sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Am 4,4-12 – Impenitência

 

O

 profeta Amós era pastor em Técua, próximo a Belém. Viveu sob o reinado de Jereboão, rei de Israel. O texto fala da infidelidade e impenitência do povo de Israel frente a Deus Todo Poderoso. Devido ao afastamento de Deus, o povo sofria tribulações de todo tipo.

            E daí? Alguém questiona. Que tenho eu a ver com isto? Respondo: tem tudo, tudo a ver. Porque somos todos como aquele povo, todos, sem exceção.

            Da última vez que Deus me deu a graça de proferir uma pregação, falava eu na ocasião, da insatisfação de Deus com o nosso proceder. Do que ele pedia e nos lhe davamos; das migalhas que sobravam e lhe eram oferecidas. Falava da cobrança de Deus, visando a mudança de nossos atos. Nesses tempos de racionamento de energia elétrica em que vivemos, o apagão seja só no campo material. No espírito, no coração, haja luz em abundância para anunciar e denunciar. Anunciar Jesus e denunciar as mazelas do mundo. Isto não é só pra mim ou para os demais servos do grupo de oração; é para todos. Nossa missão é levar a mensagem do Cristo Ressuscitado ao nosso povo, tão carente e vulnerável aos harpões afiados das falsas doutrinas e seitas oportunistas.

            Os vv. 4s falam de oblação com fermento. Oblação com fermento é oferta impura! É como comungar do Corpo de Cristo sem estar devidamente preparado. Tomar a Hóstia indevidamente é causa de juízo e condenação; é agravar o pecado anteriormente cometido. E quantos “católicos” comungam e freqüentam terreiros de macumba, exercem práticas esotéricas! Em Mt 6,24 Jesus diz: (...)... Católico é católico, espírita é espírita, não há que se misturar coisas que não podem ser misturadas. É como água e óleo, não são miscíveis. Sê quente ou frio, porque morno Ele te vomita.

            Muitos se afastam da Igreja, se afastam até mesmo de Deus, pois não conseguem esperar o tempo da graça. São impacientes, querem pra hoje, pra já. Pedem e não aguardam a resposta a seu devido tempo. Deus age a sua maneira, a seu tempo. Fé, esperança, significa segurar-se em Jesus diante das dificuldades, persistindo nas suas promessas mesmo quando não vemos seu cumprimento. Manter-se sempre fiel a Deus, não buscar outros caminhos, porque Deus é fiel cumpridor de suas promessas.

            A parábola do jovem rico fala do rapaz que não seguiu Jesus porque era muito rico e apegado a seus bens. Quantos de nós deixamos também de seguir Jesus devido a nossos apegos; nem sempre apego a coisas materiais, mas a valores falsos do mundo. Negamos o amor de Jesus por não nos desvencilharmos do pecado a que nos prendemos e que pesa sobre nossos ombros. Nossa sorte é que Deus é Deus e Deus é amor. A misericórdia de Deus é maior que sua justiça. Sua misericórdia e compaixão se estendem a todos. Ele não julga segundo a lei, mas com sua misericórdia, por isso a punição merecida é transformada em perdão. A justiça Divina é a misericórdia, não a lei!

            Por seu imenso amor, o Pai nos deu Jesus. Jesus que dos braços de Maria aos braços da cruz nos trouxe a salvação. Diz a Palavra em Col 2,13s (...)... Esse documento era a carta que nos condenava, a folha corrida dos nossos pecados. Ela foi rasgada, pregada na cruz e lavada com o sangue de Jesus. Aleluia! Para merecer a remissão é essencial renunciar ao pecado, querer a salvação. É necessário seguir Jesus, ouvir Jesus, obedecer a Jesus. Como disse Maria com toda simplicidade: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.Amém.   

 


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Zac 2,5-9 – Nova Jerusalém

 


 

A

  leitura faz citação a um “medidor”, um agrimensor. A figura do agrimensor na Bíblia representa aquele que vem iniciar os preparativos para uma restauração, uma reconstrução. No caso, a restauração de Jerusalém, aqui figura da Igreja. As nações hostis que a cercam, são hoje o mundo, o secularismo, a nova era e tudo que investe contra a Igreja. O v.5 nos mostra então, o inicio da restauração da cidade. O v.8 nos remete a uma nova Jerusalém, sem muros, aqui representando a expansão da Igreja de Cristo. O v.9   diz que o próprio Deus a guarnecerá, que Ele próprio a habitará.

            Sem a Igreja somos ovelhas perdidas, ovelhas sem pastor. Ovelhas são animais ingênuos, dóceis, indefesos. Não sabem nem mesmo distinguir entre a relva que alimenta das ervas daninhas. Necessitam de um pastor para orienta-las, leva-las ao campo onde encontrem pasto.  Do contrário, sós e famintas, comem tudo que encontram e correm o risco de morrer envenenadas. O grande redil, o aprisco onde as ovelhas (que somos nós) encontram pasto, abrigo e proteção é a Igreja! Igreja humana e divina. Imperfeita enquanto humana, no entanto perfeitissima na divindade. A encíclica Lumen Gentium diz: “A Igreja é o sacramento universal da salvação”. A Igreja que foi criada, fundada por Jesus, manifestada em pentecostes pela efusão do Espírito Santo, mas idealizada, concebida no coração do Pai desde o gênese, na criação. No antigo testamento, o povo eleito, Israel, já prefigurava a Igreja.

