sábado, 13 de abril de 2019

Quem como Deus?



Se Deus é por nós, quem será contra nós? De nada adianta o mundo, as forças do mal, quem quer que seja, atentarem contra a justiça; a justiça divina, fique bem claro, pois a humana é falha e cega, pois as leis que a amparam são anacrônicas e interpretadas segundo interesses nem sempre legítimos.
O mundo com sua moral atrofiada jaz sob o Maligno, como apropriadamente nos alerta a Palavra de Deus. O mundo a que referimos não se trata do belíssimo planeta que Deus deixou a nosso cuidado – por desleixo nosso muito mal cuidado, por sinal – porém à multidão de homens e mulheres que compõem a humanidade, as nações, e por abrangência a opinião pública. Opinião pública formada através afirmações muitas vezes falaciosas, da divulgação de conceitos morais falsos ou falsificados, da ética distorcida. Assim intentam incutir nas pessoas condutas desregradas, a desmoralização dos bons costumes, a busca desenfreada do prazer pelo prazer, do ter cada vez mais e não do ser melhor. Ai de quem se opor; é taxado no mínimo de antiquado.
Então valores intrínsecos ao ser humano são destroçados; a família como tal é aviltada quando a aprovação de leis imorais são propostas; os valores cristãos consolidados através séculos de testemunhos muitas vezes cruentos, são sordidamente rejeitados. Entretanto, apesar das calúnias, difamações, perseguição, o legado de amor, a herança da bem aventurança, o testamento da graça salvifica nos foi deixado por Cristo, tudo consolidado e firmado pelo exemplo de vida de homens e mulheres que doaram a vida pela causa do Evangelho e da Igreja.   
     Daí a pergunta que abre o texto; Se Deus é por nós, quem será contra nós? A resposta vem em forma de outra pergunta: quem como Deus? Nada nem ninguém. Nada, ninguém tem poder para revogar aquilo que Deus instituiu. Família é constituição Divina, logo é intocável; queiram ou não, sempre haverá famílias, como eles dizem, tradicionais. Pecado é pecado hoje, foi ontem e será sempre; não será um grupelho amoral que estabelerá regras de conduta. Os princípios morais católicos, cristãos, são princípios morais inatos, são inerentes ao ser humano, não são invenção da Igreja! Não matar, não roubar nem furtar, não cobiçar os pertences de outrem, são mandamentos de Deus incutidas no âmago da alma humana, como algo naturalmente instintivo.   
A batalha é dura, o inimigo é forte e persistente, mas com Cristo a vitória é certa. No fim o amor prevalecerá, pois em Cristo somos mais que vencedores.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Semana Santa



Esta prestes a iniciar a semana das semanas para nós católicos: a SEMANA SANTA! Quaresma é tempo forte de oração, conversão, adoração que culmina na Semana Santa, na Páscoa, ápice da nossa fé. O feriadão da Semana Santa está chegando. Para os não católicos um fim de semana cheio, no calor das praias ou no friozinho da montanha. Mas para os católicos – católicos verdadeiros, com fé atuante – é tempo de reflexão e participação das celebrações. Vai viajar? Viaje, mas participe das celebrações na igreja local.
Fica aqui o convite:  - Domingo de Ramos; onde celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
 -Quinta feira Santa; lembramos a angustia de Jesus no Getsamani, a instituição da Eucaristia, o sacerdócio, na Missa do lava-pés. Ao término da Celebração Eucarística somos convocados à Vigília da Paixão, onde relembramos a vigília de Jesus no Horto das Oliveiras.
 -Sexta feira da Paixão; quando recordamos de modo contrito, o sacrifício de amor do Cristo por cada um de nós. O único dia em todo o ano em que não há Missa. Acontece uma cerimônia litúrgica em que a comunhão é dada com a reserva eucarística. 
 -Sábado de Aleluia; o grande dia, a Vigília Pascal com a proclamação da Páscoa num canto de júbilo anunciando a RESSURREIÇÃO DO SENHOR.
 -Domingo da Páscoa; com a ressurreição Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente Filho de Deus. O silencio contrito de sexta feira transforma-se em esperança e alegria.
Participe ativamente da Semana Santa em sua paróquia.



