sexta-feira, 17 de março de 2017

A PENITÊNCIA E SUAS RAZÕES


Numa sociedade que cria os seus filhos sem limites e como "crianças mimadas", fica realmente muito difícil entender o porquê de se fazer penitência.
Neste episódio de "A Resposta Católica", Padre Paulo Ricardo fala sobre as formas de mortificação e explica, a partir dessa imagem comum do contexto familiar, como podemos educar o nosso corpo para crescermos na vida em Deus.
O corpo humano pode ser comparado a uma criança mimada, aquela que deseja ter todas as suas vontades satisfeitas e, mesmo que isso ocorra, ela ainda é irritadiça, preguiçosa e indolente. Assim é o ser humano, assim é o corpo humano.
Quanto mais come, mais letárgico fica; quanto mais dorme, mais sono tem; e assim por diante. Trata-se da primeira consequência do pecado original, da mãe de todas as doenças: a filáucia, que pode ser definida como o amor de si contra si e cujo lema é “foge da dor, busca o prazer".
Esse lema está muito presente na sociedade moderna, que incentiva a busca desenfreada pelo prazer, pela satisfação de todos os desejos, representado pela “liberdade". Enquanto isso, o ser humano se torna cada vez mais vazio e menos resistente à dor. Não suporta ser contrariado e se desestrutura quando perde algo ou alguém. Pudera, não foi ensinado a isso, não exercitou a moderação, não praticou a ascese e a disciplina.

O tempo da Quaresma está chegando. A Igreja ensina e estimula o católico a praticar o jejum, a oração e a esmola. Essas três formas de penitência são um remédio para o combate das doenças espirituais, sendo que o jejum auxilia no combate à gula, a oração no combate ao orgulho e à soberba, e a esmola no combate à avareza. São exercícios que, se feitos com seriedade, têm a capacidade de arrancar o cristão católico das garras do relativismo que domina o mundo atualmente.

(Pe. Paulo Ricardo)

sexta-feira, 10 de março de 2017

As Armas de um Ministeriado


“Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito.” (I Cor 12, 12-13)
Cada pessoa tem sua personalidade e sua forma de pensar e agir em determinadas situações. Cada pessoa tem uma vocação, dons, capacidades, muitas vezes, específicas. Cada pessoa tem afinidades e gostos pessoais. Mas mesmo com tantas particularidades existe algo que nos é comum: somos filhos de Deus e chamados a viver o amor entre os irmãos como o próprio Cristo nos amou primeiro. (cf. Jo 15, 12)
Amar o outro e partilhar com ele a vida com o objetivo de alcançar a Deus, nos faz unirmos a nossa fé em Grupos de Oração para, juntos, vencermos as adversidades e nos tornarmos mais fortes diante do objetivo maior: o céu.
Vivendo em grupos, formados a partir de muitos membros, estes por sua vez bem diferentes, com posicionamentos, pensamentos e ações distantes e por vezes contraditórias, gera em nós a necessidade de buscar em Deus armas para a vivência cotidiana do Ministério. O servir não é um ‘peso’ ou uma demonstração de sofrimento, mas sim um testemunho para que outras pessoas busquem a Deus a partir da nossa própria doação.
Assim, diante dos enfrentamentos diários que temos a tantos contextos a que estamos inseridos, Deus nos apresenta armas para vivermos o nosso ministério (Cf. 6, 13-18):
A primeira arma que Deus nos apresenta em sua Palavra é a Verdade. Precisamos falar e viver a verdade em nosso cotidiano, que, em dadas situações, pode ser dolorosa, mas necessária para o crescimento espiritual de si mesmo e dos irmãos. A falta de verdade nos afasta de Deus que é “Caminho, Verdade e Vida” (cf. Jo 14,6) e nos leva a caminharmos sozinhos, desarmados e sem vigilância diante das ciladas do inimigo de Deus.
A Justiça é a segunda arma que Deus nos mostra para a boa vivência no ministério a que Ele nos chamou. Não há como ser misericordioso sendo injusto, e também não há como merecer o Reino dos Céus sem viver a justiça (cf. Mt 5, 10). Se errou, perdoe. Se erraram contra ti, não julgue, mas procure sempre o diálogo. Não se deixe enganar pela fofoca ou por críticas sem fundamentação, bem como não permita que barreiras sejam criadas por pensamentos diferentes ou mesmo baixa afinidade pessoal.
A terceira arma apresentada por Deus a nós é a Prontidão. Um ministeriado deve sempre estar pronto a servir.  Sua disposição está no amor que gera obediência. Devemos assumir nossos postos e nos manter abastecidos e de malas prontas à missão que nos espera. Para termos prontidão é preciso aprender sempre a ser prevenido e vigilante (Mt 24, 42), para que, quando for solicitada a nós uma missão, estarmos prontos para a vitória, que não significa humanamente dar sim para todas as missões, mas buscar ouvir de Deus o chamado.
Sendo verdadeiro, justo e pronto para a batalha, a próxima arma que temos de ter é a fé. Ela é o escudo que nos defenderá de nós mesmos e do inimigo. É preciso perceber que Deus é o centro de nossa missão, assim não somos os ‘donos’ da messe, mas simples servos, que por amor obedecem e fazem frutificar. A fé é como o combustível que nos faz lutar até o fim, bem como levantar ao cair e gritar por socorro quando assim precisar.
Por fim é preciso de duas grandes armas: “O capacete da salvação e a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”. Sem a vivência espiritual e dos direcionamentos de Deus não é possível uma missão ter sucesso. O ministeriado precisa se alimentar cotidianamente da fonte de toda a força. Seja para protegê-lo como um capacete ou para o ataque como uma espada, o Espírito Santo deve ser o guia de cada uma de suas ações. A leitura de Palavra de Deus, o Santo Terço, a Eucaristia, a Confissão, a Oração Pessoal, o Jejum, a Adoração e o Grupo de Oração semanal são exemplos práticos de como abastecer-se desta força para a batalha.
É preciso perceber que a maior de nossas armas está justamente na mudança de ordem das letras da palavra “arma” - “amar”. É preciso que amemos uns aos outros (cf. Jo 15, 17), pelo amor encontraremos o caminho da boa vivência e do sucesso na vida e em cada missão.

