quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Esperança

São Paulo testemunha que devido a realidade da ressurreição de Jesus Cristo e da certeza de nossa própria ressurreição, sua fé não era inútil nem vazia.
A Palavra nos lembra e de certa forma exorta a olharmos para frente, visando um futuro além do horizonte material. Pessoas fazem provisão para o amanhã, cadernetas de poupança, não é assim? Desta maneira buscam garantir o futuro da família, dos filhos e de si próprio. Devemos pensar no futuro não simplesmente como o dia de amanhã, o futuro imediato, mas sim pensar no futuro como eternidade. Porque haverá um dia, quando caírem todas as nossas imperfeições – assim esperamos – estaremos diante de Deus e O veremos tal qual Ele é! Veremos então, o que olho nenhum viu e ouvido nenhum jamais ouviu! (Estas são palavras da escritura, não minhas; vêem portanto do coração, não da mente). Em vista do exposto, nossa caderneta de poupança deve ser espiritual não material, nossos tesouros devem estar no coração, não no cofre.
Deus nos criou perfeitos como Ele mesmo, à Sua imagem e semelhança. Mas o pecado nos desfigurou. Em Adão perdemos a imortalidade e a graça original; vaidade, orgulho, soberba, auto suficiência e desobediência geraram o pecado e com o pecado a dor, o sofrimento, doenças, morte. Mas veio alguém que tudo venceu, inclusive triunfou sobre a morte. Com Adão vieram o pecado e a morte, com Cristo a graça santificante e a vida eterna. Em Adão abundou o pecado, em Jesus a graça é superabundante!
Tem gente que sabe que algo é errado e mesmo assim, faz. Nada importa, para esses tudo é permitido, tudo convém. São amantes do pecado, capazes de lutar para ganhar o mundo, mas não se disponibilizam para Deus. Querem tudo do mundo e perdem a graça da salvação. O cristão não é, não deve e nem pode ser assim. Nossa esperança reside naquele que morreu e ressuscitou para nos salvar e garantir a eternidade junto ao Pai Celeste. Vivamos intensamente nossa fé, vivenciemos com fervor a Boa Nova de Cristo para alcançarmos a salvação e podermos adentrar um dia o Santo dos Santos. Como nos diz São João Bosco: “Vivamos como se cada dia fosse o primeiro, único e último de nossa vida.”
Haveremos, um dia, de ver Deus face a face. Enquanto não chega esse dia, vivamos nossa obscuridade com fé, enxergando-O como que através de um véu, à contraluz. Vivamos de modo que quando advir a hora, possamos adentrar o Santo dos Santos e permanecermos resplandecentes com Ele na eternidade.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Conheça a história de São Brás


São Brás nasceu na Armênia no século III. Filho de pais pagãos foi convertido ao cristianismo numa época de grandes perseguições. Foi médico e bispo em Sebaste. Como profissional da medicina usava seus conhecimentos para resgatar a saúde do corpo, mas também da alma, pois se ocupava também em evangelizar os pacientes.
No tempo de são Brás ocorreu uma forte perseguição religiosa, por isso como santo bispo, procurou exortar os fiéis à firmeza da fé. Por sua vez o santo, testemunho da segurança de Deus, retirou-se para um lugar isolado para poder continuar governando a Igreja local. Porém ao ser descoberto pelos perseguidores disse: “Sede benditos, pois me trazeis uma boa nova; que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”. São Brás é conhecido como protetor da garganta, justamente porque a caminho do martírio curou milagrosamente uma criança apresentada por uma mãe em desespero, que estava sufocada por uma espinha de peixe entalada na garganta.
Já processado e condenado, São Brás enfrentou muitas torturas sem trair nem renegar sua fé em Jesus Cristo. Teve pedaços de sua carne arrancados por dentes de ferro. Foi degolado no ano 316 aos 3 de fevereiro.
Benção de São Brás: Pela intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus dos males da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Miserere

