sexta-feira, 23 de abril de 2021
Ez 33,10-12 – Conversão
sexta-feira, 16 de abril de 2021
Col 2,13-14 – Jesus Salvador
sábado, 10 de abril de 2021
Mt 26,69-75 – Negação de Pedro
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Jo 19,25-30 – Ao Pé da Cruz
sexta-feira, 26 de março de 2021
At 1,4-9 – Batismo no Espírito Santo
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J |
esus subiu ao céu, está a direita do Pai, e de lá nos
envia o Espírito Santo. O Espírito Santo que na realidade você já tem. O
recebeu no batismo sacramental. Jesus quer te dar um derramamento desse Espírito.
Ele quer que o Espírito Santo cresça em você, infle, de modo que Ele extravase,
transborde, como as águas de uma barragem com as comportas abertas.
E para
que Jesus faz isso? Para você bater no peito e dizer: eu tenho o Espírito
Santo, Jesus me deu, é meu... Não!... Jesus com o Pai te derrama o Espírito
Santo para que com força e autoridade você o anuncie. Jesus te dá o Espírito
Santo para que através desse mesmo Espírito possamos ser conduzidos por Ele e
anuncia-Lo.
Sta.
Edith Stein, a respeito do Espírito Santo disse: “Mais próximo de mim do que eu
de mim mesmo; mais intimo que o âmago da minha alma”. Devemos repetir e tomar
posse dessa palavra; que o Espírito Santo seja o mais próximo possível, mais
intimo que o âmago de nossa alma. Âmago é o centro, o de mais profundo e
interior que possa existir. Portanto, é no interior, no mais profundo de nós
que o Espírito Santo habita. Mas não é lá que Ele deve ficar como um
prisioneiro, deve inundar-nos, efluir, transbordar. É esse transbordamento, essa
efusão, esse derramamento que Jesus nos infunde no batismo no Espírito
Santo.
Deixe que
o Espírito Santo ative o despertador da tua fé para acorda-lo da letargia
espiritual, para que você possa caminhar com a Igreja, com Jesus, com os irmãos
rumo aos braços do Pai. Abramos o coração e deixemos Deus agir em nós. Deus
quer nos transformar como transformou os discípulos naquela madrugada de
pentecostes há cerca de dois mil anos. Hoje, aqui, agora, já, nesse momento Ele
derrama o mesmo Espírito que mudou a vida daqueles homens e mulheres e que
também pode mudar a sua. Abra-se a ação do Espírito Santo, receba uma nova
efusão, uma nova unção. Deixe-se batizar no Espírito. Amém.
sábado, 20 de março de 2021
Eclo 1,11-22 – Temor a Deus
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A leitura proposta fala de temor ao Senhor.
Haveremos de ter medo de Deus? Deus quer que tenhamos medo dele? Vejamos o que
diz o dicionário; temor = medo . O dicionário também diz: temor = respeito,
reverência, zelo, escrúpulo. É neste sentido que devemos temer a Deus, ter
respeito, reverência a seu nome, zelo, dedicação a sua palavra.
Temor a Deus é um dos
sete dons infusos, aqueles que recebemos ao ser batizados. Dons infusos,
diferentemente dos dons carismáticos, são dons dados para ascese pessoal,
servem para crescimento individual, enquanto os carismas são dons de serviço,
servem para crescimento e edificação da comunidade, da igreja. Com referencia
ao temor a Deus, ver o Catecismo da Igreja Católica no 1303 e
2144.
