quinta-feira, 25 de junho de 2009

O que agrada a Deus

Que agrada a Deus? Bater no peito e gritar: “Jesus é meu Senhor”; comprometer-se com mil serviços, num excesso de ativismo; fazer todos os retiros; rezar o rosário diariamente; guardar os dias santos de preceito?
Dizer que Jesus é Senhor (e é mesmo) somente da boca pra fora, sem submeter-se integralmente a seu Senhorio é só falação, mero blá blá blá. Já fora dito pelo Senhor mesmo, nem todo o que diz senhor senhor, é digno do reino do céu. Ativismo em excesso é só ativismo. Quem se preocupa com muitos afazeres na igreja, ou mesmo no cotidiano, não tem tempo para a oração, para a escuta de Deus, para a leitura orante da Palavra, não tem tempo para nada, a não ser para suas tarefas, muitas delas infrutíferas e tantas outras que poderiam ser delegadas. De que vale fazer todos os retiros, se passa-se ao largo dos mais necessitados? Tomar o rosário e rezar mecanicamente cada terço, sem a devida meditação à cada mistério, é desprezar a riqueza que esta devoção nos proporciona. Cumprir os preceitos como se fossem mera obrigação também de nada vale. Nada feito por temor, por interesse pessoal ou por formalidade conta com o beneplácito divino.
Agrada a deus àquele que tem o coração contrito, amoroso, misericordioso, um coração adorador. Aquele que proclama que Jesus é Senhor e realmente vive sob o Senhorio de Jesus. Aquele que exerce dignamente seu trabalho no ganha pão de cada dia e participa ativamente na igreja, como agente de pastoral ou servo de movimentos eclesiais, sem esquecer-se de uma vida de oração. Aquele que comumente faz retiros espirituais, aos quais lhes são necessários, e não simplesmente por achar que estes lhe tornam santos. Aquele que, devoto mariano ou não, reza com respeito e dedicação o terço. Também aquele que cumpre os preceitos e é fiel a doutrina da Igreja, não no intuito do cumprimento de regras, mas com um sentimento de amor e fidelidade.
A estes Deus olha com especial atenção. Ele não esquece os outros, obviamente, pois o sol nasce para todos, bons ou maus e assim também Deus ama a todos seus filhos, rebeldes, ingratos, ou obedientes e fiéis. Portanto agrada a Deus quem o segue, quem se submete a sua vontade, quem o reconhece Senhor e Soberano, quem o reconhece dispensador de todas as graças.
Para sermos assim é fundamental aceitarmos Jesus como senhor, reiteramos. E para tanto nosso coração tem que ser (ou estar) brando e assim permanecer. Abertura de coração para o Espírito Santo; o Espírito Santo é o próprio Deus habitando em nós e que se revela quando, abrindo o coração nós Lhe concedemos que nos controle.
Jesus com o Pai nos dá o Espírito Santo para que através do Espírito, Ele próprio se revele e nos conceda Sua companhia para que o sigamos incondicionalmente, deixando o caminho largo e trilhando a via que conduz à porta estreita. Esse caminhar no Espírito agrada imensamente a Deus.

sábado, 20 de junho de 2009

Profecia nos grupos de oração

“Praticar o carisma da profecia na Renovação Carismática”
María José Cantos de Ortiz - (ICCRS)

