sábado, 11 de fevereiro de 2017

LADAINHA DO LOUVOR


Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Vida, meu Amor.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Nome acima de todos os nomes.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Emanuel, Deus conosco.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Rei dos reis.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Rei da criação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Rei do universo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Senhor dos senhores.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Todo-Poderoso.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Cristo.
Louvados sejas Tu, pois Tu és Cristo, o Rei.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Cordeiro de Deus.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois és o Leão de Judá.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és as Estrela Radiosa da Manhã.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nosso Defensor e nosso Escudo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Força e nosso Cântico.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Caminho para a nossa vida.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Única Verdade.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Vida Verdadeira.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Conselheiro Admirável.

Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Príncipe da Paz.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Luz do mundo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Palavra Viva.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nosso Redentor.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Messias.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Ungido.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Santo de Israel.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Bom Pastor.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Porta do aprisco.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Senhor dos exércitos.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Rocha Eterna.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és meu Esconderijo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Salvador do mundo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Torre Fortificada.

Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és meu Refúgio na montanha.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Pão da vida.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Fonte de toda a santidade.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Água Viva.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Videira Verdadeira.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és meu Esposo, meu Criador.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Fortaleza.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nosso Libertador.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Vitória.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Salvação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Justiça;
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Sabedoria.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Santificação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Justificação.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Porta.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o grande EU SOU.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o grande Sumo Sacerdote.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Pedra Angular.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Alicerce Firme.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Alegria.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Herança e nosso Cálice.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Cura e Plenitude.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és nossa Aliança.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Promessa do Pai.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Deus Eterno.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Deus Altíssimo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Cordeiro que foi imolado.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Justo Juiz.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Bálsamo de Galaad.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Guerreiro Poderoso.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Defesa.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és o Noivo.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Paciência.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és a Realidade Concreta.
Louvado sejas Tu, Jesus, pois Tu és minha Providência.

(Ed. Cleofas)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Vamos louvar o Senhor?


“Nossa meditação é uma espécie de treino no louvor do Senhor. Se a felicidade da vida futura consiste em louvar a Deus, como poderemos louvá-Lo se não fomos treinados?” Santo Agostinho
Em alguns países, no início do século, quando duas pessoas se encontravam, era costume dizer: “Louvado seja Jesus Cristo!” E a outra respondia: “Para sempre seja louvado!”
Talvez não voltemos a adotar esse belo costume, mas cada um de nós é chamado a um senso e a um hábito profundo de render louvores ao Senhor durante o dia todo. Assim dizia o grande santo Agostinho: “É possível louvar a Deus ininterruptamente? Creio que sim: faz da melhor forma o que tens de fazer. E louvarás a Deus continuamente. (Santo Agostinho)”. O louvor nos coloca em sintonia com Deus.
A simples compreensão de que a vida normal do cristão consiste em louvar a Deus já nos ajudará a todos a ficarmos mais sensíveis a essa prática. Sabemos agora mais do que nunca qual é o privilégio do cristão.
Certa vez, em 2014, o Papa Francisco em uma de suas catequeses chegou a questionar: “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito!”.
Devemos rezar a Deus com todo o coração. Isso é um ato de justiça, porque Ele é grande! É nosso Deus!
O Papa ainda nos deixou uma pergunta: “Mas como vai a minha oração de louvor? Sei louvar o Senhor? Sei louvar o Senhor ou quando rezo o Glória ou rezo o Santo, o faço somente com a boca e não com todo o coração?”
Uma das experiências mais emocionantes e proveitosas que aprendi na fé, é dizer a Deus “obrigado”, também quando as coisas dão errado.
Toda vez que você perceber que agiu sem fé, na mesma hora peça perdão a Deus pela sua falta de fé, e por ter tomado das Suas mãos as rédeas de sua vida; e as entregue de novo a Ele. Deus compreende a sua fraqueza, e o perdoa, e está pronto a renovar em você o Espírito Santo; mas temos também de fazer a nossa parte, continuar lutando, sem desanimar e sem desesperar.
Podemos dizer “obrigado Senhor” mesmo quando o mundo todo está desabando ao nosso lado. Por quê?
Porque Deus é todo poderoso, Pai amoroso, e sustenta o mundo em suas mãos, e tem o comando da minha vida. Deus não pode nos abençoar se ao invés de confiar Nele ficarmos nervosos, lamuriando, xingando, ou até quem sabe revoltados contra Ele pelo que aconteceu. É claro que nesta hora o demônio vai soprar no seu ouvido algo assim: “está vendo, Deus não ama você de jeito nenhum; se o amasse não deixaria isto acontecer com você!”. Quando você louva a Deus neste momento, você dá um tapa na cara do tentador e ele se vai.
Mesmo na dor mais profunda, mesmo na perda mais dramática, diga a Deus “obrigado Senhor” por tudo isto, por mais absurdo que possa lhe parecer. Se você fizer esta experiência na fé, verá Deus agir em sua vida poderosamente.
Ele manda “dai graças em tudo”, exatamente por aquilo que está “doendo” agora dentro de você.
Quando louvamos a Deus no sofrimento não estamos exaltando o mal e nem mesmo querendo dizer que Deus possa ser seu autor ou que nos queira ver sofrer; nada disso, apenas confiamos que se Ele permitiu que esse mal acontecesse conosco – e que não foi causado por Ele – é porque Ele saberá tirar daí um bem maior.
Que todos nós sejamos profundamente abençoados com um novo desejo e determinação de louvar a Deus.
Deixamos aqui um convite. Que tal fazer uma viagem pela sua vida e resgatar os tantos motivos que tem para louvar a Deus no dia de hoje.
Vamos louvar a Deus?


