sábado, 26 de outubro de 2019

Jesus Cristo é o Senhor



A Bíblia na carta de São Paulo aos Filipenses, capitulo 2, versículos de 5 ao 11 nos relata: “ Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus todo o joelho se dobre no céu, na terra e nos infernos. Toda língua proclame para a glória de Deus Pai que Jesus Cristo é o Senhor.” Deus o exaltou soberanamente, ou seja, de forma total e conclusiva, tornando-o superior a todos os nomes, e sabendo o que significava para o povo judeu a importância do nome, o qual representava a própria pessoa, podemos afirmar que há de chegar o dia em que todos os homens estarão curvados diante de Jesus, ou mesmo ao ser simplesmente pronunciado o seu nome.
Estamos voltando do congresso nacional da Renovação Carismática Católica, na cidade de Cachoeira paulista, estado de São Paulo, precisamente, da Canção Nova, cujo tema foi Jesus Cristo é o Senhor. Atentem: Jesus Cristo é o Senhor, não simplesmente senhor; Ele é O SENHOR! Isto é significativo, pois o artigo definido “o”, indica que Ele é único. Único senhor de nossa vida. Da minha vida, da sua vida, da nossa vida. Senhor de todos os senhores. Senhor divino e eterno, superior a todo senhor temporal.
Sendo de condição divina disso não se prevaleceu, fazendo-se como nós. Desceu de seu trono de glória, porém sem perder majestade e poder. Atemporal, enclausurou-se no tempo; imortal como Deus, submeteu-se a morte, morte cruenta e humilhante, morte no pior instrumento de suplicio de seu tempo, morte na cruz. Venceu a morte, pois Jesus é Senhor da vida, é a própria vida. Ao morrer na cruz nos lavou das iniquidades e nos oferece a salvação; ao ressuscitar nos abriu as portas do céu, dando-nos a esperança da eternidade.
Jesus é um com o Pai e o Espírito Santo, é Deus. E do alto dos céus com o Pai nos dá o seu Espírito, pois somente sob ação do Espírito Santo podemos proclamar verdadeiramente que Jesus Cristo é o Senhor. Sem o Espírito Santo, ou seja, carnalmente podemos até dizer que Jesus é Senhor, mas dessa forma só dizemos. No Espírito, porém, não só dizemos, na verdade vivemos, assumimos o senhorio de Jesus em nossa vida. E assumir o senhorio é submeter-se à vontade, obedecer ao senhor, segui-lo, imitá-lo. É fazer aquilo que ele quer. O que Deus quer e espera de nós é que nos abramos a ação do Espírito Santo e segundo a sua vontade, sigamos Jesus, caminho verdade e vida, obedecendo em tudo, vivendo o evangelho pleno, apossando-se da Palavra de cura, libertação, salvação, sem no entanto esquecer-se das cruzes. O próprio Jesus para alcançar a glória eterna passou pela transitoriedade da cruz.


sexta-feira, 18 de outubro de 2019

NOITE VAZIA



Conheço pessoas que segundo elas próprias, só funcionam à noite. Na verdade esses notívagos são insones, em grande maioria devido a preocupações, problemas insolúveis, questões existenciais. Não conseguem dormir a noite, passam o dia sonolentos e portanto, indispostos para os afazeres cotidianos, dessa forma tornando-se improdutivos durante o dia. Alguns de maneira pragmática aproveitam a insônia para por em ordem as tarefas pendentes, já que à noite lhes é propicia ao trabalho, devido à falta de sono – aparentemente estão mais bem dispostos. Só conseguem dormir pouquíssimas horas na madrugada e pensam que necessitam somente desse breve período de sono.  
Outros tantos não têm nada a fazer e passam a noite num imenso vazio. Não rendem o suficiente durante o dia, não trabalham à noite, não dormem. Veem TV, ouvem rádio, leem, navegam na web; tudo de modo disperso, sem atenção, como verdadeiros autômatos. Noite vazia, coração vazio, mas mente cheia. Cheia de pensamentos vãos, fuga da realidade, pensamentos mórbidos. São pessoas pessimistas, irritadiças, irascíveis; enfim, sofridas e mal humoradas.
Trabalho noturno é normal em alguns casos: plantões médicos e policiais, turnos em fábricas, vigilância, etc. Porém nos casos acima, ambos não vivem situação normal, carecem de tratamento médico e indo além, necessitam de muita oração, principalmente aqueles que passam a noite num grande vazio existencial. Esse oco só pode ser preenchido pelo Espírito Santo. Espírito Santo que vivifica, reanima, que ilumina, norteia, que conduz, dirige a vida daqueles que a Ele se entregam e se deixam guiar.
Caríssimo(a), se você se encontra nessa situação e não procurou assistência médica, não deixe de fazê-lo. Mas também procure assistência espiritual, buscando um grupo de oração, buscando o sacramento da penitencia/reconciliação e fazendo uma boa confissão. A oração de cura interior é de grande eficácia; tanto quanto, ou mais, que as pílulas para dormir. Sabemos que os problemas ditos insolúveis, não são tão insolúveis assim; tudo tem solução. Pode não ter para nós, mas para Deus tudo é possível! As preocupações deixarão de existir, pois com o auxilio prestimoso do Espírito Santo tudo será posto em seu lugar no devido tempo. Quanto a questões existenciais, Deus dá sentido à vida quando a Jesus, guiados pelo Espírito Santo, nos entregamos. 
Não haja mais noites vazias; que elas sejam plenas da presença de Deus num sono suave e restaurador. Que seja assim. 


