domingo, 8 de agosto de 2010

Palavra da Igreja


Falas de João Paulo II à Renovação Carismática: “Como não dar graças pelos preciosos frutos espirituais que a Renovação gerou na vida da Igreja e de tantas pessoas? Quantos fiéis leigos - homens e mulheres, jovens, adultos e anciãos – puderam experimentar na própria vida o maravilhoso poder do Espírito e dos seus dons! Quantas pessoas redescobriram a fé, o gosto pela oração, a força e a beleza da Palavra de Deus, traduzindo tudo isso num generoso serviço a missão da Igreja! Quantas vidas mudaram de maneira radical! Por tudo isto, hoje, juntamente convosco, desejo louvar e agradecer ao Espírito Santo”.– À RCC na Itália, 04/04/1998.
“No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos cansei de invocar: Vem ó Espírito Santo! Vem! Vem !” – 14/03/2002.
“A Igreja e o mundo têm necessidade de santos, e nós somos tanto mais santos quanto mais deixamos que o Espírito Santo nos configure com Cristo. Eis o segredo da experiência renovadora da ‘efusão do Espírito’, experiência típica que caracteriza o caminho de crescimento proposto pelos membros de vossos Grupos e das vossas comunidades”.– L’Osservatore Romano, 30/03/2002.
“Graças ao movimento carismático, tantos cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, têm redescoberto Pentecostes como realidade viva e presente na sua existência cotidiana. Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um renovado salto de oração, de santidade, da comunhão e de anúncio”.– 29/05/2004.
Eis um verdadeiro reconhecimento pontifício da identidade da Renovação Carismática Católica, bem como um mandato e direcionamento ao movimento: apostolado da efusão do Espírito Santo e difusão da cultura de Pentecostes.

sábado, 31 de julho de 2010

A BATALHA



Não nos deixemos enganar. A guerra midiática travada contra a igreja ao redor dos escândalos sexuais de alguns sacerdotes não é uma batalha pela moralidade, nem uma preocupação com a castidade dos menores envolvidos (...).
É extremamente significativo que as mesmas pessoas que rasgam as vestes diante dos escândalos sexuais de padres não façam nada para tutelar a pureza dos menores. Mas, ao contrário, apóiam a distribuição gratuita de camisinhas e lubrificantes sexuais aos nossos filhos, nas escolas publicas e postos de saúde. Trata-se da mesma corja que patrocina programas de deseducação sexual em TVs abertas alardeia como “direitos sexuais” as depravações da moda. Não posso crer que esses lobos ferozes, que em sua maioria leva uma vida muito distante da castidade cristã, tenham se transformado milagrosamente em uma legião de anjos da guarda que zelam pela pureza de nossos filhos. Diria que mais se parecem com aqueles abutres que rodeiam um animal ferido e que fazem o possível para lhe abreviar a agonia, a fim de tirar proveito o quanto antes de sua carcaça.
E a vitima quem é? Um punhado de padres pedófilos? Não, mas sim o sacerdócio católico.
Não nos iludamos. Esta reação em massa não se explica apenas como um empreendimento humano. São Paulo nos lembra que não é contra a carne e o sangue que lutamos, mas contra os espíritos malignos espalhados pelo espaço. (cf Ef 6,12).

Pe. Paulo Ricardo – Arquidiocese de Cuiabá.

domingo, 25 de julho de 2010

Nossa Casa Nossa Benção

Nós que louvamos e servimos a Deus na Renovação Carismática Católica ajudemos a construir nossa sede nacional, a nossa casa de formação! É tempo de construir e reconstruir. "...Se voltardes a mim, se observardes os meus mandamentos e os praticardes, mesmo que estejais deportados as extremidades do céu, vos reunirei ali, vos farei retornar ao lugar que escolhi para estebelecer nele a morada do meu nome." (Nee 1,9)

