sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal do Senhor


Neste dia especial, em que toda a Igreja celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhemos o testemunho da Palavra de Deus a respeito deste acontecimento que transformou a história da humanidade:

"...José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: 'Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor'." (Lc 2,4-11)

Por isso hoje celebramos a eterna solidariedade do Pai das Misericórdias que, no seu plano de amor, quis o nascimento de Jesus, que é o verdadeiro Sol, a Luz do mundo. Este não é um dia de medo e nem de desespero, é dia de confiança e de esperança, pois Deus veio habitar no meio de nós, e assim encher-nos da certeza de que é possível um mundo novo. Solidário conosco, Ele nos quer solidários neste dia de Glória que refulge ao redor de cada um de nós!
Sendo assim, tudo neste dia só tem sentido se apontar para o grande aniversariante deste dia: o Menino Deus! Presépios, árvores, enfeites, banquetes e os presentes natalícios representam os presentes que os Reis Magos levaram até Jesus, mas não são estes símbolos a essência do Natal. O importante, o essencial, é que Cristo realmente nasça em nossos corações de uma maneira nova, renovadora, e que a partir daí, possamos sempre caminhar na sua luz solidária deste Deus Único e Verdadeiro, que nos quer também solidários uns com os outros!
Vivamos com muita alegria este dia solidário, que o Senhor fez para nós!

Um Santo Natal para você e para a sua família!

(Fonte: Pascom-S. Brás)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!






Louvor. Encerramento das atividades em 2010.


Feliz Natal e 2011 cheio de alegrias no Senhor!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Máximas & Provérbios (2)

Natal é Deus Pai se revelando a nós, através Jesus Cristo seu Filho.

Procuremos amar quem menos merece, porque normalmente são os que mais precisam de amor.

Devemos ter paciência para amar os imaturos, coragem para amadurecer e medo de apodrecer!

O tempo passa e ficamos cada vez mais perto do limiar, fora do tempo, onde só existe o sempre e o tempo não passa: a eternidade.

Advento: recordar o passado, viver o presente e aguardar o futuro. Passado, a Encarnação do Verbo; presente, caminhar com Cristo; futuro, a Parusia de Jesus.

Purgatório é uma preparação para o encontro com aquele que é santo por natureza e diante do qual não pode haver imperfeição.


Desconhecer a Palavra de Deus, a Bíblia, significa desconhecer o próprio Deus, pois Ele se revela na Palavra!

Na Eucaristia, o pão sustenta o homem, Jesus sustenta a alma.

O amor que nos cura não é tanto o amor que recebemos; é mais o amor que damos.

Diante da injustiça e da traição há duas opções: vingar-se e ser feliz por um pouco de tempo, ou perdoar e ser feliz o tempo todo.

Não importa se a placa de sinalização esteja colocada sobre um pau podre ou um poste enferrujado, o importante é o sinal. Mesmo sendo homens e pecadores como todos, os sacerdotes são representantes de Cristo e portadores da graça sacramental.

A liberdade foi conquistada em Cristo, porém sair do cativeiro depende de nós.

Para encontrar o caminho da santidade devemos fazer o que Deus quer e querer (e aceitar) o que Deus faz.

Vivemos e existimos no tempo, mas nossa meta e vocação é a eternidade.

A providencia divina não é inimiga da previdência humana.

O pecado vem quando deixamos de buscar a alegria, a felicidade, o prazer, no Criador e buscamos tudo isso nas criaturas.

Tudo que fazemos na vida ecoa na eternidade.

Mais vale, Senhor, um pouquinho de prestigio junto a Ti (o que é tudo) do que um grande prestigio junto aos homens (o que é nada).

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Capitão


Eu gosto de contar estórias, elas enriquecem uma pregação; aliás, isso fazia parte da pedagogia de Jesus: Ele gostava de ensinar através de parábolas. – Eis a estória:
Um barco, um grande navio repleto de passageiros navegava placidamente em alto mar, quando repentinamente foi atingido por uma violenta tempestade. Os passageiros em pânico rezavam, gritavam, desesperavam-se. Num canto, uma pequena menina brincava tranqüilamente, sem se incomodar com a tormenta nem com os demais passageiros. Um homem inconformado com a calma daquela criança, interpelou-a: Menininha, você não teme a tempestade? – Não. – Mas o navio vai afundar, todos vamos morrer. – Não, não vai acontecer isso não. – Porque tanta certeza? – Meu pai é o capitão deste navio!
A garotinha confiava inteiramente em seu pai e nós confiemos em Deus, nosso Pai eterno, que esta no comando do grande barco que é a nossa vida! Não devemos ter medo, pois nada é impossível para Deus, não devemos sentir tristeza, dúvida, pois nada é impossível para Deus. Ele nos livra dos leões que rugem em torno a nós e tentam nos devorar. Ele nos livra das tempestades do dia a dia, enfim, Ele é a nossa força, o nosso refúgio. Abram o coração e deixem-se amar por Deus, deixem-se amar e também amem, amem como Deus ama vocês. Confiem, confiem sempre, como a menina da estorinha. Deus está no comando da sua vida.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Por que estamos divulgando o filme “Aparecida, o Milagre?”