sábado, 30 de março de 2019

Reconstrói a minha casa



“É então o momento de habitardes em casas confortáveis, estando esta casa em ruínas?” (Ag 1,4). Este versículo extraído do livro do profeta Ageu vem falar do estado de penúria em que encontrava o templo do Senhor. Assim mesmo, isolado do contexto histórico, esta Palavra vem para nós hoje como “rhema”. Nós (os batizados) somos templos vivos do Espírito Santo e quantos não estamos em ruínas? Quantos procuramos habitação em casa confortáveis e arruinamos o templo do Espírito Santo? Quantos buscamos o “conforto” que o mundo nos oferece, somos atraídos e seduzidos pelo canto de sereia que continuamente entoa a nosso redor; quantos nos deixamos acomodar como que entorpecidos pelos ditames dos modismos que nos são impostos. Quantos nos aviltamos com veleidades, ignomínia, voluptuosidade, imoralidades. A quanto desleixo nos submetemos. Com isso nosso corpo, templo vivo do Espírito Santo, se corrompe, se degrada, se destrói.
Quantos irmãos em nossa comunidade de fé estão passando por momentos difíceis, sofrendo tribulações, vivendo tempos de aridez e arrefecimento da fé. Quantos estão nesta situação e nós nem notamos; não percebemos que um sorriso desapareceu, não percebemos um olhar de tristeza e o pior, nem percebemos as ausências. Quando tudo nos vai bem, egoisticamente (habitamos casas confortáveis) nem notamos o outro que às vezes está em ruínas.
Comumente não notamos o outro porque não notamos nem valorizamos nós próprios. Quanto supervalorizamos o externo, subvalorizamos ou mesmo desvalorizamos o interior. Por isso muitos “templos em ruínas”. Corpos enfermos, doentes por conta do descuido com a saúde. Emocional abalado por conta dos desvarios comportamentais. Distúrbios psíquicos por conta de traumas emocionais, problemas existenciais mal resolvidos, e, não podemos deixar de citar, todos esses males são invariavelmente consequências do pecado.
Quando temos por valores a irresponsabilidade social (primeiro eu e se sobrar alguma coisa, eles...), o hedonismo (prazer pelo prazer, o meu é claro...), o relativismo (tudo é relativo, portanto se é errado para um não é para outro, não existe pecado...), a indiferença religiosa (queiram ou não, as religiões são paradigmas éticos e morais), a cultura do tudo posso, tudo faço, tudo me é permitido, nos leva a decadência moral, tendo como conseqüência atitudes que sem que se perceba, levam a autodestruição.
Por isso o Senhor nos diz: Reconstruam minha casa! Abandonemos os desregramentos morais e comportamentais e volvamos nosso rosto ao rosto de Deus, pois Ele nunca se voltou contra nenhum de nós, mesmo que você não tenha tido percepção disso. Abandonemos os vícios, o mau proceder e reconstruamos o templo do Senhor, nosso eu. Ainda há tempo, sempre haverá tempo. É sempre bom lembrar: tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém. 

