Tristeza, muita tristeza causou aos corações sensíveis a atitude desesperada daquele pai no Rio de Janeiro, no fim de semana passado. Ao tomar conhecimento de que o filho sob efeito de droga assassinara a namorada, este pai indo contra os ditames do paternalismo irresponsável, entrega o próprio filho a policia, o qual é preso ainda no local do crime. Atitude de desespero daquele pai que não via saída para o filho entregue as drogas há anos. Consta que o homem havia tentado por diversas vezes internar o filho viciado em crack, mas não logrou êxito, pois nosso sistema de saúde é falho, principalmente nesta questão. Alega-se que ninguém pode ser submetido a nenhum tratamento, internação ou que tais, contra a própria vontade, ou seja, à força, a não ser que represente ameaça imediata contra a sociedade. A questão é: os escravos do vicio têm vontade própria? Os drogados não representam perigo, mormente para seus familiares e os mais próximos?
Eis de forma patética e comovente a realidade das drogas e drogados. A sociedade, os intelectualóides, artistas, gente da mídia, estes que são formadores de opinião (não todos, mas número considerável) de maneira hipócrita e irresponsável fazem apologia às drogas, alguns de modo velado e camuflado, outros abertamente. Em vista deste e de outros casos repercutidos na imprensa, é licito, é moralmente correto propagar e defender o livre arbítrio ao usuário de drogas (referência a essa questão, naturalmente) e a legalização das drogas?
Os partidários da legalização das drogas argumentam que tabaco e álcool são drogas legais e que o álcool é responsável por tantas ou mais desgraças que maconha, cocaína, etc. Têm razão. Mas um erro não justifica outro. Alegam também que maconha é uma droga leve e inconsequente. Sem trocadilho, é leve mas leva a outras mais pesadas; como inconsequente se a consequência é cocaína e crack?
Tantas indagações e uma só resposta: falta-nos bom senso. Falta-nos discernimento para distinguir o bem do mal, o prazer licito da ilicitude do prazer. As drogas jamais devem ser legalizadas, haja vista que em outros paises essa experiência não foi bem sucedida. É sensato porém que o usuário ou viciado não seja tratado como criminoso, no entanto seja reprimido. As drogas levam ao relatado acima; lares destroçados, famílias enlutadas, corações feridos, profundamente feridos. E para curar definitivamente esses corações somente Deus. Voltaremos ao assunto.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
E a festa dos halloweens?

Há suspeitas sobre o significado de tais celebrações.
Em síntese: A Festa dos Halloween é de origem céltica; tem sua inspiração no druidismo ou na religião dos sacerdotes celtas, que muito marcaram o pensamento dos povos da Irlanda, da Escócia e de regiões da Inglaterra. Supunha-se que os mortos vinham a terra visitar seus familiares na noite de 31/10 para 1º/11; em conseqüência disso os homens e mulheres se vestiam com trajes fantasiosos a fim de não serem reconhecidos e arrebatados pelos visitantes do além. A essas concepções se associava o festival de fim do ano celta celebrado no dia 31/10 com presentes e orgias. Esse fundo de idéias e práticas pagãs foi, tanto quanto possível, cristianizado pela Igreja, que instituiu a Festa de Todos os Santos a 1º/11 e a comemoração de Finados a 2/11.
Ainda hoje os Halloween são festejados nos Estados Unidos, levados para lá pelos imigrantes irlandeses. Todavia muitos abusos se têm registrado em tais celebrações.
No Brasil a Festa dos Halloween toma o caráter de um pequeno carnaval, em que as crianças trajam suas fantasias e recebem presentes. O apreço dessa celebração em alguns lugares decorre da onda neo-pagã que tem invadido a civilização ocidental.
À tarde de 31/10 celebra-se em alguns lugares a vigília da Festa dos Halloween (Allhallowseven).
Muitas pessoas, um tanto estupefatas, perguntam: que festa é essa?
1. As origens da festa
À primeira vista, quem considera a Festa dos Halloween, como é celebrada no Brasil, dirá que é uma comemoração folclórica, popular e inofensiva: as crianças então se vestem de fantasias (quase carnavalescas) e põem seus sapatos à porta da residência dos vizinhos, para que estes lhe dêem presentes. Há, porém, quem levante suspeitas sobre o significado de tais celebrações, suspeitas, aliás, justificadas, dada a origem dos Halloween.
Com efeito, a Festa dos Halloween tem seu berço entre os povos celtas. Estes emigraram da Ásia para o Continente Europeu nos séculos anteriores a Cristo e se fixaram principalmente na Gália, na Irlanda, na sacerdotal dos druídas, guardiões das tradições religiosas de sua gente, que tinham conhecimentos de astronomia, medicina e direito. Os druídas exerciam as funções de juízes e líderes, dotados de “dons proféticos” ou da capacidade de prever o futuro. Acreditavam na imortalidade da alma e de metempsicose ou na migração das almas dos falecidos. Eles foram um fator de unidade do mundo celta: por isso foram combatidos pelos romanos, que conquistaram a Gália e as Ilhas Britânicas.
De modo especial, os celtas valorizavam a noite de 31/10 para 1º/11. E isso por dois motivos:
1) O ano celta terminava em 31/10, dia do olho de Samhain. Tal dia era celebrado com ritos religiosos e agrários. Nessa ocasião comiam-se alimentos especiais, como nozes, maçãs e preparavam-se os alimentos para o inverno.
