sexta-feira, 2 de julho de 2021

Sb 18,1-4 – Luz do Mundo

E ste pequeno trecho retrata a fuga do povo hebreu do Egito. O povo de Deus, o povo escolhido vivera um período de cerca de duzentos anos de escravidão, desde a morte de José. Deus então suscita Moisés a libertar seu povo. Após o advento das dez pragas que assolaram os egípcios, o faraó Ransés II autoriza a partida dos judeus; no entanto, envia seu exército a persegui-los, encurralando-os diante do Mar Vermelho. Aí acontece a passagem do Mar vermelho a pé enxuto pelos judeus e o afogamento dos egípcios. Ocorre aí uma passagem no sentido real da palavra, mas para nós significa a passagem da escuridão do pecado para a luz da justiça, de uma vida de escravidão para uma nova vida em comunhão com Deus, o inicio de uma jornada em direção ao objetivo final. Assim como os judeus peregrinaram pelo deserto após a travessia do Mar Vermelho, conduzidos por Moisés, nós peregrinamos também em direção a terra prometida, conduzidos pela grande luz que é Jesus. Se deixamos para trás uma vida de pecado, não podemos jamais olhar para trás, nem sequer devemos pensar saudosamente nos tempos idos, pois são tempos de escuridão, são um passado obscuro onde éramos iludidos pelos falsos prazeres do mundo. Devemos caminhar sempre em direção ao caminho apontado por Jesus, ao caminho iluminado. Jamais retornar as trevas, pois quem gosta da escuridão é o inimigo de nossas almas, o inimigo de Deus: o príncipe das trevas, Satanás. Ao contrário, Jesus é a luz do mundo, o único e verdadeiro caminho. Diz Jesus que somos sal da terra e luz do mundo; somos como luzeiros e devemos levar a luz a quem vive nas trevas, a quem sofre por falta da luz. Mas em verdade apenas refletimos a luz verdadeira: Jesus Cristo. Imaginemos uma grande cidade sem luz, sofrendo um grande blecaute. As pessoas sem geladeira, lavadoras, rádio, televisão, até mesmo sem água, pois as estações de bombeamento parariam por falta de energia. E o caos no trânsito; os semáforos apagados, congestionamentos intermináveis. Que transtorno! Irmãos e irmãs, a falta de luz espiritual é muito pior que a falta de luz física. A escuridão no espírito tem conseqüências mais graves que a escuridão física. Sem luz interior vivemos à margem de Deus, perdemos o freio moral, a “luz amarela” que sinaliza o perigo deixa de acender. Não acende a “luz vermelha” que impede que prossigamos numa atitude pecaminosa. Também a “luz verde” que nos indica para seguirmos em frente em nossa vida de oração e caridade, essa é como as outras, apagada. Vivemos no escuro, vendados, às apalpadelas, aos tropeções. Temos que fugir da escuridão, deixar a terra do pecado e vir para a luz, para a terra da promissão. Temos que sair da escuridão e nos colocar debaixo do Sol radiante da justiça, que é Deus e nos deixar envolver por essa luz, mergulhar nessa luz, ser banhados nessa luz! Eu quero chegar lá, atravessar o Jordão e viver para sempre na Jerusalém Celestial, no paraíso. Repitam comigo: Eu quero, ao final da jornada, atravessar o Rio Jordão, pisar a terra prometida, e habitar na Jerusalém Celeste, onde não há Sol nem Lua, pois a única luz que brilha é a glória de Deus! Dá-me Senhor a tua luz, a luz do teu olhar, a luz da tua Palavra que é lâmpada em meu caminho. Glórias e louvores a Ti! Amém.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Mt 18,23-35 – O PERDÃO

