sexta-feira, 17 de maio de 2019

Parar de Sofrer



Disse Jesus aos discípulos: No mundo havereis de ter tribulações, mas coragem, eu venci o mundo. Jesus venceu o mundo e esta vitória nos trouxe conforto em nossas tribulações. Não importa a intensidade da dor, do sofrimento, o tamanho do problema, os assuntos mal resolvidos, nada, nada é maior que a confiança que Jesus nos inspira. Ele é nossa força, nossa esperança, acima de tudo, nossa paz.
            Paz que só encontramos Nele. A paz verdadeira; outras “pazes” encontramos a torto e a direito por aí afora. Contudo, a paz que conta, a paz verdadeira, é a Dele. Essa paz que brota de Seu Coração imensamente misericordioso e que é infundida em nossos corações.
            Todos, vez ou outra, passamos por dificuldades. Sejam dificuldades financeiras, sentimentais, emocionais, conflitos nos relacionamentos, enfermidades, e tudo que se possa imaginar de infortúnios. Quem anda só ou confia tão somente em outros homens, geralmente se desespera, vê tudo desmoronar e desmorona junto. No entanto, quando apesar dos problemas, depositamos nossa confiança em Jesus, esperando Nele e naturalmente fazendo o que nos cabe, tudo pode balançar, oscilar de um lado a outro, mas não desmorona, não vem abaixo.   
            Nossa confiança está no Senhor que fez o céu a terra, diz o salmista. Nossa confiança está no Pai, Criador de tudo e de todos, JAVE, Aquele Que É; Deus por nós. Nossa confiança está no Filho, Jesus Salvador, o Emanuel; Deus conosco. Nossa confiança está no Espírito Santo, Paráclito, Santificador, Ruah; Deus em nós.
            Jesus nos garante vida plena e abundante, mas isso não é promessa de “boa vida” e abundância material. Ao contrário, àquele que queria segui-lo, disse que as aves tinham ninhos e as raposas tocas para abrigarem-se e Ele mesmo não tinha onde recostar a cabeça. Vida plena e abundante de paz interior, de tranquilidade emocional, de riqueza espiritual. Vida plena, pois a plenitude da vida é Ele próprio. Vida abundante, pois a abundância da vida é o Espírito Santo derramado em nós.
            Queres seguir-me? Tome cada dia tua cruz e venha comigo. Porque para seguir Jesus precisamos também de uma cruz? Porque se renegarmos a cruz não o seguimos, apenas o vemos passar. Sozinhos com a cruz (confiando em nós mesmos ou em outros como nós) é impraticável; qualquer cruzinha seria pesada demais. Quando Jesus nos pede que tomemos nossa cruz e o sigamos é para que partilhemos com Ele a nossa cruz! Ele tomou sobre Si os nossos fardos, nossas cruzes, nossas tribulações. Deus não permite um sofrimento maior do que aquele que possamos suportar. Por isso: desapegue-se de frivolidades, assuma a sua cruz transitória e caminhe par e passo com Jesus. Para Jesus houve um Cireneu. Para você também: o próprio Cristo é seu Cireneu.  
            Pare de sofrer é uma frase imperfeita.   Aprenda a sofrer com o sofrimento de Cristo, é a frase. A paz do Senhor esteja contigo, caro leitor.