A profecia é uma mensagem de Deus, uma manifestação do Espírito para o bem geral, pois os que profetizam edificam, exortam e confortam a comunidade (1 Cor 12,7; 14,3). Pode ser expressa através de uma frase, visualização ou texto da Bíblia.
Nos grupos de oração da Renovação Carismática Católica, há muitas intervenções que são inspiradas pelo Espírito Santo: algumas vezes, algumas pessoas se sentem movidas pelo Espírito a partilhar uma experiência, a dizer uma oração ou a ler um texto claramente guiado por Deus; outras vezes, uma idéia, uma visualização ou uma moção recebida é comunicada aos outros. Quando falamos de “profecia”, estamos nos referindo a comunicações do Senhor. Estas podem ser expressadas de forma simples e direta, como, por exemplo: “ Eu estou com vocês, não temam”... através de uma mensagem em línguas e sua interpretação, através de uma canção profética ou de uma visualização recebida.
Quando uma profecia é recebida, há dois aspectos envolvidos: um é aquele de sentir-se movido por Deus a falar e o outro é uma iluminação da mente para expressar a mensagem. Estes aspectos podem ser consecutivos ou simultâneos. Sentir-se movido por Deus a falar pode manifestar-se em sinais físicos, como o aumento dos batimentos cardíacos, um peso que persiste, ou um impulso sereno em dizer alguma coisa. Em qualquer caso, devemos sempre considerar de que nenhum impulso divino é incontrolável ou deixa a pessoa perturbada: o espírito profético deve estar sob o controle do “profeta” (1 Cor 14,32). Por sua vez, a iluminação da mente acontece através de idéias, palavras, frases que surgem na mente, visualizações ou inspirações repentinas. Algumas vezes a pessoa recebe uma mensagem completa, mas é bastante comum que a pessoa receba a mensagem como ele/ela a expressam. O conteúdo da profecia é uma mensagem de Deus para aquele momento e seu propósito é edificar a comunidade, confortar, dando-lhe paz e alegria, encorajar, fortalecer, corrigir ou exortar.
Embora a profecia seja uma mensagem de Deus, esta é dada através de uma pessoa que fala quando movida pelo Espírito. Pela mesma razão, faz-se necessário discernimento para saber se é genuína. Quanto mais uma pessoa estiver entregue a Deus, mais pura e transparente será a mensagem. Este é o motivo pelo qual a profecia deve ser discernida pela comunidade: “Quanto aos profetas, falem dois ou três e os outros julguem” (1 Cor 14,29).
Os critérios para discernir podem ser agrupados considerando que a mensagem de Deus deve “ter a fragrância de Cristo...o perfume da vida conduzindo à vida”.
(2 Cor 2,14-16 ). Allan Panozza considera cinco critérios para discernir uma profecia genuína: dar bons frutos; estar de acordo com as Escrituras; encorajar, edificar, exortar, trazer paz e não medo; dar glórias a Deus, e o profeta estar sob a unção de Deus.
Através do processo de discernimento, a profecia verdadeira, a falsa profecia, e a pseudoprofecia podem ser distinguidas. A verdadeira tem os atributos expressos acima. A falsa profecia não aparece com freqüência e geralmente contradiz, em algumas de suas partes, o que a Palavra de Deus ou o ensinamento da Igreja expressam; é expressa em palavras agressivas ou condenatórias; seus efeitos são negativos e seus frutos são a inquietude, a angústia ou a ansiedade. Há situações que favorecem a falsa profecia: pessoas que tem tido contato com o oculto, divisões no grupo, situações de pecado ou o desejo por carismas extraordinários. A pseudoprofecia corresponde a uma mensagem que vem da pessoa, seja através de seus pensamentos, sentimentos ou emoções; sem prejudicar, ela não tem o poder e a unção que vem de Deus. Por último, há também mensagens dadas como profecias nas quais o que vem de Deus se mistura com o que vem da pessoa. Isto geralmente acontece quando uma pessoa começa a profetizar. Neste caso, a pessoa responsável pelo grupo ou comunidade deve ajudar para que este dom seja purificado no irmão ou irmã que a manifestam.
A profecia é um dom muito apreciado por São Paulo: “Empenhai-vos em procurar a caridade. Aspirai igualmente aos dons espirituais, mas sobretudo ao da profecia” (1 Cor 14,1).
Não desprezá-la, é uma insistência que ele faz em suas cartas (Tes 5, 19-21) a fim de que a apreciemos e a promovamos em nossos grupos de oração, dando ensinos apropriados sobre o assunto, apoiando, orientando e ajudando os irmãos e irmãs que mostram ter este dom para que cresçam, encorajando e ensinando o grupo a acolher e expressar a profecia que geralmente aparece em momentos de recolhimento, adoração, longos silencias e após cantar em línguas.
Finalmente, devemos considerar que deve haver algum tipo de autoridade a qual a profecia se submete; no grupo de oração, são os líderes que a discernem; em outros eventos como retiros ou reuniões, o discernimento é feito por uma equipe.
Resumindo, como a profecia é uma mensagem inspirada pelo Espírito, é um dom altamente estimado na Renovação Carismática e nos grupos de oração e deveria ser convenientemente encorajado. Quando um grupo reza e invoca o Espírito, Ele age edificando, exortando ou confortando a comunidade através de palavras proféticas na boca de pessoas simples que se abrem à Sua ação. Entretanto, o discernimento é essencial para distinguir a profecia verdadeira de outras mensagens que não vem de Deus.

