sábado, 12 de outubro de 2013

Eis-me aqui Senhor



Chamaste-me Senhor, eu ouvi a tua voz e atendi a teu chamado. Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir. Senhor, não fui eu que te escolhi, mas tu que me escolheste – escolhi o teu caminho, mas tu me escolheste para o serviço – ensina-me então, Senhor, a dar os primeiros passos. Adestra-me para o teu serviço. A messe é grande e os servidores são poucos, tu já disseste; então aqui estou a teu dispor.

Espírito Divino vem sobre mim, vem fazer-me instrumento de ti. Vem falar em mim, vem falar por mim.  Sopra sobre mim, Senhor, o teu Espírito e renova-me por inteiro; preenche minha vida com tua luz, tua sabedoria, teu destemor, teu arrojo, tua fortaleza, tua misericórdia, teu amor. Fazei de mim instrumento vivo de ti, que eu possa servir-te sempre, que eu possa estar sempre disponível a ti, despojando-me, Senhor, e entregando-me a ti sem reservas.

Quero proclamar a tua glória, levar o teu Santo Nome àqueles que não te conhecem. Fazer o teu nome conhecido e amado, levar-te, Senhor, onde tu não és reconhecido como Senhor e Salvador. Mas para tanto, Senhor, não posso contar com minhas habilidades, minha capacidade pessoal, meus próprios talentos. Para te anunciar com poder e autoridade, preciso muito mais de ti; preciso dos teus talentos (os dons carismáticos), da tua autoridade (o teu mandato), do teu poder (a unção do Espírito Santo). Tu mesmo nos disseste: ninguém pode clamar teu nome se não estiver sob a ação do Espírito Santo; ninguém pode caminhar reto em teu caminho se não estiver conduzido pelo Espírito Santo, muito menos proclamar-te. 

Vinde Senhor ungir-me, vinde Senhor, fazei de mim um servo teu; servo imperfeito, eu reconheço, mas jamais um servo inútil.  Vinde e enchei-me com o fogo abrasador do teu Espírito. Eis-me aqui Senhor. 

“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis com o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra!”   


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Sacramento da Crisma 2


Confirmação Sacramental


 

 

                “Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará os fracos com eqüidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. (Isaías 11, 2-5)

                  “A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.” 1316

                   O sopro do Espírito Santo pairou sobre os apóstolos, assim eles foram crismados, como uma forma de serem adultos na fé, enviados no Caminho do Evangelho para serem ministros de Deus entre os filhos do Pai na terra.

                   “Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.”

(Jo 20, 19-22)

                    Nós cristãos, quando passamos a ser adultos na fé e na Palavra somos revestidos das forças do Alto: O Espírito Santo de Deus. Revestimos esse poder de filhos através do sacramento da crisma, entregando o nosso sim a Deus, essa é confirmação de que somos filhos de Deus Pai e soldados do exército de Cristo.    

                    Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto. Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo. E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus”. (Lucas 24, 49-53)

                     “A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou caráter indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida.” 1317

                     Nesta passagem é a ação de receber o Espírito Santo como confirmação demonstra a diferença e, esta confirmação vem pela imposição das mãos, e não como o batismo: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo através da água.

                      “Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.” (Atos 8, 14-17)

                      “Quando a Confirmação é celebrada em separado do Batismo, sua vinculação com este e expressa, entre outras coisas, pela renovação dos compromissos batismais. A celebração da confirmação no decurso da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã.” 1321

                       Primeiro os discípulos de Éfeso se fizeram batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Depois o apóstolo lhes impôs as mãos e, assim os discípulos foram crismados ou confirmados no Espírito Santo e de imediato passaram a ser conduzidos pelo Espírito de Deus. 

                     “Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles: Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! Então em que batismo fostes batizados? perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João. Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam. Eram ao todo uns doze homens.” (Atos 19, 1-7)

                           

 

A Imposição das Mãos


 

 

                     O rito da confirmação consiste na imposição das mãos, diferente do batismo que, utiliza a água. O batismo imprime o Espírito Santo no cristão e a crisma desenvolve a ação do Espírito Santo de Deus no fiel.

                      Logo que Paulo Apóstolo impõe as mãos sobre alguém que já foi batizado, estas pessoas recebem o Espírito Santo. Evidente que, nesta passagem além do batismo há outro rito que imprime na alma do cristão a confirmação de soldado de Cristo. Este rito é a crisma, a confirmação, o desenvolvimento da graça do Espírito Santo na vida do fiel que dá o seu sim a Deus.

