domingo, 31 de outubro de 2010

A Lectio Divina


A expressão Lectio Divina significa leitura de Deus. Segundo S. Gregório Magno, a arte de estudar o coração de Deus. O Concilio Vaticano II cita o texto de Sto. Ambrósio: “Lembrem-se que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da oração, a fim de que se estabeleça um colóquio entre Deus e o homem. Pois com Ele falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (Dei Verbum,25). Lectio Divina, que quer dizer também leitura orante, indica a prática de leitura da Bíblia, que nos faz alimentar a fé, a esperança, o amor e compromisso cristão.
Para a prática da Lectio Divina é necessário certos requisitos: 1) Ambiente favorável; é preciso silencio, principalmente silencio interior. 2) Pureza de coração; só um ambiente propicio não é suficiente, faz-se necessário um coração puro e apaixonado por Jesus e pelas escrituras. 3) Desprendimento e docilidade; devemos recorrer à Bíblia não com interesses, mas com espírito de entrega, de disponibilidade ao que o Senhor irá pedir-nos. 4) Espírito de oração; busquemos as escrituras não por entretenimento, nem somente para estudo, mas em atitude de humilde oração.
Há quatro degraus, ou etapas na Lectio Divina: leitura, meditação, oração e contemplação. É um processo dinâmico em que cada etapa coexiste e atua junto as outras de modo sinérgico. 1) Leitura: conhecer, respeitar, situar. A leitura bíblica deve ser perseverante e diária. É ponto de partida, não chegada, pois nos prepara para a meditação e o dialogo com Deus. Deve ser feita criteriosamente e com atenção. 2) Meditação: ruminar, dialogar, atualizar. A leitura nos mostra o que diz o texto; a meditação nos mostra o que o texto diz para nós, o atualiza, nos situa no contexto da mensagem. 3) Oração: suplicar, louvar, recitar. A oração, a partir da meditação, pode iniciar-se com uma atitude de adoração silenciosa ao Senhor; a partir daí desenvolve-se nossa resposta à Palavra de Deus. Esta resposta pode ser um louvor, agradecimento, suplica, perdão, ou mesmo a recitação de um salmo. 4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação é o ultimo degrau da Lectio Divina. Mas não é o fim; na verdade é o patamar para um recomeço. Contemplar é a capacidade de perceber a presença de Deus em tudo, na história, em nós, na criação e criaturas. “A leitura busca a doçura da vida bem aventurada, a meditação a encontra, a oração a pede e a contemplação a saboreia. A leitura leva comida sólida a boca, a meditação a mastiga e rumina, a oração prova o seu gosto e a contemplação é o gosto da doçura já alcançada” (Guigo).
A seguir sugerimos um método prático para a leitura orante da Palavra, constituído dos seguintes passos: 1) Invocar o Espírito Santo. 2) Ler o texto de forma lenta e com atenção. 3) Silencio interior, lembrando a leitura. 4) Ler de novo, observando bem o sentido de cada frase. 5) Meditar a leitura, rezando o texto e respondendo a Deus. 6) Atualizar a palavra, ligando-a com a vida. 7) assumir um compromisso a partir da mensagem pessoal recebida.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Doação de sangue


Carissimos irmãos e irmãs,

você de idade entre 18 e 65 anos, acima de 50 Kg, boa saúde, faça um gesto de amor:

doe sangue.

Jesus doou todo o sangue por nós. Doe um pouco do seu.

Quem precisa agradece.

Deus o abençoe.