sexta-feira, 22 de março de 2019

Somos filhos amados de Deus



Quem somos, de onde viemos, para onde vamos? É comum ouvirmos estas perguntas. A questão existencial frequenta nosso dia a dia. Alguns mergulham fundo e  elucubram teorias mirabolantes, extravagantes, exotéricas, fantasiosas e que tais. Ninguém prova nada. Nem nós cristãos; aliás, não carece provarmos, temos fé e isso basta.   Somos criaturas plenas nascidas da vontade perfeita de Deus, portanto viemos Dele e a Ele voltaremos. Como Ele – sendo imagem e semelhança – também podemos dizer sermos uma trindade indivisível. Somos trinos (pneumopsicosomáticos); criaturas espirituais (pneumo), ao mesmo tempo alma inteligente (psico) e corpo físico (soma). Nossa matéria, morada temporária da alma irá se desfazer, mas como cremos, será recomposta, desta feita num corpo incorruptível para a glória ou – infelizmente para alguns – para a condenação eterna.
Somos de Deus, viemos de Deus e voltaremos a Deus. Deus Pai, Criador, Senhor de todas as coisas invisíveis e visíveis, tudo criou, tudo fez. Criou o universo para servir de suporte a nosso belíssimo planeta. Criou a Terra para nosso habitáculo. Criou mares, rios, florestas, vales profundos, planícies verdejantes, aves do céu, feras do campo, animais de todo tipo nos ares, nas águas, no chão da terra.  Por fim, para que tudo nos fosse sujeito, criou a nós. Deus Amor com amor, por amor e no amor criou-nos à sua imagem e semelhança. Nosso corpo, conseqüência natural da união física de nossos pais; nossa alma imortal, criada por Deus no momento da concepção carnal. Eis quem somos e de quem viemos.
Para onde vamos? Viemos do coração do Pai Divino e para lá voltaremos, é nossa vocação natural, como disse Santo Agostinho: “Tu nos fizeste para Ti e nosso coração não ficará satisfeito enquanto não repousar em Ti”.  Existimos e vivemos no tempo, mas nossa meta é a eternidade. O tempo passa e cada vez ficamos mais próximos do limiar, fora do tempo onde só existe o sempre e onde o tempo não passa: a eternidade.
Queremos Deus, assim como ele nos quer mais ainda; para tanto vivamos já aqui na Sua presença, fazendo de nós templos vivos, morada do Espírito Santo, sob o senhorio do Verbo Divino, Jesus, e quando o portal da eternidade se abrir, estaremos diante do Pai, vendo-o tal como Ele É, e julgados dignos aí permaneçamos para sempre. Como a lua reflete a luz do sol, nossa face resplandeça a luz intensa do Sol Nascente da Justiça, Jesus que pelo seu Santo Espírito nos leva ao Pai. Assim seja!






sexta-feira, 15 de março de 2019

As sete súplicas do Pai Nosso



O Pai Nosso, modelo de toda oração, consta de sete súplicas ou pedidos. Inicia-se com um principio eterno que dá titulo a oração: Pai Nosso que estais no céu. A partir daí vem os sete pedidos.
Santificado seja o vosso nome – o primeiro pedido nos faz reconhecer a Santidade do Pai. O pedido é na realidade que saibamos reconhecer essa santidade e só tem valor quando feito em nome de Jesus.
Venha a nós o vosso reino – o segundo pedido pelo qual rogamos a presença do reino de Deus já, aqui na terra. Que a Palavra Viva do Senhor se faça presente, enriquecendo-nos com os dons do Espírito Santo.
Seja feita vossa vontade assim na terra como no céu – no terceiro pedido suplicamos ao Pai que nossa vontade se una à vontade de Cristo, para que possamos alcançar o direito à Salvação, fazendo que a Sua vontade prevaleça, mesmo quando diferente daquilo que esperamos.    
O pão nosso de cada dia nos dai hoje – neste quarto pedido contamos com a providência divina.  Que nos seja concedido o alimento que nos sustenta, necessário a nossa subsistência, mesmo diante de dificuldades materiais que eventualmente possam advir.
Perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido – neste quinto pedido, seguido de uma condição, nos reconciliamos com o Pai desde que façamos a nossa parte cumprindo a condição feita com o pedido.  
Não nos deixeis cair em tentação – neste pedido, o sexto, rogamos a deus que nos dê força, não permitindo que o pecado tome conta de nossa vida. Que pelos dons do discernimento, da sabedoria e da fortaleza nos seja concedida a graça de vencer todas as tentações que nos assolam.
Livrai-nos do mal – na sétima e última súplica pedimos que não sejamos submetidos ao mal. Aqui o mal não é sinônimo de maldade, mas o próprio Satanás, a personificação do mal. Sabemos que Satanás já foi definitivamente derrotado por Jesus e quem se entrega a Jesus não teme o mal, pois com Cristo somos mais que vencedores; afinal se Deus é por nós, quem será contra nós?
Senhor, vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!


sexta-feira, 8 de março de 2019

Se Jesus voltasse agora?