Amor de Deus e Salvação



Meu irmão, minha irmã, tome sua Bíblia. O que você tem nas mãos não é um simples livro. Você tem nas mãos a Palavra de Deus, a Palavra Viva do Deus Vivo. As verdades incontestáveis da Sabedoria Divina; a marcha da Revelação Divina através da história da humanidade. É também um manual de vida, com ensinamentos que nos levam ao caminho da retidão moral e da justiça. Ao longo dos aproximadamente três mil anos em que foi escrita, Deus se apresenta a humanidade e nos oferece o caminho da salvação: Jesus Cristo.
Abra sua Bíblia no Salmo 103(104); vamos ler do versículo 5 ao 16 (...)... Eis um hino de louvor à criação. Deus nos criou por amor; criou o Universo para que servisse de suporte a Terra; criou a Terra para que servisse de pedestal a sua obra-prima: nós. Deus não nos criou porque estivesse só, não; Deus nos criou porque amava, ama e nos amará sempre. Nos criou à sua imagem e semelhança; imagem porque somos reflexos de sua vontade, semelhança porque fomos criados para sermos perfeitos e se não o somos é por culpa nossa, que desobedecemos e perdemos a pureza original. Quando os primeiros seres humanos, Adão e Eva, caíram em tentação e pecaram desobedecendo a Deus, perderam a intimidade que tinham com ele. Ao longo do tempo o homem vem pecando, se penitenciando, sendo perdoado – por pura misericórdia – mas cai de novo, muitas vezes tropeçando na mesma pedra. Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa de suas abominações, mas Deus salvou Lot e sua família. O dilúvio cobriu a terra, mas Deus salvou Noé e os seus. O povo hebreu estava cativo no Egito e Deus suscitou Moisés a libertá-los; mas o povo era renitente, teimoso; pecava por idolatria e murmuração, mas Moisés intercedia por eles e Deus os perdoava. Mais tarde, o povo escolhido sacrificava animais em holocausto expiatório para se livrar dos pecados e se o arrependimento era sincero, Deus os perdoava, não pelo sacrifício em si, mas pela contrição do coração. Contudo, já não havia arrependimento, os sacrifícios se tornaram mera formalidade, sem o firme propósito de renunciar verdadeiramente ao pecado e Deus irritou-se. Em Is 1,11 Deus diz: “De que me serve a multidão de vossas vitimas?” Deus quer o coração do homem, o teu coração, o meu coração. Deus quer nos perdoar, nos salvar e para isso ofereceu a si mesmo em sacrifício, o último sacrifício de sangue, o sacrifício perfeito: Jesus, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! Jesus foi para a cruz para nos salvar e já nos salvou. Pelo sangue precioso de Jesus fomos lavados de todo o pecado. Mas... Há um porém: é preciso que desejemos a salvação, que sigamos Jesus, até mesmo no calvário se necessário; que assumamos nossa dependência a ele, que nos submetamos a seu senhorio. Jesus morreu e ressuscitou por nós. Ele não está mais na cruz nem no sepulcro; está vivo no meio de nós. A ressurreição de Jesus é garantia que existe a eternidade esperando por nós.
Por amor fomos criados, por amor somos perdoados e por amor fomos remidos. Sejamos merecedores da Salvação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

XXIX Congresso Nacional da RCC

Servos do G.O. no Congresso Nacional da RCC
Expominas - Belo Horizonte-MG

Servos do G.O. e Eugenio Jorge










segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vivendo Pentecostes


Estamos voltando do XXIX Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica, realizado em Belo Horizonte, MG. Vivemos lá a graça de um novo pentecostes. Na realidade a continuidade de uma graça perene. Em 2010 o tema do congresso foi “Proclamai a Palavra, anunciai a Boa Nova”. Mais que exortação, uma ordem: proclamai, anunciai (imperativo); não é proclame, anuncie (um pedido). Portanto ao retornarmos a nossas casas, nossas comunidades, nossas paróquias e grupos de oração, temos o dever de aprimorar, reavivar, consolidar nossos ministérios, sejam de pregação, ensino ou formação. Ensinar e formar novos servos através catequese profunda. Pregar querigmáticamente, no intuito de evangelizar prioritariamente os batizados que vivem de forma pagã, e a partir daí todo o resto: “...sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra” (At 1,8b).
Que os frutos desse congresso nacional da RCC permaneçam em nós. Indo além, que gerem novos frutos. Este congresso mal terminou e já deixa saudades. Esperamos ansiosamente o trigésimo. Deus seja louvado.