domingo, 24 de outubro de 2010

Temor a Deus


Eclesiástico 1,11-22

A leitura proposta fala de temor ao Senhor. Haveremos de ter medo de Deus? Deus quer que tenhamos medo dele? Vejamos o que diz o dicionário; temor = medo . O dicionário também diz: temor = respeito, reverência, zelo, escrúpulo. É neste sentido que devemos temer a Deus, ter respeito, reverência a seu nome, zelo, dedicação a sua palavra.
Temor a Deus é um dos sete dons infusos, aqueles que recebemos ao ser batizados. Dons infusos, diferentemente dos dons carismáticos, são dons dados para ascese pessoal, servem para crescimento individual, enquanto os carismas são dons de serviço, servem para crescimento e edificação da comunidade, da igreja. Com referencia ao temor a Deus, ver o Catecismo da Igreja Católica no 1303 e 2144.
O que vemos nos remete aos primeiros mandamentos: “Amar a Deus sobre todas as coisas “ e “Não tomar seu Santo Nome em vão”. Se temermos a Deus, acataremos seus mandamentos e se acatarmos seus mandamentos, estaremos sendo tementes a Deus. Preocupações com coisas vãs, banalidades, coisas sem importância, mundanas, deixam Deus de lado, abafam os dons e corremos com isso sério risco de ceder às tentações e cair em pecado. O pecado nos afasta de Deus, diz a sua Palavra em Isaias 59,1s. O mundo acusa a Igreja de retrógrada, de estar submetida a leis e mandamentos ultrapassados, que o mundo mudou, etc, etc, e outras baboseiras mais. Mas lei é lei; quanto mais a lei de Deus que é irrefutável e imutável. As leis humanas podem ser mudadas e revogadas a qualquer tempo, basta a canetada de um legislador qualquer, mas a lei de Deus é eterna, as leis da natureza e os mandamentos de Deus valem a qualquer tempo, ontem, hoje e sempre. Um objeto que tenhamos a mão ao ser solto cairá ao chão, como cairia no tempo de Moisés e cairá se for solto daqui a mil anos, pois todos estamos sujeitos a lei da gravidade. A gravidade é uma lei da natureza e portanto imutável, irrevogável! Desobedecer a Deus, desrespeitar seus mandamentos e portanto não temer a Deus, era pecado desde 40 séculos atrás, é pecado hoje e será pecado daqui a 40 séculos!
Quando criança eu gostava de olhar o céu estrelado; era lindo ver o céu coberto de estrelas. Hoje, devido às luzes da cidade e a poluição não se vê estrelas como antes. Mas as estrelas não se mudaram, continuam lá como no meu tempo de criança. Não as vemos porque a camada de poluição impede que suas luzes cheguem a nossos olhos. Assim é nosso relacionamento com Deus, a poluição do nosso pecado impede que o olhar de Deus nos alcance. Precisamos renunciar ao pecado, temer a Deus, destruir a barreira, para nos tornarmos visíveis a Deus e sermos alcançados pela graça e misericórdia divinas.
Deus nos ama e apesar do nosso pecado não deixa de nos amar. Nos ama a tal ponto que enviou Jesus para morrer por nós, para lavar com seu sangue os nossos pecados. Jesus, Deus com o Pai e o Espírito Santo, Jesus, Deus na Trindade Santa. Que o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, nos ilumine, nos mova na direção daquele que por sua morte e ressurreição nos conduz a vida eterna, ao Pai justo e misericordioso.
Retomando a Palavra nos vv. 11 a 13, vemos aí uma promessa, uma linda, uma belíssima promessa. Apossemo-nos dessa promessa, vivamos, experintemos essa Palavra, testemunhemos nosso temor ao Senhor e assim possamos servi-lo e adora-lo até que essa promessa se cumpra em nós.

Carlos Nunes

domingo, 17 de outubro de 2010

Perseverança na provação


Perseverança significa firmeza, insistência, e provação é a fé colocada a prova através da tentação ou tribulação. Nossa fé pode ser posta a prova pela dor e sofrimento e/ou pelas tentações que nos são apresentadas.
O mundo em que vivemos parece estar longe daquilo que a fé nos assegura; o mal, o sofrimento, as injustiças, a morte prematura, tudo parece contradizer a boa nova, abalar a fé e tornar-se uma tentação para abandonarmos o caminho. O texto biblico Tg 1,12-18
vem falar de tentações, provação quanto a resistência ao pecado, dos perigos do descaminho. Resistir às tentações, firmeza, pois quem se afasta de Deus cai nas garras do inimigo. Enquanto Deus leva a salvação, o inimigo arrasta para o abismo!
Assim como não podemos impedir que pássaros nos sobrevoem, não podemos evitar as tentações; contudo do mesmo modo que podemos impedir que pássaros façam ninhos em nossas cabeças, podemos impedir que a tentação nos vença e instale o pecado em nós. Deus nos criou como primícias, como obras primas, no entanto quantas vezes nos sentimos fracos, desamparados, nossa fé abalada; não entendemos como alguém que amamos, ou nós mesmos, temos que sofrer. Parece que Deus se afastou, que caminhamos sem sua luz. Mas não ficaremos assim para sempre; em algum momento Ele se revelará a nós. Precisamos confiar em sua bondade e fidelidade, principalmente quando tudo parece apontar para outro caminho.
No livro do Eclesiástico em Eclo 2,1-6 o senhor vem nos falar de perseverança mesmo na dor, na tribulação. A tribulação leva à paciência, a paciência à esperança e a esperança à fé, fé firme e inabalável. Jó é o melhor exemplo bíblico daquele que vive e resiste às provações.
Deus enviou Jesus, seu filho, não como um profeta impetuoso, não como o Messias guerreiro. Enviou como o servo sofredor, que se doou até o fim; aquele que nos amou e se entregou por nós, fiel ao Pai até a morte e morte de cruz! Nos regatou ao preço de seu sangue; cruz, fonte de graças. Quem é Jesus para você? Em Mc 8,29 Ele pergunta: “e vós quem dizeis quem sou?” O que significa abraçar a cruz? A cruz que se abraça é mais leve que a cruz que se arrasta. O cristo, Messias crucificado, requer seguidores crucificados. Você assume a cruz na sua vida?
Hoje, agora, deixe o Espírito Santo conduzi-lo até a cruz, lá onde seu coração pode ser curado e sua mente renovada. Abra-se, ouça ao menos o sussurro suave do Espírito Santo lhe trazendo encorajamento, correção. Confia, obedeça, e Ele lhe conduzirá da morte para a vida.
Carlos Nunes