                     Portanto, desde que Pedro e João impondo as mãos sobre aqueles que já foram batizados, não sinaliza outro batismo, mas, a confirmação do caráter cristão pela imposição das mãos em um novo rito. Este rito é a plenitude da ação do Espírito.

                      A crisma apesar de não ser um sacramento essencial para a salvação é um rito de suma importância para alcançar a graça do Espírito Santo na terra, é através da confirmação sacramental, e somente através desta confirmação, que o cristão recebe o Espírito Santo em sua plenitude. Logo, somente A Santa Igreja Católica tem a plenitude de toda a ação do Espírito Santo de Deus agindo junto ao povo de Deus na terra. O Espírito Santo age também em todos os filhos de Deus não católicos, porque são filhos de Deus, mas é somente na Santa Igreja que o Espírito Santo é pleno e se faz pleno na vida dos fiéis através da celebração Eucarística e da Crisma. Por exemplo, onde A Igreja Católica é única em sua plena celebração e em seu sentido Divino Eclesial.

                    “Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos te impôs as mãos.” (1Timóteo 4, 14)

                     “Quando Simão viu que se dava o Espírito Santo por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: Dai-me também este poder, para que todo aquele a quem impuser as mãos receba o Espírito Santo. Pedro respondeu: Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro! Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que o teu coração não é puro diante de Deus. Arrepende-te desta tua maldade e roga a Deus, para que, sendo possível, te seja perdoado este pensamento do teu coração. Pois estou a ver-te no fel da amargura e nos laços da iniqüidade. Retorquiu Simão: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que haveis dito venha a cair sobre mim.”

(Atos 8, 18-24)

                         Somente os presbíteros e bispos podem crismar. E aonde existe estas ordens sacerdotais? Na Santa Igreja Católica. Única que possui o sacramento do crisma, sacramento fundamental para as virtudes e ações do Espírito Santo na vida, na fé, nas obras e na graça dos fiéis católicos. 

                       “É impondo as mãos que Jesus cura os doentes e abençoa as criancinhas. Em nome dele, os apóstolos farão o mesmo. Melhor ainda: é pela imposição das mãos dos apóstolos que o Espírito Santo é dado. A Epístola aos Hebreus (6, 1-2) inclui a imposição das mãos entre os "artigos fundamentais" de seu ensinamento. A Igreja conservou este sinal da efusão onipotente do Espírito Santo em suas epicleses sacramentais.” 699

 

sábado, 5 de outubro de 2013

Veremos os parentes no céu?


A morte é um enigma, e muitos perguntam se nós veremos os nossos entes queridos no céu. A saudade é amarga e as lágrimas não podem deixar de rolar quando perdemos uma pessoa querida. Cristo chorou quando perdeu o amigo Lázaro.

Fé não é insensibilidade e dureza de coração. Você pode chorar, até diante dos filhos, mas chore como quem tem fé na ressurreição. Os santos nos garantem que veremos os entes queridos mortos que nos antecederam.

Diante da dor da morte gosto de me lembrar de Nossa Senhora aos pés da cruz do seu Amado. Ela perdeu o Filho Único…, Deus, morto de uma maneira tão cruel como  nenhum de nós o será. Ela perdeu muito mais do que nós e não se desesperou. Certamente chorou muito, mas nunca se desesperou e nunca perdeu a fé. Aos pés da cruz de Jesus estava de pé (stabat!).

Podemos chorar os mortos; as lágrimas são o tributo da natureza, mas sem desespero e sem desilusão.

Até o céu; lá nos voltaremos a ver, ensinam os santos. Que grande felicidade será para nós poder encontrá-los, depois de ter chorado tanto a sua ausência! Não nos deixemos levar ao desespero quando alguém parte; não somos pagãos. Lá não haverá mais pranto, nem lágrimas e nem luto.

São Francisco de Sales disse: “Meu Deus, se a boa amizade humana é tão agradavelmente amável, que não será ver a suavidade sagrada do amor recíproco dos bem-aventurados… Como essa amizade é preciosa e como é preciso amar na terra, como se ama no Céu!”

São Tomás de Aquino garante que no Céu conheceremos nossos parentes e amigos. Diz o santo doutor:

“A contemplação da Essência Divina não absorve os santos de maneira a impedir-lhes a percepção das coisas sensíveis, a contemplação das criaturas e a sua própria ação. Reciprocamente, essa percepção, essa contemplação e essa ação não os podem distrair da visão beatífica de Deus” (S. Teológica, 30, p. 84).

