sexta-feira, 25 de junho de 2021
Mt 18,23-35 – O PERDÃO
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Jdt 2,1-6 – FÚRIA DO INIMIGO
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Ez 45,1-4 – Oferta a Deus
sexta-feira, 4 de junho de 2021
ISAIAS 11,1-10 – O REINO DO MESSIAS
sábado, 29 de maio de 2021
Lc 12,13-21 – O HOMEM RICO
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A |
parábola do homem rico demonstra que a
verdadeira riqueza não consiste em ser rico diante dos homens, mas sim rico ao
olhos de Deus. A verdadeira riqueza não é o acumulo de bens materiais, é a
abundancia dos bens espirituais, das graças concedidas por Deus. Isto não
significa que Deus não gosta das pessoas ricas, até porque há pessoas muito
ricas que têm um coração puro, que são extremamente generosas, caridosas, que
sabem partilhar sua riqueza, assim como há pessoas pobres que têm o coração de
pedra. O que Deus não quer, o que Deus não gosta, o que Deus abomina é a
ganância, a ambição desmedida, desenfreada, a avareza, o acumulo exagerado de
riquezas para usufruto pessoal, egoisticamente. A riqueza é para ser
partilhada, usufruída de maneira solidária.
Um bom exemplo de acumulo exagerado de coisas, temos nas
formigas. As formigas trabalham a vida inteira estocando comida para dezenas de
anos e vivem apenas algumas semanas. E há pessoas que são como formigas!
Trabalham somente para acumular riquezas. Uma mulher muito famosa possuía três
mil pares de sapatos! Se ela calçasse um par a cada dia, levaria de sete a oito
anos para usar todos. Barcos, iates de luxo, são vendidos por mais de um milhão
de dólares; se existe quem venda, há quem compre. Estes são exemplos de
desperdício de dinheiro, de ostentação despropositada, de demonstração insana
de riqueza. Isto Deus não quer, Deus não gosta. Se este dinheiro fosse usado de
forma correta, poderia salvar a vida de milhares de crianças que morrem de fome
na África, na Índia e mesmo no Brasil.
Relendo os versículos 13 e 14 vemos um homem pedindo a
Jesus que faça que seu irmão divida com ele sua fortuna. Um ganancioso e outro
avarento. Jesus não atende seu pedido. Jesus não é juiz de causas humanas, de
nossas demandas, Jesus é o justo juiz de nossas almas. Em outra passagem do
Evangelho diz Jesus que tudo que pedirmos ao Pai em seu nome, Ele, o Pai nos
dará. Porém, de acordo com o que lemos, há uma condição para isso: só se deve
pedir em nome de Jesus, o que é justo, o que é pertinente ao Evangelho. Salomão
pediu sabedoria e ganhou tudo. Muito jovem, ele foi colocado a frente do seu
povo como rei. Em vez de pedir a Deus que seus inimigos fossem aniquilados, em
vez de pedir força, poder, riqueza, Salomão pediu simplesmente sabedoria para
conduzir seu povo. Em resposta, Deus lhe deu sabedoria e tudo o mais. Salomão
foi o rei mais poderoso e rico de seu tempo. Em seu reinado, Israel
experimentou o período de maior prosperidade e paz. Buscai primeiro o reino de
Deus e sua justiça e tudo mais vos será acrescentado.
Devemos pedir um coração santo, um coração adorador, um
coração manso e humilde como o coração de Jesus. Infelizmente há pessoas que ao
invés do reino de Deus, buscam o reino dos homens, a riqueza dos homens. Adoram
o dinheiro, ao invés do verdadeiro Deus. Idolatram o talão de cheques, o cartão
de crédito, a casa bonita, o carro novo. Trabalham 12 a 15 horas por dia, não
para seu sustento, para ganhar o pão de cada dia, mas para juntar dinheiro e
mais dinheiro; são como formigas. Desse modo negligenciam a família, em Deus
nem pensar, pois seu deus é o dinheiro. O resultado muitas vezes são filhos
drogados, prostituídos, adultério, divórcio, tragédias: pais matando filhos,
filhos matando pais. O livro do Eclesiastes nos adverte: reparti suas riquezas,
pois não sabeis o dia de amanhã.
O manancial de nossa riqueza, nossa fonte de riqueza é o
Espírito Santo com seus dons. O Espírito Santo que nos cumula com as graças de
Deus, nos propicia o encontro pessoal com Jesus. Diz a Palavra que o que de
graça nos foi dado, de graça demos. Repartamos então as graças e bênçãos
recebidas, anunciemos Jesus, rezemos pelos mais necessitados. Partilhemos não
só os bens materiais, como também os bens espirituais, os dons do Espírito.