            Na parusia (retorno glorioso de Jesus a terra) Jesus virá resgatar sua igreja. Não só a igreja peregrina, mas também a igreja padecente, porque haverá somente uma dimensão da igreja, a igreja triunfante na glória eterna de Deus. Portanto, temos que ser igreja, viver como igreja.  Ser igreja é: 1o ) Viver conforme a Palavra de Deus. Fazer tudo que Jesus falou no Evangelho; ouvir, obedecer, seguir Jesus. 2o ) Obedecer aos mandamentos da Igreja; obedecer seus preceitos e recomendações. 3o ) Abrir-se a ação do Espírito Santo. Até porque quem se abre ao Espírito Santo irá fazer todo o resto. Estas três condições não são alternativas, ou seja, fazer um ou outro. É preciso fazer os três simultaneamente. É preciso ao mesmo tempo viver o Evangelho, obedecer a Igreja e submeter-se ao Espírito Santo.

            A Igreja de Cristo é como uma grande árvore, cuja raiz é a igreja primitiva, o tronco é a Igreja Católica e os ramos principais, ligados diretamente ao tronco, são as Igrejas irmãs que convivem fraternamente, num diálogo ecumênico, reconhecendo-se mutuamente. Além de ser corpo místico de Cristo, do qual Ele próprio é a cabeça e nós os membros, a Igreja pode ser considerada nossa mãe: Sancta Mater Eclesia – Santa Madre Igreja. A mãe que nos gerou para a vida cristã pelo batismo; a mãe que nos nutre, alimenta, sustenta pela eucaristia; a mãe que nos lava do pecado através da confissão; mãe que leva ao altar para o matrimônio; que cura na unção dos enfermos. Citamos vários sacramentos, entre os quais dois que só a nossa igreja, a Igreja Católica Apostólica Romana possui: a confissão e a eucaristia. Eucaristia, presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada. O católico que duvidar da eucaristia não é verdadeiro católico; está na igreja, mas não é igreja. Aceitamos a eucaristia pela fé, mas Deus ainda assim dá provas concretas de sua realidade. Deus não subverte a natureza, portanto nessa questão que foge a lógica humana, Ele nos revela a verdade através dos milagres eucarísticos, a citar, Lanciano, Cássia e outros, ocorridos ainda em nossos dias.

            Abraçamos nossa fé, vivamos a Palavra de Deus, obedeçamos ao magistério da Igreja e abramos o coração ao Espírito Santo, assumindo dia a dia o batismo no Espírito Santo, sendo verdadeiros católicos carismáticos. Amém.

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sábado, 3 de outubro de 2020

Naum 1,2-11 – IRA DE DEUS

 

O

ráculo contra Ninive. Relata as profecias contra os ninivitas e anuncia a queda do reino assírio. Os assírios oprimiam o povo de Deus; eram inimigos de Israel.

            Esta aparente ameaça é na verdade um libelo de Deus. Isto é evidenciado pelo v.7, que nos mostra não uma fúria cega, mas a ira de Deus contra o inimigo. Ele sabe muito bem distinguir quem é o inimigo e quem lhe é fiel. Deus se levanta contra o inimigo, mas é bom para quem está com ele.

            Vivemos o advento, tempo de esperança e Deus vem nos alertar contra o inimigo dele e inimigo nosso também. Deus nos chama a verdadeira conversão; nos convida a abrirmos o coração e deixar que Jesus venha e faça morada em nós. Que Jesus nasça e renasça dia a dia em nós. Esta ameaça de Deus (A pericope lida) não é para mim nem para vocês – A não ser que esqueçamos Deus e ouçamos o mundo – é para o inimigo.  Tomemos posse do v.7, que diz ... (...). Este sim é para nós.

            Quem é o inimigo hoje? É o mundo, são as tentações, é a nova era com suas filosofias anticristãs. São as falsas doutrinas, é a idolatria, é o hedonismo. É a dubiedade de comportamento: pessoas que se dizem católicas, mas acreditam e aceitam inverdades que nada têm a ver com o cristianismo. É comungar na missa e depois bater tambor na macumba. É se dizer católico e aceitar as porcarias que o mundo impinge. Eis o que diz a Palavra em 1 Cor 10,21.23 (...). É a respeito desse tipo de coisas que Deus nos adverte hoje, nos advertiu ontem e não se cansa de nos advertir e nos advertirá sempre, enquanto houver impiedade e iniqüidade.