A morte não é o aniquilamento estúpido que pregam os materialistas sem Deus, mas o renascimento da pessoa. A Igreja reza na Liturgia que “a vida não é tirada mas transformada”.

Só o cristão valoriza a morte e é capaz de ficar de pé diante dela. Deus não nos criou para o aniquilamento estúpido, mas para a sua glória e para o seu amor. Fomos criados para participar da felicidade eterna de Deus.

Santa Teresinha disse ao morrer: “não morro, entro para a vida”.

A árvore cai sempre do lado em que viveu inclinada; se vivermos inclinados ao Coração de Jesus, nele cairemos.

É preciso saber educar os filhos também diante da morte; a psicologia recomenda, por exemplo, que os pais deixem os filhos verem os mortos, se assim eles desejarem, embora não devam forçá-los. Fale da morte com naturalidade aos filhos, e aproveite o momento para ensinar sobre o céu e sobre a ressurreição. Não se pode permitir que as crianças assistam cenas de desespero diante da morte, mesmo que se possa manifestar a dor e sofrimento diante delas.

O grande santo São Francisco Xavier, jesuíta, amigo íntimo de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, foi evangelizar o Japão e a China e por lá morreu. Sabendo que não mais poderia ver o rosto do seu querido amigo Santo Inácio, escreveu-lhe uma carta onde dizia: Não mais verei o teu rosto, mas lá no céu te darei um abraço que durará para sempre.
Prof. Felipe Aquino
 

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Sacramento da Crisma


Ensinamento Catequético


 

 

                 “Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos "sacramentos da iniciação crista cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal. Com efeito, "pelo sacramento da Confirmação [os fiéis] são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras".” 1285

                “No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista de sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião de seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era Ele quem devia vir que Ele era o Messias; o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo Espírito, que o Pai lhe dá "sem medida" (Jo 3,34).” 1286

               “Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa. e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam a proclamar "as maravilhas de Deus" (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo.” 1287

                "Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito que leva a graça do Batismo à sua consumação. E por isso que na Epístola aos Hebreus ocupa um lugar, entre os elementos da primeira instrução cristã, a doutrina sobre os batismos e também sobre a imposição das mãos. A imposição das mãos é com razão reconhecida pela tradição católica como a origem do sacramento da Confirmação que perpétua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes." 1288

 

 

Desenvolvimento da Graça


 

 

              “Da celebração ressalta que o efeito do sacramento da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes.” 1302

              “Por isso, a confirmação produz crescimento e aprofundamento da graça batismal: enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos faz dizer "Abbá, Pai" (Rm 8,15), une-nos mais solidamente a Cristo; aumenta em nós os dons do Espírito Santo; torna mais perfeita nossa vinculação com a Igreja; dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em relação à cruz: Lembra-te, portanto, de que recebeste o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e força, o Espírito de conhecimento e de piedade, o Espírito do santo temor, e conserva o que recebeste. Deus Pai te marcou com seu sinal, Cristo Senhor te confirmou e colocou em teu coração o penhor do Espírito.” 1303

              “Como o Batismo, do qual é consumação, a Confirmação é dada uma só vez, pois imprime na alma uma marca espiritual indelével, o "caráter", que é o sinal de que Jesus Cristo assinalou um cristão com o selo de seu Espírito, revestindo-o da força do alto para ser sua testemunha.” 1304

              “O "caráter" aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis, recebido no Batismo, e "o confirmado recebe o poder de confessar a fé de Cristo publicamente, e como que em virtude de um ofício (quasi ex ofício)".” 1305

              “A preparação para a Confirmação deve visar conduzir o cristão a uma união mais íntima com Cristo, a uma familiaridade mais intensa com o Espírito Santo, sua ação, seus dons e seus chamados, a fim de poder assumir melhor as responsabilidades apostólicas da vida cristã. Por isso, a catequese da Confirmação se empenhará em despertar o senso da pertença à Igreja de Jesus Cristo, tanto à Igreja universal como à comunidade paroquial. Esta última tem uma responsabilidade peculiar na preparação dos confirmandos.” 1309

              “Para receber a Confirmação é preciso estar em estado de graça. Convém recorrer ao sacramento da Penitência para ser o purificado em vista do dom do Espírito Santo Uma oração mais intensa deve preparar para receber com docilidade e disponibilidade a força e as graças do Espírito Santo.” 1310

 

 

sábado, 28 de setembro de 2013

Circulo Vicioso


‘Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:

  – "Quem me dera que eu fosse aquela loura estrela

Que arde no eterno azul, como eterna vela!”

Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

  – “Pudesse eu copiar-te o transparente lume,

Que da grega coluna à gótica janela,

Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!”

Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

  – “Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela

Claridade imortal, que toda a luz resume!”

Mas o sol, inclinando a rútila capela:

  – “Pesa-me esta brilhante aureola de lume...

Enfara-me esta azul e desmedida umbela...

Porque não nasci eu um simples vaga-lume?”(Machado de Assis-Circulo Vicioso).

Este belo soneto de Machado de Assis reflete a situação de muitos. Há pouco escrevemos aqui sobre pessoas insatisfeitas que queriam ser outras, na verdade invejavam pessoas que julgavam superiores a si ( ser ou não ser). Aqui vemos pessoas enfadadas com sua situação, posição social, enfim, consigo mesmas. Um misto de sentidos de inferioridade com superioridade, num paradoxo de sentimentos. Os pequenos invejam e desejam ser grandes; os grandes, cansados, prefeririam ser pequenos. Assim a vida segue.

Não importa quem sou, como sou, eu sou filho amado de Deus Pai todo Poderoso. Fomos concebidos no ventre materno, nem sempre de modo afetuoso, amoroso; alguns de nós até indesejados. Porém o verdadeiramente importante é que independentemente da maneira como fomos gerados, cada um de nós foi plasmado, engendrado no amor transbordante do Pai Eterno, nosso Deus. Portanto somos quem somos, nada mais, somos únicos.  Se sou um simples “vagalume”, por que desejar ser como uma “vela, a lua, ou o sol?” Sendo o “sol”, Por que covardemente abdicar de minhas responsabilidades para ser como um “vagalume?”
 


Enfim, o que queremos dizer aqui é que cada um tem seu valor, independente de ser grande ou pequeno, pobre ou rico. Nosso Criador não nos distingue conforme nossos próprios conceitos, Ele nos enxerga com olhar amoroso de pai, não privilegia este ou aquele, não tem preferências; perante Deus somos todos iguais. Deus não discrimina, não despreza. Deus jamais nos abandona, nós sim o abandonamos com nossa idiossincrasia.   

 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Precisa-se de Santos

Juventude Santa é juventude sadia, juventude Santa é juventude sem vícios, juventude Santa é juventude que vive a Palavra e na Palavra, juventude Santa é a que se inspira no Espirito Santo, juventude Santa a que segue os passos de Cristo!

sábado, 21 de setembro de 2013

SETEMBRO: MÊS DA PRIMAVERA


 


 

 

Assim como as flores abrem-se para receber o orvalho da manhã, para serem polinizadas pelas abelhas, passarinhos e outros bichinhos, a atitude de quem quer viver esse lindo tempo da primavera deve ser de abertura.

           

            Vivemos tempos difíceis onde cada vez mais as pessoas se fecham, trancando-se em suas casas, com medo da violência.

 

            Ao mesmo tempo o sorriso foi fechado também, pois a desconfiança de outro fez com que muitos se isolassem no seu medo; e isso semeado no coração fez brotar a indiferença...

 

             Mas dizia o poeta: “Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão onde a gente plantou, juntos outra vez...”

 

             Como querer o fruto, a colheita, se não viver a abertura da primavera, abrir-se para ser fecundado?

 

            A natureza fala muito, o silêncio das flores abrindo-se, enfeitando vasos e matas, é um grito de esperança, de vida, de harmonia, de preparação do fruto que vem.

 

            A expectativa é que toda essa dinâmica de abertura da natureza contagie a nossa humanidade e cada um de nós, vendo a alegria e simplicidade da natureza, entremos de cheio também nesse processo de deixar a luz do céu entrar e florescer o amor, a paz...

 

            A natureza é uma declaração de amor de Deus Pai para nós; não podemos ser insensíveis à mensagem que Ele nos dá.

 

            É primavera, se queremos o fruto, é preciso abrir-nos como flores.

 

            É esse o tempo que estamos: tempo de abertura, e... quem chegar... seja bem vindo!!!

 

(Diac. Nelsinho Correia)

 

             

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Sacramento do Batismo 2


 

 
 

 O Rebatismo

                     “Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos.” (Efésios 4, 4-6)

                       A farsa do rebatismo é desfeita por três simples refutações bíblicas; primeiro: só há um batismo (Ef 4, 5), em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, (Mt 28, 18). Quem já foi batizado uma vez, desde que seja validamente, não precisa de outro batismo, Deus permanece no seu amor infinito por mais pecado que a pessoa tenha. Quem crer e for batizado será salvo (Mc 16,16). Nosso Senhor disse: quem crer e for batizado. Jesus não disse: quem crer e for rebatizado.