sábado, 28 de janeiro de 2017

Ministério é serviço que se doa por obediência


Que são muitos os ministérios, e o Espírito é o mesmo, disso sabemos. Que os ministérios têm um carisma em sua base, que caracteriza as suas ações, disso também sabemos. No entanto, o que nem sempre percebemos é que quem forma esses ministérios, servos escolhidos e capacitados por Deus, com unção e dons específicos e diversos, são responsáveis por serem os braços que trabalham no corpo da Igreja.
Seja em qual ministério for, nós, servos na Renovação Carismática Católica, ao darmos o nosso sim ao chamado de Deus, assumimos uma grande e importante missão. O Senhor conhece cada um dos seus, e não os daria uma cruz mais pesada do que podem carregar. A cruz que nos leva a céu e dá sentido à vida do cristão.
O próprio Cristo é o maior e mais perfeito exemplo de entregar sua vida por uma missão que fez valer todo sofrimento que sua carne humana pôde sofrer, pois seu Espírito permaneceu firme no propósito. Nessa perspectiva de ministérios, o que podemos aprender com Jesus Cristo? Serviço, doação e obediência.
O servir cristão não é isolado. Em todo o Brasil e em lugares que nem imaginamos no mundo, há alguém que serve a Deus de todo o seu coração. Pessoas com diferentes vocações, cientes de sua vocação maior de santidade, e que a buscam todos os dias, colocando-se a serviço do Senhor de suas vidas.
Assim também na Renovação Carismática, os ministérios, por mais diferentes que sejam, não são solitários. Fazem parte de um mesmo “corpo”, com mesmo objetivo e missão de fazer discípulos de Jesus em todo o Brasil, a partir da experiência do batismo no Espírito Santo.
Cada peça é importante neste grande quebra-cabeça. Mas o que faz o jogo ser trabalhoso além do necessário é quando uma peça não está onde deveria. Desta forma, quando os ministérios, os servos, se colocam em seu lugar, as peças se unem e formam um belo desenho. Para que isso aconteça, é preciso reconhecer que seu serviço é importante para o todo, pondo o seu carisma a serviço da comunidade, do Grupo de Oração, do Movimento, da Igreja.
Em seguida, é necessário notar que o servir agradável a Deus é mais que “bater ponto”, é fazê-lo com amor. Não é automático, nem puramente humano. É doar-se, deixando que o Senhor conduza e oriente da forma que desejar. Ou seja, mais que saber de sua importância, o bom servo tem o coração livre para compreender que o seu esforço nem sempre vem com aplausos, mas que a recompensa no seu já está.
Sendo assim, também em nossos ministérios precisamos nos doar mais, e quem nos pede isso é o próprio Senhor. Não basta chegar e cantar, fotografar, pregar, interceder. É preciso se entregar ao Senhor e doar-se mais, da oração pessoal pela reunião de oração, ao pastoreio dos participantes. O Nosso Senhor pede mais. Mais mãos à obra, que transborde em doação verdadeira, com mais amor a Ele e aos seus, assim como pede no centro dos mandamentos.
De onde, então, viria a motivação para esse servir desprendido e que se doa? Tudo parte do nosso coração unido ao de Jesus. Ao tê-Lo como verdadeiro Senhor, brota no coração o desejo de cumprir o que Ele diz. Por isso, para um servo, é essencial a obediência. Ao conhecer Sua Verdade, já devemos segui-la, quanto mais quando aceitamos fazer parte de seus servos, como corresponsáveis da missão da Igreja de evangelizar e levar mais pessoas a Deus.
A obediência deve falar mais alto quando o serviço perdeu o sentido para o servo cansado, ou quando a doação pareceu não valer a pena para o servo decepcionado. O foco do cristão é a santidade. E, para o servo, é a santidade também no serviço. Serviço que se doa aos irmãos por obediência ao Deus de amor a quem serve.
Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo” (1Pd 4, 10-11)

 Laís do Valle Corrêa - Grupo de Oração Maranatha-Ministério de Comunicação Social/Arquidiocese de Belém/PA

sábado, 21 de janeiro de 2017

Carta do Ministério Fé e Política em defesa da vida

Amados irmãos em Cristo Jesus!