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Jesus é nossa paz



“Pedi, vós todos, a paz para Jerusalém, e vivam em segurança os que te amam. Reine a paz em teus muros e a tranquilidade em teus palácios. Por amor de meus irmãos e meus amigos pedirei a paz para ti. Por amor da casa do Senhor, nosso Deus, pedirei para ti a felicidade.” (Sl 121,6-9).
Frente à pergunta: o que mais desejam, a resposta predominante é paz. Paz no mundo, paz na cidade, paz no bairro, paz na família. No entanto, essa paz não depende exclusivamente de cada um em si. Depende da coletividade, da sociedade, dos governos. Porem, a paz interior, essa depende de cada um de nós, com o auxilio inestimável do Espírito Santo.
Quando se está em paz (consigo mesmo), quando a consciência está tranquila, quando a alma esta lavada, tudo suportamos. Isso não significa isolamento, alienação; como cristãos nos preocupamos com o irmão, com o próximo. Assim, a falta de paz no mundo nos mobiliza na medida da nossa misericórdia.
Disse Jesus: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não a dou com o mundo dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14,27). Eis a verdadeira paz. Quantos de nós buscamos a felicidade e a paz nas coisas exteriores, na posse de bens materiais, no ter, no poder; esquecemo-nos que a verdadeira paz vem de dentro para fora, não de fora para dentro. A verdadeira paz nos é infundida no coração por Jesus, via Espírito Santo.
Deus nos oferece sua Paz. Cabe a nós desejá-la, aceitá-la. Abrir o coração e deixar-se inundar pela paz, pela luz, pelo amor. A paz do Senhor Jesus esteja e permaneça sempre em nós.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A Marca Indelével do Batismo



Sabemos que ao ser batizados todos recebemos uma marca. Marca invisível e indelével (irremovível). Esta marca significa sinal de pertença ao Senhor ao qual somos consagrados no momento da imersão ou da aspersão da água sobre o batizando. Na unção do batizando com o óleo do crisma  sobre o peito e fronte, passamos a ser pertença de Deus, pois aí passamos a ser templo e morada do Espírito Santo; no batismo propriamente dito, com a água que é a matéria, sem a qual não pode haver o sacramento, o rito se completa e a partir daí, lavados pela água da mácula do pecado original e sendo infuso em nós o Espírito Santo, a marca indelével do Batismo nos é imposta.
No mundo insano em que estamos – estamos, mas a ele não pertencemos – muitos estão marcados e marcados como gado que vai ao matadouro. Marcados pelo pecado, pela impureza, pelo ateísmo anticristão; como gado a caminho do matadouro, pois sabemos que o pecado leva a morte, não morte física – pois essa é inevitável para todos – e sim morte no sentido transcendental, pois que é o afastamento definitivo de Deus. Entretanto, graças a benevolência de nosso grande Deus a marca do mundo não é perene, pode ser retirada; retirada no perdão concedido no sacramento da reconciliação, após arrependimento sincero e confissão dos pecados.
O Batismo católico não é um sacramento penitencial, como o batismo conferido por João Batista; é antes de tudo, sacramento de iniciação, inspirado no batismo recebido por Jesus, o qual a partir daí dá inicio a sua Missão Salvífica. O nascimento de um homem, uma mulher, ocorre no parto do bebê, mas o nascimento do cristão se dá no ato do batismo. A partir do Batismo Sacramental, como foi dito no inicio do texto, passamos a pertencer a Deus, na pessoa de Cristo. O Batismo nos confere a dignidade de filhos adotivos de Deus na Santíssima Trindade, já que somos batizados em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Pertencemos ao Pai em nome de Jesus Cristo pelo poder do Espírito Santo. E isso é irrevogável!
A marca do mundo pode ser apagada, mas o sinal de Deus em nós, jamais. Por isso não importa o que viermos a ser, uma vez batizados, sempre batizados e isso acontece apenas numa única vez.   Todos nós batizados somos filhos do mesmo Pai Eterno, portanto irmãos. E assim, como irmãos devemos conviver; fraternalmente, amando da mesma forma como o Senhor nos ama. Amar o Senhor de todo o coração, e amar ao próximo como a si mesmo é o dever de todo cristão, de todo batizado. Façamos jus ao sinal de Cristo em nós.




sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Vivendo e aprendendo a amar



Há gente que passa pela vida; somente passa. Outros passam fazendo o mal; vivem nas trevas. Outros tantos passam por esta vida deixando rastros de amor. No entanto todos, indistintamente, não estão sós e nem vieram para nada. Fomos moldados no amor, com amor fomos engendrados e por amor viemos ao mundo. Viemos de Deus, somos de Deus e a Deus um dia haveremos de retornar. Não estamos sós, pois o Espírito Divino nos acompanha constantemente, mesmo que muitos não percebam e nem mesmo creiam.
Mas a estrada da vida não é plana nem uniforme. A vida é assimétrica. Daí então os percalços do caminho nos fazem mudar. Mudar de rumo, de atitudes, de concepções, pré-conceitos. Quem somente passa num vazio de objetivos, um dia percebe que não está só; há outros que se realizam, são felizes por terem uma meta, nem sempre alcançada – e aí reside a motivação para a vida, sonhos, objetivos – e, quando se consegue, outra surge. Da observação do outro surge o questionamento: porque minha vida é vazia? Porque vivo só com meus problemas? Não poderia eu também ser feliz? O que fazer? Do questionamento vem a conscientização dos problemas, daí vem a busca pela solução desses problemas. Pronto, um primeiro passo foi dado, uma meta foi proposta. Nos altos e baixos da vida, quem sofre um dia deixa de sofrer, quem é alegre e feliz um dia vem a sofrer. Então nada é absoluto a não ser o amor. Este sim, absoluto, pleno, imutável, sempiterno.
Desse modo, os que somente passam, os que vivem nas trevas, um dia andarão por caminhos onde foram deixados rastros de amor. Daí então, coração ansiando por algo novo, seguirão estes rastros. Encontrando a fonte, ávidos de esperança, alcançarão o objetivo maior na vida: amar e ser amado.
Qual a fonte? Que caminho é esse? A palavra de Deus nos esclarece: “Eu sou o caminho, a verdade, a vida” (Jo 14,6). Assim nos fala o Mestre, Jesus Cristo, que nos convida a segui-lo, imitá-lo. Ele é o caminho que mostra a verdade, verdade que liberta para uma vida plena em Deus. Quem segue Jesus é feliz, embora possa vir a ter momentos de incerteza e tribulação; mas em Jesus tudo podemos, desse modo, apesar dos percalços da vida ele nos fortalece, nos traz fé esperança e amor.
Mesmo que você não se sinta amado, mesmo que você se sinta desprezado, mesmo que você se sinta solitário, saiba, há alguém que te ama com amor que homem (ou mulher) jamais amou: Deus na pessoa do Pai que é puro amor, no Filho que se entregou por amor e no Espírito Santo que é a manifestação desse amor.  Amar não se ensina, mas se aprende. Aprendemos a amar quando nos deixamos moldar por Deus que é amor, quando nos abrimos ao ágape divino, quando somos dóceis ao  Espírito Santo, quando nos submetemos ao senhorio de Jesus. Assim, vivendo intensamente em Deus, vivendo na plenitude, não apenas passando pela vida, somos envolvidos, embebidos no amor de Deus e por onde passarmos deixaremos rastros desse amor. 