O que vemos nos remete aos primeiros mandamentos:
“Amar a Deus sobre todas as coisas “ e “Não tomar seu Santo Nome em vão”. Se
temermos a Deus, acataremos seus mandamentos e se acatarmos seus mandamentos,
estaremos sendo tementes a Deus. Preocupações com coisas vãs,
banalidades, coisas sem importância, mundanas, deixam Deus de lado, abafam os
dons e corremos com isso sério risco de ceder às tentações e cair em pecado. O
pecado nos afasta de Deus, diz a sua Palavra em Isaias 59,1s. O mundo acusa a
Igreja de retrógrada, de estar submetida a leis e mandamentos ultrapassados,
que o mundo mudou, etc, etc, e outras baboseiras mais. Mas lei é lei; quanto
mais a lei de Deus que é irrefutável e imutável. As leis humanas podem ser
mudadas e revogadas a qualquer tempo, basta a canetada de um legislador
qualquer, mas a lei de Deus é eterna, as leis da natureza e os mandamentos de
Deus valem a qualquer tempo, ontem, hoje e sempre. Um objeto que tenhamos a mão
ao ser solto cairá ao chão, como cairia no tempo de Moisés e cairá se for solto
daqui a mil anos, pois todos estamos sujeitos a lei da gravidade. A gravidade é
uma lei da natureza e portanto imutável, irrevogável! Desobedecer a Deus,
desrespeitar seus mandamentos e portanto não temer a Deus, era pecado desde 40
séculos atrás, é pecado hoje e será pecado daqui a 40 séculos!
Quando criança eu gostava de olhar o
céu estrelado; era lindo ver o céu coberto de estrelas. Hoje, devido às luzes
da cidade e a poluição não se vê estrelas como antes. Mas as estrelas não se
mudaram, continuam lá como no meu tempo de criança. Não as vemos porque a
camada de poluição impede que suas luzes cheguem a nossos olhos. Assim é nosso
relacionamento com Deus, a poluição do nosso pecado impede que o olhar de Deus
nos alcance. Precisamos renunciar ao pecado, temer a Deus, destruir a barreira,
para nos tornarmos visíveis a Deus e sermos alcançados pela graça e
misericórdia divinas.
Deus nos ama e apesar do nosso
pecado não deixa de nos amar. Nos ama a tal ponto que enviou Jesus para morrer
por nós, para lavar com seu sangue os nossos pecados. Jesus, Deus com o Pai e o
Espírito Santo, Jesus, Deus na Trindade Santa. Que o Espírito Santo, enviado
pelo Pai e pelo Filho, nos ilumine, nos mova na direção daquele que por sua
morte e ressurreição nos conduz a vida eterna, ao Pai justo e misericordioso.
Retomando a Palavra nos vv. 11 a 13,
vemos aí uma promessa, uma linda, uma belíssima promessa. Apossemo-nos dessa
promessa, vivamos, experintemos essa Palavra, testemunhemos nosso temor ao
Senhor e assim possamos servi-lo e adora-lo até que essa promessa se cumpra em
nós. Amém.
sexta-feira, 12 de março de 2021
I Cro 17, 1-15 – Caminhos Para o Reino
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Nesta
leitura vemos o profeta Natan dizer ao rei Davi, que não seria ele, Davi, a
construir a casa, o templo de Deus. Mas que ele seria a origem de uma dinastia
que levaria ao grande rei, o que fundaria o império eterno, a grande Igreja.
Davi era o depositário das promessas messiânicas. O texto também faz alusão,
embora indireta, à Arca da Aliança. A arca feita de madeira nobre, revestida de
ouro, com tampo maciço e querubins, tudo de ouro. Possuía argolas também de
ouro e varais para o transporte, conforme descrito no livro do Êxodo. A arca
continha as tábuas da lei, os dez mandamentos e o próprio Javé (Deus) se fazia
presente na Arca da Aliança. Podemos até mesmo comparar a Arca da Aliança com o
nosso Sacrário: pois se lá habitava Deus, aqui temos a presença viva de Jesus
Sacramentado na hóstia consagrada.
A arca não tinha paradeiro; era
levada de um lugar a outro, de tenda em tenda, de acampamento em acampamento,
de cidade em cidade. Foi inclusive roubada, esteve em poder dos Filisteus ate
ser recuperada, e Davi a reconduziu a Jerusalém. O povo precisava de um lugar
apropriado para adorar a Deus e firmar um sentido de unidade em torno do
verdadeiro sentimento religioso.
Vamos reler os vv. 11-14 (...).