“... a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo, que se entregou por nossos pecados, para nos libertar da perversidade do mundo presente, segundo a vontade de Deus, nosso Pai, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (Gal. 1, 3-5).
Mais uma vez, dirigimos a palavra aos irmãos carismáticos em um grave momento de crise em nosso país. Durante muito tempo o povo brasileiro acostumou-se com as crises financeiras, mas, ao que tudo indica, parece que agora estamos sendo levados a conviver com uma constante crise política, moral, ética e de escândalos sem fim. Interessante recordar as palavras que o Ministério Fé e Política dirigiu ao povo da RCC em 16 de março de 2016:
“... De fato, não é diferente entre nós carismáticos. Com os últimos acontecimentos políticos noticiados pela imprensa brasileira, a indignação torna-se presente, uma forte inquietação suscita em muitos o desejo de protagonizar uma reação explícita e terminam por sugerir todo o tipo de mobilização aos líderes do Movimento. Neste contexto, é importante reconhecer que é lícito indignar-se com a corrupção e com toda mazela resultante do trato com a coisa pública. Contudo, é preciso recordar que pela fé acreditamos que não são as armas humanas que estão vencendo este combate – é Deus mesmo que se põe à frente abrindo caminhos”.
Agora em 04 de dezembro de 2016, novamente nos vemos diante de situações não menos desafiadoras e graves que as anteriores. Muito se questiona a respeito de um posicionamento oficial da RCC quanto às manifestações de rua. Como sempre, nossa referência permanece em Jesus e nas orientações da Igreja. Neste contexto, é preciso recordar que em sua NOTA EM DEFESA DA VIDA, a CNBB reafirmou a incondicional posição da Igreja em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. E fez um apelo: “Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção” (Nota da CNBB de 01/12/2016).
Nesse contexto, um texto de Pe. Luiz Carlos Lodi escrito em 12/04/16, intitulado “Muita marcha e pouca oração”, permitirá lançar luzes às nossas reflexões. Ele dizia:
“... Em 13 de março de 1964, o presidente João Goulart (Jango) discursou em um comício feito na Central do Brasil, Rio de Janeiro, pleiteando uma reforma estrutural profunda (‘reforma de base’) que só poderia ser obtida mediante uma nova Constituição. ‘Nem os rosários podem ser erguidos como armas’, disse ele contra os que se opunham à reforma. Horas antes do discurso, o presidente assinara dois decretos: um permitia a desapropriação de terras numa faixa de dez quilômetros às margens de rodovias, ferrovias e barragens; outro transferia para o governo o controle de cinco refinarias de combustíveis que operavam no país.
No dia 19 de março de 1964, dia de São José, patrono da família, houve em São Paulo a grandiosa ‘Marcha da Família com Deus pela liberdade’, em reação ao discurso de Jango. A marcha foi concebida pela freira paulista Ana de Lourdes, neta do jurista Rui Barbosa. Seria uma ‘Marcha de Desagravo ao Santo Rosário pela ofensa que tinham constituído as palavras de Goulart na Guanabara’. O nome ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’ acabou sendo sugerido pela deputada Conceição da Costa Neves. A multidão, estimada entre 500 e 800 mil pessoas, certamente portava faixas e cartazes, gritava palavras de ordem, mas não faltou a oração. Era época em que o padre irlandês Patrick Peyton fundara o movimento Cruzada do Rosário em Família, com o lema ‘a família que reza unida permanece unida’. O povo partiu da Praça da República e dirigiu-se à Praça da Sé, onde Padre Peyton celebrou a Santa Missa pela Salvação da Democracia. Convém ressaltar a importância das mulheres na marcha. Grupos como a CAMDE (Campanha da Mulher pela Democracia) e a União Cívica Feminina (UCF) estiveram presentes na organização da grande passeata. Pedia-se a Deus a salvação do Brasil ameaçado pelo comunismo, a preservação da família e da liberdade.
No dia seguinte, 20 de março, o general Castelo Branco, chefe do Estado Maior do Exército, exprimiu sua preocupação com o discurso de Jango em uma carta circular:
São evidentes duas ameaças: o advento de uma Constituinte como caminho para a consecução das reformas de base e o desencadeamento em maior escala de agitações generalizadas do ilegal poder do CGT. As Forças Armadas são invocadas em apoio a tais propósitos.
[...]
Várias Marchas da Família com Deus pela Liberdade foram realizadas em outras cidades até o final de março de 1964.
Em 31 de março, o general Olympio Mourão Filho resolveu partir com suas tropas, do Estado de Minas Gerais, para o Rio de Janeiro, e de lá para Brasília, sem encontrar qualquer resistência. João Goulart fugiu para Porto Alegre e, de lá, exilou-se no Uruguai. A Revolução foi efusivamente comemorada pelo povo, com novas Marchas da Família com Deus pela Liberdade, desta vez chamadas ‘Marchas da Vitória’.
No dia 2 de abril de 1964, no Rio de Janeiro uma gigantesca Marcha de cerca de um milhão de pessoas partiu da Praça da Candelária e foi até a Esplanada do Castelo.
Mais de cinquenta anos depois, o povo brasileiro vai às ruas para protestar.
[...]
Essa imensa multidão, porém, anda errante ‘como ovelhas sem pastor’ (Mt 9,36). Grita contra a corrupção, os desvios de verba, o aumento de impostos, o enriquecimento ilícito dos governantes, a inflação alta, o aumento do desemprego, a recessão da economia, mas não se veem mais terços nas mãos, nem um líder religioso como Padre Peyton que conclame o povo à oração.
Ouvi o clamor do meu povo (cf. Ex 3,7) – Uma massa informe é diferente de um povo organizado. Uma multidão revoltada é diferente de um ‘exército em ordem de batalha’ (Ct 6,10). Uma marcha de pessoas que apenas sabem gritar ‘Fora, Presidente!’ é diferente de um grupo de discípulos unidos a Maria rogando perseverantes pela vinda do Espírito Santo (cf. At 1,14).
Para que Deus possa dizer de nós o que disse a Moisés – ‘o clamor dos filhos de Israel chegou até mim’ (Ex 3,9) –  é preciso que também nós clamemos a Ele. Clamemos junto com seu Filho, cujo sangue é mais eloquente que o de Abel, ‘porque o sangue de Abel pedia a morte do irmão fratricida, ao passo que o sangue do Senhor obteve a vida para seus perseguidores’. Clamemos junto com Maria Santíssima, de quem Jesus disse olhando para nós: ‘Eis a tua mãe’ (Jo 19, 27). Elevemos ao céu muitas vezes as palavras com que o anjo Gabriel a saudou – ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo’ (Lc 1,28) – e as palavras com que Isabel, cheia do Espírito Santo, recebeu Maria em sua casa: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre’ (Lc 1,42).”
Mais do que nunca, o discernimento da Renovação Carismática Católica para o atual momento aponta para a oração. Assim, o Conselho Nacional da RCCBRASIL orienta o povo carismático a prosseguir em unidade e perseverança em nossa missão de orar, mantendo equilíbrio e coerência para atuarmos com maturidade nas decisões, que como cidadãos, estão sujeitas ao foro íntimo. Ou seja, cada um deve avaliar as circunstâncias e riscos para a sua tomada de decisão como cidadão, visando garantir uma manifestação em defesa da vida humana, desde a sua concepção, com integridade e segurança.
Acima de tudo, acreditamos que Nossa Mãe Maria está ao nosso lado levando as nossas súplicas pelo Brasil a Jesus.
 Que Deus nos abençoe a todos!
Ministério Fé e Política RCCBRASIL- Conselho Nacional RCCBRASIL