domingo, 14 de junho de 2009

Nossa História

Corria o ano de 1986, mês de junho, quando a Sra. Ana Cândida, conhecida na comunidade como Dona Ana, fundou o grupo de oração denominado Jesus Misericórdia. A principio o grupo se reunia em sua residência, posteriormente com o aval do pároco, na época Padre Domingos, passou para a sede da Paróquia de São Brás. Foram pioneiros o Dr. Waldir, cirurgião dentista e o casal Ismael e Therezinha Durade, além de Jorge Augusto Ferreira. Dona Ana foi para os braços do Pai em setembro de 2008. Dr. Waldir é hoje Diácono permanente. Ismael fora membro do Conselho Vicarial Suburbano e coordenador da RCC no Vicariato Oeste; atualmente faz parte do núcleo do Grupo de Oração Jesus Misericórdia juntamente com sua esposa Therezinha; Ismael pregador e ambos ministros de oração por cura e libertação, também sendo MESCE’s. Jorge Augusto também compõe o núcleo do G.O. Jesus Misericórdia.
A 17 de setembro de 1991 foi acrescido, por iniciativa de Dona Ana, um horário alternativo no grupo de oração. Com o passar do tempo, as reuniões neste horário adquiriram característica e personalidade próprias, dando origem a novo grupo de oração, o Jesus Misericórdia e Paz. Em meados de 1998 este novo grupo viveu um período de arrefecimento e quase extinção, porém Deus aprouve usar o servo Ismael para promover a reestruturação e reavivamento do grupo de oração Jesus Misericórdia e Paz. Ao longo do tempo este grupo de oração teve como coordenadores: Ana Cândida (Dona Ana), Elizabeth (Betinha) e Carlos A. R. Nunes. Atualmente o grupo de oração é coordenado por Margarida Dolores de Almeida Lima, tendo como servos de núcleo Carlos A. R. Nunes, Lucilia Maria da Silva, Lucinéa M. da Silva, Maria José Gaião Ferreira, Maria de Lourdes S. de Lima, Teresinha M. de Araújo e Mirian Ferreira.
Integram o grupo de oração os ministérios: pregação (Carlos, Margarida, Lucilia), cura e libertação (Margarida, Mirian, Carlos, Lucilia, Teresinha), intercessão (Lucilia, Lucinéa, Ma José, Lourdes, Teresinha, Vânia), acolhida (Ma José, Rosana, Henrique) e música (Lourdes, Lucilia, Lucinéa).
Em outubro de 2008 foi iniciado o projeto Celebrando Pentecostes em Família, idealizado por Carlos Nunes e composto por servos dos dois grupos de oração. A finalidade é evangelizar levando a cultura de pentecostes ao seio das famílias. A equipe de servos visita as famílias em datas previamente agendadas, promovendo reuniões de louvor, oração, pregação e batismo no Espírito Santo. Enfim, o G.O. nas casas.
Os grupos de oração acontecem na Igreja de São Brás, Rua Andrade Figueira-158, Madureira – Rio de Janeiro. O Grupo de Oração Jesus Misericórdia se reúne as quartas feiras, 20:00 horas. O Jesus Misericórdia e Paz às segundas feiras, 15:00 horas.
Essa é nossa breve história. Que Deus continue abençoando os grupos de oração. Que Deus continue abençoando a Renovação Carismática Católica.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dor do mundo