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fonte de Água Viva



“Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos” (Jr 17,7s).
Confiar no Senhor Deus, Deus de toda consolação, de amor inestimável, misericórdia infinita. Deus que é poder supremo e nos nutre com sua graça. A Palavra acima nos convida a confiar e confiar naquele que é plenitude; plenitude da graça, do amor, da justiça, da fidelidade.
 Longe de Deus somos como espinheiros numa terra árida e poeirenta. Somos como que intocáveis, pois na secura e vazio da alma, somos suscetíveis de ferir quem se aproxima e nos toca. Somos inférteis, ou então produzimos frutos amargos e travosos. Assim é a vida daqueles que ao invés de Deus confiam em si próprios, julgando-se autossuficientes, numa atitude de extrema soberba. São como a figueira improdutiva do Evangelho segundo Lucas, cap. 13,6.
A palavra em Jeremias que abre esta reflexão nos mostra claramente que se quisermos frutificar e frutificar sempre faz-se necessário entregar-se inteiramente a Deus. A Palavra nos atesta que se estivermos enraizados junto à fonte de água viva (Deus na Santíssima Trindade) teremos tudo que Ele nos oferece: o refrigério, o conforto, a segurança, as virtudes, enfim a felicidade autêntica que só podemos encontrar nele.
Voltando à figueira de Lucas 13, a partir do versículo 7 o senhor do campo tencionava derrubá-la pois ela era infrutífera; o agricultor interveio e argumentou que ela poderia dar figos se bem cuidada. Esta figueira nos representa; com os cuidados devidos, regada no tempo a na medida certa ela poderá frutificar. Irrigando-nos com a água viva, o Espírito Santo, encontramos Jesus, o Filho, que apresenta e oferece o regaço acolhedor do Pai Eterno. Daí se poderá fruir no coração frutos de amor, de esperança e de justiça. 



sábado, 14 de setembro de 2019

Correntes



Frequentemente costumamos recolher e lançar ao lixo folhas e mais folhas de papel deixadas no interior da igreja. São orações e preces ditas “poderosas”, que devem ser copiadas em determinado numero e deixadas numa igreja, como condição para os pedidos e graças sejam alcançados. Entre elas, as famosas “correntes que não devem ser quebradas, sob a pena de graves consequencias, etc...”
Superstição, mera superstição que (ainda) escraviza muitos católicos desavisados, outros renitentes à verdadeira doutrina e outros tantos pseudo católicos. Desavisados, porque apesar de terem acesso às informações e formações doutrinais e bíblicas (homilias, pregações), não o fazem.  Renitentes, porque mesmo com algum conhecimento negam-se a acatar e vivenciar os ensinamentos e preceitos, vivendo uma religiosidade particular, descompromissada com a verdade evangélica. Outros tanto são católicos de mentirinha; dizem serem católicos, mas vivem nas falsas doutrinas, frequentando tanto a igreja como outros lugares onde por certo Jesus não é senhor, num sincretismo ilógico e absurdo. Isto acontece por ignorância e/ou endurecimento do coração.
O que cabe a nós? Intensificar a evangelização dos nossos. Nossos são os batizados, os católicos de berço, os que foram educados num ambiente católico e por razões diversas se desviaram. Anunciar o querigma oportuna e importunamente. Ter a ousadia de, ao avistar alguém deixando as tais correntes na igreja, abordá-lo e com suavidade, porém no ímpeto do Espírito Santo, alertá-lo mostrando-lhe a verdade que liberta, falando daquele que é verdadeiramente poderoso, que poderá libertar de todas as correntes.
Na sua paróquia é assim? Mexa-se!    