2) Na noite de 31/10 para 1º/11 julgava-se que os mortos desciam do além para a terra a fim de visitar seus familiares à procura de calor e bom ânimo frente ao frio do inverno que se aproximava.
Dessa maneira, Samhain assinalava o fim de um ano e o começo de outro, juntamente com o festival dos mortos. A celebração respectiva implicava todo um folclore típico. Os homens e as mulheres vestiam trajes fantasiosos a fim de se dissimilarem e não serem arrebatados pelos espíritos dos falecidos para o além. Por estarem começando novo ano, desejavam uns aos outros plena felicidade. Havia magos que procuravam saber “profeticamente” quem haveria de se casar e quem haveria de morrer no próximo ano; tentavam adivinhar também quais as melhores oportunidades de êxito em seus empreendimentos. Ao lado desse aspecto festivo, havia o apavorante: julgava-se que as bruxas, as fadas e os gnomos lançavam o terror no povo: eram tidos como seres de um mundo superior que roubavam crianças, destruíam colheitas e matavam o gado.
Dentro desse quadro de festa e pavor, os homens acendiam lanternas no topo das colinas sob o olhar de Samhain; o fogo luminoso podia servir para guiar os espíritos até a casa dos familiares, como também para matar ou afugentar as bruxas.
Tais são os elementos dos quais dependem a festa moderna dos Halloween. Além desses dados de origem céltica, julga-se que os Halloween trazem também resquícios da festa romana da colheita dita “Pomona”, resquícios, porém, muito mais pálidos do que os de origem céltica.
O Cristianismo, ao penetrar nas regiões da Gália e das Ilhas Britânicas, encontrou aí a celebração pagã mencionada. A Igreja procurou eliminar os elementos mitológicos do festival. Assim o dia 1º de novembro foi “cristianizado”. Com efeito, o Papa Gregório III (731-741) escolheu a data de 1º/11 para celebrar a festa da consagração de uma capela na basílica de São Pedro em honra de Todos os Santos. Em 834, o Papa Gregório IV estendeu a festa à Igreja inteira; dessa maneira, procurava-se dar um sentido cristão à celebração da vinda dos espíritos dos falecidos praticada pelo druidismo.
A cristianização foi corroborada pelo fato de que em 908 Santo Odilon, abade de Cluny (França), começou a celebrar a memória de todos os fiéis defuntos aos 2/11. Os cristãos tentaram assim neutralizar os efeitos dos antigos ritos pagãos.
Todavia não foi possível aos cristãos retirarem todo o resquício mitológico. Na Idade Média dava-se grande importância às bruxas, que eram tidas como agentes do demônio; como se dizia, estes desciam sobre as bruxas em “sabbaths”, quando havia banquetes e orgias. Um dos mais importantes “sabbaths” era precisamente o dia da noite de 31 de outubro; supunha-se que as bruxas iam a esses bacanais voando em cabo de vassoura, acompanhadas de gatos pretos.
Na época moderna os festivais de Halloween caíram em desuso na Europa, exceto na Irlanda, na Escócia e em regiões do País de Gales. Mesmo aí degeneraram, muitas vezes, tomando o caráter de desmandos com pilhagem e saques. Grupos de festeiros itinerantes bloqueiam as portas das casas com carretas; roubam grades e maquinaria, batem nas janelas, arremessam hortaliças contra os portões, entopem as chaminés para que a fumaça não possa sair. Em alguns lugares os rapazes e as moças vestem trajes ou fantasias do sexo oposto, usam máscaras e assim invadem as casas vizinhas para se divertir com os moradores. Fazem às vezes de bruxas, fadas e gnomos.
Para preparar a tarde de Halloween, muitos adeptos da festa vão de casa em casa pedindo donativos, especialmente alimentos (nozes, maçãs...). Os doadores generosos são gratificados com promessas de prosperidade, ao passo que os opositores são ameaçados de castigos. Essas contribuições são, muitas vezes, solicitadas em nome de Muck Olla, antiga divindade dos druídas, ou também em nome de São Columba Cille, missionário na Irlanda do século VI.
Nos Estados Unidos a Festa dos Halloween foi introduzida pelos imigrantes irlandeses a partir de 1840; e tem sido celebrada com vandalismo e danos para muitas famílias.
No Brasil também há redutos de Halloween, com fantasias e presentes para as crianças. Tal festividade tem caráter ambíguo, fomentado pela onda de paganismo renascente.
Revista "PERGUNTE E RESPONDEREMOS
D. Estevão Bettencourt, osb.
Ainda hoje os Halloween são festejados nos Estados Unidos, levados para lá pelos imigrantes irlandeses. Todavia muitos abusos se têm registrado em tais celebrações.
No Brasil a Festa dos Halloween toma o caráter de um pequeno carnaval, em que as crianças trajam suas fantasias e recebem presentes. O apreço dessa celebração em alguns lugares decorre da onda neo-pagã que tem invadido a civilização ocidental.
À tarde de 31/10 celebra-se em alguns lugares a vigília da Festa dos Halloween (Allhallowseven).
Muitas pessoas, um tanto estupefatas, perguntam: que festa é essa?
1. As origens da festa
À primeira vista, quem considera a Festa dos Halloween, como é celebrada no Brasil, dirá que é uma comemoração folclórica, popular e inofensiva: as crianças então se vestem de fantasias (quase carnavalescas) e põem seus sapatos à porta da residência dos vizinhos, para que estes lhe dêem presentes. Há, porém, quem levante suspeitas sobre o significado de tais celebrações, suspeitas, aliás, justificadas, dada a origem dos Halloween.