Aqui se refere a Salomão. Mas a Palavra de Deus não se restringe a uma época, a
um contexto histórico, a uma profecia ocasional. A palavra de Deus se projeta
no tempo e no espaço e chega até nós viva, atualizada; a Palavra de Deus é
eterna!
Vejamos o que diz em Is 11,1
(...). Então podemos dizer que esse reino é o reino de Jesus, o rei dos reis,
esse trono é o trono da graça, da glória de Deus; a casa é a Igreja de Cristo,
a verdadeira Igreja, a Santa Igreja Católica!
Do mesmo modo que o povo de
Israel buscava Deus na Arca da Aliança, podemos buscar Jesus no Sacramento
Eucarístico. Freqüentar a igreja, buscar os sacramentos , são caminhos para
encontrar Jesus. Amar e respeitar Maria; Maria está sempre presente ao lado de
Jesus, discreta, discretíssima, como podemos observar através dos evangelhos
escritos. Se estamos com Maria, estamos certamente com Jesus. Maria, todos nós
sabemos, não é divindade, Maria não realiza prodígios. No entanto, ela
intercede sempre, e o que ela pede Jesus faz, com certeza. Maria não é a
salvação, mas nos aponta a salvação, nos leva à salvação que é Jesus.
Ter vida de oração, oração
diária, hábito da leitura da Palavra. Uma pessoa orante tem sintonia com Deus e
encontra fácil o caminho para Jesus.
Batismo no Espírito Santo.
Batismo no Espírito Santo, fundamental para nós da renovação carismática. É na
efusão do Espírito Santo, no derramamento dos dons, no exercício dos carismas
que nos aproximamos de Jesus. Jesus nos dá o Espírito Santo, para através desse
mesmo Espírito nos levar a Ele.
Alguém talvez esteja
questionando: Porque o pregador fica falando e repetindo os caminhos que levam
a Jesus? E eu respondo: Porque eu busco, eu só procuro este caminho. A que
outro eu iria? A que outro você iria? Aos caminhos que levam ao Egito? A Baal?
Nunca! Jesus é o único caminho. Jesus é a videira verdadeira, o caminho, a
verdade e a vida. Só ele tem palavras de vida eterna, só Jesus!
O caminho para Jesus é árduo,
longo, difícil; sabemos disso e até por isso, muitos por comodismo ou
impaciência, ao invés de Jesus, buscam outros caminhos, atalhos, que não levam
a lugar nenhum, ou melhor, levam sim: levam ao abismo, ao fundo do poço. Nos
caminhos do mundo as quedas são inevitáveis e desastrosas, pois caímos de cara
no chão. Mesmo assim, se voltarmos p’rá Jesus, Ele nos ampara e nos sustenta.
Nos caminhos de Jesus poderemos até tropeçar e cair, se vacilarmos caímos
mesmo, mas caímos de joelhos. E é melhor ralarmos os joelhos que quebrar a
cara. Melhor ralar os joelhos que se estropiar! Com Jesus as dores são
suportáveis e os fardos por mais pesados que sejam, se tornam leves, porque
sabemos que Ele nos aliviará. A Palavra de Deus diz: Ele carregou sobre
si nossas dores e enfermidades. Está escrito em Isaias 53. Jesus nos conduz
por caminhos às vezes difíceis, mas seguros sempre.
O Senhor falou a nós do núcleo
do grupo de oração, em profecia. Eis o que disse: “Eu conduzo meu povo no
deserto: estareis a beira de abismos, enfrentareis opositores, mas não
temais, Eu vos guiarei no meio das trevas”. Eu vos guiarei no meio das
trevas... Confiem no Senhor, confiem em Jesus. Em Is 9,1 lê-se: O povo que
andava nas trevas viu uma grande luz. Essa luz é Jesus; essa luz é
Jesus. E onde brilha a luz as trevas se dissipam. Amém.
sexta-feira, 5 de março de 2021
Sl 103,5-18 – Amor de Deus e Salvação
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M |
eu irmão, minha irmã,
tome sua Bíblia. O que você tem nas mãos não é um simples livro. Você tem nas
mãos a Palavra de Deus, a Palavra Viva do Deus Vivo. As verdades incontestáveis
da Sabedoria Divina; a marcha da Revelação Divina através da história da
humanidade. É também um manual de vida, com ensinamentos que nos levam ao
caminho da retidão moral e da justiça. Ao longo dos aproximadamente três mil
anos em que foi escrita, Deus se apresenta a humanidade e nos oferece o caminho
da salvação: Jesus Cristo.