sábado, 11 de maio de 2019

O infinito amor materno



Amor que não acaba, amor sem limites. Uma mãe ama seu filho, não importa quem ou o que ele seja; mães de criminosos, mesmo quando estas os denunciam e os entregam a autoridade policial, o fazem por amor. Elas têm a esperança que se recuperem e preferem ver o filho vivo na cadeia, que morto nas ruas. Amor de mãe é assim, sofrido, incompreendido, até contestado. Algumas sofrem o desprezo dos filhos, que muitas vezes não reconhecem a dedicação de suas mães por eles. Mães que se sacrificam para sustentar, cuidar, educar. Mães que se alimentam mal para que seus filhos tenham o que comer. Mães que trabalham de sol a sol – às vezes em jornada dupla – para que os filhos tenham o que vestir, possam estudar, até possam usufruir momentos de lazer. 
O poeta já dizia: ser mãe é padecer no paraíso; ser mãe é viver intensamente a graça de gerar uma vida, gestá-la, dar a luz, enfim, trazer um novo ser humano ao mundo. A maternidade é algo tão sublime, que Deus ao encarnar-se e vir ao mundo como Filho, serviu-se de uma mulher para que Ele tivesse também uma mãe. Maria de Nazaré foi a escolhida. Virgem Maria, Mãe de Deus (Teothokos), Maria, modelo de todas as mães na face da terra. Assim podemos afirmar que não existe amor humano maior que o amor de mãe. É certo que existem mães, raríssimas na verdade, que não merecem ser assim chamadas; aquelas que abortam, que jogam os filhos recém-nascidos no lixo, que deixam os filhos pequenos trancados em casa e vão para a rua se drogar, se prostituir. Entretanto, felizmente, apesar do desvirtuamento dos costumes nos dias atuais, a imensa e esmagadora maioria são verdadeiramente mães. Mães solteiras, mães casadas, mães com família, mães sozinhas, não importa; mães que amam, que educam, que zelam pelos filhos.  Amor de mãe, humanamente incomparável.


sexta-feira, 3 de maio de 2019

Indagações



Tristeza, muita tristeza causou aos corações sensíveis a atitude desesperada daquele pai no Rio de Janeiro, no fim de semana passado (outubro 2009). Ao tomar conhecimento de que o filho sob efeito de droga assassinara a namorada, este pai indo contra os ditames do paternalismo irresponsável, entrega o próprio filho a policia, o qual é preso ainda no local do crime. Atitude de desespero daquele pai que não via saída para o filho entregue as drogas há anos. Consta que o homem havia tentado por diversas vezes internar o filho viciado em crack, mas não logrou êxito, pois nosso sistema de saúde é falho, principalmente nesta questão. Alega-se que ninguém pode ser submetido a nenhum tratamento, internação ou que tais, contra a própria vontade, ou seja, à força, a não ser que represente ameaça imediata contra a sociedade. A questão é: os escravos do vicio têm vontade própria? Os drogados não representam perigo, mormente para seus familiares e os mais próximos?
Eis de forma patética e comovente a realidade das drogas e drogados. A sociedade, os intelectualóides, artistas, gente da mídia, estes que são formadores de opinião (não todos, mas número considerável) de maneira hipócrita e irresponsável fazem apologia às drogas, alguns de modo velado e camuflado, outros abertamente. Em vista deste e de outros casos repercutidos na imprensa, é licito, é moralmente correto propagar e defender o livre arbítrio ao usuário de drogas (referência a essa questão, naturalmente) e a legalização das drogas?
Os partidários da legalização das drogas argumentam que tabaco e álcool são drogas legais e que o álcool é responsável por tantas ou mais desgraças que maconha, cocaína, etc. Têm razão. Mas um erro não justifica outro. Alegam também que maconha é uma droga leve e inconsequente. Sem trocadilho, é leve, mas leva a outras mais pesadas; como inconsequente se a consequência é cocaína e   crack?    
Tantas indagações e uma só resposta: falta-nos bom senso. Falta-nos discernimento para distinguir o bem do mal, o prazer licito da ilicitude do prazer. As drogas jamais devem ser legalizadas, haja vista que em outros paises essa experiência não foi bem-sucedida. É sensato porém que o usuário ou viciado não seja tratado como criminoso, no entanto seja reprimido. As drogas levam ao relatado acima; lares destroçados, famílias enlutadas, corações feridos, profundamente feridos. E para curar definitivamente esses corações somente Deus.  Voltaremos ao assunto.   