Se Jesus voltasse agora, nesse momento, como nos encontraria? Estaríamos prontos para esse encontro, ou tentaríamos nos esconder? Se você ouvisse a noticia: Jesus está aqui, voltou revestido de glória para resgatar os seus, para separar os justos dos pecadores, o que você faria? Correria para Ele e se prostaria em adoração, ou fugiria como Balaão?
Se Jesus chegasse agora por certo não encontraria paz na terra. Encontraria fogo. Não o fogo que Ele gostaria de encontrar, a chama viva e ardente do Espírito Santo, mas o fogo devorador, as chamas do ódio, das desavenças, da desunião entre os povos, da desunião entre aqueles que se dizem seus, os cristãos. É certo, há também os de boa vontade, os que semeiam amor, os que têm o coração abrasado pela chama de amor do Espírito Santo. Em que fogueira você está? Na fornalha ardente do coração de Jesus ou no fogo devorador do pecado?
Devemos fazer tudo para estar e permanecer nos caminhos do Senhor, caminhar no Espírito, viver segundo a Palavra de Deus, experimentar as obras de misericórdia, e assim estarmos prontos (ou quase) para a volta gloriosa de Cristo. Se assim Ele nos encontrar, por certo ao nos prostrarmos em adoração, nos tomará pela mão e nos levará com Ele em Sua Glória. E aquele que está longe Dele, dos seus caminhos? “Quem me segue não andará nas trevas...” logo, sendo a recíproca verdadeira, quem não o segue estará nas trevas. Quem o segue titubeante, um pé nas trilhas Dele, outro no mundo, estará na penumbra; um passo em falso cai nas trevas, no entanto, um passo bem dado o retorna à luz. Se estamos vacilantes, em ziguezague, cai não cai, não desanimemos, busquemos a luz, e luz do mundo é Jesus. O mundo nos oferece caminhos demais – reza a canção – choramos, rimos, mas nem sempre somos felizes; as coisas do mundo não nos satisfazem. Isso porque nossa alma é grande demais e só Deus pode enchê-la. Por isso a mesma canção nos adverte: “Hoje seus passos se perdem na estrada; nem sempre você tem chegada. Entregue seu caminho a Deus, entregue seu caminho a Deus”.
Como está seu coração? Firme na fé, porém tenro e afável na misericórdia e no amor, ou está como porcelana, fina e delicada, mas quebradiça e que se esfacela ao menor impacto? Seja como for, que esteja em Jesus. Pois em Jesus, seu coração se fortalece, se consolida na fé, no amor e na misericórdia.
Se Jesus voltar agora que nos encontre assim, caminhando firmes na fé, de coração manso e humilde como o Dele; trilhemos esse caminho; caminho difícil, às vezes lacrimoso, mas seguro, pois caminhamos com o Mestre Senhor de tudo e de todos, o guia seguro de nossa vida, pois que Ele mesmo é o Caminho; caminho que leva a santidade, a vida eterna na glória celestial.  Assim seja!

sábado, 2 de março de 2019

Não se é feliz estando só



Diz um ditado popular que ninguém é feliz sozinho. Verdade, pois como vimos anteriormente, precisamos uns dos outros. Alguém, porventura há de dizer: eu não me enquadro aí, eu me basto, não dependo e nem preciso de ninguém. Falsa premissa; vejamos o exemplo a seguir: O patrão precisa do empregado para o funcionamento do seu negócio; o trabalhador precisa do empresário para ter seu emprego. Há como uma simbiose, ou seja, um depende do outro. Há necessidade também de sinergia entre ambos, o que significa ação conjunta e interdependente para que o patrão tenha seu rendimento e o empregado sua remuneração.
De certo modo assim é nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Sabemos que a rigor Deus não precisa nem depende de ninguém, Ele é Deus e se basta por si só. Entretanto, sabemos também que Deus se relaciona com seu povo, conosco, e desse modo por iniciativa própria, Ele deseja que esse relacionamento seja recíproco.   Assim precisamos de Deus para que nossa vida seja completa, ao passo que Deus precisa de nós para que seu nome seja proclamado a todos os filhos e seu amor seja espalhado em todo o mundo.
Ninguém é feliz sozinho. Precisamos conviver com outros seres humanos para nos completarmos e suprir nossas necessidades materiais. Precisamos nos relacionar com Deus para que nossa felicidade seja completa. Além do mais, a união nos fortalece, a mão amiga nos soergue, o ombro do irmão nos ampara; o grupo, a comunidade, a sociedade nos torna cidadãos. Ainda citando provérbios populares, “cada um por si Deus por todos” não é coerente com o pensamento exposto aqui, pois faz apologia ao egoísmo. Já “um por todos, todos por um” resume nossa posição. Em verdade precisamos uns dos outros, portanto sejamos um por todos enaltecendo a vida comunitária, para que a comunidade seja uma em nós e por nós.
Concluindo essa reflexão, meditemos o texto em Eclesiastes 4,9-12: “Mais vale dois que um só, porque terão proveito do seu trabalho. Se caem, um levanta o outro; quando se está sozinho, se cai, não tem quem levantá-lo. Se deitam juntos podem se aquecer, mas alguém sozinho como se aquecer? Alguém sozinho é derrotado, dois conseguem resistir e a corda tripla não se rompe facilmente.”.
Somos seres sociais e como tal precisamos uns dos outros. Gostamos e precisamos de companhia, mas nem sempre isso é possível. Se não pudermos estar com outras pessoas, esforcemo-nos para estar com Deus.  Este nos supre, nos preenche e com Ele, mesmos sós não estaremos sós. Parece um simples jogo de palavras; não é, é pura verdade. Junto aos irmãos e principalmente com Deus somos felizes!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Para onde ir