Abra sua Bíblia no Salmo 103; vamos ler do versículo 5 ao 18 (...)... Eis um hino de louvor à criação. Deus nos criou por amor; criou o Universo para que servisse de suporte a Terra; criou a Terra para que servisse de pedestal a sua obra-prima: nós. Deus não nos criou porque estivesse só, não; Deus nos criou porque amava, ama e nos amará sempre. Nos criou à sua imagem e semelhança; imagem porque somos reflexos de sua vontade, semelhança porque fomos criados para sermos perfeitos e se não o somos é por culpa nossa, que desobedecemos e perdemos a pureza original. Quando os primeiros seres humanos, Adão e Eva, caíram em tentação e pecaram desobedecendo a Deus, perderam a intimidade que tinham com ele. Ao longo do tempo o homem vem pecando, se penitenciando, sendo perdoado – por pura misericórdia – mas cai de novo, muitas vezes tropeçando na mesma pedra. Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa de suas abominações, mas Deus salvou Lot e sua família. O dilúvio cobriu a terra, mas Deus salvou Noé e os seus. O povo hebreu estava cativo no Egito e Deus suscitou Moisés a liberta-los; mas o povo era renitente, teimoso; pecava por idolatria e murmuração, mas Moisés intercedia por eles e Deus os perdoava. Mais tarde, o povo escolhido sacrificava animais em holocausto expiatório para se livrar dos pecados e se o arrependimento era sincero, Deus os perdoava, não pelo sacrifício em si, mas pela contrição do coração. Contudo, já não havia arrependimento, os sacrifícios se tornaram mera formalidade, sem o firme propósito de renunciar verdadeiramente ao pecado e Deus irritou-se. Em Is 1,11 Deus diz (...)... Deus quer o coração do homem, o teu coração, o meu coração. Deus quer nos perdoar, nos salvar e para isso ofereceu a si mesmo em sacrifício, o último sacrifício de sangue, o sacrifício perfeito: Jesus, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! Jesus foi para a cruz para nos salvar e já nos salvou. Pelo sangue precioso de Jesus fomos lavados de todo o pecado. Mas... Há um porém: é preciso que desejemos a salvação, que sigamos Jesus, até mesmo no calvário se necessário; que assumamos nossa dependência a ele, que nos submetamos a seu senhorio. Jesus morreu e ressuscitou por nós. Ele não está mais na cruz nem no sepulcro; está vivo no meio de nós. A ressurreição de Jesus é garantia que existe a eternidade esperando por nós.
Por
amor fomos criados, por amor somos perdoados e por amor estamos salvos. Sejamos
merecedores da Salvação. Amém.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
Is 22,21-25 – Senhorio de Jesus
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P |
odemos comentar este texto
sob três aspectos: no contexto histórico, onde temos a subida e queda de
Eliaquim, mordomo do palácio real. No aspecto teológico, segundo o ponto de
vista da Igreja, os vv. 22s são referência a Pedro, conforme Mt 16,19. Em
último, analisemos o texto como palavra rhema, mensagem de Deus dirigida a nós
especialmente para este momento particular.
O v. 22 nos remete a Ap 3,7 que fala
diretamente do Messias, de Jesus, o que abre e fecha todas as portas. Jesus tem
todas as chaves menos uma: a chave do nosso coração. Esta nos foi confiada pelo
Pai em sua infinita misericórdia, no momento da criação. Porém se entregarmos a
chave do nosso coração para Jesus Ele nos abre para a santidade e nos fecha para
o pecado.