O texto acima foi escrito em 27/10/2009, mas permanece atualíssimo.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Tempo de Louvor



“Eu vos louvarei Senhor, de todo o coração; todas as vossas maravilhas narrarei. Em vós estremeço de alegria; cantarei vosso nome, ó Altíssimo!” (Sl 9,2).
Hoje é tempo de louvar a Deus. Todo dia é dia de louvar a Deus. Todo tempo é tempo de louvor. O louvor liberta, pois é no louvor que Deus age. O louvor é como fumaça de incenso que sobe aos céus; quando louvamos o céu se abre, e Deus do seu trono de glória derrama sobre nós chuvas de graças, abundantes bênçãos.
Louvamos sempre e sempre incentivamos ao louvor nas assembleias carismáticas. Nos Grupos de oração o louvor é oração quase obrigatória. Então, no que consiste o louvor? Agradecer a Deus pelo que Ele nos faz? Também, mas essencialmente agradecer pelo que Ele representa e pelo que Ele efetivamente é. Louvor é mais que ação de graças. Louvor é elogio sincero e descompromissado ao Senhor nosso Deus.
Louvamos a Deus não pelo que Ele nos faz, mas pelo que Ele é. Apreciamos suas qualidades, sua bondade, sua divindade e seu senhorio, aquilo que Ele é capaz. Por isso o louvor é adequado a qualquer situação que estejamos vivendo. Louvar não pelo sofrimento, mas apesar do sofrimento.  Louvar pelo que de ruim nos acontece é masoquismo, no entanto louvar mesmo que coisas ruins nos acometam, é confiança. E em Deus confiamos sempre. Louvar na alegria, e mesmo na dor, louvar nos bons e maus momentos. Quem louva é como uma árvore fecunda; frutifica sempre, mesmo em tempos difíceis.  Louvemos:
Senhor nosso Deus, louvamos a Ti pela Tua misericórdia infinita, pelo Teu incontido amor. Louvamos e agradecemos por tudo de bom que proporcionas em nossa vida. Louvamos Senhor, mesmo que a tribulação venha nos alcançar e o sofrimento se faça iminente. Louvamos Senhor, pois sabemos que tudo podes, e no final a vitória contigo é certa, pois em Ti somos mais que vencedores. Glórias e louvores a Ti Senhor!


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Isaias 53



“Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?
Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares e seu aspecto não podia seduzir-nos.
Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado por Deus e humilhado.
Mas ele foi castigado pelos nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças as suas chagas.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca. Como um cordeiro que se conduz ao matadouro e uma ovelha nas mãos do tosquiador.(Ele não abriu a boca).
Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
Foi lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias e a vontade do Senhor será por ele realizada.
Após suportar em sua pessoa os tormentos, ele se alegrará de conhecê-lo até o enlevo. O justo, meu Servo, justificará muitos homens e tomará sobre si suas iniquidades.
Eis porque lhe darei parte com os grandes e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens e intercedendo pelos culpados.”
Quem poderia acreditar no que lemos? Este trecho do profeta Isaias (capitulo 53) foi escrito cerca de 720 AC; a profecia nos mostra em detalhes instigantes o sofrimento e o sacrifício do Messias, Jesus Cristo. Como não acreditar? 


sábado, 13 de abril de 2019

Quem como Deus?



Se Deus é por nós, quem será contra nós? De nada adianta o mundo, as forças do mal, quem quer que seja, atentarem contra a justiça; a justiça divina, fique bem claro, pois a humana é falha e cega, pois as leis que a amparam são anacrônicas e interpretadas segundo interesses nem sempre legítimos.
O mundo com sua moral atrofiada jaz sob o Maligno, como apropriadamente nos alerta a Palavra de Deus. O mundo a que referimos não se trata do belíssimo planeta que Deus deixou a nosso cuidado – por desleixo nosso muito mal cuidado, por sinal – porém à multidão de homens e mulheres que compõem a humanidade, as nações, e por abrangência a opinião pública. Opinião pública formada através afirmações muitas vezes falaciosas, da divulgação de conceitos morais falsos ou falsificados, da ética distorcida. Assim intentam incutir nas pessoas condutas desregradas, a desmoralização dos bons costumes, a busca desenfreada do prazer pelo prazer, do ter cada vez mais e não do ser melhor. Ai de quem se opor; é taxado no mínimo de antiquado.
Então valores intrínsecos ao ser humano são destroçados; a família como tal é aviltada quando a aprovação de leis imorais são propostas; os valores cristãos consolidados através séculos de testemunhos muitas vezes cruentos, são sordidamente rejeitados. Entretanto, apesar das calúnias, difamações, perseguição, o legado de amor, a herança da bem aventurança, o testamento da graça salvifica nos foi deixado por Cristo, tudo consolidado e firmado pelo exemplo de vida de homens e mulheres que doaram a vida pela causa do Evangelho e da Igreja.   
     Daí a pergunta que abre o texto; Se Deus é por nós, quem será contra nós? A resposta vem em forma de outra pergunta: quem como Deus? Nada nem ninguém. Nada, ninguém tem poder para revogar aquilo que Deus instituiu. Família é constituição Divina, logo é intocável; queiram ou não, sempre haverá famílias, como eles dizem, tradicionais. Pecado é pecado hoje, foi ontem e será sempre; não será um grupelho amoral que estabelerá regras de conduta. Os princípios morais católicos, cristãos, são princípios morais inatos, são inerentes ao ser humano, não são invenção da Igreja! Não matar, não roubar nem furtar, não cobiçar os pertences de outrem, são mandamentos de Deus incutidas no âmago da alma humana, como algo naturalmente instintivo.   
A batalha é dura, o inimigo é forte e persistente, mas com Cristo a vitória é certa. No fim o amor prevalecerá, pois em Cristo somos mais que vencedores.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Semana Santa