            Deus não lhe quer como a porcelana ou o cristal que se quebram com facilidade. Deus lhe quer com a têmpera do aço – Não o coração; o coração ele quer tenro e afável. Ele quer fortalecer a sua fé, o seu caráter de cristão. Ele lhe quer revestido com a couraça da justiça, com a armadura da fé, conforme Efésios 6, versículo 10 em diante. 

            Para mostrar que Deus é por nós e não contra nós, citarei uma profecia que nos foi dada há algum tempo atrás: “Amados meus, filhos meus, minha destra está sobre vocês. Eu os amparo, Eu os acolho. Eu derramo meu amor sobre vocês e ao derramar meu amor, derramo-me Eu mesmo sobre vocês. Abram seus corações e permitam que Eu habite na essência do seu ser. Deixem-se amar... “.

            Tomem posse desta profecia, deixem-se amar, tomem posse irmãs, irmãos. Deus falou a vocês. A profecia não foi dada hoje, já faz algum tempo, mas o Senhor está repetindo esta mensagem para vocês agora. Tomem posse; o tempo é hoje, a hora é agora! Amém.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Naum 2,1-5 – A Derrota do Opressor

 

Q

uando explicamos uma Palavra (pericope) é necessário situar essa palavra no contexto em que ela se passa. Deve se levar em conta o momento histórico e a situação do povo e/ou dos personagens envolvidos. Daí então se tira a Palavra Rhema, ou seja, a mensagem de Deus para nós no momento atual. O livro do profeta Naum nos mostra a destruição de Nínive, que representava o Império Assírio, o qual oprimia todos os povos da Ásia Menor. A Palavra nos mostra a alegria do povo de Israel por se ver livre de tão cruel opressor.

            Quem nos oprime hoje? O mundo com seus falsos valores; o diabo com suas tentações. O v.2 diz: (...). Destruidor: o inimigo, o tentador. O inimigo procura colocar empecilhos a nossa vida espiritual; procura afligir-nos com tentações, opressões, obsessões, excessos; tenta induzir-nos a uma vida desregrada, busca desenfreada do prazer, do ter, do poder, da ambição desmedida, da ganância... Por conta disso devemos estar atentos, alertas. Principalmente devemos tomar cuidado com o nosso linguajar, pois todas as vezes que murmuramos contra Deus, quando lançamos imprecações, quando amaldiçoamos, quando falamos palavrões, afastamos os Anjos de Deus; os anjos retiram-se. – Da mesma forma como na oração com poder no nome de Jesus expulsamos os demônios, afugentamos os anjos com palavras de maldição! – Aí o inimigo toma o lugar deles. Cuidado, muito cuidado com o que dizemos. Diz a Palavra de Deus em Mt 15,10: O mal é o que sai da boca do homem. O inimigo é como o leão que ruge pronto a nos devorar, diz Pedro em sua carta primeira; portanto devemos estar sempre vigilantes, revestidos da couraça da justiça, do evangelho da paz e da espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

            O v.1 fala do mensageiro que traz a noticia da queda do opressor. Fala daquele que traz a boa nova da esperança. Quem hoje nos traz esta palavra, nos traz a promessa de libertação e da cura de todos os males, é Jesus. Jesus Cristo Nazareno, Jesus Salvador, Jesus filho de Maria. Jesus, a maior prova do amor de Deus; Jesus, a sublimação, a consumação do amor de Deus Pai pelos homens. Quando aceitamos a salvação, a redenção que Jesus nos trouxe e nos oferece, quando nos deixamos impregnar da presença do Espírito Santo, quando procuramos os irmãos a fim de partilhar os dons recebidos, aí então teremos derrotado o opressor.


            Somos produtos do meio em que vivemos. Se pactuarmos, se compartilharmos o que o meio nos oferece, estaremos inseridos nele e faremos parte dele. No entanto, se nos apartarmos, se rejeitarmos o que nos é oferecido, estaremos nele mas não faremos parte dele. Este deve ser o procedimento do cristão: estar no mundo e não ser do mundo. Amém.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

II Cor 8,16-21 – O SERVIÇO

 

M

uitos serão chamados, poucos os escolhidos. Todos somos chamados, escolhidos são aqueles que abrem o coração e dizem sim a Deus.

         

   A Palavra em 2 Corintios 8, bendiz e traça um elogio àqueles que se prestam com boa vontade ao serviço do Senhor. O texto fala do zelo, desprendimento, solicitude, disponibilidade; características do servo de Deus. Zelo é a dedicação, o cuidado para que tudo seja feito e seja bem feito. Desprendimento é o soltar-se, liberar-se, entregar-se de corpo e alma ao serviço. Solicitude é o ato de ser prestativo, diligente, sempre pronto. Disponibilidade é fazer-se disponível, ter tempo; todo tempo deve ser de Deus, para Deus.

            Para sermos bons servos é necessário darmos testemunho de Deus; não somente proclamar, mas sermos exemplo, testemunhos vivos em boas obras e conduta. Usar bem os itens do querigma de Jesus: primeiro evangelizar, anunciar a boa nova, depois catequizar, aprofundar.

