sábado, 27 de novembro de 2010

Quem se interessa pela vida de um criminoso?


O homem é chamado a uma plenitude que se estende para além das dimensões de sua existência terrena. A grandiosidade desta vocação revela o sublime e precioso valor da vida humana, que mesmo sendo temporária, trata-se de uma realidade sagrada, que deve ser vivida com responsabilidade e levada à perfeição no amor pela graça da doação a Deus e aos irmãos (EV 2). Qualquer ameaça a este dom divino reverte-se em um potencial ataque ao Cristo, e consequentemente à sua esposa, a Igreja.
No Brasil, as investidas mais comuns contra a dignidade do ser humano se dão por meio da relativização dos valores cristãos e da intenção declarada em mudar o conceito social acerca da vida e das relações entre os homens (EV 4). Os melhores exemplos destas atitudes estão nas insistentes tentativas de certos movimentos políticos na legalização do aborto, da eutanásia e até mesmo da pena de morte. Esta realidade deixa flagrante a cultura de morte vigente na sociedade brasileira atual.
Diante desta conjuntura, não é raro ligar a televisão em noticiários e ver os apresentadores exaltando os policiais que matam traficantes, assaltantes e afins. Nas rádios, é comum ouvir os comunicadores desejando ardentemente a morte de delinqüentes e repetindo o ditado popular “Bandido bom é bandido morto”. Até mesmo no cinema brasileiro este triste cenário é revelado; o filme Tropa de Elite 2, que entrou em cartaz há pouco tempo, mostra uma cena em que o protagonista, o aclamado Coronel Nascimento, é aplaudido de pé por várias pessoas ao entrar em um restaurante após liderar uma operação na qual muitos presos rebelados foram mortos. No entanto, a fala mais chocante do personagem e que denota toda a mentalidade cruel e segregadora entranhada no contexto social atual é proclamada no início do longa, quando Nascimento diz que “matou muita gente, mandou muito vagabundo para a vala (sic) e não sabe exatamente porque fez isso, mas foi a sociedade que o treinou dessa maneira”.
Para um católico, é muito triste estar inserido em um cenário como este. É possível mudar este panorama? Sim. De que jeito? Inicialmente é preciso lutar contra este pensamento excludente e desagregador. É dever de todo cristão lembrar que Jesus jantava à mesa com os pecadores e evangelizava os publicanos cobradores de impostos. Fica claro e latente ao ler os Evangelhos o quanto o Cristo ia atrás dos afastados de Deus e os reunia como parte de seu povo, ao invés de separá-los e condená-los. Se São Paulo tivesse que ser executado por causa das inúmeras mortes que o apóstolo foi responsável antes de se converter ao cristianismo, a Igreja Católica perderia simplesmente o maior missionário de sua riquíssima história.
Ações conjuntas nas mais variadas esferas são necessárias para mudar radicalmente esta situação. No entanto, nenhuma medida terá eficácia se não for realizada sob a luz do Evangelho, visando sempre a defesa da vida. A Pastoral Carcerária mostra um exemplo de ação válida para a formação de uma cultura de valorização da dignidade humana, mas não pode ser um trabalho isolado da Igreja. Os católicos precisam ter a consciência de que precisam evangelizar, difundir os princípios éticos e morais cristãos e buscar a inclusão dos mais necessitados financeira e moralmente.
O apelo divino enfatizado na Campanha da Fraternidade 2008 (Escolhe, pois, a vida – Dt 30,19) urge nos corações para ser anunciado. Como está escrito no Documento de Aparecida, mais do que nunca esta é a hora dos cristãos serem missionários da fé e verdadeiros propagadores de uma cultura de vida e valorização da dignidade humana na sociedade.
Luiz Eduardo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Máximas & Provérbios

Imagens são sinais que nos lembram onde Deus agiu!

Muitos serão chamados, poucos escolhidos. Muitos são chamados; escolhidos são aqueles que abrem o coração e dizem sim a Deus.

Fé é deixar Deus acontecer em nossa vida. Fé é deixar Deus ser Deus e agir.

Uma das artimanhas do inimigo é fingir-se de morto; Dizer que não existe. Desse modo ele domina facilmente os incautos

Se um simples banho te renova, te faz sentir outra pessoa, imagine a água viva que é Jesus inundando o teu coração, todo o teu ser!