O padre comilão. A beata reprimida. Uma relação de troca supersticiosa com os santos. Filmes, novelas e diversos outros tipos de produções retratam a fé católica de forma caricata, como as descritas acima. Dificilmente encontramos nossa religião retratada de forma respeitosa, de acordo com aquilo que a doutrina prega.
Muitos podem se perguntar por que estamos divulgando com tanto vigor o filme “Aparecida, o Milagre”. O motivo é este: o longa tem o mérito de mostrar este aspecto da nossa fé, a devoção a Maria, de maneira coerente com o que a Igreja apresenta.
Nossa preocupação, no entanto, é maior do que apenas fazer uma simples propaganda do filme. Nossa idéia é promover uma catequese sobre Maria, pois, infelizmente, muitas pessoas ignoram seu verdadeiro papel ou atribuem a mãe de Jesus “poderes” que ela não tem; confundem títulos, multiplicam Nossas Senhoras, pois não sabem que ela é uma só, que recebe muitos nomes; tem uma relação supersticiosa com sua imagem.
Este filme, além de falar ao nosso coração, sobre nossa Mãezinha amada, é uma oportunidade para esclarecermos sobre aquilo que a Igreja professa sobre a mãe de Jesus. Com isso, podemos ter uma fé mais madura.
O filme “Aparecida, o Milagre” traz na sua essência a devoção dos brasileiros junto a Senhora Aparecida, imagem encontrada no fundo barrento do rio Paraiba do Sul. Os milagres realizados por sua intercessão e a forte identificação com a imagem de barro, negra, popularizaram esse título de Maria, proclamada a padroeira do Brasil.
http://www.rccbrasil.org.br/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sofrimento não é de Deus


Sabemos que o mundo não é perfeito. Não o mundo idealizado e criado por Deus, mas o mundo deturpado, corrompido, aviltado pelo homem instigado pelo maligno. Por isso a dor e o sofrimento nos acompanham como uma nuvem sombria que não poucas vezes nos alcança e nos envolve. No entanto, ao ser acometido pelo mal não devemos nos desesperar; entreguemos nosso sofrimento a Deus, ofertando-o, como aquilo que falta ao sofrimento de Cristo para nossa redenção. Isso não significa conformismo, é na verdade resignação, ou seja, estar animoso mesmo na tribulação. Ter animo sabendo que a dor é passageira. “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações, pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade comprovada produz a esperança” (Rm 5,3-4).
O Senhor Deus de toda consolação nos conforta, para que com sua força possamos nós consolar aqueles que sofrem e que muitíssimas vezes não têm onde se apoiar.
Diante da dor e do sofrimento é costume de muitos dizer: é vontade de Deus. Que imagem distorcida trazemos de Deus em nosso coração! A verdade é que não agrada a Deus o sofrimento do mundo. Quando dizemos que o sofrimento é vontade de Deus, estamos dando uma desculpa para continuarmos instalados em nosso egoísmo, apegados a nossos bens, nosso imobilismo, nossas idéias. Não, Deus não quer o sofrimento. A via crucis não é obra sua, mas nossa. Se tirarmos do mundo as consequências das nossas ações, o que é causado pelo nosso coração; coração tantas vezes cheio de ódio, ganância, libidinoso, apegado ao ter e ao poder, sobraria o que é do Senhor: alegria, bondade, perdão, fidelidade, amor irrestrito.
O que estamos fazendo? Ficamos esperando, parados debaixo da nuvem, rezando para que ela não desabe sobre nós? Ou, rezando, nos movemos, nos desinstalamos e procuramos abrigo para não sermos atingidos pela tempestade? Mova-se, desfaça-se do excesso de carga, deixe no seu coração apenas o que é do Senhor: um fardo leve, suave, sem arestas; um coração como o dele próprio, manso e humilde.

sábado, 27 de novembro de 2010

Quem se interessa pela vida de um criminoso?