A palavra hoje nos adverte: Temos a petulância de pedir perdão a Deus pelos nossos pecados, mas não somos capazes de perdoar o irmão que nos afrontou, mesmo que sem intenção. A parábola do servo cruel fala do homem que devia... Da mesma forma nós, que por nossos pecados devemos uma fortuna... (Citar Eclo28, 2 e o Pai Nosso) Em Eclo 28,2 e o Pai Nosso reza: “perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos...” Não podemos ser alcançados pela misericórdia de Deus se fecharmos nosso coração ao perdão. A misericórdia não pode adentrar o nosso coração enquanto não perdoarmos a quem nos ofendeu. Como amar a Deus a quem não vemos, se não amamos o irmão a quem vemos? A dureza do nosso coração nos torna impenetráveis ao amor de Deus. Jesus Cristo carregou sobre si os nossos pecados, os pecados de todo o mundo, cada pecado já cometido, cada pecado que está sendo cometido agora e cada pecado que será cometido amanhã e depois e depois; não foi excluído, ninguém!Todos tiveram e tem direito à remissão dos pecados, ao perdão, através o sacrifício de Jesus. Se o perdão foi dado a todos sem distinção,sem discriminar,sem excluir ninguém,quem somos nós para não perdoar alguém que está em débito conosco?Quem somos para negar o perdão? Porque é tão difícil perdoar?Por causa do orgulho,da ignorância,do preconceito.Pode ser até porque a gente fique esperando o outro sentir remorso e vir até nós,arrependido pedir perdão.Mas aos olhos de Deus a justiça sem misericórdia é inaceitável.Se Deus usa de misericórdia comigo,porque vou negar essa misericórdia ao irmão?Não tenho(ou não temos)outra opção senão perdoar.Parece difícil? É difícil? Realmente é difícil,mas não é impossível. Para sermos capazes de perdoar devemos aceitar na plenitude o senhorio de Jesus. Porque Jesus não é um senhor que maltrata,é um senhor que socorre,que protege; Jesus não é um senhor que chicoteia,é um senhor que afaga;Jesus não é um senhor que aprisiona,é um senhor que liberta. E liberta de tudo,até mesmo do rancor,do ódio,da falta de perdão. De nada vale a gente se oferecer por inteiro a Deus,se consagrar,se estivermos com ódio no coração,se negarmos o perdão.Deus não aceita a oferta dos que estão fechados ao perdão.Ele pede primeiro que se reconciliem e depois venham e depositem suas ofertas. Se fixarmos nosso olhar em Deus,olharemos o irmão com os olhos de Deus e aí seremos capazes de perdoar.Usaremos de misericórdia até mesmo para os nossos desafetos e nos abriremos ao perdão. Por nossa natureza meramente humana somos incapazes de perdoar.Só em Deus,na presença de Jesus,com a força do Espírito Santo somos capazes de perdoar... Nesse mesmo capitulo, no v.21, Pedro, pergunta a Jesus quantas vezes perdoar e Jesus responde 700 X 7. Ou seja,sempre,infinitamente.Perdoar sempre e

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Jdt 2,1-6 – FÚRIA DO INIMIGO

N a leitura observamos Nabuconosor, por orgulho, extrema vaidade e vingança, tramar uma guerra com o fim de assolar a terra inteira. Podemos a partir daí traçar um paralelo com Lúcifer (o demônio, Satanás), que foi lançado à terra – conforme vemos na passagem de Ezequiel 28,14-17, ao qual atribuímos à sublevação e a queda de Lúcifer e seus seguidores. Esses seres também por orgulho e prepotência, por ousarem desafiar Deus, foram lançados à terra (Ap 12,7-9) e assola-nos com sua maldade. Vemos no livro de Judite que por uma mulher, Judite, foi dada a vitória ao povo de Deus contra Holofernes e seu exército. Assim como por uma mulher nos foi trazida a salvação, Jesus, que dos braços de Maria aos braços da cruz nos apresentou, mostrou, apontou e ofereceu o caminho, a verdade e a vida plena e abundante. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos parágrafos 414-415 diz o seguinte: “Satanás ou o diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus e seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus. Constituído por Deus em estado de justiça, o homem, instigado pelo maligno, desde o inicio da história, abusou da própria liberdade. Levantou-se contra Deus, desejando atingir seu objetivo fora Dele”. Pedro, chefe da Igreja, o primeiro pontífice, também nos adverte em I Pd 5,8 que o inimigo está em torno de nós, nos ronda, nos observa esperando o momento oportuno para nos atacar... Contudo não devemos ter medo do diabo, ele é forte, mas não pode com Deus, Ele tem força, mas seu poder é limitado. Pela cruz e pelo sangue, pela ressurreição de Jesus ele já está derrotado. Satanás é prepotente, orgulhoso, por isso não suporta a humildade, não resiste à humildade. Não resiste à Virgem Santíssima por ela ser humilde. Maria soube ouvir, calar, obedecer. Por sua extrema humildade, docilidade, amor a Deus, obediência a Santa Palavra, Maria tem o poder de pisar a cabeça da serpente! Além da humildade diante de Deus, como resistir às investidas do inimigo contra nós? Não permitindo que o pecado nos invada. Impedindo que o rancor e o ressentimento instalem-se em nosso coração. Não nos deixando influenciar pelos contra-valores do mundo. Evitamos o inimigo vivendo a Palavra de Deus, amando e perdoando; renunciando verdadeiramente a todo mal, às falsas doutrinas, a toda obra do maligno. Se vivermos uma vida de oração, em sintonia com Deus, certamente o inimigo não tomará conta de nós. Ele poderá até mesmo nos assediar, nos tentar, nos aborrecer e incomodar, e realmente o fará, porém nunca, nunca irá nos oprimir! Jesus está conosco e com Jesus somos mais que vencedores. Finalizando, voltemos ao catecismo: “No último pedido, mas livrai-nos do mal, o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo sobre o Príncipe deste Mundo, sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente à Deus e a seu plano de salvação”. (CIC # 2864 – citação sobre o Pai Nosso). Entreguemo-nos de corpo e alma a Deus, para fugir dos tentáculos e das garras do maligno, que assolam e influenciam o mundo. Amém.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Ez 45,1-4 – Oferta a Deus