domingo, 11 de julho de 2010

Deus nos trata com justiça



Abordaremos a equidade. Equidade significa justiça; justiça natural e aqui, justiça divina. Deus trata cada um segundo seus méritos, ou seja, conforme nosso merecimento. Leiamos Sab 16,1-10 (...).
O que lemos nos remete ao livro do Êxodo, as dez pragas do Egito.
As tribulações acontecem, não por vontade de Deus, não são enviadas por Deus como castigo, mas para nos advertir. As tribulações acontecem porque muitas vezes nos afastamos de Deus e nos tornamos vulneráveis. Isso não significa que não teremos tribulações se estivermos com Deus, até porque caminhar na fé não é estar vacinado contra os males do mundo. Não podemos nos esquecer que Jesus para ser glorificado teve antes, que passar pela cruz. E muitos de nós seremos provados na tribulação! Tribulação, dores, decepções, todos teremos, mas se estivermos vivendo nossa fé em Cristo Jesus, o mal pode até afetar nosso corpo, pode até mesmo afetar nossa mente, mas nunca vai afetar nossa alma, nunca a nossa alma! Ao passo que estando longe de Deus, vivendo e gostando do pecado, o mal irá “torcer”a nossa alma, machucar, dilacerar a alma e a dor nos atingirá profundamente. Por isso é muito importante que creiamos naquele que se fez homem e deu a vida por nós; verteu seu sangue por mim, por você, por todos.
Pela cruz, Cristo nos salvou, pela cruz Cristo remiu o mundo inteiro, pela cruz fomos libertos do pecado. Jesus morreu na cruz humano e ressuscitou glorioso, divino. Pelo sangue de Jesus a cruz foi transformada de instrumento de suplicio em símbolo de salvação.
O versículo 6 diz: (...). Isto tem um significado muito importante. O que é para nós a serpente de bronze? Ela prefigura Cristo na cruz. Olhe para a cruz e veja o penhor da nossa salvação.
Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua casa, diz a Palavra e a Palavra de Deus é verdadeira. Mas será tão simples assim? Jesus nos salvou, pela fé somos justificados, mas temos que viver a fé, viver na fé, viver pela fé. Temos que nos colocar debaixo da cruz e deixar que o sangue de Jesus goteje em nossa cabeça! Mas como? Jesus foi crucificado há dois mil anos atrás... Mas ele esta vivo, ele está no meio de nós e oferece todos os dias sua carne e seu sangue. É preciso que abramos nosso coração e entreguemos a Jesus para que ele faça morada plena em nós. O crucificado nos salvou, o ressuscitado quer nos curar e libertar!
Carlos Nunes

domingo, 4 de julho de 2010

Coroa Indestrutível

Perdemos a Copa do Mundo. E daí? É só um jogo. Jogos nem sempre nos são favoráveis; às vezes ganhamos, às vezes perdemos, por mais que nos julguemos melhores e talvez até sejamos. Mas mesmo se ganhássemos o último jogo, chegaria o dia em que, fatalmente, seriamos derrotados nesta ou em outra Copa. Então o que importa verdadeiramente é lutar por algo que seja definitivo, que jamais nos será tirado, a coroa indestrutível de que nos fala o Apostolo Paulo em sua carta aos corintios, cap. 9, versos 24 e 25: “Nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o premio. Correi pois, de tal maneira que consigais. Todos os atletas se impõem muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível”. Esta é a coroa final, o troféu da glória eterna.
Esse troféu só podemos conquistar com uma vida em Cristo, segundo moção do Espírito Santo. Não é um jogo, é uma corrida de obstáculos onde não há adversários, há companheiros; não há ninguém a vencer (Nossa luta não é contra a carne e o sangue... - cf Ef 6,12), há irmãos a compartilhar. O adversário, o verdadeiro inimigo a vencer não é nosso próximo; está em nós mesmos (a concupiscência) e a nos afrontar, as investidas do maligno. Portanto, guardemos a fé, caminhemos firmes, passos largos na via traçada para nós, caminho, verdade, vida: Jesus de Nazaré. Como Paulo, possamos também dizer: “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7).
Copas do Mundo podem ser roubadas. Surrupiadas sorrateiramente pelo apito de um árbitro tendencioso ou literalmente furtada (cadê a Jules Rimet?). Mas a coroa da vitória em Jesus ninguém nos tira, pois em Cristo somos mais que vencedores.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pontífice