Sempre haverá dor no mundo. Contudo não devemos nos desesperar. Os maus a levarão consigo e a espalharão aonde forem; os tolos egoístas não a perceberão em outros, somente em si próprios. Outras pessoas tentarão aliviar a dor, consolando os que sofrem, confortando, remediando. Estas são as pessoas boas, misericordiosas, compassivas, que amam; espero que você que agora lê este texto esteja entre esses últimos, mesmo que ocasionalmente também você tenha sido atingido pela dor e viva um momento atribulado.
Sabemos que Deus é bom e não se compraz com o sofrimento. Então porque sofremos?
Várias podem ser as causas: desleixo, conseqüências do pecado (pessoal ou herdada), fatalidade, imprudência, etc. Várias são as ocorrências em que pais ao perderem filhos em acidentes fatais, blasfemam culpando a Deus pela tragédia. Não se atêm ao fato que Deus não dirigia um automóvel enlouquecidamente; não se embriagou numa festa e assumiu um volante; não induziu ninguém a atravessar uma via de grande circulação de veículos fora da faixa ou da passarela de pedestres e tantas e tantas atitudes afoitas e irresponsáveis de grande numero de jovens hoje em dia.
E quando alguém atravessa a rua corretamente na faixa e é atropelado por um carro que em alta velocidade avançou o sinal? Quando o motorista dirige de modo correto e é abalroado por outro que dirigia drogado ou embriagado? Quando alguém é atingido por uma bala perdida? Quando uma criança contrai dengue e não resiste? Neste caso pode não haver responsabilidade das vitimas, mas alguém errou, alguém foi responsável pelos acidentes (ou incidentes). Um motorista insano guiava um carro velozmente e avançou um sinal; outro guiava embriagado; criminosos trocavam tiros nas ruas; profissionais de saúde negligentes e autoridades omissas não conseguem controlar uma doença facilmente diagnosticável e de tratamento simples.
Porque então responsabilizar Deus pelos erros e desatinos dos seres humanos? Porque Ele tudo sabe, tudo vê, tudo pode? De fato, Deus é onisciente, onipresente, onipotente, mas não é prepotente. Logo, Ele nos fez livres e não interfere em nossa liberdade, mesmo que abusemos dessa liberdade, mesmo que transformemos essa liberdade em libertinagem e libertinagem em maldade.
Deus não poderia vencer o mal? Certamente; em seu infinito amor Deus tem poder para tudo. É por isso que diante da maldade e suas conseqüências devemos sempre nos lembrar d’Ele. Sabemos que Deus é amor e sendo assim, valoriza quem é amado, portanto Ele não faz a nossa parte; deixa-nos à vontade. Na verdade Deus é força para que unidos em seu amor, façamos tudo que é possível para superar o mal. Quando as pessoas se unem vencendo barreiras, preconceitos, divisões, muito das conseqüências do mal são anuladas. Pode acontecer que nos atemorizemos frente ao que nos cerca. Entretanto jamais podemos esquecer que na morte e ressurreição de Cristo Jesus o mal foi vencido. Cabe a cada um de nós acolher esta dádiva. Não podemos fugir da responsabilidade, pois quem ama é responsável.

Façamos então como o Apóstolo Paulo: “Quem nos afastará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Pois estou persuadido que nem a morte, nem os abismos, nada poderá nos apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor”.(Rm 8,35.38s).

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Parar de sofrer 2

Aprender a sofrer com o sofrimento de Cristo... Eis a frase. Cristão é aquele que segue a Cristo, ou melhor dizendo, aquele que imita (ou pretende imitar) a Cristo. Amar como Jesus amou, viver como Jesus viveu e, portanto, participar do sofrimento de Jesus enquanto homem. Jesus Divino é isento de sofrimento, vive e reina na glória eterna e por ora é inacessível a nossos olhos meramente carnais. Imitemos, pois, Jesus humano que pisou nosso chão, assumiu nossa carne, em tudo foi como nós, menos no pecado e como nós submeteu-se ao sofrimento. Sofrimento esse para que o nosso fosse amenizado, para que nos fosse possível suportar as dores que cedo ou tarde nos alcançam.
Ninguém gosta do sofrimento, ninguém quer sofrer e quem sofre naturalmente quer parar de sofrer. Porém o sofrimento é inevitável. Inevitável, não imanente, não insuportável. Não imanente porque não perpassa a totalidade da vida; não insuportável porque quem tem Jesus tem tudo e Ele carregou sofre Si nossas dores, além do que não nos é dado fardo além de nossa força. A cruz que abraçamos é mais fácil de carregar do que aquela que arrastamos. Assumamos a cruz e roguemos a Deus que nos venha amenizar o sofrimento, ou expurgá-lo de vez.
O saudoso padre Leo nos mostrou o que é sofrer com dignidade, sofrer sem deixar de amar, sem jamais perder a fé. Grandes santos da Igreja sofreram por longos períodos de suas vidas. São Francisco de Assis sofreu os estigmas de Cristo em sua carne e morreu feliz por isso. O apóstolo Paulo nos relata o quanto sofreu pelo evangelho e a tudo suportou por amor a Cristo e a Cristo crucificado! Cristo vive, sabemos todos. Mas a cruz é a maior prova de amor que a humanidade já viu. Olhar para a cruz é ver o quanto Cristo Jesus padeceu por nós.
A noite sucede ao dia e assim dia e noite se revezam ao longo do tempo. Dias ensolarados, dias chuvosos e nevoentos; noites claras de luar, noites sombrias e tenebrosas. Dias tranquilos, noites serenas; dias agitados, noites insones. Dia e noite se revezam... Assim é também a vida de cada um de nós. Na linha do tempo de nossa vida, bons e maus momentos se alternam. Para alguns, muitos bons ou ótimos momentos e raros momentos de tribulação, a outros o contrário. Mas a todos, indistintamente, é dada a oportunidade de remissão, o reconforto, o refrigério, a oportunidade de cura através do sangue de Jesus. Sangue derramado na cruz!
Você talvez, caro irmão, esteja vivendo um período de turbulência, passando por uma noite escura; não desanime. O Sol Radiante da Justiça brilha sobre você. Se não O vê é porque você está envolvido em seus problemas, olhando seu próprio interior, daí a escuridão. O mundo tenta cegá-lo com o brilho falso das coisas pecaminosas para afastá-lo da luz verdadeira que é Jesus. Não olhe para trás nem para o chão, olhe para frente, olhe para o alto.
Parar de sofrer é o que todos queremos. Enquanto não conseguimos e se não conseguimos, ao menos aprendamos a sofrer com o sofrimento de Cristo: “Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder de sua ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a Ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição entre os mortos” (Fl 3,10s).