            Iniciamos com a frase: Muitos serão chamados, poucos escolhidos. Reafirmamos: chamados somos todos; escolhidos são aqueles que se disponibilizam e dizem sim de coração.  O assunto nos remete à parábola do jovem rico (Mt 19,16) que nos mostra o jovem interessado em seguir Jesus, mas com muito apego as coisas materiais. Devido ao apego exagerado deixou Jesus passar diante de si, como fumaça que se esvai entre os dedos.

            “Deixai pai e mãe, deixar a família...” (Mc 10).Trata de renuncia. Ou sendo mais brando, não usar a família como desculpa para não servir, para a má vontade, a falta de desprendimento. Jesus também disse: “Toma a tua cruz, vem e segue-me”. Muitas vezes o serviço é árduo, penoso, não é fácil não, mas é gratificante!

            Eclesiástico 2,1: “Se entrares para o serviço de Deus, prepara-te para a provação”. Sofremos ou sofreremos perseguições, seremos chamados de alienados pelos descrentes, de fanáticos pelos próprios irmãos de fé, seremos incompreendidos, ignorados e desprezados pelo mundo, mas não devemos desistir, porque maior o que está em nós do que aquilo que está no mundo.

            Quando servimos a Deus, servimos também a sua casa, a Igreja. Daí a importância de sermos generosos nas coletas, no ofertório e sermos fiéis no dizimo. Que se ofereça e se dê, mesmo pouco conforme as possibilidades de cada um, mas que se dê de coração.

            Devemos também viver sempre no Espírito, movidos pelo Divino Espírito Santo; ao menos devemos tentar. Amor e caridade são fundamentais na vida do cristão. Amém.

 

 


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Dt 8,1-6 – Correção de Pai




  


Esse povo somos nós. É nossa vida, nossa caminhada retratada nesta passagem bíblica.Quem não se reconhece aí? Eu me reconheço. É nossa história!
            V.1 – Ouvir, ouvir e principalmente obedecer a Deus, vivenciar a fé; vivenciar a fé é experimentar verdadeiramente o evangelho; é visitar os enfermos, os incapacitados de ir a igreja; é dar conforto, uma palavra amiga a quem lamenta a perda de um ente querido; é abrir-se ao perdão, não guardando rancor nem mesmo de possíveis inimigos; é respeitar as diferenças, seja entre irmãos do mesmo e também de outros credos; é saber acolher com respeito e piedade os pecadores.
            V.2-3 – Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus... Lindo! Vejamos o que diz o profeta Amós em Am 8,11 (...) Nunca em todos os tempos tivemos tanta sede e fome de Deus quanto agora. Apesar de toda iniqüidade, de todo pecado que grassa no mundo, a humanidade se ressente de Deus, anseia por sua presença. Às apalpadelas o homem busca Deus e tendo em conta o tamanho da messe e dos poucos operários, nosso Deus suscita entre nós profetas; homens e mulheres que o anunciem, que falem Dele e por Ele. Aquele que recebeu o chamado de Deus tenha coragem, tenha ousadia e O proclame, pois o mundo precisa conhece-lo.
            V.4-5 – Complementando estes versículos vejamos o que diz Sb 11,9s e 1 Cor 11,31s. Não se trata, pois de castigo, mas de correção de pai. Deus nos quer salvos e para isso nos corrige o rumo, nos coloca nos trilhos, mesmo que para isso use de severidade, seja rigoroso. Às vezes deixando-nos cicatrizes, como na estorinha a seguir: Um menino brincava a beira de um lago e resolveu entrar na água para refrescar-se. A seguir, um crocodilo jogou-se na água e nadou rapidamente em direção a criança. A mãe do menino, vendo a fera, correu para a beira do lago, gritando para seu filho sair da água. O menino tentou sair, mas o crocodilo abocanhou seus pés ao mesmo tempo em que sua mãe segurava-lhe os pulsos. Um embate cruento seguiu-se; de um lado a fera tentando arrastar o menino para o fundo do lago, de outro a mãe decidida a resgatar seu filho. O crocodilo dando-se por vencido desistiu e largou o menino. Valera o esforço daquela mãe. Mais tarde no hospital, as pessoas queriam ver os ferimentos nas pernas do garoto, mas este, orgulhoso mostrava a todos os pulsos, também muito machucados:        Vocês estão vendo? Isso foi porque minha mãe me segurou com força, cravou as unhas em mim para que o crocodilo não me devorasse!
            Nós podemos nos identificar com esse menino. Também temos muitas cicatrizes; às vezes cicatrizes de um passado doloroso, algumas muito feias e que causam profunda dor; mas algumas feridas e cicatrizes foi porque Deus se recusou a nos deixar, Ele estava nos segurando! Se hoje o momento é difícil, talvez seja porque Deus está lhe segurando, cravando suas unhas em você para não lhe deixar ir. Deus faz o necessário para não perder você, mesmo que para isso tenha que lhe deixar cicatrizes. As cicatrizes deixadas pelo crocodilo, esteja certo disso, Ele vai tirar, mas as Dele Ele deixará, para lembra-lo que são para sua salvação.
            V.6 – Obedecendo ao Senhor. Seguindo o caminho que Ele nos aponta, o caminho onde ele nos colocou ao tirar-nos da boca do crocodilo. Aceitando Jesus como Senhor e Salvador, seremos dignos da morada que Ele preparou para nós. Amém.
           