No dia 19 de junho aconteceu o encerramento do Ano Sacerdotal. Durante este tempo houve um grande esforço, em toda a Igreja, para uma renovação profunda da graça da ordenação sacerdotal no coração de todos os sacerdotes. Retiros espirituais, orações especiais pelos sacerdotes, pregações, pronunciamentos, artigos e livros escritos sobre a importância, a santidade, a grandeza e a necessidade imprescindível dos sacerdotes na vida do povo de Deus.
Sacerdotes são homens e como tal, sujeitos a tentações, quedas, ao pecado; assim, nem todos são santos, no entanto o padre é constituído para ser um bom pastor, a fim de pastorear as ovelhas que não suas, mas de Jesus. Não importa se a placa de sinalização esteja colocada sobre um pau podre ou um poste enferrujado, o importante é o sinal. Mesmo sendo homens e pecadores como todos nós, os sacerdotes são representantes de Cristo e portadores da graça sacramental. O sacerdote no efetivo exercício de sua missão é o embaixador da corte celeste, o digno representante de Cristo. Esta autoridade foi conferida a Pedro por Jesus, e por extensão a todos os apóstolos. O Papa, sucessor em linha direta de Pedro e os Bispos, legítimos sucessores dos apóstolos delegaram esta autoridade a seus auxiliares, os presbíteros. “Em verdade todo pontífice é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Sabe compadecer-se dos que estão na ignorância e no erro, porque também ele está cercado de fraqueza. Por isso, ele deve oferecer sacrifícios tanto pelos próprios pecados, quanto pelos pecados do povo. Ninguém se aproprie desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4).
O Ano Sacerdotal termina, mas os sacerdotes prosseguem, reanimados a gastar gratuitamente suas vidas para pastorear o povo de Deus. Todo enriquecimento espiritual de cada sacerdote ocorrido ao longo do Ano Sacerdotal, ocorrerá no transbordamento de toda espécie de bênçãos para o bem de todos os católicos por eles servidos.

domingo, 27 de junho de 2010

A Salvação

Jesus... Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual podemos ser ser salvos. (cf. At 4,12)

sábado, 19 de junho de 2010

Memorial de Sacrificio




A leitura bíblica de Ez 46,1-6 descreve prescrições para uma cerimônia ritual. Em dias determinados haveria sacrifícios, holocaustos; a tudo isso o povo era convocado a comparecer. Transpondo para os dias atuais, podemos comparar – guardando naturalmente as devidas proporções – com nossa missa dominical. Deus poderia nos ter dado a passagem do Evangelho onde Jesus institui a eucaristia, ou a passagem de Atos dos Apóstolos em que a comunidade se reunia no primeiro dia da semana para celebrar a ceia do Senhor, a fração do pão. Mas Ele nos deu essa Palavra e com um propósito: Ele quer nos mostrar que o sacrifício da missa é um preceito, é lei!
A Santa Missa é a rememoração do Evangelho; vida, paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus, o cordeiro sem mácula, que se doa a cada missa. Jesus, presente na Palavra proclamada, com presença real na Eucaristia, presente nos corações de cada fiel que efetivamente participa da celebração eucarística. Jesus, homem e Deus, de quem diz Sto. Agostinho: “Jesus era tão homem que não parecia Deus, e ao mesmo tempo tão Deus que não parecia homem”.
Jesus enquanto homem teve ações corriqueiras como qualquer um de nós, menos o pecado. Nunca foi político, revolucionário, ou instigador das massas populares; foi profeta. Portanto não temos que nos preocupar com o Jesus histórico, sim com o Jesus divino, o Emanuel, Deus conosco. Jesus histórico deixemos com os historiadores e suas especulações. Há alguns até que tentam provar que Jesus nunca existiu. Argumentam que historiadores de renome na antiguidade não citam Jesus; e quando há citações fora da bíblia (esta para eles não conta) dizem que são documentos e escritos fraudados. A falta de fé endureceu seus corações e cegou-lhes a alma. Graças a Deus por Jesus não ser citado simplesmente como um personagem histórico, pois por certo sua doutrina seria totalmente deturpada. Por sabedoria e previdência divina isso não aconteceu.
Certa vez Jesus perguntou aos apóstolos: “Que dizem quem sou?” Pedro respondeu: “Tu es o Cristo, filho do Deus vivo”.Ele pergunta o mesmo a vocês agora. Para vocês quem é Jesus? Em várias passagens bíblicas Ele mesmo dá respostas: Para aqueles que ainda não conhecem Jesus, Jo 10,10.(...). Para quem vive nas sombras do pecado, Jo 8,2 (...). Para quem já deu o primeiro passo, Jo 14,6 (...). Para quem confia, assumiu um compromisso com Deus, Sl 22 (23),1. Finalmente, como S. Paulo em Gl 2,20 (...). Aquele que se entregou inteiramente a Jesus. Para este Jesus é o centro de sua vida, o Senhor absoluto de tudo, ouve e obedece a Deus; tem vida de oração. É comprometido com a igreja, os sacramentos, à comunidade. Se assim formos, totalmente dependentes de Deus, seremos merecedores de toda graça. Então, quando batermos à porta estreita, esta se abrirá e seremos recebidos por Maria, que com um sorriso, nos tomará pela mão e nos levará até Jesus na glória eterna.
Carlos Nunes