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Quando o amigo 'pisa na bola'

Nós mesmos já fizemos essa experiência frustrante de “pisar na bola” com alguém que nunca queríamos machucar

Por melhores que sejam as pessoas e suas intenções, um dia, sem querer, elas nos decepcionam. Acontece isso entre pais e filhos, marido e mulher, namorados apaixonados e entre amigos também. Nós mesmos já fizemos essa experiência frustrante de “pisar na bola” com alguém que nunca queríamos machucar ou decepcionar. Isso faz parte do processo de amadurecimento de qualquer relacionamento, e é muito bom que isso aconteça, para que não fiquemos na ilusão de achar que tal pessoa é perfeita ou nós mesmos somos intocáveis e imaculados.
Dizer que a frustração e os erros fazem parte do conhecimento do outro, para que no amadurecimento da amizade possamos adequar a imagem do amigo ao real e possível parece exagero, pois quem tem amizade-fantasia são as crianças e neste período da vida é normal. Por isso, uma verdadeira amizade deve estar guiada por alguns compromissos evangélicos: verdade, transparência e partilha; tudo isso, é claro, com muita caridade e misericórdia, pois só quando experimentamos o gosto amargo dos nossos erros compreendemos as fraquezas e erros do amigo.
Experiência mais terrível, para mim, são aquelas pessoas que estão no centro de uma situação, sabem de fatos que incluem e comprometem a pessoa amiga e, por respeito humano e um falso “protecionismo”, ficam caladas, omitem-se, não querem correr o risco de perder a boa fama, a simpatia e até mesmo a amizade.
Quando a amizade é verdadeira, o único medo que eu tenho é perder o meu amigo para os seus próprios erros, mesmo que ele não me compreenda e fique com raiva de mim, vou falar-lhe a verdade e abrir seus olhos, pois amigo não é aquele que passa a mão na cabeça, mas aquele que o desafia e “desinstala”, mas está pronto para ficar com você em qualquer situação.
Precisamos crescer na vivência e na compreensão de uma verdadeira amizade, quem não se compromete não ama. Quando um amigo “pisa na bola” ou estiver vivendo uma situação constrangedora, aproveite para acolhê-lo, não tenha medo de sacrificar a amizade pela verdade, pois o verdadeiro amor se arrisca, dá a vida pelo amigo. O homem quando erra não tem outra alternativa a não ser pedir perdão, senão, ele não é homem. O amigo não abandona o barco quando ele se agita, mas ajuda a remar, mesmo que tenha de dizer que o outro está remando para o lado errado.
Como corrigir um amigo sem perder sua amizade:
 Reze pelo seu amigo: a oração vai preparar o coração dele e também o seu;
 Espere a hora certa para conversar e partilhar, não se deixe vencer pelo nervosismo e ansiedade;
 Escolha o lugar certo: a privacidade é o melhor lugar para corrigir uma pessoa, evite fazer uma correção em público, pois, mesmo que você esteja certo, começou errado;
 Faça um elogio antes de fazer a crítica e a correção. Todos têm qualidades e isso corrige o nosso ego elevado pelos erros dos outros; isso não é fingimento, é amor.
 Saiba falar: cuidado com as palavras! O problema, muitas vezes, não é o conteúdo das críticas, mas o jeito com que se fala. Mesmo que o outro esteja no erro, demonstre respeito e carinho.
“Na realidade, na hora em que é feita, nenhuma correção parece alegrar o outro, pois causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados” (cf. Hebreus 12,11).  