Com efeito, a Festa dos Halloween tem seu berço entre os povos celtas. Estes emigraram da Ásia para o Continente Europeu nos séculos anteriores a Cristo e se fixaram principalmente na Gália, na Irlanda, na sacerdotal dos druídas, guardiões das tradições religiosas de sua gente, que tinham conhecimentos de astronomia, medicina e direito. Os druídas exerciam as funções de juízes e líderes, dotados de “dons proféticos” ou da capacidade de prever o futuro. Acreditavam na imortalidade da alma e de metempsicose ou na migração das almas dos falecidos. Eles foram um fator de unidade do mundo celta: por isso foram combatidos pelos romanos, que conquistaram a Gália e as Ilhas Britânicas.
De modo especial, os celtas valorizavam a noite de 31/10 para 1º/11. E isso por dois motivos:
1) O ano celta terminava em 31/10, dia do olho de Samhain. Tal dia era celebrado com ritos religiosos e agrários. Nessa ocasião comiam-se alimentos especiais, como nozes, maçãs e preparavam-se os alimentos para o inverno.
2) Na noite de 31/10 para 1º/11 julgava-se que os mortos desciam do além para a terra a fim de visitar seus familiares à procura de calor e bom ânimo frente ao frio do inverno que se aproximava.
Dessa maneira, Samhain assinalava o fim de um ano e o começo de outro, juntamente com o festival dos mortos. A celebração respectiva implicava todo um folclore típico. Os homens e as mulheres vestiam trajes fantasiosos a fim de se dissimilarem e não serem arrebatados pelos espíritos dos falecidos para o além. Por estarem começando novo ano, desejavam uns aos outros plena felicidade. Havia magos que procuravam saber “profeticamente” quem haveria de se casar e quem haveria de morrer no próximo ano; tentavam adivinhar também quais as melhores oportunidades de êxito em seus empreendimentos. Ao lado desse aspecto festivo, havia o apavorante: julgava-se que as bruxas, as fadas e os gnomos lançavam o terror no povo: eram tidos como seres de um mundo superior que roubavam crianças, destruíam colheitas e matavam o gado.
Dentro desse quadro de festa e pavor, os homens acendiam lanternas no topo das colinas sob o olhar de Samhain; o fogo luminoso podia servir para guiar os espíritos até a casa dos familiares, como também para matar ou afugentar as bruxas.
Tais são os elementos dos quais dependem a festa moderna dos Halloween. Além desses dados de origem céltica, julga-se que os Halloween trazem também resquícios da festa romana da colheita dita “Pomona”, resquícios, porém, muito mais pálidos do que os de origem céltica.
O Cristianismo, ao penetrar nas regiões da Gália e das Ilhas Britânicas, encontrou aí a celebração pagã mencionada. A Igreja procurou eliminar os elementos mitológicos do festival. Assim o dia 1º de novembro foi “cristianizado”. Com efeito, o Papa Gregório III (731-741) escolheu a data de 1º/11 para celebrar a festa da consagração de uma capela na basílica de São Pedro em honra de Todos os Santos. Em 834, o Papa Gregório IV estendeu a festa à Igreja inteira; dessa maneira, procurava-se dar um sentido cristão à celebração da vinda dos espíritos dos falecidos praticada pelo druidismo.
A cristianização foi corroborada pelo fato de que em 908 Santo Odilon, abade de Cluny (França), começou a celebrar a memória de todos os fiéis defuntos aos 2/11. Os cristãos tentaram assim neutralizar os efeitos dos antigos ritos pagãos.
Todavia não foi possível aos cristãos retirarem todo o resquício mitológico. Na Idade Média dava-se grande importância às bruxas, que eram tidas como agentes do demônio; como se dizia, estes desciam sobre as bruxas em “sabbaths”, quando havia banquetes e orgias. Um dos mais importantes “sabbaths” era precisamente o dia da noite de 31 de outubro; supunha-se que as bruxas iam a esses bacanais voando em cabo de vassoura, acompanhadas de gatos pretos.
Na época moderna os festivais de Halloween caíram em desuso na Europa, exceto na Irlanda, na Escócia e em regiões do País de Gales. Mesmo aí degeneraram, muitas vezes, tomando o caráter de desmandos com pilhagem e saques. Grupos de festeiros itinerantes bloqueiam as portas das casas com carretas; roubam grades e maquinaria, batem nas janelas, arremessam hortaliças contra os portões, entopem as chaminés para que a fumaça não possa sair. Em alguns lugares os rapazes e as moças vestem trajes ou fantasias do sexo oposto, usam máscaras e assim invadem as casas vizinhas para se divertir com os moradores. Fazem às vezes de bruxas, fadas e gnomos.
Para preparar a tarde de Halloween, muitos adeptos da festa vão de casa em casa pedindo donativos, especialmente alimentos (nozes, maçãs...). Os doadores generosos são gratificados com promessas de prosperidade, ao passo que os opositores são ameaçados de castigos. Essas contribuições são, muitas vezes, solicitadas em nome de Muck Olla, antiga divindade dos druídas, ou também em nome de São Columba Cille, missionário na Irlanda do século VI.
Nos Estados Unidos a Festa dos Halloween foi introduzida pelos imigrantes irlandeses a partir de 1840; e tem sido celebrada com vandalismo e danos para muitas famílias.