Nos dias de hoje o mundo nos oferece muitos caminhos. Como diz a letra da canção: “Hoje o mundo oferece caminhos demais; você chora, você ri e não se satisfaz...” Caminhos esses muitas vezes (muitas mesmo!) tortuosos e altamente perigosos. Caminhos que, na maioria das vezes, levam à morte, à perdição. Morte no sentido amplo da palavra: corporal, e pior, da alma. Morte corporal, física, pois são caminhos literalmente perigosos. Morte da alma, pois quando o perigo não é material,   na carta aos romanos cap. 6, verso 23.
é transcendental, ou seja, induz ao erro, leva ao pecado. E o pecado, sabemos, leva à morte, morte da alma, segundo São Paulo
  Para onde ir?  Continuando a canção: “... Hoje seus passos se perdem na estrada, nem sempre você tem chegada...” O que fazer então? A mesma canção dá a resposta: “... Entregue seu caminho a Deus; entregue seu caminho a Deus!” Eis a solução, eis a resposta; somente Deus nos oferece caminhos límpidos, caminhos retos, caminhos iluminados, caminhos seguros. Os caminhos de Deus convergem para um só, uma única via: Jesus de Nazaré, Caminho, Verdade, Vida. Vereda que ao ser conhecida, percorrida, leva à vida verdadeira, a eternidade. “Desde então muitos de seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. Então Jesus perguntou aos doze: ‘quereis vós também retirar-vos?’ Respondeu-lhe Simão Pedro: ‘Senhor a quem iríamos nós? Só Tu tens palavras de vida eterna’.” (Jo 6,67-68).
A quem você quer seguir? Os discípulos ingratos que abandonaram Jesus, pois não aceitaram sua doutrina e preferiram os caminhos de morte e destruição, ou como Pedro e os demais apóstolos, seguir Jesus e os caminhos de vida plena e abundante, a vida na eternidade?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O que agrada a Deus