domingo, 10 de outubro de 2010

Ágape


Mesmo que você não se sinta amado, mesmo que você se sinta desprezado, abandonado, solitário, perdido, saiba que há alguém que te ama muito; te ama com um amor tão grande que não tem medida. Amor imenso, escandaloso. Escandaloso a nossos olhos, porque é incondicional, nada pede em troca, não é excludente. Um amor assim nenhum ser humano é capaz de dar e poucos compreendem. Aliás, nem é necessário compreender, basta sentir. Como sentir algo tão grandioso? Como sentir algo tão maravilhoso?
Para sentir e experimentar o amor de Deus, basta se abrir à Sua Palavra. Basta crer e crendo se deixar envolver.
“E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que criou, Jacó e te formou, Israel: Nada temas, pois te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás e a chama não te consumirá. Pois Eu Sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá por compensação. Por que és precioso a meus olhos, por que eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica tranquilo, pois estou contigo” (Is 43,1-5a).
“Pode uma mulher esquecer-se daquele que ela amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela esquecesse, Eu não te esqueceria nunca” (Is 49,15).
“Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará e jamais meu pacto de paz vacilará, diz o Senhor que se compadeceu de ti” (Is 54,10).
“De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor” (Jr 31,3).
E finalmente, 1Jo 4,7-8, a máxima que coroa esta reflexão: “Carissimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