O homem é chamado a uma plenitude que se estende para além das dimensões de sua existência terrena. A grandiosidade desta vocação revela o sublime e precioso valor da vida humana, que mesmo sendo temporária, trata-se de uma realidade sagrada, que deve ser vivida com responsabilidade e levada à perfeição no amor pela graça da doação a Deus e aos irmãos (EV 2). Qualquer ameaça a este dom divino reverte-se em um potencial ataque ao Cristo, e consequentemente à sua esposa, a Igreja.
No Brasil, as investidas mais comuns contra a dignidade do ser humano se dão por meio da relativização dos valores cristãos e da intenção declarada em mudar o conceito social acerca da vida e das relações entre os homens (EV 4). Os melhores exemplos destas atitudes estão nas insistentes tentativas de certos movimentos políticos na legalização do aborto, da eutanásia e até mesmo da pena de morte. Esta realidade deixa flagrante a cultura de morte vigente na sociedade brasileira atual.
Diante desta conjuntura, não é raro ligar a televisão em noticiários e ver os apresentadores exaltando os policiais que matam traficantes, assaltantes e afins. Nas rádios, é comum ouvir os comunicadores desejando ardentemente a morte de delinqüentes e repetindo o ditado popular “Bandido bom é bandido morto”. Até mesmo no cinema brasileiro este triste cenário é revelado; o filme Tropa de Elite 2, que entrou em cartaz há pouco tempo, mostra uma cena em que o protagonista, o aclamado Coronel Nascimento, é aplaudido de pé por várias pessoas ao entrar em um restaurante após liderar uma operação na qual muitos presos rebelados foram mortos. No entanto, a fala mais chocante do personagem e que denota toda a mentalidade cruel e segregadora entranhada no contexto social atual é proclamada no início do longa, quando Nascimento diz que “matou muita gente, mandou muito vagabundo para a vala (sic) e não sabe exatamente porque fez isso, mas foi a sociedade que o treinou dessa maneira”.
Para um católico, é muito triste estar inserido em um cenário como este. É possível mudar este panorama? Sim. De que jeito? Inicialmente é preciso lutar contra este pensamento excludente e desagregador. É dever de todo cristão lembrar que Jesus jantava à mesa com os pecadores e evangelizava os publicanos cobradores de impostos. Fica claro e latente ao ler os Evangelhos o quanto o Cristo ia atrás dos afastados de Deus e os reunia como parte de seu povo, ao invés de separá-los e condená-los. Se São Paulo tivesse que ser executado por causa das inúmeras mortes que o apóstolo foi responsável antes de se converter ao cristianismo, a Igreja Católica perderia simplesmente o maior missionário de sua riquíssima história.
Ações conjuntas nas mais variadas esferas são necessárias para mudar radicalmente esta situação. No entanto, nenhuma medida terá eficácia se não for realizada sob a luz do Evangelho, visando sempre a defesa da vida. A Pastoral Carcerária mostra um exemplo de ação válida para a formação de uma cultura de valorização da dignidade humana, mas não pode ser um trabalho isolado da Igreja. Os católicos precisam ter a consciência de que precisam evangelizar, difundir os princípios éticos e morais cristãos e buscar a inclusão dos mais necessitados financeira e moralmente.
O apelo divino enfatizado na Campanha da Fraternidade 2008 (Escolhe, pois, a vida – Dt 30,19) urge nos corações para ser anunciado. Como está escrito no Documento de Aparecida, mais do que nunca esta é a hora dos cristãos serem missionários da fé e verdadeiros propagadores de uma cultura de vida e valorização da dignidade humana na sociedade.
Luiz Eduardo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Máximas & Provérbios

Imagens são sinais que nos lembram onde Deus agiu!

Muitos serão chamados, poucos escolhidos. Muitos são chamados; escolhidos são aqueles que abrem o coração e dizem sim a Deus.

Fé é deixar Deus acontecer em nossa vida. Fé é deixar Deus ser Deus e agir.

Uma das artimanhas do inimigo é fingir-se de morto; Dizer que não existe. Desse modo ele domina facilmente os incautos

Se um simples banho te renova, te faz sentir outra pessoa, imagine a água viva que é Jesus inundando o teu coração, todo o teu ser!

Fé significa segurar-se em Jesus diante das dificuldades, persistindo nas Suas promessas mesmo quando ainda não se vê o seu cumprimento.

Você não pode impedir que pássaros voem sobre você, mas pode impedir que façam ninho em sua cabeça. A tentação é inevitável, mas cair em tentação é evitável.

A justiça de Deus é a misericórdia, não a lei.

Razão é que se peça só razão; justo que se peça só justiça. A razão de cada um indica o que ele quer ser; a justiça de Deus dirá se está certo ou errado.

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O Natal começa quando celebramos a vinda do Salvador, mas só se completa quando O encontramos em cada irmão, em cada irmã.