Que agrada a Deus? Bater no peito e gritar: “Jesus é meu Senhor”; comprometer-se com mil serviços, num excesso de ativismo; fazer todos os retiros; rezar o rosário diariamente; guardar os dias santos de preceito?
Dizer que Jesus é Senhor (e é mesmo) somente da boca pra fora, sem submeter-se integralmente a seu Senhorio é só falação, mero blá blá blá. Já fora dito pelo Senhor mesmo, nem todo o que diz senhor senhor, é digno do reino do céu. Ativismo em excesso é só ativismo. Quem se preocupa com muitos afazeres na igreja, ou mesmo no cotidiano, não tem tempo para a oração, para a escuta de Deus, para a leitura orante da Palavra, não tem tempo para nada, a não ser para suas tarefas, muitas delas infrutíferas e tantas outras que poderiam ser delegadas. De que vale fazer todos os retiros, se passa-se ao largo dos mais necessitados? Tomar o rosário e rezar mecanicamente cada terço, sem a devida meditação a cada mistério, é desprezar a riqueza que esta devoção nos proporciona. Cumprir os preceitos como se fossem mera obrigação também de nada vale. Nada feito por temor, por interesse pessoal ou por formalidade conta com o beneplácito divino.
Agrada a deus àquele que tem o coração contrito, amoroso, misericordioso, um coração adorador. Aquele que proclama que Jesus é Senhor e realmente vive sob o Senhorio de Jesus. Aquele que exerce dignamente seu trabalho no ganha pão de cada dia e participa ativamente na igreja, como agente de pastoral ou servo de movimentos eclesiais, sem esquecer-se de uma vida de oração. Aquele que comumente faz retiros espirituais, aos quais lhes são necessários, e não simplesmente por achar que estes lhe tornam santos. Aquele que, devoto mariano ou não, reza com respeito e dedicação o terço. Também aquele que cumpre os preceitos e é fiel a doutrina da Igreja, não no intuito do cumprimento de regras, mas com um sentimento de amor e fidelidade.
A estes Deus olha com especial atenção. Ele não esquece os outros, obviamente, pois o sol nasce para todos, bons ou maus e assim também Deus ama a todos seus filhos, rebeldes, ingratos, ou obedientes e fiéis. Portanto agrada a Deus quem o segue, quem se submete a sua vontade, quem o reconhece Senhor e Soberano, quem o reconhece dispensador de todas as graças.   
Para sermos assim é fundamental aceitarmos Jesus como senhor, reiteramos.   E para tanto nosso coração tem que ser (ou estar) brando e assim permanecer. Abertura de coração para o Espírito Santo; o Espírito Santo é o próprio Deus habitando em nós e que se revela quando, abrindo o coração nós Lhe concedemos que nos controle.
Jesus com o Pai nos dá o Espírito Santo para que através do Espírito, Ele próprio se revele e nos conceda Sua companhia para que o sigamos incondicionalmente, deixando o caminho largo e trilhando a via que conduz à porta estreita.  Esse caminhar no Espírito agrada imensamente a Deus.   

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Ser ou não ser



De longa data conhecemos pessoas que aparentam ser o que não são. Nos dias de hoje parece que o número de pessoas assim aumentou consideravelmente. A ditadura da moda, o exemplo (muitas vezes mau exemplo) das celebridades, a necessidade de inserção em um grupo, o orgulho, enfim inúmeros motivos são responsáveis pelo acréscimo no número de pessoas insatisfeitas consigo mesmas. Em verdade, tipos assim são pessoas com baixa autoestima. Quero ser moderno e antenado, então visto o que está na moda sem perceber que esta ou aquela roupa não me cai bem; quero imitar meu “ídolo”, então me visto, corto o cabelo e me comporto como ele (ou ela). Por medo da solidão procuro a todo custo juntar-me ao grupo tal e tal, e deste modo faço tudo aquilo que o grupo me induz, não importando se para o bem ou para o mal. O orgulho também faz parte desse rol: fulano de tal é bom no que faz, mas sou melhor que ele; daí, mais que imitá-lo, irei superá-lo.
Assim deixamos de sermos nós mesmos para sermos o outro, ou o que imaginamos do outro. A vida seria um teatro, nosso espaço um grande palco onde representaríamos cada qual nosso papel; seriamos personagens de um mundo irreal. Infelizmente é assim mesmo. Deveríamos ser o que somos, no entanto pretendemos ser aquilo que idealizamos. Como consequência recrudescem os casos de traumas emocionais, angústias, rejeição, frustrações, até mesmo doenças depressivas.
Isso acontece quando deixamos nosso “eu” para sermos o “eu” do outro; quando deixamos de viver nossa vida para viver a vida do outro. Não refiro aqui à imitação das virtudes nem o seguimento dos bons exemplos e dos testemunhos edificantes. Não; refiro-me a cópia dos trejeitos, das atitudes (não importando se dignas ou não), da trajetória do outro.  Preciso ser igual e se possível melhor a qualquer custo, não importando mais nada. Assim o interior se deteriora, adoece, míngua, esvazia-se. O “eu” interior fenece, vive-se uma ilusão; por isso as frustrações, as crises de identidade, a depressão. 
Somos o que somos e nada mais. Sou bonito; bom para mim. Sou feio; assumo minha feiura numa boa. Sou gordo, sou magro; sou alto, sou baixo; sou popular, sou desconhecido; sou extrovertido, sou tímido; sou rico, sou pobre... etc...etc.
Somos imagem e semelhança de Deus. Deus É aquele que É. Porque não sermos como Ele? Afinal somos Sua imagem, semelhantes a Ele. Eu sou quem sou, você é quem é;  você não é o outro, o outro não é você. Sejamos autênticos, vivamos nossa vida e não a vida do outro. Jesus veio ao mundo como Salvador, mas também foi mestre; o mestre dos mestres. Deixou-nos lições de vida e amor ao próximo. Esse sim, vale imitar em tudo.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Desgraças não vêm de Deus (2)