No Brasil também há redutos de Halloween, com fantasias e presentes para as crianças. Tal festividade tem caráter ambíguo, fomentado pela onda de paganismo renascente.
Revista "PERGUNTE E RESPONDEREMOS
D. Estevão Bettencourt, osb.
domingo, 18 de outubro de 2009
Tempo de amar

Há tempo para tudo: tempo para plantar, tempo para colher; tempo para construir, tempo para demolir; tempo para juntar pedras, tempo para espalhá-las; tempo de viver, tempo de morrer. Só não há tempo para amar. Não se trata de falta de tempo, porém da inexistência de um tempo especifico para amar. O exercício do amor é (ou deve ser) constante, a qualquer tempo. O que é o tempo? Podemos dizer que tempo é o lapso entre o que se passou e o que há de vir. Num outro contexto tempo seria a ocasião propicia para um determinado evento. O tempo como tal existe, é natural, porém a contagem do tempo, ou seja, a medida decorrente entre o inicio e fim de um evento qualquer, é convenção humana. Se o tempo existe – de modo natural ou tecnicamente – e para tudo e tudo tem um tempo, por que não para o amor?
Sabemos que Deus é amor. Sabemos também que Deus é atemporal. Portanto, o amor é atemporal, como o Criador. Tudo que procede de Deus é incondicional; incondicional é seu amor por nós; amor infinito, imensurável, indelével. Diz a Palavra que Deus amou tanto a humanidade, que deu seu filho como sacrifício de amor por nós. No antigo testamento, no livro do profeta Isaias, Deus declara seu amor ao nos revelar que somos preciosos a seus olhos, que troca reinos e nações por nós e que está sempre a nosso lado. Também Davi cantando as misericórdias do Senhor, louva a Deus por seu amor ao salmodiar: O Senhor é lento para a cólera, bom e misericordioso, porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os tementes a Ele.
Em vista de tudo isso podemos afirmar com toda convicção que não há tempo para amar. Há tempo para tudo, ensejo para todo acontecimento, menos para amar, porque todo tempo é tempo de amar. Esse amor que o Pai Eterno derrama constantemente sobre nós e que não deve ser retido. Deus embora ame a todos indistintamente, ama cada um como se esse um fosse único; amor único e ao mesmo tempo universal. No mistério desse amor somos envolvidos e Deus nos pede que partilhemos com todos esse amor. Aos que estão próximo amemos afetuosamente, que sejam especiais e preciosos; assim são os amigos, parentes, a família. Aos mais distantes, aos desconhecidos, também amemos, mesmo de forma difusa, desejando-lhes o bem, usando de misericórdia, orando por eles, mesmo que estejam do outro lado do mundo. Não, não existe lugar nem hora para o amor. Amor cuja fonte é o coração bondoso do Pai e que flui através do nosso coração.
Sabemos que Deus é amor. Sabemos também que Deus é atemporal. Portanto, o amor é atemporal, como o Criador. Tudo que procede de Deus é incondicional; incondicional é seu amor por nós; amor infinito, imensurável, indelével. Diz a Palavra que Deus amou tanto a humanidade, que deu seu filho como sacrifício de amor por nós. No antigo testamento, no livro do profeta Isaias, Deus declara seu amor ao nos revelar que somos preciosos a seus olhos, que troca reinos e nações por nós e que está sempre a nosso lado. Também Davi cantando as misericórdias do Senhor, louva a Deus por seu amor ao salmodiar: O Senhor é lento para a cólera, bom e misericordioso, porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os tementes a Ele.
Em vista de tudo isso podemos afirmar com toda convicção que não há tempo para amar. Há tempo para tudo, ensejo para todo acontecimento, menos para amar, porque todo tempo é tempo de amar. Esse amor que o Pai Eterno derrama constantemente sobre nós e que não deve ser retido. Deus embora ame a todos indistintamente, ama cada um como se esse um fosse único; amor único e ao mesmo tempo universal. No mistério desse amor somos envolvidos e Deus nos pede que partilhemos com todos esse amor. Aos que estão próximo amemos afetuosamente, que sejam especiais e preciosos; assim são os amigos, parentes, a família. Aos mais distantes, aos desconhecidos, também amemos, mesmo de forma difusa, desejando-lhes o bem, usando de misericórdia, orando por eles, mesmo que estejam do outro lado do mundo. Não, não existe lugar nem hora para o amor. Amor cuja fonte é o coração bondoso do Pai e que flui através do nosso coração.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
A você que sofre
Em resposta a comentário postado em 10/10 na postagem Profecia nos grupos de oração, em verdade um pedido de socorro, e na impossibilidade de contato pessoal (o comentário foi postado por anônimo) nós do grupo de oração respondemos a essa irmã que seu pedido foi acolhido e sua causa já está em nossas orações.
Sugiro que você leia (se ainda não o fez) neste blog as reflexões Parar de sofrer e Parar de sofrer 2. Com certeza serão de grande valia, pois as mensagens ali escritas servirão de apoio e conforto espiritual. A seguir transcrevemos trecho de um artigo do padre Fábio de Melo, sacerdote cheio de sabedoria e um grande conselheiro espiritual:
“A alegria ou a tristeza só poderão continuar dentro de nós à medida que nos deixamos afetar por suas causas. É questão de escolha. Dura, eu sei. Difícil, reconheço. Mas ninguém nos prometeu que seria fácil.
Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los de uma forma diferente. Não aceite todo esse contexto de vida como causa já determinada para o seu fracasso. Não, não precisa ser assim.