                

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

I Cor 5,1-5 – Imoralidade do Mundo

 

“N

ão vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para admoestar-vos como filhos muito amados.”(I cor 4,14).


            Deus não quer castigar, na verdade quer o bem de todos nós.

            Na pericope I Cor 5,1-5 não há muito a comentar. O texto é claro, se explica por si. Trata de imoralidade, luxuria, escândalo na comunidade. Isto existe entre nós, hoje em dia? Infelizmente existe. Sacerdotes são assediados, outros assediam...

            Se analisarmos essa Palavra de modo rasteiro, superficial, veremos que ela é extremamente pesada. Baseado apenas na letra e não na essência, essa palavra – quero crer – não se aplica entre nós aqui presentes. Mas não vamos ficar só na superfície, vamos mergulhar na palavra, fazer uma reflexão mais profunda. Por esse ângulo, vemos aí, o mundo transformado num lamaçal, o mundo desregrado, degenerado. O mundo entregue as paixões da carne, submetido ao domínio das potestades e principados do mal.

            O mundo está tão degenerado que a pornografia tomou conta de tudo, extrapolou e invade nossos lares através da TV, músicas imorais tocados em alto volume nas ruas, para quem queira – e mesmo quem não queira – ouvir. A Palavra de Deus em Sab 15,4s nos adverte sobre isso. (...)...

            O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem. É verdade, porém temos que discernir para não aceitarmos tudo que nos é imposto. Não podemos ficar engolindo as porcarias que o mundo nos impinge.

            O mundo é assim, não podemos fugir dele. Façamos então como S. Paulo: estamos no mundo, não somos do mundo. Assumamos a loucura da cruz em contraponto a loucura do mundo.

            Temos que estar atentos, muito atentos às armadilhas do mundo que proclama falsos deuses, ídolos; o mundo exageradamente hedonista. Hedonismo é a busca desenfreada do prazer; é o prazer pelo prazer. Estejamos atentos, vigilantes, revestidos da armadura de Deus, como em Efésios 6, para não ficarmos vulneráveis aos harpões afiados do inimigo.

            Deus está nos advertindo sempre, exortando, nos convocando a si. E o que damos a Deus? Nada! E quando damos, são migalhas, o resto; o que sobra do nosso tempo, o que sobra de quase nada. Mas Deus, por amor, continua a exortar e suscita profetas entre nós, vozes que clamam no deserto.

            O v.5 (...)... Parece maldição, mas na verdade é benção. Trata-se de purificação. Se estivermos de coração contrito, Deus com amor infinito nos concede o perdão incondicional, mesmo que às vezes possa nos provar no fogo, tal como ouro e prata que são purificados assim.

             Depois de tudo que foi dito, talvez ainda não tenham entendido, talvez as palavras tenham sido mal interpretadas. Portanto, que eu não tenha sido considerado grosseiro devido a rudeza das palavras proferidas, porque embora duras, são palavras verdadeiras e ditas com amor; o amor que vem de Deus. Amem.   