Fé significa segurar-se em Jesus diante das dificuldades, persistindo nas Suas promessas mesmo quando ainda não se vê o seu cumprimento.

Você não pode impedir que pássaros voem sobre você, mas pode impedir que façam ninho em sua cabeça. A tentação é inevitável, mas cair em tentação é evitável.

A justiça de Deus é a misericórdia, não a lei.

Razão é que se peça só razão; justo que se peça só justiça. A razão de cada um indica o que ele quer ser; a justiça de Deus dirá se está certo ou errado.

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O Natal começa quando celebramos a vinda do Salvador, mas só se completa quando O encontramos em cada irmão, em cada irmã.

A despeito do que o mundo venha a nos oferecer, de bom ou ruim, que a nossa esperança e felicidade repousem em Deus nosso Senhor, pois Ele é o dono de nossas vidas.

Para muitos, um grão de areia é uma pedreira; para outros um grão é um grão, uma pedra uma pedra; mas para Deus uma pedreira é menos que um finíssimo grão de areia.

Nos Evangelhos sinóticos, Jesus institui a Eucaristia de modo formal. Em João, Jesus a institui na essência.

Se Nossa Senhora é o que é, foi porque ela creu na Palavra de Deus. Se os santos de nossa Igreja são o que são, foi porque creram na Palavra de Deus. Nós
seremos o que viermos a ser de bom, se crermos na Palavra

O confessionário é o único tribunal no mundo onde declaramos nossas culpas e somos absolvidos.

O bom pastor procura resgatar as ovelhas desgarradas. O mal pastor procura arrebatar para si ovelhas de outro rebanho; na verdade este não é pastor, é ladrão.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fé-Caridade-Intercessão

Caridade apoiada na fé, ou de outro modo, a fé como sustentáculo da caridade. O que é fé? Fé é o fundamento da esperança, é acreditar naquilo que não podemos ver. A vivência da fé nos traz entre outras coisas, a caridade. Podemos expressar a fé em três dimensões: crença (crer que algo existe e/ou é verdadeiro); confiança (crer, confiar e esperar) e fé carismática (crer, confiar e esperar na certeza do cumprimento da promessa).
Definindo caridade podemos dizer que caridade é o sentido de comunhão com Cristo e com os irmãos em Cristo que a fé instaura no coração do fiel. Desta fé repleta de amor, espera-se uma orientação prática da vida moral e fraterna. Fé, esperança, caridade (ou amor). No fim subsistirá apenas o amor. E a caridade só pode subsistir no amor e pelo amor. Caridade sem amor pode ser tudo, menos caridade. Devemos ter compaixão pelos irmãos que sofrem, mas acima de tudo amor, para que a caridade seja verdadeira. Ver 2 Jo 4-6 .
Porque você faz caridade? Para ganhar pontos com Deus? Se for só por isso você não é caridoso, é mercenário. Mas lembre-se, Deus não faz barganha com ninguém! São Paulo em 1 Cor 13 nos diz que de nada vale dar tudo aos pobres, nada vale nem mesmo oferecer-se em holocausto, falar a língua dos anjos e tudo o mais se não tiver amor. Seremos como sino que repercute, só faz barulho e nada mais.
Temos que viver a parábola do bom samaritano, que ensina a caridade completa, verdadeira, sem limites. Oferecer ajuda ao irmão caído, ferido, necessitado. Acolhe-lo, tratar de suas feridas, entrega-lo aos cuidados do Senhor; no mínimo orar por ele. Temos que lhe oferecer nossa montaria, que é a fé; leva-lo até a hospedaria, que é a igreja; utilizando os “denários” que são nossos talentos, os carismas. Devemos ter aí o cuidado de não sermos como os levitas, quando inventamos desculpas para não servir.
Em Lc 8,1ss vemos as mulheres que seguiam Jesus e lhe provia das necessidades materiais. Jesus apesar de Deus, filho de Deus, era o Verbo encarnado, ou seja, também homem como nós. E do mesmo modo que nós, necessitava de alimento e vestuário. Hoje a Igreja, corpo místico de Cristo, também necessita de provisões. Estas provisões são proporcionadas através das doações, ofertas e principalmente do dizimo. Se fossemos fiéis no dizimo como Deus é fiel a nós, as obras sociais e caritativas da igreja seriam muito maiores.
Por fim falemos de intercessão. Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica a respeito da oração de intercessão: “A intercessão é uma oração de pedido que nos conforma de perto com a oração de Jesus. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens, dos pecadores sobretudo. Ele é capaz de salvar de modo definitivo aqueles que por meio dele se aproximam de Deus, visto que ele vive para sempre para interceder por eles (Hb 7,25). O próprio Espírito Santo intercede por nós... pois é segundo Deus que Ele intercede pelos homens (Rm 8,26s).
Interceder, pedir em favor de outro, desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa da de Cristo; é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora não procura seus próprios interesses, mas pensa sobretudo nos outros ( Fl 2,4) e reza mesmo por aqueles que lhe fazem mal”. (CIC 2634-36).
Na Bíblia vemos Abraão interceder por Sodoma e Gomorra; Moisés ao descer do Sinai, interceder pelo povo, no episódio do bezerro de ouro; também durante a murmuração e inconformismo do povo, quando Deus envia serpentes para os ferir, Moisés intercede e Deus manda construir a serpente de bronze, que seria penhor de salvação e prefiguração do Cristo Crucificado, nosso Salvador. O Evangelho de João nos mostra Maria intercedendo pelos noivos, quando faltou o vinho nas bodas de Caná.
Oremos uns pelos outros, intercedendo sempre em favor dos que sofrem neste mundo conturbado.
carlos Nunes