Eder Machado- Grupo de Oração Cristo é Deus – Caucaia (CE)

Coordenador Estadual do Ministério de Comunicação Social da RCC Ceará

sábado, 4 de março de 2017

O Espírito descerá sobre ti


O "século da Igreja", como foi muitas vezes definido o século XX, já se iniciará sob o signo de uma necessidade: o desejo da presença criadora e libertadora do Espírito Santo.[1]
Em 9 de maio de 1897, o Papa Leão XIII publicou a Encíclica Divinum Illud Munus, sobre o Espírito Santo, "lamentando que o Espírito Santo fosse pouco conhecido e apreciado, concita o povo a uma devoção ao Espírito.
Passadas algumas décadas e convocado solenemente no dia 25 de dezembro de 1961, através da Constituição Apostólica Humanae Salutis, a vida da Igreja contemporânea ficará profundamente marcada pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).
Teve o Concílio o mérito de recolher e direcionar vozes proféticas do século XIX, que buscaram redescobrir a integridade e o ministério da Igreja, bem como movimentos na primeira metade do século XX, entre eles: Movimento Litúrgico, Movimento Bíblico, Movimento Ecumênico, etc., e que traziam um desejo comum: "renovar a vida da Igreja e dos batizados a partir de um retorno às origens cristãs".[2] Para seu promotor, o Papa João XXIII, o Concílio deveria ser uma "abertura de janelas" para que um "ar novo e fresco" renovasse a Igreja.
Depois de quatro etapas conciliares, o Papa Paulo VI encerrou o Concílio Ecumênico Vaticano II em uma cerimônia ao ar livre, na Praça de São Pedro, no dia 8 de dezembro de 1965.
Tendo também sido qualificado como o Concílio do Espírito Santo, "O Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes como o mesmo João XXIII havia desejado e ardentemente pedido” e, embora a dimensão carismática jamais deixasse de existir na realidade e na consciência eclesial, sobretudo na Lumen Gentium, em seu primeiro capítulo, o Vaticano II nos torna manifesto esta realidade não como algo secundário, mas como fundamental. Segundo este documento a Igreja é intrinsecamente carismática.
Não se havia passado um ano sequer ao término do Concílio, quando em 1966 começou a despontar o fenômeno religioso chamado Renovação Carismática. Não sendo, pois, um acontecimento isolado, podemos localizar a Renovação Carismática como um dos desdobramentos da evolução da espiritualidade pós-conciliar. A Renovação Carismática Católica, ou o Pentecostalismo Católico, como foi inicialmente conhecida, teve origem com um retiro espiritual realizado nos dias 17-19 de fevereiro de 1967, na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA).
Na perspectiva do Cardeal Suenens, João XXIII estava consciente de que a Igreja necessitava de um novo pentecostes e acrescenta: “Agora, olhando para trás, podemos dizer que o concílio, indicando a sua fé no carisma, fez um gesto profético e preparou os cristãos para acolher a Renovação Carismática que está se espalhando por todos os cinco continentes”.[3]
A Renovação Carismática apareceu na Igreja Católica no momento em que se começava a procurar caminhos para pôr em prática a renovação da Igreja, desejada, ordenada e inaugurada pelo Concílio Vaticano II.
Pentecostes não é da RCC, mas fomos chamados a colocar em destaque esta graça. Quando Deus chama uma expressão, Ele a dota de uma especificidade que precisa ser exercitada para que haja coerência com o querer de Deus. Quando fugimos disso, perdemos a razão de ser como o sal que perde o sabor. Se vivermos fiéis a esta vocação nossa cidadania cristã será completa. Não podemos, pois, fazer de conta que somos carismáticos, e vivermos na alternativa, na superficialidade. No entanto, se formos fiéis a esta vocação aí sim haverá sentido em orarmos em línguas, falarmos em profecia, porque conhecemos e experienciamos aquilo que dá consistência a todas estas coisas.
A experiência do BES dá sentido, dá-nos a razão de ser. É uma experiência fundante. Quando nossos Grupos de Oração saem desta visão, passam a ser um grupo de reza, uma reunião de partilha, e não foi para isso que fomos chamados, embora sejam coisas boas. Para sermos testemunhas eficazes de Jesus nos tempos de hoje, precisamos desta experiência; para aqueles que não a tiveram, a descoberta maravilhosa deste Deus; para os que já a tiveram, uma repleção. Esta experiência não nos dá um poder de glamour, mas um poder espiritual para testemunhar Jesus Cristo, mesmo preso e chagado. Testemunhá-lo com poder é nosso papel. O Espírito que vem em Pentecostes é para todos, sem distinção de pessoas. Não vem só uma vez, mas no próprio Livro dos Atos dos Apóstolos há várias efusões do Espírito. Há pessoas com resistências para com esta experiência, há outros que acham que já a tiveram e na verdade não.
Precisamos interceder para que este Espírito apareça e aja em nós de forma visível. A experiência de Pentecostes não se esgota naquela primeira experiência pessoal. O Senhor quer nos dar mais Espírito Santo. “O mundo precisa de santos e vós sois tanto mais santos quanto mais deixardes que o Espírito Santo vos configure à Pessoa de Jesus Cristo. Eis o segredo da efusão do Espírito, caminho de crescimento proposto por vossos Grupos de Oração e vossas comunidades” (Papa João Paulo II). Para ter mais Jesus Cristo é preciso ter mais Espírito Santo.
Desejamos olhar para a Virgem Maria e aprender dela a docilidade ao Espírito Santo. Sabemos que, na justa medida, nós também queremos fazer com que Jesus nasça no coração das pessoas, pela Evangelização. Para tanto, sabendo que a graça concedida à Renovação Carismática Católica é que sejamos “apóstolos do Batismo no Espírito Santo”, buscamos a fidelidade à recomendação do Papa Francisco, de que levemos adiante este apostolado, para o bem da Igreja.
O Jubileu de Ouro da Renovação Carismática Católica, a ser celebrado em Roma, junto com o Papa Francisco, na Solenidade de Pentecostes deste ano de 2017, tem conduzido nossa reflexão e nossa oração na direção de “Um novo Pentecostes para uma nova Evangelização”. A Virgem Maria, com sua docilidade aos planos de Deus, acolheu o dom do Espírito Santo para a Encarnação do Verbo, esteve de pé aos pés da Cruz, acompanhou a primeira Comunidade Cristã no testemunho de Cristo Ressuscitado e esteve no Cenáculo, orando, preparando e acolhendo o dom do Espírito Santo. Por isso, para preparar a desejada renovação da graça do Pentecostes, a Renovação Carismática Católica do Brasil terá como tema deste ano de 2017 a palavra do Anjo Gabriel dirigida à Nossa Senhora: “O ESPÍRITO SANTO DESCERÁ SOBRE TI” (Lc 1, 35).
Neste ano de 2017 somos chamados, como intercessores, para interceder por toda a humanidade, pedindo a Jesus a graça do Batismo no Espírito Santo para todos.
Deus os abençoe!
Núcleo Nacional do Ministério de Intercessão