Talvez vocês conheçam a estória do
homem que recebeu a visita de Jesus em sua casa. O tal homem arrumou a sala,
trocou o tapete, etc e etc. No dia e hora marcada Jesus compareceu à casa do
homem. Este recebeu Jesus com a cerimônia de um bom anfitrião ao receber uma
visita ilustre, mas ficou só nisso. Ele impediu que Jesus visitasse os outros
cômodos da casa, pois lá estavam vestígios de seus pecados. De repente ouviram
batidas a porta; era o diabo querendo entrar. O dono da casa em vão tentava livrar-se
dele, até que Jesus interveio e expulsou o inconveniente visitante. Talvez
vocês achem estranho a tentativa do diabo querer entrar numa casa onde Jesus
estivesse presente. Mas o dono da casa não abriu a casa toda para Jesus. Jesus
ficou confinado a um canto da sala de visitas; o resto da casa foi vedado a
Jesus e por isso o diabo se achava no direito de reinvidica-la para si.
Quantos de nós somos como o homem da
estória. Não adianta abrir só um cantinho do coração para Jesus, temos que
abrir o coração por inteiro! Não adianta entregar somente uma área de nosso ser
a Jesus, temos de entregar todas as áreas. Não adianta dar um pedacinho de nós,
temos de nos doar totalmente a Jesus! Há pessoas que têm Jesus no coração e
ainda acreditam em horóscopo, por exemplo; têm Jesus mas continuam a ceder às
tentações do mundo, são escravas da TV, deixam de ir a igreja mas não deixam de
ver a porcaria da novela! Não é mentira nem exagero, é assim mesmo. Aceitar o
senhorio de Jesus é assumir o compromisso com Jesus na totalidade, seguindo e
servindo Jesus plenamente. Não é ficar em cima do muro; ou se é de Jesus ou se
é nada, não há meio termo. Sê quente ou frio, mormo Ele te vomitará, diz a
Palavra de Deus.
Quando o eu, nosso ego, é o centro
de nossas vidas e Jesus está do lado de fora ou confinado em um cantinho
qualquer, somos dirigidos pelo ego, pela carne, resultando em frustrações e
decepções e como conseqüência sofrimentos. No entanto, se Jesus está no centro,
se Jesus é o centro de nossas vidas, somos controlados por Ele, através do
Espírito Santo e crescemos em graça, somos fortalecidos e apesar das
dificuldades que possam advir, não haverá frustrações, pois no fim a vitória é
certa; com Jesus somos mais que vencedores.
Aceite o senhorio de Jesus na sua
vida. Ele se doou numa cruz por você. Ele morreu para que você pudesse viver.
Ele preferiu morrer por você a viver sem você. Oremos: Senhor Jesus entrego-me
a vós, fazei de mim o que quiserdes. Aceito tudo de vós. Deponho minha alma em
vossas mãos. Entrego-me a vós com todo amor do meu coração, sem medidas, com
confiança infinita. Sois meu Senhor e meu Deus. Amém.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
At 2,29-36 – Cristo Ressuscitado
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E |
ste pequeno trecho está inserido em um texto maior, que é
a pregação de Pedro após Pentecostes, onde foram convertidas milhares de
pessoas.
O
v. 29 nos diz: “Permita-me dizer com toda franqueza que Davi morreu e seus
restos estão no túmulo...etc”. Isto não significa que Pedro vai falar de Davi.
Não, ele simplesmente diz que Davi morreu e seus restos ainda estão no
sepulcro. Ele quer falar, sim daquele que ressuscitou, Jesus, que segundo a
carne era descendente de Davi. Jesus foi crucificado, morto e sepultado, mas
ressuscitou ao terceiro dia, ressurgiu dos mortos. Jesus está vivo. Vivo e no
meio de nós, pois onde dois ou mais estiverem reunidos em seu nome, aí estará
ele.
Jesus não está
mais na cruz ou no sepulcro, ao contrário de muitos que se julgavam iluminados.