sábado, 29 de agosto de 2020

Ml 2,5-7 – Testemunho e Contra Testemunho



O
 profeta Malaquias fala do amor de Deus por Seu povo. Mas também adverte que bênçãos não acontecem devido ao mal proceder do povo, negligência dos sacerdotes, desrespeito ao matrimônio, divórcios, adultério, enfim, no descumprimento dos preceitos legais e divinos. Prosseguindo a leitura, isto fica evidente no v. 8. Ver também Mt 23,13.15.
            Como fazer para dar bons testemunhos, ser exemplos a seguir? Qual é a chave, qual o segredo? O segredo não é nada secreto, aliás, nem é segredo: Eis o segredo (a Bíblia). Ler atentamente, buscar o entendimento, vivenciar, experimentar, praticar a Palavra de Deus. A chave é o próprio Jesus, que abre todas as portas; o que Jesus fecha ninguém abre, o que Ele abre ninguém fecha (Ap 3 ).
             Chave... chave do coração... Deus nos deu a chave de nosso coração, que só abre por dentro, pela nossa vontade e arbítrio. Sabemos que não somos transformados por nós mesmos, não somos capazes de nos salvar por nossos próprios méritos. Se somos transformados por Deus, como isso pode acontecer se Ele mesmo não abre o nosso coração? Boa pergunta. Ocorre que Deus constantemente pede que abramos a porta do coração – “Eis que estou à porta e bato...” (cf Ap 3,20). Se é Deus quem age e faz em minha conversão, ficarei esperando Ele agir, certo? Errado! Você vai ficar esperando, esperando... e enquanto espera vai escorregando para o abismo. Temos que abrir a porta e deixar Deus agir. Quando Ele bater, abramos e deixemos aberta; assim, Ele faz a obra, nos transforma, nos converte, nos restaura.
            Viver sob a ação do Espírito Santo. Viver sob ação do Espírito Santo é abrir o coração e deixar que Ele dirija nossas ações, nosso pensar, nossa vida enfim; é se deixar levar pelo Espírito de Deus. Quem está sob a ação do Espírito não está submisso a lei. Não que esteja acima da lei, não, mas porque quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo segue os passos de Jesus e Jesus nunca transgrediu, nunca errou, nunca desobedeceu. Jesus é o caminho que leva ao Pai, a verdade que liberta e a vida plena e abundante, a vida eterna.
            Jesus nunca lhe perguntou se você aceitaria que Ele derramasse um pouquinho do seu sangue por você; nem sequer cogitou se você seria merecedor ou não. Ele simplesmente foi e derramou todo o Seu sangue por você! Todo o sangue. E o sangue de Jesus é precioso demais para que se perca, para que seja derramado em vão. Por isso temos que ser dignos, aceitarmos de coração aberto o sacrifício de Jesus. Temos que mostrar isso em nossas vidas, testemunhando, sendo exemplos vivos do Evangelho e espelhos fiéis das obras e ensinamentos de Cristo.
            Acolhamos com amor os irmãos pecadores (mais pecadores que nós), sejamos espelhos, bons exemplos, com o fim de resgatar as ovelhas perdidas do Senhor. Porém sejamos cuidadosos. Não devemos em nome do perdão e da misericórdia, confundir acolhimento fraterno com permissividade, assim como em nome da retidão e da justiça usar de severidade excessiva, trocando zelo por intolerância. Que Deus nos abençoe e nos guarde contra todos os males, principalmente nos dê discernimento e bom senso para que ao nos defrontarmos com maus exemplos e contra testemunhos, não discriminemos o pecador, mas jamais aceitemos o pecado. Amém.




   

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

I Cor 15,19-28 – ESPERANÇA



P
aulo testemunha que devido a realidade da ressurreição de Jesus Cristo e da certeza de nossa própria ressurreição, sua fé não era inútil nem vazia.
            A Palavra nos lembra e de certa forma exorta a olharmos para frente, visando um futuro além do horizonte material. Pessoas fazem provisão para o amanhã, cadernetas de poupança, não é assim? Desta maneira buscam garantir o futuro da família, dos filhos e de si próprio. Devemos pensar no futuro não simplesmente como o dia de amanhã, o futuro imediato, mas sim pensar no futuro como eternidade. Porque haverá um dia, quando caírem todas as nossas imperfeições – assim esperamos – estaremos diante de Deus e O veremos tal qual Ele é! Veremos então, o que olho nenhum viu e ouvido nenhum jamais ouviu! (Estas são palavras da escritura, não minhas; vêem portanto do coração, não da mente). Em vista do exposto, nossa caderneta de poupança deve ser espiritual não material, nossos tesouros devem estar no coração, não no cofre.
            Deus nos criou perfeitos como Ele mesmo, à Sua imagem e semelhança. Mas o pecado nos desfigurou. Em Adão perdemos a imortalidade e a graça original; vaidade, orgulho, soberba, auto suficiência e desobediência geraram o pecado e com o pecado a dor, o sofrimento, doenças, morte.  Mas veio alguém que tudo venceu, inclusive triunfou sobre a morte. Com Adão vieram o pecado e a morte, com Cristo a graça santificante e a vida eterna. Em Adão abundou o pecado, em Jesus a graça é superabundante!
            Tem gente que sabe que algo é errado e mesmo assim, faz. Nada importa, para esses tudo é permitido, tudo convém. São amantes do pecado, capazes de lutar para ganhar o mundo, mas não se disponibilizam para Deus. Querem tudo do mundo e perdem a graça da salvação. O cristão não é, não deve e nem pode ser assim. Nossa esperança reside naquele que morreu e ressuscitou para nos salvar e garantir a eternidade junto ao Pai Celeste. Vivamos intensamente nossa fé, vivenciemos com fervor a Boa Nova de Cristo para alcançarmos a salvação e podermos adentrar um dia o Santo dos Santos. Como nos diz São João Bosco: “Vivamos como se cada dia fosse o primeiro, único e último de nossa vida.”
            Haveremos, um dia, de ver Deus face a face. Enquanto não chega esse dia, vivamos nossa obscuridade com fé, enxergando-O como que através de um véu, à contraluz. Vivamos de modo que quando advir a hora, possamos adentrar o Santo dos Santos e permanecermos resplandecentes com Ele na eternidade. Amém!







sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Ct 2,1-4 – Igreja Noiva de Deus



J
esus gostava de ensinar por parábolas. Fazia parte de sua pedagogia, seu método de ensino. Parábolas são pequenas estórias com um fundo moral. Através das parábolas Jesus transmitia a sua verdade. Algumas parábolas de Jesus eram simples, de fácil entendimento, outras muito difíceis; e isso tinha um propósito. Para os que estavam próximos, seus discípulos, o próprio Jesus as explicava. Por isso dizia: “a vós será dado o entendimento das parábolas, aos outros porém, estes ouvirão e não entenderão”. Refere-se aos que estão longe dele, afastados e não querem aproximar-se.
            Em nossa reunião semanal o Senhor mostrou, em visão, uma vela apagada e virada para baixo. Discernimos que isso significava apagamento da fé e distanciamento de Deus, da igreja. Estamos arrefecendo nossa fé, esfriando nosso ardor. Urge retornar ao primeiro amor, às promessas do batismo. É preciso, repito, retornar ao primeiro amor; ajoelhar-se diante do Santíssimo; abraçar a cruz. Reavivar a chama, soprar as cinzas sobre a brasa; sim, há uma brasa viva sob as cinzas. Deus não nos chamou à toa! Por isso Ele nos deu essa Palavra do livro dos Cânticos como uma parábola para nós.
            O livro Cântico dos Cânticos é um belo poema de amor. Retrata o amor entre homem e mulher, mas podemos ver também como o amor de Deus por seu povo, de Cristo por sua Igreja. O noivo, o próprio deus; a noiva, a Igreja. Ao lermos o versículo 4 (...) Numa casa onde se bebe vinho em sinal de amor. Onde o vinho é oferecido e o pão repartido? Na Eucaristia, presença real de Jesus que se doa a cada um de nós por puro amor. Na igreja nos reunimos para louvar a Deus, para receber os sacramentos, para avivar a chama do amor, para receber e apresentar Jesus ao mundo. Entretanto, tantos católicos perdem a identidade cristã, esfriam a fé, esquecem as promessas do batismo. Quantos católicos estão bebendo dos dois cálices! E não refiro aqui à idolatria das falsas doutrinas – isso é outro assunto – refiro-me às coisas do mundo mesmo. Quantos deixam a Igreja, deixam de participar das atividades comunitárias para ficar em casa refestelados em suas poltronas vendo TV, assistindo novelas. Quantos trocam a missa por futebol, por churrasco. Por isso, “...acorda tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará” (cf. Ef 5,14). Volte para a casa de Deus, como diz S. Paulo: “A Igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade”. (cf. 1 Tm 3,15). Que Igreja é essa? Não é a Igreja Protestante, eles não estavam lá. É a igreja de Paulo, nossa Igreja! A Igreja Católica Apostólica Romana, presente na face da terra desde aqueles tempos.
            Desperta, levanta-te, afasta-te dos mortos pelo pecado, reacende a chama, coloca-te à luz de Cristo! Amém.   

sábado, 8 de agosto de 2020

Tobias 3 – Pecado e Conseqüências



T
obit clama a Deus e o Louva por sua bondade e justiça, apesar de suas tribulações (Tb 3,1-6). Tobit sofria as conseqüências do pecado. Não tanto de seu pecado pessoal, mas dos pecados do mundo, dos pecados de seu povo. Como hoje em dia sofremos também as agruras, não somente de nossos pecados, mas do pecado que assola o mundo, suas mazelas, maldade, falta de amor. Também nós, como Tobit, devemos reconhecer que acima de tudo isso, nosso consolo, fé e esperança estão em Deus e seu infinito amor.
            Deus nos ama apesar do que somos e fazemos. Ele nos criou para a perfeição, à sua imagem e semelhança. Mas o pecado nos desfigurou; por vontade própria nos afastamos do Criador e perdemos a graça, rejeitamos o amor de Deus, trocando-o pelo pecado.
            O pecado surgiu com a desobediência, insuflado pelo diabo em forma de serpente, como relatado no Gênese. Com o pecado veio ao mundo a dor, o sofrimento, a doença, a morte. O mundo é pecador por causa do diabo. Não que as pessoas estejam endemoniadas, não é isso; porém o diabo influencia, espalha suas armadilhas e nós, ingenuamente caímos nelas, nos deixamos seduzir por seus engodos. Ele é um predador, um caçador e nós, sua caça, suas vitimas. O diabo sutilmente infiltra-se entre nós e nos apanha em nossas fraquezas, capturando-nos. Mas Jesus é nosso Salvador e vem em nosso socorro, pois Ele já nos resgatou com seu sangue (Cl 2, 13ss). Jesus já rasgou a carta condenatória na qual o diabo nos acusa.
            Devemos aceitar e reconhecer a remissão oferecida por Jesus, através o arrependimento e o pedido de perdão, a fim de nos reconciliarmos com Deus. Devemos buscar a confissão, não somente a confissão direta a Deus na intimidade de nosso coração, ao reconhecermo-nos pecadores, como também a confissão sacramental, para que tenhamos reconhecidamente o perdão de Deus através do sacerdote. Devemos sim, buscar a confissão sacramental, onde encontra-se o perdão, a cura das angústias e a libertação das cadeias do pecado. Como ouvi certa vez numa pregação do Prof. Felipe Aquino: “O confessionário é o único tribunal do mundo onde confessamos-nos culpados e saímos inocentes”.
            O Senhor nos fala em profecia: “Filhos, quero vos colocar em meu colo. Quero afagar vossa fronte, afagar vosso coração. Vos dou a paz. Vos dou o que procurais no mundo e não encontrais, porque só Eu posso dar. Despojai-vos das coisas exteriores, vinde para meus braços. Vossas lágrimas, vosso sofrimento, não me aprazem. Vinde para meus braços”. O pecado só te faz sofrer, só te causa angústia e desolação. Por isso Deus te quer junto a Ele. Só Ele tem o que você precisa, só Ele pode te livrar do pecado. Só junto dele podemos resistir às tentações. Por isso Ele pede que deixemos as coisas exteriores. Coisas exteriores são as coisas do mundo, tudo aquilo que precisa e deve estar fora de nossos corações. Amém. . 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