sábado, 13 de novembro de 2010

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia!
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e erros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais...”
E o bem comportado executivo? O “cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice...
Puro aborrecimento e cansaço!
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou “um saco!”
Outro dia, vi um jovem reclamando que seu banco on-line demorava a demonstrar o saldo e aí eu me lembrei da fila dos bancos de outrora, balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e deletar em seguida, sem sequer ler o título, já que era longo demais...
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus, para os amigos, para a família...Para o que realmente importa!
A paciência está em falta no mercado, quase em extinção e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes e ansiolíticos está cada vez mais em alta.
Pergunte a alguém, "ansioso demais" onde ele pretende chegar? Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta ...
E você? Onde quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Para quem? Seu coração irá agüentar? Seus pulmões suportarão?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio ou de AVC o mundo irá parar? A empresa na qual você trabalha fechará as portas? As pessoas que você ama deixarão de viver?!? Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...Reflita...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia completará o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência... Inexoravelmente!!!
A Providência Divina decide quem você encontra na vida... Suas atitudes decidem quem fica!

Nota: esta postagem é publicação de mensagem recebida por e-mail.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ENJ 2010


O grupo de oração recebe jovens participantes do Encontro Nacional da juventude da RCC.

Junior, de Roraima e Emerson, do Tocantins, visitaram o G.O. e ministraram conosco os momentos de oração, proclamação da Palavra e deram testemunho de sua conversão. Deus seja louvado pelos nosso jovens!

O ENJ acontecerá de 12 a 15 no Maracanãzinho, Rio de Janeiro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Confiança