Esta prestes a iniciar a semana das semanas para nós católicos: a SEMANA SANTA! Quaresma é tempo forte de oração, conversão, adoração que culmina na Semana Santa, na Páscoa, ápice da nossa fé. O feriadão da Semana Santa está chegando. Para os não católicos um fim de semana cheio, no calor das praias ou no friozinho da montanha. Mas para os católicos – católicos verdadeiros, com fé atuante – é tempo de reflexão e participação das celebrações. Vai viajar? Viaje, mas participe das celebrações na igreja local.
Fica aqui o convite:  - Domingo de Ramos; onde celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
 -Quinta feira Santa; lembramos a angustia de Jesus no Getsamani, a instituição da Eucaristia, o sacerdócio, na Missa do lava-pés. Ao término da Celebração Eucarística somos convocados à Vigília da Paixão, onde relembramos a vigília de Jesus no Horto das Oliveiras.
 -Sexta feira da Paixão; quando recordamos de modo contrito, o sacrifício de amor do Cristo por cada um de nós. O único dia em todo o ano em que não há Missa. Acontece uma cerimônia litúrgica em que a comunhão é dada com a reserva eucarística. 
 -Sábado de Aleluia; o grande dia, a Vigília Pascal com a proclamação da Páscoa num canto de júbilo anunciando a RESSURREIÇÃO DO SENHOR.
 -Domingo da Páscoa; com a ressurreição Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente Filho de Deus. O silencio contrito de sexta feira transforma-se em esperança e alegria.
Participe ativamente da Semana Santa em sua paróquia.