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A sua história tem um grande Autor

Existe uma forma para fazê-lo feliz mesmo que você tenha tido uma história difícil.
Quantos de nós tivemos uma infância perfeita? Quantos de nós tivemos uma família perfeita? Quantos de nós tivemos pais perfeitos? E para que ninguém se sinta excluído dessa lista de perguntas, a última é: Quantos de nós temos uma história perfeita, na qual tudo sempre deu certo?
Cada vez mais, tenho a convicção de que esse tipo de pessoa não existe. Por isso, se você teve ou tem problemas na sua história, se você tem traumas e feridas, que parecem eternas, porque não cicatrizam nunca, e se carrega dentro ou fora de si as lágrimas de um passado-presente que teimam em escorrer, afogando esperanças e felicidade, então quero dizer que você não está sozinho e, assim como você, m

uitas pessoas passam por isso agora. Mas, felizmente, existe uma forma para fazê-lo feliz mesmo que você tenha tido uma trajetória tão difícil assim.
 As cenas tristes da história
Se você tivesse a oportunidade de mudar alguma coisa na sua história, o que mudaria? Com certeza, mudaríamos muitas coisas! Quem sabe aquela pessoa não tivesse morrido? Que eu não tivesse sido rejeitado, violentado… Queria ter recebido mais amor! Enfim, você conhece bem melhor que eu as cenas tristes desse filme. Se observarmos um pouco melhor, vamos ver que, mesmo na vida de Jesus, aconteceram coisas que não foram assim muito boas. Por exemplo: lembra o que José fez no primeiro instante quando soube que Maria estava grávida? “José resolveu rejeitá-la secretamente” (Mt 1,19).
Jesus, que estava no ventre de Sua mãe, também foi rejeitado (mesmo que isso tenha passado logo do coração de José (cf. Mt 1,20). Depois, o Senhor sofreu o perigo do “infanticídio” ou mesmo de um “aborto”, pois se Herodes soubesse que Ele iria nascer e onde, certamente o teria matado (cf. Mt 2,3). E quanto ao nascimento do Senhor, nem preciso comentar! Ele viveu a pobreza, tendo que fugir para o Egito (cf. Mt 2,14); e depois de ter amado “os Seus” sem reservas (cf. Jo 13,1), foi abandonado mais uma vez. Se a sua história não foi fácil, saiba que a de Cristo também não foi.
Jesus viveu em tudo a condição humana (exceto o pecado) (cf. Hb 4, 15), isso significa que Ele sabe o que é sofrer, significa que Ele sabe o que você sente. E mais: nas cenas mais assustadoras da sua história, se você observar um pouco melhor, vai descobrir que não estava sozinho. É verdade que você não é responsável pelo que fizeram com você no seu passado, mas é responsável pelo que vai fazer com isso no seu presente e no seu futuro.
A história com final feliz
Sabe o que mais? A sua história possui um Autor (com A maiúsculo), e é o Autor quem determina como as coisas vão acontecer, como um filme, um teatro, uma novela entre outros. Ainda que durante algum tempo outros tenham roubado o lugar do “Autor”, e por isso essa história tenha começado de uma forma triste ou sombria, se você deixar o verdadeiro Autor tomar o lugar, que é d’Ele, tenha a certeza de uma coisa: esse acontecimento não vai terminar como começou, a sua história vai ter final feliz!
O filme triste, que passava na sua cabeça das lembranças e pesadelos, ao qual você assistia com os olhos abertos, precisa, como vilões e os bandidos dos filmes a que assistimos, ser preso e destruído, colocado onde não possa mais lhe fazer mal. Por isso, denuncie para o verdadeiro Autor quem são os vilões da sua história, entregue-Lhe as feridas emocionais que ainda não foram cicatrizadas, entregue-Lhe aquelas situações que estão roubando a cena da sua vida.
Não permita que as coisas ruins, que as pessoas que o machucaram ou mesmo você tomem o lugar do Autor, porque isso acabaria estragando a sua vida, a qual, mesmo com calvário e cruz, é chamada a ser uma trajetória de ressurreição. Apesar de todo sofrimento que Jesus viveu, Ele ressuscitou, exatamente porque o Pai era e é o Grande Autor da sua história. Tenha a certeza de que o mesmo Autor quer transformar, de uma vez por todas, sua vida de terror em história de final feliz.
Padre Sóstenes
Comunidade Canção Nova 




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

As imperfeições morais são pecados?