sábado, 12 de junho de 2010

O pecado nos afasta de Deus

Isaias 59,1-5 (...) Bonita essa Palavra. Se ela nos dá um puxão de orelhas, nos exorta, até mesmo nos acusa, onde está a beleza? Porque apesar da dureza, da pedreira, daí brota algo bom: o amor, o amor que vem de Deus, o amor de Deus por todos nós, indistintamente. Deus se preocupa conosco, por isso nos exorta, mesmo que para isso use palavras duras e ameaçadoras.
O amor de Deus que brota dessa Palavra faz lembrar a fonte que jorra do templo, descrita em Ezequiel 47. Era um pequeno filete d’água que se transformou num córrego, que se tornou um riacho, que se tornou um rio, uma grande torrente que inundou tudo ao redor. E por onde essa água passasse gerava vida, fecundava a terra. Essa água, essa água viva, é o amor de Deus. Assim é essa passagem que lemos; nas entrelinhas está repleta de amor.
Não, não foi Deus quem nos virou o rosto, não foi Deus quem desviou o olhar de nós... Fomos nós, com nosso pecado, que erguemos uma barreira que se antepõe entre nós e Deus. Deus nos quer, apesar de nossa desobediência e ingratidão.
Suponhamos que você tenha um amigo a quem preze muito e há muito tempo você não o vê. Você sempre o procura e nunca o encontra. Vai a sua casa e ele não está; telefona e ele nunca atende. Um dia você o vê na rua, alegre chama seu nome e ele não ouve. Você corre a seu encontro e ele desaparece na multidão. Então você se entristece, mas não deixa de amá-lo como irmão, como amigo. Pode ocorrer que você se sinta desprezado e não o procure mais, porém a amizade não morreu. Se um dia ele precisar de você, lhe procurar, você irá recebe-lo, acolhe-lo, socorre-lo, não é assim? Deus é assim! E nós somos esse amigo ingrato. Muitos se afastam de Deus, entregam-se ao pecado e quando caem em desgraça, desesperadamente clamam por Deus, lembram-se que existe um Deus que a todos socorre. Porém há que se observar o seguinte: Se o clamor for sincero, acompanhado de arrependimento e pedido de perdão, por certo Deus irá ouvi-lo e socorre-lo. No entanto se for apenas desespero, não havendo arrependimento dos pecados cometidos, a oração dificilmente chega a Deus; o céu torna-se como uma abóbada de bronze que retine, reflete as súplicas. Mas havendo arrependimento, havendo firme propósito de conversão, o céu se abre, Deus acolhe nossas palavras e as devolve como graças e bênçãos.
Se vivemos uma situação de pecado, façamos tudo para sair dela. As tentações virão, mas não podemos jamais ceder a elas. E se o pecado vive em nós, vamos expurga-lo, vamos elimina-lo de nossa vida. Jesus, o próprio Jesus foi tentado. Não para ser posto a prova, mas para demonstrar que a tentação em si não é pecado; pecado é não resistir a ela. Jesus estava em recolhimento e jejum havia quarenta dias e o diabo veio tenta-lo. Tentou a natureza humana de Jesus, não a divindade; a divindade é inexpugnável e o diabo não resistiria diante dela. Se Jesus foi submetido a tentações, tentação não é pecado, pois Jesus assumiu nossa natureza em tudo, ou quase tudo, menos no pecado.
No mundo sempre haverá maldade, malicia, pecado e dor. Mas por isso não vamos nos desesperançar. Nós, pessoas de Deus, homens e mulheres de Deus vamos lutar para mudar o mundo mal, transforma-lo, faze-lo melhor. Há pessoas egocêntricas que só vêem o mal quando são atingidos por ele; outros são o próprio mal. Mas todos, bons, maus, egoístas, justos, criminosos, pecadores, vivemos juntos, num mesmo mundo, sob as mesmas leis e sob o amor do mesmo Deus, que nos ama como somos, sem distinguir uns de outros. Portando, amemos como Deus nos ama, para vivermos em comunhão com Deus e assim a Palavra lida em Isaias 59 não se aplique a nós.
Empunhemos a espada do Espírito, a Palavra de Deus, para reconhecermos e aceitarmos o senhorio daquele que é o único Senhor e Salvador de nossa vida, o nome que está acima de todo nome: Nosso Senhor Jesus Cristo, Jesus de Nazaré, Jesus o filho de Maria.
Carlos Nunes