A despeito do que o mundo venha a nos oferecer, de bom ou ruim, que a nossa esperança e felicidade repousem em Deus nosso Senhor, pois Ele é o dono de nossas vidas.

Para muitos, um grão de areia é uma pedreira; para outros um grão é um grão, uma pedra uma pedra; mas para Deus uma pedreira é menos que um finíssimo grão de areia.

Nos Evangelhos sinóticos, Jesus institui a Eucaristia de modo formal. Em João, Jesus a institui na essência.

Se Nossa Senhora é o que é, foi porque ela creu na Palavra de Deus. Se os santos de nossa Igreja são o que são, foi porque creram na Palavra de Deus. Nós
seremos o que viermos a ser de bom, se crermos na Palavra

O confessionário é o único tribunal no mundo onde declaramos nossas culpas e somos absolvidos.

O bom pastor procura resgatar as ovelhas desgarradas. O mal pastor procura arrebatar para si ovelhas de outro rebanho; na verdade este não é pastor, é ladrão.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fé-Caridade-Intercessão

Caridade apoiada na fé, ou de outro modo, a fé como sustentáculo da caridade. O que é fé? Fé é o fundamento da esperança, é acreditar naquilo que não podemos ver. A vivência da fé nos traz entre outras coisas, a caridade. Podemos expressar a fé em três dimensões: crença (crer que algo existe e/ou é verdadeiro); confiança (crer, confiar e esperar) e fé carismática (crer, confiar e esperar na certeza do cumprimento da promessa).
Definindo caridade podemos dizer que caridade é o sentido de comunhão com Cristo e com os irmãos em Cristo que a fé instaura no coração do fiel. Desta fé repleta de amor, espera-se uma orientação prática da vida moral e fraterna. Fé, esperança, caridade (ou amor). No fim subsistirá apenas o amor. E a caridade só pode subsistir no amor e pelo amor. Caridade sem amor pode ser tudo, menos caridade. Devemos ter compaixão pelos irmãos que sofrem, mas acima de tudo amor, para que a caridade seja verdadeira. Ver 2 Jo 4-6 .
Porque você faz caridade? Para ganhar pontos com Deus? Se for só por isso você não é caridoso, é mercenário. Mas lembre-se, Deus não faz barganha com ninguém! São Paulo em 1 Cor 13 nos diz que de nada vale dar tudo aos pobres, nada vale nem mesmo oferecer-se em holocausto, falar a língua dos anjos e tudo o mais se não tiver amor. Seremos como sino que repercute, só faz barulho e nada mais.
Temos que viver a parábola do bom samaritano, que ensina a caridade completa, verdadeira, sem limites. Oferecer ajuda ao irmão caído, ferido, necessitado. Acolhe-lo, tratar de suas feridas, entrega-lo aos cuidados do Senhor; no mínimo orar por ele. Temos que lhe oferecer nossa montaria, que é a fé; leva-lo até a hospedaria, que é a igreja; utilizando os “denários” que são nossos talentos, os carismas. Devemos ter aí o cuidado de não sermos como os levitas, quando inventamos desculpas para não servir.
Em Lc 8,1ss vemos as mulheres que seguiam Jesus e lhe provia das necessidades materiais. Jesus apesar de Deus, filho de Deus, era o Verbo encarnado, ou seja, também homem como nós. E do mesmo modo que nós, necessitava de alimento e vestuário. Hoje a Igreja, corpo místico de Cristo, também necessita de provisões. Estas provisões são proporcionadas através das doações, ofertas e principalmente do dizimo. Se fossemos fiéis no dizimo como Deus é fiel a nós, as obras sociais e caritativas da igreja seriam muito maiores.
Por fim falemos de intercessão. Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica a respeito da oração de intercessão: “A intercessão é uma oração de pedido que nos conforma de perto com a oração de Jesus. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens, dos pecadores sobretudo. Ele é capaz de salvar de modo definitivo aqueles que por meio dele se aproximam de Deus, visto que ele vive para sempre para interceder por eles (Hb 7,25). O próprio Espírito Santo intercede por nós... pois é segundo Deus que Ele intercede pelos homens (Rm 8,26s).
Interceder, pedir em favor de outro, desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa da de Cristo; é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora não procura seus próprios interesses, mas pensa sobretudo nos outros ( Fl 2,4) e reza mesmo por aqueles que lhe fazem mal”. (CIC 2634-36).
Na Bíblia vemos Abraão interceder por Sodoma e Gomorra; Moisés ao descer do Sinai, interceder pelo povo, no episódio do bezerro de ouro; também durante a murmuração e inconformismo do povo, quando Deus envia serpentes para os ferir, Moisés intercede e Deus manda construir a serpente de bronze, que seria penhor de salvação e prefiguração do Cristo Crucificado, nosso Salvador. O Evangelho de João nos mostra Maria intercedendo pelos noivos, quando faltou o vinho nas bodas de Caná.
Oremos uns pelos outros, intercedendo sempre em favor dos que sofrem neste mundo conturbado.
carlos Nunes