"O profeta Habacuc acabara de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele, quando um anjo do Senhor apareceu e arrebatando-o, levou-o a Babilônia, até a cova dos leões onde se encontrava Daniel e este tomou a refeição levada a ele. Após, Habacuc foi levado de volta pelo anjo"(cf. Dn 14,32-37) Podemos comentar esta Palavra sob dois aspectos: do ponto de vista de Habacuc e do ponto de vista de Daniel. Vemos aí Habacuc tirado dos seus afazeres cotidianos para servir a Deus. De certa maneira é o que ocorre conosco; somos chamados a servir ao Senhor nos grupos de oração. Sob a ótica de Daniel, observamos que este, apesar do grande problema por que passava, confiou plenamente em Deus. Daniel fora atirado na cova dos leões, porque? Porque não aceitou adorar falsos deuses. Forçado, não renegou o verdadeiro Deus. Por isso foi perseguido, difamado, injustamente condenado e atirado a leões famintos. Leões que comiam diariamente cordeiros e carne humana, mas que não foram alimentados nos dias que precederam a entrada de Daniel no covil das feras. Daniel porém confiou em Deus, no Deus que o criou, no Deus que sabemos se fez homem , pregou sua Palavra de Vida, nos mostrou o caminho, morreu por nós numa cruz e ressuscitou para nossa redenção e nos dar a eternidade. Daniel não se deixou abater pelo desânimo e confiou. Não reclamou, não gritou, sequer murmurou ou pensou negativamente. Ao contrário, apesar da situação extremamente difícil, apesar de tudo indicar que era o fim, ele creu, confiou e esperou no Senhor. Atirado às feras, não foi devorado; faminto, Deus lhe proveu alimento; por fim, após seis dias o rei o recolheu e lhe restituiu a liberdade.
Isto significa para nós que os filhos de Deus, os verdadeiros cristãos, os católicos fiéis, não devem temer ser atirados às feras. Que sejam pacientes e esperem em Deus, como Daniel esperou pacientemente. Soframos as demoras de Deus, pois Ele nos prepara o melhor; Ele nos conhece profundamente e só nos dá o que é bom e na medida da nossa necessidade. Vivamos a fé e a confiança de Daniel. O Salmo 93(94), versiculo 18 diz: “Quando penso: vacilam-me os pés, sustenta-me, Senhor, a vossa graça”. Se escorregarmos, se vacilarmos, se resvalarmos nossos pés na beira do abismo, sabemos que Deus nos ampara e Sua Palavra nos conforta.
Não temer, confiar, confiar sempre, eis a mensagem tirada para nós desta Palavra do livro de Daniel.

domingo, 31 de outubro de 2010

A Lectio Divina


A expressão Lectio Divina significa leitura de Deus. Segundo S. Gregório Magno, a arte de estudar o coração de Deus. O Concilio Vaticano II cita o texto de Sto. Ambrósio: “Lembrem-se que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da oração, a fim de que se estabeleça um colóquio entre Deus e o homem. Pois com Ele falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (Dei Verbum,25). Lectio Divina, que quer dizer também leitura orante, indica a prática de leitura da Bíblia, que nos faz alimentar a fé, a esperança, o amor e compromisso cristão.
Para a prática da Lectio Divina é necessário certos requisitos: 1) Ambiente favorável; é preciso silencio, principalmente silencio interior. 2) Pureza de coração; só um ambiente propicio não é suficiente, faz-se necessário um coração puro e apaixonado por Jesus e pelas escrituras. 3) Desprendimento e docilidade; devemos recorrer à Bíblia não com interesses, mas com espírito de entrega, de disponibilidade ao que o Senhor irá pedir-nos. 4) Espírito de oração; busquemos as escrituras não por entretenimento, nem somente para estudo, mas em atitude de humilde oração.
Há quatro degraus, ou etapas na Lectio Divina: leitura, meditação, oração e contemplação. É um processo dinâmico em que cada etapa coexiste e atua junto as outras de modo sinérgico. 1) Leitura: conhecer, respeitar, situar. A leitura bíblica deve ser perseverante e diária. É ponto de partida, não chegada, pois nos prepara para a meditação e o dialogo com Deus. Deve ser feita criteriosamente e com atenção. 2) Meditação: ruminar, dialogar, atualizar. A leitura nos mostra o que diz o texto; a meditação nos mostra o que o texto diz para nós, o atualiza, nos situa no contexto da mensagem. 3) Oração: suplicar, louvar, recitar. A oração, a partir da meditação, pode iniciar-se com uma atitude de adoração silenciosa ao Senhor; a partir daí desenvolve-se nossa resposta à Palavra de Deus. Esta resposta pode ser um louvor, agradecimento, suplica, perdão, ou mesmo a recitação de um salmo. 4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação é o ultimo degrau da Lectio Divina. Mas não é o fim; na verdade é o patamar para um recomeço. Contemplar é a capacidade de perceber a presença de Deus em tudo, na história, em nós, na criação e criaturas. “A leitura busca a doçura da vida bem aventurada, a meditação a encontra, a oração a pede e a contemplação a saboreia. A leitura leva comida sólida a boca, a meditação a mastiga e rumina, a oração prova o seu gosto e a contemplação é o gosto da doçura já alcançada” (Guigo).
A seguir sugerimos um método prático para a leitura orante da Palavra, constituído dos seguintes passos: 1) Invocar o Espírito Santo. 2) Ler o texto de forma lenta e com atenção. 3) Silencio interior, lembrando a leitura. 4) Ler de novo, observando bem o sentido de cada frase. 5) Meditar a leitura, rezando o texto e respondendo a Deus. 6) Atualizar a palavra, ligando-a com a vida. 7) assumir um compromisso a partir da mensagem pessoal recebida.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Doação de sangue


Carissimos irmãos e irmãs,

você de idade entre 18 e 65 anos, acima de 50 Kg, boa saúde, faça um gesto de amor:

doe sangue.