O que vemos nesta leitura? De imediato o que esta leitura nos mostra? A partilha da terra; partilha da terra após a volta do exílio. Não é a divisão da terra prometida às tribos de Israel, como citado no livro de Josué. Aqui se trata da redistribuição individual a cada membro das tribos. E uma porção de terra foi reservada em oferta a Deus para construção do templo, da casa do Senhor. Deus nos deu esta Palavra porque ele nos pede, ele deseja que reservemos algo para ele! E Deus pede o que? Deus pede nosso tempo, o dizimo, caridade, um cantinho do nosso coração. Um cantinho do nosso coração no mínimo! Porque na verdade devemos ser inteiramente de Deus, pois somos templos vivos do Espírito Santo. E Deus preenche todos os espaços de seus templos. Então, temos que ser totalmente de Deus; Deus nos quer por inteiro, não uma parte de nós. O que somos devemos ser todo de Deus, o que temos ou fazemos devemos dedicar parte a Deus. Até nesse contexto, se aprofundarmos a reflexão, veremos que Deus é dono de tudo, ele apenas nos empresta, nos cede, nos permite usufruir. Falemos um pouco sobre dizimo: dizimo não é simplesmente dinheiro para a igreja; é para a obra do Senhor, para manutenção da casa de Deus. É um preceito bíblico e um dos mandamentos da Igreja. Não devemos confundir com oferta, coleta. A oferta é complemento, é adicional às necessidades materiais da Igreja. Caridade: não é somente dar esmolas, ajudar por pena, dó, ou visando um beneficio posterior. Caridade é amor, é doar com amor e por amor, sem esperar retribuição. Como diz São Paulo em 1 Cor 13: “De que adianta eu doar tudo aos pobres, eu dar meu corpo para ser queimado, se eu não tiver amor. Serei como sino que retine, como bronze que soa...” Caridade sem amor é caridade vã, aliás nem é caridade, é mera filantropia. Quantos de nós não temos tempo para Deus. Dedicamo-lhe o que sobra, o resto do nosso tempo, às vezes nem isso; nada damos a Deus. Temos tempo para ler jornais, revistas, conversar fiado, ficamos horas diante da televisão e não somos capazes de dedicar trinta minutos – quinze minutos que sejam – para ler a Bíblia, para meditar a Palavra de Deus, para orar ou rezar o terço. Esquecemo-nos que Deus vela por nós vinte e quatro horas por dia. Se você não consegue manter-se em sintonia com Deus enquanto realiza suas tarefas do cotidiano, procure dedicar um tempo ao Senhor; trinta minutos no mínimo, não do que sobra, mas um tempo dedicado exclusivamente para dialogar com Deus. Sejamos fiéis em nossas ofertas como Deus é fiel em suas dádivas. Finalmente, podemos dizer que esta Palavra também fala do céu. Deus reservou um cantinho para cada um de nós no paraíso. Como diz Jesus em Jo 14,2: “A casa do meu Pai tem muitas moradas. Vou e preparar-vos-ei um lugar”. Nosso lugar, nosso cantinho, não importa se um palácio ou uma casinha modesta, está reservado no céu. Cabe a nós viver de modo que sejamos merecedores de ocupar este lugar. Vivamos dignamente, vivamos com Jesus no coração, busquemos a santidade para que no momento derradeiro, ao findar nossa jornada possamos receber a chave e adentrarmos nossa morada eterna. Amém.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