                      Segundo: uma falsa união protestante é negada, porque se uma pessoa participa de uma denominação e muda para outra, ela é obrigada a se rebatizar (ou se batizar de novo). Se eles fossem “irmãos” como pregam, não precisariam que um falso batismo fosse obrigatório, brincando com o Espírito Santo, cometendo heresias, cada vez que uma pessoa que já se batizou é rebatizada. Prova disto é que, batizados em religiões reformistas, validamente, não precisam ser batizados de novo quando se convertem a Igreja Católica, mas todo ex-católico (que nunca conheceu A Santa Igreja) é obrigado a se batizar de novo (rebatismo). Na Santa Igreja não existe rebatismo ou batismo de conversão, como alguns chamam, pois o batismo de conversão foi abolido por Cristo (Mc 1, 6-8).

                       Terceiro: um conceito errante de que, quando a pessoa tiver 18 anos de idade escolhe se quer ser batizado ou não. Falso por que: a criança é obrigada a congregar antes dos 18 anos e em 99% dos casos gera uma rivalidade sem fim se quando a pessoa fizer 18 anos não escolher a mesma denominação dos pais, além de existir um falso conceito de livre arbítrio, também há prova definitiva do falso conceito de comunhão protestante, porque se fossem unidos, não haveria tal rivalidade. Conheço muitas pessoas que circularam por três, quatro, cinco denominações protestantes (as maiores do Brasil) e foram obrigados a se rebatizar de novo em cada uma delas nos últimos 10 anos. Será que isto é união? Se nem o batismo é uniforme. E mesmo se hoje exista uniformidade, é mais contraditório ainda porque, se isto mudou nos últimos anos, como acreditar que tudo o que eles dizem vai ser a mesma coisa em alguns anos?

                     “O Batismo imprime na alma um sinal espiritual indelével, o caráter, que consagra o batizado ao culto da religião cristã. Em razão do caráter, o Batismo não pode ser reiterado.” 1280

                       Rebatizar a cada vez que se muda de posição religiosa é, um crime contra A Sagrada Escritura, uma blasfêmia contra o sacramento do batismo e, sobretudo uma heresia contra o Espírito Santo. Quem prega o rebatismo prega que, o batismo anterior não foi valido, sem fundamento bíblico e, sobretudo dizendo que um filho de Deus não possui o Espírito Santo. Então, reflita sobre: Atos dos Apóstolos 10, 34-36.

                        Ninguém, absolutamente ninguém pode afirmar que outra pessoa não tem o Espírito Santo ou que outra pessoa não é filho de Deus, mas aqueles que pregam o rebatismo ou o batismo de conversão pregam isto deliberadamente, como se somente pelo batismo daquela religião o Espírito Santo habitasse a pessoa e através daí ela se tornasse um filho de Deus.

                        A Santa Igreja considera válido, o batismo concedido nas seguintes igrejas: Igrejas Orientais Separadas (Ortodoxas) que não estão em comunhão plena com A Igreja; Igreja Apostólica, Igreja Episcopal do Brasil (Anglicanos); Igreja de Confissão Luterana no Brasil; Igreja Evangélica Luterana do Brasil; Igreja Metodista do Brasil.

                        Se algum membro dessas igrejas quer tornar-se Católico não pode ser batizado de novo. O batismo administrado por essas igrejas é válido tal qual na Igreja Católica, pois eles são também cristãos, e não podem ser rebatizados nem sob condição. O mesmo vale para as seguintes igrejas: Presbiterianas; Batistas; Adventistas; Congregacionistas; Pentecostais (Assembléia de Deus; Congregação Cristã no Brasil; Igreja do Evangelho Quadrangular; Igreja Deus é Amor; Igreja Evangélica Pentecostal).

                        Existem igrejas das quais o batismo é duvidoso, por esta razão pode-se batizar, sob condição, ou seja, se por acaso não houve no batismo anterior a unção da Santíssima Trindade, essas igrejas são: Igreja Pentecostal Unida do Brasil (batiza em nome do Senhor e não na Santíssima Trindade); Igrejas Brasileiras (embora não se duvide do rito pode-se e deve-se duvidar da intenção dos seus ministros); Mórmons (negam a divindade de Cristo no seu maior sentido).

                        Com certeza batiza invalidamente, e A Igreja não aceita o batismo. Portanto, deve ser batizado como Católico: Testemunhas de Jeová (não acreditam na Santíssima Trindade); Ciência Cristã (ritos duvidosos sob o nome de batismo e que podem ser comparados à Umbanda). Deve-se sempre explicar o porquê, para a pessoa, criança ou adulto, porque deve ser batizado como Católico ou se não necessita do batismo, desde que já tenha sido batizado validamente.