Ouvi gente dizendo que o acontecido no Haiti foi castigo de Deus. Entre outras bobagens, o que chamou mais atenção foi a suposição de que a prática do vodu tenha sido o motivo da tragédia. Deus todo poderoso teria castigado os pagãos! Como vimos anteriormente, Deus não castiga ninguém.
Cataclismos acontecem; as forças da natureza são incontroláveis. Porém as consequências, a dimensão das tragédias são responsabilidade humana. O homem ainda não encontrou, apesar de toda ciência e tecnologia disponíveis, meios de controlar os fenômenos meteorológicos e atmosféricos, ou seja, não conseguimos controlar a natureza. Mas ainda assim, o grande responsável pelos desastres naturais é o homem. O homem desmata, assoreia cursos d’água, aplaina elevações, causa erosão. Construímos onde não se deve; em encostas instáveis, em várzeas de rios, no sopé de vulcões. Cidades são erigidas sobre falhas geológicas notadamente conhecidas.
E no caso do Haiti? Sem minimizar o poder destrutivo do terremoto, o grande fator que potencializou a tragédia haitiana é a miséria. No final do século vinte os americanos ocuparam o Haiti. Defendendo seus interesses, preocuparam-se apenas com o aspecto geopolítico; o povo haitiano... bem, o povo haitiano que se lixasse... são negros, pobres, incultos... Pobre Haiti: explorado pelos colonizadores franceses, explorados como mão de obra barata pelos americanos, explorados pelos compatriotas da dinastia “Doc” e seus “tonton macoutes”. Se o país tivesse infra-estrutura, instituições operantes, uma defesa civil organizada, por certo a dimensão da catástrofe seria bem menor.
Não, o terremoto não foi castigo de Deus. Mas as consequências foram resultado do pecado. Não o pecado do sempre sofrido povo do Haiti, mas o pecado do resto do mundo. Mundo que gasta bilhões de dólares, euros, iens, em pesquisas inúteis, dispende fortunas em armamentos, em guerras sem sentido e ignora povos que vivem em situação de miséria extrema. O responsável pela tragédia haitiana não foi Deus. Fomos nós.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Desgraças não vêm de Deus

