou sua Palavra de Vida, nos mostrou o caminho, morreu por nós numa cruz e ressuscitou para nossa redenção e nos dar a eternidade. Daniel não se deixou abater pelo desânimo e confiou. Não reclamou, não gritou, sequer murmurou ou pensou negativamente. Ao contrário, apesar da situação extremamente difícil, apesar de tudo indicar que era o fim, ele creu, confiou e esperou no Senhor. Atirado às feras, não foi devorado; faminto, Deus lhe proveu alimento; por fim, após seis dias o rei o recolheu e lhe restituiu a liberdade.
            Isto significa para nós que os filhos de Deus, os verdadeiros cristãos, os católicos fiéis, não devem temer ser atirados às feras. Que sejam pacientes e esperem em Deus, como Daniel esperou pacientemente. Soframos as demoras de Deus, pois Ele nos prepara o melhor; Ele nos conhece profundamente e só nos dá o que é bom e na medida da nossa necessidade. Vivamos a fé e a confiança de Daniel. O Salmo 93(94), versos 18 e 19 diz: (...). Se escorregarmos, se vacilarmos, se resvalarmos nossos pés na beira do abismo, sabemos que Deus nos ampara e Sua Palavra nos conforta.
            Não temer, confiar, confiar sempre, eis a mensagem tirada para nós desta Palavra do livro de Daniel. Para ilustrar a pregação, contarei uma estorinha – Eu gosto de contar estórias, elas enriquecem uma pregação; aliás, isso fazia parte da pedagogia de Jesus: Ele gostava de ensinar através de parábolas. – Eis a estória:
            Um barco, um grande navio repleto de passageiros navegava placidamente em alto mar, quando repentinamente foi atingido por uma violenta tempestade. Os passageiros em pânico rezavam, gritavam, desesperavam-se. Num canto, uma pequena menina brincava tranquilamente, sem se incomodar com a tormenta nem com os demais passageiros. Um homem inconformado com a calma daquela criança, interpelou-a: Menininha, você não teme a tempestade? – Não. – Mas o navio vai afundar, todos vamos morrer. – Não, não vai acontecer isso não. – Porque tanta certeza? – Meu pai é o capitão deste navio!
            A garotinha confiava inteiramente em seu pai e nós confiemos em Deus, nosso Pai eterno, que esta no comando do grande barco que é a nossa vida! Não devemos ter medo, pois nada é impossível para Deus, não devemos sentir tristeza, dúvida, pois nada é impossível para Deus. Ele nos livra dos leões que rugem em torno a nós e tentam nos devorar. Ele nos livra das tempestades do dia a dia, enfim, Ele é a nossa força, o nosso refúgio. Abram o coração e deixem-se amar por Deus, deixem-se amar e também amem, amem como Deus ama vocês. Confiem, confiem sempre, como a menina da estorinha. Deus está no comando da sua vida. Amém.