“Pode haver imperfeições morais que não sejam pecados (nem sequer pecados leves)? Estará o homem obrigado a praticar, em tudo, o que há de mais perfeito?”
Antes do mais, convém delimitar devidamente o conceito de imperfeição moral. A seguir, determinaremos as relações desta com o pecado. Por fim, à guisa de conclusão, serão formuladas algumas normas de alcance prático.
1. Que é a imperfeição moral propriamente dita?
Por «imperfeição moral» em sentido estrito entende-se o ato que, embora não viole algum preceito explícito da lei de Deus, vem a ser contradição a um conselho dado direta ou indiretamente pelo Senhor a fim de facilitar a união da alma com Deus; seria a prática de um bem menor, com rejeição consciente de um bem maior.
Em outros termos: designa-se como imperfeição moral o ato de vontade pelo qual determinada pessoa, podendo escolher entre dois alvitres, honestos ambos, mas de valor desigual, opta deliberadamente pela solução que tal pessoa julga ser a menos perfeita do ponto de vista moral. — Não vêm ao caso, portanto, as pequenas faltas que escapam à deliberação do agente, por mais virtuoso que seja; ficam involuntárias e subtraídas à responsabilidade do sujeito (a menos que este deliberadamente dê ocasião remota a tais ímpetos da natureza).
Eis alguns exemplos assaz significativos:
Um jovem estudante, sequioso do bem, mas um tanto leviano, viu-se certa vez em situação penosa da sua vida; resolveu então durante nove dias consecutivos assistir à S. Missa celebrada na capela mesma de sua escola, ora antes, ora depois das aulas. Uma vez terminados esses exercícios de piedade, verificou que não lhe haviam prejudicado o cumprimento dos deveres de estado. Em consequência, surgiu-lhe espontaneamente no espírito, ávido de bem, uma perspectiva nova, que o começou a torturar: poderia continuar a participar diariamente da Missa, à semelhança de tais e tais colegas que o faziam sem negligenciar suas obrigações profissionais. Não indo à Missa, dedicava os três quartos de hora respectivos a leituras ilustrativas — leituras que ele poderia dispensar ou que, com um pouco de generosidade, procurando distribuir melhor o tempo, poderia fazer em outro período do dia. Em última análise, punha-se-lhe o dilema: «maior generosidade» ou «menor generosidade» no serviço de Deus?… «Mais perfeição» ou «menos perfeição» (sem que houvesse transgressão de algum preceito) no exercício da vida cristã?
Caso optasse, nas circunstâncias acima, pela não assistência à Missa fora dos dias de preceito, o jovem teria cometido um ato dos que chamamos acima «imperfeição moral». Não está claro que tal imperfeição seria também um pecado. Por isto interessa-nos neste artigo indagar se haveria pecado ou não no ato de recusa do jovem.
Outro exemplo: Ludovico costuma conceder a si mesmo pequemos prazeres desnecessários, como o uso de fumo, refrescos especiais, conversas demasiadamente prolongadas… Em- determinada ocasião da vida, ele percebe que a renúncia a tais concessões lhe daria mais liberdade e vigor espiritual para procurar a Deus; passa então a experimentar continuamente o chamado da graça que o convida a mudar de regime. É assim que se põe em sua alma o dilema: «bem maior» ou «bem menor» na caminhada para Deus? Dado que não se renda ao convite, cometerá uma «imperfeição moral». Será isso um pecado?
Assim exposto o conceito de «imperfeição moral», vejamos -como se relaciona com o pecado.
2. Imperfeição moral e pecado
O assunto tem sido ardorosamente estudado pelos teólogos, ficando até hoje aberta a questão. Há, sim, autores que distinguem claramente entre imperfeição moral e pecado, julgando que aquela possa ocorrer sem culpa do sujeito respectivo. Neste caso, a pessoa se deveria arrepender sinceramente de suas imperfeições, repudiando-as por serem entraves à ação da graça na alma, mas não as deveria acusar em confissão sacramental, pois, não sendo pecados, não constituiriam matéria para absolvição. A imperfeição seria um ato defeituoso, não, porém, pecaminoso. — O primeiro autor que haja sustentado esta sentença parece ser o teólogo João de Lugo, professor de Moral no Colégio Romano de 1620 a 1641 (cf. «De paenitentia», disp. III, sect I Ti” 9s).