ISAIAS 11,1-10 – O REINO DO MESSIAS

A Palavra fala de Jesus, o Messias, o Salvador, Emanuel-Deus conosco. A vinda de Jesus, a esperança de seu retorno na glória, para julgar os vivos e os mortos. Sabemos que Jesus se encarnou, passou um tempo entre nós, foi glorificado, voltou ao Pai e estamos aguardando a sua volta no fim dos tempos. E nesse intervalo, onde Jesus está? Escondido? Descansando? Observando nossos atos do alto do céu? Não; Ele está no meio de nós; Ele volta a cada dia em nossos corações. É como se fosse uma terceira volta. Jesus está voltando, não com efeitos especiais numa nuvem, com o trombetear dos anjos – Isto acontecerá, não sabemos quando – mas está voltando visitando nossos corações a cada dia, a cada momento, a cada instante. Basta nos abrirmos e estarmos receptivos a graça. Jesus está no meio de nós em espírito; Jesus está no meio de nós Sacramentado na Hóstia Consagrada – Corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo – O grande milagre da Eucaristia que acontece todos os dias, toda hora. Neste momento mesmo, em algum lugar do mundo uma hóstia está sendo consagrada. Jesus que existe desde sempre, que veio ao mundo por Maria, ensinou, deixou seu evangelho e morreu por nós. Jesus que morreu homem e ressuscitou Deus. Morreu na carne como nós e ressuscitou glorioso num corpo indestrutível! E quando me refiro ao corpo de Cristo não é somente seu corpo físico, sua matéria, mas me refiro também a seu corpo místico: a Igreja, que aparentemente fracassou na cruz, mas ressurgiu gloriosa na ressurreição e se consolidou em pentecostes. A Igreja da qual somos membros. E como Igreja estamos aqui louvando e bendizendo ao Senhor. Estamos aqui anunciando, ouvindo e acolhendo a Palavra de Deus. Se hoje fosse o último dia; se Jesus voltasse agora, vocês estariam prontos? Façam um exame de consciência: Vocês têm se aberto a Deus na oração, na leitura da Palavra? Mostram compaixão pelo irmão que sofre, exercendo a caridade de forma concreta? Afastam o mau humor, as imprecações, a murmuração? Vocês perdoam a quem lhes ofende? Afastam da mente os maus pensamentos e do coração os sentimentos ruins? Vocês tratam o próximo com respeito, com dignidade? Vocês louvam a Deus de coração ou apenas com palavras, da boca p’ra fora? Reflitam, façam um exame de consciência, pois foi para isso que Deus nos deu a Palavra de hoje; para sabermos se somos merecedores das maravilhas que lemos em Isaias 11, 1-10. Do reino de paz, tranqüilidade, harmonia, felicidade plena. Eu poderia falar simplesmente do Jesus que cura, que liberta, de Jesus que age agora, instantâneo, mas a Palavra fala de Jesus na eternidade, Jesus que quer compartilhar com vocês Seu Reino de Glória! Jesus não está buscando somente pessoas que precisem de sua cura divina, Ele também e principalmente, quer seguidores, adoradores. Sabemos que não é fácil seguir Jesus. Exige sacrifício. É preciso matar o homem velho, a mulher velha, que existe em nós e renascer para uma nova vida. Muita gente diz: quando conheci Jesus, quando aceitei Jesus, como se fosse uma coisa mágica, como se bastasse levantar o braço e dizer: eu creio, eu quero. Mas não é tão simples assim. Seguir Jesus exige renúncia, exige desprendimento. Exige tomar a cruz de cada dia e segui-lo. Exige deixar tudo e segui-lo. Exige principalmente, ouvi-lo e obedece-lo. E quando tudo isso é feito, aí vem as perseguições, as tentações, as investidas do inimigo. Porque o demônio não quer que ninguém se salve, e se além da própria salvação estivermos buscando salvar outras almas, o ataque será muito mais intenso, muito mais feroz. Mas se estivermos verdadeiramente com Jesus no coração, revestidos com a couraça da justiça, com a armadura do cristão, na fortaleza de Deus, tudo passará e no fim a vitória virá com certeza. Como diz S. Paulo na carta aos romanos: O que me afastará do amor de Cristo? A dor? A morte? A tribulação? Nada me afastará do amor de Cristo. Nada, nada nos afastará do amor de Cristo. Amém. ..

sábado, 29 de maio de 2021

Lc 12,13-21 – O HOMEM RICO

 


A

 

 parábola do homem rico demonstra que a verdadeira riqueza não consiste em ser rico diante dos homens, mas sim rico ao olhos de Deus. A verdadeira riqueza não é o acumulo de bens materiais, é a abundancia dos bens espirituais, das graças concedidas por Deus. Isto não significa que Deus não gosta das pessoas ricas, até porque há pessoas muito ricas que têm um coração puro, que são extremamente generosas, caridosas, que sabem partilhar sua riqueza, assim como há pessoas pobres que têm o coração de pedra. O que Deus não quer, o que Deus não gosta, o que Deus abomina é a ganância, a ambição desmedida, desenfreada, a avareza, o acumulo exagerado de riquezas para usufruto pessoal, egoisticamente. A riqueza é para ser partilhada, usufruída de maneira solidária.