Uma pedra na água afunda porque é mais pesada, uma rolha de cortiça flutua porque é mais leve que a água. Se você se lançar ao mar, se atirar na água sem saber nadar, por certo se afogará. Aí então alguém há de culpar Deus por isso.
A nossa tendência é sempre culpar os outros pelos nossos erros, nossas falhas. Assim sendo, Deus é quase sempre considerado culpado por nossos sofrimentos, nossas dores, pelas coisas ruins que acontecem invariavelmente devido a nossa desobediência, teimosia, imprudência, descuido... Nos julgamos auto suficientes, fazemos o que queremos e quando a casa cai, culpamos Deus!
É típico o caso da mãe que perde o filho em acidente de trânsito. O jovem dirigia em alta velocidade, derrapou e se acabou numa árvore ou poste. A mãe, em desespero, entre blasfêmias e imprecações se revolta contra Deus. Será que Deus pisava o acelerador daquele carro? Será que Deus induziu aquele jovem a dirigir como um louco?
Há uma lei em física, a inércia, que diz que o estado de repouso ou movimento de um corpo não pode se alterar por si só. Há necessidade de um estimulo, de uma ação externa, ou seja, nada se move se não for impulsionado, nada em movimento para se não for freado. Podemos assim, traçar um paralelo com nossa relação com Deus. Se observarmos bem as escrituras, podemos ver que para cada ação de Deus há uma contrapartida humana e vice-versa. Nas bodas de Caná, Jesus transformou em vinho a água que os homens, a seu pedido, colocaram nas talhas; Os homens rolaram a pedra para que Jesus ressuscitasse Lázaro; O general sírio Naamã foi curado da lepra pelo profeta Eliseu, após se banhar sete vezes no rio Jordão. Assim, em tudo que fazemos, há uma conseqüência, boa ou má. As coisas ruins nos acontecem não devido a uma ação divina, mas a uma ação humana. Dessa forma, não devemos afrontar Deus nem pô-Lo a prova. Todos conhecemos a passagem do Evangelho em que Jesus é colocado no alto de uma torre e tentado. Satanás citando a Bíblia, o Salmo 90(91) diz a Jesus para que Ele se atire, que os anjos o protegeriam, o amparariam, que nada de mal iria acontecer. Lembram-se da resposta de Jesus? - Também está escrito: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Se nós, deliberadamente, nos expomos a uma situação de risco, de perigo iminente, na pretensão de estarmos sob a proteção de Deus, transferindo a Ele nossa responsabilidade, estaremos colocando Deus a prova! E colocar Deus a prova é tentar a Deus.
Deus tudo pode, para Deus nada é impossível. Uma coisa porém Deus não pode fazer. Deus não pode deixar de amar! Simplesmente porque Deus é amor e se Deus é amor, deixando de amar, deixaria de ser Deus. Isso é impossível, porque Deus é eterno, é infinito, é imutável. Deus nos ama com amor infinito e não quer o nosso mal, nem mesmo o mal para o pecador. Desgraças não são castigos, diz Jesus em Lc 13, referindo-se aos 18 homens que morreram no desabamento da torre de Siloé. Fatalidades acontecem, mas não são obras de Deus. Acontecem por imperícia, incompetência, imprudência humana. Pessoas são atropeladas sobre a calçada, elas eram inocentes, mas alguém errou, alguém falhou, alguém guiava mal um automóvel; por certo não era Deus. Em verdade quando Deus age nestes casos é para salvar, para dar um livramento, não para prejudicar. Há vários exemplos a citar, mas nenhum é tão notório como falar de crianças atingidas pelo mal. Parece o argumento definitivo dos detratores de Deus: Se Deus é bom, porque crianças ficam doentes e morrem? Porque crianças nascem defeituosas? Não cabe a nós julgar nem buscar entendimento dos desígnios de Deus, mas sem aprofundar, podemos dizer que em muitos, muitíssimos casos, os pais negligenciaram no cuidado da saúde dos filhos; mães, gestantes, ingeriram remédios inadequados, fumaram, consumiram drogas, etc.
No mundo sempre haverá dor, sofrimento, tragédias. Mas nem por isso devemos perder a esperança e a confiança em Deus, ao contrário, devemos levar o conforto e o alivio aos que sofrem, devemos levar Jesus às pessoas. Jesus que sofreu na carne as nossas dores, foi humilhado, torturado e não reclamou. Jesus que morreu por nós, Jesus, o nome acima de todo nome. Jesus, diante do qual todo joelho se dobra no céu, na terra e no inferno. Que toda boca proclame que Jesus é o Senhor. Se você irmão, irmã, estiver com seu coração aberto vai perceber que é o próprio Deus falando a você. E Ele esta dizendo: confie, confie e espere em Mim, não importa o que aconteça a sua volta.
Deus não é responsável pelas coisas ruins que nos acontecem. Somos responsáveis pelos nossos atos e temos que arcar com as conseqüências. Não podemos imputar a Deus a responsabilidade que é nossa. Deus é bom, Deus é tudo, portando não vamos culpa-lo pelos nossos fracassos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Oração de cura interior

Senhor, és o meu salvador.
És meu amigo, meu Deus todo poderoso. Médico dos médicos, Deus fiel e sensível. Aquele que vê, escuta, fala comigo, me abraça, caminha junto, me ama.
Senhor, és luz que ilumina, que queima, que cura.
Obrigado pelo Teu amor, atenção e presença na minha vida, na minha casa, na minha família.
Eis-me aqui Senhor Jesus, suplicando o Teu Espírito Santo que renova todas as coisas.
Senhor quero sentir teu amor, o toque de tuas mãos. Toca-me com Tuas chagas. Aí tens minha cabeça; Que tua luz penetre fundo em minha mente. Tens em Tuas mãos o meu cérebro, Senhor; O meu sistema nervoso, o cansaço, o desânimo, os pensamentos, conflitos, ansiedades, confusão, medo... Cura-me Senhor!
Obrigado Senhor porque és luz em mim. Obrigado Senhor pela energia nova que vem do Teu coração, das Tuas mãos.
Aí tens Jesus, os meus traumas, complexos, frustrações. Toque o meu consciente, subconsciente e inconsciente; Neles, o meu passado.
Liberta-me com Tua graça das conseqüências de decepções que tenho vivido, liberta-me das máguas, ressentimentos e revoltas, ensinando-me a perdoar.
Volte aos anos já vividos por mim, meu Jesus e com Tua luz liberta-me das lembranças dolorosas de acontecimentos traumatizantes.
Eu Te louvo porque me libertas. Entrego-Te esta depressão; Causas e efeitos.
Coloque Tuas mãos em meu coração amargurado, decepcionado, triste, frio, sem vida. Espírito Santo, luz poderosa, luz que cura, clareie toda área escura da minha alma.
Preencha-me Senhor Jesus com Teu amor. Entrego-Te meus vazios, carências, Fraquezas e desilusões.
Com Tuas mãos Senhor Jesus, envolva meus sentimentos para serem purificados e santificados. Derrama sobre mim o Teu Espírito. Eu preciso ser banhado, mergulhado no Teu Espírito Santo. Dê vida a minha vida. Meu coração anseia e suspira pelo brilho da Tua luz.
Obrigado Jesus; És Deus libertador.
Eu Te louvo Senhor Jesus por Tuas mãos que tocam, que curam.
Eu Te louvo Senhor Jesus, pois o amor e a luz da Tua presença enchem meu coração de paz e de alegria. Eu vivo hoje a Tua Palavra: “Eu sou o Senhor que te cura” – (Ex 15,26c).
Céus se rasgam, o Espírito Santo inunda meu ser, a voz do Pai que é amor acontece, Jesus Salvador me cura e me faz sentir filho amado do Pai do Céu!