sábado, 2 de outubro de 2010

Anúncio do Evangelho


No tempo de Jesus na terra, o exército romano havia conquistado todo o mundo conhecido, para glória de César e enriquecimento do império. Jesus veio ao mundo para conquistar os corações para o reino de Deus. E continua fazendo isto até hoje e quer servir-se de nós para dar continuidade a sua obra. Para isto Deus nos deixou a sua palavra, as sagradas escrituras.
A Palavra de Deus é alimento da alma, bússola para nosso caminho e como a própria bíblia diz, lâmpada para nossos pés; é archote que ilumina nossa jornada. A Palavra de Deus é nossa arma; é espada de dois gumes que separa a medula da carne, que penetra fundo os corações, trazendo não morte, mas gerando vida. Diz-se por aí que a bíblia do católico tem cheiro de mofo – fica no fundo da gaveta junto a papéis velhos – e a bíblia dos protestantes cheira a desodorante – fica embaixo do braço. Bíblia não tem cheiro. Aliás, se Deus tivesse cheiro, a bíblia teria o cheiro de Deus. A bíblia tem que ter aspecto de usada; quanto mais usada, mais Deus fala ao leitor. Quero aqui dar um testemunho: Tenho um amigo que sofria de insuficiência renal crônica e precisava se submeter a tratamento de hemodiálise em dias alternados; enquanto a máquina filtrava e depurava seu sangue durante uma manhã inteira, ele não perdia seu tempo, não deixava o tempo passar lendo revistinhas ou jornais. Ele ganhava tempo com a Palavra de Deus, lendo a bíblia. Enquanto a máquina limpava e purificava seu organismo, a Palavra de Deus limpava e purificava a sua alma!
A bíblia fechada é um livro como qualquer outro; aberta, é a boca de Deus falando ao leitor. A bíblia não é simplesmente um livro que conta a história de um povo, a vida de Jesus ou dos apóstolos. A bíblia nos apresenta a revelação divina ao longo da história, através dos patriarcas, dos profetas, e que culmina com Jesus, o próprio Deus encarnado. O Evangelho não são só palavras impressas em folhas de papel, tampouco é simplesmente uma boa nova; o Evangelho é revelação! Como tal deve ser lido; em atitude de reverencia, de oração.
A palavra chega até nós pelos olhos quando lemos a bíblia, pelos ouvidos, quando ouvimos uma pregação, passa pela nossa mente e vai ao coração, onde frutifica e tem o efeito de mudar a nossa vida. Mas não deve ficar guardada, deve refluir até nossos lábios e ser proclamada, passada a outros que necessitem de conversão. Temos que anunciar Jesus, pregar a sua palavra. Para isso temos que ser íntimos de Deus, ter fé inabalável, perseverantes na oração e principalmente falar a verdade, pois iremos anunciar a verdade, o caminho e a vida.
O melhor exemplo de pregador é o próprio Jesus. Ele anunciou com maestria o reino de Deus. O segundo é Paulo, o grande divulgador do Evangelho. Paulo não só proferiu a palavra verbalizada, como a palavra escrita; a maior parte do Novo Testamento é obra de Paulo. Depois Pedro, que pregava com simplicidade. Era direto e objetivo; com poucas palavras convertia multidões.
Para Deus não há tempo. O tempo é uma invenção humana e o homem se tornou prisioneiro do tempo. Muitos pregadores caem na armadilha do tempo, supondo que boa pregação é pregação longa, demorada. Há belas pregações em 1 hora, como há belas pregações em 10 minutos. O que importa não é a extensão, mas o conteúdo da pregação e que o ouvinte possa assimila-la.
Deus nos convoca para anunciá-lo e quer de nós uma resposta. Quando digo nós, não refiro-me somente a quem está ministrando, refiro-me também a assembléia dos grupos de oração , da comunidade, do povo de Deus. Convide alguém que esteja afastado da igreja a vir à missa e depois lhe fale de Jesus. Visite um doente, ore por ele, fale a ele do amor de Deus, independentemente da situação difícil em que ele possa se encontrar. Não tema, não se acanhe em anunciar Jesus às pessoas. Eu, você, nenhum de nós é capaz de mudar o mundo, mas podemos – e temos o dever de faze-lo – mostrar, apresentar aquele que tudo pode mudar, que faz novas todas as coisas: Jesus Cristo.

Carlos Nunes

sábado, 25 de setembro de 2010

Caridade-Dom maior


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade sou como o bronze que soa, ou como o cimbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda ciência, mesmo que tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens aos pobres e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!” (1Cor 13,1-3).
Se não tiver amor de nada valho. Na vulgata lemos “caritatem”, de caritas: amor. Na versão grega dos setenta o termo é “agaphn” (ágape), que significa amor incondicional, amor pleno. Muitos confundem caridade com o gesto de doar algo a alguém. Dar esmola a um mendigo, ajudar materialmente aos mais carentes, alimentar um faminto, etc. Isto faz parte da caridade, mas não é caridade na acepção plena da palavra. (“Ainda que entregasse todos os meus bens aos pobres...se não tiver caridade de nada valeria”).
Portanto, se não houver amor, se a doação não se efetiva por amor e com amor, não é caridade; embora gesto louvável, não é caridade, é filantropia. Não há caridade sem amor. Aliás, seria uma contradição, pois caridade e amor são a mesma coisa.
Outro ponto importante é doar amorosamente sem esperar nada em troca; “a caridade é paciente, não busca seus próprios interesses, tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta”. (cf. 1Cor 13, 4-5.7). Caridade não é “toma lá dá cá”, caridade é amor, e amor incondicional (ágape). Alguém que promova doações de cestas básicas ou serviços sociais comunitários visando granjear fama, poder ou mesmo retorno financeiro, nem mesmo é filantropo, muito menos caridoso.
Caridade então é amar, amar, amar. Partilhar, doar e se doar sem interesse próprio, e esperar, não para si, não uma contrapartida, mas a esperança de ver a alegria e a felicidade do próximo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Católicos do Brasil

Católicos do Brasil, atenção!

