domingo, 3 de maio de 2009

Vasos nas mãos do Oleiro

Diz-se por aí que vaso ruim não quebra e gente ruim não morre. Pode ser porque Deus queira assim. Ele ama a todos indistintamente: o puro, o pecador, o bom, o mau, o justo, o injusto, o santo, o assassino cruel...
Somos todos filhos de Deus, irmãos diferentes, personalidades diferentes, mas filhos e filhos muito amados.
Voltando ao vaso e gente ruim, pode ser que Deus queira preservá-los, como citado acima. Pode ser que Deus livre essas pessoas da morte prematura para que elas tenham oportunidade de regeneração, porque quando se morre em pecado não há outro destino senão o inferno.
Deus é extremamente bondoso, misericordioso, justo, amoroso. Daí não querer perder nenhum de seus filhos. Nenhum pai ou mãe se compraz com a perda de um filho; uma alma perdida é como a morte de um filho e isso contrita o coração do Pai. Pai que ama ao extremo, Ele quer todos junto a Si.
Deus não poderia acabar com o mal e transformar-nos em um povo manso e unido como cordeirinhos num aprisco? Sim. Por que não o faz? Porque o mal não vem dele, vem de nós. E há nossa auto determinação, nossa liberdade que é irreversível.
Esse mal que vem de nós não é inerente a nós, ou seja, não nasceu conosco na origem. O mal é gestado em nosso coração devido a traumas, inveja, cobiça, ambição desmedida, negação da paternidade divina, tudo isso potencializado pela ação do maligno que quer nos fazer perder.
Portanto, o Pai Eterno nos deixa a vontade para seguir nosso caminho, mesmo que não seja o caminho que Ele preparou para nós. Em Deus somos livres. Livres até para pecar, se bem que não seja isso da vontade de Deus e como tal o desagrada profundamente.
O mal existe. É uma realidade. No mundo encontramos pessoas boas, pessoas más, pessoas indiferentes. Gente ruim semeia o mal, gente boa tenta eliminar o mal semeando o bem. Os indiferentes não se importam com nada: “Tô nem aí”. Não estão aí até deparar-se com a dor, a doença, a tragédia pessoal; aí buscam Deus desesperadamente ou revoltam-se contra Ele. Sejamos da estirpe dos que semeiam o bem. Não podemos mudar o mundo, mas podemos apresentar aquele que tudo pode, o que faz nova todas as coisas: Jesus!
Somos como vasos nas mãos do oleiro. O oleiro é Deus Pai nosso criador. Somos vasos imperfeitos, mas mesmo assim Deus nos deu outros vasos, talvez mais imperfeitos que nós, para que deles cuidássemos. Como Deus, amemos a todos indistintamente, cuidemos dos vasos para que não se quebrem.

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