Deixe-se afetar de um jeito novo por tudo isso que já parece tão velho. Sofrimentos não precisam ser estados definitivos. Eles podem ser apenas pontes, locais de travessia. Daqui a pouco você já estará do outro lado; modificado, amadurecido.
Certa vez, um velho sábio disse ao seu aluno que, ao longo de sua vida, ele descobriu ter dentro de si dois cães – um bravo e violento, e o outro manso, muito dócil. Diante daquela pequena história o aluno resolveu perguntar - E qual é o mais forte? O sábio respondeu – O que eu alimentar. O mesmo se dará conosco na lida como os sofrimentos da vida. Dentro de nós haverá sempre um embate estabelecido entre problema e solução. Vencerá aquele que nós decidirmos alimentar. “
Sugiro que você leia (se ainda não o fez) neste blog as reflexões Parar de sofrer e Parar de sofrer 2. Com certeza serão de grande valia, pois as mensagens ali escritas servirão de apoio e conforto espiritual. A seguir transcrevemos trecho de um artigo do padre Fábio de Melo, sacerdote cheio de sabedoria e um grande conselheiro espiritual:
“A alegria ou a tristeza só poderão continuar dentro de nós à medida que nos deixamos afetar por suas causas. É questão de escolha. Dura, eu sei. Difícil, reconheço. Mas ninguém nos prometeu que seria fácil.
Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los de uma forma diferente. Não aceite todo esse contexto de vida como causa já determinada para o seu fracasso. Não, não precisa ser assim.
Deixe-se afetar de um jeito novo por tudo isso que já parece tão velho. Sofrimentos não precisam ser estados definitivos. Eles podem ser apenas pontes, locais de travessia. Daqui a pouco você já estará do outro lado; modificado, amadurecido.
Certa vez, um velho sábio disse ao seu aluno que, ao longo de sua vida, ele descobriu ter dentro de si dois cães – um bravo e violento, e o outro manso, muito dócil. Diante daquela pequena história o aluno resolveu perguntar - E qual é o mais forte? O sábio respondeu – O que eu alimentar. O mesmo se dará conosco na lida como os sofrimentos da vida. Dentro de nós haverá sempre um embate estabelecido entre problema e solução. Vencerá aquele que nós decidirmos alimentar. “
domingo, 4 de outubro de 2009
Orai e vigiai
Quando Deus resgata e salva uma alma, ouve-se do inferno um urro de ódio e um grito de dor, enquanto que no céu há aclamação: palmas e louvores. Ao contrário, quando o Diabo rouba e conquista uma alma, há no inferno gargalhadas sinistras e uma lágrima rola do céu.
Irmãos, Deus não castiga nem condena ninguém; Ele se compadece e não se apraz com a perdição do pecador. Qual o pai que se satisfaz com a morte de um filho? Assim é Deus, nosso Pai Eterno; cada alma perdida é como a morte de um filho amado, rebelde, mas amado. Por isso a lágrima. Em contrapartida, as almas salvas são os filhos justos e os pródigos que retornam aos braços do Pai na eternidade. Daí o júbilo, a alegria.
O inimigo de nossas almas não se importa com o ímpio, pois já o conquistou. No entanto, o inimigo nos ronda, nos espreita sorrateiramente aguardando uma brecha para nos invadir com tentações. Por isso devemos estar sempre atentos: sobriedade e vigilância, nos adverte Pedro em sua primeira carta, capítulo 5, versículos 8 e seguintes. Também São Paulo ensina a nos defender das investidas do maligno, em sua carta aos Efésios, capítulo 6, versos 10 a 18.
Agora uma questão: você está diante de duas casas: uma cercada de demônios; a outra com o quintal vazio. Qual delas você escolheria para habitar?
Se você escolheu a casa cercada, escolheu a casa certa, pois nesta os demônios não conseguiram entrar, enquanto a outra já está ocupada por eles.
Por fim devemos lembrar que Deus é extremamente bondoso. Em sua infinita misericórdia, Ele nos convida a Si, Ele nos perdoa sempre, seja qual for o nosso pecado. Ele não se importa com o que fomos e sim com o que viermos a ser. Portanto, irmãos, expulsemos o maligno de nossas vidas, exorcizemos nossas casas. Deixemos os inimigos fora dela, para que o Espírito Santo de Deus transborde em nós. Amém.
Irmãos, Deus não castiga nem condena ninguém; Ele se compadece e não se apraz com a perdição do pecador. Qual o pai que se satisfaz com a morte de um filho? Assim é Deus, nosso Pai Eterno; cada alma perdida é como a morte de um filho amado, rebelde, mas amado. Por isso a lágrima. Em contrapartida, as almas salvas são os filhos justos e os pródigos que retornam aos braços do Pai na eternidade. Daí o júbilo, a alegria.
O inimigo de nossas almas não se importa com o ímpio, pois já o conquistou. No entanto, o inimigo nos ronda, nos espreita sorrateiramente aguardando uma brecha para nos invadir com tentações. Por isso devemos estar sempre atentos: sobriedade e vigilância, nos adverte Pedro em sua primeira carta, capítulo 5, versículos 8 e seguintes. Também São Paulo ensina a nos defender das investidas do maligno, em sua carta aos Efésios, capítulo 6, versos 10 a 18.
Agora uma questão: você está diante de duas casas: uma cercada de demônios; a outra com o quintal vazio. Qual delas você escolheria para habitar?