sábado, 30 de março de 2019

Reconstrói a minha casa



“É então o momento de habitardes em casas confortáveis, estando esta casa em ruínas?” (Ag 1,4). Este versículo extraído do livro do profeta Ageu vem falar do estado de penúria em que encontrava o templo do Senhor. Assim mesmo, isolado do contexto histórico, esta Palavra vem para nós hoje como “rhema”. Nós (os batizados) somos templos vivos do Espírito Santo e quantos não estamos em ruínas? Quantos procuramos habitação em casa confortáveis e arruinamos o templo do Espírito Santo? Quantos buscamos o “conforto” que o mundo nos oferece, somos atraídos e seduzidos pelo canto de sereia que continuamente entoa a nosso redor; quantos nos deixamos acomodar como que entorpecidos pelos ditames dos modismos que nos são impostos. Quantos nos aviltamos com veleidades, ignomínia, voluptuosidade, imoralidades. A quanto desleixo nos submetemos. Com isso nosso corpo, templo vivo do Espírito Santo, se corrompe, se degrada, se destrói.
Quantos irmãos em nossa comunidade de fé estão passando por momentos difíceis, sofrendo tribulações, vivendo tempos de aridez e arrefecimento da fé. Quantos estão nesta situação e nós nem notamos; não percebemos que um sorriso desapareceu, não percebemos um olhar de tristeza e o pior, nem percebemos as ausências. Quando tudo nos vai bem, egoisticamente (habitamos casas confortáveis) nem notamos o outro que às vezes está em ruínas.
Comumente não notamos o outro porque não notamos nem valorizamos nós próprios. Quanto supervalorizamos o externo, subvalorizamos ou mesmo desvalorizamos o interior. Por isso muitos “templos em ruínas”. Corpos enfermos, doentes por conta do descuido com a saúde. Emocional abalado por conta dos desvarios comportamentais. Distúrbios psíquicos por conta de traumas emocionais, problemas existenciais mal resolvidos, e, não podemos deixar de citar, todos esses males são invariavelmente consequências do pecado.
Quando temos por valores a irresponsabilidade social (primeiro eu e se sobrar alguma coisa, eles...), o hedonismo (prazer pelo prazer, o meu é claro...), o relativismo (tudo é relativo, portanto se é errado para um não é para outro, não existe pecado...), a indiferença religiosa (queiram ou não, as religiões são paradigmas éticos e morais), a cultura do tudo posso, tudo faço, tudo me é permitido, nos leva a decadência moral, tendo como conseqüência atitudes que sem que se perceba, levam a autodestruição.
Por isso o Senhor nos diz: Reconstruam minha casa! Abandonemos os desregramentos morais e comportamentais e volvamos nosso rosto ao rosto de Deus, pois Ele nunca se voltou contra nenhum de nós, mesmo que você não tenha tido percepção disso. Abandonemos os vícios, o mau proceder e reconstruamos o templo do Senhor, nosso eu. Ainda há tempo, sempre haverá tempo. É sempre bom lembrar: tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém. 

sexta-feira, 22 de março de 2019

Somos filhos amados de Deus



Quem somos, de onde viemos, para onde vamos? É comum ouvirmos estas perguntas. A questão existencial frequenta nosso dia a dia. Alguns mergulham fundo e  elucubram teorias mirabolantes, extravagantes, exotéricas, fantasiosas e que tais. Ninguém prova nada. Nem nós cristãos; aliás, não carece provarmos, temos fé e isso basta.   Somos criaturas plenas nascidas da vontade perfeita de Deus, portanto viemos Dele e a Ele voltaremos. Como Ele – sendo imagem e semelhança – também podemos dizer sermos uma trindade indivisível. Somos trinos (pneumopsicosomáticos); criaturas espirituais (pneumo), ao mesmo tempo alma inteligente (psico) e corpo físico (soma). Nossa matéria, morada temporária da alma irá se desfazer, mas como cremos, será recomposta, desta feita num corpo incorruptível para a glória ou – infelizmente para alguns – para a condenação eterna.
Somos de Deus, viemos de Deus e voltaremos a Deus. Deus Pai, Criador, Senhor de todas as coisas invisíveis e visíveis, tudo criou, tudo fez. Criou o universo para servir de suporte a nosso belíssimo planeta. Criou a Terra para nosso habitáculo. Criou mares, rios, florestas, vales profundos, planícies verdejantes, aves do céu, feras do campo, animais de todo tipo nos ares, nas águas, no chão da terra.  Por fim, para que tudo nos fosse sujeito, criou a nós. Deus Amor com amor, por amor e no amor criou-nos à sua imagem e semelhança. Nosso corpo, conseqüência natural da união física de nossos pais; nossa alma imortal, criada por Deus no momento da concepção carnal. Eis quem somos e de quem viemos.
Para onde vamos? Viemos do coração do Pai Divino e para lá voltaremos, é nossa vocação natural, como disse Santo Agostinho: “Tu nos fizeste para Ti e nosso coração não ficará satisfeito enquanto não repousar em Ti”.  Existimos e vivemos no tempo, mas nossa meta é a eternidade. O tempo passa e cada vez ficamos mais próximos do limiar, fora do tempo onde só existe o sempre e onde o tempo não passa: a eternidade.
Queremos Deus, assim como ele nos quer mais ainda; para tanto vivamos já aqui na Sua presença, fazendo de nós templos vivos, morada do Espírito Santo, sob o senhorio do Verbo Divino, Jesus, e quando o portal da eternidade se abrir, estaremos diante do Pai, vendo-o tal como Ele É, e julgados dignos aí permaneçamos para sempre. Como a lua reflete a luz do sol, nossa face resplandeça a luz intensa do Sol Nascente da Justiça, Jesus que pelo seu Santo Espírito nos leva ao Pai. Assim seja!