 

 

O Sacramento Autentico

 

 

                     O Senhor mesmo afirma que o Batismo é necessário para a salvação. Também ordenou a seus discípulos que anunciassem o Evangelho e batizassem todas as nações. O Batismo é necessário, para a salvação, para aqueles aos quais o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento. A Igreja não conhece outro meio senão o Batismo para garantir a entrada na bem-aventurança eterna; é por isso que cuida de não negligenciar a missão que recebeu do Senhor, de fazer "renascer da água e do Espírito" todos aqueles que podeis ser batizados. Deus vinculou a salvação ao sacramento do Batismo, mas ele mesmo não está vinculado a seus sacramentos.” 1257

                         “O Batismo faz-nos membros do Corpo de Cristo. "Somos membros uns dos outros" (Ef 4,25). O Batismo incorpora à Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da nova aliança, que supera todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: "Fomos todos batizados num só Espírito para sermos um só corpo" (1Cor 12,13).” 1267

                        “Os batizados tornaram-se "pedras vivas" para a "construção de um edifício espiritual, para um sacerdócio santo" (1 Pd 2,5). Pelo Batismo, participam do sacerdócio de Cristo, de sua missão profética e régia; "sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para sua luz maravilhosa" (1Pd 2,9). O Batismo faz participar do sacerdócio comum dos fiéis.” 1268

                      “Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós. Logo, é chamado a submeter-se aos outros, a servi-los na comunhão da Igreja, a ser "obediente e dócil" aos chefes da Igreja e a considerá-los com respeito e afeição. Assim como o Batismo é a fonte de responsabilidades e de deveres, o batizado também goza de direitos dentro da Igreja: de receber os sacramentos, de ser alimentado com a Palavra de Deus e de ser sustentado pelos outros auxílios espirituais da Igreja.” 1269

                        “Incorporado em Cristo pelo Batismo, o batizado é configurado a Cristo. O Batismo sela o cristão com um sinal espiritual indelével ("character") de sua pertença a Cristo. Pecado algum apaga esta marca, se bem que possa impedir o Batismo de produzir frutos de salvação. Dado uma vez por todas, o Batismo não pode ser reiterado.” 1272

                        “Incorporados à Igreja pelo Batismo, os fiéis receberam o caráter sacramental que os consagra para o culto religioso cristão. O selo batismal capacita e compromete os cristãos a servirem a Deus em uma participação viva na sagrada liturgia da Igreja e a exercerem seu sacerdócio batismal pelo testemunho de uma vida santa e de uma caridade eficaz.” 1273

                         “O "selo do Senhor" ("Dominicus character") é o selo com o qual o Espírito Santo nos marcou "para o dia da redenção" (Ef 4,30). "O Batismo, com efeito, é o selo da vida eterna." O fiel que tiver "guardado o selo" até o fim, isto é, que tiver permanecido fiel às exigências de seu Batismo, poderá caminhar "marcado pelo sinal da fé", com a fé de seu Batismo, à espera da visão feliz de Deus - consumação da fé - e na esperança da ressurreição.” 1274

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Sacramento do Batismo


 


 O Nascimento da Graça

 

                       “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.” (João 3,5)

                       “O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito ("vitae spiritualis janua") e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-os membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: "Baptismus está sacramentum regenerationis per aquam in verbo O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra".” 1213

                        “Ele é denominado Batismo com base no rito central pelo qual é realizado: batizar ("baptizem", em grego) significa "mergulhar", "imergir"; o "mergulho" na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita como "nova criatura" (2Cor 5,17; Gl 6,15).” 1214

                        “Este sacramento é também chamado "o banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo" (Tt 3,5), pois ele significa e realiza este nascimento a partir da água e do Espírito, sem o qual "ninguém pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3,5).” 1215

                      “"Este banho é chamado iluminação, porque aqueles que recebem este ensinamento [catequético] têm o espírito iluminado..." Depois de receber no Batismo o Verbo, "a luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1,9), o batizado, "após ter sido iluminado", se converte em "filho da luz" e em "luz" ele mesmo (Ef 5,8):

                       O Batismo é o mais belo e o mais magnífico dom de Deus. (...) chamamo-lo de dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem; graça, porque é dado até a culpados; Batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (tais são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus.” 1216