Onde estão agora Maomé, Lutero, Calvino, Buda, Alan Kardec? Todos morreram e
estão nos túmulos. Jesus também enfrentou a morte e onde está ele agora? Vivo,
porque ele ressuscitou. Napoleão Bonaparte disse certa vez que para fundar uma
religião seria necessário duas coisas: morrer numa cruz e ressuscitar. E disso
somente Jesus foi possível.
Jesus foi para
a cruz, morreu para redimir nossos pecados e ressuscitou para nos mostrar que
existe algo mais esperando por nós. Com sua morte e ressurreição Jesus nos
abriu as portas do céu! Nossa Igreja celebra a exaltação da Santa Cruz, não que
Jesus esteja nela; a cruz é venerada como penhor de salvação. Olhamos para o
crucifixo, imagem de Cristo na cruz, para lembrar que foi por nós que ele
derramou seu preciosissimo sangue. Nossa adoração se dirige na verdade, ao
Santíssimo Sacramento Eucarístico, onde Jesus está realmente presente pela ação
do Espírito Santo. Podemos mesmo dizer que o Cristo crucificado nos ofereceu a salvação,
enquanto o Cristo ressuscitado nos apresenta a promessa da vida eterna.
Atualmente
vamos encontrar muitos filhos de Deus adormecidos na fé. Mais que adormecidos,
mortos na fé. No fim dos tempos haverá a ressurreição dos mortos. No entanto,
Jesus já ressuscita hoje os que estão mortos na fé e os mortos pelo pecado. Por
isso a Palavra em Ef 5: “Desperta tu que dormes. Levanta-te entre os mortos e
Cristo te iluminará.” Basta somente se entregar a ele; abrir o coração e deixar
que a luz de Deus te inunde; é só se abrir à ação do Espírito Santo. É ele, o
Espírito Santo, que te impulsiona. É ele, o Espírito Santo, que autentica nossa
missão, que nos dá força e coragem, que nos concede os carismas. É o Espírito
Santo que nos abranda o coração para que seja aberto e Jesus venha adentrar e
fazer sua obra em nós, venha assumir seu senhorio em nossa vida.
Diz o v. 36:
“Que toda casa de Israel saiba...etc” Ele é Senhor! Como está em Fl 2: “Toda
língua confesse para glória de Deus Pai que Jesus Cristo é Senhor.” Ele é
Senhor de tua vida. Somos pertença dele e como tal devemos nos submeter à sua
vontade. Portanto, desperta, reanima tua fé e tenha Jesus como Senhor da tua
vida. Segue aceitando o senhorio de Jesus, sendo fiel e perseverante. Fiel a
Cristo, fiel a Igreja, fiel a Palavra de Deus. Sê perseverante no caminho.
Caminho que aponta para o céu, cujas portas Jesus nos abriu ao vencer a morte.
Amém.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Lc 9,57-62 – Não Olhar Para Trás
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O |
texto em evidência nos propicia uma reflexão
versículo a versículo. Mas antes, um comentário: O servo de Deus que se rende
aos carismas é uma pessoa especial, não que seja melhor que outros, ao
contrário, pode até mesmo ser pior. É especial porque foi chamado, escolhido e
adestrado por Deus. Nos debrucemos então sobre o texto.
V.58:
Isto quer nos dizer, sem descanso, sem paradeiro. Jesus não nos promete
facilidades, ao contrário, seu caminho é árduo, pesado e até mesmo espinhoso.
Seu caminho é difícil, mas certamente seguro.
V.60:
Jesus nos promete vida plena e abundante. Ele é caminho, verdade e vida. Então
a frase “deixem que os mortos enterrem seus mortos”, refere-se àqueles que não
estão com Ele. Pois quem não caminha com Jesus, caminha com o mundo; e quem
caminha com o mundo, freqüentemente caminha para o pecado e o pecado leva à
morte, pois esta é a conseqüência do pecado.