Se você escolheu a casa cercada, escolheu a casa certa, pois nesta os demônios não conseguiram entrar, enquanto a outra já está ocupada por eles.
Por fim devemos lembrar que Deus é extremamente bondoso. Em sua infinita misericórdia, Ele nos convida a Si, Ele nos perdoa sempre, seja qual for o nosso pecado. Ele não se importa com o que fomos e sim com o que viermos a ser. Portanto, irmãos, expulsemos o maligno de nossas vidas, exorcizemos nossas casas. Deixemos os inimigos fora dela, para que o Espírito Santo de Deus transborde em nós. Amém.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Os dois caminhos
“Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.
Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.
Ele é como a árvore plantada na margem das correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende prospera.
Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.
Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.
Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.”(Salmo 1)
Eis nesse salmo a inevitável dicotomia bem e mal, pecado e virtude, justiça e iniquidade. Nossa vida se apresenta assim mesmo, ser ou não ser, ir ou não ir. Nossa vida é feita de escolhas e dependendo da opção feita, caminhamos firme ou tropeçamos. Assim sendo, é como se diante de nós se apresentassem duas estradas, dois caminhos a seguir. Ninguém, nem Deus nos obriga a ir por essa ou aquela, somos livres para escolher nosso caminho e a opção feita é inteiramente responsabilidade nossa. Somos livres até mesmo para errar; até para pecar, se bem que ao escolher o pecado nos tornamos escravos dele.
As estradas propostas são divergentes e levam a destinos longínquos entre si. Uma conduz a porta estreita, outra ao caminho largo da perdição. (cf. Mt 7,13-14). Ao longo da jornada estes caminhos se interligam; é possível passar de um a outro a qualquer tempo. Se escolhemos o caminho errado, percebemos o erro e resolvemos mudar, podemos tomar a trilha que leva ao outro caminho e desta vez na estrada certa continuar a caminhada. Por outro lado, ao estar no rumo certo, nos momento de indecisão, dúvida, ou abalos, não poucos enveredam por outros caminhos e acabam se dirigindo a perdição.
Portanto, enquanto caminhamos não temos certeza de nada. Assim, por nossos méritos nada podemos afirmar a respeito de salvação ou condenação. A certeza da salvação não existe enquanto não se chega ao fim do caminho, até porque a pretensa certeza da salvação por si só é um grande perigo, pois essa pretensão leva ao descuido e isso é causa de queda para muitos (Orar e vigiar...). Da mesma forma jamais podemos dizer que este ou aquele está irremediavelmente perdido, pois a conversão pode ocorrer no último instante e só Deus sonda e conhece os corações (Ainda hoje estarás comigo no paraíso...).
Sendo assim se quisermos prosseguir no rumo que leva à porta estreita, caminho difícil e muitas vezes pedregoso, cheio de dificuldades, não podemos fazê-lo sozinhos; esse caminhar só é possível de mãos dadas com Jesus, guiados pelo Espírito Santo rumo ao Pai. Sós, a estrada se nos apresenta tortuosa e com montanhas que nos parecem intransponíveis; com Jesus a estrada se apresenta reta e os montes são aplainados, toda dificuldade do caminho se extingue e o caminhar se faz com alegria, pois o Senhor vela pelo nosso caminho.
Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.
Ele é como a árvore plantada na margem das correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende prospera.
Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.
Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.
Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.”(Salmo 1)
Eis nesse salmo a inevitável dicotomia bem e mal, pecado e virtude, justiça e iniquidade. Nossa vida se apresenta assim mesmo, ser ou não ser, ir ou não ir. Nossa vida é feita de escolhas e dependendo da opção feita, caminhamos firme ou tropeçamos. Assim sendo, é como se diante de nós se apresentassem duas estradas, dois caminhos a seguir. Ninguém, nem Deus nos obriga a ir por essa ou aquela, somos livres para escolher nosso caminho e a opção feita é inteiramente responsabilidade nossa. Somos livres até mesmo para errar; até para pecar, se bem que ao escolher o pecado nos tornamos escravos dele.
As estradas propostas são divergentes e levam a destinos longínquos entre si. Uma conduz a porta estreita, outra ao caminho largo da perdição. (cf. Mt 7,13-14). Ao longo da jornada estes caminhos se interligam; é possível passar de um a outro a qualquer tempo. Se escolhemos o caminho errado, percebemos o erro e resolvemos mudar, podemos tomar a trilha que leva ao outro caminho e desta vez na estrada certa continuar a caminhada. Por outro lado, ao estar no rumo certo, nos momento de indecisão, dúvida, ou abalos, não poucos enveredam por outros caminhos e acabam se dirigindo a perdição.
Portanto, enquanto caminhamos não temos certeza de nada. Assim, por nossos méritos nada podemos afirmar a respeito de salvação ou condenação. A certeza da salvação não existe enquanto não se chega ao fim do caminho, até porque a pretensa certeza da salvação por si só é um grande perigo, pois essa pretensão leva ao descuido e isso é causa de queda para muitos (Orar e vigiar...). Da mesma forma jamais podemos dizer que este ou aquele está irremediavelmente perdido, pois a conversão pode ocorrer no último instante e só Deus sonda e conhece os corações (Ainda hoje estarás comigo no paraíso...).