                     “O rito essencial do Batismo consiste em mergulhar na água o candidato ou em derramar água sobre sua cabeça, pronunciando a invocação da Santíssima Trindade, isto é, do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” 1278

                     

                          

O Batismo de Crianças


 

 

                       “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28,19)

                       A Igreja nos orienta sobre o sacramento do batismo em crianças:

                      “Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tomar-se filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento.” 1250

                        “Os pais cristãos hão de reconhecer que esta prática corresponde também à sua função de alimentar a vida que Deus confiou a eles.” 1251

                       “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.” (João 3,5)

                       “A prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando "casas" inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças.” 1252

                       As crianças são o significado da pureza, da inocência, da humildade. As crianças são a verdadeira imagem e semelhança de Deus nos homens. São as crianças que nos ensinam o verdadeiro sentido da fé, do amor e da santidade. Em vários trechos dos Evangelhos Jesus toma as crianças como exemplos:

                      “Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam. Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham”. Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.” (Marcos 10, 13-15)

                             “Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus? Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.” (Mateus 18, 1-5)

                       “Os cegos e os coxos vieram a ele no templo e ele os curou, com grande indignação dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas que assistiam a seus milagres e ouviam os meninos gritar no templo: Hosana ao filho de Davi! Disseram-lhe eles: Ouves o que dizem eles? Perfeitamente, respondeu-lhes Jesus. Nunca lestes estas palavras: Da boca dos meninos e das crianças de peito tirastes o vosso louvor” (Sl 8,3)? (Mateus 21, 14-16)

                         “Desde os tempos mais antigos, o Batismo é administrado às crianças, pois é uma graça e um dom de Deus que não supõe méritos humanos; as crianças são batizadas na fé da Igreja. A entrada na vida cristã dá acesso à verdadeira liberdade.” 1282

                         A Bíblia Sagrada deixa explicito o batismo de crianças como tradição da Igreja primitiva desde os tempos apostólicos que batizavam famílias inteiras Atos 2, 37-41; Atos 16, 11-15; Atos 16, 16-40; 1Cor 1, 16. A Palavra diz sempre que os filhos, os seus, toda sua família. Logo, em se tratar de épocas passadas em que as famílias tinham muitos filhos, é impossível que não houvesse crianças entre essas famílias e se todos foram batizados, como diz A Escritura Sagrada, as crianças também receberam o batismo.

                       Em Adão todos os homens pecaram, Rm 3, 23-24; Rm 5, 12-19; Rm 6, 4-5; Cl 2, 1-2. E em Cristo todos foram batizados, sepultados para o pecado e nascidos para a graça. O batismo lava os pecados, Atos 22, 1-21. Deus é pai desde sempre; Sl 21, 10-11.                      

                       O batismo substituiu a circuncisação. É através do rito do batismo que uma pessoa se torna filho de Deus. O batismo abre o caminho para a salvação. Assim como a circuncisação era o pacto da aliança com Deus. Igualmente, uma pessoa era considerada em aliança com Deus através da circuncisação. E os batizados são aqueles que participam da comunhão e dos planos salvadores de Deus. E se o batismo e a circuncisação têm tanto em comum, logo, o batismo de crianças é absolutamente certo. Mesmo porque as crianças eram circuncidadas: Gn 17, 12-14.

                        As crianças eram circuncidadas com oito dias de vida, por ordem e vontade de Deus Pai, Lc 1, 57-66; Lc 2, 21, que fez da circuncisação a marca da Aliança. E quem não era circuncidado estava fora da tenda do Senhor (assim como o sacramento do batismo para a nossa salvação), Gn 21, 4. Se no batismo e na circuncisação há tantos pontos em comum: ritos, fatos, costumes, não pode ser errado batizar crianças, mas sim, plenamente correto, Cl 2, 9-15, por ordem e graça de Deus.

                       

domingo, 15 de setembro de 2013

Papa Francisco recebe presidente do ICCRS


O Papa Francisco recebeu a presidente do ICCRS (Serviço Internacional para a Renovação Carismática Católica), Michelle Moran, junto com o presidente da Fraternidade Católica, Matteo Calisi, em uma audiência privada. O encontro ocorreu na última segunda-feira, 09 de setembro de 2013 no Palácio Apostólico.

Michelle e Matteo falaram com o Pontífice Romano sobre a Renovação Carismática em torno do mundo e, aproveitando a ocasião, eles presentearam o Papa com o 3º Retiro Mundial de Sacerdotes Carismáticos, organizado em colaboração com a Congregação para o Clero (Roma 2015), e as celebrações para o 50º Aniversário da Renovação Carismática Católica (Roma 2017).