Outros teólogos, seguindo um ensinamento mais tradicional, afirmam que toda imperfeição consciente e voluntária (como acima descrevemos) vem a ser pecado (ao menos, leve).
Na verdade, por muito estranho que isto pareça, deve-se dizer que .as duas sentenças não se excluem; antes, completam-se mutuamente, desde que se faça o que muitas vezes se deve fazer em tais casos: uma distinção. Distinguiremos, portanto, no nosso problema entre o plano teórico, abstrato, e a linha prática, dos atos concretos.
A. Em teoria…
Consideremos a imperfeição moral em si mesma ou independentemente de quaisquer circunstâncias em que ela na realidade concreta ocorra.
Imperfeição, dizíamos, não é violação de um preceito do Senhor, mas apenas negligência de um conselho ou de uma norma que visa promover maior perfeição espiritual. Ora a execução de uma tal norma ou de um conselho ficará sempre facultativa; em si mesma nunca poderá constituir um dever; paralelamente, portanto, a sua violação por si só nunca equivalerá a um pecado. O conselho que impusesse obrigação, já deixaria de ser conselho para tornar-se preceito.
Donde se vê que, abstratamente considerada, a imperfeição moral não pode ser tida como pecado. Por si, ela ainda é um ato bom, ato concorde, sim, com a Lei de Deus; apenas se lamenta que tenha por objeto um bem exíguo, em vez de um bem maior, que o agente, se fosse mais generoso, poderia, sem dúvida, escolher. Contudo o «bem menor» não pode ser confundido com o «mal», como o «menos branco» não chega a ser «negro», nem o «menos quente» chega a ser «frio».
Consequentemente, dever-se-á dizer: em teoria, ou abstratamente falando, não peca o estudante que, voluntariamente, deixa de, assistir à S. Missa em dia de semana para se dedicar entrementes a leituras ilustrativas ou mesmo a práticas esportivas moralmente lícitas.
Contudo é de notar que na realidade prática não existem atos abstratos, independentes de circunstâncias concretas que inevitavelmente vão influir na qualificação moral da conduta humana.
Por isto faz-se mister voltemos agora a nossa atenção para outro aspecto da questão.
B. Na prática…
Todo ato humano (consciente e deliberado) é inspirado por determinada intenção do respectivo agente, que, assim agindo, visa atingir tal ou tal objetivo preciso.
Ora a intenção do agente é, sempre e necessàriamente, ou boa ou má, do ponto de vista moral; em outros termos, a intenção do agente, em todo e qualquer caso, está necessariamente voltada para um objetivo que, em última análise, ou é conforme à Lei de Deus ou contradiz a esta (todo homem age sempre, direta ou indiretamente, em vista do último Fim ou em vista de Deus, ensina a Ética geral).
Digamos então que alguém seja colocado diante de um conselho de perfeição espiritual… conselho que convida a fazer uma obra de maior virtude do que as que tal pessoa costuma praticar (tratar-se-ia, por exemplo, de renunciar ao fumo, a conversas supérfluas, assistir à S. Missa em dia de semana…). A pessoa assim intimada entrará em deliberação consigo mesma, a fim de proferir o seu «sim» ou o seu «não» ao convite do momento. … Se, depois de deliberar, ela puder sinceramente dizer: «É bom para mim não atender a tal conselho, pois essa omissão favorecerá o desenvolvimento normal da minha vida de amor a Deus», tal pessoa, deixando de praticar o conselho, estará realizando um ato bom, um ato de virtude; escolhendo um bem (em si mesmo) menor em vez do bem (em si mesmo) maior, tal pessoa não estará cometendo pecado; nem estará praticando um ato moralmente neutro ou indiferente, mas, sim, um ato positivamente bom, ato diretamente encaminhado para a maior união com Deus.
A esta altura, surge espontaneamente a questão: como justificar tão estranha sentença? Quais seriam os motivos pelos quais uma obra (em si mesma) menos perfeita poderia ser rejeitada em nome da própria virtude ou da maior união com Deus?