Jesus doou todo o sangue por nós. Doe um pouco do seu.

Quem precisa agradece.

Deus o abençoe.



domingo, 24 de outubro de 2010

Temor a Deus


Eclesiástico 1,11-22

A leitura proposta fala de temor ao Senhor. Haveremos de ter medo de Deus? Deus quer que tenhamos medo dele? Vejamos o que diz o dicionário; temor = medo . O dicionário também diz: temor = respeito, reverência, zelo, escrúpulo. É neste sentido que devemos temer a Deus, ter respeito, reverência a seu nome, zelo, dedicação a sua palavra.
Temor a Deus é um dos sete dons infusos, aqueles que recebemos ao ser batizados. Dons infusos, diferentemente dos dons carismáticos, são dons dados para ascese pessoal, servem para crescimento individual, enquanto os carismas são dons de serviço, servem para crescimento e edificação da comunidade, da igreja. Com referencia ao temor a Deus, ver o Catecismo da Igreja Católica no 1303 e 2144.
O que vemos nos remete aos primeiros mandamentos: “Amar a Deus sobre todas as coisas “ e “Não tomar seu Santo Nome em vão”. Se temermos a Deus, acataremos seus mandamentos e se acatarmos seus mandamentos, estaremos sendo tementes a Deus. Preocupações com coisas vãs, banalidades, coisas sem importância, mundanas, deixam Deus de lado, abafam os dons e corremos com isso sério risco de ceder às tentações e cair em pecado. O pecado nos afasta de Deus, diz a sua Palavra em Isaias 59,1s. O mundo acusa a Igreja de retrógrada, de estar submetida a leis e mandamentos ultrapassados, que o mundo mudou, etc, etc, e outras baboseiras mais. Mas lei é lei; quanto mais a lei de Deus que é irrefutável e imutável. As leis humanas podem ser mudadas e revogadas a qualquer tempo, basta a canetada de um legislador qualquer, mas a lei de Deus é eterna, as leis da natureza e os mandamentos de Deus valem a qualquer tempo, ontem, hoje e sempre. Um objeto que tenhamos a mão ao ser solto cairá ao chão, como cairia no tempo de Moisés e cairá se for solto daqui a mil anos, pois todos estamos sujeitos a lei da gravidade. A gravidade é uma lei da natureza e portanto imutável, irrevogável! Desobedecer a Deus, desrespeitar seus mandamentos e portanto não temer a Deus, era pecado desde 40 séculos atrás, é pecado hoje e será pecado daqui a 40 séculos!
Quando criança eu gostava de olhar o céu estrelado; era lindo ver o céu coberto de estrelas. Hoje, devido às luzes da cidade e a poluição não se vê estrelas como antes. Mas as estrelas não se mudaram, continuam lá como no meu tempo de criança. Não as vemos porque a camada de poluição impede que suas luzes cheguem a nossos olhos. Assim é nosso relacionamento com Deus, a poluição do nosso pecado impede que o olhar de Deus nos alcance. Precisamos renunciar ao pecado, temer a Deus, destruir a barreira, para nos tornarmos visíveis a Deus e sermos alcançados pela graça e misericórdia divinas.
Deus nos ama e apesar do nosso pecado não deixa de nos amar. Nos ama a tal ponto que enviou Jesus para morrer por nós, para lavar com seu sangue os nossos pecados. Jesus, Deus com o Pai e o Espírito Santo, Jesus, Deus na Trindade Santa. Que o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, nos ilumine, nos mova na direção daquele que por sua morte e ressurreição nos conduz a vida eterna, ao Pai justo e misericordioso.
Retomando a Palavra nos vv. 11 a 13, vemos aí uma promessa, uma linda, uma belíssima promessa. Apossemo-nos dessa promessa, vivamos, experintemos essa Palavra, testemunhemos nosso temor ao Senhor e assim possamos servi-lo e adora-lo até que essa promessa se cumpra em nós.