sexta-feira, 15 de março de 2019

As sete súplicas do Pai Nosso



O Pai Nosso, modelo de toda oração, consta de sete súplicas ou pedidos. Inicia-se com um principio eterno que dá titulo a oração: Pai Nosso que estais no céu. A partir daí vem os sete pedidos.
Santificado seja o vosso nome – o primeiro pedido nos faz reconhecer a Santidade do Pai. O pedido é na realidade que saibamos reconhecer essa santidade e só tem valor quando feito em nome de Jesus.
Venha a nós o vosso reino – o segundo pedido pelo qual rogamos a presença do reino de Deus já, aqui na terra. Que a Palavra Viva do Senhor se faça presente, enriquecendo-nos com os dons do Espírito Santo.
Seja feita vossa vontade assim na terra como no céu – no terceiro pedido suplicamos ao Pai que nossa vontade se una à vontade de Cristo, para que possamos alcançar o direito à Salvação, fazendo que a Sua vontade prevaleça, mesmo quando diferente daquilo que esperamos.    
O pão nosso de cada dia nos dai hoje – neste quarto pedido contamos com a providência divina.  Que nos seja concedido o alimento que nos sustenta, necessário a nossa subsistência, mesmo diante de dificuldades materiais que eventualmente possam advir.
Perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido – neste quinto pedido, seguido de uma condição, nos reconciliamos com o Pai desde que façamos a nossa parte cumprindo a condição feita com o pedido.  
Não nos deixeis cair em tentação – neste pedido, o sexto, rogamos a deus que nos dê força, não permitindo que o pecado tome conta de nossa vida. Que pelos dons do discernimento, da sabedoria e da fortaleza nos seja concedida a graça de vencer todas as tentações que nos assolam.
Livrai-nos do mal – na sétima e última súplica pedimos que não sejamos submetidos ao mal. Aqui o mal não é sinônimo de maldade, mas o próprio Satanás, a personificação do mal. Sabemos que Satanás já foi definitivamente derrotado por Jesus e quem se entrega a Jesus não teme o mal, pois com Cristo somos mais que vencedores; afinal se Deus é por nós, quem será contra nós?
Senhor, vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!


sexta-feira, 8 de março de 2019

Se Jesus voltasse agora?



Se Jesus voltasse agora, nesse momento, como nos encontraria? Estaríamos prontos para esse encontro, ou tentaríamos nos esconder? Se você ouvisse a noticia: Jesus está aqui, voltou revestido de glória para resgatar os seus, para separar os justos dos pecadores, o que você faria? Correria para Ele e se prostaria em adoração, ou fugiria como Balaão?
Se Jesus chegasse agora por certo não encontraria paz na terra. Encontraria fogo. Não o fogo que Ele gostaria de encontrar, a chama viva e ardente do Espírito Santo, mas o fogo devorador, as chamas do ódio, das desavenças, da desunião entre os povos, da desunião entre aqueles que se dizem seus, os cristãos. É certo, há também os de boa vontade, os que semeiam amor, os que têm o coração abrasado pela chama de amor do Espírito Santo. Em que fogueira você está? Na fornalha ardente do coração de Jesus ou no fogo devorador do pecado?
Devemos fazer tudo para estar e permanecer nos caminhos do Senhor, caminhar no Espírito, viver segundo a Palavra de Deus, experimentar as obras de misericórdia, e assim estarmos prontos (ou quase) para a volta gloriosa de Cristo. Se assim Ele nos encontrar, por certo ao nos prostrarmos em adoração, nos tomará pela mão e nos levará com Ele em Sua Glória. E aquele que está longe Dele, dos seus caminhos? “Quem me segue não andará nas trevas...” logo, sendo a recíproca verdadeira, quem não o segue estará nas trevas. Quem o segue titubeante, um pé nas trilhas Dele, outro no mundo, estará na penumbra; um passo em falso cai nas trevas, no entanto, um passo bem dado o retorna à luz. Se estamos vacilantes, em ziguezague, cai não cai, não desanimemos, busquemos a luz, e luz do mundo é Jesus. O mundo nos oferece caminhos demais – reza a canção – choramos, rimos, mas nem sempre somos felizes; as coisas do mundo não nos satisfazem. Isso porque nossa alma é grande demais e só Deus pode enchê-la. Por isso a mesma canção nos adverte: “Hoje seus passos se perdem na estrada; nem sempre você tem chegada. Entregue seu caminho a Deus, entregue seu caminho a Deus”.
Como está seu coração? Firme na fé, porém tenro e afável na misericórdia e no amor, ou está como porcelana, fina e delicada, mas quebradiça e que se esfacela ao menor impacto? Seja como for, que esteja em Jesus. Pois em Jesus, seu coração se fortalece, se consolida na fé, no amor e na misericórdia.
Se Jesus voltar agora que nos encontre assim, caminhando firmes na fé, de coração manso e humilde como o Dele; trilhemos esse caminho; caminho difícil, às vezes lacrimoso, mas seguro, pois caminhamos com o Mestre Senhor de tudo e de todos, o guia seguro de nossa vida, pois que Ele mesmo é o Caminho; caminho que leva a santidade, a vida eterna na glória celestial.  Assim seja!