Outro dos temas refletidos na audiência foi o Ecumenismo, no qual foi especialmente tratado o relacionamento com as igrejas Evangélicas e Pentecostais.

Fonte: ICCRS

sábado, 14 de setembro de 2013

Se não houvesse a cruz


 
         Se não houvesse a cruz, Cristo não teria sido crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado aberto de Cristo as fontes da imortalidade, o sangue e água que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado; não teríamos sido declarados livres; não teríamos provado da árvore da vida; não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno. Ela é paixão e vitória de Deus: paixão pela morte voluntária nesta mesma paixão, e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões do inferno, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo. A cruz de Cristo seja exaltada, pois Ele próprio diz: “Quando eu for exaltado, atrairei todos a mim” (cf. Jo 12,32). Bem vês, a cruz é a glória e exaltação de Cristo. (Sto. André de Creta).

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Fé e violência são incompatíveis


Na liturgia de hoje ouvimos essas palavras da Carta aos Hebreus: "Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus.” (Hb 12, 1-2). É uma expressão que devemos enfatizar especialmente neste Ano da Fé. Nós, também, ao longo deste ano, mantemos os olhos fixos em Jesus, porque a fé, que é o nosso "sim" à relação filial com Deus, vem dele, vem de Jesus. Ele é o único mediador desta relação entre nós e o nosso Pai que está nos céus. Jesus é o Filho, e nós somos filhos Nele.

Mas a Palavra de Deus deste domingo também contém a palavra de Jesus, que nos coloca em crise, e que precisa ser explicada, pois caso contrário pode levar a mal-entendidos. Jesus diz aos seus discípulos: "Vocês acham que eu vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas a divisão "(Lc 12, 51). O que significa isso? Significa que a fé não é algo decorativo, ornamental; viver a fé não é decorar a vida com um pouco de religião, como se fosse um bolo que se decora com creme. Não, a fé não é isso. A fé envolve a escolha de Deus como critério-base da vida, e Deus não é um vazio, Deus não é um neutro, Deus é sempre positivo, Deus é amor, e o amor é positivo! Depois que Jesus veio ao mundo não é possível ficar como se não conhecêssemos a Deus. Como se fosse uma coisa abstrata, vazia, de referência puramente nominal; não, Deus tem um rosto concreto, tem um nome: Deus é misericórdia, Deus é fidelidade, é vida que se doa para todos nós. 

Por isso Jesus disse: vim para trazer a divisão; não que Jesus queira dividir os homens entre si, pelo contrário: Jesus é a nossa paz, é a nossa reconciliação! Mas esta paz não é a paz dos sepulcros, não é a neutralidade, Jesus não traz neutralidade, esta paz não é um acordo a todo custo. Seguir Jesus comporta renunciar ao mal, ao egoísmo e escolher o bem, a verdade, a justiça, também quando isso requer sacrifício e renúncia aos próprios interesses. E isso sim, divide; o sabemos, divide também os vínculos mais estreitos. Mas cuidado: não é Jesus que divide! Ele coloca o critério: viver para si mesmos, ou viver para Deus e para os outros; fazer-se servir ou servir; obedecer ao próprio ego, ou obedecer a Deus. Eis em que sentido Jesus é "sinal de contradição" (Lc 2, 34). 

Portanto, esta palavra do Evangelho não autoriza o uso da força para difundir a fé. É exatamente o oposto: a verdadeira força do cristão é a força da verdade e do amor, que traz consigo a renúncia a toda violência. Fé e violência são incompatíveis! Fé e violência são incompatíveis! Pelo contrário, fé e fortaleza caminham juntas. O cristão não é violento, mas é forte. E com que fortaleza? Aquela da mansidão, a força da mansidão, a força do amor.

Queridos amigos, até mesmo entre os parentes de Jesus havia alguns que em um certo ponto não compartilhavam o seu modo de viver e pregar, é o que nos diz o Evangelho (cf. Mc 3, 20-21). Mas sua mãe sempre o seguiu fielmente, tendo fixo o olhar do seu coração em Jesus, o Filho do Altíssimo, e no seu mistério. E, finalmente, graças à fé de Maria, os familiares de Jesus entraram na primeira comunidade cristã (cf. At 1,14). Pedimos a Maria que nos ajude também a manter o olhar bem fixo em Jesus e a seguí-Lo sempre, mesmo quando custa. 

 Lembrem-se disso: seguir a Jesus não é indiferente, seguir a Jesus significa envolver-se, porque a fé não é uma coisa decorativa, é força da alma!  (Papa Francisco)