Ultimamente tenho ouvido muitas acusações a Deus (Deus é cruel... Onde está Deus que não vê isso... Deus isso, Deus aquilo...). Quando ocorrem coisas desagradáveis, desastres naturais ou não, ouvimos as constantes e conhecidas contestações a Deus e seu amor. Reflitamos, então, nas palavras do texto escrito pelo padre Francisco Sehnem, transcrito a seguir: “Hoje muito procuram um deus à sua imagem e semelhança, um deus que justifique seu modo de pensar e agir. Mas é bom e necessário que pelo menos alguns continuem a crer no Deus revelado por e em Jesus Cristo; que continuem a crer no verdadeiro Deus, de amor e misericórdia. Fora de Cristo os homens se arriscam a dar ao rosto de Deus, aparências estranhas e às vezes perigosas, porque todo o modo de pensar a Deus tem repercussão sobre o modo de pensar o homem e a sua vida. Hoje há um verdadeiro renascimento de vários deuses pagãos, que não possam de criações humanas colocadas nos céus: deus-poder que assusta e domina o mundo, que destrói todos aqueles que são contra ele. Volta a sobressair o deus-juiz, que tem somente a função de punir e condenar (principalmente aqueles que não pensam como eles ou não são da sua religião). Para muitos, Deus se confunde com o mundo, se dissolve e desaparece , deixando o homem na solidão dos seus problemas não resolvidos”.
Pensando assim com tal imagem distorcida da Divindade, agimos arbitrariamente, a nosso bel prazer, prescindindo do Deus verdadeiro e no fim culpando-o quando algo dá errado. Quando tudo me é conforme, eu quero, eu posso, eu faço, eu aconteço, eu sou forte e auto-suficiente. Porém, quando não é como eu quero ou gostaria que fosse, quando o resultado é diferente do esperado, quando algo de ruim acontece, Deus é cruel e não olha por nós. Isto é notório quando se refere ao mal.
O mal nasce do abuso da liberdade ou da falta de amor. Deus não intervém a todo momento para modificar o   curso natural das coisas ou para corrigir arbitrariamente nossos erros – lembremo-nos: uma pedra afunda na água, uma rolha de cortiça flutua, um vazamento de gás asfixia ou provoca incêndios, etc. – pois Deus não nos tolhe a liberdade, mesmo quando abusamos, desobedecemos; também não reverte as leis naturais. Deus perdoa sempre, o homem às vezes e a natureza nunca.  
           