sábado, 16 de maio de 2009

Parar de sofrer

Disse Jesus aos discípulos: No mundo havereis de ter tribulações, mas coragem, eu venci o mundo. Jesus venceu o mundo e esta vitória nos trouxe conforto em nossas tribulações. Não importa a intensidade da dor, do sofrimento, o tamanho do problema, os assuntos mal resolvidos, nada, nada é maior que a confiança que Jesus nos inspira. Ele é nossa força, nossa esperança, acima de tudo, nossa paz.
Paz que só encontramos Nele. A paz verdadeira; outras “pazes” encontramos a torto e a direito por aí afora. Contudo, a paz que conta, a paz verdadeira, é a Dele. Essa paz que brota de Seu Coração imensamente misericordioso e que é infundida em nossos corações.
Todos, vez ou outra, passamos por dificuldades. Sejam dificuldades financeiras, sentimentais, emocionais, conflitos nos relacionamentos, enfermidades, e tudo que se possa imaginar de infortúnios. Quem anda só ou confia tão somente em outros homens, geralmente se desespera, vê tudo desmoronar e desmorona junto. No entanto, quando apesar dos problemas, depositamos nossa confiança em Jesus, esperando Nele e naturalmente fazendo o que nos cabe, tudo pode balançar, oscilar de um lado a outro, mas não desmorona, não vem abaixo.
Nossa confiança está no Senhor que fez o céu a terra, diz o salmista. Nossa confiança está no Pai, Criador de tudo e de todos, JAVE, Aquele Que É; Deus por nós. Nossa confiança está no Filho, Jesus Salvador, o Emanuel; Deus conosco. Nossa confiança está no Espírito Santo, Paráclito, Santificador, Ruah; Deus em nós.
Jesus nos garante vida plena e abundante, mas isso não é promessa de “boa vida” e abundância material. Ao contrário, àquele que queria segui-lo, disse que as aves tinham ninhos e as raposas tocas para abrigarem-se e Ele mesmo não tinha onde recostar a cabeça. Vida plena e abundante de paz interior, de tranquilidade emocional, de riqueza espiritual. Vida plena, pois a plenitude da vida é Ele próprio. Vida abundante, pois a abundância da vida é o Espírito Santo derramado em nós.
Queres seguir-me? Tome cada dia tua cruz e venha comigo. Porque para seguir Jesus precisamos também de uma cruz? Porque se renegarmos a cruz não o seguimos, apenas o vemos passar. Sozinhos com a cruz (confiando em nós mesmos ou em outros como nós) é impraticável; qualquer cruzinha seria pesada demais. Quando Jesus nos pede que tomemos nossa cruz e o sigamos é para que partilhemos com Ele a nossa cruz! Ele tomou sobre Si os nossos fardos, nossas cruzes, nossas tribulações. Deus não permite um sofrimento maior do que aquele que possamos suportar. Por isso: desapegue-se de frivolidades, assuma a sua cruz transitória e caminhe par e passo com Jesus. Para Jesus houve um Cireneu. Para você também: o próprio Cristo é seu Cireneu.
Pare de sofrer é uma frase imperfeita. Aprenda a sofrer com o sofrimento de Cristo, é a frase. A paz do Senhor esteja contigo, caro leitor.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O que Deus espera de nós