Os moralistas costumam indicar quatro razões:
1) a obra mais perfeita entraria em conflito com outra obra que, embora mais modesta, não poderia ser prejudicada, por pertencer aos deveres de estado do sujeito. Em outros termos, o conselho contrariaria a algum preceito): por exemplo, a mãe de família que só pudesse ir à S. Missa em dia de semana, abandonando seu filhinho gravemente doente em casa, em nome da virtude mesma deveria desistir de praticar o conselho de perfeição;
2) a obra mais perfeita imporia ao nosso próximo sacrifícios que a caridade exigiria lhe fossem poupados: por exemplo, uma pessoa cega que só pudesse ir à S. Missa quando acompanhada por outrem, deveria levar em conta a situação da acompanhante; eventualmente, em nome da caridade mesma, teria que renunciar à S. Missa;
3) a obra mais perfeita exigiria do sujeito sacrifícios tais que este perderia a alegria necessária à restauração de suas forças ou à expansão normal de sua vida psíquica. Em outros termos: sendo ainda principiante na vida cristã, a pessoa não aguentaria a renúncia que a obra melhor exigiria de sua parte. Tal é o caso de quem ainda precisa de suas horas de recreio (conversas, leituras, divertimentos lícitos…), porque o silêncio prolongado e o isolamento seriam mais prejudiciais do que benéficos à sua saúde mental;

4) a preocupação de seguir as obras de conselho provocaria obsessão e perturbações nervosas que entravariam a vida espiritual do sujeito. É o que se pode dar com pessoas tendentes aos escrúpulos às quais indiscriminadamente se quisesse incutir a prática do mais perfeito (facilmente perderiam o senso do equilíbrio).
Digamos, porém, que, depois de deliberar consigo, a pessoa não possa indicar algum dos motivos acima ou, em suma, algum motivo razoável para declinar o conselho. Ao contrário, ela vê claramente que a obra aconselhada, embora mortifique a natureza, muito concorreria para desenvolver a sua caridade, sem prejuízo para o próximo, sem mesmo contraindicação alguma…
No caso, como julgaria o moralista?
Omitir a obra aconselhada equivale a uma atitude desarrazoada (frequentemente mesmo, a uma atitude inspirada por negligência ou preguiça); ora comportar-se voluntariamente de maneira desarrazoada em relação a Deus é pecado…, pecado leve ou grave conforme as consequências desse comportamento desarrazoado.
Todavia não poderia alguém dizer com plena paz de espírito: «Omito a obra aconselhada, não porque nutra más intenções, mas simplesmente porque não é obra absolutamente obrigatória»? — Replicariam os moralistas que essa neutralidade seria ilusória; na verdade serviria de cobertura «honesta» ou de pretexto para o comodismo a covardia ou o egoísmo da pessoa. Em última analise, uma das leis fundamentais de todo tipo de vida (por conseguinte, também da vida cristã) é «crescer e desenvolver-se»; a vida é dinâmica, de modo que quem consente em paralisá-la, já a está sufocando; em consequência, quem voluntariamente rejeite o bem maior para praticar o bem menor sem motivo justificado,… unicamente por covardia,… está derrogando às leis de sua vida espiritual, concorrendo para atrofiá-la — o que vem a ser um ato desarrazoado ou, mais precisamente, um mal moral, um pecado.