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Não ao Mal



Disse Jesus: no mundo haveis de ter tribulações, mas coragem, Eu venci o mundo! Nesse mundo passamos por dificuldades, sofrimentos; mas não se trata de castigo, de abandono. Tudo é consequência da irresponsabilidade humana. Nos afastamos de Deus, rejeitamos sua misericórdia, abdicamos de sua proteção e assim nos tornamos vulneráveis aos ataques de Satanás, este sim, mentor e fomentador de todo mal. Deus fez aliança com seu povo, mas seu povo virou-lhe as costas. Deus é onipotente, não prepotente, por isso não impõe sua vontade e nos deixa livres para escolhermos nosso caminho, mesmo que esse caminho seja diferente daquele que leva a seu reino de justiça e paz.
Vimos que o mal não é intrínseco ao ser humano. O mal não teve origem em nosso coração. Porém o mal nasce no coração do homem, concebido por traumas, decepções, influências do mundo que nos cerca, inveja, cobiça, opressão... O homem não é mal em sua essência, na verdade é fraco, se deixa iludir, pensa que é dono da situação, que está no controle, mas se deixa levar ao vento de qualquer vã doutrina ou filosofia. Usando termos bem populares: acha-se o dono da cocada preta, mas é um bobo alegre.
Sempre haverá dor no mundo. É inevitável (No mundo haveis de ter tribulações...), mas isso não é motivo de desespero nem de falta de confiança, ao contrário (...Coragem, eu venci o mundo). O homem bom, aquele que segue os passos do Vencedor, procurará aliviar as dores e consolar os que sofrem, buscando anular a ação do homem mau que levará consigo o mal e o espalhará onde for. No entanto, bons ou maus, justos ou pecadores, vivemos todos no mesmo mundo, sujeitos as mesmas influências, boas ou perniciosas. Se caminharmos com aqueles que seguem o Senhor estaremos sob a influência daquilo que é bom e sadio. Se ao contrário, voltarmos as costas ao Senhor vencedor do mundo e buscarmos outros caminhos, estaremos sob o domínio do mentor e fomentador do mal.
O mundo tenta nos mutilar, nos desfigurar, nos afastar do reto caminho, transformando-nos em objetos, em coisas. Mas o Espírito Santo vem em nosso socorro, nos amparando, fortalecendo, orientando e pelo nome vitorioso de Jesus restaura em nós a dignidade de filhos de Deus.              

sábado, 31 de agosto de 2019

Solidão



Há pessoas solitárias; ao menos se julgam assim. Ninguém está só. Se cremos no Deus onipotente, Ele está em tudo e em todos. Quem se sente só não percebe a presença de Deus ou se afastou dele. Às vezes estamos realmente sós do ponto de vista humano; não temos a companhia de ninguém, amigos ou familiares, mas isso não significa solidão. Pode ser um fato pontual, passageiro, ou mesmo uma situação duradoura, cotidiana. Em qualquer caso, se temos Deus no coração, o fato de estar só é relativo. Em termos absolutos não estaremos sofrendo de solidão, pois temos a melhor companhia possível: Deus.
Irmão, irmã, se você tem Deus na sua vida, mesmo na ausência de outras pessoas você não estará só. Ao contrário, se você expulsou Deus de si, mesmo em meio a uma multidão, muitas vezes se sentirá solitário.
Quem não tem – melhor dizendo – não quer Deus, não consegue enxergar o outro, pois vive egoisticamente. Assim, se não estiver entre amigos ou conhecidos, mesmo entre outras pessoas se sentirá sozinho. A situação se agrava quando na solidão efetiva (real) do quarto; aí o pensamento flui em divagações inúteis e o tédio inexoravelmente assoma seu ser. Do tédio vem a melancolia, e daí o vazio existencial. Onde isso desemboca? Na depressão.
Em muitos casos a depressão deriva de fatores psicológicos, embora saibamos que ela pode advir também de causas neurológicas. A solidão é um desses fatores. Pessoas solitárias têm tendência a se tornarem depressivas numa probabilidade maior que outras, mesmo aquelas que estando sós não se sentem sós. É fato que pessoas que vivem na presença de Deus também são suscetíveis a sofrerem depressão (afinal há diversas causas que podem provocar a doença) mas jamais sofrerão esse mal por causas psicológicas ou espirituais.
Por fim, só tem medo da solidão quem expurgou Deus de sua vida. Reiterando, se você vive na presença de Deus, sente-se amado por Ele, vive em função desse amor repercutindo-o, mesmo só você não estará só; pessoas humanas poderão não estar presentes, mas o Pai, o Filho, o Espírito Santo estarão com você, em você. Somos seres sociais e como tal precisamos uns dos outros. Gostamos da companhia das pessoas, mas nem sempre isso é possível. Sentir solidão não é estar só, é estar vazio. Daí então, eu e Deus, você e Deus. Com Deus ninguém está só.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Louvor e Adoração