Quando amamos nos entregamos ao objeto de nosso amor, seja coisa ou pessoa. Entrega essa no sentido restrito de comprometimento, se bem que as vezes, a entrega é total no sentido pleno da palavra. Também quando amamos – pessoas naturalmente – esperamos que a recíproca seja verdadeira, ou seja, esperamos correspondência unívoca a esse amor. Amamos e ansiamos sermos amados; somos fiéis e exigimos fidelidade; comprometemo-nos (entregamo-nos) e esperamos compromisso. Em tudo esperamos, ansiamos, desejamos, exigimos uma contrapartida. Amamos e esperamos ser amados, fazemos o bem e esperamos o bem em nossa vida, somos caridosos e esperamos caridade, oramos a Deus e esperamos uma resposta ou uma atitude.

Nosso amor é condicional ou impõe condições. Nosso amor é egoísta, egocêntrico, egonimo. Nosso amor é carnal. Longe de tratar-se de antítese corpo/alma, vivamos no espírito e não segundo as paixões da carne: ‘' Digo pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne; pois são contrários uns aos outros... Se vivemos pelo Espírito, vivamos também de acordo com o Espírito” (Carta de S. Paulo aos gálatas cap. 5, versos 16 e 25). Diante do preposto por S. Paulo, viver de acordo com o Espírito Santo é a chave, a premissa na vida de todo cristão. Ser impregnado pelo Espírito Santo (todo batizado o é), aquele que se abre a ação do Espírito Santo deixando-O assomar em si (quem se deixa batizar no Espírito) vivendo plenamente sob a ação do Espírito por certo fará a vontade de Deus, pois sabemos que o Espírito Santo é Deus próximo a nós. Sta. Edith Stein já dissera: “Espírito Santo, mais próximo de mim que eu de eu mesma, mais intimo de mim que o âmago de minha alma” . O Espírito Santo é Deus em nós; Aquele que nos confere a graça santificante. Portanto se quisermos fazer a vontade de Deus, deixemo-nos guiar por Ele através do Espírito Santo.

Deus nos ama de modo absoluto, todos sabemos disso. Pede que amemos, espera algo de nós, embora não faça disso uma condição. Acima está exposto o nosso modo de amar: condicional. O que Deus nos pede? O que Ele espera de nossa parte? A Palavra nos diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma, de todo teu espírito e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 37.39). É a regra de ouro do cristianismo. Eis o que Deus espera de nós: ágape, caritas, hessed, filos, não importa a origem linguística da palavra, o que Deus espera é que nos O amemos acima de tudo e de todos e nos amemos como irmãos. Se amamos respeitamos; se respeitamos não ofendemos; se assim agimos não transgredimos; se não transgredimos não pecamos. Eis a razão do Apóstolo S. Paulo nos exortar: “Ao viver sob a ação do Espírito Santo não se está submisso a lei”. (cf. Gl 5). Não que estejamos acima da lei, mas que sob a ação do Espírito jamais descumpriremos as leis, sejam humanas e acima de tudo as Divinas. É o que Deus espera de nós.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Foi por você

Rocha firme

Pessoas mal informadas ou mal intencionadas, ou ambos, atacam de forma vil a Igreja. Atiram pedras, lançam setas e destilam seu veneno como se pudessem contra ela. Nos dois mil anos de sua história tentaram de tudo: perseguição cruenta, heresias, cizânia, calunias e tudo que se possa imaginar. E a Igreja firme, impoluta. Tudo o mais ruiu, esfacelou-se, soçobrou. O Império Romano deixou de existir – Tu vencestes ó Galileu (Imperador Juliano). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos (Tertuliano). – A reforma protestante deu no que deu: divisões, divisões e divisões. Do comunismo o que sobrou? Apenas alguns políticos anacrônicos. Mas a perseguição continua.