Sendo assim se quisermos prosseguir no rumo que leva à porta estreita, caminho difícil e muitas vezes pedregoso, cheio de dificuldades, não podemos fazê-lo sozinhos; esse caminhar só é possível de mãos dadas com Jesus, guiados pelo Espírito Santo rumo ao Pai. Sós, a estrada se nos apresenta tortuosa e com montanhas que nos parecem intransponíveis; com Jesus a estrada se apresenta reta e os montes são aplainados, toda dificuldade do caminho se extingue e o caminhar se faz com alegria, pois o Senhor vela pelo nosso caminho.
domingo, 13 de setembro de 2009
Ao Pé da Cruz

Ao pé da cruz de Jesus estavam João, Maria e outras mulheres piedosas. Onde estavam os demais? Onde estavam Pedro, Tomé e os outros apóstolos? Todos haviam abandonado Jesus. O abandonaram por medo, haviam fugido. Não que o rejeitassem, mas tiveram medo das conseqüências de segui-lo até o fim e fugiram. Eles não tinham idéia da dimensão do amor de Jesus por eles; se soubessem o quanto Jesus os amava não teriam fugido. Estariam com João e Maria aos pés da cruz, porque só permanece junto a cruz aquele que se sente amado.
Do alto da cruz Jesus nos deu Maria como mãe. Jesus naquele momento consagrava toda a humanidade – representada por João – a Maria. Por isso todos devemos venerar Maria como Nossa Senhora. Todo cristão consciente deveria ao menos amar e respeitar Maria. Se todo cristão, católico ou protestante, diz com razão, que o sangue de Jesus tem poder, temos que reconhecer que o sangue de Jesus é tão somente o sangue de Maria. Não podemos esquecer que Jesus não teve pai humano, foi concebido no ventre virginal de Maria pelo poder do Espírito Santo, sem interferência de homem algum. Humanamente falando a carne de Jesus é a carne de Maria, o coração de Jesus é o coração de Maria, o sangue de Jesus é o sangue de Maria! Contudo Maria não se aborrece, não se incomoda e nem se importa se às vezes nos esquecemos dela. O que verdadeiramente a entristece e ver-nos esquecer e afastarmo-nos de seu filho. Ao olharmos Maria – uma imagem dela, por exemplo – com os olhos da fé, devemos enxergar Jesus; se não for assim, não haverá sentido algum e então ela se entristecerá. Sabemos que Maria não faz milagres, não cura, não salva, não liberta. Não tem poder, pois todo poder vem de Jesus e o milagre só pode ser realizado por Deus. Mas Maria tem a força da intercessão; ela intercede por nós o tempo todo.
Ainda a respeito de Maria: “A delicada mãe de Cristo sabe ensinar melhor que ninguém, pelo exemplo da prática, como devemos conhecer, amar e louvar a Deus. Tal e tanta honra se encerra na denominação de Mãe de Deus que ninguém pode falar coisas maiores, ainda que tenham tantas línguas como há flores na terra, estrelas no céu e areia no mar.” Quem disse? Simplesmente, Lutero.
Lendo os versículos 28 a 30 de João 19, vemos Jesus com sede e seus algozes lhe dando vinagre a beber. Em Mt 27,34 e Mc 15,23, oferecem a Jesus uma mistura de vinho e mirra e ele não aceita. Aí, as circunstancias eram outras; Jesus ainda não estava na cruz e esta bebida era oferecida para que o condenado ficasse entorpecido e até facilitasse a fixação na cruz. Jesus se negou a beber, porque era necessário que ele estivesse sóbrio para sentir na própria carne todas as dores do mundo. Mais adiante em Mt 27 e Mc 15, assim como lemos em Jo 19, Jesus, agora agonizante na cruz, teve sede e lhe oferecem vinagre – o que certamente lhe aumentaria a sequiosidade por água – e ele não rejeitou. Porque? Porque ele estava disposto a sofrer o máximo possível para nossa redenção. Entenderam aí o sentido do sacrifício e a profundidade da entrega de Jesus por nós?
Na cruz Jesus teve sede e lhe deram vinagre. Agora ele nos diz que tem sede e o que temos para dar? O vinagre da ingratidão, da indiferença, da desobediência, o vinagre do pecado? Jesus pede água pura para que ele possa transforma-la em vinho; vinho novo para nossa purificação. Ele quer nosso coração renovado como um odre novo, para que ele possa enche-lo com o vinho novo. Jesus nos quer renovados no seu amor, pela ação do Espírito Santo. Andávamos nas trevas subjugados pelo pecado, mas Jesus nos resgatou da escuridão ao sentir nossas dores, carregar nossos fardos e derramar seu sangue na cruz. Coloquemo-nos sob a cruz e entreguemos a Jesus nosso coração.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Eminência de Cristo

Para ele foram feitas todas as coisas. Ele que existe desde sempre, junto ao Espírito, consubstancial ao Pai, partícipe e também autor da Criação; existente antes de todas as coisas, todas as coisas subsistem nele. Ele é o principio, meio, fim. Alfa e ômega, estrela da manhã, sol radiante da justiça, príncipe da paz.
Nele e para ele foram feitas todas as coisas nos céus e na terra. Tudo foi criado pelo Verbo; as coisas visíveis e invisíveis; o céu, a terra, o mar; plantas e animais; os seres humanos e os seres angelicais; toda criação, porque aprouve habitar nele a plenitude de todas as coisas.