Carlos Nunes

domingo, 17 de outubro de 2010

Perseverança na provação


Perseverança significa firmeza, insistência, e provação é a fé colocada a prova através da tentação ou tribulação. Nossa fé pode ser posta a prova pela dor e sofrimento e/ou pelas tentações que nos são apresentadas.
O mundo em que vivemos parece estar longe daquilo que a fé nos assegura; o mal, o sofrimento, as injustiças, a morte prematura, tudo parece contradizer a boa nova, abalar a fé e tornar-se uma tentação para abandonarmos o caminho. O texto biblico Tg 1,12-18
vem falar de tentações, provação quanto a resistência ao pecado, dos perigos do descaminho. Resistir às tentações, firmeza, pois quem se afasta de Deus cai nas garras do inimigo. Enquanto Deus leva a salvação, o inimigo arrasta para o abismo!
Assim como não podemos impedir que pássaros nos sobrevoem, não podemos evitar as tentações; contudo do mesmo modo que podemos impedir que pássaros façam ninhos em nossas cabeças, podemos impedir que a tentação nos vença e instale o pecado em nós. Deus nos criou como primícias, como obras primas, no entanto quantas vezes nos sentimos fracos, desamparados, nossa fé abalada; não entendemos como alguém que amamos, ou nós mesmos, temos que sofrer. Parece que Deus se afastou, que caminhamos sem sua luz. Mas não ficaremos assim para sempre; em algum momento Ele se revelará a nós. Precisamos confiar em sua bondade e fidelidade, principalmente quando tudo parece apontar para outro caminho.
No livro do Eclesiástico em Eclo 2,1-6 o senhor vem nos falar de perseverança mesmo na dor, na tribulação. A tribulação leva à paciência, a paciência à esperança e a esperança à fé, fé firme e inabalável. Jó é o melhor exemplo bíblico daquele que vive e resiste às provações.
Deus enviou Jesus, seu filho, não como um profeta impetuoso, não como o Messias guerreiro. Enviou como o servo sofredor, que se doou até o fim; aquele que nos amou e se entregou por nós, fiel ao Pai até a morte e morte de cruz! Nos regatou ao preço de seu sangue; cruz, fonte de graças. Quem é Jesus para você? Em Mc 8,29 Ele pergunta: “e vós quem dizeis quem sou?” O que significa abraçar a cruz? A cruz que se abraça é mais leve que a cruz que se arrasta. O cristo, Messias crucificado, requer seguidores crucificados. Você assume a cruz na sua vida?
Hoje, agora, deixe o Espírito Santo conduzi-lo até a cruz, lá onde seu coração pode ser curado e sua mente renovada. Abra-se, ouça ao menos o sussurro suave do Espírito Santo lhe trazendo encorajamento, correção. Confia, obedeça, e Ele lhe conduzirá da morte para a vida.
Carlos Nunes

domingo, 10 de outubro de 2010

Ágape


Mesmo que você não se sinta amado, mesmo que você se sinta desprezado, abandonado, solitário, perdido, saiba que há alguém que te ama muito; te ama com um amor tão grande que não tem medida. Amor imenso, escandaloso. Escandaloso a nossos olhos, porque é incondicional, nada pede em troca, não é excludente. Um amor assim nenhum ser humano é capaz de dar e poucos compreendem. Aliás, nem é necessário compreender, basta sentir. Como sentir algo tão grandioso? Como sentir algo tão maravilhoso?
Para sentir e experimentar o amor de Deus, basta se abrir à Sua Palavra. Basta crer e crendo se deixar envolver.
“E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que criou, Jacó e te formou, Israel: Nada temas, pois te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás e a chama não te consumirá. Pois Eu Sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá por compensação. Por que és precioso a meus olhos, por que eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica tranquilo, pois estou contigo” (Is 43,1-5a).
“Pode uma mulher esquecer-se daquele que ela amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela esquecesse, Eu não te esqueceria nunca” (Is 49,15).
“Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará e jamais meu pacto de paz vacilará, diz o Senhor que se compadeceu de ti” (Is 54,10).
“De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor” (Jr 31,3).
E finalmente, 1Jo 4,7-8, a máxima que coroa esta reflexão: “Carissimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