Quem se acostuma a sufocar a voz da consciência todas as vezes- que esta indica uma obra melhor (não, porém, de preceito), arrisca-se a extinguir por completo essa voz interior assim como a ação da graça em sua alma. É de recear que o dom de Deus, sucessivamente repelido pelo cristão comodista, já não seja concedido a este; então as concupiscências tomam vulto, as paixões explodem com facilidade,.levando a alma ao pecado grave.
Em resumo: de quanto acaba de ser exposto, dever-se-á concluir que, na prática, a omissão consciente e deliberada de atos melhores (não preceituados pelo Senhor Deus, mas apenas aconselhados) em caso algum escapa a uma das seguintes classificações: «ato moralmente bom», «ato moralmente mau ou pecaminoso».
Aliás tal conclusão não constitui senão uma faceta de um princípio estabelecido por abalizados mestres da vida espiritual: na prática, todos os atos do justo (ou da alma em estado de graça) que não sejam pecados veniais, são atos meritórios.
Impõem-se agora algumas normas complementares, que o título- abaixo apresentará.
3. Ulteriores observações
3.1 Na vida cotidiana pode acontecer que não consigamos perceber com exatidão o verdadeiro motivo de nossas ações ou omissões: prudência autêntica, construtiva, ou covardia, negligência mórbida? E com efeito, difícil discernir onde termina a genuína sabedoria e onde começa o descaso. Em casos de dúvida, a alma bem intencionada optará pelo alvitre que lhe parecer mais acertado; o Senhor Deus então levará em conta a sinceridade com que essa criatura estiver procurando alcançar a perfeição.
3.2. Justamente a dificuldade que experimentamos para avaliar devidamente o motivo de nossas omissões, leva-nos a crer que cometemos imperfeições (atos pouco generosos, covardes…) não de todo conscientes e voluntárias. Essas, na medida mesma em que são indeliberadas, ficam aquém da moralidade, não podendo ser classificadas nem como atos bons nem como atos pecaminosos.
De modo geral, verifica-se que todo homem pratica muitos atos tão espontâneos que antecedem qualquer reflexão e uso da liberdade. Por estas circunstâncias, tais atos não acarretam sanção (recompensa ou pena) sobre si; propriamente «não contam» na vida moral do indivíduo. Contudo — deve-se dizer — são atos que. Embora não constituam um mal moral em si mesmos, ao menos interrompem a caminhada para a perfeição espiritual, impedem que a vida do sujeito seja inteiramente cheia, disseminam o vazio nas jornadas da pessoa. Faz-se mister, portanto, combater a ocorrência de tais atos, a fim de que não se perca alguma parcela de tempo e seja devidamente desdobrado o potencial de perfeição latente em cada personalidade. O combate será travado na medida em que a alma procurar mais e mais controlar suas ações, vencendo a concupiscência desregrada assim como a rotina espiritual. Verdade é que nem os santos conseguiram sempre evitar todos os atos indeliberados; contudo progrediram pela senda da perfeição na medida em que os foram debelando.
3.3. Procurando adquirir o pleno domínio sobre si, a alma justa estará enfrentando outro obstáculo para a perfeição: os atos tíbios ou «remissos». Estes são atos em que não está empenhado todo o vigor religioso da pessoa; processam-se como que na periferia da alma, deixando adormecida uma boa parte de suas energias sobrenaturais. K o que se dá, por exemplo, com quem possui dez talentos ou «dez graus de amor» a Deus, mas na realidade age como se tivesse apenas cinco talentos ou «cinco graus de amor»; e assim age porque é voluntariamente mole ou covarde… Os atos remissos ou tíbios dispõem ao pecado grave, pois deixam inexplorado o vigor sobrenatural da alma, acarretando-lhe uma espécie de atrofia espiritual (à semelhança do que se dá com quem tem dois braços, mas só se serve de um, talvez por estar engessado o outro; este outro, permanecendo inerte, tende a se atrofiar e perder). Como se compreende, a atrofia espiritual assim induzida permitirá o desenvolvimento de concupiscências e paixões, as quais cedo ou tarde sobrepujarão os bons hábitos, provocando faltas graves.
Destas considerações se depreende a importância da luta contra a rotina ou contra todo modo de agir superficial e tíbio.
3.4. Após o que foi dito, vê-se que resposta dar à questão: está o cristão obrigado, sob pecado, a praticar sempre o que há de mais perfeito, não lhe sendo lícito optar por um ato bom menos perfeito?
A solução se reduz aos seguintes termos: o cristão está, sim, obrigado a seguir sempre o alvitre mais perfeito (em caso contrário, sufocaria a sua vida espiritual). Observe-se, porém:
a) não se trata do mais perfeito entendido de maneira absoluta, pois este não estaria talvez proporcionado às condições individuais e às graças que Deus distribui pessoalmente a tal sujeito. Trata-se apenas do mais perfeito proporcional às possibilidades de cada indivíduo. Assim nem todos estão obrigados a abraçar o celibato por amor a Cristo, embora este gênero de vida seja em si mais perfeito do que o estado conjugal (cf. 1 Cor 7). Há casos, sem dúvida, (e numerosos) em que o mais perfeito, para tal e tal sujeito, consiste em, contrair matrimônio; na vida matrimonial então o cristão deverá manter viva a consciência de que foi chamado a praticar a perfeição ou a ser santo;) para que haja obrigação de seguir o alvitre mais perfeito é necessário outrossim que a pessoa o veja como tal, isto é, tenha certeza de que é o Espírito Santo que lhe está indicando uma obra mais perfeita a realizar. Recusar arbitrariamente a inspiração do Espírito Santo percebida com clareza, dizem bons autores, não é atitude inspirada pelo amor a Deus, nem atitude que se concilie com intenção e aspirações retas; vem a ser, antes, algo de desarrazoado ou, no caso, um pecado.
3.5. Concluindo, dir-se-á de maneira geral: na prática a alma deve lembrar-se de que o seu programa de vida consiste não somente em não recair no pecado, mas em subir constantemente para Deus… e subir em ritmo acelerado; como a pedra cai com velocidade crescente na medida em que se aproxima da terra que a atrai, assim as almas devem caminhar mais e mais rapidamente para Deus, na medida em que se aproximam do Senhor e são” atraídas por Ele.
Por conseguinte, não se preocupem as almas com demasiada casuística, indagando sutilmente quais as fronteiras entre o lícito e o ilícito, onde cessa o bem e onde começa o pecado… A vida constitui algo de dinâmico; a sua lei capital é positiva: «crescer e multiplicar- se» (cf. Gên 1,28), e não meramente negativa («não se mutilar»); quem apenas pensa em não se mutilar, sem se preocupar com o desdobramento positivo e constante de suas energias, está na verdade, ocasionando o depauperamento e a extinção de sua vida. A vitalidade ou cresce ou diminui; não pode, porém, permanecer estagnada; toda estagnação é passo para a morte. Eis o que se verifica tanto no plano da vida física como no da vida espiritual cristã. Possam as almas sequiosas do bem abrir o olho para estas verdades tão importantes, mas na prática tão pouco valorizadas!
Dom Estêvão Bettencourt (OSB) - Revista Pergunte e Responderemos.Dezembro.1961.n.48


sábado, 11 de fevereiro de 2017

LADAINHA DO LOUVOR


Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Vida, meu Amor.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Nome acima de todos os nomes.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Emanuel, Deus conosco.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Rei dos reis.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Rei da criação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Rei do universo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Senhor dos senhores.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Todo-Poderoso.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Cristo.
Louvados sejas Tu, pois Tu és Cristo, o Rei.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Cordeiro de Deus.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois és o Leão de Judá.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és as Estrela Radiosa da Manhã.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nosso Defensor e nosso Escudo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Força e nosso Cântico.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Caminho para a nossa vida.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Única Verdade.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Vida Verdadeira.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Conselheiro Admirável.

Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Príncipe da Paz.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Luz do mundo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Palavra Viva.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nosso Redentor.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Messias.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Ungido.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Santo de Israel.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Bom Pastor.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Porta do aprisco.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Senhor dos exércitos.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Rocha Eterna.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és meu Esconderijo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Salvador do mundo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Torre Fortificada.

Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és meu Refúgio na montanha.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Pão da vida.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Fonte de toda a santidade.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Água Viva.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Videira Verdadeira.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és meu Esposo, meu Criador.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Fortaleza.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nosso Libertador.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Vitória.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Salvação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Justiça;
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Sabedoria.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Santificação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Justificação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Porta.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o grande EU SOU.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o grande Sumo Sacerdote.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Pedra Angular.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Alicerce Firme.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Alegria.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Herança e nosso Cálice.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Cura e Plenitude.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Aliança.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Promessa do Pai.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Deus Eterno.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Deus Altíssimo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Cordeiro que foi imolado.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Justo Juiz.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Bálsamo de Galaad.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Guerreiro Poderoso.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Defesa.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Noivo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Paciência.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Realidade Concreta.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Providência.

(Ed. Cleofas)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Vamos louvar o Senhor?


“Nossa meditação é uma espécie de treino no louvor do Senhor. Se a felicidade da vida futura consiste em louvar a Deus, como poderemos louvá-Lo se não fomos treinados?” Santo Agostinho
Em alguns países, no início do século, quando duas pessoas se encontravam, era costume dizer: “Louvado seja Jesus Cristo!” E a outra respondia: “Para sempre seja louvado!”
Talvez não voltemos a adotar esse belo costume, mas cada um de nós é chamado a um senso e a um hábito profundo de render louvores ao Senhor durante o dia todo. Assim dizia o grande santo Agostinho: “É possível louvar a Deus ininterruptamente? Creio que sim: faz da melhor forma o que tens de fazer. E louvarás a Deus continuamente. (Santo Agostinho)”. O louvor nos coloca em sintonia com Deus.
A simples compreensão de que a vida normal do cristão consiste em louvar a Deus já nos ajudará a todos a ficarmos mais sensíveis a essa prática. Sabemos agora mais do que nunca qual é o privilégio do cristão.
Certa vez, em 2014, o Papa Francisco em uma de suas catequeses chegou a questionar: “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito!”.
Devemos rezar a Deus com todo o coração. Isso é um ato de justiça, porque Ele é grande! É nosso Deus!
O Papa ainda nos deixou uma pergunta: “Mas como vai a minha oração de louvor? Sei louvar o Senhor? Sei louvar o Senhor ou quando rezo o Glória ou rezo o Santo, o faço somente com a boca e não com todo o coração?”
Uma das experiências mais emocionantes e proveitosas que aprendi na fé, é dizer a Deus “obrigado”, também quando as coisas dão errado.
Toda vez que você perceber que agiu sem fé, na mesma hora peça perdão a Deus pela sua falta de fé, e por ter tomado das Suas mãos as rédeas de sua vida; e as entregue de novo a Ele. Deus compreende a sua fraqueza, e o perdoa, e está pronto a renovar em você o Espírito Santo; mas temos também de fazer a nossa parte, continuar lutando, sem desanimar e sem desesperar.
Podemos dizer “obrigado Senhor” mesmo quando o mundo todo está desabando ao nosso lado. Por quê?
Porque Deus é todo poderoso, Pai amoroso, e sustenta o mundo em suas mãos, e tem o comando da minha vida. Deus não pode nos abençoar se ao invés de confiar Nele ficarmos nervosos, lamuriando, xingando, ou até quem sabe revoltados contra Ele pelo que aconteceu. É claro que nesta hora o demônio vai soprar no seu ouvido algo assim: “está vendo, Deus não ama você de jeito nenhum; se o amasse não deixaria isto acontecer com você!”. Quando você louva a Deus neste momento, você dá um tapa na cara do tentador e ele se vai.
Mesmo na dor mais profunda, mesmo na perda mais dramática, diga a Deus “obrigado Senhor” por tudo isto, por mais absurdo que possa lhe parecer. Se você fizer esta experiência na fé, verá Deus agir em sua vida poderosamente.
Ele manda “dai graças em tudo”, exatamente por aquilo que está “doendo” agora dentro de você.
Quando louvamos a Deus no sofrimento não estamos exaltando o mal e nem mesmo querendo dizer que Deus possa ser seu autor ou que nos queira ver sofrer; nada disso, apenas confiamos que se Ele permitiu que esse mal acontecesse conosco – e que não foi causado por Ele – é porque Ele saberá tirar daí um bem maior.
Que todos nós sejamos profundamente abençoados com um novo desejo e determinação de louvar a Deus.
Deixamos aqui um convite. Que tal fazer uma viagem pela sua vida e resgatar os tantos motivos que tem para louvar a Deus no dia de hoje.
Vamos louvar a Deus?