Pratiquemos o bem, sejamos ricos de
boas obras, generosos, ajuntemos um tesouro verdadeiro – a graça de Deus – a
fim de conquistarmos a vida verdadeira que é a vida eterna, essa sim, um
tesouro inesgotável. (cf. 1 Tm 6,17ss). Amém.
sábado, 22 de maio de 2021
At 2,1-4 – Vinda do Espírito Santo
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Fm 4-7 – Fé-Caridade-Intercessão
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Is 59,1-5 – O Pecado Nos Afasta de Deus
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B |
onita essa Palavra. Se ela
nos dá um puxão de orelhas, nos exorta, até mesmo nos acusa, onde está a
beleza? Porque apesar da dureza, da pedreira, daí brota algo bom: o amor, o
amor que vem de Deus, o amor de Deus por todos nós, indistintamente. Deus se
preocupa conosco, por isso nos exorta, mesmo que para isso use palavras duras e
ameaçadoras.
O amor de Deus que brota dessa Palavra faz
lembrar a fonte que jorra do templo, descrita em Ezequiel 47. Era um pequeno filete
d’água que se transformou num córrego, que se tornou um riacho, que se tornou
um rio, uma grande torrente que inundou tudo ao redor. E por onde essa água
passasse gerava vida, fecundava a terra. Essa água, essa água viva, é o amor de
Deus. Assim é essa passagem que lemos; nas entrelinhas está repleta de amor.
Não, não foi Deus quem nos virou o rosto, não foi Deus
quem desviou o olhar de nós... Fomos nós, com nosso pecado, que erguemos uma
barreira que se antepõe entre nós e Deus. Deus nos quer, apesar de nossa
desobediência e ingratidão.
Suponhamos que você tenha um amigo a quem preze muito
e há muito tempo você não o vê. Você sempre o procura e nunca o encontra. Vai a
sua casa e ele não está; telefona e ele nunca atende. Um dia você o vê na rua,
alegre chama seu nome e ele não ouve. Você corre a seu encontro e ele
desaparece na multidão. Então você se entristece, mas não deixa de amá-lo como
irmão, como amigo. Pode ocorrer que você se sinta desprezado e não o procure
mais, porém a amizade não morreu. Se um dia ele precisar de você, lhe procurar,
você irá recebe-lo, acolhe-lo, socorre-lo, não é assim? Deus é assim! E nós
somos esse amigo ingrato. Muitos se afastam de Deus, entregam-se ao pecado e
quando caem em desgraça, desesperadamente clamam por Deus, lembram-se que
existe um Deus que a todos socorre. Porém há que se observar o seguinte: Se o
clamor for sincero, acompanhado de arrependimento e pedido de perdão, por certo
Deus irá ouvi-lo e socorre-lo. No entanto se for apenas desespero, não havendo
arrependimento dos pecados cometidos, a oração dificilmente chega a Deus; o céu
torna-se como uma abóbada de bronze que retine, reflete as súplicas. Mas
havendo arrependimento, havendo firme propósito de conversão, o céu se abre,
Deus acolhe nossas palavras e as devolve como graças e bênçãos.
Se vivemos uma situação de pecado, façamos tudo para
sair dela. As tentações virão, mas não podemos jamais ceder a elas. E se o
pecado vive em nós, vamos expurga-lo, vamos elimina-lo de nossa vida. Jesus, o
próprio Jesus foi tentado. Não para ser posto a prova, mas para demonstrar que
a tentação em si não é pecado; pecado é não resistir a ela. Jesus estava em
recolhimento e jejum havia quarenta dias e o diabo veio tenta-lo. Tentou a
natureza humana de Jesus, não a divindade; a divindade é inexpugnável e o diabo
não resistiria diante dela. Se Jesus foi submetido a tentações, tentação não é
pecado, pois Jesus assumiu nossa natureza em tudo, ou quase tudo, menos no
pecado.
No mundo sempre haverá maldade, malicia, pecado e dor.
Mas por isso não vamos nos desesperançar. Nós, pessoas de Deus, homens e
mulheres de Deus vamos lutar para mudar o mundo mal, transforma-lo, faze-lo
melhor. Há pessoas egocêntricas que só vêem o mal quando são atingidos por ele;
outros são o próprio mal. Mas todos, bons, maus, egoístas, justos, criminosos,
pecadores, vivemos juntos, num mesmo mundo, sob as mesmas leis e sob o amor do
mesmo Deus, que nos ama como somos, sem distinguir uns de outros. Portando,
amemos como Deus nos ama, para vivermos em comunhão com Deus e assim a Palavra
lida em Isaias 59 não se aplique a nós.
Empunhemos a espada do Espírito, a Palavra de Deus,
para reconhecermos e aceitarmos o senhorio daquele que é o único Senhor e
Salvador de nossa vida, o nome que está acima de todo nome: Nosso Senhor Jesus
Cristo, Jesus de Nazaré, Jesus o filho de Maria. Amém.