( do livro Eu Sou O Senhor Que Te Cura – Clarice Braga de Carvalho )

domingo, 3 de janeiro de 2010

Hoje Livre Sou


Presença forte em mim; posso dizer que habitas aqui. Sua mão poderosa veio e me levantou. Posso declarar: Hoje livre eu sou!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Pureza de criança


Na igreja, joelhos no chão diante do Sacrário adorando Jesus Eucarístico, tive a atenção despertada por passinhos de criança correndo. Observei uma menininha parar diante do presépio montado junto ao altar e embevecida chamar pela mãe para também essa apreciar a beleza do presépio. Diante do Senhor e para o Senhor, refleti que a menina completava o cenário. Era como se algo faltasse a cena do presépio e aquela criancinha suprisse essa ausência. Aquela criança diante da imagem do menino Jesus no presépio, nos representava. Ali estava toda a humanidade, tal qual Deus Pai nos havia criado, com a pureza de uma criança.
Na passagem do Evangelho de Mateus, capitulo 18, versículos de 2 a 5, Jesus nos exorta a sermos como crianças, pois só assim seremos merecedores do reino do céu. Ser como crianças para estar com Jesus na eternidade; voltar no tempo, ter atitudes infantis, ser ingênuo como uma criança?
Não. Jesus não nos pede atitudes pueris, ele pede que tenhamos alma de criança. Que sejamos como crianças na pureza de pensamentos, nos sentimentos, no despojamento, na afabilidade e por que não dizer na dependência? Como a criança depende dos pais, dependemos todos de Deus.
Se hoje em dia as crianças perdem a pureza original cada vez mais cedo, não é culpa delas, sim do ambiente que as cercam. Ao invés da partilha, são incentivadas ao individualismo; ao invés do amor, são incentivadas a desconfiança; ao contrário da concórdia, são incentivadas a competição. Daí nos transformam nos adultos que somos.
Por isso disse Jesus que só estará com ele em Seu Reino quem for puro como uma criança. Retornemos as origens, sejamos como criancinhas nos braços do Pai!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

Feliz Natal


Abra o coração e se deixe envolver pelo Espírito Santo. Deixe que Ele venha fazer em você a obra de renovação que você tanto precisa. Permita que Ele venha e deposite em você o amor, a força, a coragem e a determinação que farão de você um novo homem, uma nova mulher. Depois disso, volte-se para si mesmo, busque o seu interior e irá encontrar Jesus resplandecendo de alegria em seu coração. Feliz Natal!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Adoração dos magos