            Um bom exemplo de acumulo exagerado de coisas, temos nas formigas. As formigas trabalham a vida inteira estocando comida para dezenas de anos e vivem apenas algumas semanas. E há pessoas que são como formigas! Trabalham somente para acumular riquezas. Uma mulher muito famosa possuía três mil pares de sapatos! Se ela calçasse um par a cada dia, levaria de sete a oito anos para usar todos. Barcos, iates de luxo, são vendidos por mais de um milhão de dólares; se existe quem venda, há quem compre. Estes são exemplos de desperdício de dinheiro, de ostentação despropositada, de demonstração insana de riqueza. Isto Deus não quer, Deus não gosta. Se este dinheiro fosse usado de forma correta, poderia salvar a vida de milhares de crianças que morrem de fome na África, na Índia e mesmo no Brasil.

            Relendo os versículos 13 e 14 vemos um homem pedindo a Jesus que faça que seu irmão divida com ele sua fortuna. Um ganancioso e outro avarento. Jesus não atende seu pedido. Jesus não é juiz de causas humanas, de nossas demandas, Jesus é o justo juiz de nossas almas. Em outra passagem do Evangelho diz Jesus que tudo que pedirmos ao Pai em seu nome, Ele, o Pai nos dará. Porém, de acordo com o que lemos, há uma condição para isso: só se deve pedir em nome de Jesus, o que é justo, o que é pertinente ao Evangelho. Salomão pediu sabedoria e ganhou tudo. Muito jovem, ele foi colocado a frente do seu povo como rei. Em vez de pedir a Deus que seus inimigos fossem aniquilados, em vez de pedir força, poder, riqueza, Salomão pediu simplesmente sabedoria para conduzir seu povo. Em resposta, Deus lhe deu sabedoria e tudo o mais. Salomão foi o rei mais poderoso e rico de seu tempo. Em seu reinado, Israel experimentou o período de maior prosperidade e paz. Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e tudo mais vos será acrescentado.

            Devemos pedir um coração santo, um coração adorador, um coração manso e humilde como o coração de Jesus. Infelizmente há pessoas que ao invés do reino de Deus, buscam o reino dos homens, a riqueza dos homens. Adoram o dinheiro, ao invés do verdadeiro Deus. Idolatram o talão de cheques, o cartão de crédito, a casa bonita, o carro novo. Trabalham 12 a 15 horas por dia, não para seu sustento, para ganhar o pão de cada dia, mas para juntar dinheiro e mais dinheiro; são como formigas. Desse modo negligenciam a família, em Deus nem pensar, pois seu deus é o dinheiro. O resultado muitas vezes são filhos drogados, prostituídos, adultério, divórcio, tragédias: pais matando filhos, filhos matando pais. O livro do Eclesiastes nos adverte: reparti suas riquezas, pois não sabeis o dia de amanhã.

            O manancial de nossa riqueza, nossa fonte de riqueza é o Espírito Santo com seus dons. O Espírito Santo que nos cumula com as graças de Deus, nos propicia o encontro pessoal com Jesus. Diz a Palavra que o que de graça nos foi dado, de graça demos. Repartamos então as graças e bênçãos recebidas, anunciemos Jesus, rezemos pelos mais necessitados. Partilhemos não só os bens materiais, como também os bens espirituais, os dons do Espírito.

            Pratiquemos o bem, sejamos ricos de boas obras, generosos, ajuntemos um tesouro verdadeiro – a graça de Deus – a fim de conquistarmos a vida verdadeira que é a vida eterna, essa sim, um tesouro inesgotável. (cf. 1 Tm 6,17ss). Amém.

 

 

 

 

 

 