At 23,6-11 – PERSEGUIÇÃO



E
ncontramos aí Paulo diante do grande conselho sendo julgado; não que tivesse cometido algum crime, mas simplesmente porque anunciava Jesus Cristo e a ressurreição. Paulo que fora o grande perseguidor de Jesus e seus seguidores, tornara-se também cristão e de perseguidor passou a perseguido. Devemos nós fazer como Paulo, não importando os obstáculos, nem mesmo o sofrimento de sentir-se perseguido, devemos em qualquer circunstância anunciar Jesus. Em outra passagem dos Atos dos Apóstolos vemos Pedro e João felizes após serem libertados da prisão. A alegria deles porém não era em função da liberdade, estavam contentes por haverem sido injuriados, afrontados por pregarem a doutrina de Jesus. Pedro e João assumiram a bem aventurança, quando Jesus disse no sermão da montanha que bem aventurados seriam aqueles que sofressem perseguições por seu nome, pois grande seria a recompensa para esses na eternidade. Disse também Jesus em Jo15,20: “O servo não é maior que o senhor. Se me perseguiram, hão também de vos perseguir.”
            A perseguição que observamos aí ainda era pouco frente ao que viria, quando o Império Romano deixasse de tolerar o cristianismo e praticamente o declarasse inimigo de estado. A perseguição dos imperadores Nero, Domiciano, Diocleciano, foi cruel e sanguinária, ao longo de pelo menos três séculos. Os cristãos eram decapitados, crucificados, esfolados vivos, jogados as feras, queimados, mas não se intimidavam, não renegavam a fé. Não adiantava matar, pois o sangue dos mártires era semente de novos cristãos!
            Hoje não corremos risco de morte ao anunciar a Palavra, ao menos onde vivemos não somos proibidos de falar de Deus ou de Jesus, apesar de também sofrermos perseguições. Somos perseguidos pelos ouvidos, pela língua e ainda assim temos medo. Aqueles homens e mulheres eram perseguidos pela espada e não se calavam. Nós, por covardia, timidez ou mesmo comodismo, deixamos de anunciar, de evangelizar. Quantas vezes a oportunidade de evangelizar se apresenta e por timidez, por medo de parecer ridículo, deixamos de anunciar Jesus. Alguns dizem não saber como fazer, não conhecerem nada e outras desculpas... Mas para evangelizar não é necessário ser doutor em teologia ou bíblia, basta se abrir a ação do Espírito Santo.
            Nossa fé, nossa doutrina, ou seja, a Igreja, já nasceu perseguida. Primeiro pelos fariseus quando ainda era uma seita de origem judaica, depois pela influência do paganismo, pelo império romano, pelas heresias, pela reforma protestante, pelas filosofias materialistas, pelo iluminismo, mais recentemente pelo comunismo, pelo agnosticismo e tantas mais que apareçam. Mas tudo isso ruiu, caiu, dividiu-se ou desapareceu e a Igreja continua de pé, firme, inabalável há mais de dois mil anos! É a verdade bíblica: “... e sobre esta pedra construirei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela.” Glória a Deus! Não somos uma igrejinha qualquer, a nossa igreja foi concebida aos pés da cruz, com o sangue de Cristo, surgiu em Pentecostes e foi regada, fertilizada com o sangue dos mártires! Não importa o quanto possamos vir a ser perseguidos, somos felizes por sermos cristãos católicos e estarmos na renovação carismática. Como disse um bispo Tcheco duramente perseguido pelo regime comunista: “ Quando fazemos a obra de Deus, fazemos muito; fazer a obra em oração faz-se mais ainda e sofrer pela obra de Deus é tudo. “ Amém.