sábado, 2 de março de 2019

Não se é feliz estando só



Diz um ditado popular que ninguém é feliz sozinho. Verdade, pois como vimos anteriormente, precisamos uns dos outros. Alguém, porventura há de dizer: eu não me enquadro aí, eu me basto, não dependo e nem preciso de ninguém. Falsa premissa; vejamos o exemplo a seguir: O patrão precisa do empregado para o funcionamento do seu negócio; o trabalhador precisa do empresário para ter seu emprego. Há como uma simbiose, ou seja, um depende do outro. Há necessidade também de sinergia entre ambos, o que significa ação conjunta e interdependente para que o patrão tenha seu rendimento e o empregado sua remuneração.
De certo modo assim é nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Sabemos que a rigor Deus não precisa nem depende de ninguém, Ele é Deus e se basta por si só. Entretanto, sabemos também que Deus se relaciona com seu povo, conosco, e desse modo por iniciativa própria, Ele deseja que esse relacionamento seja recíproco.   Assim precisamos de Deus para que nossa vida seja completa, ao passo que Deus precisa de nós para que seu nome seja proclamado a todos os filhos e seu amor seja espalhado em todo o mundo.
Ninguém é feliz sozinho. Precisamos conviver com outros seres humanos para nos completarmos e suprir nossas necessidades materiais. Precisamos nos relacionar com Deus para que nossa felicidade seja completa. Além do mais, a união nos fortalece, a mão amiga nos soergue, o ombro do irmão nos ampara; o grupo, a comunidade, a sociedade nos torna cidadãos. Ainda citando provérbios populares, “cada um por si Deus por todos” não é coerente com o pensamento exposto aqui, pois faz apologia ao egoísmo. Já “um por todos, todos por um” resume nossa posição. Em verdade precisamos uns dos outros, portanto sejamos um por todos enaltecendo a vida comunitária, para que a comunidade seja uma em nós e por nós.
Concluindo essa reflexão, meditemos o texto em Eclesiastes 4,9-12: “Mais vale dois que um só, porque terão proveito do seu trabalho. Se caem, um levanta o outro; quando se está sozinho, se cai, não tem quem levantá-lo. Se deitam juntos podem se aquecer, mas alguém sozinho como se aquecer? Alguém sozinho é derrotado, dois conseguem resistir e a corda tripla não se rompe facilmente.”.
Somos seres sociais e como tal precisamos uns dos outros. Gostamos e precisamos de companhia, mas nem sempre isso é possível. Se não pudermos estar com outras pessoas, esforcemo-nos para estar com Deus.  Este nos supre, nos preenche e com Ele, mesmos sós não estaremos sós. Parece um simples jogo de palavras; não é, é pura verdade. Junto aos irmãos e principalmente com Deus somos felizes!