sábado, 22 de maio de 2021

At 2,1-4 – Vinda do Espírito Santo

O v.1 diz: “Estavam todos reunidos no mesmo lugar”... Como nós, exatamente como nós estamos agora, atravessando a noite em vigília de oração. Eram aprox. 160 pessoas, Maria entre eles, como também está entre nós representada por esta imagem. Então o fogo do Espírito Santo desceu sobre eles, mudando o rumo de suas vidas. Aqueles homens simples, temerosos, transformaram-se em audazes mensageiros do Evangelho. E o Espírito Santo será derramado sobre nós em profusão, como foi derramado naquela madrugada de pentecostes. Estamos também diante de Jesus Eucarístico no sacramento sobre o altar. Isto faz lembrar outra noite, em que Pedro e outros apóstolos pescaram a noite toda, ou melhor, tentaram pescar, pois não pegaram um peixinho sequer. Então Jesus ressuscitado surgiu e disse a Pedro que voltasse ao mar e jogasse a rede à direita. Pedro obedeceu e pegou peixes além da conta. Ao amanhecer, em torno de uma fogueira, reuniram-se com Jesus e comeram peixe assado até fartar-se. Após a refeição Jesus perguntou a Pedro três vezes: “Pedro, tu me amas?” – “Senhor, sabes que te amo”. – “Então apascenta minhas ovelhas”. Isto lembra outra cena, também em volta de uma fogueira: Pedro negando Jesus três vezes. Imagino que na terceira vez em que foi inquirido Pedro lembrou-se das negações e quem sabe em lágrimas, definitivamente tenha confirmado seu amor por Jesus. E aqui, diante de nós Jesus pergunta: vocês me amam? Ele nos convoca, nos exorta, não só a ama-lo, mas a todos os irmãos, como ele nos ama. Aprendamos a amar, não somente a quem conhecemos, mas a todos indistintamente. Só podemos amar plenamente se nos abrirmos a ação do Espírito Santo. Só podemos perdoar se nos abrirmos a ação do Espírito Santo. Só podemos anunciar Jesus verdadeiramente e orar com poder, sob a ação do Espírito Santo! Jesus é o bom pastor e o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Ele pede que façamos o mesmo; não tão radicalmente como si, que foi para a cruz e deu-se até a última gota de sangue. Ele pede que doemos parte de nossa vida, nosso tempo. Ao doar vida, salva-se vidas: quando anunciamos a boa nova de Jesus, muitas vezes tiramos almas da escuridão e as trazemos para a luz. Quantas vezes encontramos o irmão caído, machucado, em profunda depressão, pensando até mesmo em suicídio; então uma palavra de conforto, uma oração de poder, o cura e o liberta da tendência suicida. Vidas são resgatadas pelo poder do nome de Jesus. E só podemos anuncia-lo com autoridade e orar com poder do seu nome se estivermos cheios do Espírito Santo, abertos à sua ação. Somos templos vivos do Espírito Santo, moradas do Espírito; então deixemos que ele aja em nós, nos oriente, nos guie, nos conduza. Abramos o coração e deixemos Deus agir em nossa vida. Deus quer nos transformar como transformou os discípulos naquela noite memorável. Ele derrama também sobre nós esta noite seu fogo de amor, o mesmo Espírito que mudou a vida daqueles homens e mulheres e quer também mudar nossas vidas. Sejamos dóceis ao Espírito Santo de Deus e seremos mudados para sempre. Amém.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Fm 4-7 – Fé-Caridade-Intercessão

Temos aí a caridade apoiada na fé, ou de outro modo, a fé como sustentáculo da caridade. O que é fé? Fé é o fundamento da esperança, é acreditar naquilo que não podemos ver. A vivência da fé nos traz entre outras coisas, a caridade. Podemos expressar a fé em três dimensões: crença (crer que algo existe e/ou é verdadeiro); confiança (crer, confiar e esperar) e fé carismática (crer, confiar e esperar na certeza do cumprimento da promessa). Definindo caridade podemos dizer que caridade é o sentido de comunhão com Cristo e com os irmãos em Cristo que a fé instaura no coração do fiel. Desta fé repleta de amor, espera-se uma orientação prática da vida moral e fraterna. Em 1 Cor 13,13 lemos(...).Fé, esperança, caridade(ou amor). No fim subsistirá apenas o amor. E a caridade só pode subsistir no amor e pelo amor. Caridade sem amor pode ser tudo, menos caridade. Devemos ter compaixão pelos irmãos que sofrem, mas acima de tudo amor, para que a caridade seja verdadeira. Ver 2 Jo 4-6 (...). Porque você faz caridade? Para ganhar pontos com Deus? Se for só por isso você não é caridoso, é mercenário. Mas lembre-se, Deus não faz barganha com ninguém! São Paulo em 1 Cor 13 nos diz que de nada vale dar tudo aos pobres, nada vale nem mesmo oferecer-se em holocausto, falar a língua dos anjos e tudo o mais se não tiver amor. Seremos como sino que repercute, só faz barulho e nada mais. Temos que viver a parábola do bom samaritano, que ensina a caridade completa, verdadeira, sem limites. Oferecer ajuda ao irmão caído, ferido, necessitado. Acolhe-lo, tratar de suas feridas, entrega-lo aos cuidados do Senhor; no mínimo orar por ele. Temos que lhe oferecer nossa montaria, que é a fé; leva-lo até a hospedaria, que é a igreja; utilizando os “denários” que são nossos talentos, os carismas. Devemos ter aí o cuidado de não sermos como os levitas, quando inventamos desculpas para não servir. Vejamos Pr 3,27s (...). Em Lc 8,1ss vemos as mulheres que seguiam Jesus e lhe provia das necessidades materiais. Jesus apesar de Deus, filho de Deus, era o Verbo encarnado, ou seja, também homem como nós. E do mesmo modo que nós, necessitava de alimento e vestuário. Hoje a Igreja, corpo místico de Cristo, também necessita de provisões. Estas provisões são proporcionadas através das doações, ofertas e principalmente do dizimo. Se fossemos fiéis no dizimo como Deus é fiel a nós, as obras sociais e caritativas da igreja seriam muito maiores. Por fim falemos de intercessão. Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica a respeito da oração de intercessão: “A intercessão é uma oração de pedido que nos conforma de perto com a oração de Jesus. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens, dos pecadores sobretudo. Ele é capaz de salvar de modo definitivo aqueles que por meio dele se aproximam de Deus, visto que ele vive para sempre para interceder por eles (Hb 7,25). O próprio Espírito Santo intercede por nós... pois é segundo Deus que Ele intercede pelos homens (Rm 8,26s). Interceder, pedir em favor de outro, desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa da de Cristo; é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora não procura seus próprios interesses, mas pensa sobretudo nos outros ( Fl 2,4) e reza mesmo por aqueles que lhe fazem mal”. (CIC 2634-36). Na Bíblia vemos Abraão interceder por Sodoma e Gomorra; Moisés ao descer do Sinai, interceder pelo povo, no episódio do bezerro de ouro; também durante a murmuração e inconformismo do povo, quando Deus envia serpentes para os ferir, Moisés intercede e Deus manda construir a serpente de bronze, que seria penhor de salvação e prefiguração do Cristo Crucificado, nosso Salvador. O Evangelho de João nos mostra Maria intercedendo pelos noivos, quando faltou o vinho nas bodas de Caná. Oremos uns pelos outros, intercedendo sempre em favor dos que sofrem neste mundo conturbado. Amém