 Padre Luizinho-natural de Feira de Santana (BA), é sacerdote na Comunidade Canção Nova.     

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Profecia-Quando e como usar esse carisma?


Antes de qualquer coisa é necessário entendermos o que significa a palavra Profecia. Ao consultar o dicionário, encontramos o seguinte significado: Ação de predizer (prever) o futuro, que acredita ser por meio de uma inspiração divina: as profecias bíblicas. E de fato, o ato de profetizar nada mais é que deixar Deus falar o que, e como irá realizar algo em nossas vidas. Ao orarmos, conversamos com o Senhor, e como em todo diálogo há o momento de falar e o de escutar e é justamente nesse momento que o carisma da Profecia surge em nosso coração. Quando profetizamos o Senhor utiliza a nossa boca para falar ao nosso irmão, nesse caso é necessário discernir quando e como usar esse carisma tão importante.
Aquele, porém, que profetiza fala aos homens, para edificá-los, exortá-los e consolá-los” (1Cor 14,3). Veja bem, irmão, a Profecia não vem para humilhar, entristecer, desesperançar, muito menos para sobrepor a vontade do condutor da profecia sobre decisões importantes na vida do irmão. Ao contrário, ela vem para acalmar, produzir esperança, aliviar, fazer crescer e gerar paz. De uma forma bem simples e clara, profetizar é ser o porta-voz de Deus.
Os carismas são diversos (cf. 1Cor 12, 1.4-11), todos são dados pelo Espírito Santo para cada um de nós e devem ser usados para edificação da comunidade. “Carismas são graças especiais que significam favor, dom gratuito, benefício; ordenam-se à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja, acham-se a serviço da caridade, edificando a Igreja” (Catecismo da Igreja Católica nº2003).
Entendemos, portanto a necessidade de exercitarmos os carismas nas reuniões de Oração, em especial o carisma da Profecia. O Senhor deseja falar conosco, e na reunião de Oração Deus quer falar, então devemos manter o nosso coração em sintonia com o Senhor, para que possamos reconhecer o desejo de Deus. Observamos, assim, a importância do uso dos carismas no “ciclo carismático”, ciclo esse que compreende o louvor, a oração e a profecia, funcionando como canal de comunicação entre Deus e os homens.
A Profecia é sempre falada na primeira pessoa do singular (Eu), porque é o próprio Deus a falar conosco. Quando recebemos uma Profecia podemos ou não proclamá-la, Deus não nos obriga, cabe a nós decidir, nesse momento não perdemos a consciência, temos o controle do que fazer, porém recebemos essa inspiração divina que pode vir acompanhada de manifestações espirituais (paz profunda, amor de Deus), assim como manifestações físicas (aceleração do coração, garganta apertada, calor espalhado por todo o corpo) e que servem para identificar quando a Profecia vem. Ao proclamá-la devemos pedir ao Espírito Santo a Palavra de Sabedoria e o Discernimento dos Espíritos para proferir as palavras de forma adequada, sem assustar ou desestimular àqueles que se encontram na assembleia. Podemos proclamar em línguas ou língua vernácula (idioma local). Quando é proclamada em línguas, deve vir seguida do dom da interpretação em línguas, que não é uma tradução, mas, como o próprio nome diz é a interpretação do que o Senhor falou àquele povo, a assembleia não pode sair da reunião sem essa compreensão.
Jesus diz: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27), da próxima vez que participarmos de uma reunião de Oração, estejamos abertos ao que o Senhor fala, tenhamos intimidade com o Pai, por meio de uma oração pessoal diária, leitura orante da Palavra e vida sacramental. Mantendo nossas práticas espirituais em dia ficará mais fácil vivenciarmos esse carisma e utilizarmos para a edificação da comunidade sempre que o Senhor quiser utilizar de nós para isso.

 Denise Santos Andrade Araújo-Grupo de Oração O Caminho pra Jesus-Coordenadora Estadual do Ministério de Oração por Cura e Libertação  do Piauí

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A vida passa por fases, e qual é a sua postura diante delas?


A natureza, todos os dias, nos ensina lições importantes e uma delas é este processo de saber respeitar o tempo certo para cada coisa. Precisamos ser  aprendiz da natureza e seus ensinamentos.