sábado, 13 de novembro de 2010

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia!
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e erros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais...”
E o bem comportado executivo? O “cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice...
Puro aborrecimento e cansaço!
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou “um saco!”
Outro dia, vi um jovem reclamando que seu banco on-line demorava a demonstrar o saldo e aí eu me lembrei da fila dos bancos de outrora, balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e deletar em seguida, sem sequer ler o título, já que era longo demais...
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus, para os amigos, para a família...Para o que realmente importa!
A paciência está em falta no mercado, quase em extinção e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes e ansiolíticos está cada vez mais em alta.
Pergunte a alguém, "ansioso demais" onde ele pretende chegar? Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta ...
E você? Onde quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Para quem? Seu coração irá agüentar? Seus pulmões suportarão?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio ou de AVC o mundo irá parar? A empresa na qual você trabalha fechará as portas? As pessoas que você ama deixarão de viver?!? Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...Reflita...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia completará o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência... Inexoravelmente!!!
A Providência Divina decide quem você encontra na vida... Suas atitudes decidem quem fica!

Nota: esta postagem é publicação de mensagem recebida por e-mail.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ENJ 2010


O grupo de oração recebe jovens participantes do Encontro Nacional da juventude da RCC.

Junior, de Roraima e Emerson, do Tocantins, visitaram o G.O. e ministraram conosco os momentos de oração, proclamação da Palavra e deram testemunho de sua conversão. Deus seja louvado pelos nosso jovens!

O ENJ acontecerá de 12 a 15 no Maracanãzinho, Rio de Janeiro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Confiança


"O profeta Habacuc acabara de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele, quando um anjo do Senhor apareceu e arrebatando-o, levou-o a Babilônia, até a cova dos leões onde se encontrava Daniel e este tomou a refeição levada a ele. Após, Habacuc foi levado de volta pelo anjo"(cf. Dn 14,32-37) Podemos comentar esta Palavra sob dois aspectos: do ponto de vista de Habacuc e do ponto de vista de Daniel. Vemos aí Habacuc tirado dos seus afazeres cotidianos para servir a Deus. De certa maneira é o que ocorre conosco; somos chamados a servir ao Senhor nos grupos de oração. Sob a ótica de Daniel, observamos que este, apesar do grande problema por que passava, confiou plenamente em Deus. Daniel fora atirado na cova dos leões, porque? Porque não aceitou adorar falsos deuses. Forçado, não renegou o verdadeiro Deus. Por isso foi perseguido, difamado, injustamente condenado e atirado a leões famintos. Leões que comiam diariamente cordeiros e carne humana, mas que não foram alimentados nos dias que precederam a entrada de Daniel no covil das feras. Daniel porém confiou em Deus, no Deus que o criou, no Deus que sabemos se fez homem , pregou sua Palavra de Vida, nos mostrou o caminho, morreu por nós numa cruz e ressuscitou para nossa redenção e nos dar a eternidade. Daniel não se deixou abater pelo desânimo e confiou. Não reclamou, não gritou, sequer murmurou ou pensou negativamente. Ao contrário, apesar da situação extremamente difícil, apesar de tudo indicar que era o fim, ele creu, confiou e esperou no Senhor. Atirado às feras, não foi devorado; faminto, Deus lhe proveu alimento; por fim, após seis dias o rei o recolheu e lhe restituiu a liberdade.
Isto significa para nós que os filhos de Deus, os verdadeiros cristãos, os católicos fiéis, não devem temer ser atirados às feras. Que sejam pacientes e esperem em Deus, como Daniel esperou pacientemente. Soframos as demoras de Deus, pois Ele nos prepara o melhor; Ele nos conhece profundamente e só nos dá o que é bom e na medida da nossa necessidade. Vivamos a fé e a confiança de Daniel. O Salmo 93(94), versiculo 18 diz: “Quando penso: vacilam-me os pés, sustenta-me, Senhor, a vossa graça”. Se escorregarmos, se vacilarmos, se resvalarmos nossos pés na beira do abismo, sabemos que Deus nos ampara e Sua Palavra nos conforta.
Não temer, confiar, confiar sempre, eis a mensagem tirada para nós desta Palavra do livro de Daniel.