sábado, 26 de janeiro de 2019

Desgraças não vêm de Deus


 U
ma pedra na água afunda porque é mais pesada, uma rolha de cortiça flutua porque é mais leve que a água. Se você se lançar ao mar, se atirar na água sem saber nadar, por certo se afogará. Aí então alguém há de culpar Deus por isso.
                A nossa tendência é sempre culpar os outros pelos nossos erros, nossas falhas. Assim sendo, Deus é quase sempre considerado culpado por nossos sofrimentos, nossas dores, pelas coisas ruins que acontecem invariavelmente devido a nossa desobediência, teimosia, imprudência, descuido... Nos julgamos auto suficientes, fazemos o que queremos e quando a casa cai, culpamos Deus! 
                É típico o caso da mãe que perde o filho em acidente de trânsito. O jovem dirigia em alta velocidade, derrapou e se acabou numa árvore ou poste. A mãe, em desespero, entre blasfêmias e imprecações se revolta contra Deus. Será que Deus pisava o acelerador daquele carro? Será que Deus induziu aquele jovem a dirigir como um louco?
                Há uma lei em física, a inércia, que diz que o estado de repouso ou movimento de um corpo não pode se alterar por si só. Há necessidade de um estimulo, de uma ação externa, ou seja, nada se move se não for impulsionado, nada em movimento para se não for freado. Podemos assim, traçar um paralelo com nossa relação com Deus. Se observarmos bem as escrituras, podemos ver que para cada ação de Deus há uma contrapartida humana e vice-versa. Nas bodas de Caná, Jesus transformou em vinho a água que os homens, a seu pedido, colocaram nas talhas; Os homens rolaram a pedra para que Jesus ressuscitasse Lázaro; O general sírio Naamã foi curado da lepra pelo profeta Eliseu, após se banhar sete vezes no rio Jordão. Assim, em tudo que fazemos, há uma conseqüência, boa ou má. As coisas ruins nos acontecem não devido a uma ação divina, mas a uma ação humana. Dessa forma, não devemos afrontar Deus nem pô-Lo a prova. Todos conhecemos a passagem do Evangelho em que Jesus é colocado no alto de uma torre e tentado. Satanás citando a Bíblia, o Salmo 90(91) diz a Jesus para que Ele se atire, que os anjos o protegeriam, o amparariam, que nada de mal iria acontecer. Lembram-se da resposta de Jesus? -   Também está escrito: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Se nós, deliberadamente, nos expomos a uma situação de risco, de perigo iminente, na pretensão de estarmos sob a proteção de Deus, transferindo a Ele nossa responsabilidade, estaremos colocando Deus a prova! E colocar Deus a prova é tentar a Deus.
                Deus tudo pode, para Deus nada é impossível. Uma coisa  porém Deus não pode fazer. Deus não pode deixar de amar! Simplesmente porque Deus é amor e se Deus é amor, deixando de amar, deixaria de ser Deus. Isso é impossível, porque Deus é eterno, é infinito, é imutável. Deus nos ama com amor infinito e não quer o nosso mal, nem mesmo o mal para o pecador. Desgraças não são castigos, diz Jesus em Lc 13, referindo-se aos 18 homens que morreram no desabamento da torre de Siloé. Fatalidades acontecem, mas não são obras de Deus. Acontecem por imperícia, incompetência, imprudência humana. Pessoas são atropeladas sobre a calçada, elas eram inocentes, mas alguém errou, alguém falhou, alguém guiava mal um automóvel; por certo não era Deus. Em verdade quando Deus age nestes casos é para salvar, para dar um livramento, não para prejudicar. Há vários exemplos a citar, mas nenhum é tão notório como falar de crianças atingidas pelo mal. Parece o argumento definitivo dos detratores de Deus: Se Deus é bom, porque crianças ficam doentes e morrem? Porque crianças nascem defeituosas? Não cabe a nós julgar nem buscar entendimento dos desígnios de Deus, mas sem aprofundar, podemos dizer que em muitos, muitíssimos casos, os pais negligenciaram no cuidado da saúde dos filhos; mães, gestantes, ingeriram remédios inadequados, fumaram, consumiram drogas, etc.
                No mundo sempre haverá dor, sofrimento, tragédias. Mas nem por isso devemos perder a esperança e a confiança em Deus, ao contrário, devemos levar o conforto e o alivio aos que sofrem, devemos levar Jesus às pessoas. Jesus que sofreu na carne as nossas dores, foi humilhado, torturado e não reclamou. Jesus que morreu por nós, Jesus, o nome acima de todo nome. Jesus, diante do qual todo joelho se dobra no céu, na terra e no inferno. Que toda boca proclame que Jesus é o Senhor. Se você irmão, irmã, estiver com seu coração aberto vai perceber que é o próprio Deus falando a você. E Ele esta dizendo: confie, confie e espere em Mim, não importa o que aconteça a sua volta.
                Deus não é responsável pelas coisas ruins que nos acontecem. Somos responsáveis pelos nossos atos e temos que arcar com as conseqüências. Não podemos imputar a Deus a responsabilidade que é nossa. Deus é bom, 
(Carlos Nunes)