Mt 2,1-12
A passagem bíblica em foco é repleta de simbolismos. Cada fato descrito tem uma significação especial. A adoração dos magos a Jesus menino foi o cumprimento das profecias messiânicas em Isaias 49 e Salmo 71 (72). A leitura também apresenta a salvação oferecida a todos os povos da terra, representada no encontro de Jesus pelos reis magos, que eram pagãos vindo de uma terra distante. A atitude de Herodes querendo achar o menino, com o intuito de elimina-lo, representa o inimigo induzindo o mundo a nos tirar a salvação. Os presentes: ouro, incenso e mirra, simbolizam a realeza de Jesus (o ouro), sua divindade (o incenso) e sua paixão e morte (a mirra – um perfume, usado para embalsamar corpos a serem sepultados). A leitura também trata da epifania, ou seja, a revelação de Jesus ao mundo. Ele quer hoje se revelar a nós, ele quer se apresentar a nós.
Os magos foram atraídos a Jesus por uma luz brilhante. Que luz os estão atraindo? O brilho falso das coisas do mundo, ou a moção do Espírito Santo os guiando até Jesus? Os magos adoraram o rei que havia nascido; abriram seus tesouros, ofereceram-lhe presentes e partiram. Voltaram por outra estrada, por outro caminho. Quem encontra Jesus, quem conhece verdadeiramente Jesus, quem tem um encontro pessoal com Jesus não fica no mesmo caminho, deixa os atalhos para seguir o verdadeiro caminho, verdade e vida que é o próprio Jesus. Quem encontra Jesus não pode continuar na mesma vida. Muda, converte-se, volta por outro caminho.
Jesus veio ao mundo, pisou nosso chão, nos ensinou sua doutrina, nos apresentou o reino de Deus – seu reino – e morreu; morreu na cruz por nós. Ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu. Mas não nos deixou sós, não nos abandonou, pois são suas as palavras: onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles. Jesus nos derramou o seu Espírito Santo e está presente na Santa Eucaristia e na leitura orante dos Evangelhos. No entanto muitos de nós, muitíssimos, o buscamos somente pelos milagres, pelas curas. Buscamos Jesus pelo que ele pode fazer e não pelo que ele já fez, que foi nos dar a salvação. Esquecemo-nos que cada milagre realizado, cada cura, aponta para algo maior, a salvação. O objetivo final não é simplesmente a cura que é transitória, mas a salvação, que é a cura completa e definitiva.
Jesus tira toda dor, toda angustia, toda tribulação. Ele tirou de mim, me curou e continua curando. E quer tirar de vocês também toda dor, mágua, todo ressentimento, falta de perdão, sofrimento... Pode ser que demore, pode ser que ele tire tudo isso agora, já, nesse instante. Depende de vocês, depende da abertura de seus corações, depende da maneira como vocês se colocam diante de Jesus. Em suma, o tempo da ação de Deus vai depender em grande parte da dimensão da nossa fé. Por isso creia irmão, irmã. Acreditem; Jesus está aqui para nos curar, para nos libertar, para dar vida plena e abundante.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Natal

O Natal se aproxima. O comércio já prepara as ofertas de natal, as lojas se enfeitam, a TV divulga anúncios visando as vendas natalinas. Tudo respira natal; o consumismo é intensamente incentivado. Já se ouvem as musiquinhas de natal; “gingou béu, gingou béu...” e o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo onde está que não se fala? Cadê o nosso Natal?
Não há muito tempo, ainda se armavam presépios nas praças, as lojas eram ornamentadas com motivos verdadeiramente natalinos. Mesmo no meio comercial havia Natal. Hoje em dia os ornamentos nos mostram renas, carruagens, duendes, “papais noéis” estilizados. Mostram um natal diferente, também estilizado, ou seja, deturpado.
O Natal de Jesus foi substituído por um consumismo desenfreado. A ceia em família foi substituída por festas onde a oração e a moderação no comer e beber deram lugar a comilança e bebedeira sem limites.
Infelizmente constatamos que muitos que se dizem cristãos católicos aderiram ao natal mundano. Trocam Jesus por Papai Noel, o cálice de vinho por latas e latas de cerveja, a Missa de Natal pela confraternização entre amigos e o que é pior, muitos optam pelas baladas em plena noite de Natal.
Como, porém, em plantas espinhentas nascem belas rosas, ainda há quem em meio a tudo ainda comemore o legitimo Natal, com Missa e ceia em família, ainda que trocando presentes e também confraternizando com os amigos (que a bem da verdade não constituem erro).
Talvez tenha sido notada a diferença em alguns parágrafos das grafias natal e Natal. Não, não foi erro de digitação.