Quando paramos para pensar, logo percebemos que estamos em alguma das estações. Grande sabedoria é vivê-la bem, respeitando seu processo, seus limites, suas virtudes e fraquezas, mas sem pressa nem apego. A primavera é encantadora, mas se nos apegarmos a ela, como iremos contemplar os dias iluminados do verão? E se não nos lançarmos no outono deixando que caiam as folhas amareladas, como poderemos acolher o silêncio e a calma do inverno que refaz?
A vida é assim, passa por fases, com nossas escolhas colaboramos ou atrapalhamos seu processo.
Peçamos o auxílio do Espírito Santo, que enviado por Deus, vem em socorro das nossas necessidades em cada tempo de maneira exclusiva, pois é assim que Deus nos ama.
Para quem encontra-se hoje como a “árvore desfolhada”, passando pelo silêncio e a calma do inverno, peça o Espírito Santo que aqueça, ilumine e devolva esperança ao coração abatido. Para quem se sente passando pelo “outono”, mas percebe suas folhas presas por alguma razão, o Espírito Santo vem como vento e sopra para longe tudo o que é empecilho para sua renovação.
Aos que se sentem sufocados por entulhos das “estações” passadas, “folhas secas” amontoadas impedindo que a beleza desabroche, o Espírito vem como fogo do verão e queima todo o lixo, permitindo que a vida renasça. Para os que não conseguem ver os frutos crescer e a esperança de uma boa colheita parece distante, o Espírito Santo vem como luz, água e calor, fortalecendo a “árvore” e proporcionando uma “colheita” abundante, fortalecendo seus sonhos e o encorajando a perseverar para chegar à vitória.
Seja qual for seu tempo diante de Deus, procure vivê-lo bem, extraindo a graça própria, que por intermédio d’Ele é oferecida hoje.
(Portal Cançao Nova)



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A fé: carisma essencial aos nossos Grupos de Oração


A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele” (Catec. § 153)
Para que tenhamos a fé precisamos da graça de Deus e dos auxílios internos do Espírito Santo, que move o nosso coração e nos converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade.
O ser humano, por causa do pecado original, não tem condições de dar fé a si mesmo, por isso é necessária uma intervenção divina para alcançarmos tal graça. Então basta pedirmos a Deus esta graça e Ele nos concederá. Esta é uma espécie de oração que jamais nos é negada pelo simples fato de estar em absoluta concordância com a vontade de Deus.
Existem três tipos de fé:
1) A fé doutrinal- É uma virtude teologal, pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou, e que a Santa Igreja nos propõe a crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus”. Por isso o fiel procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá pela fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6) – CIC § 1814.
2) A fé dom- É a confiança absoluta na vontade de Deus, é a convicção de que Deus vai honrar o que Jesus nos prometeu e agirá conforme suas palavras. É colocar-se nas mãos d’Ele e aceitar com coragem e amor o caminho de felicidade que Ele traçou para nós. Não se trata de uma intuição, emoção ou sentimento, mas sim de um compromisso com Deus. A fé exige decisão! É algo que nos compromete até o nosso último fio de cabelo. Trata-se de entregar a nossa vida nas mãos do Pai e ao mesmo tempo aceitar toda a verdade por Ele revelada.
3) A fé carismática- A fé expectante é crer naquilo que não podemos ver, é acreditar e esperar por algo que está em nosso coração, e acreditamos estar no coração de Deus, é aquilo que está em I Cor 2, 9 “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64, 4), tais são os bens que Deus  tem preparado para aqueles que o amam”. É crer de uma maneira inabalável, fielmente, antes mesmo que aconteça.
Tudo o que pedimos em oração, crendo que já o recebemos, nos será dado (Mc 11, 24)
Crer é entender que somente por graça possuímos aquilo que recebemos de Deus. Assim como a vida humana não pode ser gestada fora do ventre materno, nós não podemos ter vida espiritual sem fé. A fé é a graça que mantém nossa vida interior, nossa busca incessante pela intimidade com Deus, o ser humano não se realiza e o seu coração não encontra paz sem a fé.
A Sagrada Escritura chega a afirmar que uma fé falsa, mantida só de aparências, faz com que a alma dessa pessoa exale como que um odor de morte. Por isso o carismático vive pela fé!
A fé carismática abre o nosso interior ao novo de Deus, para que milagres e prodígios aconteçam diariamente em nossos Grupos de Oração.
Para se ter fé, basta pedir! Tomar a decisão de acreditar em Deus e se comprometer com Ele.    

Juliana Castro-Grupo de Oração Vinde e Vede (COMVIVE)/Goiânia (GO)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Cura interior, o processo de reorganizar a casa do coração


Tudo aquilo que está em nosso meio pode dizer muito de como está o nosso coração.
Também somos responsáveis pelo ambiente que nos cerca. Existe um clima que é somatória dos aspectos emocionais, compostos de bons sentimentos e tensões, e dos aspectos materiais, ou seja, a disposição dos objetos e impressão visual destes. As coisas que possuímos ou utilizamos ficam impregnadas com a nossa marca, são como nossa extensão. Por exemplo: É fácil o acesso à pesquisa em que encontramos resultados que ligam a cor do automóvel com o temperamento do proprietário, a estampa da roupa com o ânimo no dia de quem a veste.