De maneira infame acusam a Igreja de obscurantista e retrógrada, de cruel e até de assassina. Mal informados, que busquem aprender para saber do que falam; aí provavelmente mudarão de opinião. Rever talvez o enfoque histórico, para mudar um pouco o que os livros de história nas escolas tentam pregar. Aprende-se que a Igreja Católica é arcaica, violenta, graças às Cruzadas, a Inquisição, e o impedimento das ciências. Pura balela. Se soubessem que a Igreja foi a maior promotora das artes e ciência, sendo responsável pela abertura de universidades como Oxford, Sorbone, Coimbra, entre outras; que os islâmicos assolaram a Europa durante a sua expansão, sempre contra a Igreja Católica; que os protestantes promoveram verdadeiro morticínio com fogueiras e degolas aos que não aceitavam trocar de religião, talvez compreendessem mais a Santa Igreja Católica e a difícil missão de passar por todas essas dificuldades, e se manter.

Infelizmente muitos são mal intencionados, maldosos e a estes interessam tão somente fomentar o descrédito contra a Igreja Católica. Gente de mentalidade abortista, pregadores da cultura da morte, favoráveis a união civil de homossexuais, a promiscuidade sexual entre os jovens, a desagregação da família, a corrupção dos valores morais. A estes interessam desacreditar a Igreja e seus representantes. Apontam a metralhadora giratória e saraivadas de mentiras são disparadas.

Supõem que a Lei de Deus (os mandamentos bíblicos) e a doutrina da Igreja (os preceitos baseados na sagrada escritura) sejam volúveis como as leis humanas e que poderiam ser mudados ao sabor das veleidades contemporâneas. Pecado é pecado hoje como era há quatro mil anos. As leis naturais não podem ser revogadas. Um objeto seguro pelas mãos vai ao chão ao ser solto; assim acontecia nos tempos de Moisés e continua acontecendo hoje. A lei da gravidade não pode ser alterada por uma canetada jurídica, tampouco as leis de Deus.

A perseguição continua e a Igreja continua de pé, assentada em rocha firme. E assim permanecerá até o fim dos tempos, quando o Senhor virá resgatá-la; virá resgatar a Igreja e todos os que estiverem em sintonia com ela (Aqui refiro-me aos irmãos separados que vivem a essência do amor cristão) ou seja, os verdadeiros cristãos.

Continuam investindo contra ela, como quixotes contra moinhos de vento. De nada valerá; a Igreja está assentada em rocha firme. Ela não é simples instituição humana, é constituída pelo próprio Cristo. Ela é o próprio corpo de Cristo, sendo Ele mesmo a cabeça desse corpo místico. “Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado no céu e tudo que desligares na terra será desligado no céu”.(Mt 16,18s).

Os mal informados que se informem. Os mal intencionados sejam alcançados pela misericórdia de Deus.

domingo, 3 de maio de 2009

Mensagem Brasil

Mais perto - Pe. Fábio de Melo

Viva uma vida no Espirito

Faço a você um grande desafio: VIVA UMA VIDA NO ESPÍRITO! Não tenha medo de fazer uso dos dons na sua vida espiritual, não tenha receio de cantar em línguas durante o seu dia, às vezes cantamos muitas canções até belas, mais precisamos cantar o cântico novo do Espírito. Ore em línguas durante o seu dia, não perca tempo, dê abertura ao que Deus quer fazer na sua vida, e não tenho dúvidas de que o restante dos dons, dos carismas e dos frutos do Espírito irão se mover na sua vida e através de você. Esse é o meu segredo, ser um homem que vive os carismas do Espírito, que deixa todos os dias o Espírito Santo orar em mim. São Paulo ainda nos diz com clareza: “Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, porém o que profetiza edifica a Igreja. Desejo que todos vós faleis em línguas; desejo ainda mais: que todos profetizeis”. (1 Cor 14, 4-5). É tempo de viver a vida nova em Cristo, é tempo de pedir o avivamento do Espírito, é tempo de retomar essa vida no Espírito. Lembre-se: “Se alguém está em Cristo, é criatura nova. O que era antigo passou, agora tudo é novo”. (2 Cor 5, 17). Estamos em tempo de guerra espiritual, e em tempo de guerra precisamos nos adestrar em usar as armas certas. Os dons, carismas e frutos do Espírito são armas poderosas quando sabemos usá-las: “As armas do nosso combate não são carnais. São armas poderosas aos olhos de Deus, capazes de derrubar fortalezas”. (2 Cor 10, 4). Por que você ainda resiste em usá-las? Deus quer te fazer vitorioso, invista na vida nova, viva a vida no Espírito!