Caros irmãos em Cristo, precisamos ficar atentos ao processo de descristianização que tem ocorrido no continente europeu. Na América, o cristianismo ainda é a religião predominante e o Brasil é considerado o maior país católico do mundo. Temos alguns pontos de muita preocupação.

O primeiro deles é que essa “febre anti Cristo” que está acontecendo na Europa, pode chegar também ao nosso continente e, pior ainda, pode chegar bem antes do que a gente pode imaginar. O segundo ponto, também muito preocupante, é a queda do número de católicos para outras religiões cristãs, como as evangélicas e (até mesmo) as espíritas. Isso já é considerado um fato. O número de católicos no Brasil é reduzido a cada ano.O terceiro ponto, tão preocupante quando os demais, é que a grande maioria daqueles que se dizem “Católicos”, não são praticantes da religião. São aqueles que se dizem católicos, mas que só entram na Igreja em dia de casamento ou batizado.

Amigos, esses três pontos são alarmantes. Precisamos nos unir para mudarmos essa realidade e não deixarmos que a nossa igreja entre em decadência aqui no Brasil Mas aí pensamos: o que eu posso fazer pra mudar essa história?

- Podemos atuar na catequese. As crianças são o futuro da nossa religião. Devemos cativá-las, tornar o estudo interessante para elas. É preciso darmos uma base sólida para nossas crianças e adolescentes.
- Pais, pratiquem a religião em casa com seus filhos. Torne sua casa, “a casa do Senhor”. Rezem juntos, conversem juntos com o Senhor. Ensinem aos seus filhos a importância do amor. É com o exemplo da família e na família que tudo o que se aprende é praticado.
- Jovem, mostre que você é diferente. Não caia na idéia dos outros. Convide seus amigos a participar da Missa, dos grupos de jovens, dos eventos de sua paróquia. Não se entregue.
- No trabalho, dê o exemplo. Viva como um cristão. Não participe de fofoquinhas, de intrigas, que normalmente acontecem no ambiente de trabalho.
- Muita oração e atenção, como o Senhor disse: “vigiai e orai”.
- Muito estudo. Precisamos compreender nossa religião. Dedicação e disciplina para estudar e entender a Sagrada Escritura. A Igreja Católica oferece diversos cursos, de longo e curto prazo. Valem muito à pena.

Enfim, quero destacar a democracia, que é um bem precioso que temos em nosso país. Precisamos saber votar. Escolher candidatos do bem, cristãos católicos, que irão lutar em nome do povo por leis que respeitem a vida, o amor, o bem comum e que lutem contra as drogas, o aborto, a promiscuidade e a liberação do uso de armas. Não se esqueça: a vida é uma luta diária. Católicos, vamos fazer a diferença!


Maria Martha
http://fideicognitio.wordpress.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Jesus Salvador