Não como via de regra, mas quando observamos alguém com um desleixo com seus pertences e com sua apresentação e asseio, pode ser um indicativo de que esse indivíduo está deixando de acreditar em si e de gostar de si mesmo. Um dos sintomas da depressão é a pessoa não reagir e não se importar muito com nada que a circunda.

 

A via inversa também pode ser um meio de começar a organizar o interior. Se estamos desanimados, se chegamos à conclusão de que necessitamos de uma cura interior, a partir de cuidados com coisas que utilizamos e deixam um ambiente mais agradável, podemos iniciar esse processo de reorganizar a casa do coração.
Arrumar a cama, pintá-la, desfazer-se de roupas que não mais usamos, tirar papéis velhos da gaveta, criar a coragem de jogar fora fotos de relacionamentos passados e que não nos fizeram bem, desentulhar as coisas que estão naquele cômodo dos fundos, e claro, o cuidado com si mesmo são o pontapé inicial para muitas mudanças no todo da vida e um gesto concreto e material de renunciar aos desacertos. Há muitas coisas guardadas em nossas casas, no escritório, na garagem, que correspondem a tralhas antigas no coração. Algumas têm ligação direta, são lembrancinhas para um saudosismo, mas outras coisas significarão somente a vontade de uma vida nova, de mudança.

Faça hoje sua reflexão. O que tenho comigo que não me faz crescer?Ainda que num primeiro momento tenhamos que fazer um grande esforço para começarmos a faxina da alma (pois somos apegados até mesmo aos males sofridos), o resultado será compensador. Quando nos dermos conta, até mesmo sensações, feridas e autoestima podem melhorar muito.
Com toda certeza, não é modificando o exterior que preencheremos de sentido a nossa alma. Boa faxina!

      Sandro Arquejada - Cançao Nova

sábado, 10 de dezembro de 2016

Papa Francisco adverte quem é o anticristo


O site ACI Digital informou hoje (11/11/2016) que na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu contra a tentação de construir ideologias a partir do amor cristão e da religiosidade; ideologias nas quais não se reconhece a mensagem evangélica do amor de Deus pelo homem.
Um amor que não reconhece que Jesus veio em Carne, na Carne, não é o amor que Deus nos comanda. É um amor mundano, é um amor filosófico, é um amor abstrato, é um amor pequeno, é amor soft. Não! O critério do amor cristão é a Encarnação do Verbo. Quem diz que o amor cristão é outra coisa, este é o anticristo! Que não reconhece que o Verbo veio na Carne”.
O Papa advertiu contra as ideologias: “as ideologias sobre o amor, as ideologias sobre Igreja, as ideologias que tiram da Igreja a Carne de Cristo. Essas ideologias escarnecem a Igreja! ‘Sim, eu sou católico; sim, sou um cristão; eu amo todo o mundo com um amor universal’. Mas é tão etéreo. Um amor é sempre dentro, concreto e não para além desta doutrina da Encarnação do Verbo”.
O Santo Padre sublinhou que “esta é a nossa verdade: Deus enviou o seu Filho, se encarnou e fez uma vida como nós. Amar como Jesus amou; amar como Jesus nos ensinou; amar com o exemplo de Jesus; amar, caminhando na estrada de Jesus. E a estrada de Jesus é dar a vida”.
A única maneira de amar como Jesus amou – indicou o Pontífice – é sair continuamente do próprio egoísmo e ir a serviço dos outros”. O amor cristão “é um amor concreto, porque concreta é a presença de Deus em Jesus Cristo”. “A Igreja é a comunidade em torno da presença de Cristo, que vai além”, assegurou.
O protótipo do amor cristão é o amor de Cristo por sua noiva, a Igreja. “Quem quer amar não como Cristo ama sua noiva, a Igreja, com a própria carne e dando a vida, ama ideologicamente”, afirmou Francisco. “Fazer teorias e ideologias, também propostas de religiosidade que retiram a Carne de Cristo, que retiram a Carne à Igreja, vão além e arruínam a comunidade, arruínam a Igreja”.
Se começarmos a teorizar sobre o amor, chegaremos à transformação da vontade de Deus”, disse o Santo Padre. “Chegaremos a um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja e a uma Igreja sem povo. Tudo neste processo de escarnecer a Igreja”.
Evangelho comentado pelo Papa Francisco:
Lucas 17,26-37
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O dom de línguas no Grupo de Oração