V.62:
Quem olha para trás muitas vezes tem saudades do que deixou; pensa em voltar
para buscar o que ficou para trás. Se vivemos uma vida nova em Jesus não
podemos ser nostálgicos, com saudades do passado. O homem velho morreu e foi
enterrado com o pecado. Pegar o arado e olhar atrás é entrar para o serviço do
Senhor e lamentar-se pelo que deixou. É conversão aparente, pois na verdade se
tem saudade da vida de pecados.
Vejamos
como complemento, os versículos 26 e 33 do capitulo 14 deste mesmo livro de
Lucas. Lembra-nos o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as
coisas. Trata de renúncia, desapego.
Deixar tudo por amor a Jesus se for preciso, e deixar tudo é tudo mesmo! Deixar
novela, futebol, até mesmo rejeitar empregos que contrariem a convicção cristã,
a ética, a doutrina da Igreja. O cristão verdadeiro não trabalha em lojas de artigos
esotéricos, de macumba, em produtoras de filmes e revistas pornográficos, etc,
etc.
No
AT lemos que Elias lançou seu manto sobre Eliseu que cuidava de seu campo.
Lançar o manto significava chamar para o serviço. Eliseu atendeu prontamente.
Jesus está agora lançando seu manto sobre nós. E o manto que Jesus nos lança é
seu próprio Espírito. Ele nos quer fazer especiais; Ele nos escolhe, convoca,
instrui, nos fornece as ferramentas (os carismas) para que o sirvamos
proficientemente.
Nos
chamastes, Senhor, para caminhar na vida contigo. Decidimos te seguir sempre,
Senhor, não olhar, não voltar atrás. Cantemos: “Me chamaste para caminhar...”
Enquanto cantávamos lembrei de uma Palavra dada a mim há muito tempo atrás: Is 28,23-29. Essa passagem me foi dada quando estava num grande e profundo deserto espiritual. Vivia um momento de aridez, no qual fazia um questionamento. Não um questionamento da fé, mas questionava se valia a pena continuar servindo ao Senhor meu Deus. Ou seja, eu estava tentado a largar o arado e olhar para trás, voltar atrás! Mas o Senhor veio em meu socorro e me deu esta Palavra, exortando-me a ouvi-lo. Essa Palavra que fala exatamente de um campo sendo semeado. Assim Deus quis que eu fizesse; que arasse, semeasse, cultivasse, colhesse, debulhasse. Assim Ele também fez em meu coração; aí então compreendi que era esse o meu caminho, que eu jamais poderia abandonar o serviço, a missão a qual Ele me chamou e confiou. Amém.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Gal 5,1-16 – Liberdade Cristã-Preceitos
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A |
palavra que Deus nos deu para hoje pode ser
passada em duas etapas: Até o v. 12 Paulo nos fala da fidelidade a lei, aos
mandamentos simplesmente. Dos vv. 13-16 Paulo nos fala da fidelidade a Jesus, à
moção do Espírito Santo.
O AT em Gen 17,9-14 relata o
pacto de Deus com Abraão. Deus ordena a Abraão e aos seus, que se circuncidem,
em sinal de aliança. A circuncisão tem força de lei para os judeus. Até hoje
todos os judeus são circuncidados. Mas nós cristãos temos uma nova aliança, uma
aliança eterna, definitiva: Jesus. Isto não significa que devamos desprezar o
AT, longe disso. Até porque Jesus, como ele mesmo diz, não veio abolir, mas
aperfeiçoar a lei. Devemos ser fiéis aos mandamentos da lei de Deus, mas acima
de tudo devemos ser fiéis ao próprio Deus em si, abertos a ação do Espírito
Santo.
A Palavra de Deus nos diz que quem está sob
ação do Espírito Santo não está submisso a lei. Mas por aí muitas pessoas vivem
mergulhadas no pecado e se julgam justas, certos no seu proceder, não é assim
mesmo? Eles dizem, não mato, não roubo,
não faço mal a ninguém, logo não peco. Não é assim que eles falam? Mas matar
não é só atirar em alguém com um revólver, a língua também mata; a língua pode
matar e ferir, mutilar mais que a espada. A calunia, a injuria, podem acabar
para sempre com a dignidade, com a honra de um homem, de uma mulher.