Todos sabemos do amor que Deus tem por todos nós. Todos conhecemos seu amor, sua misericórdia, sua compaixão. Mas eu digo sempre: nunca é demais falar do amor de Deus. Mas muitas vezes nós renegamos esse amor com nossa desobediência, nossos erros. Nos afastamos de Deus e aí construímos uma barreira, uma parede que nos separa de Deus e sua misericórdia, Assim optamos pelo pecado: e o que ganhamos com isso? Nada; só perdemos. Perdemos a vida, perdemos a comunhão dos santos. Porque como diz S. Paulo, primeiro em Romanos, depois em Corintios: O salário do pecado é a morte e os iníquos não herdarão o reino dos céus.
Mas será que isso é uma sentença definitiva? Pequei estou condenado, não tenho mais salvação? Não; até porque Deus é justo e Ele quer a nossa salvação. Ele não quer que nenhum de nós se perca
Vamos voltar no tempo, lá nos primórdios do povo de Deus: O AT diz que o povo hebreu quando pecava e se arrependia, oferecia a Javé um sacrifício expiatório; matava um cordeiro como oferta para remissão dos pecados. E se o arrependimento era sincero, se havia o firme propósito de não mais pecar, o sacrifício era aceito e o perdão concedido. Agora a grande noticia: Deus, Ele próprio, ofereceu o último sacrifício, o sacrifício perfeito para remissão de toda a humanidade: Jesus, seu filho unigênito, nosso salvador. Jesus que já existia desde sempre, que se encarnou e veio ao mundo; nos apresentou a sua proposta, a Boa Nova da Salvação! Como diz João no Evangelho, capitulo primeiro, primeiros versículos: No principio era o Verbo, o Verbo era Deus, e o verbo se fez carne e habitou entre nós. Dos braços de Maria aos braços da cruz a salvação nos foi oferecida. E só Jesus é capaz de fazer isto por nós, como está escrito em Atos 4,12: "Em nenhum outro há salvação, porque debaixo dos céus nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos". Nenhum outro nome foi dado"... E esse nome é Jesus, Jesus de Nazaré, Jesus filho de Maria!
Tomemos a pericope em Colossenses cap.2, versos 13-14: “Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão de vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando definitivamente o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente ao encravá-lo na cruz”. Esse documento era a carta que nos condenava, é a folha corrida dos nossos pecados! É como uma ficha criminal; o criminoso tem uma ficha onde estão relacionados todos os seus crimes. E a nossa ficha foi rasgada, foi pregada na cruz e lavada com o sangue de Jesus, o cordeiro perfeito, sem mácula. A questão é, o sacrifício de Jesus foi suficiente, não precisamos fazer nada? Se fosse tão simples assim, o Senhor me permite o trocadilho, Ele não precisaria ter pregado, bastaria ser pregado... na cruz. Repetindo: Ele não precisaria ter pregado o Evangelho, bastaria ser pregado na cruz. O preço maior Ele pagou, um preço de sangue, mas nós temos que fazer a nossa parte, temos que ser merecedores. Como fazer isso? Temos primeiro que querer; é preciso escolher a salvação. Depois aceitar o senhorio de Jesus ressuscitado em nossas vidas, ou seja, ter fé, confiança e ação. Crer e crer é acreditar e pôr em prática aquilo em que acreditamos. Se você tem fé e exerce essa fé você está se convertendo. Cada dia em que você renova essa conversão é um passo dado em direção à salvação, em direção a Jesus.
Resumindo, Jesus é o único caminho para a salvação, porque debaixo dos céus nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. Basta querer e fazer como Ele nos ensinou. Como disse Maria com toda simplicidade: Fazei tudo aquilo que Ele disser.


Carlos Nunes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nosso Aniversário


Estamos no mês de aniversário. Dezenove anos de grupo de oração. Dezenove anos de evangelização com poder e sob a inspiração do Espírito Santo. Nestes dezenove anos muita gente boa passou neste grupo, tanto na assembléia como no núcleo de serviço. Entre tantas, não podemos nos esquecer de Ana Cândida, a Dona Ana que este mês também faz aniversário; dois anos de vida nova na eternidade. Dona Ana foi a fundadora do grupo de oração e até o fim de sua vida entre nós, exerceu forte liderança com sua presença marcante e carismática (no sentido amplo da palavra). Muitos dos servos que passaram pelo grupo de oração são filhos espirituais de Dona Ana. Fica aqui nossa homenagem a essa mulher de personalidade e temperamento fortes, mas alma extremamente caridosa.
Em comemoração antecipada, ontem dia 13 (o aniversário é no dia 17) vivemos uma tarde de louvor maravilhosa, com a presença do Padre Antônio José da Paróquia N.S. de Fátima, Méier. Pe. Antônio José pregou a Palavra na unção do Espírito Santo e ao final ministrou uma oração de cura, pela qual muitos foram curados de suas mazelas, enfermidades do corpo e da alma, e libertos pelo poder do nome de Jesus. Encerrando a tarde tivemos o momento de confraternização, onde partilhamos nossa ceia de aniversário, entoamos o cântico de parabéns com as bênçãos do Senhor e cortamos nosso bolo, significativamente decorado com a figura de Jesus Misericordioso.
Parabéns Grupo de Oração Jesus Misericórdia e Paz! Local da Paz do Senhor, onde a Graça de Deus acontece e Pentecostes é experimentado. Saudamos também nossa coordenadora Margarida, mulher de Deus que dirige este grupo de oração com suavidade, mas com autoridade outorgada pelo Espírito Santo.