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Is 59,1-5 – O Pecado Nos Afasta de Deus

 


B

onita essa Palavra. Se ela nos dá um puxão de orelhas, nos exorta, até mesmo nos acusa, onde está a beleza? Porque apesar da dureza, da pedreira, daí brota algo bom: o amor, o amor que vem de Deus, o amor de Deus por todos nós, indistintamente. Deus se preocupa conosco, por isso nos exorta, mesmo que para isso use palavras duras e ameaçadoras.

 O amor de Deus que brota dessa Palavra faz lembrar a fonte que jorra do templo, descrita em Ezequiel 47. Era um pequeno filete d’água que se transformou num córrego, que se tornou um riacho, que se tornou um rio, uma grande torrente que inundou tudo ao redor. E por onde essa água passasse gerava vida, fecundava a terra. Essa água, essa água viva, é o amor de Deus. Assim é essa passagem que lemos; nas entrelinhas está repleta de amor.

Não, não foi Deus quem nos virou o rosto, não foi Deus quem desviou o olhar de nós... Fomos nós, com nosso pecado, que erguemos uma barreira que se antepõe entre nós e Deus. Deus nos quer, apesar de nossa desobediência e ingratidão.

Suponhamos que você tenha um amigo a quem preze muito e há muito tempo você não o vê. Você sempre o procura e nunca o encontra. Vai a sua casa e ele não está; telefona e ele nunca atende. Um dia você o vê na rua, alegre chama seu nome e ele não ouve. Você corre a seu encontro e ele desaparece na multidão. Então você se entristece, mas não deixa de amá-lo como irmão, como amigo. Pode ocorrer que você se sinta desprezado e não o procure mais, porém a amizade não morreu. Se um dia ele precisar de você, lhe procurar, você irá recebe-lo, acolhe-lo, socorre-lo, não é assim? Deus é assim! E nós somos esse amigo ingrato. Muitos se afastam de Deus, entregam-se ao pecado e quando caem em desgraça, desesperadamente clamam por Deus, lembram-se que existe um Deus que a todos socorre. Porém há que se observar o seguinte: Se o clamor for sincero, acompanhado de arrependimento e pedido de perdão, por certo Deus irá ouvi-lo e socorre-lo. No entanto se for apenas desespero, não havendo arrependimento dos pecados cometidos, a oração dificilmente chega a Deus; o céu torna-se como uma abóbada de bronze que retine, reflete as súplicas. Mas havendo arrependimento, havendo firme propósito de conversão, o céu se abre, Deus acolhe nossas palavras e as devolve como graças e bênçãos.