Jesus disse: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,…” (Mc 16, 17). Ao estudarmos sobre os dons carismáticos ou dons efusos, geralmente iniciamos pelo dom de línguas. Por que será? Por ser menos importante? Por ser o dom mais frequente aos que passam pela experiência do novo nascimento? Por ser um dom carismático que mais “aparece”? Ou por ser, segundo alguns, o mais “estranho” de todos eles? Sim e não.
Por certo, o dom de línguas não é menos importante, pois serve como uma porta, mas uma porta principal, que nos oferece acesso para os demais dons, justamente pelo caráter de abertura do coração que esse dom nos confere. Pode-se dizer que é uma porta baixa, baixíssima, e que só estará ao alcance para os que decidirem descer de seu intelectualismo formal, de sua postura adulta e racional, do apego a sua autoimagem. Isso, porque é preciso fazer-se criança para conversar com o Senhor. Eis aí o segredo para acolher o dom carismático das línguas: fazer-se criança, fazer-se pequeno. Todos nós somos chamados a estar com o Senhor, a ser um Amigo de Deus e falar com Ele “face a face” (Ex 3, 11). E ter um relacionamento de amizade com o Senhor deve ser a coisa mais importante em nossas vidas: “... no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lc 10, 42).
Nessa premissa, esse dom se faz grande, valioso e importante para a santificação dos fiéis, pois nos aprimora na intimidade com o Senhor, num diálogo filial em que o próprio Espírito Santo vem orar em nós. “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza: porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus” (Rm 8, 26-27). “Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito” (I Cor 14, 2). “Ora, o Espírito orando no homem será pouca coisa?” (Encarte da Revista Renovação N.55).
Pode-se dizer que os capítulos 12, 13 e 14 da primeira Carta de São Paulo aos Coríntios se constituem num minucioso tratado de Paulo sobre os dons carismáticos. Todo dom de Deus é uma dádiva, um presente que nos é dado para benefício próprio ou para o bem da comunidade, ou seja, para a edificação de todos. No caso do dom das línguas, de forma especialíssima, um dom de oração, de adoração, dom particular.
O Catecismo da Igreja Católica, no número 2013, ensina: as graças especiais, também chamadas carismas, segundo o termo grego empregado por São Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Qualquer que seja o seu carácter, por vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas estão ordenados para a graça santificante e têm por finalidade o bem comum da Igreja. Estão ao serviço da caridade que edifica a Igreja.
Paulo, em I Cor 14, 4 nos orienta: “Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo”. Esse edificar-se pode ser entendido por “construir, induzir ao bem e à virtude”. Dessa forma, o próprio apóstolo nos aponta um benefício pessoal do dom de línguas que pode ser comparado ainda a uma ferramenta do Espírito Santo de Deus que, sem cessar, trabalha na obra de santificação de cada fiel. De forma alguma podemos abdicar de tamanha graça, seja em nossa oração individual, seja orando em reunião com os irmãos.
... a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que, portanto não requer interpretação. Embora de caráter pessoal, ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembleias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus – que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra – por certo entende”.
Nas reuniões dos Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica o exercício dos dons carismáticos deve acontecer de forma natural, haja vista ser sua prática um dos pilares no qual se assenta a identidade do Movimento. Os dons, quando exercidos pelos participantes e servos que conduzem a reunião de oração, liberam cura, restauração e libertação. A assembleia é edificada, cresce na fé e santidade.
Para que a reunião de oração seja autenticamente carismática, os servos e demais participantes entram no que costumamos chamar de “Ciclo Carismático”, um momento de grande graça, em que todos são mergulhados no Espírito Santo e, através da escuta profética, o Senhor fala com seu povo. Por certo, o ciclo carismático é iniciado desde que o participante adentra no recinto da reunião de oração, pois a acolhida fraterna dos irmãos traz conforto e alegria, portanto, ali Deus já pode se manifestar se assim o quiser, pois a iniciativa de falar ao seu povo, de tocar os corações é sempre d’Ele e para isso, pode fazer uso dos mais diversos meios e momentos. Todavia, uma sequência de cantos, orações e louvores, ajudará a assembleia reunida a abrir-se à graça derramada, libertando-se de seus fardos e misérias. A oração em línguas surge, por conseguinte, como um auxílio do próprio Espírito Santo que vem em ajuda à falta de palavras em vernáculo para se orar. A oração em línguas e o canto em línguas com fins de glorificação do Senhor, seguido pelo silêncio (silêncio esse tão necessário), ajudam a tornar o ambiente oracional fecundo para a manifestação dos demais dons carismáticos. Os participantes ficam como que na expectativa de se ouvir o Senhor que poderá se manifestar por meio do dom carismático da palavra de ciência, de profecia, de cura, sabedoria e de outros.
João Paulo II, agora São João Paulo II, com sua Dominum et Vivificantem, e a inspirada exortação pronunciada na celebração de Pentecostes de 29 de maio de 2004, dizia: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio. [... Abram-se com docilidade aos dons do Espírito Santo! Recebam com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!”
Ressalta-se que se Deus sempre agracia seu povo, caberá a cada servo que faz parte do núcleo de serviço e dos demais ministérios buscar uma vida consagrada, submissão ao Espírito Santo de Deus e intimidade com Ele por uma vida pessoal de oração cotidiana. Torna-se relevante também conhecer e aprofundar-se acerca dos dons carismáticos através de uma formação sólida! Mesmo sabendo de antemão que é de Deus sempre a iniciativa, não se pode deixar de considerar o caráter de colaboração do servo dirigente da reunião e dos demais servos nesse processo de condução da oração, de escuta e exercício dos dons. Todos eles precisam estar cheios de Deus e vazios de si, para serem usados pelo Espírito Santo.
Eloisa Elena Noé - Ministério de Intercessão - RCC MG