Convidamos voce do Rio de janeiro a nos visitar: Rua Andrade Figueira-158- Madureira.

domingo, 12 de setembro de 2010

Naum 2,1-5 – A Derrota do Opressor



Quando explicamos uma pericope é necessário situar essa palavra no contexto em que ela se passa. Deve se levar em conta o momento histórico e a situação do povo e/ou dos personagens envolvidos. Daí então se tira a Palavra Rhema, ou seja, a mensagem de Deus para nós no momento atual. O livro do profeta Naum nos mostra a destruição de Nínive, que representava o Império Assírio, o qual oprimia todos os povos da Ásia Menor. A Palavra nos mostra a alegria do povo de Israel por se ver livre de tão cruel opressor.
Quem nos oprime hoje? O mundo com seus falsos valores; o diabo com suas tentações. O v.2 diz: (...). Destruidor: o inimigo, o tentador. O inimigo procura colocar empecilhos a nossa vida espiritual; procura afligir-nos com tentações, opressões, obsessões, excessos; tenta induzir-nos a uma vida desregrada, busca desenfreada do prazer, do ter, do poder, da ambição desmedida, da ganância... Por conta disso devemos estar atentos, alertas. Principalmente devemos tomar cuidado com o nosso linguajar, pois todas as vezes que murmuramos contra Deus, quando lançamos imprecações, quando amaldiçoamos, quando falamos palavrões, afastamos os Anjos de Deus; os anjos retiram-se. – Da mesma forma como na oração com poder no nome de Jesus expulsamos os demônios, afugentamos os anjos com palavras de maldição! – Aí o inimigo toma o lugar deles. Cuidado, muito cuidado com o que dizemos. Diz a Palavra de Deus em Mt 15,10: O mal é o que sai da boca do homem. O inimigo é como o leão que ruge pronto a nos devorar, diz Pedro em sua carta primeira; portanto devemos estar sempre vigilantes, revestidos da couraça da justiça, do evangelho da paz e da espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.
O v.1 fala do mensageiro que traz a noticia da queda do opressor. Fala daquele que traz a boa nova da esperança. Quem hoje nos traz esta palavra, nos traz a promessa de libertação e da cura de todos os males, é Jesus. Jesus Cristo Nazareno, Jesus Salvador, Jesus filho de Maria. Jesus, a maior prova do amor de Deus; Jesus, a sublimação, a consumação do amor de Deus Pai pelos homens. Quando aceitamos a salvação, a redenção que Jesus nos trouxe e nos oferece, quando nos deixamos impregnar da presença do Espírito Santo, quando procuramos os irmãos a fim de partilhar os dons recebidos, aí então teremos derrotado o opressor.
Somos produtos do meio em que vivemos. Se pactuarmos, se compartilharmos o que o meio nos oferece, estaremos inseridos nele e faremos parte dele. No entanto, se nos apartarmos, se rejeitarmos o que nos é oferecido, estaremos nele mas não faremos parte dele. Este deve ser o procedimento do cristão: estar no mundo e não ser do mundo.

Carlos Nunes

sábado, 4 de setembro de 2010

Para onde ir


Nos dias de hoje o mundo nos oferece muitos caminhos. Como diz a letra da canção: “Hoje o mundo oferece caminhos demais; você chora, você ri e não se satisfaz...” Caminhos esses muitas vezes (muitas mesmo!) tortuosos e altamente perigosos. Caminhos que, na maioria das vezes, levam à morte, à perdição. Morte no sentido amplo da palavra: corporal, e pior, da alma. Morte corporal, física, pois são caminhos literalmente perigosos. Morte da alma, pois quando o perigo não é material, é transcendental, ou seja, induz ao erro, leva ao pecado. E o pecado, sabemos, leva à morte, morte da alma, segundo São Paulo na carta aos romanos cap. 6, verso 23.
Para onde ir? Continuando a canção: “... Hoje seus passos se perdem na estrada, nem sempre você tem chegada...” O que fazer então? A mesma canção dá a resposta: “... Entregue seu caminho a Deus; entregue seu caminho a Deus!” Eis a solução, eis a resposta; somente Deus nos oferece caminhos límpidos, caminhos retos, caminhos iluminados, caminhos seguros. Os caminhos de Deus convergem para um só, uma única via: Jesus de Nazaré, Caminho, Verdade, Vida. Vereda que ao ser conhecida, percorrida, leva à vida verdadeira, a eternidade. “Desde então muitos de seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. Então Jesus perguntou aos doze: ‘quereis vós também retirar-vos?’ Respondeu-lhe Simão Pedro: ‘Senhor a quem iríamos nós? Só Tu tens palavras de vida eterna’.” (Jo 6,67-68).
A quem você quer seguir? Os discípulos ingratos que abandonaram Jesus, pois não aceitaram sua doutrina e preferiram os caminhos de morte e destruição, ou como Pedro e os demais apóstolos, seguir Jesus e os caminhos de vida plena e abundante, a vida na eternidade?