Se vivemos uma situação de pecado, façamos tudo para sair dela. As tentações virão, mas não podemos jamais ceder a elas. E se o pecado vive em nós, vamos expurga-lo, vamos elimina-lo de nossa vida. Jesus, o próprio Jesus foi tentado. Não para ser posto a prova, mas para demonstrar que a tentação em si não é pecado; pecado é não resistir a ela. Jesus estava em recolhimento e jejum havia quarenta dias e o diabo veio tenta-lo. Tentou a natureza humana de Jesus, não a divindade; a divindade é inexpugnável e o diabo não resistiria diante dela. Se Jesus foi submetido a tentações, tentação não é pecado, pois Jesus assumiu nossa natureza em tudo, ou quase tudo, menos no pecado.

No mundo sempre haverá maldade, malicia, pecado e dor. Mas por isso não vamos nos desesperançar. Nós, pessoas de Deus, homens e mulheres de Deus vamos lutar para mudar o mundo mal, transforma-lo, faze-lo melhor. Há pessoas egocêntricas que só vêem o mal quando são atingidos por ele; outros são o próprio mal. Mas todos, bons, maus, egoístas, justos, criminosos, pecadores, vivemos juntos, num mesmo mundo, sob as mesmas leis e sob o amor do mesmo Deus, que nos ama como somos, sem distinguir uns de outros. Portando, amemos como Deus nos ama, para vivermos em comunhão com Deus e assim a Palavra lida em Isaias 59 não se aplique a nós.

Empunhemos a espada do Espírito, a Palavra de Deus, para reconhecermos e aceitarmos o senhorio daquele que é o único Senhor e Salvador de nossa vida, o nome que está acima de todo nome: Nosso Senhor Jesus Cristo, Jesus de Nazaré, Jesus o filho de Maria. Amém.


sábado, 1 de maio de 2021

Isaias 18 – O Único Caminho

Deus servia-se dos povos vizinhos como instrumento de punição ao povo de Israel. Punição, não castigo, pois como fora dito anteriormente Deus não castiga, Deus adverte, Deus permite a tribulação como lição e forma de provação. O capitulo 18 do livro de Isaias, fala do reino da Núbia – Os núbios dominaram o Egito durante longo período, na 25ª dinastia egípcia. Eles buscavam aliança com os israelitas contra os Assírios, que os ameaçava. Isaias exortava o povo de Deus a não se aliar a povos pagãos; que confiassem no Senhor dos Exércitos, que o Senhor os livraria de toda ameaça. Ou seja, a única e efetiva aliança era a aliança com Javé. Hoje o mundo nos diz: todos os caminhos levam a Deus. E muitos de nós, ingenuamente, acreditamos. Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim. Quem disse isso? Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará nas trevas. Quem disse isso? Jesus, Jesus Cristo. E quantos Jesus Cristo existem? Um, um só! Então só há um caminho! Senhor, a que outro eu iria se só tu tens palavras de vida eterna... disse Pedro a Jesus. Diga você também meu irmão, repita comigo: Senhor, a que outro eu iria? Só tu tem...Etc. Em Mt 6,24 diz Jesus...(...). Não se pode beber o cálice da salvação e ao mesmo tempo a taça de veneno! Não se toma impunemente o corpo e sangue do Senhor na sagrada Eucaristia e depois vai bater tambor num terreiro de macumba; seguir caminhos opostos é impossível. Em nossa reunião de núcleo, enquanto buscávamos discernimento para a Palavra dada, a atenção de uma serva do grupo de oração foi despertada para o versículo 4 . Não foi à toa, pois Deus não nos chama a atenção por nada. Este é o ponto central da mensagem de Deus para este momento. Eis o que diz o v.4: ...(...). Do alto de seu trono de glória Deus derrama amor, misericórdia e sobretudo justiça. Tenhamos abertura de coração para a Palavra, de modo que sôbre nós caia a suavidade da misericórdia e não o peso da justiça divina. Isso porque: v.5...(...). Você quer ser colhido antes de amadurecer? Quer ser cortado rente e arrancado pela raiz? Ouça, acolha, e mais que tudo, viva a Palavra. Indo até o v.6...(...). Se você se sente abandonado, ou melhor, se você se deixou abandonar por Deus, o inimigo vai tomar conta de você e você poderá servir de pasto aos abutres. Mas Deus não quer isso, ele jamais nos abandona. Deus quer nossas almas a seu lado, não ardendo no fogo eterno do inferno. Ele quer nos salvar; para isso nos enviou Jesus que morreu e ressuscitou por nós, Jesus, o Cordeiro de Deus, o cordeiro imolado, nossa páscoa. No inicio da pregação foi afirmado que nem todos os caminhos levam a Deus. Renuncie ao que não é de Deus. Renove em seu coração a renúncia ao mal caminho, aos caminhos tortuosos que porventura você tenha trilhado. Entregue seu caminho a Deus. Porque Deus é bom, justo, maravilhoso, mormente àqueles que nele confiam e entregam-se de coração. Amém.