sábado, 2 de outubro de 2010

Anúncio do Evangelho


No tempo de Jesus na terra, o exército romano havia conquistado todo o mundo conhecido, para glória de César e enriquecimento do império. Jesus veio ao mundo para conquistar os corações para o reino de Deus. E continua fazendo isto até hoje e quer servir-se de nós para dar continuidade a sua obra. Para isto Deus nos deixou a sua palavra, as sagradas escrituras.
A Palavra de Deus é alimento da alma, bússola para nosso caminho e como a própria bíblia diz, lâmpada para nossos pés; é archote que ilumina nossa jornada. A Palavra de Deus é nossa arma; é espada de dois gumes que separa a medula da carne, que penetra fundo os corações, trazendo não morte, mas gerando vida. Diz-se por aí que a bíblia do católico tem cheiro de mofo – fica no fundo da gaveta junto a papéis velhos – e a bíblia dos protestantes cheira a desodorante – fica embaixo do braço. Bíblia não tem cheiro. Aliás, se Deus tivesse cheiro, a bíblia teria o cheiro de Deus. A bíblia tem que ter aspecto de usada; quanto mais usada, mais Deus fala ao leitor. Quero aqui dar um testemunho: Tenho um amigo que sofria de insuficiência renal crônica e precisava se submeter a tratamento de hemodiálise em dias alternados; enquanto a máquina filtrava e depurava seu sangue durante uma manhã inteira, ele não perdia seu tempo, não deixava o tempo passar lendo revistinhas ou jornais. Ele ganhava tempo com a Palavra de Deus, lendo a bíblia. Enquanto a máquina limpava e purificava seu organismo, a Palavra de Deus limpava e purificava a sua alma!
A bíblia fechada é um livro como qualquer outro; aberta, é a boca de Deus falando ao leitor. A bíblia não é simplesmente um livro que conta a história de um povo, a vida de Jesus ou dos apóstolos. A bíblia nos apresenta a revelação divina ao longo da história, através dos patriarcas, dos profetas, e que culmina com Jesus, o próprio Deus encarnado. O Evangelho não são só palavras impressas em folhas de papel, tampouco é simplesmente uma boa nova; o Evangelho é revelação! Como tal deve ser lido; em atitude de reverencia, de oração.
A palavra chega até nós pelos olhos quando lemos a bíblia, pelos ouvidos, quando ouvimos uma pregação, passa pela nossa mente e vai ao coração, onde frutifica e tem o efeito de mudar a nossa vida. Mas não deve ficar guardada, deve refluir até nossos lábios e ser proclamada, passada a outros que necessitem de conversão. Temos que anunciar Jesus, pregar a sua palavra. Para isso temos que ser íntimos de Deus, ter fé inabalável, perseverantes na oração e principalmente falar a verdade, pois iremos anunciar a verdade, o caminho e a vida.
O melhor exemplo de pregador é o próprio Jesus. Ele anunciou com maestria o reino de Deus. O segundo é Paulo, o grande divulgador do Evangelho. Paulo não só proferiu a palavra verbalizada, como a palavra escrita; a maior parte do Novo Testamento é obra de Paulo. Depois Pedro, que pregava com simplicidade. Era direto e objetivo; com poucas palavras convertia multidões.
Para Deus não há tempo. O tempo é uma invenção humana e o homem se tornou prisioneiro do tempo. Muitos pregadores caem na armadilha do tempo, supondo que boa pregação é pregação longa, demorada. Há belas pregações em 1 hora, como há belas pregações em 10 minutos. O que importa não é a extensão, mas o conteúdo da pregação e que o ouvinte possa assimila-la.
Deus nos convoca para anunciá-lo e quer de nós uma resposta. Quando digo nós, não refiro-me somente a quem está ministrando, refiro-me também a assembléia dos grupos de oração , da comunidade, do povo de Deus. Convide alguém que esteja afastado da igreja a vir à missa e depois lhe fale de Jesus. Visite um doente, ore por ele, fale a ele do amor de Deus, independentemente da situação difícil em que ele possa se encontrar. Não tema, não se acanhe em anunciar Jesus às pessoas. Eu, você, nenhum de nós é capaz de mudar o mundo, mas podemos – e temos o dever de faze-lo – mostrar, apresentar aquele que tudo pode mudar, que faz novas todas as coisas: Jesus Cristo.

Carlos Nunes