Porque nele habita a plenitude dos dons e da graça, assumiu também nossa humanidade. Assim o Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós para reconciliar consigo todos os homens. Reconciliação essa através de seu sacrifício, o derradeiro sacrifício conciliatório. Portanto, por intermédio dele ao preço do seu sangue, aprouve Deus reconciliar consigo toda a humanidade decaída, restabelecendo a paz a tudo que existe no céu e na terra.
“Sendo vós noutro tempo estranhos e inimigos de coração pelas más obras, agora por certo vos reconciliou no corpo de sua carne, pela morte, para vos apresentar santos e imaculados e irrepreensíveis diante dele. Para tanto é necessário perseverar na fé, firmes e inabaláveis na esperança que é dada pelo evangelho que vos foi anunciado”.(Epistola aos Colossenses, cap. 1, vv. 21 a 23).
Nele e para ele foram feitas todas as coisas nos céus e na terra. Tudo foi criado pelo Verbo; as coisas visíveis e invisíveis; o céu, a terra, o mar; plantas e animais; os seres humanos e os seres angelicais; toda criação, porque aprouve habitar nele a plenitude de todas as coisas.
Porque nele habita a plenitude dos dons e da graça, assumiu também nossa humanidade. Assim o Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós para reconciliar consigo todos os homens. Reconciliação essa através de seu sacrifício, o derradeiro sacrifício conciliatório. Portanto, por intermédio dele ao preço do seu sangue, aprouve Deus reconciliar consigo toda a humanidade decaída, restabelecendo a paz a tudo que existe no céu e na terra.
“Sendo vós noutro tempo estranhos e inimigos de coração pelas más obras, agora por certo vos reconciliou no corpo de sua carne, pela morte, para vos apresentar santos e imaculados e irrepreensíveis diante dele. Para tanto é necessário perseverar na fé, firmes e inabaláveis na esperança que é dada pelo evangelho que vos foi anunciado”.(Epistola aos Colossenses, cap. 1, vv. 21 a 23).
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Vocação à missão
Na leitura do último domingo (ontem, dia 30) vimos a contestação dos fariseus que se escandalizam pelo fato dos apóstolos não praticarem as purificações rituais que lhes eram tão caras.
A resposta de Jesus é emblemática. Ele faz incidir a atenção do exterior ao coração do homem; lança um golpe mortal sobre a tendência a uma atitude religiosa de fachada, ao desejo atual de aparecer e de parecer o que não se é, condenando a hipocrisia e o farisaísmo.
Em nosso tempo esta tendência permanece atual. Quantas pessoas caem em descrédito, simplesmente porque no agir contradizem diretamente o que pregam? São políticos que nunca cumprem o que prometeram, falsos amigos que decepcionam a confiança depositada, ou juras de amor que acabam no vazio.
Ao mesmo tempo vivemos o mundo do controle da qualidade. Fala-se da geração saúde, dos alimentos naturais, orgânicos. A preocupação com o meio ambiente é o grito do momento, e as iniciativas ecológicas surgem com toda força. Fala-se da preservação das florestas, do respeito aos mananciais, da desconfiança frente aos alimentos transgênicos, de uma responsabilidade ecológica por parte das empresas. Tais preocupações são realmente justas e deveriam levar a sociedade a rever seus comportamentos frente a natureza.
Em contrapartida, a preocupação pelo que se passa no coração do homem vai na ordem inversa. Assistimos ao aniquilamento de valores primários que vão comprometendo a vida humana, lançando sombras sobre a família e as relações interpessoais. É o mundo do relativismo, da perda do sentido do sagrado, do culto ao prazer, do individualismo, onde cada um quer ser a referencia única da verdade, onde o homem quer ser a medida de todas as coisas.
Ao longo do mês de agosto, dedicado as missões, meditamos sobre a importância do chamado à santidade, compromisso inerente do nosso batismo.
Do folheto A Missa – Arquidiocese do Rio de Janeiro.
A resposta de Jesus é emblemática. Ele faz incidir a atenção do exterior ao coração do homem; lança um golpe mortal sobre a tendência a uma atitude religiosa de fachada, ao desejo atual de aparecer e de parecer o que não se é, condenando a hipocrisia e o farisaísmo.
Em nosso tempo esta tendência permanece atual. Quantas pessoas caem em descrédito, simplesmente porque no agir contradizem diretamente o que pregam? São políticos que nunca cumprem o que prometeram, falsos amigos que decepcionam a confiança depositada, ou juras de amor que acabam no vazio.
Ao mesmo tempo vivemos o mundo do controle da qualidade. Fala-se da geração saúde, dos alimentos naturais, orgânicos. A preocupação com o meio ambiente é o grito do momento, e as iniciativas ecológicas surgem com toda força. Fala-se da preservação das florestas, do respeito aos mananciais, da desconfiança frente aos alimentos transgênicos, de uma responsabilidade ecológica por parte das empresas. Tais preocupações são realmente justas e deveriam levar a sociedade a rever seus comportamentos frente a natureza.
Em contrapartida, a preocupação pelo que se passa no coração do homem vai na ordem inversa. Assistimos ao aniquilamento de valores primários que vão comprometendo a vida humana, lançando sombras sobre a família e as relações interpessoais. É o mundo do relativismo, da perda do sentido do sagrado, do culto ao prazer, do individualismo, onde cada um quer ser a referencia única da verdade, onde o homem quer ser a medida de todas as coisas.
Ao longo do mês de agosto, dedicado as missões, meditamos sobre a importância do chamado à santidade, compromisso inerente do nosso batismo.
Do folheto A Missa – Arquidiocese do Rio de Janeiro.
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