Jesus Cristo, Nosso Senhor, a quem devemos nos render. A Ele toda a honra, toda glória, todo o louvor. Nosso Senhor Jesus, que é nome acima de todo o nome; nome diante do qual se dobram todos os joelhos no alto dos céus, na face da terra e até mesmo nas profundezas dos abismos infernais.
Pelo nome de Jesus, o Verbo Divino, todo o universo se harmoniza. Povos, raças e nações hão de conhecer a sua glória. O nome de Jesus ao ser pronunciado, nos pacifica, refrigera nossa alma, nos restaura. Rendemo-nos a Jesus, nosso Senhor, nosso Deus, nosso tudo!
Esse Jesus maravilhoso, que nos cura e livra das angústias, temores, opressões de todo tipo. Jesus maravilhoso que nos ergue nas quedas, nos ampara na nossa fraqueza, nos firma em nossos escorregões.  Deus que se fez carne; rosto divino do homem, rosto humano de Deus. Homem e Deus, um só em duas naturezas. A natureza divina, plena de sabedoria e perfeição; a natureza humana, toda como nós, exceto na pecado. Amoroso e compassivo, obedeceu ao Pai em tudo.
Foi obediente até a morte, e morte de cruz. Transformou pelo sangue derramado um instrumento de suplicio e morte, em penhor de salvação. Aparentemente derrotado na cruz, venceu o pecado e sobrepujou a morte na ressurreição. O que era isento de pecado, tornou-se, Ele próprio, pecado para a redenção de toda a humanidade.  Por sua cruz, Jesus venceu todo o pecado e a morte.
Ao morrer na cruz, Jesus nos ofereceu a salvação. Ao ressuscitar, nos mostrou a vida eterna; e na sua gloriosa ascensão, nos abriu as portas do céu.  Amém.

 

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Jesus mestre da oração



Somos discípulos e como tal seguimos e pretendemos imitar o mestre. Sigamos e imitemos Jesus Cristo, nosso mestre. Comecemos com o fundamental: a oração. O Pai Nosso, modelo perfeito de oração ensinado por Jesus, é iniciado com uma evocação em louvor a Deus seguida de um ato de submissão e contrição; depois vem uma súplica, um pedido de perdão, proteção e libertação. O Pai Nosso serve inclusive de inspiração para nossa oração espontânea.
Em diversas passagens nos Evangelhos vemos Jesus orando. Jesus é Deus, e orar, rezar, é conversar com Deus. Ele conversava com si mesmo? Realmente Jesus é Deus, mas também homem. Deus e homem; duas naturezas em um só ser. A existência e a essência dos seres criados e incriado juntas, simultâneas e coincidentes. Então orante era a natureza humana de Jesus. Ele se recolhia, procurava locais isolados e tranquilos para estar em oração, para seu diálogo de amor com o Pai. Mas também orava em público, louvava e rezava em alta voz. Um grande ensinamento da escola de Jesus: a oração pessoal, nosso momento de intimidade com Deus, deve ser feita no silêncio de nosso coração, contemplativamente. A oração comunitária, aquela das celebrações, dos grupos de oração, dos encontros, pode e deve ser feita de modo a externar nossa gratidão e confiança no Senhor.
No Getsemani Jesus orou por si: “Pai é chegada a hora, glorifica o teu Filho, para que teu Filho glorifique a Ti; e para que pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. Eu te glorifiquei na terra, terminei a obra que me deste para fazer. Agora, Pai, glorifica-me junto a Ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti antes que o mundo fosse criado” (cf. Jo 17, 1-6). Rogou também por seus discípulos (Jo 17,6-18) e finalmente por nós, todos os crentes: “Não peço somente por eles, mas por aqueles que por sua palavra  hão de crer em mim. Para que todos sejam um, como estás em mim e eu em Ti; que também estes estejam em nós e creiam que Tu me enviaste. Para que vejam a minha glória, que Tu me concedeste antes da criação do mundo. Manifestei-lhes o meu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que amaste esteja neles, e eu neles” (cf. Jo 17,20-26). Em Lucas 11, 9ss Jesus nos ensina e ao mesmo tempo exorta: “Pedi e vos será dado, buscai e achareis, batei e se vos será aberta. Pois todo o que pede recebe, aquele que procura acha e ao que bater, se lhe abrirá”.