E u não roubo. Está certo, eu
não meto a mão no bolso de ninguém, mas não devolvo o troco a mais que eu
recebo; acho uma carteira recheada e devolvo vazia, só com os documentos. É...
Fulano faz tudo isso e ainda diz que não rouba. Misericórdia Senhor,
Misericórdia.
Eu não faço mal a ninguém, mas
vivo escandalizando a todos com minhas atitudes. Bebo demais, falo palavrão o
tempo todo, me visto de modo indecoroso. Não namoro, fico; sou casado(a) e saio
com outras mulheres, outros homens, etc,etc. Eu posso até pensar que não
incomodo ninguém com isso, mas na verdade estou ofendendo, machucando o coração
daquele, que mesmo que eu não reconheça, é meu melhor amigo: Jesus.
Essa hipocrisia também havia no
tempo de Jesus. E Jesus veio dizer aqueles homens que eles não seguissem
sòmente a lei, os preceitos, só isso não bastava. E o Espírito Santo vem nos dizer agora que só
isso não basta! Naqueles tempos os homens se circuncidavam, era preceito legal
e muitos achavam que só isso bastava. Hoje somos batizados e muitos achamos que
só isso nos basta! E o coração? O coração está incircunciso, o coração está
manchado pelo pecado, está impuro. A verdadeira circuncisão se dá no coração,
pela ação do Espírito Santo, pela aceitação da Palavra de Deus, pela submissão
ao senhorio de Jesus. E mais uma vez: Quem está sob a ação de Espírito Santo
não está submisso a lei. Porque? Porque quem é movido pelo Espírito Santo
jamais transgride a lei!
Por questão de preceito vamos a
missa aos domingos e dias de guarda. Por obrigação, só por obrigação,
assistimos, não participamos, da celebração. O encontro com Jesus se dá somente
no momento da Comunhão Eucarística, depois, tchau. A semana inteira o coração
fica vazio; Jesus fica esquecido no Sacrário. No sacrário de pedra do altar,
enquanto que na verdade, Ele deveria estar no sacrário vivo que é o coração.
Guardem estas palavras, reflitam...
Vv. 13 ao 16: Não abusar da
liberdade, viver a vida espiritual. São
Paulo na primeira carta aos corintios nos diz que tudo é permitido, mas nem
tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não posso me deixar dominar pela
permissividade. Não posso me deixar dominar pela tentação, pela concupiscência
da carne. Concupiscência é a tendência do ser humano de ceder as tentações, de
se desviar do caminho do Senhor. Ë como um carro com a direção desalinhada,
sempre puxa para um lado; Temos que ser firmes no volante para manter o carro
na estrada. A concupiscência, inerente a nós, aliada a tentação do demônio é a
principal causa de nossas quedas. Quanto maior o pecado, mais fundo é o buraco,
mais sinistro, mais tenebroso é o abismo. Assim, quando caímos p’rá subir de
novo, p’rá se erguer, é muito difícil, só pela misericórdia Divina. Para nossa
sorte Deus é misericordioso, é todo amor.
Todos conhecemos os frutos do
Espírito Santo: Paz, harmonia, caridade, tranqüilidade, alegria, amor ao
próximo, saúde, saúde espiritual. Só virtudes, só coisas boas. Vamos ler o v.
19 (...). Só o que não presta. Diante disso, irmãos, o que escolher? Irmão,
você vai deixar de sentir a suprema alegria da presença de Deus vivo em seu
coração, para viver uma vida de amargura, de incertezas? Desculpem a franqueza,
a dureza das palavras, mas escolher errado é burrice, é insanidade!
Se você se acha fraco, vacilante, andando em ziguezague, peça a Força do Alto, peça ao Espírito Santo que lhe oriente, que guie seus passos, que alinhe a sua direção