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O Perigo das Seitas



No início do ano de 2010 o noticiário nos deu conhecimento do assassinato do cartunista Glauco e seu filho Raoni. O assassino era conhecido da família; o jovem, viciado em drogas e aparentemente psicopata, segundo os familiares e amigos do morto, fazia “tratamento” para livrar-se das drogas na igreja (?) Céu de Maria, ligada ao Santo Daime.
Como pretender que alguém se livre das drogas numa suposta religião em que o rito principal é a ingestão de um chá alucinógeno, o ayahuasca?  Absurdo dos absurdos.   Também absurdo e estranho fora a decisão do CONAD (Conselho Nacional Antidrogas) de retirar o ayahuasca da lista de drogas alucinógenas, conforme publicado no Diário Oficial da União em 10/11/2004. Ainda no terreno do absurdo e imoral, em 2008 o então Ministro da Cultura Sr. Gilberto Gil solicitou ao IPHAN que considerasse o uso do chá ayahuasca patrimônio imaterial da cultura brasileira.
Imaginemos a seguinte situação: uma seita qualquer recém fundada, após suposta revelação divina, resolve utilizar a maconha em seus rituais, queimando-a nos    turíbulos como incenso. Haveria doutos ministros de estado apregoando o uso da maconha, ao menos nos rituais religiosos?  Sugeririam o uso de drogas como patrimônio nacional? Triste país seria (ou será?) esse.  
Grande é o perigo das seitas. No entanto nosso povo – aqui não refiro ao povo como um todo, sim    ao povo cristão, de modo particular o povo católico – não se dá conta disso. Muitos se deixam enganar, se iludem com promessas de facilidades, com promessas de prosperidade, com pacotes de prodígios, kits de milagres. Há seitas de todo tipo, para todos os gostos: pseudocristãs, esotéricas, agnósticas, etc. O povo ingênuo e aspirando por coisas espirituais, carente, necessitado de todo tipo de bens (materiais e afetivos) é presa fácil para estes rapinantes. Não digo que existam religiões boas ou más, verdadeiras ou não. Digo, afirmo com toda convicção, só existe um grande grupo religioso (religio = religar; religar com o criador, voltar às origens). Não importa como seja denominada: islâmica, judaica ou cristã. Estas têm origem comum e cultuam o mesmo e único Deus, originam-se do mesmo patriarca: Abraão. No entanto, a religião autêntica é a religião do amor. Sem desmerecer os judeus, nossos pais na fé, essa religião é o cristianismo (Deus amou tanto o mundo que enviou seu filho único para morrer por ele.-cf. Jo 3,16ss). Se a religião que prega o amor, a tolerância entre todos os povos e nações aqui está, se notadamente uma Igreja milenar, presente deste os primórdios do cristianismo, assoma entre outras (as da reforma e do cisma) porque razão tantos católicos e também outros cristãos se deixam seduzir e são fisgados pelos arpões afiados das seitas? Porque, repetindo, carecem de todo tipo de necessidades. Carecem de bens materiais (alguns na verdade são gananciosos) e são cooptados pelos pregadores da teologia da prosperidade. Carecem de saúde e são enganados pelos curandeiros de plantão e pregadores de falsos milagres. Carecem de vínculos afetivos e são maliciosamente acolhidos por falsos irmãos. Carecem de espiritualidade e são iludidos por falsos profetas.  E quase todos, a grande maioria, carece de fé. Fé verdadeira, fé vivida, fé experimentada. Carecem desta forma do conhecimento da verdadeira doutrina cristã. Não sabem, ou não querem saber, que Jesus Cristo nunca ofereceu riquezas materiais, nunca ofereceu benesses aqui na terra, nunca prometeu vida farta. Não sabem, talvez não queiram saber, que a riqueza a que Jesus se referia era a eterna glória junto ao Pai, que a vida plena e abundante era vida abundante de graças e bens espirituais, e que toda cura, toda libertação visava algo maior e mais abrangente: a salvação da alma. Tudo isto foi refletido, para como diz o apóstolo S. Paulo na carta ao povo de Éfeso: “Não continuemos como crianças ao sabor das ondas, agitadas por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade cresçamos em todos os sentidos naquele que é a cabeça, o Cristo”. (Ef 4,14-15).